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Pimenta na Cama – é hora de brincar

Quem disse que cama não é lugar para brincadeiras? Pois saiba como, onde e porque investir em apetrechos eróticos e ainda conheça algumas novidades – que infelizmente não são para todos os bolsos.

Em uma visita ao sexo shop, depois de algum tempo sem entrar em um, fiz novas descobertas e redescobri o valor de usar a cama como “área de lazer” da casa. Gel comestível que esquenta, gel que esfria e da choquinhos, adstringentes que fazem a moça “voltar” aos tempos de virgindade – penso, se doeu tanto da primeira, porque uma segunda vez? – calcinha comestível, caneta erótica para desenho corporal – que você irá ter que apagar com a língua depois – pó da bruxinha, é uma espécie de Viagra que serve pra homem e mulher e deve ser colocado em bebidas que não contém gás, diz à vendedora que isso aumenta a libido – será? Depois fiquei curiosa e me arrependi de não levar pra testar.

Enfim, são coisas antigas, novas, baralhos, vela que não te queima e sim servem para fazer massagem depois que queimam, algemas, kit bondage – que eu acho RIDÍCULO! Diga-se de passagem – chibatas, chicotes – que não dói nem um pouquinho, é só pra enfeite mesmo, se você for sádico, não compre em sexy shop comum, essas porcarias não prestam!

Daí que você pensou e se perguntou, “mas eu já sabia de tudo isso”, então vamos para algumas novidades:

  • Calcinha para sexo oral – é uma calcinha – brega – que tem uma fina camada, como um véu para te proteger contra doenças no sexo oral, algumas são de sabor, mas me pergunto, será que protege mesmo?
  • Língua de silicone que simula sexo oral – Deus, sim isto existe e parece até tentador, são 10 linguinhas que ficam girando livremente, o aparelho se chama Sqweel, funciona com três pilhas AAA, porém se a primeira vista é tentador, o preço é de espantar, em média você pode ter um por R$300;
  • Uma jóia ou um brinquedo erótico? – Depois de aparecer em mãos de celebridades, o anel para masturbação masculina caiu na graça do povo, e agora é acessório de moda, então uma o útil ao agradável e tenha o seu e brinque com o ‘garotão’ em várias ocasiões. O anel tem o formato ideal para masturbação do pênis e esquenta, elevando a excitação do parceiro;
  • Vibradores – estes estão evoluindo cada vez mais, o “I Vibe Rabbit” é o sonho de consumo de muitas, feito de silicone, reúne todas as melhores e desejáveis características da linha “Rabbit” – que ficou popular no Brasil depois do filme “De pernas pro ar” – além de ser rotativo, vem com controle sem fio podendo dar ao seu parceiro o “poder” de controlar seu prazer, mas essa maravilha toda custa cerca de R$1.200, sonho de poucas;
  • Fuck me Silly Mega Masturbador – para os aficionados em pornografia de plantão, que sempre sonharam em ‘foder’ uma atriz pornô, ai esta sua chance, este masturbador masculino pesa em torno de 10 kilos do melhor silicone moldado, acompanha DVD da atriz, agora eu preciso colar aqui a descrição do brinquedo “Enfie seu rosto inteiro nessa vagina perfeita em todos os detalhes, com seus lábios cor de rosa e depois penetre com toda sua força no buraquinho apertado do ânus da Fuck Me Silly. 
    Ela é quente, ela é muito resistente, e o mais importante, ela nunca diz não!
    ” – com o perdão da palavra, PORRA, tem que ser muito tarado a preferir uma vagina de silicone a de uma garota, mas para os que quiserem ter essa experiência, terão de desembolsar cerca de R$2.800 – meu caro, compre umas roupas legais e vá pra uma balada, pague um drink a garota e boa sorte!
  • Masturbador Masculino Automático – Se para as moças temos a língua “tentáculos”, para os rapazes criaram um masturbador automático, porém, não descobri a marca nem o preço, mas veja que interessante;
  • Wii Vibe II – o vibrador feminino mais premiado em feiras eróticas. Construído especialmente para nós mulheres, tem o formato em C, adaptável a qualquer corpo, pode ser usado até em seu dia-a-dia, pois você conseguirá andar com ele entre as penas, pois é macio e flexível e sem fios, orgasmos em qualquer hora e qualquer lugar. Preço médio R$ 844 – to ficando mais triste a cada minuto, tudo que é interessante é altamente caro.
  • WOW! Vibe n3 – esse brinquedinho é da mesma linhagem dos “Rabbits”, tem a ponta rotativa, massageador de clitóris, além de charmoso, rosa com detalhes em perola, uma ótima opção de presente pra quem deseja apimentar a relação um pouco mais e fazer sua parceira soltar uns WOW! – Preço médio? R$1.000;
  • Barra de Pole Dacing – sim, isto virou mania, o que uma novela global não faz na vida das pessoas! Cada dia mais as mulheres aderiram a barra, até para manter a forma, então, que tal unir as duas coisas e comprar uma para o quarto?

Deus é tanta novidade, bucetinha de bolso, vibradores carregáveis entre as pernas, géis, anéis, acessórios e lingeries, a imaginação é o limite – e o bolso claro, mas nada que não se possa utilizar brinquedos comuns, o que conta no final é a intenção de dar e receber prazer.

Escolhi para vocês uma série de vídeos destes brinquedinhos, vendidos no site http://www.a2ella.com.br – não eu não to recebendo pra isso – apesar dos preços muitas vezes exorbitantes, há algumas coisas que merecem investimento, e sexo é uma delas.

Agora você homem se pergunta se nós gostaríamos de ganhar algo assim? CLARO! Mulher também gosta destas coisas, mulher também vai ao sexo shop, só que com menos frequência, ou usando do artifício “loja virtual”, que a cada dia estão mais e mais discretas.

Agora fiquem com os videos dos brinquetinhos mais top do momento:

http://www.youtube.com/watch?v=1woHx-8O71w&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=5hZ2erTn3bo&feature=mfu_in_order&list=UL

http://www.a2ella.com.br/acessorios/kits/remote-control-waterproof-vibe-set.html

http://www.a2ella.com.br/acessorios/kits/cyberskin-cyber-sex-collection.html

http://www.a2ella.com.br/acessorios/kits/extreme-toyz-collection.html

http://www.youtube.com/watch?v=3Hhe1vXkKXY&feature=related – incrivel a cara de satisfeita da ‘compradora’!

Justine – Nada de tédio

Em pouco tempo o tédio já havia tomado a relação de Justine e Lucas. Ela desejava encontrar Pépe, mas sentia culpa, passava várias noites em claro recusando ligações do amante e pensando em como resolver este em passe se é que ela poderia resolver o que já não parecia mais ter solução.

Uma noite sentados na sala, Lucas estava lendo documentos de um processo e Justine trocando de canais sem parar.

– Justie, para de mudar de canal, estou ficando desconcentrado – disse Lucas irritado.

– Você ainda me ama? – perguntou enquanto seguia trocando os canais.

– Que pergunta mais besta! – respondeu enquanto tirava o controle das mãos dela.

– É, e de tão besta você não respondeu. Acho que não me ama mais – continuou enquanto deitava no tapete felpudo olhando para o teto – esse tapete… Ah esse tapete! Agente já fodeu pacas nele, e na mesa de jantar, no corredor, fodemos em todo canto deste maldito apartamento, mas agora… Você não me quer mais.

– Justine, eu não sou uma maquina sexual, tenho meu trabalho, meus problemas, quer foder é isso?

– Não, eu quero meu Lucas de volta, cadê meu Lucas? Ficou preso no Canadá?

– Eu estou aqui Ju, só estou um pouco cansado, é muito trabalho, eu tenho que arrumar um estagiário pra firma, não estou mais dando conta sozinho.

– Aposto que seus sócios ainda comem as esposas…

– Tudo pra você é sexo?

– Tudo pra você é trabalho? Já houve um tempo que tudo pra você era sexo – Justine se virou e engatinhou até Lucas – eu to com saudades… Saudades do teu toque, ta tua língua… – continuou enquanto colocava a mão dentro da samba canção dele – sinto falta desse caralho duro!

– É sério querida, estou exausto.

– Você está é exausto de mim – disse ela levantando decepcionada – em outra era você já tinha me jogado nesse chão e metido loucamente, depois iria jorrar porra em mim todinha, agora ta ai, essa coisa lânguida.

Lucas se levantou zangado e puxou Justine para si.

– E ai? Vai me bater ou me comer? – disse Justine rindo debochadamente.

Lucas a soltou e foi em direção ao quarto.

– Você é uma bicha mesmo, to cansada, eu que estou cansada de você. Tudo que quer é me exibir como troféu pro seus amiguinhos, mas no fundo devem comer uns aos outros, seus bichas!

– Cala essa boca sua puta e não me irrita – disse enquanto se voltava para ela.

– Anda Lucas, me bate, me come, seu lá faz alguma coisa, tudo o que faz é chegar em casa e reclamar, reclamar, e as vezes me da um presentinho como quem diz “não vou te comer mais, mas toma aí teu premio de consolação”.

– O que você quer? Anda diz? O que quer? Ir a esbornia como antigamente? Não dá Justine, eu tenho coisas a fazer.

– Você tem uma amante? Você andou comendo alguém na porra do Canadá e por isso não me quer mais?

– Você acha que tenho tempo pra isso menina.

– Não me chama de menina! Quer saber, você merece leva é muito galho nessa cabeça, seu corno viado – disse Justine enquanto pegava a bolsa.

– VAI ONDE SUA VAGABUNDA! – gritou Lucas indo atrás de Justine.

– Vou ver se acho alguém que me coma, cansei dessa ladainha tua. FUI! – saiu batendo a porta.

– Filho da puta viadinho, depois essas porras não querem tomar chifre, homem acha que só homem tem necessidade? – disse Justine entrando no carro.

Ela pegou o celular e rezou para que Pepe atendesse. Tocou, tocou, toucou e nada de atender.

– Só o que me faltava… Droga! Droga! Droga! – dizia enquanto socava o volante do carro.

Mesmo sem saber o que fazer, ela não voltaria pra casa com o rabo entre as pernas, então ela resolveu ir a um puteiro.

Não havia muita gente, o que era bom, já que ela havia saído de pijama, calça folgada e blusinha de alcinhas justinha com transparência o suficiente para se ver os mamilos. Ela pegou o oculos escuro que estava na bolsa e tentou disfarçar, sentou-se em um canto escondido.

– Deseja alguma coisa? – perguntou a garçonete descabelada, gorda e com o batom borrado.

– Wisky, duplo. Tem alguma coisa hoje aqui?

– Tem uma garota nova que já, já vai dançar.

– Ok!

A garçonete voltou com um wisky barato no copo um pouco sujo. As luzes do palco se acendem e timidamente aparece uma garota, franzina, cabelos longos de cor castanha, ainda uma menina. Justine sentiu o coração pulsar um pouco mais rápido. A dança foi uma porcaria, a garota era tímida demais e o bar cheio de velhos nojentos e bêbados. A garçonete voltou para saber se Justine desejava algo mais.

– Gostou patroa?

– Sim, desajeitada, mas bonitinha, chama ela aqui.

– Darling, vem aqui menina!

A garota saiu do colo de um velho barrigudo que suava como porco e veio em direção a mesa de Justine.

– Darling, essa moça aqui quer te conhecer.

– Pode nos deixar a sós? – perguntou Justine.

– É 50 real patroa.

Justine abriu a carteira e tirou o dinheiro entregando pra agenciadora.

– Bom proveito patroa.

– Seu nome é mesmo Darling?

– Não, não senhora – respondeu a moça ainda cabisbaixa.

– Graças a Deus não é!? Porque nome de puta tem que ser brega? Porque não muda seu nome?

– Foi minha madrinha que deu – respondeu direcionando a cabeça para o balcão do bar.

– Essa é sua madrinha menina?

– Sim senhora.

Justine revirou os olhos e seguiu a conversa.

– Quantos anos tem?

– 19 senhora.

– Para com isso de senhora, não sou tão mais velha que você.

– Já fez programa?

– Alguns, mas é minha primeira vez dançando.

– Hum… Precisa ensaiar mais. Já ficou com uma mulher?

– Poucas vezes, os maridos que sempre querem isso.

– Você parece uma criança ainda, já deu esse rabo bonito?

– Não senhora, ainda não.

– Ta me dando uma vontade de meter nesse rabo… Venha aqui, senta do meu lado.

Darling obedeceu ainda que timidamente. Trajando apenas uma mini-saia e top, seu sexo estava nu para o deleite de Justine.

– Deixa-me sentir essa bocetinha – disse Justine enquanto colocava a mão entre as pernas da moça – um apesar de tímida to vendo que esta animadinha, bem lambuzada.

Darling finalmente mostrou os dentes brancos em um belo sorriso.

– Você é muito linda, não sei o que faz nesse pulgueiro. Mas, sorte a minha que você está aqui.

– Me acha bonita mesmo?

– Sim, eu acho, e você? O que achou de mim?

– Desculpe o que vou falar, mas achei a senhora muito lindo, uma dama, mesmo de pijama.

– Pois é, bruiguinha de casal é assim, sou esquentada sai sem pensar direito, mas estou aqui, e logo mais, vou te foder.

Darling olhou para Justine, sorriu docimente e se beijavam, Justine levou a mão novamente entre as coxas da moça e começou a tocar seu grelo, logo Darling soltou uns gemidinhos. Os velhos nojentos olharam para tentar ver o que estava acontecendo naquele escurinho.

Elas continuaram a se beijar, Darling acariciando os mamilos já expostos através da blusa de Justine. Justine massageando o grelo de Darling.

– Isso é muito bom senhora! Muito bom!

– Não mente pra mim Darling, não minta.

– É verdade, ah… Seus dedos são deliciosos… Acho… acho que vou gozaaaaaar – mal conseguiu terminar a palavra e já havia se lambuzado toda.

Justine sorriu olhando Darling.

– Boa menina… Quer ser meu brinquedinho novo?

– Sim senhora.

– Mas não hoje… Quero te ver sem sua “madrinha” saber. Não se preocupe, eu vou pagar, só que prefiro dar o dinheiro a você e não ela, sei que vai receber uma mixaria.

– Ok senhora… Vou te passar meu celular, assim pode mel ligar.

– Podemos nos ver amanha? Lá pelas 18 horas?

– Sim, acho que sim.

– Vou te ligar, quero que me ajude em uma coisa.

– Sim senhora.

– Bem, eu já vou – Justine abriu a bolsa sem que a gorda visse e deu mais dinheiro a darling – isso é seu, sai desse muquifo, não quero que nenhum desses porcos nojentos acabe comprando seu rabinho.

– Sim senhora, muito obrigada!

Elas se beijaram e Justine saiu do puteiro decadente. No caminho de volta para casa sua cabeça estava agitada, muitos pensamentos, muitos planos para o dia seguinte.

 

Justine – Terremoto na Rotina (parte III)

Justine e Lucas tomaram banho juntos como duas crianças brincalhonas, rindo de tudo que acabara de acontecer. Lucas saiu primeiro, pois já estava atrasado para sua viajem, Justine ficou curtindo a água morna que percorria seu corpo relaxado.

– Querida, preciso ir, me deixa no aeroporto? – perguntou Lucas apressado.

– Sim claro, vou me secar e vestir algo rapidinho – respondeu Justine enquanto desligava o chuveiro e pegava a toalha.

Ela pegou a primeira roupa do armário, um vestido longo, mas leve, ela estava tão relaxada que poderia dormir o dia todo, como um bebê. Lucas já estava na porta berrando desesperado.

– VAMOS AMOR! ESTOU ATRASADO!!!

– Tô aqui já, podemos ir!

– Você esta estranha…

– Eu? Por quê?

– Sei lá, esse sorriso esquisito ai?

– Depois de tudo que houve, você queria que eu ficasse triste ou mal humorada?

– Claro que não! Desculpe se estou meio indiferente, mas não posso perder este vôo, muito menos essa reunião.

– Eu sei – disse com ternura – Bem, pisa fundo então!

Os dois foram em silêncio no carro, na rádio rolava musicas bregas e ninguém se importava em mudar. Justine estava com o olhar longe, ora soltava um risinho malicioso, ora suspirava profundamente.

– Chegamos Ju – disse Lucas saindo do carro parado no “embarque-desembarque”.

– Quer que eu entre contigo? – perguntou Justine indo a sua direção no porta-malas.

– Não precisa anjo – respondeu e beijou-lhe a testa – Vou sentir sua falta cadelinha, te amo, se cuida e juízo!

– Você quem vai viajar, você que se cuide e tenha muitíssimo juízo! Te amo – se beijaram e Justine ficou olhando Lucas entrar no aeroporto.

Ela voltou ao carro e seu celular estava piscando no banco ao lado, 3 chamadas não atendidas, era Amanda, então retornou a ligação.

– Oi putaaaa! Finalmente consigo falar contigo! – disse Amanda animada.

– É que o Lucas foi viajar, vim trazê-lo no aeroporto.

– E ai como estão às coisas? Melhor?

– Sim – respondeu entre risos – melhorou muito!

– Que bom, então não quer sair comigo mais?

– Claro, você acha que vou ficar mofando em casa enquanto ele vai pro Canadá? Frango frito, cerveja forte e Hooters? Mas nunca que fico em casa, onde vamos?

– To saindo com aquele cara da internet, não quer ir no barzinho que te falei que ia? Gata, lá tem tanto topetudo bonito, que você nem tem noção!

– Ok! Me passa o endereço por e-mail, que horas?

– La fica bom pela meia noite… Mas vamos mais cedo, assim agente descola uma mesa, ou um lugar no bar.

– Fechado, umas onze ta bom?

– Dez e meia!

– Fechado! Até mais tarde Mandita.

Justine desligou e decidiu ir visitar a mãe, no caminho foi pensando no que vestir pra noite, e no que disse a Amanda, sobre o Canadá.

– Só espero que o Lucas não encontre nenhuma canadense e me esqueça!

Chegando na sua casinha, a mãe estava no jardim aguando as plantas.

– Ju! Filha que surpresa, você sumiu, quase não a vejo mais.

– Desculpe mãe, é que andei enrolada, e o Lucas você sabe, até viajou hoje de ultima hora pro Canadá, pra resolver um problema de cliente.

– Vocês estão bem? – perguntou a mão ao notar a face preocupada de Justine quando mencionou o Canadá.

– Bem mãe, sei lá, senti medo pela primeira vez, eu e o Lucas andamos meio distantes no ultimo mês, quase nem tempo pra nós dois, só nos víamos na cama pra dormir, caímos em uma rotina que estava me deixando deprimida, eu estava virando dona de casa! Acredita?

– Minha filha… – disse a mãe ao sorrir – você está crescendo, isso parece ser pavoroso mesmo, mas é que nem sempre da para se manter o pique de um namoro normal, morar junto então, mas tem que ter paciência, qualquer relação será assim, tudo tem que ter paciência.

– Eu sei, eu sei! Pena que paciência não faz parte das minhas virtudes.

– Isso eu sei bem! Vamos entrar eu vou passar um cafezinho do jeito que você gosta e tem bolo de cenoura, seu predileto!

– Ah mãe, só você pra me tirar da dieta e me por pra cima – elas se abraçaram e foram para dentro.

As duas ficaram conversando por horas, o pai de Justine chegou para a janta, os três se reuniram em volta da mesa como nos velhos tempos, riram, conversaram, e logo mais Justine foi para casa se arrumar.

– Tchau mãe, obrigada pela conversa – disse Justine enquanto a abraçava – Tchau papai – se despediu beijando o pai carinhosamente.

Justine entrou no carro e disparou até o apartamento, já passava das nove horas e ela não tinha menor idéia de onde era, nem o que vestir. Entrou no apartamento correndo e deixou o computador ligando enquanto tomava outro banho. Conectou-se a internet e entrou no closet para procurar algo.

– O que vestir? O que vestir? – dizia ela com as mãos nos cabelos.

O celular apitou, era uma mensagem da Amanda.

“Amiga, já está se arrumando? Não vai me esquecer em sua safada. Recebeu meu e-mail? Beijos, até logo!! x)”

Justine sentou na mesinha e foi olhar o local, jogou o endereço no Google maps para encontrar o melhor caminho e voltou a se arrumar, entre vestidos, saia e calças ela não tinha idéia do que vestir.

– Acho que um pretinho básico vai bem em qualquer lugar!

Vestiu um tomara-que-caia preto com um belíssimo decote coração e um pouco acima do joelho. Colocou um bolerinho de renda preto, só como enfeite pois não cobria muito seus fartos seios. Correu para o banheiro.

– Caramba, sabe aqueles dias que não da nem vontade de se arrumar? Hoje é meu dia! Droga…. Cadê meu pó… Aqui! Nossa que pele lixo está a minha… Acho que só vou cobrir essas espinhas que surgiram e passar um rímel, será que consigo?

Depois de algum esforço ela consegui se maquiar, uma sombra clara, rímel preto, cílios alongados com o delineador e um batom rosado para dar um ar de saudável. O closet de Justine era um sonho, Lucas, amante de sapatos sempre a presenteava com novidades belíssimas.

– Que droga, às vezes ter muita coisa é um saco, não sei o que calçar, definitivamente, não sei.

Depois de gastar quase 30 minutos calçando diversos sapatos para decidir qual usaria, ela colocou o primeiro que experimentou, salto 10cm vermelho de vinil bico arredondado.

– Acho que to pronta!

Olhou para o relógio já passara das dez e meia, conforme havia combinado com Amanda.

– CARALIO PUTA QUE PARIU, A AMANDA VAI ME MATAR! GRRR – gritou enquanto imprimia o mapa, nem parou pra desligar o computador e saiu correndo trancando a porta.

No elevador ela olhou o endereço.

– Ainda bem que não muito longe, e não tem muito transito.

Ela entrou no carro e saiu em disparada. Ao chegar em frente ao local, o celular tocou, era Amanda.

– Oi amiga!

– Porra Justine, tu vai mesmo me dar um bolo é?

– Não eu já estou em frente, só tenho que achar lugar pra estacionar.

– Segue um pouco mais que tem um estacionamento logo enfrentem é mais seguro, te encontro lá.

– Ok! – ela desligou, seguiu um pouco mais e logo achou o estacionamento.

Fechou o carro e saiu do parking, Amanda estava na frente a esperando.

– Que bom que você veio! – disse Amanda indo em sua direção para abraçá-la.

– Não disse que eu vinha!

– Vamos vou te apresentar o Vitor, ele trouxe um amigo.

– Ah safada, planejando as coisas pelas minhas costas?

– Você vai me agradecer. Mudando de assunto, menina, você ta chique demais, os caras vão cair matando, e eu toda básica.

– Não sei onde básica com essa calça justíssima e este corselet, os peitos pulando de tão apertados – risos.

– Tô tentando entrar no clima do lugar, mas você vai se dar bem, ta toda pin upizuda! – disse Amanda enquanto ria – bem eles estão lá dentro, preparada?

– Meu Deus, até parece que vou conhecer meu futuro marido.

– Quem sabe! Aproveita e guarda a aliança na carteira.

– Tá loca? – disse Justine brava.

– Amiga, você vai me agradecer.

Quando entraram havia uma roda de mulheres alvoroçadas, Justine não entendi o que estava havendo, era muito escuro ali, mas já pode sentir como seria a noite, ainda na entrada ela já havia levado uma cantada do porteiro, outra de um rapaz que passou esbarrado nela.

– Ah! Eles estão ali – apontou para a mesa logo depois da reunião feminina – Cara odeio essas Maria Topetudo, onde vou passo raiva, ainda bem que o Vi não ta nem ai, só olha pra mim.

– Também, ele deve se perder ai nesses peitos, caracas Mandita, estão enormes – disse Justine dando uma apertadinha enquanto ria.

– Safada, vai que eu gosto!

Justine – O Baile de Mascaras (Parte final)

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Justine ligou para Marcela e as duas foram a caça de um vestido perfeito, afinal, ela seria apresentada como noiva de Lucas a todos seus sócios, não podia parecer vulgar, mas também não queria perder sua identidade.

Depois de rodarem horas e horas de loja em loja, quando Justine estava perto de desistir passou enfrente a uma simples loja, e na vitrine uma bela vestido de cetim preto longo de alcinhas com um belo decote na costa.

– Será que fica muito vulgar, parece uma camisola? – perguntou para Marcela.

– Ele é lindo, simples e lindo, e não é camisola, ta na etiqueta, és vestido! Eu acho que não, você é jovem e tem um belo corpo, por acaso vai querer usar o que? Um terninho?

– Claro que não… Mas sei lá, não sei como são as mulheres dos outros advogados…

– E desde quando você ligou pra isso?

– É importante pra ele… Só isso!

– Bem, vamos entrar, experimentar e daí agente analisa. Ok?

– Certo!

O vestido caiu como uma luva. Ficou perfeito, era realmente o que procurava, como não havia muito decote na frente e com  o de trás sendo grande, o vestido não ficaria vulgar.

– Falta apenas os acessórios certos! – disse Marcela.

– Você acha?

– Claro. Sabe aquela coleira de brilhantes que o Lucas te deu mês passado?

– Sei…

– Ela vai ficar perfeita! Não vai mais precisar de nada. Só ele e essa aliança gigante ai já bastam. Agora falta a mascara. Mas sei onde tem umas fantásticas, daquelas de cinema.

– Ok! Você me convenceu, vou ficar com ele, afinal, ele é a minha cara!

As duas foram para a loja de mascaras, realmente era uma mais linda que a outra Justine ficou em duvida de qual levar, depois de muito vasculhar, eis que lá estava, a mascara perfeita, era simples, sem muitos adereços, mas era sedutora, imitação de couro repleta de furos para a visão cobria somente a região dos olhos.

– Perfeita! Vou levar esta! – exclamou Justine.

– Não ta muito simples?

– Eu adorei!

– Ok, então vamos, se não você não conseguirá se arrumar a tempo.

Ao chegar em casa tudo estava escuro, Lucas não estava lá. Encima da mesa da cozinha havia o convite e um bilhete.

“Querida Justine, desculpe mas tive algumas coisas de ultima hora para resolver, aqui está o convite e o dinheiro para o táxi. Estarei lhe esperando lá.

Te amo…

Lucas”

– Não acredito que ele me deixou aqui pra ir sozinha a um lugar desconhecido.

– Ah Ju! Da nada, eu te deixo lá, vá tomar um banho que eu vou te ajudar a se preparar pra grande noite! – risos.

– Porque esta rindo sua boba!? – indagou a furiosa Justine.

– Ah, é que achei bonitinho isso tudo, você ta a típica moça de família… Fico pensando “cadê a puta da Justine? Onde ela se perdeu?”.

– Cala a boca!

Marcela se abre em risos.

Justine foi para o banho e Marcela colocou tudo que ela precisava sob a cama. O vestido negro, a coleira de brilhantes que tem como detalhe uma correntinha caída e uma gota de brilhante na ponta, sandália de salto preta com pequenos detalhes em pedraria, Marcela achava aquela sandália um fetiche absurdo. E por fim a mascara.

Marcela maquiou a amiga, olhos mais leves, bochechas rosadas e boca marcante. Cabelos preso com um coque para não esconder o decote. Ela estava incrivelmente linda. Até Marcela ficou espantada.

– Como você cresceu! – suspirou Marcela.

– Para de ser boba, você ta me deixando nervosa.

– É serio amiga, você mudou, está mais madura e mais bonita ainda.

– Obrigada… E valeu pela ajuda, não teria conseguido sem você.

– Capaz! Bem, vamos nessa, se não sua carruagem vira abóbora!

Ao chegarem ao endereço, as pernas de Justine estremeceram, tudo estava deslumbrante, as pessoas chegando, parecia entrega do oscar.

– Não sei, estou nervosa. Será que estou bem?

– Claro, você está ótima, no maximo causará inveja a essas velhas caídas.

– Vou ligar para o Lucas pra ele me encontrar na porta.

– Oi amor – atendeu Lucas.

– Onde você esta?

– Eu estou no escritório assinando uma papelada.

– Droga Lucas! Eu estou aqui na frente. Anda, eu não vou entrar sem você.

– Entra amor, logo eu chego e te encontro lá dentro. Está muito frio ai fora.

Realmente aquela era uma noite gélida. E suas roupas não eram tão apropriadas para se manter aquecida, mesmo com o sobre tudo que vestia.

– Ok! Você me deve muito viu! Odeio você.

– O Lucas me paga!

– Vai lá e arrasa. Me liga amanha pra conta como foi.

– Te amo Má!

– Eu também Jú.

As duas deram um selinho e Justine saiu enfim do carro. Já com a mascara caminhou até a portaria rapidamente, entregou o convite, recebeu um sorriso de boa noite e entrou no hall. Tudo estava impecável. As pessoas estavam lindas, as mulheres pareciam de revista. Ela ficou parada por alguns instantes sem conseguir tirar o casaco, então repetiu para si mesma silenciosamente: “Pare de ser boba, vá lá e seja você mesma. Arrase!”.

Ela foi até a chapelaria para deixar o casaco.

– Boa noite senhora! Está acompanhada de quem?

– Boa noite, estou com o senhor Lucas Vittorelli.

O chapeleiro fez sinal para pegar o casaco de Justine, ela então respirou fundo e o tirou para entregá-lo, rapidamente, ela pode sentir os olhares do salão vindo em sua direção.

– Aqui esta senhorita, seu cartão para retirar o casaco. Tenha uma ótima festa!

– Obrigada – disse ao se retirar para o salão principal.

Onde ela passava as pessoas a olhavam, os homens de desejo e as mulheres de inveja. Foi como Marcela havia previsto. Ela pensou consigo mesma que precisaria de uma bebida e foi para o bar.

– O que a senhorita deseja?

– Champagne – disse um cavalheiro ao lado.

Justine olhou esperando que fosse Lucas, mas não parecia.

– Obrigada, mas prefiro um whisky – disse olhando para o garçom.

– A senhora está sozinha? – insistiu o cavalheiro.

– Não, estou esperando meu noivo.

– Que cavalheiro de sorte! Pois a senhorita é a que mais brilhará neste salão – ele segurou a mão de Justine, beijou-a e partiu para a multidão.

Seu coração estremeceu, as pernas ficaram bambas, ela tornou a dose de whisky e fez sinal pedindo outra.

– Noite difícil senhorita?

– Acho que será! – ela sorriu e se retirou.

O celular não tocava e nem sinal do Lucas, afinal com tantos rostos escondidos, como ela saberia quem ele seria de fato. Resolveu ficar parada próxima a entrada. Depois de alguns minutos a angustia bateu em seu peito, o que ela deveria fazer? Ir embora e depois matar o Lucas em casa? Relaxar e aproveitar a festa? Então ela sentiu alguém a observá-la. Lá estava um rapaz parado, a poucos metros olhando-a fixamente. Ele estava de smoking preto e uma mascara branca que cobria toda a face. Depois de alguns minutos de olhar fixo, Justine se sentiu mal e começou a andar, logo o homem misterioso começou a segui-la. Justine deu a volta pela pista de dança tentando encontrar um rosto familiar e nada. Então resolveu seguir até o banheiro.

Para chegar lá tinha de atravessar um corredor imenso com luzes ambiente e decorado em tecidos e mascaras. Por sorte ou azar, o corredor estava deserto. Justine apressou o passo e o cavalheiro misterioso fez o mesmo. Então ela correu até o banheiro. Ao fechar a porta seu coração havia disparado. Ela se olhou no espelho e pela primeira vez na noite viu o quanto estava encantadora, abriu a pequena bolsa e tentou ligar para Lucas, mas não obteve sucesso. Ela se sentou em um puf e decidiu esperar até que alguém aparecesse.

Cerca de 15 minutos depois uma bela senhora entrou no banheiro.

– Oh! O que faz aqui minha jovem? Você está bem?

– Só fiquei um pouco enjoada.

– Animo, é uma festa linda, deve aproveita-la!

– Sim, obrigada senhora – disse Justine ao se levantar.

– Qual o seu nome mocinha? É filha de alguém aqui?

– Não, não. Meu nome é Justine sou noiva do Lucas Vittorelli.

– Oh! O Lucas, ótima rapaz! Meus parabéns, será que posso felicitá-la?

– Claro – disse Justine sem graça ao aceitar o abraço.

– Parece que o pequeno Lucas também é um rapaz de sorte, você é uma mocinha encantadora. Meu nome é Lurdes Maria Ramos, meu marido trabalho com ele.

– Ah o senhor Ramos! Já ouvi falar dele.

– Espero que bem – disse a sorridente senhora.

– Sempre! – concluiu Justine com um sorriso.

– Vá querida, vá encontrar Lucas, eu ainda não o vi hoje.

– Senhora? Quando entrou aqui, viu alguém pelo corredor?

– Não, não, estava vazio.

– Ah, obrigada! Vou procurar por Lucas. Foi um enorme prazer Senhora Ramos.

– O prazer foi todo meu, mas pode me chamar de Lurdes querida.

– Obrigada Lurdes – disse Justine acenando positivamente com a cabeça.

Ao abrir a porta, ela ainda estava desconfiada, verificou o corredor e nada viu. Suspirou e saiu andando normalmente.

– É, parece que o maluco enfim me deixou em paz.

Quando passou por algo que parecia uma cortina, sentiu uma mão envolver sua boca e um braço por sua cintura. Ela tentou gritar, mas não conseguiu, ela se debateu, mas o estranho era mais forte e a puxou para trás da cortina. Era uma sala vazia, escura, com várias tralhas, ele a soltou, e ficou admirando sua face de espanto.

– Quem é você o que você quer? – disse Justine desesperada.

– Shhhhhh – disse o cavalheiro misterioso fazendo sinal de silêncio com a mão.

– Olha, se você não disser o que quer agora, eu vou gritar.

O cavalheiro nada respondeu, apenas se aproximou dela acariciando sua fria face.

– Me deixe ir…

O cavalheiro fez sinal de que ela poderia partir. Quando Justine levantou, ela a puxou com força e a jogou contra a parede, tapou sua boca e tocou em sua costa. Com seu corpo imprensado ao dela ele livrou uma mão para puxar o vestido para sina até que pudesse tocar sua bunda. Que sorte, era uma pena calcinha para não marcar o vestido. Justine tentava escapar e gritar, mas não conseguia. E novamente o cavalheiro fez “shhhh” para que ela relaxasse.

Ele tocou sua buceta por cima da calcinha e a sentiu molhada, essa era Justine, até entre esses joguinhos ela ficava excitada. Ele baixou o zíper, ela ouviu a calça cair. Afastou a calcinha e ela travou as pernas. Ele começou a acariciá-la, a tocava, até que não resistindo cedeu. Empinou o rabo para abrir passagem ao estranho, ao sentir ser penetrada, percebeu que aquele pau, aquele jeito era familiar. Na primeira estocada, o cavalheiro soltou os lábios de Justine e a puxou pela corrente da coleira se aproximou até o ouvido dela e sussurrou.

– Eu te amo puta gostosa!

Era Lucas! Justine então se entregou de vez ao prazer, encostada da parede ela a estocou com força segurando-a pela coleira de brilhantes. Ela queria gemer alto, se soltar, a tempos não tinha essa sensação de perigo, de que alguém pudesse chegar, de que aquele fosse um estranho, de que depois dali, ela voltaria ao salão esporeada. Ela empinava o rabo caba vez mais, e teve direito até a uns tapinhas. Logo ambos gozaram. Tudo foi tão intenso que a porra de Lucas misturada a de Justine escorreu por entre as coxas. Preocupada em sujar seu longo vestido negro, ela o puxou até a cintura delicadamente para não amassar.

Lucas levantou um pouco a mascara e agachado percorreu a língua pelo mel que descia, depois retirou um lenço do bolso e limpou as coxas da amada.

– Pronto querida, pode baixar o vestido.

– Você me assustou – disse Justine ao dar um tapinha no braço de Lucas.

– Eu sei que você gostou safadinha.

Justine deu um sorrisinho sacana e arrumou o vestido.

– Está tudo certo?

– Linda! Nossa você esta belíssima, adorei, tudo o vestido, a mascara e a minha coleirinha!

– Vou ao banheiro retocar a maquiagem.

– Certo! Eu saio primeiro pra vê se há alguém no corredor.

Lucas abriu a cortina e olhou para os dois lados. Não havia ninguém, ele virou para Justine fez sinal de positivo.

– Vamos!

Os dois saíram como se nada tivesse acontecido, ela seguiu até o banheiro e ele a esperou no inicio do corredor. Ela voltou, impecável como antes, sorriu e foram para o bar.

– O que deseja beber querida?

– Whisky!

– Um whisky para minha bela dama e uma taça de vinho tinto seco para mim.

– Sim senhor! – respondeu o simpático garçom.

A noite seguiu maravilhosa, Justine reencontrou a Senhora Ramos, conheceu os sócios de Lucas e dançou com o amado a noite toda. Os dois voltaram para casa relaxados. Foi uma noite incrível.

E antes de dormir, Justine e Lucas transaram mais uma vez, ela de mascara, coleira e scarpin e Lucas apenas de mascara. Fora mais uma transa maravilhosa digna de dormirem lambuzados.

Freak Butterfly

Justine – O baile de máscaras Parte I

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Pela primeira vez em muito tempo, Justine se sentia bem consigo mesma. Depois do casamento de seu querido primo e tudo que aconteceu em meio aos festejos, incluindo fazer amor pela primeira vez, sua vida estava tranqüila.

O noivado estava bem, correndo o curso tranquilamente, sem pressões como imaginava que seria. Mas essa rotina a deixava em alguns dias inquieta. Lucas trabalhava mais do que nunca, estava em um grande caso, que poderia lhe render uma ótima promoção. Então ela ficava mais tempo na casa dele para ajudá-lo com a organização. Justine estava se tornando a perfeita dona de casa.

Em uma tarde de sábado, enquanto Lucas fazia serão no escritório, Justine convidou Marcela para colocarem as fofocas em dia.

– Que saudades! – exclamou Justine ao abraçar a amiga.

– Eu também, pensei até que havia esquecido de mim – respondeu fazendo bico.

– Nunquinha mesmo sua boba! Vamos, entre!

Marcela entrou lentamente observando tudo, ela só havia ido ali uma única vez e como na época não gostava de Lucas, ela nem havia prestado atenção no apartamento. Era moderno e ao mesmo tempo antiquado, com uma estante imensa cheia de livros, e outra com DVD.

– Caracas Ju! Quem diria que você iria se tornar uma dona de casa! – disse Marcela sorridente.

– Para com isso, eu não sou dona de casa. Só estou ajudando o Lucas, ele esta trabalhando demais.

– Imagine como será quando se casarem…

– Para Má, poxa, você veio zombar de mim?

– Claro que não – respondeu com um sorriso bobo – é só que você não parece você. E isso é estranho. Todos tem perguntado onde anda a fogosa Justine.

– Ué, eu to namorando.

– Eu também, mas o Gustavo não me impede a nada.

– Ok! Ok! Eu sei que to meio parada. Ok! Muito parada… Mas é que o Lucas não tem tido tempo pra nada.

– Parece que já se casaram né amiga?

– Pior! Parece que nos casamos há 10 anos. Quer beber algo?

– Vinho?

– Tenho um ótimo! Fique a vontade amiga que eu vou pegar o vinho e as taças.

– Ok! – disse Marcela se acomodando em uma confortável poltrona de couro.

As duas passaram horas bebendo e conversando sobre suas vidas. Justine havia sido demitida do emprego e aproveitou para relaxar vivendo com o seguro desemprego, mas Lucas dava tudo que ela precisava. Marcela estava batalhando e vivendo bem com Gustavo, os dois finalmente se encaixaram e já até planejavam morar juntos. Marcela contou das festas que foi, das farras que curtiu ao lado do namorado e Justine se sentiu um nada, uma simples dona de casa. Já haviam se passado horas e Marcela iria no bar encontrar o namorado.

– Bem amiga, foi ótimo conversar com você. Eu ainda te amo muito viu, se precisar de mim, é só gritar – disse Marcela em um abraço de despedida.

– Obrigada Má, nossa você hoje me fez um bem danado.

– Olha Ju, não deixe nunca de ser você, não perca a sua essência por nada.

Aquelas palavras soaram como uma martelada em sua cabeça. Realmente, no que ela estava se tornando? Em tudo que nunca havia desejado.

– Ok… – afirmou sem graça.

Depois que Marcela se foi, ela ficou sentada no sofá, o sol caiu por terra e ela nem se quer moveu os dedos. A porta se abriu lentamente, tudo estava escuro.

– Justine? – perguntou desconfiado Lucas ao entrar.

– Sim! – sussurrou no escuro.

Lucas então acendeu a luz da sala e encontrou Justine deitada no chão com as pernas encima do sofá.

– Querida, você está bem?

Justine permaneceu muda por alguns instantes.

– Jú!

– O que é? – respondeu irritada.

– Você ta bem menina!? – perguntou Lucas ao se aproximar da amada.

– Não, eu não to nada bem!

– O que você tem, está doente? O que esta sentindo?

– Vazio Lucas! Vazio!

– Mas por que meu amor, o que te falta?

– Fodas, boas e excitantes fodas.

– Mas agente faz amor todos os dias, bem, quase todos os dias, eu sei que estou meio ausente…

– O problema é este amor! Fazer amor! Lucas, essa não sou eu… Não o eu que você conheceu e amou. Essa coisa de fazer amorzinho… Ergh! Me da até agonia, é muito casalzinho de velhos, cadê nossas brincadeirinhas, nossas fantasias?

– Desculpe querida, eu sei que estou ausente, sei que sente falta porque eu também sinto.

– Essa não sou eu… Eu me sinto presa demais. Nunca gostei disso, eu gosto de me sentir livre.

– O que quer que eu faça?

– Seja você novamente. Cadê meu pervertido, meu garanhão? Quero minha putinha de volta! – disse emburrada.

– Eu sei amor, eu sei! Olha é só uma fase, uma péssima fase, essa droga de caso esta acabando e as coisas vão melhorar, podemos ir onde você quiser, eu tiro uns dias de folga e vamos pra casa no campo, ou pra praia, ou se quiser, vamos até em uma casa de swing.

– Isso vai demorar?

– Claro que não minha garotinha mimada – disse ele enquanto afagava seus cabelos.

Eles se beijaram e Justine se levantou para preparar o jantar. Depois de lavarem a louça, resolveram ver um filme pra relaxar.

– Já percebeu que é sábado a noite e estamos em casa sem nada pra fazer? – disse Justine.

– Sim. Você quer sair?

– Você quer?

– Confesso que estou com um pouco de sono… Mas se você quiser ir, eu vou, sem problemas, tudo pra colocar um sorrisinho neste rostinho lindo.

– Não tudo bem, não trouxe roupas de balada.

– Me perdoe querida se eu não tenho lhe satisfeito como merece…

– Ok, eu entendo, certo!? Logo vai acabar não é?

– Sim! E vamos a fora! E falando nisso, sábado que vem vamos a uma festa.

– Que festa?

– É da ordem dos advogados, será um baile de mascaras.

– E estará cheio de velhos barrigudos com suas esposinhas medíocres?

– Você acha que serei barrigudo ao lado de uma esposinha medíocre? – perguntou Lucas sarcasticamente.

– Nunca, não se a esposinha for eu! – respondeu presunçosa.

– Estão vá comprar esta semana um vestido bem elegante e uma bela mascara, quero minha futura esposinha tesuda e gostosinha ao meu lado neste evento, lá serei apresentado aos demais sócios. Por isso irei. Certo?

– Ok, ok! Vou chamar a Marcela pra me ajudar a escolher algo elegante.

– Te amo boneca! – disse e depois beijou-lhe ardorosamente.

– Eu também minha puta, estou com saudades deste rabinho – disse Justine maciosa.

Os dois voltaram a se beijar e se jogaram ao chão. Lucas levantou a camisola de Justine e começou a beijar-lhe a barriga, descendo até as coxas, e com os dedos firmes percorreu a xoxotinha que tanto apreciava. Justine logo se contorceu ao toque quente de Lucas, sua pele ardia e os pelos arrepiavam, ela gostava daquele sexo não planejado. Lucas se levantou e segurando a mão de justine disse:

– Se ajoelha cadelinha, quero que engula meu pau todinho, eu sei que você gosta.

Justine se ajoelhou e colocou lentamente o pau de Lucas até que seus lábios encostaram-se à base. Ele gemeu e ela, rapidamente tratou de colocar um dedinho na borda do rabinho dele. Seu pau latejou com mais força, mas ela não o deixaria gozar, depois de algumas chupadas, ela olhou para ele e disse:

– Mete em mim!

De joelhos, ela apenas se debruçou no sofá, ele afastou as nádegas dela e admirou seu rabinho, deu uma lambida e começou a chupá-la, logo ela estremeceu, era sinal de que estava pronta. Ela a puxou para si encaixando seus corpos, Justine estava no vai e vem frenético.

– Está gostando cadelinha?

– Muito minha puta! Adoro foder contigo!

– Vai gozar gostoso no meu pau?

– Vou lambuzá-lo todinho.

Mais algumas fortes estocadas e os olhos de Justine brilharam, viraram e suas pernas tremeram. Em seguida Lucas gemeu e suspirou satisfeito. Os dois permaneceram sentados, ela no colo dele, sob sofá de couro, suados e cheirando a porra. Ela sorriu satisfeita.

Agora era se preparar para ser a dama perfeita no baile de mascaras.

Continua…

Freak Butterfly

Justine – O casamento do primo Mario Final

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Lucas sentiu o desespero de Justine em seu abraço apertado. Ele afagou seus cabelos e sussurrou em seu ouvido.

Calma, está tudo bem! Eu to aqui amor… Xiiiii – e continuava a afagar-lhe os cabelos.

– Ainda bem que você chegou, eu quero ir embora, preciso ir embora – dizia ela desesperada.

– Ju, acalme-se! O que houve?

– Vamos dar uma volta? Tem uma campina aqui próxima onde teremos paz.

– Calma! Vamos deixar minhas malas no quarto, vou cumprimentar seus parentes e então conversaremos.

Contra a sua vontade, Justine acenou positivamente com a cabeça.

– Lucas! Que bom que pode vir antes! – disse Maria animada.

– Olá dona Maria, pois é eu não podia mais ficar longe da minha boneca – concluiu sorridente.

– Entre meu rapaz, vamos conhecer a família! – disse Carlo.

Sorridente Lucas entrou com uma mala de mão.

– Deixe que eu levo isso para o seu quarto – falou Fabio prestativo.

– Ah! Obrigado, sou Lucas – estendendo a mão para Fábio.

– É eu já o conheço por nome, sou Fábio, primo da Ju – apertou a mão em um sorriso largo.

Justine ficou furiosa com a atitude do primo, ficou claro seu olhar de reprovação.

– Bem Lucas, venha até a cozinha para conhecer os noivos.

Depois de varias apresentações e muitos beijos e abraços, Lucas já estava se sentindo parte daquela enorme família. Ao ver sua amada pode notar a angustia estampada em sua face.

– Lucas, quero te mostrar um lugar, vamos cavalgar?

– Claro meu anjo! Se me dão licença – disse Lucas educadamente saindo em seguida com a namorada.

Os cavalos já estavam selados, para quem quisesse passear após o café e aproveitar o ar campestre da manhã. Os dois montaram, mesmo sem roupas apropriadas.

– É só me seguir… Quer apostar corrida? – perguntou Justine com um breve sorriso.

– Isso te faz bem?

– Muito!

– Então vamos!

Os dois galopearam rumo à campina, Justine estava solta, com o semblante mais leve, cavalgar deixava Justine leve. Em minutos Justine estava parando o cavalo e em seguida Lucas. Ela desceu e caminhou até a nascente. Com lágrimas aos olhos, ela se sentou e não conseguiu olhar para Lucas.

– O que houve? – perguntou Lucas já nervoso.

– Lucas… Eu não sei como lhe contar isso… Aconteceu uma coisa, olha, não sei simplesmente não sei lhe explicar… – e começou a chorar.

– Menina, o que houve? Pelo amor de Deus eu to nervosa, me diz logo o que está havendo!? – Lucas sentou-se ao lado de Justine tentando tirar as mãos de sua face – Diz menina, o que esta havendo.

– Eu te traí!

Lucas ficou catatônico. Não sabia se levantava ou sentava de vez. Ele não sabia de gritava ou xingava. Seus olhos ficaram frios, ele se virou pra Justine e perguntou.

– Porque? Me diz, eu mereço isso?

– NÃO!Não, eu não te mereço, você é bom demais pra mim Lucas, eu sou uma puta, uma vagabunda que não presta. Não foi porque eu quis. Mas aconteceu.

– Como não quis, como assim? Essas coisas não são assim e você sabe.

– Eu vou te contar… Eu e Mario discutimos, aqui na campina, e depois ele se declarou pra mim… Eu fiquei pasma, pois ele contou pra noiva que tivemos um romance há um tempo atrás, e eu fiquei mau, muito mau, foi quando te liguei. Eu fui dormir mais cedo, quando definitivamente adormeci, senti alguém deitado comigo, eu estava confusa, em meio a todo choro antes de dormir e desejo de você estar perto, me fez pensar que era você ali. Logo eu estava excitada e isso me despertou, quando vi não era você, então tentei me soltar, mas era o Fábio…

– AQUELE FILHO DA PUTA QUE PEGOU MINHA MALA? DESGRAÇADO! – berrava com ódio.

– Deixa eu terminar… – dizia em lagrimas – eu tentei me soltar, mas não queria fazer barulho, ele disse que sabia que eu já tinha dado pro Mario e deveria dar pra ele, ele afastou minhas pernas e meteu, depois de me comer, ele gozou na minha bunda.

– Você precisa de detalhes? – disse Lucas em lagrimas.

– Precisava, porque eu passei a noite toda no chuveiro, em lagrimas, me lavando me sentindo suja, me esfreguei tanto que machuquei o corpo. Eu sei que isso não é desculpa, nem me livra da pena. Mas Lucas, eu juro! Não foi nada, nada alem de me ferir emocionalmente.

– EU VOU MATÁ-LO!

– Por favor, Lucas, ninguém da família sabe disso, e eu já o coloquei no lugar dele hoje. Lucas, você pode terminar comigo agora, pode ir embora, me odiar, mas eu não podia te esconder isso, eu me senti mal demais… Por que… Porque eu te amo muito.

Lucas pode ver a sinceridade em seus olhos e a abraçou, lhe acolheu em seus braços. Beijando seus cabelos e testa.

– Eu te amo menina, mesmo que me doa ouvir o que eu ouvi, dói muito mais viver sem ti. Mas este Fábio, não passará em branco!

– Por favor!

– Por favor, digo eu! Não farei escândalos e serei educado.

Os dois ficaram na campina por horas, abraçados, deitados na grama olhando a copa das arvores e os desenhos que elas faziam com a pouca luz que penetrava naquela campina. O estomago de Lucas roncou e Justine se lembrou que ele não deveria ter comido nada.

– Vamos, eu vou fazer algo pra você comer, aliais, já deve estar quase na hora do almoço.

– É, eu realmente estou com fome… Melhor ir-mos, se não sua família vai achar que sou um psicopata que te seqüestrou ou te matou e jogou o corpo no rio.

– Acho que eles ficariam aliviados com isso!

– Você ainda não gosta dos seus primos e primas né…

– Agora menos ainda. Eu queria ir embora!

– Calma, vamos ficar, vamos pro casamento, além do mais eu tenho uma surpresa pra você!

– Surpresa?

– Sim, agora tenho mais certeza ainda de lhe dar este presente.

– Diz isso só porque sou curiosa! – disse emburrada enquanto montava no seu cavalo.

– Hei! Nossa, olha lá perto do lago, não é um coelho?

– Onde?

Lucas saiu em disparada.

– Droga! Não é que ele me enganou! – e saiu atrás dele.

Os dois chegaram rindo como duas crianças na casa grande. Fabio estava emburrado na varanda lendo um livro junto com Mirim e Leona, duas outras primas. Lucas fez questão de ajudar a amada a descer do cavalo e lhe dar um beijo cinematográfico, os dois entraram abraçados na casa, Lucas olhou de rabo de olho para Fabio, que sentiu seu ódio.

Depois do almoço, Justine e Lucas foram para o quarto descansar, pois a noite seria o ensaio de casamento. Ao se deitarem ele viu as marcas na coxa de Justine, seu corpo todo marcado por arranhões, ele deslizou os dedos delicadamente enquanto ela cochilava. Ele começou a beijar cada ferida feita, quando ela despertou.

– Desculpe amor, não queria acordá-la!

– O que esta fazendo? – disse meio sonolenta.

– Cuidando das tuas feridas… Eu sinto muito por não estar aqui…

– Não foi sua culpa, isso só virou um pesadelo…

– Eu to aqui agora… Vou cuidar de você.

Os dois se beijaram e pela primeira vez se amaram de fato, com calma, com carinho, foi algo único pra Justine desde o inicio da sua vida sexual só havia tido relações devassas e sem qualquer ligação afetiva.

Os dias passaram voando para o casal de pombinhos, Justine e Lucas eram um dos padrinhos do casamento de Mario e Priscila. Depois de ensaios e churrascos em família, chega então o ultimo jantar em família antes do casamento. Os noivos eram felicitados pela alegria que teriam na manhã seguinte, todos acolheram Priscila de braços abertos. Em meio ao jantar e a tantos brindes, Lucas pede a atenção de todos.

– Por favor! – diz Lucas enquanto bate uma colher na taça de vinho – Eu gostaria de desde já felicitar Mario e Priscila e desejar-lhes muito amor, alegria, saúde e bênçãos. Gostaria de dizer também que foi uma honra poder estar unido a esta família tão alegre e simpática, pois Justine é muito importante na minha vida.

Ele se calou por um instante e olhou a amada que estava envergonhada.

– Bem, e gostaria de pedir algo, se não for atrapalhar o momento dos noivos – disse ele acenando para Mario pedindo autorização para dizer algo.

– Claro primo! Siga enfrente – respondeu sorridente.

– Eu gostaria de… – Lucas colocava a mão no bolso procurando algo e retirou uma caixinha aveludada vermelha, ele se aproximou de Justine e de joelhos abriu a caixa contendo duas alianças em aço e ouro sendo a dela com um brilhante e disse – Justine, eu te amo de fato, e nada pode mudar isso. Quer se casar comigo?

Todos estavam espantados e maravilhados ao mesmo tempo. Justine não conseguia mover os lábios, apenas lagrimas percorriam suas faces, ela sorriu e acenou a cabeça positivamente com um amplo sorriso nos lábios.

Todos ficaram em alvoroço batendo palmas para os novos noivos. Mario estava serio e Priscila sorria satisfeita. Os pais de Justine correram para felicitar o casal, Maria e Carlo estavam muito felizes pela decisão da filha que fez questão de deixar claro.

– Calma mãe, estamos só noivando, isso não quer dizer que casaremos amanha! – foram as primeiras palavras dela como noiva.

– Mas estou super feliz por você filha, fez uma excelente escolha!

– Parabéns meu jovem – disse Carlo para Lucas enquanto lhe dava um abraço fraternal – cuide bem desta menina, é a única que tenho.

– Se depender de mim ela será a pessoa mais feliz do mundo.

Logo todos foram felicitar os novos noivos, Priscila de tão feliz nem se incomodou com o fato de Justine ter arrancado seu brilho as vésperas do casamento. Mas Mario estava sério, ele levantou para se retirar da mesa quando Priscila lhe pegou pelo braço e disse disfarçadamente em um sorriso.

– Se você sair daqui, amanha eu estarei bem longe!

E Mario voltou a se sentar.

– Gente, que isto!? Esta é a noite a Priscila e do Marinho, obrigado a todos pelas felicitações, mas vamos voltar aos noivos de fato – disse Justine em meio a balburdia que havia de iniciado em torno do seu noivado.

A noite foi agradável, exceto para Mario que tentou disfarçar sorrisos em meio à tristeza da noticia.

Na cama os lençóis pegaram fogo, Lucas estava tão animado com a possibilidade de ter Justine para sempre que não mediu esforços para lhe dar vários orgasmos, ele a chupou sem parar, afinal sexo oral era seu predileto, depois de vários gemidos, pernas tremulas e o corpo pegar fogo, ela desmaiou relaxada ao lado de Lucas, que de tão feliz sem se importou não penetrá-la naquela noite.

O sol surgiu na janela que dormiu aberta, Justine despertou e sem fazer qualquer gesto brusco ou barulho vestiu um roupão e caminhou até o banheiro para tomar uma ducha, logo todos acordariam e seria uma competição para usar o banheiro, já que o casamento seria pela manhã.

Depois de uma deliciosa ducha, ela vestiu o roupão para voltar ao quarto, quando abriu a porta levou um tremendo susto. Mario estava ali parado de braços cruzados, empatando sua passagem.

– Bom dia Mario! Ansioso?

– Um pouco – respondeu serio.

– Bem… – disse com o sorriso amarelo – melhor eu ir para o quarto acordar o Lucas antes que esta casa fique intransitável.

Mas Mario não saiu da porta.

– Mario deixe-me passar? – disse Justine já irritada o empurrando.

Mario olhou para os lados e não vendo ninguém empurrou Justine de volta para o banheiro e trancou a porta.

– Você esta louco? Me deixe sair! Hoje é seu casamento seu pirado, e meu noivo esta no quarto ao lado… – então Mario a calou com um beijo.

Em poucos segundos Justine voltou a si e o empurrou.

– Mario, pare com esta maluquice, agente já conversou sobre isto.

– Como você pode Justine? Aceitar um pedido de casamento no meu casamento?

– Por acaso isso é proibido? E você permitiu que ele pedisse.

– Eu não sabia que se tratava disso.

– E você pensava que seria sobre o que? Vamos! Agora saia da frente! – e o empurrou mais uma vez.

– Justine eu te amo!

– Mario é tudo coisa da sua cabeça! Você ama Priscila, e vai se casar com ela em poucas horas, ela não merece sofrer, por mais chatinha que ela seja. Olha primo, foi só, uma aventura, eu tenho uma pessoa, da qual eu amo muito!

– E porque o traiu comigo?

– Foi impulso, e o Lucas me conhece, e me aceita assim, já contei a ele a besteira que eu fiz.

Mario se aproximou dela e afagou-lhe os cabelos.

– Eu também amo… Te amo… – disse ele olhando em seus olhos.

– Mario, por favor, não vamos arrumar confusão, me deixe sair.

Justine desviou de Mario e foi para a porta do banheiro, quando ele a puxou novamente contra seu corpo e lhe beijou. Justine tentava se soltar, mas não conseguia, Mario era sem duvida maior que ela e muito mais forte. Com uma das mãos ele a segurou pelos cabelos e com a outra ele apertou sua cintura. Justine começou a se debater até que conseguiu se soltar, deu um tapa no rosto de Mario e saiu correndo do banheiro.

Ela entrou ofegante no quarto, Lucas já estava acordado.

– Onde você estava? O que houve você esta vermelha?

– Não foi nada – dizia tremula.

– Foi aquele filho da puta novamente Justine? – a voz de Lucas se alterou.

– Não, não foi – disse ela enquanto sentava para se acalmar.

– Não me esconda nada.

– Foi o Mario!

– O que!? Como assim? Este cara é maluco?

– É um louco de pedra. Olha, depois da cerimônia eu quero ir embora, só não vou agora mesmo por causa da Priscila.

Justine começou a lacrimejar e Lucas sentou ao seu lado e começou a afagar-lhe os cabelos.

– Porque eu me meto nestas confusões, como você quer se casar comigo?

– Eu te amo, e sei que não é culpa sua. Você é especial… Por isso as pessoas se encantam com você. Olha eu vou tomar um banho rápido, agente se arruma e vai pra cozinha tomar o café.

– Ok! Eu vou me arrumando, eu vou trancar a porta, você dá duas batidinhas ta bom?

Lucas olhou desconfiado, mas não a recriminou e foi para o banheiro. Justine travou a porta e começou a se vestir. As madrinhas tinham de vestir um vestido crepe tomara que caia soltinho rosa salmão, com chapéu e colar de perolas. Justine estava de roupão se maquiando quando Lucas bateu na porta.

– Você esta com medo? – perguntou Lucas.

– Só não quero mais ser atacada por loucos, exceto você – disse com um meio sorriso.

– Você vai ficar linda!

– Ah, eu estou desanimada, to tentando me maquiar de leve, farei um coque e colocarei este chapéu que a noiva EXIGIU!

– Vai ficar linda! Este vestidinho chega a ser sexy.

– Nem fale isso! Bem, vou colocar um vestidinho simples pra tomar café e depois me visto.

– Ok! Eu vou vestir qualquer coisa também.

Os dois se vestiram e desceram para a cozinha que já estava cheia.

– Bom dia pombinhos, dormiram bem? – perguntou Maria.

– Muito mamãe! – respondeu sorridente ao se lembrar da noite passada.

– Dormimos como anjinhos.

Todos tomaram café e foram se arrumar, da janela do quarto de Justine dava para ver o jardim arrumado para o casamento, depois de pronta ela ficou admirando o lugar.

– Eu vou sentir até saudades… – disse em um suspiro.

– Não é você que quer ir embora o mais rápido possível?

– É, mas aqui teve algo marcante pra mim…

– Ser molestada pelo seu primo tarado?

– Não seu tolo! – olhou com ar de reprovação – por você, pelo que tivemos e por essa vida que vamos iniciar.

Lucas foi a seu encontro e lhe abraçou.

– Eu te amo menina!

– Eu também te amo!

Freak Butterfly.

Justine: O casamento do primo Mario III

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Durante o churrasco em família, Fábio não deixava Justine em paz. Mario estava aos beijos com a noiva, todos os outros relembravam os velhos tempos. Paula, prima de Justine, um ano mais nova que ela, já tinha um bebê de colo e parecia super feliz no recém casamento, mesmo que o marido não parasse de olhar as pernas e a bunda de Justine.

Família é meio complexo, e a de justine não poderia ser diferente. Intrigas, picuinhas, inveja, olhares, Justine estava definitivamente desejando desaparecer. Ela olhava a cada minuto no celular para ver se Lucas havia ao menos lhe mandado uma mensagem, mas nada. Entediada ela foi dormir mais cedo, ou tentar.

Foi para o quarto, a noite estava terrivelmente quente para uma primavera, para um campo, ela colocou um short doll e se deitou descoberta, por sorte, ela havia conseguido um quarto só para ela. Era pequeno, mas aconchegante, isso porque a mãe já havia anunciado que o “noivo” de Justine viria. Depois de quase uma hora rolando pela cama ela finalmente adormeceu.

Pela primeira vez ela não sonhava com nada, quando sentiu uma mão acariciar seus seios sob a blusa, sonolenta ela se deixou levar, pensando que estava dormindo junto com Lucas. A mão percorria do mamilo até a xoxota varias vezes. Logo ela estava excitada, desejando ser penetrada, então ela suspirou:

– Lucas! Ah!

Sem responder o anônimo colocou a mão dentro do shortinho e começou a acariciar o grelo quentinho, ela desejava abrir os olhos, mas estava cansada demais, ela desejou se virar, mas não foi permitido. Ela estava incrivelmente excitada e seu corpo começou a despertar.

Então ela sentiu o pau de seu molestador anônimo tocar sua bunda, seus olhos abriram e com a visão ainda turva, ela notou que não estava no quarto de Lucas.

– Lucas!?

– Xiiii!

– Que porra é esta? Quem é?

Ele a segurou pelo pescoço e sussurrou no ouvido dela.

– Relaxa gostosa! Abre essa perninha pra mim meter nessa buceta gostosa.

A voz era familiar. Fábio! Justine havia sentido durante toda noite o quando ele desejava come-la, e por isso ele ficou por horas tagarelando coisas desconexas.

– Fábio! Você é louco, eu tenho namorado. Me larga – disse ela enquanto tentava se soltar.

– Mas não lembrou disso quando deu pro Mario na campina.

– O que?! – disse espantada.

– Eu não sou besta, eu fui atrás de vocês depois que deixei Priscila na casa grande, e os vi transando, você é tão deliciosa prima, tão, tão… Deixa eu meter em você, continue achando que eu sou o Lucas, não vai dar nada de errado, será nosso segredo.

– Você é louco!

– Louco por essa bucetinha linda – disse ele enquanto afastava as pernas da prima.

Sem duvidas para ele forçar algo seria muito fácil, Fábio ela do tipo atlético, grande, forte, ele conseguiria o que queria de qualquer forma. Justine estava tão excitada que nem não resistiu e se entregou. Ela afastou as pernas, inclinou o corpo um pouco mais para frente e deixou que Fábio a penetrasse.

Em silencio os dois fornicaram por horas, Justine desejava gritar ao sentir o falo de Fábio tocar seu útero, sem duvidas era um enorme pau.

Logo Justine se tremeu e gozou, em seguida Fábio esporou na bunda da prima, ela ficou ali, exausta, sem se mover, ele se levantou, beijou-lhe a testa e foi embora.

Justine ficou ali, deitada por horas, sem conseguir pregar os olhos, com um novo dilema: contar ou não contar para Lucas o que houve aqui!

Afinal ela já o traiu com Rodrigo, mas não lhe contou, porém ambos estavam brigados, e agora que estavam bem, como seria? Ela contaria sobre Mario e Fábio? O que ele iria pensar? As lágrimas correram seu corpo e ela se sentiu suja, realmente suja pela primeira vez. Ela foi silenciosamente até o banheiro e se lavou, esfregou cada parte do seu corpo, esfregou tanto, com tanta força que se machucou, ela sentou no chão do banheiro e ficou chorando enquanto a água morna percorria pelo seu corpo.

Ela queria se esconder dentro de Lucas, ela não queria mais ser apenas desejo de alguém, ela só queria ser ela mesma, ela queria ser normal.

No dia seguinte Justine estava com ressaca moral, não queria sair do quarto, nem para o café em família, aliais, ela não desejava ver ninguém da sua família. Era como se todos soubessem o que havia acontecido, ela dizia para si mesma:

– Me sinto uma puta! Uma puta barata!

Maria percebeu que Justine não estava bem.

– Filha, há algo errado?

– Mãe, não quero ficar aqui, quero o Lucas, quero ir pra longe daqui – disse entre lagrimas.

– Filha você brigou com alguém? Aconteceu alguma coisa?

– Mãe, não gosto dos meus primos e primas e ponto! Quero ir embora!

– Como assim? Você estava tão bem com Fabio ontem, e você e Mario são como irmãos.

– Mãe o Mario é legal, mas muito bobo e o Fabio tem músculos no lugar de cérebro, ele é o cara mais idiota que eu conheço! Eu o odeio-o.

– Nossa! Me diga que aconteceu!?

– Nada deixa pra lá!

– Vamos descer filha? Vamos tomar café?

– Eu to sem fome.

– Um suco… Vamos Justine, para de ser anti-social! – já disse iritada.

– Ok! – aceitou contra a vontade.

As duas foram pra enorme cozinha, todos estavam lá. As primas patricinhas, os primos marombeiros, os nerds e anti-sociais. Ela se sentiu terrivelmente mau ao dar de cara com Fabio que logo foi lhe dar bom dia.

– Bom dia priminha? Dormiu bem? – disse com o sorriso sacana.

– Não! Dormi mal, muito mal!

– Poxa… Que pena!

– Quem tem pena querido, é galinha! Agora se me da licença, vou tomar café com minha mãe – disse de cara fechada.

– JUSTINE!

– Ah mãe, vamos logo.

As duas saíram, Maria estava envergonhada com a atitude rude da filha. Fabio ficou um pouco constrangido, afinal ele esperava outra atitude da prima.

Na grande mesa todos estavam conversando alegremente, exceto Justine, que a qualquer momento soltaria raios pelos olhos como personagem de vídeo-game. Em poucos minutos, ao ver todos alegres, seu coração amoleceu, e ela se retirou rapidamente.

– O que há com nossa filha? – disse Carlo para Maria.

– Não sei querido, ela não esta feliz aqui… Acho que brigou com alguém não quis me contar.

Justine correu para o quarto e começou a jogar as coisas na mala. Em prantos ela havia decidido.

– Vou embora, não fico um segundo mais aqui!

Foi quando ouviu um barulho familiar se aproximando da casa grande, ela correu para a janela e lá estava Lucas, mais doce do que nunca descendo do carro com o celular na mão. Sem pensar ela desceu as escadas correndo, quem estava na cozinha se assustou e levantou para ver o que estava acontecendo, ela abriu a porta e correu para os braços do amado.

– Jú!? – disse Lucas um pouco confuso.

– Eu te amo! Eu te amo! – completou Justine em lagrimas.

Os dois ficaram abraçados por um longo tempo e todos os olhavam da varanda.

Continua…

Freak Butterfly.