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Justine – Dividida em sentimentos

Mais que um coração divido, Justine tinha a cabeça cortada em pedacinhos, seu cérebro estava a mil. Lucas, Pépe. Pépe e Lucas. O que fazer quando não se sabe amar apenas um? Depois de ter passado sua relação turbulenta entre Lucas e Marcela, Justine pensava que nunca mais teria problemas com esse tipo de relação.

– Deus? O que fazer? – disse Justine para si mesma no espelho.

Em poucas horas o avião de Lucas pousaria, e ela ainda estava na casa do Pépe.

– Algum problema? – perguntou Pépe no chuveiro.

– Não, nada… Aliais… Bem, tem uns parentes meus chegando hoje, e vou ficar ausente por uns dias.

Pepe saiu do banho e com o corpo ainda molhado e nu abraçou Justine, os dois se olharam no espelho por alguns minutos. Pela regata branca do Pépe que ela usava para dormir, podia se ver os mamilos rijos. Justine soltou um sorriso malicioso.

– No que pesou? Perguntou Pépe.

– Segredo – respondeu Justine virando-se para beijá-lo – quer tomar outro banho?

– hum… acho que sou um garoto ‘sujo’ e realmente preciso de um outro banho.

Ela sorriu o empurrando de volta para o boxe. Ligou o chuveiro e a água morna molhou a regata revelando seu corpo arrepiado. Pépe a colocou contra a parede e enquanto a beijava delizou uma das mãos por entre as coxas chegando logo onde o interessava, seu grelo rijo, quente e pulsante. Ela gemeu.

– Vou sentir saudades safadinha, esses dias sem você serão um martírio.

– Shiiiiiiiiii… – Justine interrompeu o que Pépe iria falar, e começou a beijar seus lábios, queixo, pescoço, percorrendo o peitoral, se ajoelhou segurando o membro rijo e começou a sugá-lo como quem não se alimenta a tempo.

– Pequena… Ah! Você além de gostosa me deixa incrivelmente louco… Ah! Isso puta safada, chupa gostoso.

Ela adorava o que fazia, e fazia como nenhuma outra, seus lábios quentes deixaram qualquer um apaixonado, seja homem ou mulher, Justine não media esforços e amava sugar, sugar, sugar, ia cada vez mais fundo, até mesmo suas engasgadinhas eram encantadoras.

– Vou explodir pequena, vou explodir! – disse Pépe entre gemidos.

Ela não parava, não parava nunca, queria ver o leite derramar, mas como tesão a toda, ela interrompeu a função, se levantou, olhou-o nos olhos e sem dizer nada, apenas mordendo os lábios, tirou a regata molhada e começou a acariciar seu próprio corpo, suas mãos deslizavam entre seios e o sexo úmido, Pépe começou a se tocar, mas ela acenou com a cabeça que não.

– Não, não faça isso – sussurou.

Ele parou e ficou apenas admirando Justine se tocar. Seus gemidinhos ainda tímidos, quando a excitação já estava no auge, ela se virou contra a parede, abriu as pernas, empinou a bunda e disse.

– Vem!

Pepe não pensou e logo a penetrou, sua bucetinha estava lambuzada e muito quente, ela continuou a tocar o grelo, seus gemidos estavam mais altos e estridentes, ele não parava de meter segurando-a pelos cabelos.

– Eu acho que vou explodir pequena – disse Pépe enquanto metia mais rápido.

Ambos os corpos estremeceram e permaneceram juntos embaixo do chuveiro.

Depois de brincarem no banho Justine se arrumou, comeu algo e foi se despedir de Pépe que estava brincando com o violão.

– Vou sentir saudades… – disse ela manhosa.

– Eu também… Some não.

– Vou dar m jeitinho de vir lhe ver pena semana…

– Ju… Senta aqui – apontou ele para o colo.

– Diga!

– Sabe, já faz uns dois meses que estamos juntos – disse ele enquanto afagava os cabelos dela.

– Pois é, passou rápido não é?

– Sim, passou, e eu queria dizer que quero ficar mais tempo contigo, cada minuto que está longe, eu quero você aqui. Eu sei, é piegas nem eu esperava dizer isso mais a alguém, mas estou louco por ti garota!

– Acho que preciso ir – disse Justine espantada.

– Como? – perguntou incrédulo – Estou me declarando e você quer ir embora?

– Pépe, desculpe – disse ela levantando em direção da porta – Sabe, eu não esperava… Aliais, eu queria ouvir isso, mas… Não posso, Deus. Tchau!

Justine saiu sem olhar para trás, seu coração estava disparado, será que de fato ela sabia o que queria, ou achava que sabia? Ela desejava ficar só, mas Lucas estava para chegar então foi para o aeroporto.

O vôo iria atrasar meia hora, então ela foi tomar um café.

– Deus, não sei o que fazer – repetia para si mesma a todo momento.

Sentada só, ela sentia vários olhares direcionados a si, tudo lhe deixava mais confusa, enfim o vôo chegou, ela pagou o café e foi para o saguão de desembarque. Muitas pessoas, diversos de reencontros emocionantes, e o coração de Justine só conseguia sentir o medo da culpa que ultimamente lhe seguia até mesmo nos sonhos. Seu rosto corou quando viu Lucas acenando sorridente, ele apressou o passo ao seu encontro.

– Deus, finalmente cheguei, eu não agüentava mais de saudades – disse Lucas ao abraça-la.

Justine chorou, o abraçou apertado e simplesmente chorou.

– Não chora amor, eu to aqui! Caramba, como eu te amo Jú.

– Eu também te amo Lucas, muito, muito.

Realmente ela o amava, daquela forma estranha, mesmo assim ela o amava, foi ao lado dele que ela cresceu, amadureceu, viveu.

– Vamos pra casa? – disse ela enquanto o beijava.

– É o que mais quero.

Os dois foram andaram de mãos dados pelo estacionamento, ele colocou as malas no carro, e antes de justine entrar ele a beijou, prensada ao carro, no calor do reencontro, ele a beijava como se não a visse a anos, seu corpo ficou tomado pelo calor.

– Melhor correr-mos pra casa – disse ele animado.

No caminho, o pensamento de Justine voava. Ela que acabará de transar com seu amante, não sabia se conseguiria se entregar ao amado com tanto fervor.

– Você está bem? – perguntou Lucas desconfiado.

– Sim, só estou um pouco cansada, não dormi bem, tive uns sonhos estranho – respondeu com um sorriso amarelo estampado no rosto.

– Pesadelos novamente?

– Pois é… hehe, esses sonhos tolos.

– Está com alguém problema? Você só tem esses pesadelos quando está em crise.

– Não, era só saudades, eu fico preocupada, nada demais.

– Bem, logo vamos matar essa saudade.

Ao chegar em casa, Lucas não se agüentava mais de tesão, ele jogou as malas na sala e começou a revirar a bolsa de mão.

– Querida, quero vê-la – disse ele sentado no sofá com um embrulho nas mãos.

– Mas você já está me vendo.

– Quero ver você inteira, nua, quero admirar seu corpo, tenho algo pra você, e quero que esteja nua.

Justine sem entender, começou a tirar a roupa, primeiro a calça, depois a blusa.

– Linda, continua linda, que saudade deste corpo, tire o resto.

Ela se despiu por completo ficando nua.

– Nessa mala ao seu lado tem uma surpresa, abre e pegue uma caixa para mim por favor.

Justine abriu a mala e pegou uma caixa de sapato.

– Venha até aqui querida – disse ele enquanto se ajoelhava.

Justine entregou a caixa a ele, que abriu e calçou belos sapatos de verniz preto altíssimos.

– Gostou?

– Sim, são lindíssimos.

– Feche os olhos, tenho outro presente para você.

Ela obedeceu, e curiosa sentiu algo gelado encostar em seu pescoço.

– Continue de olhos fechados e venha comigo.

Ele a segurou pela mão e a levou até o enorme espelho da sala.

– Abra os olhos querida.

– Deus! É linda – disse Justine com os olhos brilhando, ao admirar sua gargantilha de brilhantes.

– Você merece, merece isso e muito mais. Quando a vi na loja disse a mim mesmo: Foi feita para Justine!

– Obrigada amor, eu não mereço tantas coisas.

– Shiiiiiiiiii você merece tudo de bom – disse ele enquanto beijava as costas nuas da amada.

Ele a virou e começaram a se beijar caminhando até a cama. Ele a deitou e começou a beijar todo seu corpo, da cabeça aos pés, sem retirar o sapato. Ele abriu suas pernas e entre mãos e lábios acariciava-lhe a coxa até chegar ao grelo.

– Saudades deste doce – disse Lucas enquanto a acariciava.

Justine esqueceu todos os problemas e se entregou inteiramente, afinal ela o amava, ele a amava, nada mais justo que apagar tudo e ser apenas dele, aquele era seu momento.

Depois de horas de prazer, Justine adormeceu de salto e com a gargantilha de brilhantes. Lucas permaneceu acordado, acariciando suas costas e admirando cada pedacinho de Justine, ele só desejava tê-la para sempre.

 

Não basta ser amante

Você já se deparou com aquela típica cena da TPM, onde sua parceira fica o cumulo da sensibilidade e até mesmo perde a razão das coisas? Ou quando ela está com problemas familiares e não sabe como resolvê-los, é uma série de coisas que afetam o dia-a-dia de várias mulheres, e com sua parceira não será diferente.

Às vezes uma amizade não basta, nem tudo que acontece, nós sentimos que dá pra contar aos amigos, mesmo os melhores, se você já conquistou o titulo de “melhor amante”, porque não ganhar o prêmio de melhor amigo?

Não basta você dar conta do recado na cama, tem que saber ouvir, aconselhar, dar colo e carinho (que não seja nas preliminares), muitos perguntam “como é o cara ideal”? Ideal nada nesta vida é, sempre poderá haver erros ou defeitos, mas o bom companheiro sabe escutar (ou ao menos sabe fingir), tudo o que uma mulher busca é compreensão. A TPM é um fato, os hormônios entram em ebulição, algumas ficam tão ruins que precisam de medicamento (que somente o ginecologista pode prescrever), assim como nós tentamos tornar o ambiente mais agradável ao nossos parceiros quando estão estressados, devemos receber o mesmo carinho e dedicação.

Lembre-se: uma relação vai além do sexo! (pelo menos para muitas mulheres) Então traga um pouco de luz a estes dias tempestuosos de sua parceira, ela se sentirá a mulher mais sortuda do mundo e pronta para retribuir.

Freak Butterfly

O melhor amante

Para começar este texto, acho fundamental dizer (novamente) que não se deve pular as preliminares, elas são fundamentais para aquecer sua parceira, sem elas, muitas mulheres não conseguirão chegar ao clímax. Por isso, mesmo que seja uma rapidinha no meio do dia, invista nas preliminares orais, como torpedos, e-mail, um telefonema, palavras também podem ser preliminares excitante para aquela famosa rapidinha.

Você sabia que o beijo na boca é crucial para sua popularidade? Muitas mulheres percebem através do beijo se o cara é ou não bom de cama, uma dica é: nada de beijo babado! O beijo deve alternar entre a gentileza e a pegada selvagem. Mas não é só de beijo na boca que elas gostam, orelhas, pescoço e dobrinhas do corpo são estimulantes. Invista em desvendar o corpo da sua parceira.

Não pense que comprar óleos é um dever somente dela. Tenha um kit com lubrificante para transar na água, para brincar com a temperatura, massagear e retardar a ejaculação. Use-os para brincar, seja criativo.

Se você é daqueles que acha que as mulheres buscam horas intermináveis de sexo, tire seu cavalo da chuva, não dê uma de sabichão querendo mostrar a ela seus dotes do Kama Sutra, as mulheres buscam carinho, atenção, prazer, isso não quer dizer “horas”, pois a lubrificação vaginal vai diminuindo e a penetração acaba se tornando incomodo, então preste mais atenção nos gestos e no que sua parceira diz, e se por algum momento ela disser: “Goza pra mim”, ou algo assim, é porque já deu no que tinha que dá.

Quando mencionei acima que não buscamos horas de sexo, também não quero dizer que queremos apenas rapidinhas, queremos sim qualidade e não quantidade, então experimente dar uma pausa na penetração para fazer sexo oral, e depois retorne a penetrá-la.

Elogie-a, mas não exagere, todas as mulheres adoram receber elogios, mas vá com calma, se não ela poderá achar forçado.

Explore a vagina dela, a jornalista Kate Taylor, colunista da revista GQ e autora de O guia do Bom Orgasmo, ensina alguns métodos:

  • Segure os lábios abertos com uma mão e com a outra friccione gentilmente seu clitóris. Quando os lábios estão bem esticados, a sensação é intensificada;
  • Varie segurando a parte de cima do clitóris entre os dedos indicador e médio, acariciando-o para cima e para baixo;
  • Tente achar o tal do polemico ponto G: introduza dois dedos dentro da vagina dela e dobre-os em direção à parede vaginal perto da barriga. Cerca de 3 a 4 centímetros acima há uma área de pele de aspecto esponjoso, mais ou menos do tamanho de uma moeda de 25 centavos. Esfregue-a de leve com um movimento de “vem aqui”;
  • Lamba os lábios vaginais para cima e para baixo e depois gire a língua úmida e esticada por toda a vagina.

 

Presenteia com lingeries, fantasias, brinquedinhos, vibradores, estimule-a a gostar, de a ela livros eróticos, isso pode elevar a criatividade dela.

Saiba que tudo que fizer será recompensado, mulheres satisfeita são mais propicias a retribuir sexualmente. Como já diz o ditado: “é dando que se recebe”, pense nisto e seja o seu amante. De a ela momentos inesquecíveis, dos quais você também não irá se esquecer.

 

Freak Butterfly.

Justine – O desejo do desconhecido I

pés

Que Justine amava Lucas isso era fato, mas que ela amava Marcela também, e que estava confusa era visível. Estes pesadelos só poderia ser resultado de uma confusão mental dos pensamentos que andava tendo, para se tranqüilizar em suas suposições, ela foi procurar Gustavo.

Gustavo era uma espécie de psicólogo de botequim, ele havia estudado dois anos de psicologia, mas por problemas familiares e o descontentamento com o curso o fizeram parar de estudar. Sem alternativas no momento, Justine resolveu ligar pro amiga e marcar um lugar para que conversassem a sós.

 – Alô!? Gú?

– Sim, sou eu Jú. Como está?

– Não muito bem… – em sua havia o toque do pesar.

– O que houve pequena?

– Preciso muito conversar Gú, podemos nos ver hoje?

– Acho que sim, se for antes do trabalho, tudo bem.

– Claro, quanto antes melhor!

– Que horas?

– A hora que você achar melhor.

– Quer almoçar comigo?

– Mas já não quase 3 horas da tarde.

– Bem, eu trabalho na noite, que horas você acha que eu almoço.

– Bem… É que eu estou no trabalho, mas vou falar com minha chefe, ver se ela me da uma horinha ao menos pra resolver isso logo. Já eu te retorno.

– Ok, eu vou almoçar aqui próximo de casa, em um restaurante chinês, sabe qual é?

Meio desorientada ainda, já que havia ido apenas uma vez na casa de Gustavo, ela apenas disse que sim e já lhe retornaria.

– Ok! Até mais, pequena.

– Até!

Depois que uma cena de novela mexicana, Justine convenceu a chefe de que não estava bem. Desde pequena Justine tinha um dom para persuadi as pessoas a acreditar que estava com problemas ou doente. Sua mãe sempre dizia que ela estava perdendo a chance de ser uma grande atriz.

Enquanto corria para o carro ela ligou para Gustavo que lhe passou as coordenadas mais fáceis para que ela chegasse ao restaurante sem problemas.

Cerca de 40 minutos dentro de um engarrafamento, onde seus miolos fervilharam em meio a vários pensamentos, ela finalmente chegou ao tal restaurante, onde o amigo lhe esperava na porta fumando um cigarro.

Olhando daquele ângulo Gustavo era um rapaz incrivelmente charmoso, seu jeito despojado e básico fazia seu olhar se destacar ainda mais naquele emaranhado de cabelo no rosto. Antes de descer do carro Justine não conteve em analisá-lo de cima abaixo e disse a si mesma.

– Como pode Marcela não se sentir extremamente atraída por ele!

Logo em seguida se assustou com o súbito comentário. Imediatamente, desceu do carro, antes que demais pensamentos lhe corresse novamente.

– Pequena! – disse Gustavo feliz ao vê-la.

– Oi Gú – respondeu Justine apressando o passo para encontrá-lo mais rápido.

Os dois se enroscaram em um abraço apertado, o que não era tão comum assim entre eles, visto que Gustavo sentia ciúmes de Justine com Marcela, a amizade dos dois vivia abalada entre brigas.

– Nossa! Quanto tempo não te vejo baby, você está belíssima, diferente da época que andava pelo bar.

– É, o que o “amadurecimento” não nos faz – e os dois explodiram em risos.

– Vamos nos sentar lá dentro. Eu já almocei, mas se você quiser beber algo, eu lhe acompanho.

– Claro, vamos!

Os dois entraram e buscaram por uma mesa mais reservada onde pudessem conversar melhor. Sentaram-se em um canto afastado dos olhos de todos que entrassem ali. Meio apreensiva, ela não parava de estalar os dedos.

– Então. O que houve Ju?

– A Gú, eu não ando nada bem… Ao menos durante o sono não. Parece estranho, mas é que agente conversava tanto quando eu namorava o Fabiano, você é bom nisso, nunca deveria ter desistido da carreira de psicólogo.

– Rá Justine, você é uma piada mesmo, vamos me diga, o que está acontecendo?

– Bem… – disse ela enquanto baixava a cabeça envergonhada – você sabe que eu e Marcela ainda nos vemos não é?

– Sim claro, ela me liga quase que diariamente.

– Serio?! – perguntou espantada.

– Sim, claro. Sempre me pergunta o que fazer pra te esquecer.

Justine agora estava parecida com o tomate maduro, seu rosto queimava com o sangue que lhe pregou a face. Como Marcela pudera pensar assim quase que todos os dias. Como se ele tivesse ouvido seu pensamento Gustavo lhe respondeu.

– Ju, tu sabes que ela te ama demais e tudo mais, eu não sei que mel tu tens ai menina, mas Marcela é viciada em você. Porém, seu namoro com o Lucas a faz mal e ela sabe o quanto lhe faz mal também,então ela tenta diariamente encontrar uma solução para a sua felicidade.

Justine começou a relembrar as ultimas atitudes de Marcela, depois do que houve no campo, Marcela nunca mais fora a mesma, ela deu mais espaço a amiga, e seu ciúmes já não era tão obvio assim.

– Então é isso – sussurrou para si mesma.

– O que disse?

– Nada.

– Então, qual o problema?

– Pesadelos!

Gustavo pode ver o temos escorrendo pelos olhos de Justine, realmente aquilo era algo que a aterrorisava.

– Olha Gustavo, eu vou lhe ser muito sincera, talvez até mais do que deveria. Não sei se Marcela lhe disse o que aconteceu entre mim, Lucas e ela.

– Sim – disse ele com um meio sorriso sarcástico – eu nunca tive tanta inveja do Lucas como tenho agora. As duas garotas mais formidáveis que conheci só pra ele – disse a ultima palavra em um quase suspiro.

Envergonhada ela seguiu em frente.

– Olha Gú, você pode nem acreditar pelas atitudes que eu tomo, mas eu amo demais a Marcela, mas também preciso do Lucas como preciso do ar para respirar. Antes mesmo, quando ainda o que ocorreu eram só planos, eu comecei a ter um pesadelo horrível. A Principio, ele seria até excitante, mas esta cada vez mais intenso.

– Me fale sobre o pesadelo.

– Primeiro era eu em um corredor escuro, onde só podia se ouvir gritos e gemidos, quando consegui atravessar a escuridão e alcançar o quarto iluminado, era como se eu entrasse no filme 120 de Sodoma.

– Hum… Mas isto seria bom… – disse ele ainda com o meio sorriso estampado.

– Ta Gustavo, até seria, se Marcela e Lucas não fosse o centro da orgia. Se eles não estivessem transando e nem se quer notar minha presença. Eu tentei gritar, durante todo sonho, mas minha voz só saiu quando eu despertei. Desde então quase que todas as noites eu tenho este pesadelo, o mesmo corredor escuro, às vezes eu posso ouvir os gemidos e gritos em outras eu só sigo o ponto de luz, e sempre, como um ato sagrado, os dois estão se deliciando um nos braços do outro.

Depois de um longo silencio, Gustavo decidiu interromper os pensamentos aterrorizantes da amiga.

– Bem isto é meio claro, você esta com medo de ser trocada, de não ser mais o centro das atenções. Claro que pode haver uma serie de outros fatores, como desejos escondidos, seus medos, anseio, e a pressão do dia-a-dia. Pesadelos contínuos são para nos lembrar disso tudo, para nos possamos resolver o que nos atormenta.

– Não sei o que fazer – disse já entre lagrimas.

– Olha linda, não chore, são só sonhos. Mas é claro que está na hora de você tomar uma decisão. Marcela é uma pessoa incrível e não pode viver para sempre ao seu lado como um brinquedinho que você ama e não consegue largar, mesmo com um brinquedo novo.

– Ela não é um brinquedinho! – sibilou Justine.

– É um modo de tentar te explicar, eu sei que você a ama, é estranho, mas todos nós temos algo estranho então não vou te julgar pequena. Mas pense no que realmente quer, se não por você, por Marcela, a liberte. Pois ela nunca terá coragem de lhe dizer “adeus”. Compreende?

Aquelas palavras invadiram o pensamento de Justine como um Tsunami. Ela se sentia mais culpada do que nunca de “usar” Marcela daquela forma. Como uma criança, ela abaixou a cabeça na mesa e começou a chorar. Por instinto, Gustavo começou a afagar seus cabelos.

Depois de um longo tempo, os dois saíram de lá e foram caminhando até uma pracinha. Sentaram-se em um banquinho distante e apenas admiraram o sol que já desejava se esconder da lua. Como um casal de namorados, ela já em seus braços ainda em soluços.

– Nossa Gustavo, há tempos eu não me sentia assim… Não sei, é como se você me dizendo aquilo tudo, me desse uma cruz para carregar, mas eu poderia decidir até onde a levaria.

– Pequena, eu não queria lhe deixar mal, nunca quis isso, mesmo em meio a tantas brigas nossas por causa da Marcela, eu gosto das duas – ele riu – claro que não da mesma forma como você consegue gostar da Marcela e do Lucas – você ainda é uma incógnita para mim.

Justine não teve outro impulso se não sorrir calorosamente ao comentário do amigo. Ela se aninhou confortavelmente nos braços dele e olhou o céu que já era laranja com lilás. Ele confuso, beijou-lhe os cabeços e retornou a afagá-los. Sem duvida aquilo era a coisa mais estranho que lhe acontecerá nestes últimos tempos. Mas ambos não poderiam ser “inimigos”, eles teriam de ser mais amigos do que nunca para tentar ajudar aquela que tanto amam.

A Lua cheia já remetia sua luz nas estrelas quando Gustavo viu que estava atrasado para ir trabalhar. Justine então lhe ofereceu uma carona, era o mínimo que ela poderia fazer a ele, depois do apoio que lhe dera a tarde toda.

– Vamos á em casa então, vou trocar de roupa, pegar minhas coisas e aviso o Fabiano que estou indo.

– Por favor, só não diga a ele que estava comigo. Ele pode dizer a Marcela, ela pode distorcer tudo e não osso mais magoá-la.

– Fica tranqüila, ele me deve algumas. Vou manter sigilo do que eu estava fazendo, e quando ele começar a especular, digo que estava com uma garota que conheci semana atrás no bar.

– Obrigada – disse ela em um terno sorriso.

(Continua)

Freak Butterfly.