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Monthly Archives: Julho 2009

Dúvidas sobre o “Pinto”

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Esta foi uma conversa que tive a pouco com um colega, sobre algumas duvidas que ele tinha e que sei que muitos ainda têm, então para aproveitar a conversa, que eu até achei em partes interessante, vou colocar aqui para que vocês também tirem suas duvidas. Esta é uma conversa de msn então relevem os erros e claro dei sigilo ao rapaz em questão.

Se você também tem alguma duvida, critica ou sugestão fique a vontade (aviso desde já que não trabalho no meio sexual nem dou “aulas praticas”, e tenho dito, que fique claro).

 

D. diz:

Qual tamanho ideal… Do pênis?

Freak Butterfly diz:

Não há tamanho ideal (risos)

 Freak Butterfly – diz:

Ideal é saber usa-lo

Freak Butterfly – diz:

Cada mulher tem um tamanho também

D. diz:

Mas não tem essa da maioria preferir grande não?

 Freak Butterfly – diz:

Então não há o ideal

D. diz:

É eu sei

D. diz:

Mas digamos, psicologicamente.

 Freak Butterfly  – diz:

O troço é SABER USAAAAAA

D. diz:

Serio! Ta certo

 Freak Butterfly  – diz:

Todas dizem nossa era “enormeeee”, mas só querem achar um que as completem.

D. diz:

Hum, saquei!

D. diz:

E a quantidade de gozada isso importa ou a mulher ta poco se lixando pra isso?

 Freak Butterfly  – diz:

Em relação ao cara? Tipo quantas vezes ele goza?

D. diz:

Sim e a quantidade que sai.

 Freak Butterfly  – diz:

Olha vamos em partes

 Freak Butterfly  – diz:

Tipo, primeiro a maior preocupação dela é ela gozar, já que pra vocês é bem mais fácil!

D. diz:

Sim, isso eu sei.

 Freak Butterfly  – diz:

Segundo, as mulheres em geral se sentem felizes por saber que deram prazer imenso ao homem, isto também as excita!

Freak Butterfly  – diz:

Mas tipo agente não para pra ver quantos litros de porra o cara expeliu (risos).

D. diz:

Eu infelizmente gozo e pronto, acabo tem como mudar isso? Aprender sei lá?

 Freak Butterfly  – diz:

Olha ate tem ué. Lê o original do kama sutra ou sexo tântrico. Se tiver interesse mesmo, claro.

D. diz:

Odeio ler (risos), mas sim, tenho interesse.

 Freak Butterfly  – diz:

Ou então, opte pelo “primeiro as damas”.

D. diz:

Tem como aprender a controlar? Quanto ta pra gozar?

 Freak Butterfly  – diz:

Claro, através do sexo tântrico!

D. diz:

uia

Freak Butterfly  – diz:

Tem uns truques pra quem tem ejaculação precoce, que é desviar o pensamento do prazer. Ao invés de pensar em você “chegar lá”, pense nela “chegar lá”.

D. diz:

Poxa, valeu Poli, muito obrigado e desculpa qualquer coisa.

Freak Butterfly  – diz:

😉

 

Bem, é isto ai pessoal. Espero que tenha sido ao menos útil ou educativo.

E lembrem-se: “Tamanho não é documento”

“Melhor um pequeno brincalhão que um grande bobalhão”

“Primeiro as Damas”

Ditados e jargões não existem em vão. Foram criados em alguma lógica então pode confiar!

Abraços,

Freak Butterfly.

Justine – De volta a realidade Parte I

Euteamo

Era dia, estava frio, porém o sol que entrava pela janela tocava a costa nua de Justine a acarinhando. A noite fora longa e a preguiça lhe tomava o corpo, ela sentiu o cheirinho doce do café, mas não conseguia abrir os olhos. Fora tudo tão bom, tão perfeito, que ela não queria despertar para a realidade. Foi quando sentiu o toque dos dedos másculos de Gustavo percorrendo sua espinha.

– Bom dia flor do dia! Hora do café!

Justine de espreguiçou enquanto resmungava.

– To com sono ainda…

– É, eu sei linda, mas já te ligaram milhões de vezes, inclusive seus pais.

– MEU DEUS! – disse apavorada.

Ela havia esquecido completamente deles em seu surto histérico. Ela deveria ter ligado e avisado onde estava, pois deveria imaginar que Lucas e Marcela ligariam lá atrás dela.

– Meu Deus, como pude esquecer deles? – ela se levantou abruptamente e colocou a camiseta que estava no chão ao lado da cama.

Correu para a sala e pegou o celular que estava na mesa, haviam mais de 50 chamadas não atendidas.

– Meu Deus! To morta!

Ela verificou quem ligou quantas vezes, haviam 13 chamadas de sua casa, 6 do celular de seu pai, 3 do celular de sua mãe, 15 da casa de Marcela, 10 do celular de Lucas, 2 do celular de Marcela e uma de um numero desconhecido.

– Calma Ju, depois de 20 chamadas da Marcela, eu resolvi que era melhor atender.

– Você disse que eu estava aqui? – disse desolada.

– Não, eu só disse que você havia me ligado e que estava bem, que estava em um hotel, mas não queria me dizer onde.

– Ela acreditou?

– Sim! Pedi que avisassem seus pais, pois percebi o que deveriam estar desesperados em meio a tantas ligações.

– Realmente, vou ligar para eles agora… – disse amargurada – coitado do meu pai.

– Eu disse a ela que você só queria pensar. Por isso não atenderia o celular.

– Obrigada! Você foi um grande amigo.

Ele sorriu gentilmente e lhe propôs tomarem o café.

Os dois sentaram na bancada que dividia a cozinha da sala, ele havia feito café, comprado pão, suco e queijo. Os dois não falaram nada, apenas se olharam durante todo o café. Ele satisfeito, e ela com desejos, ao percorrer cada detalhe do seu peito nu, de cada toque, cada beijo, sem duvida ele era mais quente que o Fabiano na cama. Mas nada superava o que acontecia entre ela e Lucas, os lençóis pegavam fogo literalmente. Era como se ambos precisassem realmente um do outro para sobreviver. Mas logo a imagem de Lucas e Marcela sentados, ele segurando as mãos da sua amante, lhe invadiu os pensamentos e sua expressão amargurada voltou a face.

– Melhor eu ligar agora pros meus pais.

Gustavo sorriu e assentiu com a cabeça.

Justine respirou fundo e disse a si mesma.

– Bem! Prepare os ouvidos garota.

Discou para o celular da mãe, mesmo sendo mais histérica que seu pai seria, Justine sabia que a dureza na voz do pai, lhe partiria ainda mais o coração.

– JUSTINE! CADE VOCÊ MENINA? – disse Maria em meio à histeria.

– Oi mãe… – sussurrou ao celular – eu to bem, não se preocupe ta?

– Então porque estava sussurrando? Você foi seqüestrada? Se foi, de um sinal, uma tosse! Ande menina me diga algo.

– Calma mãe! Que coisa, você ta loca? – logo percebeu que sua mãe andava vendo TV demais – Olha, eu to bem ta legal, só precisei de um tempo. Briguei com o Lucas e foi isso. Marcela não te avisou que eu estava em um hotel e só queria paz?

– Sim, mas ela estava desesperada, eles ligavam sem parar para ter noticias, na esperança de que você nos desse noticia. Menina! Você quase enfarou seu pai de tanta preocupação.

Aquela palavra lhe atravessou o peito como um punhal, em meio à raiva ela havia esquecido completamente de avisar os pais.

– Me desculpe mãe… Olha, logo eu volto pra casa, vou tomar um banho, respirar fundo e volto pra casa, certo?

– Qual hotel você esta?

– A senhora jura que vou contar né? Nada pela senhora mãe, mas sei que vai ligar correndo pro Lucas, e por hora não desejo vê-lo.

– Volte logo. Vou falar com seu pai que você ligou. Ele ainda está dormindo, tivemos de dar calmante.

Aquilo parecia uma tragédia grega. Ela desligou o celular e não saiu do sofá.

– Você esta bem pequena?

– Estou, é só que esqueci dos meus pais cara, como eu pude não avisa-los?

– Marcela não os avisou?

– Sim, mas a minha mãe… Ai! E o meu pai… Sabe, eu devia ter ligado.

– Relaxa – disse ele ao se sentar ao lado dela – tudo vai se explicar, você deve conversar com Marcela e com o Lucas, acho que o que você viu foi tudo um mau entendido.

– Será?

– Pelo que ela me contou, certeza!

Então ela havia traído seus dois amores sem motivos, e ainda pior, traídos com o melhor amigo de Marcela. Que tipo de pessoa era ela? Sua cabeça girava em um turbilhão de pensamentos. Como ela era fraca e covarde. Como ela era egoísta e só queria usar daquele momento uma desculpa para satisfazer seus impulsos. Em meio à lagrimas ela disse.

– Por favor, quero que fique só entre nós o que aconteceu esta noite. Sei que você não esconde nada da Marcela, mas isso a mataria.

– Calma pequena. Não fique nervosa novamente, eu não sou o tipo de cara que sai por ai contando quem comeu ou deixou de comer. Não sou do tipo que conta vantagem nem coisa do tipo. Os calados comem mais – resumiu com um sorriso presunçoso.

– Isso é… Obrigada mais uma vez, por tudo!

– Capaz! Eu que lhe agradeço, afinal, tive uma noite de folga, ao lado de uma mulher maravilhosa.

Justine sorriu sem graça com as bochechas coradas.

– Não acredito! A senhorita envergonhada?

– Ah! Não é porque eu sou meio porra louca que não sinto vergonha de ouvir elogios.

– Então, já que você vai conversar com o Lucas e a Má, e eu sei que tudo vai voltar ao normal entre vocês. Tipo, já que pecou e a penitencia é a mesma… Que tal um banho a dois?

Justine abriu um sorriso sacana e pulou em cima dele no sofá, os dois começaram a se beijar e ele tirou a camiseta que ela usava sob o corpo nu. Ele baixou a calça de moletom e seu pau já estava rijo sentindo a buceta de Justine lambuza-lo. Sem pensar muito, ele a segurou pelo quadril, a levantou um pouco e encaixou seu pau no buraquinho lambuzado, ela inclinou a cabeça para trás e gemeu.

 

De joelhos ela se movimentava como se cavalgasse, o sobe e desce, os calor dos corpos, os gemidos baixos de Gustavo, e excitavam mais, ela queria muito mais. Então de virou de costa para ele, sentada em seu pau, ela começou a se movimentar cuidadosamente, Gustavo logo ocupou as mãos, uma para massagear o seio esquerdo a outra para massagear o clitóris. Aquela era uma sensação maravilhosa, suas pernas mau a agüentava, tremiam tanto que ela sabia, iria explodir em gozo.

Logo ele também gozou, e seus copos ficaram imóveis no sofá como estatuas, o cheiro do sexo pairava pelo ar. Agora era hora de enfrentar a realidade.

(Continua)

Freak Butterfly.

Vamos falar de sexo?

GirlsNightOut

Ontem ouvi que o preconceito em relação às mulheres que conversam abertamente sobre sexo mudou. Mas, em relação às experiências que já tive, aos rótulos que já recebi, vejo que nada mudou tanto assim. O mundo segue machista como sempre.

Nós que já queimamos os sutiãs, protestamos, tivemos direito ao voto e direitos iguais, ainda somos julgadas por querer conversar sobre sexo como qualquer homem entre amigos faz na mesa do boteco.

O problema é que muitos ainda não aceitam a posição que alcançamos nas ultimas décadas (e não digo atrás do tanque ou na beira do fogão). As mulheres hoje escolhem se vão ou não casar. Se querem ou não ter filhos. Tem a opção do sexo casual, elas vão pro boteco com as amigas, tomam cerveja e falam de “pinto”, como quem fala de novela.

Muitos me dizem: “Você se expõe demais no blog. Eu não teria coragem.”

Sinceramente, não vejo maldade alguma nas coisas que digo ou escrevo. Eu sou uma pessoa extremamente curiosa, que gosta de ler, escrever, e usei este meio de comunicação pra tentar ajudar algumas pessoas que tem medo de revelar seus temores. Só eu sei quantas pessoas eu já ajudei, quantas imaginações eu conquistei.

Sempre ouço a mesma pergunta: “Justine é você? Ela existe?”

Claro que deve haver pessoas como Justine, e é obvio que como toda pessoa que escreve ela é parte de mim. Como uma filha. Algumas pessoas amam, outras ficam horrorizadas e há aqueles ainda que acham que sou prostituta (rs isso é hilário eu confesso, rio demais disso). Não querendo me comparar a Anais Nin, mas ela escrevia coisas eróticas assim como eu, o que eu faço é usar palavras mais “chulas” e comuns no vocabulário daqueles que lêem. Seria estranho ler vulva, fornicar, entre outras palavras mais “poéticas”. Eu simplesmente escrevo o que as pessoas desejam ler.

Falar de sexo é saudável e divertido. É uma troca de experiências, é um aprendizado. Só não podemos expor a intimidade de forma que vá nos afetar e afetar terceiros.

A vida já é complicada demais, têm problemas demais, guerras demais pra ainda nos preocupar-mos com coisas tão banais. Ainda ter-mos preconceitos tão medíocres.

A liberdade de expressão é isso, ser o que somos mesmo que doa naqueles que não tem coragem para de libertar, se escondem em fakes e se trancam em “armários” de lamentações e julgamentos precipitados.

 

Freak Butterfly

Justine – Desafiando o desconhecido

desejos

Depois daquela noite os pesadelos de Justine não foram mais os mesmos, agora eles se revezavam com entre Lucas e Gustavo, e algumas vezes, ao invés de Lucas e Marcela no centro da orgia era ela e Gustavo.

Justine passou a desmembrar cenas de seu pesadelo para descobrir o que Gustavo lhe falou, ela poderia ver mais medos e desejos envolvidos ali. O maior medo era Lucas e Marcela se apaixonarem e assim ela perderia os dois de uma só vez. Seu maior desejo ultimamente era transar com Gustavo, por isso ele aparecia tanto agora, mas ele poderia não deseja-la e sim querer somente Marcela. E seu maior desejo e medo: a orgia!

Ela sempre desejou ir a casas de swing, ver e ser vista transando, dar para quantos desconhecidos pudesse agüentar, mas ela tinha medo. Medo de ser descoberta, medo de que algo desse errado, medo de não ser desejada, não ser o centro das atenções e pintos.

Isso latejava em sua mente, em suas veias, durante todo o resto da semana, ela não via a hora de chegar sexta e ir encontrar com Marcela. Elas precisavam conversar, e Justine tinha de descobrir como terminar com aquilo sem magoá-la, mas como se até ela sofreria? O bom seria que Marcela se apoiaria em Gustavo, e o ruim é que logo os dois voltariam a namorar, e ela nunca mais teria a oportunidade de tê-lo, de senti-lo.

Mil possibilidades passaram por sua cabecinha louca. Insinuar um ménege à trois com ela, Marcela e Gustavo. Mas achava que Lucas não ficaria feliz em estar de fora, ele sempre disse que ao menos teria de estar presente. Ela pensou em ir encontrá-lo e seduzi-lo sem que nenhum dos outros soubessem, mas por quanto tempo ela conseguiria esconder a traição de seus amados?

Então chegou sexta. Justine saiu do trabalho e foi direto para casa de Marcela, sem avisar. Ela decidiu comprar o vinho predileto da amiga, chocolates e entrar de surpresa, já que tinha a chave do apartamento dela.

Ao entrar sorridente, uma nuvem atravessou sua mente. Seu maior pesadelo parecia se realizar, Marcela e Lucas juntos, sentados no sofá, ele afagando as mãos dela, ela com um meio sorriso bobo.

– Justine! – disse Marcela em um pulo.

– Oi amor – falou Lucas calmamente.

Os olhos de Justine se encheram de lágrimas, a raiva estampada em seu rosto deixou Lucas apreensivo.

– Amor, o que houve?

– ENTÃO É ISSO SEUS FILHOS DA PUTA?! HÁ QUANTO TEMPO ESTÃO ME ENGANANDO? – gritava Justine totalmente descontrolada.

– Não é nada disso que você estava pensando flor – falou Marcela carinhosamente tentando acalma-la.

– Amor? Querida? Calma, eu só vim aqui ajudar Marcela… – e foi interrompido pelo grito de Justine.

– HAAAAAAAA, VOCÂ ACHA QUE CAIO NESSA, AS DUAS PESSOAS QUE MAIS SE ODEIAM SE AJUDANDO?!!! ACHAM QUE SOU IDIOTA?

– Justine, acalme-se, pare de gritar, eu tenho vizinhos sabia?

– QUE SE FODA SUA LESBICA ENRRUSTIDA. E VOCÊ TAMBÉM SEU VIADO. ODEIO VOCÊS.

Justine saiu correndo e ninguém conseguiu sair do lugar, Marcela caiu aos prantos no chão atingida pelas duras palavras da amiga. Lucas sem saber o que fazer, tentou ajudar Marcela em seu pânico, ele esperava que Justine fosse pra casa e então se acalmaria e os dois pudessem conversar. Mas Justine não tinha intenção alguma de ser encontrada, dentro do carro e totalmente sem rumo, ela só queria ir para onde ninguém a achasse.

 – Gustavo!

Ela pegou o ruma da casa de Gustavo, porém provavelmente ela o encontraria em casa. Como que por sorte ela o pegou na saída do prédio. Sem dizer nada ela saiu correndo do carro em sua direção e o abraçou.

– O que houve? – perguntou a ela assustado.

– Estão me traindo! Estão juntos nisso! – dizia em prantos.

– Vamos entrar – ele a segurou pelos braços e os dois entraram.

Sentados no sofá ela lhe contou o que virá.

– Ju, eu acho que você esta enganada, não é possível isso, talvez ele o quisesse ajudar mesmo.

– Porque ele Gú, ela tem a você. Eles nem se gostam, como ela pediria ajuda a ele.

– Simples, porque não foi racional e deixou que eles falassem antes de fazer escândalo e sair correndo?

– Não pude, eu me senti no meio do meu pesadelo, foi horrível a sensação que eu tive.

O celular de Gustavo começou a tocar, era Marcela.

– Por favor, Gú, eu te imploro, não atenda, não diga que estou aqui, não quero vê-los.

Receoso, ele não atendeu.

– Olha, daqui a pouco tudo vai acalmar e então vocês conversam. Ok?

Justine não conseguiu responder.

– Gú, posso te pedir um favor?

– Claro flor, o que é?

– Falta o trabalho hoje? Por favor!

– Mas hoje lá é um inferno.

– Por favor, diz pro Fabiano que você tem uma emergência, que não pode ir, afinal ele não te deve? Chama alguém pra ficar no teu lugar. Por favor!!!

Ele respirou fundo, pensou por um momento, olhou o estado em que Justine estava e decidiu.

– Ok! Agora você quem me deve uma.

Ela sorriu envergonhada e assentiu com a cabeça.

Os dois conversaram por horas, evitando qualquer assunto que lhe magoasse, Justine pegou o vinho no carro e logo os dois tomaram toda a garrafa. Gustavo abriu um que havia ganhado de Marcela, e os dois beberam mais uma garrafa. Justine sentiu seu estomago virar.

– Você está bem?

– Eu não comi nada… Acho que o vinho me caiu mal.

Quando percebeu que ela estava para vomitar, ele a colocou no colo e correu para o banheiro, como bar man por tanto tento ela já havia aprendido quando isso aconteceria.

Justine encostou a cabeça no vaso depois de vomitar, sem graça ela deixou correr algumas lagrimas. Gustavo não sabia o que dizer então foi buscar uma toalha.

– Tome um banho linda, isso a fará se sentir melhor, enquanto isso eu preparo algo pra você comer.

– Ok… Me ajuda a levantar?

Ele a segurou por de baixo dos braços e a puxo para cima, para junto de seu corpo. Depois, quando sentiu que ela havia se equilibrado, abriu o chuveiro. Ao olhar para o lado ela já estava sem as roupas tentando desabotoar o sutien. Seu olhos se arregalaram. Ela era linda, não de beleza comum, ela não tinha um corpo de modelo de biquínis, mas era cheia de curvas, ele admirou cada detalhe, os seios fartos, a bunda, a barriguinha um pouco saliente que ela tinha e até sua celulite ele se deliciou. Ao sentir algo lhe queimar ele perdeu o rumo e tentou sair do banheiro como se nada tivesse acontecido.

– Gu!

– Oi? O que? O que houve?

– Nada, só me ajuda a soltar essa droga de sutien que não consigo.

Ele soltou, e foi para a cozinha.

Minutos depois lá estava ela, cabelos molhados enrolada na toalha pequena.

– Desculpe, é que minha roupa esta vomitada – disse envergonhada.

– Ah! Espere vou buscar algo pra vestir, mas é de menino – disse ele com um sorriso bobo.

– Tudo bem, está ótimo.

– Ah! A sopinha ta pronta, fiz algo leve pra você não piorar, pode se servir mocinha – disse ele enquanto estava no quarto.

Justine foi até o fogão para se servir, apesar do estomago lhe doer ainda, ela sabia que a falta de alimento lhe estragara a noite. Tomou o equivalente a uma coxa, tempo em que Gustavo lhe trouxe uma samba-canção e uma camiseta.

– Me desculpe flor, mas isso é tudo o que tenho, tentei encontrar algo da Marcela, mas ela nunca deixa nada.

Automaticamente, Justine baixou a cabeça e a tristeza pairou em sua face novamente.

– Me desculpe… Ju, desculpe, não queria… A vem cá – disse Gustavo enquanto lhe dava um abraço – Não fica assim, é tudo um mal entendido, você vai ver linda, é só coisa da tua cabeça, é por causa dos pesadelos. Tudo vai ficar bem.

– Você não tem porque se desculpar, afinal você não fez nada além de ser um bom amigo.

Um calafrio percorreu seu corpo, e os pelos dos braços se arrepiaram.

– Você vai congelar menina, vá no meu quarto e se troque antes que fique gripada.

Ela pegou as peças de roupa e se trocou rapidamente, voltando para a sala, onde Gustavo estava sentado ligando a TV.

– Que beleza! – exclamou admirado ou vê-la tão natural.

– Ah é! Estou belíssima! – disse estampando um sorriso debochado.

– Quer ver um filme? Quer alguma coisa? Quem sabe um edredom, está meio frio hoje.

– Que tal um colo. Se não for pedir muito claro.

– Meu colo é sei colo – e fez sinal que ela podia deitar sua cabeça ali.

O perfume de Gustavo era maravilhoso, ela podia sentir através de sua calça jeans, suas mãos afagando os cabelos, aquilo era demais para ela. Tudo que desejava estava a poucos dedos, bastava ela se virar, baixar o zíper e cair de boca. Cada toque era um arrepio exposto na pele.

– Você está com frio? Quer deitar um pouco na cama? – perguntou preocupado.

– Não, está tudo bem.

Ela começou a lhe acariciar a cocha, distraída, como quem não quer nada. Visto que ele não se incomodou ela continuou a fazê-lo. Ela deletou por alguns instantes, Marcela e Lucas de sua mente, aquela cena que os vira lhe deu forças para desafiar o desconhecido, aquela seria sua única oportunidade de tê-lo sem culpa alguma. Mesmo que tudo tenha sido apenas uma confusão de sua cabeça. Era agora ou nunca. Então rapidamente arquitetou um plano para ter o que desejava. Afinal seu lema sempre fora: melhor dormir arrependida, que acordar com vontade.

Então foi a hora de dar o primeiro passo.

– É realmente ta meio frio aqui… Será que aquele convite do edredom é valido?

– Claro! Que tal se agente for pro quarto, agente se enrola e assiste um filminho, assim você se distrai.

– Perfeito! – exclamou sorridente, era o que ela queria ouvir. Cama, enroladinhos, filme, seria a ocasião perfeita.

Os dois se levantaram e foram até o quarto, ele arrumou os travesseiros na cama, pegou o edredom grosso e macio e colocou sob ela.

– Se não se importa, vou trocar de roupa.

– Claro, fique a vontade.

Quando Gustavo voltou do banheiro, ainda havia roupa demais, uma calça de moletom e camiseta. Mas ela não precisava ser nenhum super-herói pra ver aquele peito torneado por debaixo da camiseta surrada.

– Bem, o que quer assistir? – perguntou animado.

– Qualquer coisa, menos drama e romance.

– Comédia?

– Ótimo!

Ele foi para sala e em poucos minutos voltou com dois DVD’s nas mãos.

– Qual prefere? Curtindo a vida a doidado ou Débi e Lóide?

– Você ta de gozação! Você tem realmente Débi e Lóide?

– Claro meu bem, é um clássico!!!

– Então… Vamos ao clássico! – exclamou sorridente.

Ele colocou o filme e se jogou na cama ao lado de Justine. Já havia se passado meia hora de filme e nada demais tinha acontecido, o maximo que ela conseguiu foi ficar nos braços dele. Então começou a pensar que se ele realmente não a via somente como amiga, ou se ele era tão apaixonado por Marcela que não via a mulher ao seu lado?

Entre tantos pensamentos, Justine adormeceu. Desta vez seu pesadelo tomara outro rumo. Ela chegava à mesma saleta de sempre e ao invés de ver Lucas e Marcela transando, ela viu os dois muito próximos, entrelaçados, como se fossem apenas um, seus olhares eram de puro sarcasmo, Marcela estava com uma enorme barriga, e Lucas a acariciava. Quando as primeiras lágrimas de Justine começaram a rolar, os dois gargalhavam sem parar e a apontavam, era como em um filme de terror.

Calafrios, suor, Justine começou a se debater na cama, as lagrimas corriam em sua face sem cessar, que pesadelo, ela não conseguia sair, não conseguia voltar a si. Foi quando lá no fundo ouviu seu nome, era uma voz confortante, quente, foi seguindo a voz de Gustavo que ela conseguiu despertar.

– Ju! Ju! Abra os olhos, o que houve menina?

Mas as lágrimas não cessavam e o ódio lhe corria pelas veias, presa nos braços de Gustavo e com a cabeça mais confusa do que nunca, sem hesitar ela o beijou intensamente, como se todo seu ódio fosse retirado naquele beijo, como se aquilo fosse lhe aliviar a dor.

Suas mãos percorriam pelos cabelos dele, seus lábios quentes o devoram. Ela começou a tirar a camiseta dele, e depois se despiu rapidamente, antes que ele pudesse pensar ela já estava por cima, lhe beijando, lhe tocando, e claro em nenhum momento ele a rejeitou, pelo contrario, logo estavam os dois nus, um dentro do outro.

– Garota! Você é deliciosa demais… – suspiros – que buceta mais deliciosa é esta?

– Você também é uma delícia. Agora cala a boca e mete que nem homem.

Isso é uma afronta até para o homem mais afeminado que existe, ele começou a estocá-la com força, fundo, sem cessar, os gemidos dela aumentavam a cada estocada.

– ISSO! METE! VAI FUNDO! – suas unhas encravaram nas costas dele.

– AAAAAH! – uma mistura de grito e gemido explodiu dos lábios de Gustavo.

Em um movimento súbito ele a virou de bruços, abriu suas pernas o e meteu novamente enquanto a segurava pelos cabelos.

Gemidos, gritos, suspiros, espasmos, seu coração parou por um instante e seus pulmões se negaram a trabalhar. Sem duvida alguma, aquele fora um de seus melhores orgasmos.

Caídos pela cama Gustavo acendeu um cigarro.

– Quer um? – perguntou a ela.

– Estou tentando tomar fôlego! – respondeu em um meio sorriso.

Ele sorriu satisfeito.

– Nossa, acho que por um segundo, morri fui ao inferno e voltei! – disse ela tentando ainda respirar.

– Poxa, pro inferno? Não poderia ter ido ao céu comigo?

– Relaxa querido, é que pelo que dizem, o inferno parece mais divertido, o céu seria muito… Certinho!

Os dois começaram a rir, e Justine acendeu um cigarro, depois de muito tempo.

– Nossa! Eu nem sabia mais o que era fumar.

– Seu namorado não gosta?

– Não muito… – o semblante de Justine mudou radicalmente do prazer para a tristeza profunda.

– Desculpe pequena!

– Tudo bem…

– Então? O que sonhou desta vez.

– Marcela grávida com Lucas zombando da minha cara… Gú porque estes pesadelos são tão confusos e reais? Porque nunca consigo acordar quando quero?

– Bem, eu não sou medico pra lhe dizer, mas suponho que foi a agitação do seu dia. Você tem estes medos, e não discute com nenhuma das partes, então eles vêem em forma de pesadelo, pra você saber que os medos estão lá, e devem ser resolvidos.

– Só não sei como… Agora que não sei mesmo.

– Bem, ao menos esta vingada em relação ao sonho.

– Desculpe, foi impulsivo.

– Adoro impulsos, ainda mais assim.

Por um momento Justine ficou encabulada, mas logo o desejo tomou conta do seu corpo, pensou consigo mesma: “Amanha, seja o que for que aconteceu, será um novo dia, e eu resolvo estes problemas. Hoje eu só quero me divertir.”

Ela sorriu com este pensamento, e pulou pra cima do Gustavo, recomeçando tudo novamente, essa seria uma longa madrugada.

 

Freak Butterfly.

Sexo no primeiro encontro – Assuma os riscos

casal

Quem nunca se perguntou se transar no primeiro encontro é certo ou errado que atire a primeira pedra!

Bem, acho que não fui apedrejada, então vamos seguir em frente.

Uma noite desta me questionei sobre o seguinte assunto: o que o cara pensa de nós, mulheres, que transam no primeiro encontro.

Sem pensar muito tempo sobre o assunto, decidi perguntou a única pessoa que poderia me responder, o homem que eu dividia a cama no exato momento do meu conflito interno. Certo que nunca dei tanta importância para tais questões, já que não sou de sair por ai “dando” pra qualquer um (ao contrário do que muitos pensam, sou seletiva, chata e não ligo no dia seguinte), mas quando sente que algo a mais poderia rolar entre vocês, uma transa assim poderia estragar algo futuro.

Sem pensar muito ele logo me respondeu o seguinte: “Não tenho nada contra (como se algum homem pudesse ter algo contra uma mulher que está preste a lhe proporcionar prazer), acho que mulheres que fazem isto são decididas do que querem, e se fazem é porque sentiu algo, alguma atração pelo cara (isso é fato, mas há aquelas que fazem por diversão mesmo, mas que são decididas do que querem não!) e me sinto privilegiado por estar ser escolhido (bem, como eu sempre digo: o cara já vai “comer” então pra que continuar mentindo?). E então moça, quando vai escrever sobre isto?”

Claro, agente já havia feito um resumo de nossas vidas antes de estar ali e a esta altura ele também sabia que eu escrevo sobre “comportamento”.

Mas voltando ao caso em questão, o fato é que muitos homens já não se importam mais com isso, este é um tabu antigo que esta sendo rompido, como o sexo casual. Mas para muitas mulheres a pergunta nunca cala: o que ele pensará de mim?

Primeiramente: se esta com vontade, não se iniba, mas assuma os riscos desta aventura, tais como:

  • Ele pode não ligar no dia seguinte, nem na semana, no mês seguinte, talvez você nunca mais nem o veja, são riscos que todas estamos correndo;
  • A culpa, talvez no dia seguinte você se sinta culpada e com arrependimento. Não fique se martirizando você não é a única mulher na terra a cometer estas gafes;
  • Ele pode sim se apaixonar e você perceber que não estava tão afim. Vocês podem não acreditar, mas há homens que realmente se apaixonam depois de uma noite repleta de prazeres que você proporcionou a ele.

Perguntei a alguns homens o que eles pensam da mulher que topa transar no primeiro encontro:

 

  • “Penso nada baby se a vibe ta boa ali porque não transar no primeiro. Uma hora ou outra vai transar, qual a diferença de não transar no primeiro e transar no segundo?” (V.F., 27 anos, São Paulo-SP);

 

  • “Então como diria Einstein tudo é relativo. Dependendo do encontro, da mulher, em geral o tema pra mim não tem nada de mais. Juro! Eu já namorei uma menina por mais de um ano e tivemos transa no primeiro encontro” (P.N. 23 anos, Rio de Janeiro-RJ);

 

  • Não é nada demais, nada demais mesmo. Dar ou não dar.” (P.S., , 44 anos, Rio de Janeiro-RJ);

 

Bem garotas estão são algumas opiniões. Se você sente desejo e não vê nada de errado nisto, vá em frente, mas não faça disto uma brincadeira, todos devem impor limites para qualquer situação, mesmo porque a sociedade ainda é machista e “podre”, é muito fácil julgar nós mulheres por seguirmos nossos instintos, enquanto o macho “comedor” sai ileso dos seus “vacilos”.

Lembre-se: Camisinha sempre! Não caia no conto do vigário de que: “é só com você que ele faz isso”. Cuide da sua saúde em primeiro lugar e divirta-se (com moderação). Como disse um caro amigo: “Você só precisa ser seletiva, senão os palhaços colocam teu nome da pista, o que é a única coisa que incomoda as mulheres.”

Para os homens: como eu já disse uma vez, quem come quieto, como muito mais. Quem se vangloria de suas façanhas sexuais fala demais e pouco tem, ou acaba pendendo o mínimo que lhe resta.

 

Freak Butterfly.

Justine – O desejo do desconhecido II

desejo

Os dois foram andando até o apartamento do Gustavo, como estavam muito próximos, não valia a pena ela pegar o carro. Ela um lugar pequeno, mas aconchegante, era até difícil acreditar que um homem morava só ali. Tudo estava impecável, havia uma estante cheia de livros de psicologia e DVD de filmes e bandas.

– Fique a vontade, serei rápido.

– Obrigada.

Logo que ele saiu ela já podia ouvir o barulho do chuveiro ligando. Ao olhar o relógio seu desespero bateu. Ela havia esquecido completamente do jantar que seus pais dariam ao Lucas, faltava menos de uma hora, ela pegou o celular na bolsa e ligou para casa.

– Mãe – disse num sussurro.

– JUSTINE! – respondeu em um grito ensurdecedor – Onde você esta menina! Esqueceu do jantar ou esta com Lucas.

– Olha mãe – seguia ela no sussurro – surgiu um probleminha e eu vou me atrasar um pouquinho, mas já irei avisar o Lucas. Não se preocupe, eu chego logo. Vou aproveitar e comprar o vinho preferido dele.

– Menina, menina! Porque sussurra?

– É que eu to numa reunião – disse se zangando – olha tenho que desligar, logo eu chego.

– Mas Justine…

Foi tudo que a mãe conseguiu dizer ao ouvir o telefone mudo.

Logo em seguida ela ligou para Lucas.

– Oi amor! Estou atrasado?

– Não, não, na verdade, eu que estou – continuava a sussurrar para que Gustavo não a ouvisse – Você pode se atrasar meia horinha amor?

– O que houve? Porque sussurra? – perguntou com o tom desconfiado.

– Eu estou em uma reunião…

– Aé? Onde se liguei no seu trabalho e você saiu cedo.

– Olha amor, eu juro, te explico depois, surgiu um problema e estou resolvendo. Preciso desligar. Te vejo logo. Beijos.

Sem que Lucas pudesse responder ela já havia desligado o celular. Ao olhar para o lado pra ver se Gustavo estava por ali, ela viu pela porta entre aberta Gustavo passar todo molhando enrolado em uma toalha. Era como olhar um Deus grego passar, ela se perguntava como nunca havia notado os dotes de Gustavo. Seu corpo era escultural. Logo seus pensamentos se perderam em uma sensação nova, um desejo novo, o desejo de desbravar o que lhe era desconhecido. Poucos minutos ele estava na frente dela, apenas de calça jeans, sem a camisa secando os cabelos.

– Juro! Eu juro que já, já estarei pronto. Só vim buscar uma camisa – disse enquanto andava até a lavanderia.

– Deveria andar sem ela – disse a si mesma.

– O que foi?

Envergonhada por notar que poderia ter pensado alto demais, disse gaguejando.

– É… É… Na-nada! – e abriu um sorriso amarelado.

Gustavo disparou uma olhar desconfiado, foi até a pilha de roupas passadas e pegou uma camiseta preta com detalhes de caveira. Sentou-se na poltrona que ficava enfrente do sofá onde ela estava sentada, e começou a calçar os tênis, ela não podia desviar seu olhar dele, visualizou cada detalhe, inclusive os pés, uma paixão em particular.

Ele tinha um pé de beleza singular, unhas tratadas, mostrava que apesar de despojado deveria ser vaidoso. Ele bagunçou os cabelos, deu uma leve arrumada com os dedos e se levantou.

– Estou pronto! Vamos?

Ela se levantou em um pulo, mas seus olhos não conseguiam acompanhar o corpo.

– É… Claro! Vamos.

Ela pegou a bolsa e foi até a porta. Ao se aproximar dele sentiu seu perfume delicioso. Mas deveria ser só desodorante ou o aroma do corpo quente que estava ao seu lado.

Enquanto ele trancava a porta, ela só tinha uma pensamento: a cama!

Rápido os dois já estavam no carro chegando ao bar do antigo namorado.

– Obrigado Ju.

– Não, não. Eu que lhe agradeço, foi uma tarde maravilhosa. Obrigada por abrir meus olhos, farei o melhor para Marcela a partir de agora.

– Que bom pequena, eu fico feliz. Se precisar de mim, pode ligar, seja para o que for.

Será que ele estaria disposto para uma noite de sexo e mais sexo? Era a pergunta que latejava na mente de Justine.

– Obrigada!

No beijo de despedida ambos se perderam e por muito, mas muito pouco não se beijaram nos lábios. Ela sem graça e ele com o mesmo meio sorriso, agora já malicioso, se despediram.

– Tchau pequena! Apareça.

– Valeu Gú, até mais.

Em poucos minutos ela estava em casa, com a mente atordoada esquecendo-se até do vinho de Lucas. A mãe já zangada prestes a trovejar, foi interrompida pelo soar da campainha. Lucas estava com vinho. Aquilo foi um alivio para os ouvidos de Justine.

 – Mãe, pai, este é Lucas! Lucas, este são meus pais, Carlo e Maria.

– É um enorme prazer finalmente conhece-los.

– O prazer é todo nosso – disse Maria indo cumprimentá-lo – Justine fala maravilhas de você.

– Serio? – disse espantado tendo em vista que Justine pouco se referiam aos pais – Ela também fala muito de vocês.

– Não creio, mas agradeço mesmo assim – disse Carlo tentando quebrar o leve constrangimento que se estampara na face de Lucas.

Justine sorriu sem graça e pegou o vinho das mãos do namorado.

– Bem, é melhor eu servi-lo. Você já deseja jantar meu amor?

Antes que pudesse pensar a mãe de Justine disse:

– Claro que ele deve querer, afinal já esta ficando tarde e a comida vai esfriar.

– Vamos rapaz! – disse Carlo com um sorriso reconfortante.

– Venha querido – falou Justine ao puxá-lo pela não.

Tudo estava impecável. Lucas pode ver o quanto dona Maria era organizada, a mesa de jantar estava impecável. A família de Justine era simples, mas não abriam mão das etiquetas e bons costumes.

Justine se sentou ao lado do pai, que estava na cabeceira da mesa como nas famílias tradicionais, Lucas ao lado da amada e na frente de Justine se sentaria a mão, que no momento havia ido buscar o suculento jantar.

Tudo foi tranqüilo e delicioso, o prato predileto de Lucas, uma lasanha a bolonhesa, estava divina, fazendo-o repetir o prato. Durante o jantar eles conversaram sobre o trabalho dele, sua vida, sua família e planos futuros. Tudo estava maravilhoso, exceto Justine que estava terrivelmente longe com seus pensamentos.

 – Aceita um cafezinho querido? – perguntou Maria a Lucas.

– Não, estou satisfeito, o jantar estava divino Dona Maria! – respondeu com um sorriso largo de satisfação.

– Vamos para a sala meu rapaz. Lá poderemos conversar um pouco mais, se não estiver cansado, claro – disse Carlo.

– Não, eu estou ótimo. Podemos continuar a conversa numa boa – e os dois saíram para a sala.

Justine estava ajudando a mãe a tirar a mesa. Seu olhar era distante, ela parecia um robô em modo automático.

– Filha, você esta bem?

– Claro mãe, eu só estou cansada, tive uma tarde e tanto. É só uma dorzinha de cabeça, logo passa.

A mãe lhe olhou desconfiada mas decidiu mudar de assunto.

– E então o jantar estava bom?

– Perfeito! – respondeu com um meio sorriso.

– Seu namorado é perfeito minha filha. Agora mais do que nunca penso que você deveria repensar a proposta dele.

– Mãe! – Justine balançou a cabeça com um ar de reprovação ao comentário que a mãe lhe fizera – Se me da licença, vou pra sala.

Ela se sentou no sofá ao lado do namorado, e começou a observar ele e o pai conversando, os dois pareciam amigos de longa data, entre brincadeirinhas e sorrisos, era como se eles fossem pai e filho. Aquilo lhe contou o coração, o pai ficará tão feliz com o seu namorado perfeito. Lucas foi o verdadeiro cavalheiro a noite toda e tudo que ela pensava era em como Gustavo era terrivelmente atraente agora aos olhos dela.

Quando lembrou dos momentos que tiveram a tarde, quando lembrou dele apenas de toalha, com o corpo molhado, seu grelo pulsou e um rubor diferente tomou sua face, logo Lucas notou algo diferente.

– Você esta bem amor? – sussurrou ele para a amada.

– Estou, é só… Cansaço, nada mais – sussurrou de volta.

Lucas então voltou a conversar com Carlo e a mente de Justine viajou no tempo. Ela voltou no exato momento em que ela passou pela porta quando saia do apartamento de Gustavo, mas ao invés de sair, ele a empurrou contra a parede em um forte beijo, suas mãos grandes se entrelaçou nos longos cabelos de Justine, puxando a cabeça um pouco para trás liberando o pescoço para novos beijos e mordidas. Suas pernas automaticamente se enroscaram na cintura dele, ela podia sentir algo crescendo entre as pernas, e o calor do peito dele exalar pela camiseta. Logo os dois estavam na cama, semi-nus com os corpos enroscados em beijos e caricias. O corpo dela parecia pegar fogo, e o desejo crescia mais e mais enquanto ela imaginava tudo que poderia acontecer naquela cama. Logo a vergonha tomou lugar do desejo quando Lucas apertou sua mão.

Ela o olhou, ele com olhos estranhos querendo entender o que acontecia. Lucas e Justine tinham uma ligação que não havia explicação. Ele sabia exatamente como ela se sentia, e naquele momento, ele sentiu o desejo exalar pela pele da amada, e sabia que não era ele em seus pensamentos.

Já era tarde e Lucas se despediu de todos. Justine disse que iria até o carro conversar com ele. Esperançosa ela disse que não havia problema algum, se quisesse ela e o marido os deixaria a sós na sala. Porém o carro era o lugar mais seguro aos ouvidos curiosos naquele momento.

Os dois foram silenciosamente até o carro, Lucas parecia triste e não quis falar sobre. Ao entrar, o coração de Justine disparou, o nervo tomou conta do seu corpo.

– Lucas… – disse cabisbaixa sem que nenhuma outra palavra conseguisse sair de seus lábios.

– Onde foi à tarde? Foi encontrar Marcela?

– Não. Eu só precisava ficar só, eu precisava mais do que nunca pensar, inclusive em Marcela, pensar no mau que estou fazendo a ela.

Seu olhar era terrivelmente triste, Lucas nunca havia a visto daquele jeito. Ele a abraçou e a beijou carinhosamente.

– É só isso?

– Só isso? Isso já é muito Lucas, não entende? Me sinto um monstro.

– Ju, para de se culpar, de se sentir a única errada nisso tudo. Marcela é adulta, ela quem escolheu.

– Mas eu já a conhecia antes de ter você.

– E isto lhe da créditos então?

– Não, mas ela foi minha melhor amiga, ela sempre este ao meu lado.

– Você não vê o que fala querida? Ela sempre foi sua “melhor amiga”, talvez você possa parar de relacionar este amor que sente por ela com a atração sexual. Se acha que tudo isso a faz mal, porque não conversa com ela e tenta seguir com a amizade.

– É tão complicado…

– É talvez seja, ou talvez você que esteja complicando tudo. Você me ama?

– Demais, muito mesmo!

– Você me deseja?

– Todos os dias!

– Eu sinto o mesmo por você querida, e posso afirmar que em dobro. Nunca senti na minha vida o que sinto por você, é como se fosse uma parte de mim perdida que eu encontrei. Eu preciso de você, necessito você pra me completar, entende?

Aquelas palavras doeram seu coração mais uma vez. Como as coisas poderiam ter mudado tanto na sua vida? O que ela fez de bom pra merecer pessoas como Marcela e Lucas. E porque em meio a tudo aquilo tudo que ela desejava no momento era tirar as calças de Gustavo e chupa-lo até a ultima gotinha.

– Mas me diga Justine, em quem pensava na sala?

– Como assim?

– Primeiro, eu te conheço mais do que imagina pequena, você estava ardendo de tesão. Segundo, eu sei que não era comigo, eu podia ver nos teus olhos distantes.

– Lucas… – Justine começou a olhar para a maçaneta da porta, e desejou abri-la e correr, mas tudo que conseguiu foi ficar paralisada pelo medo do que Lucas pensaria então ela caiu no choro.

– Não chore amor – ele dizia a ela em um abraço quente e aconchegante – Olha tudo bem, me diz só o que aconteceu. Você viu alguém, esteve com alguém?

Ela afundou a face contra o peito perfumado dele. Doía demais a hipótese de traição. Ela o amava tanto, mas não consegui controlar seus desejos, seus instintos, era como se o desejo não dependesse do amor. Ela não sabia se contava que esteve com Gustavo, mas que nada havia acontecido, provavelmente ele não acreditaria. Ou se ela apenas o vira e seu fogo se acendeu.

– Eu to com tesão por outro alguém! – disse ela rapidamente de forma que as palavras foram atropeladas.

Envergonhada não teve coragem de olhar seu amado.

Depois de um curto silêncio, ele riu. A reação dele foi de louco, Justine ficou catatônica olhando seu riso.

– Jú, é por isso?

– Como assim por isso? Você não ouviu não o que eu disse? – aquilo a enfurecerá, era como se o que ela sentisse não lhe fosse mais importante.

– Ouvi, você ta com tesão em outro… Homem eu espero – e prosseguiu com uma gargalhada.

– Você esta louco, você é viado é? Como assim por outro homem. Quer dar teu rabo pra ele também? – trovejava bicuda com os braços cruzados.

– Menina… – ele respirou fundo para lhe tomar o fôlego das risadas e seguiu – Justine minha menininha. Você sabe que eu não tenho ciúmes disso, confesso ter medo das mulheres, me parecem atraí-la com mais facilidade, e você se apaixona fácil por elas.

– CALA A BOCA SUA BIXA! – gritou em um estouro – É assim que você me ama é? Você nem se quer tem ciúmes se eu der a porra da buceta a outro homem.

– Cala você a menina. É assim que você me ama? Desejando outros homens?

O silencio tomou o carro novamente.

– Eu não sou teu dono mocinha. Eu até quero me casar, mas isso não quer dizer que ambos teremos coleiras.

– Como assim? Você quer casar e ter uma vida de solteiro? O que você acha que eu sou?

– Uma puta! – disse com um sorriso sarcástico que não durou muito com o tapa na cara que Justine lhe deu em seguida.

– Você vem aqui na minha casa, fica amiguinho do meu pai e depois mostra as garras, como um psicopata do filme?

– Você é uma putinha meu amor, a putinha que eu mais amo na vida – disse ele se aproximando dela.

Justine tentava resistir, de costas para a porta ela procurou a maçaneta, mas logo ele travou o carro.

– Quer fugir minha putinha? Que feio – e sacudiu a cabeça para um lado e para outro com quem reprova uma atitude.

O terror estava estampado nos olhos de Justine, e isso o excitou mais ainda, ele se aproximou mais dela com o mesmo sorriso sarcástico de antes, ela o empurrou, mas de nada adiantou, ele a segurou pelos pulsos e tentou aproximar os lábios ao dela.

– Me solta seu louco!

– Cala a boca menina – dizia ele enquanto apertada os pulsos de Justine com uma só mão, a outra ele usou para enfiar de baixo da saia dela.

– O que você esta fazendo? Pare! Eu não quero!

– Como não? Você esta mais encharcada do que uma piscina olímpica.

Ela ainda tentou se soltar, mas Lucas era mais forte, seu corpo malhado não era apenas para exibir. Ele tentou beija-la novamente enquanto ela sacudia a cabeça. Em nenhum momento suas mãos ousaram sair da buceta dela. Quente, molhada, pulsante e o medo dos olhos dela. Era tudo o que ele queria no momento, meter e meter, mas sabia que ali não era o lugar então a faria jorrar em suas mãos.

Suas pernas tremeram e Justine desistiu da luta, logo ele a soltou e sua outra mão percorreu os seios de mamilos rijos, ele os beliscou, os apertou, os mordeu, ela gemia, remexia, rebolava de leve, ele sabia que ela desejava um pau na buceta tanto quando ele desejava meter.

Ela olhou em direção a janela da casa e não viu ninguém, as luzes estavam todas apagadas, deu uma rápida olhada pela rua e o deserto pairava, então ela decidiu se arriscar. Abriu a calça do Lucas e puxou para fora o seu brinquedo predileto.

Um gemido escapuliu por entre dentes quando Marcela sentou em seu pau. Ela rebolava, tão graciosamente, era tão lindo vê-la assim, na mistura do medo e desejo. Ele segurou-a pela bunda, apertando com força e dando tapinhas, ela estava tão excitada, tão molhada que ele pode sentir escorrer em sua coxa a baba da bucetinha dela. Aproveitou toda a excitação pra penetrar-lhe um dedinho no rabo, mais que tudo nela ele amava aquele rabinho. Tão rosadinho, limpinho, sem pelinhos algum, era tão apertado e quentinho dentro dele. Ao sentir dois dedinhos penetrá-la no cú, mais que depressa ela gemeu, era a cachorrinha mais linda do mundo pensava Lucas. Ele realizaria qualquer desejo dela só para vê-la feliz e satisfeita, para que nunca pudesse perdê-la.

Logo os dois gozaram. Ela se aninhou nos braços dele sem sair de cima, ela adorava sentir o pau dele dentro dela. Era o momento em que os dois eram apenas um.

– Eu te amo! Te amo demais! – disse ele enquanto a acariciava a face.

– Eu também te amo! Me desculpe por hoje… – antes que ela pudesse terminar a frase ele segurou os lábios com os dedos.

– Olha, eu que peço desculpas se te assustei. Eu não resisto quando você fica brava, eu não resisto quando vejo o medo e o ódio nos teus olhos. Se eu não me importo que tenha desejos por outros, não é por falta de amor e sim porque quando a conheci, eu sabia o que me aguardava, mas prefiro vê-la dando para 500 caras do que perde-la meu sol!

– Você é perfeito! – e abriu um sorriso safadinho.

Os dois ficaram mais um tempo ali, mas já era tarde e amanha ambos teriam de ir trabalhar, eles se despediram e Lucas foi embora.

Justine sentia que não tinha chão ao caminhar. Ao chegar ao quarto se jogou na cama, abriu as penas e passou a mão na buceta lambuzada, depois levou ate a face para sentir o perfume maravilhoso que os dois tinham. Ela pensou em Gustavo, pensou em Marcela, pensou no quão errado era desejar Gustavo, mas ela não conseguia evitar, ela só o desejava mais do que tudo naquele momento.

 

Freak Butterfly.

Justine – O desejo do desconhecido I

pés

Que Justine amava Lucas isso era fato, mas que ela amava Marcela também, e que estava confusa era visível. Estes pesadelos só poderia ser resultado de uma confusão mental dos pensamentos que andava tendo, para se tranqüilizar em suas suposições, ela foi procurar Gustavo.

Gustavo era uma espécie de psicólogo de botequim, ele havia estudado dois anos de psicologia, mas por problemas familiares e o descontentamento com o curso o fizeram parar de estudar. Sem alternativas no momento, Justine resolveu ligar pro amiga e marcar um lugar para que conversassem a sós.

 – Alô!? Gú?

– Sim, sou eu Jú. Como está?

– Não muito bem… – em sua havia o toque do pesar.

– O que houve pequena?

– Preciso muito conversar Gú, podemos nos ver hoje?

– Acho que sim, se for antes do trabalho, tudo bem.

– Claro, quanto antes melhor!

– Que horas?

– A hora que você achar melhor.

– Quer almoçar comigo?

– Mas já não quase 3 horas da tarde.

– Bem, eu trabalho na noite, que horas você acha que eu almoço.

– Bem… É que eu estou no trabalho, mas vou falar com minha chefe, ver se ela me da uma horinha ao menos pra resolver isso logo. Já eu te retorno.

– Ok, eu vou almoçar aqui próximo de casa, em um restaurante chinês, sabe qual é?

Meio desorientada ainda, já que havia ido apenas uma vez na casa de Gustavo, ela apenas disse que sim e já lhe retornaria.

– Ok! Até mais, pequena.

– Até!

Depois que uma cena de novela mexicana, Justine convenceu a chefe de que não estava bem. Desde pequena Justine tinha um dom para persuadi as pessoas a acreditar que estava com problemas ou doente. Sua mãe sempre dizia que ela estava perdendo a chance de ser uma grande atriz.

Enquanto corria para o carro ela ligou para Gustavo que lhe passou as coordenadas mais fáceis para que ela chegasse ao restaurante sem problemas.

Cerca de 40 minutos dentro de um engarrafamento, onde seus miolos fervilharam em meio a vários pensamentos, ela finalmente chegou ao tal restaurante, onde o amigo lhe esperava na porta fumando um cigarro.

Olhando daquele ângulo Gustavo era um rapaz incrivelmente charmoso, seu jeito despojado e básico fazia seu olhar se destacar ainda mais naquele emaranhado de cabelo no rosto. Antes de descer do carro Justine não conteve em analisá-lo de cima abaixo e disse a si mesma.

– Como pode Marcela não se sentir extremamente atraída por ele!

Logo em seguida se assustou com o súbito comentário. Imediatamente, desceu do carro, antes que demais pensamentos lhe corresse novamente.

– Pequena! – disse Gustavo feliz ao vê-la.

– Oi Gú – respondeu Justine apressando o passo para encontrá-lo mais rápido.

Os dois se enroscaram em um abraço apertado, o que não era tão comum assim entre eles, visto que Gustavo sentia ciúmes de Justine com Marcela, a amizade dos dois vivia abalada entre brigas.

– Nossa! Quanto tempo não te vejo baby, você está belíssima, diferente da época que andava pelo bar.

– É, o que o “amadurecimento” não nos faz – e os dois explodiram em risos.

– Vamos nos sentar lá dentro. Eu já almocei, mas se você quiser beber algo, eu lhe acompanho.

– Claro, vamos!

Os dois entraram e buscaram por uma mesa mais reservada onde pudessem conversar melhor. Sentaram-se em um canto afastado dos olhos de todos que entrassem ali. Meio apreensiva, ela não parava de estalar os dedos.

– Então. O que houve Ju?

– A Gú, eu não ando nada bem… Ao menos durante o sono não. Parece estranho, mas é que agente conversava tanto quando eu namorava o Fabiano, você é bom nisso, nunca deveria ter desistido da carreira de psicólogo.

– Rá Justine, você é uma piada mesmo, vamos me diga, o que está acontecendo?

– Bem… – disse ela enquanto baixava a cabeça envergonhada – você sabe que eu e Marcela ainda nos vemos não é?

– Sim claro, ela me liga quase que diariamente.

– Serio?! – perguntou espantada.

– Sim, claro. Sempre me pergunta o que fazer pra te esquecer.

Justine agora estava parecida com o tomate maduro, seu rosto queimava com o sangue que lhe pregou a face. Como Marcela pudera pensar assim quase que todos os dias. Como se ele tivesse ouvido seu pensamento Gustavo lhe respondeu.

– Ju, tu sabes que ela te ama demais e tudo mais, eu não sei que mel tu tens ai menina, mas Marcela é viciada em você. Porém, seu namoro com o Lucas a faz mal e ela sabe o quanto lhe faz mal também,então ela tenta diariamente encontrar uma solução para a sua felicidade.

Justine começou a relembrar as ultimas atitudes de Marcela, depois do que houve no campo, Marcela nunca mais fora a mesma, ela deu mais espaço a amiga, e seu ciúmes já não era tão obvio assim.

– Então é isso – sussurrou para si mesma.

– O que disse?

– Nada.

– Então, qual o problema?

– Pesadelos!

Gustavo pode ver o temos escorrendo pelos olhos de Justine, realmente aquilo era algo que a aterrorisava.

– Olha Gustavo, eu vou lhe ser muito sincera, talvez até mais do que deveria. Não sei se Marcela lhe disse o que aconteceu entre mim, Lucas e ela.

– Sim – disse ele com um meio sorriso sarcástico – eu nunca tive tanta inveja do Lucas como tenho agora. As duas garotas mais formidáveis que conheci só pra ele – disse a ultima palavra em um quase suspiro.

Envergonhada ela seguiu em frente.

– Olha Gú, você pode nem acreditar pelas atitudes que eu tomo, mas eu amo demais a Marcela, mas também preciso do Lucas como preciso do ar para respirar. Antes mesmo, quando ainda o que ocorreu eram só planos, eu comecei a ter um pesadelo horrível. A Principio, ele seria até excitante, mas esta cada vez mais intenso.

– Me fale sobre o pesadelo.

– Primeiro era eu em um corredor escuro, onde só podia se ouvir gritos e gemidos, quando consegui atravessar a escuridão e alcançar o quarto iluminado, era como se eu entrasse no filme 120 de Sodoma.

– Hum… Mas isto seria bom… – disse ele ainda com o meio sorriso estampado.

– Ta Gustavo, até seria, se Marcela e Lucas não fosse o centro da orgia. Se eles não estivessem transando e nem se quer notar minha presença. Eu tentei gritar, durante todo sonho, mas minha voz só saiu quando eu despertei. Desde então quase que todas as noites eu tenho este pesadelo, o mesmo corredor escuro, às vezes eu posso ouvir os gemidos e gritos em outras eu só sigo o ponto de luz, e sempre, como um ato sagrado, os dois estão se deliciando um nos braços do outro.

Depois de um longo silencio, Gustavo decidiu interromper os pensamentos aterrorizantes da amiga.

– Bem isto é meio claro, você esta com medo de ser trocada, de não ser mais o centro das atenções. Claro que pode haver uma serie de outros fatores, como desejos escondidos, seus medos, anseio, e a pressão do dia-a-dia. Pesadelos contínuos são para nos lembrar disso tudo, para nos possamos resolver o que nos atormenta.

– Não sei o que fazer – disse já entre lagrimas.

– Olha linda, não chore, são só sonhos. Mas é claro que está na hora de você tomar uma decisão. Marcela é uma pessoa incrível e não pode viver para sempre ao seu lado como um brinquedinho que você ama e não consegue largar, mesmo com um brinquedo novo.

– Ela não é um brinquedinho! – sibilou Justine.

– É um modo de tentar te explicar, eu sei que você a ama, é estranho, mas todos nós temos algo estranho então não vou te julgar pequena. Mas pense no que realmente quer, se não por você, por Marcela, a liberte. Pois ela nunca terá coragem de lhe dizer “adeus”. Compreende?

Aquelas palavras invadiram o pensamento de Justine como um Tsunami. Ela se sentia mais culpada do que nunca de “usar” Marcela daquela forma. Como uma criança, ela abaixou a cabeça na mesa e começou a chorar. Por instinto, Gustavo começou a afagar seus cabelos.

Depois de um longo tempo, os dois saíram de lá e foram caminhando até uma pracinha. Sentaram-se em um banquinho distante e apenas admiraram o sol que já desejava se esconder da lua. Como um casal de namorados, ela já em seus braços ainda em soluços.

– Nossa Gustavo, há tempos eu não me sentia assim… Não sei, é como se você me dizendo aquilo tudo, me desse uma cruz para carregar, mas eu poderia decidir até onde a levaria.

– Pequena, eu não queria lhe deixar mal, nunca quis isso, mesmo em meio a tantas brigas nossas por causa da Marcela, eu gosto das duas – ele riu – claro que não da mesma forma como você consegue gostar da Marcela e do Lucas – você ainda é uma incógnita para mim.

Justine não teve outro impulso se não sorrir calorosamente ao comentário do amigo. Ela se aninhou confortavelmente nos braços dele e olhou o céu que já era laranja com lilás. Ele confuso, beijou-lhe os cabeços e retornou a afagá-los. Sem duvida aquilo era a coisa mais estranho que lhe acontecerá nestes últimos tempos. Mas ambos não poderiam ser “inimigos”, eles teriam de ser mais amigos do que nunca para tentar ajudar aquela que tanto amam.

A Lua cheia já remetia sua luz nas estrelas quando Gustavo viu que estava atrasado para ir trabalhar. Justine então lhe ofereceu uma carona, era o mínimo que ela poderia fazer a ele, depois do apoio que lhe dera a tarde toda.

– Vamos á em casa então, vou trocar de roupa, pegar minhas coisas e aviso o Fabiano que estou indo.

– Por favor, só não diga a ele que estava comigo. Ele pode dizer a Marcela, ela pode distorcer tudo e não osso mais magoá-la.

– Fica tranqüila, ele me deve algumas. Vou manter sigilo do que eu estava fazendo, e quando ele começar a especular, digo que estava com uma garota que conheci semana atrás no bar.

– Obrigada – disse ela em um terno sorriso.

(Continua)

Freak Butterfly.