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Monthly Archives: Agosto 2010

Sempre ao lado

Quem lê o titulo deve imaginar que este texto tratará de alguma historia de amor ou amizade, mas não! A questão que me pegou sábado que passou foi: porque quando se olha pra alguém na balada, é sempre quem está ao lado que te retribui?

Sábado com amigos, cerveja e rock ‘n roll. O lugar não estava cheio, a mesa atrás quatro rapazes atraentes e aparentemente ‘disponíveis’.

Quando você sai a noite, livre e desimpedida, nada mais normal que dá uma paqueradinha, eu confesso que sempre fui péssimo nesse negocio, eu olho e espero a olhar de retribuição. Intenções eu não tinha, estava só querendo curtir com meus amigos, mas ele era bonito, esta ali, olhei, mas eis que o amigo ao lado que eu nem se quer havia notado me olha. Me perguntei: porque!?

Sei que isto ocorre também com o sexo oposto, meus amigos do sexo masculino também reclamaram diversas vezes sobre isso e ainda dizem “logo a amiga mais feia que olha de volta!”

Bem, quando eu estou em uma roda, e alguém me olha, eu logo penso que é para alguém atrás de mim ou para uma amiga ao lado, somente quando o olhar “te devoro” é visível pra eu me tocar que “a essa olhada foi pra mim”, mas acho que não notar, ou não querer notar é algo da auto-estima, eu nunca me achei isso ou aquilo, sempre achei minhas amigas muito mais interessantes que eu (mas claro que eu sei que minhas qualidades podem surpreender muitos mais que as curvas alheia), pois afinal, você nunca chega na balada em alguém que você acha inteligente, ou tem o papo legal, você chega pela questão física.

Talvez estes seres que acham que estamos olhando para eles, ou tem a auto-estima muito elevada, ou precisam elevá-la logo, e por isso sempre acham que os olhares estão indo em sua direção.

O fato é: ninguém explica isso (nem Freud, eu sei por que eu procurei), também suponho que a auto-confiança os faz pensar que o mundo gira ao seu redor, afinal quando estamos bem, queremos que todos vejam isso, e supomos que tenham notado.

Complexo? Eu sei, a cada segundo que me envolvo neste texto, fico mais confusa e vejo que não chegarei a nenhuma conclusão, só milhares de suposições.

Então resolvi perguntar a algumas pessoas se isso já aconteceu a elas, como foi, o que pensaram, vejamos as respostas:

“Sim já (risos), ah eu achei estranho o guri lá, mas deu pra sair uma boa.” (Thay, 20 anos, BA)

“Nunca (gargalhadas) pra falar a verdade nunca nem rolou de a pessoa que eu olho retribuir, não tenho sorte com essas coisas.” (Léo, 22 anos PR)

“Já sim, olha achei engraçado. Eu estava num café, e tava rolando um flerte gostoso com a mina da mesa de trás, mas entre eu e ela tinha uma mesa com duas garotas, e uma delas pensou que eu estivesse paquerando a amiga dela, daí essa amiga veio na minha mesa, pra saber mais, enquanto a amiga tinha ido ao banheiro, daí a mina que eu tava paquerando entendeu errado, fechou a cara e foi embora.” (Victor Hugo, 29 anos, MG)

É pessoa, isso acontece com todos nós, pior do que a pessoa errada olhar de volta, é você ser a pessoa errada! Como eu nunca acho que é comigo, não passei por isso, mas já acenei pra alguém que não havia acenado pra mim, mas isso já é um outro caso.

*Imagem: Google imagens

Entrevistando Ana

“Ana” tem 24 anos, estuda e trabalha, adora ir pra balada com as amigas, em suma é uma mulher como a maioria das leitoras que passam por aqui. Então resolvi coletar perguntas que alguns homens gostariam de fazer a uma mulher, vamos ver agora o desenrolar da nossa conversa.

Preparada Ana?

Eu acho que sim (risos), mas dá medo. Mas prometo ser o mais sincera possível aqui.

Então vamos lá. O que você menos gosta que um cara faça pra levá-la pra cama?

Mentir! Não coisa pior do que um cara que fica mentindo pra tentar te comer, mente sobre o que faz, mente pra se fazer de gostosão, mente até nos elogios que te faz. Pra mim é muita falta de criatividade isso.

Você prefere um cara mais carinhoso ou hard core?

Ai depende em, tem dias que eu gosto de carinho, afinal quem não gosta de ser mimada né, mas um cara meloso, carinhoso demais enjoa, e ai entra o hardcore, acho que o equilíbrio é o cara que todas querem.

Você acha que piercing de língua, faz diferença ou não no sexo oral?

Bem, pros cara acho que faz, tipo já usei e me disseram que era super excitante, mas pra mulher, oh ao menos eu não senti diferença não…

Por que o Enka ainda está solteiro?

Quem diabos é Enka?! (risos) Nossa, ai varia né, ele é gatinho? Se for me passa o numero que depois agente resolve isso. Sério que isso foi uma pergunta?

Sim, pediram pra eu perguntar (risos), próxima. Você curte anal?

As vezes, pode então se dizer que sim.

Como foi a primeira vez que gozaram na sua cara?

NOJENTO! Não sei por que isso é uma fantasia masculina, a primeira vez eu fiquei com nojo, aquele negocio tem um cheiro forte, e é grudento, depois, não vi nada demais. Acho meio besta, mas se o namorado quer né…

Você faria gang bang?

O que é isso?

Sexo com vários caras um atrás do outro.

Eu lá sou atriz pornô pra isso? Não me da tesão nem assistir.

Já transou com mais de três?

Mas que pessoa que gosta de bacanal hem?! (risos) Poxa, não, não com mais de três homens.

Gosta de filme pornô? Se sim, com um cara ou com uma mulher?

Não sou fã, filme pornô é uma invenção pra homens, além do mais, ensina o cara a fazer tudo de errado na cama. A segunda pergunta eu não entendi… Mas acho que com um cara né!?

Qual o limite que existe entre a sensualidade e a vulgaridade?

Bem, cada um tem seu próprio conceito do que é vulgar e do que é sensual. Pra mim, mulher fruta rebolando em programa de TV quase fazendo uma colonscopia é vulgar, sensualidade não é só tirar a roupa, é a atitude que a mulher tem. Tipo, a Playboy as vezes deixa de ser sensual, pra ser vulgar, mulher arreganhada tipo frango na foto é uó.

Quando o limite deixa de ser erótico e passa a ser banal?

Acho que forçar o erótico o torna banal. Como as mulheres frutas dançando, aquilo não da pra ser erótico, ou filme pornô, não tem clima, é um chega e mete, mete, mete, goza, acabou, não tem encanto, o erotismo é envolvente, tem que ter conteúdo.

Porque a maioria das mulheres, no ambiente de trabalho, ao verem uma amiga ser promovida, a parabenizam, mas no fundo ficam com inveja?

Se tem inveja é porque não é amiga né querido! Amiga que amiga quer ver a outra bem. Em qualquer ambiente as coisas são competitivas, por isso as vezes rola intriguinhas.

Porque ao invés de ficar reclamando que depilar com cera dói, você não passam gilete?

Você já passou gilete no seu c* pra saber a sensação? É horrível, claro que varia de mulher pra mulher, mas é que nem barba, logo ta crescendo, pode dar alergia, fica coçando, pinicando, é uma sensação muito desagradável. Melhor sofrer um bucadim na cera que passar a semana inteira se coçando por causa da maldita gilete.

Você depila lá atrás? Por quê? Dói?

Sim, porque é higiênico né querido! Não dói, é o lugar que menos dói!

O que você acha da traição?

Aquilo que todo mundo acha, claro, você gosta de ser corno?

O que você acha do ménage à trois?

Adoro, é legal, desde que se tenha respeito. Não da pra forçar, e mulher não se sente a vontade nua enfrente as outras, só se ela for bem resolvida com seu corpo, se não, não tira a roupa nem na frente das amigas.

Já trocou pneu de carro?

Já!

Se mulher reclama tanto de homem safado, porque elas ficam com eles?

Não posso responder por todas, mas, é que os safados tem um algo a mais, se não tivesse não seria safado, mas pra namorar, é claro que ela não busca um cara assim, daí queremos segurança e não criar rugas pensando se ele realmente foi jogar bola com os amigos.

Vocês preferem mesmo os caras mais ricos?

Se fosse assim, eu morreria solteira viu, porque ta fraco os ricos do mercado, não é que mulher quer um cara rico, mulher quer um cara estável, que lhe passe segurança, alguém com que você possa constituir uma família no futuro, mas tudo isso é muito relativo e o amor também pode nós fazer querer o maior pobretão do mundo. Achar que somos interesseiras é tolice.

Porque compram tantos sapatos se só tem dois pés?

Porque pé não engorda! Geralmente agente compra pra se sentir bem, é uma espécie de premio que nos damos, e como nem sempre a balança esta no mesmo ponteiro, os sapatos não te abandonam, você engorda, emagrece, incha e eles estão lá! Lindos esperando por você.

Você se masturba? Quantas vezes por semana?

Claro, eu sou de carne, osso e várias terminações nervosas. Mas não saio contando quantas vezes eu faço, em média, numa semana, acho que pelo menos 3 vezes.

O que as mulheres preferem ganhar de presente?

Depende, gosto é que nem cú né! Cada um tem o seu. Quer dar um presente a ela? Preste atenção, mulher sempre, sempre deixa no ar o que deseja ganhar.

E presentes simbólicos?

Você gosta de presentes simbólicos? Não é interesse, mas poxa é broxante você esperar um presente e ganha um cartão. As maiores hipocrisias são: ‘não precisava’, ‘não quero ganhar nada viu!’, ‘o que importa é a sua presença’. Mesmo que realmente a presença ou a intenção é o que vale, você sempre espera ganhar algo.

Qual a pior coisa que um cara pode fazer na hora H?

Depende, alguns acham que é trocar o nome, mas acho que isso passa, eu já passei por isso, mas porque eu tava tão preocupada com uma coisa, que sem querer chamei ele pelo nome do cara que eu mais odiava! Acho que parar quando você ta implorando pra ele não parar, é a pior coisa, pois você estava quase lá, e não foi por esse detalhe.

Porque geralmente, mulher não curte fazer sexo oral?

Bem, não posso falar pelas outras, mas eu curto. Algumas não gostam porque sentem nojo, só sei isso porque ouvi comentar. Ah! Já ouvi mulher dizer também: pra que vou fazer isso se não ganho nada em troca! (o em troca é a retribuição oral).

Como eu faço pra minha garota me chupar, sem ficar pedindo?

Faça nela também, sugira um 69, ou quando puder, elogie fora de hora o quanto você gosta de sentir os lábios dela envolvendo seu garotão, coisas assim, o elogio (não forçado né rapazes, por favor) a faz se sentir segura a tomar iniciativas.

Porque você pedem sinceridade e quando somos, vocês ficam com raiva?

Verdade né? Mas é porque não queremos ouvir algo que sabemos, tipo ouvir que ta gorda, quando você vê isso, ou que seu cabelo ta horrível, são coisas visíveis, agente quer um elogiozinho pra não se sentir tão mal.

Pra casar, qual é o cara ideal?

Os bem resolvidos, ao menos é o que a maioria das minhas amigas quer, um cara que trabalha, tem projetos, homens que somem com você, caras acomodados, eca, não dá, mulher quer segurança, não dinheiro, segurança mesmo pra criar uma família, pra saber que você não a deixará na mão.

Aparência conta?

A aparência pra você conta? Infelizmente quando se vê a pessoa pela primeira vez, você só enxerga o exterior, não da pra gostar de alguém pela personalidade, então, cuidar de si mesmo, conta pontos.

Porque as preliminares são tão importantes?

Simples, é ali que a maioria tem prazer, que goza e coisa assim, nem sempre da pra ser tudo só com a penetração. E poxa, você não gosta? Preliminares é tão legal, tão gostoso.

Porque são tudo interesseiras?

Para de generalizar rapaz, mas se você acha que mulher é tudo interesseira, faça essa pergunta pra sua mãe!

Porque vocês contam tudo pras amigas, e se agente conta algo pro amigo, ficam bravas?

Mulher não conta pra tirar vantagem, mulher conta pra transmitir experiência, que pode ate inspirar ou ajudar as colegas. Homem sempre que conta, conta pra tira vantagem. Mas recomendo que ambos não falem muito não, os maiores casos de traição, vem dos melhores amigos. Foda…

Porque esperam o cara ligar depois do sexo casual, se foi casual?

Porque se foi bom, agente vai querer mais! Isso não quer dizer que esperamos um pedido de namoro.

Você quando se arruma, se arruma pra se sentir bem ou pros homens?

Acho que primeiro, pra me sentir bem, depois a maioria das mulheres se arruam para outras mulheres, homem não fica reparando e comentando, as outras mulheres sim, e por ultimo, quem sabe, ela se arruma para o cara, daí vai das intenções dela.

Porque depois de um tempo de relacionamento, você começam a usar só calcinha de velha?

Você curte anda com a cueca enfiada na bunda? Então porque agente teria de andar com um fio na nossa! É que como a Poli diz, conforto e sensualidade, raramente caminham juntos, e também, acho que agente se acomoda, assim como vocês se sente super a vontade pra peidar sem pudor algum.

Bem Ana, queria agradecer pela sua participação.

Eu que agradeço, foi divertido!

Desventuras sexuais

Quando seu amigo lhe disser: “Esse cara é gente boa, pode ir enfrente!”, lembre-se, ele é homem, não provou da fruta (ao menos não aquela fruta né, pois vai saber).

Eu tento não ser feminista, nem ao menos parecer, mas é complicado, muito complicado, cada dia que passa, o sexo casual se torna mais perigoso, e não digo do risco de doenças nem algo do gênero, quem ta antenado se previne sempre, mas é que a qualidade sexual vem caindo como uma bomba.

Se arrependimento matasse, eu teria virado múmia!

Garotas, ouçam seus instintos quando ele lhe acionar um alerta de “fuja enquanto é tempo”. Eu não ouvi e tive o pior sexo que poderia ter em toda minha vida. Ir ao motel mais decadente da cidade não foi o problema, agora não ficar excitada, sentir aquele corpo pesar sobre o seu, gemidos, gemidos, falsos gemidos e… Ele sumiu, foi no banheiro. Volta, deita ao seu lado e dorme!

Tédio! Tédio! Tédio! Tentei não dormir, pela primeira vez o filme do canal pornô era interessante, tinha pegada, tapas, o entrosamento parecia real… “vamos!”, quase que desesperada eu dizia…. “só mais cinco minutos”.

Tédio! Tédio! Tédio! Me segurava pra não dormir e pensava “que bosta! Que bosta”, não resisti e repeti, “vamos”… Dessa vez ele aderiu, afinal, eu já tinha pego ele em casa, outra coisa que já acho errada, odeio chegar dirigindo em motel.

Às vezes penso: será que to sendo feminista? Será que estou errada?

Minha cabeça gira, gira e vejo que nada está errado, além da companhia ao lado. A cede em não estar só, às vezes (quase sempre) nós faz optar por péssimas escolhas. Porque me esponho? Porque escrevo? Quem sabe quem ler isso pense duas vezes antes de ir no impulso!

Por isso é bom quando sua amiga ta por dentro de quem é o bonzão na balada, você não cai naquela do amigo de que “ele é um cara legal, vai fundo”!

Errar é humano, espero que ao menos essa que vós escreve tenha aprendido. Eu sinto agora: “devia ter ouvido aquele meu amigo que disse: já vai? Mas ta cedo”, eram vários sinais, só que eu estava bêbada demais pra perceber, nada que um miojo e copos de coca-cola (claro sem contar a transa decadente) pra me fazer acordar as cinco e quarenta na manhã.

Fique atenta aos seus instintos, não beba Stanhegue como se fosse tequila, não ouça seu amigo (do sexo masculino) quando suas intenções são outras e não de seu telefone pra um cara que te “leva” ao motel e só tem cartão de crédito, quando o motel de quinta, obviamente não passa cartão e você tem que pagar a conta e ouvir piadinhas ridículas de “você gastou todo meu dinheiro”, me segurei, quase mordendo a língua pra não dizer: “depois do que rolou ali, você ta é me devendo muito mais!”, mas meu bom senso de menina do papai me fez ficar calada e apertar o volante pra não virá um soco do dito-cujo.

Vivendo e aprendendo… Errando e se… Pensem! Reflitam! Vivam!

F.B.

Vivendo e aprendendo: Ditado da vovó

Há coisas que só compreendemos ao viver, nunca pensei que um ditado de avó fosse tão real, acho que muitos já ouviram: “menina, não use calcinha furada, vai que acontece alguma coisa, você se acidenta e no hospital tiram sua roupa e você com essa calcinha?” (Saiba que isso também serve para cuecas).

É só quando você sai com aquela lingerie horrível (mas super confortável) que uma noite inesquecível de sexo pode rolar. Pois infelizmente, é raro uma calcinha que seja sexy e confortável ao mesmo tempo, parando pra pensar, para nós mulheres, conforto e sensualidade não gostam de caminhar muito justos, pois aquele sapato que te deixa com o corpo torneado, sabe aquele salto 10 ou 15, pois é no inicio até que agente agüenta, mas depois, dói! Dói pacas!

Voltando as lingeries, sorte tem os homens, pois as cuecas box, além de serem lindas são super confortáveis, em uma reunião de amigas a box foi unanimidade no quesito sexy. Por isso sou super a favor de nós termos nossas box também!

Pra não pagar mais mico quando for tirar a roupa, aprendi com uma amiga a sair e levar uma calcinha sexy. Como ela diz: leve sempre uma calcinha na bolsa, nunca se sabe quando irá precisar, e também escovas de dente.

Outra coisa que eu adicionaria é preservativo, aproveita e escolha o que te dá mais prazer, é incrível o numero de homens que não carregam camisinhas com eles. E daí empatar a foda por isso não dá né? Se eles não andam precavidos, nós devemos andar, pelo bem da nossa saúde.

Então meninas, se vão pra balada com ou sem intenção, tenham sempre na bolsa uma calcinha extra, escovas de dente (nunca se sabe quando a bebida cairá mal ou você comerá aquele aperitivo que contém cebolas) e preservativo, será seu kit de primeiros socorros do “amor” (eu sei foi brega), mas se há outro ditado certo é que prevenir é melhor que remediar, pois nem sempre encontramos o “remédio”. Afinal até seu marido pode perder o tesão se te ver naquela calçola da vovó.

E rapazes, aposentem suas cuecas do vovô e passem a usarem cueca box, pois ela pode não rir na hora, mas mulher é muito cruel quando se junta com as amigas (pronto entreguei).

F.B.

Dormindo com o inimigo

Somente vivendo na pele certas situações para entender coisas que muitas vezes eu julguei. Como por exemplo: por que as mulheres se acomodam e se tornam mais “frígidas” em uma relação.

Não tenho medo de assumir que por alguns dias perdi o tesão no sexo. O motivo? Desmotivação!

Vamos analisar o caso: você está super afim, desejando aquele corpo que está deitado ao seu lado, mas na hora do sexo, parece que você está em um filme pornô, onde as preliminares não existem, o cara encosta em você e acha que isso te excita e já força a barra pra você abrir as pernas. Ele “mete-mete”, goza e vira pra dormir. E ainda me perguntam por que as mulheres andam tão frias?

Simples! Nosso padrão de qualidade evoluiu, foi-se o tempo que o sexo era algo para se procriar ou somente para deixar seu parceiro relax. Hoje as mulheres estão cada vez mais exigentes pensando mais e mais no seu próprio prazer.

O parceiro não deve se tornar inimigo, uma relação deve ser sempre amigável, quando isto acaba, é porque não há mais uma “relação”. É triste saber que ainda há homens das “cavernas” que só pensa em si. O egoísmo não deve estar presente em uma cama.

Então meu conselho é (se conselho fosse bom agente vendia, fato, mas não custa nada tenta): mulheres, não aceitem isso de seus parceiros em hipótese alguma! Se acomodar com essa situação acaba por baixar nossa auto-estima e o nível de qualidade de vida também, pois o sexo ajuda em muitas coisas principalmente na saúde. Homens, se vocês notarem um certo esfriamento na cama, uma ausência pela procura de suas parceiras, procure identificar o que está acontecendo, se é você que tem faltado com o prazer, pois claro, há situações que envolvem o psicológico.

Não sou feminista longe de mim, mas abaixo o prazer individualista, esqueça aquele homem que goza e não se preocupa com você! Porque nós temos de ficar na mão enquanto eles têm a boca? Pois no fim não é mais legal se todo mundo estiver satisfeito!

Poliana Zanini

Justine – Terremoto na Rotina (parte final)

As duas riram e foram até a mesa. Finalmente Justine conseguiu olhar os rapazes, agora ela havia entendo o motivo do alvoroço das mulheres do bar, sem dúvida Vitor e seu amigo eram os homens mais lindos do amamigasbiente. Logo Amanda agarrou seu homem. Vitor era alto, branco, olhos azuis, tinha cara de menino, com os braços tatuados e um topetinho nos cabelos loiros. O outro era o oposto, parecia um italiano, pele clara, cabelos negros, olhos escuros, nariz um pouco avantajado, mas sem duvida era de uma beleza exótica, braços e pescoço tatuados, gel nos cabelos penteados para trás, a muito Justine não via uma coisa daquelas.

Ambos estavam de calça do tipo social, pouco largas, diferente dos demais que estavam de jeans mais justos ao corpo, estavam de all star, Vitor usada uma camiseta preta com uma estampa old school, e o amigo de regada branca.  Justine disfarçadamente, retirou a aliança e enfiou na carteira.

– Deixe-me apresentar minha amiga, Justine este é Vitor – disse Amanda apontando para o rapaz ao lado.

– Olá, prazer – disse Justine ao cumprimentá-lo com dois beijinhos na bochecha.

– E este é o amigo dele…. Desculpa qual seu nome?

– Pépe – disse o rapaz estendendo a mão para Justine.

– Prazer… – Justine retribuiu o aperto de mão e pela primeira vez em muito tempo se sentiu constrangida.

Sentaram-se à mesa, o som era gostoso, o ambiente razoável, já que as mulheres não saiam de cima. Pépe levantou, olhou para Vitor e disse:

– Já volto, vou no bar… Alguém quer algo? – perguntou friamente.

– Meninas? Querem algo? – perguntou Vitor olhando para as duas.

– Acho que cerveja… – disse Amanda pensativa – pode ser Ju?

– Claro! Sim claro! – respondeu Justine ao ser arrancada de seus pensamentos.

Depois de quase meia hora Pépe voltou com as cervejas, estava mais risonho e com o semblante mais extrovertido.

– Desculpem a demora, fiquei conversando com o “negão” no bar – disse enquanto coloca as cervejas na mesa.

– Então Justine, você é sempre caladona assim? – perguntou Vitor com tom de sarcasmo.

– Depende da ocasião – respondeu Justine sem graça.

– A Mandita falou demais de você.

– É que ela sofre de amor platônico por mim, mas eu já disse que não rola – as duas riram.

– Meu Deus, não sei se isso seria um pecado ou o paraíso! – exclamou Vitor se deliciando em pensamentos.

As duas continuaram a rir. Pépe ainda estava estranho e Justine encafifada se achando o motivo daquela frieza toda. O barman se aproximou, era um bilhetinho para Pépe, ele leu, sorriu, olhou para o lado, uma loira monumental o olhava sem mesmo piscar, ele colocou a mão na face e continuou a rir.

– Olha ai, Pépe já está fazendo sucesso!

– Acho que ele é O sucesso desde que chegou – disse Amanda rindo.

Pépe apenas riu. Justine se levantou e disse para a amiga:

– Vamos comigo até o banheiro?

– Claro! Já volto baby – disse ela ao beijá-lo.

– O que foi Ju? Não gostou daqui? Não curtiu os meninos? Ta toda jururu.

– Acho que o Pépe que está incomodado comigo, desde que agente chegou ele está todo sério, meio frio, odeio isso, me sinto uma.. Sei lá o que, apenas odeio.

– É ele está mais sério, mas vai ver que é tímido.

– Tímido Amanda? Tenha dó né, tava todo, todo com as garotinhas. Acho que to empatando o coitado, melhor eu ir.

– Bem, não sei o que houve, vamos voltar pra mesa, se você se sentir mau, tudo bem, não precisa ficar forçada, mas gostaria que curtisse a noite, tem vários outros gatinhos, logo rola uma banda e nós vamos dançar.

– Ok! Vou ficar um pouco mais.

As duas estavam saindo do banheiro, enquanto outras duas meninas, a loira do bilhete e uma baixinha morena riam e falavam alto.

– Você viu? Você viu? – perguntava a loira animada.

– Ele não é divino? Mas o barman disse que ele pediu pra dizer que tem uma garota já – comentou a morena.

– Não acho que seja aquela que está com ele, eles se cumprimentaram com as mãos, que horror, nunca ao perder de dar uns beijinhos nele – concluiu a loira rindo.

Justine revirou os olhos e seguiu para a mesa.

– Demoramos? – perguntou Amanda animada.

– Eu já estava até ficando com saudades – respondeu Vitor enquanto a beijava.

– Então Justine, está gostando do bar? – perguntou Pépe.

Justine ficou calada por alguns segundos sem saber se era com ela mesma.

– Então…?

– Sim, a muito não ia a bares assim, aliais, faz tempo que não saio.

– Por isso não te vi antes por ai… Eu na verdade sou novo por aqui.

– Tá explicado…

– O que?

– O motivo dessas menininhas estarem em alvoroço, carne nova no pedaço… – sorriu sem graça ao fim do comentário.

– É… Pode ser, mas não curto “menininhas”, gosto de mulher… Tipo você!

A face de Justine ficou rubra, mas entre suas pernas ela sentiu um pequeno calor exalar.

– Pois é, então você morava onde?

– Estava na Europa trabalhando, morei em vários lugares, mas minha família é da Itália, aliais meu pai é italiano e minha mãe brasileira, então morei aqui até meus 15 anos, depois fui desbravar o mundo… Mas gosto daqui, não sei porque, simplesmente gosto.

– Meus avós são italianos, tenho muita vontade de ir conhecer a cidade natal deles.

– Qual é?

– Nápoles.

– Quem sabe um dia não vamos juntos – Pépe sorriu e de um piscadela.

– Isso é um convite?

– Com toda certeza!

Os dois ficaram conversando por um longo tempo, Pépe recebeu dezenas de bilhetinhos, Justine já nem se incomodava mais, ela achava graça de tudo aquilo. Ele era um homem muito interessante, viajado, amante de boa musica, ela estava vidrada pelo conjunto.

– E então… – disse Pépe ao se aproximar da face de Justine,

– Então o que? – questionou Justine com os lábios trêmulos.

Pépe se aproximou ainda mais, sentindo-a ofegar, era quente, o hálito gostoso, ela não resistiu ao jogo e o beijou. Sem duvida era um beijo de tirar o fôlego e matar de inveja todas as meninas do bar.

Justine sentiu um calorão tomar conta de seu corpo, suas pernas já não a pertencia mais, pela primeira vez em meses ela perdeu o chão. Pépe ficou sem ar, sem perder tempo, se aproximou do ouvido dela e sussurrou.

– Não queria me apressar, mas depois desse beijo, preciso perguntar, quer ir até a minha casa?

Justine recuou por um instante, o olhou, olhou para Amanda que logo entendeu o que estava acontecendo e acenou para a amiga seguir em frente, ela voltou a olhar para Pépe que apoiou uma das mãos em sua coxa.

– E então?

– Bem… Ok!

Despediram-se de Amanda e Vitor, Pépe fez questão de segurar Justine pela cintura enquanto atravessavam a multidão de meninas decepcionadas, do lado de fora, decidiram que ela o seguiria de carro.

No caminho Justine começou a ficar nervosa, suas pernas tremiam, ora de ansiedade ora por lembrar do beijo. Pouco depois o carro de Pépe parou, ele deu seta e entrou em um prédio, Justine o seguiu, era em enorme condomínio com vários prédios, o dele ficava próximo a um bosque, ele entrou no subsolo e estacionou, desceu e fez sinal para ela estacionar na vaga ao lado.

Ele abriu a porta do carro dela e a puxou contra o peito dele dando-lhe mais um beijo, os dois caminharam até o elevador, e enquanto subiam até o andar dele, ambos riam e brincavam, era como se já se conhecessem a tempos.

O apartamento dele era simples mais bonito, tudo era preto, branco e cinza, cheio de livros, DVD’s, discos, posters pelas paredes e um violão no tapete da salinha e o que mais lhe chamou a atenção foi o telão com retroprojetor.

– Quer assistir algo? – perguntou Pépe vendo a curiosidade estampada na face de Justine.

– O que me sugere?

– Comprei um DVD novo do Johnny Cash, ta afim?

– Agora, nossa sou apaixonada por ele.

– Somos dois. Pera ai que vou pegar, ta no meu quarto. Fica a vontade, quer beber algo?

– Aceito!

– Eu tenho cerveja e whisky… E suco de maracujá light – risos.

– Whisky ta bom!

Pépe foi em um pé e voltou no outro. Entregou o whisky para Justine, colocou o DVD pra rodar e sentou-se no sofá. Justine sentou-se ao lado e começou a beijá-lo. Em poucos minutos ela já estava por cima dele.

As mão de Pépe percorriam por todo o corpo de Justine, ele tirou o belerinho de rendas e baixou o zíper do vestido deslizando os dedos por sob cãs costas, seus lábios caminharam entre o pescoço e os seios rijos dela. Logo ela se levantou e deixou o vestido cair, de pé enfrente ao projetor ao som de “Hurt”, se despiu. Pépe se levantou, tirou a camisa exibindo o tórax tatuado e ao terminar de se despir, atracou Justine, dois corpos quentes, ele a beijou enquanto a empurrava até a parede, o fogo aumentou e os dois se entregaram ao prazer, ele a colocou de frente para a parede, afastou as pernas e a penetrou, ela gemeu, ele suspirou.

– Deus, pequena como você é gostosa!

Justine estava ofegante, não dizia nada, tudo que saia de seus lábios apertados contra os dentes eram gemidos.

As imagens passeavam sob seus corpos nus e em ritmo acelerado, Pépe colocou uma das mão no grelinho de Justine e começou a acariciá-lo.

– Meu Deus isso ta tão bom! – sussurrava Justine.

– Gosta safadinha?

– Sim, sim! Me faz gozar, quero gozar gostoso. Mete, mete na sua safadinha.

Ele mordeu o ombro dela e um arrepio diferente surgiu, um sorriso sacana lhe estampou a face, o calor subiu e suas pernas tremeram, um gemido gostoso escapou de seus lábios, ao ouvi-lo, Pépe não resistiu e também gozou. Ele a abraçou novamente, e permaneceram ali, juntos na parede até “I Won’t Back Down” acabar. Justine estava satisfeita e sentiu o calor da paixão acender em seu peito novamente.

Freak Butterfly.

Justine – Terremoto na Rotina (parte III)

Justine e Lucas tomaram banho juntos como duas crianças brincalhonas, rindo de tudo que acabara de acontecer. Lucas saiu primeiro, pois já estava atrasado para sua viajem, Justine ficou curtindo a água morna que percorria seu corpo relaxado.

– Querida, preciso ir, me deixa no aeroporto? – perguntou Lucas apressado.

– Sim claro, vou me secar e vestir algo rapidinho – respondeu Justine enquanto desligava o chuveiro e pegava a toalha.

Ela pegou a primeira roupa do armário, um vestido longo, mas leve, ela estava tão relaxada que poderia dormir o dia todo, como um bebê. Lucas já estava na porta berrando desesperado.

– VAMOS AMOR! ESTOU ATRASADO!!!

– Tô aqui já, podemos ir!

– Você esta estranha…

– Eu? Por quê?

– Sei lá, esse sorriso esquisito ai?

– Depois de tudo que houve, você queria que eu ficasse triste ou mal humorada?

– Claro que não! Desculpe se estou meio indiferente, mas não posso perder este vôo, muito menos essa reunião.

– Eu sei – disse com ternura – Bem, pisa fundo então!

Os dois foram em silêncio no carro, na rádio rolava musicas bregas e ninguém se importava em mudar. Justine estava com o olhar longe, ora soltava um risinho malicioso, ora suspirava profundamente.

– Chegamos Ju – disse Lucas saindo do carro parado no “embarque-desembarque”.

– Quer que eu entre contigo? – perguntou Justine indo a sua direção no porta-malas.

– Não precisa anjo – respondeu e beijou-lhe a testa – Vou sentir sua falta cadelinha, te amo, se cuida e juízo!

– Você quem vai viajar, você que se cuide e tenha muitíssimo juízo! Te amo – se beijaram e Justine ficou olhando Lucas entrar no aeroporto.

Ela voltou ao carro e seu celular estava piscando no banco ao lado, 3 chamadas não atendidas, era Amanda, então retornou a ligação.

– Oi putaaaa! Finalmente consigo falar contigo! – disse Amanda animada.

– É que o Lucas foi viajar, vim trazê-lo no aeroporto.

– E ai como estão às coisas? Melhor?

– Sim – respondeu entre risos – melhorou muito!

– Que bom, então não quer sair comigo mais?

– Claro, você acha que vou ficar mofando em casa enquanto ele vai pro Canadá? Frango frito, cerveja forte e Hooters? Mas nunca que fico em casa, onde vamos?

– To saindo com aquele cara da internet, não quer ir no barzinho que te falei que ia? Gata, lá tem tanto topetudo bonito, que você nem tem noção!

– Ok! Me passa o endereço por e-mail, que horas?

– La fica bom pela meia noite… Mas vamos mais cedo, assim agente descola uma mesa, ou um lugar no bar.

– Fechado, umas onze ta bom?

– Dez e meia!

– Fechado! Até mais tarde Mandita.

Justine desligou e decidiu ir visitar a mãe, no caminho foi pensando no que vestir pra noite, e no que disse a Amanda, sobre o Canadá.

– Só espero que o Lucas não encontre nenhuma canadense e me esqueça!

Chegando na sua casinha, a mãe estava no jardim aguando as plantas.

– Ju! Filha que surpresa, você sumiu, quase não a vejo mais.

– Desculpe mãe, é que andei enrolada, e o Lucas você sabe, até viajou hoje de ultima hora pro Canadá, pra resolver um problema de cliente.

– Vocês estão bem? – perguntou a mão ao notar a face preocupada de Justine quando mencionou o Canadá.

– Bem mãe, sei lá, senti medo pela primeira vez, eu e o Lucas andamos meio distantes no ultimo mês, quase nem tempo pra nós dois, só nos víamos na cama pra dormir, caímos em uma rotina que estava me deixando deprimida, eu estava virando dona de casa! Acredita?

– Minha filha… – disse a mãe ao sorrir – você está crescendo, isso parece ser pavoroso mesmo, mas é que nem sempre da para se manter o pique de um namoro normal, morar junto então, mas tem que ter paciência, qualquer relação será assim, tudo tem que ter paciência.

– Eu sei, eu sei! Pena que paciência não faz parte das minhas virtudes.

– Isso eu sei bem! Vamos entrar eu vou passar um cafezinho do jeito que você gosta e tem bolo de cenoura, seu predileto!

– Ah mãe, só você pra me tirar da dieta e me por pra cima – elas se abraçaram e foram para dentro.

As duas ficaram conversando por horas, o pai de Justine chegou para a janta, os três se reuniram em volta da mesa como nos velhos tempos, riram, conversaram, e logo mais Justine foi para casa se arrumar.

– Tchau mãe, obrigada pela conversa – disse Justine enquanto a abraçava – Tchau papai – se despediu beijando o pai carinhosamente.

Justine entrou no carro e disparou até o apartamento, já passava das nove horas e ela não tinha menor idéia de onde era, nem o que vestir. Entrou no apartamento correndo e deixou o computador ligando enquanto tomava outro banho. Conectou-se a internet e entrou no closet para procurar algo.

– O que vestir? O que vestir? – dizia ela com as mãos nos cabelos.

O celular apitou, era uma mensagem da Amanda.

“Amiga, já está se arrumando? Não vai me esquecer em sua safada. Recebeu meu e-mail? Beijos, até logo!! x)”

Justine sentou na mesinha e foi olhar o local, jogou o endereço no Google maps para encontrar o melhor caminho e voltou a se arrumar, entre vestidos, saia e calças ela não tinha idéia do que vestir.

– Acho que um pretinho básico vai bem em qualquer lugar!

Vestiu um tomara-que-caia preto com um belíssimo decote coração e um pouco acima do joelho. Colocou um bolerinho de renda preto, só como enfeite pois não cobria muito seus fartos seios. Correu para o banheiro.

– Caramba, sabe aqueles dias que não da nem vontade de se arrumar? Hoje é meu dia! Droga…. Cadê meu pó… Aqui! Nossa que pele lixo está a minha… Acho que só vou cobrir essas espinhas que surgiram e passar um rímel, será que consigo?

Depois de algum esforço ela consegui se maquiar, uma sombra clara, rímel preto, cílios alongados com o delineador e um batom rosado para dar um ar de saudável. O closet de Justine era um sonho, Lucas, amante de sapatos sempre a presenteava com novidades belíssimas.

– Que droga, às vezes ter muita coisa é um saco, não sei o que calçar, definitivamente, não sei.

Depois de gastar quase 30 minutos calçando diversos sapatos para decidir qual usaria, ela colocou o primeiro que experimentou, salto 10cm vermelho de vinil bico arredondado.

– Acho que to pronta!

Olhou para o relógio já passara das dez e meia, conforme havia combinado com Amanda.

– CARALIO PUTA QUE PARIU, A AMANDA VAI ME MATAR! GRRR – gritou enquanto imprimia o mapa, nem parou pra desligar o computador e saiu correndo trancando a porta.

No elevador ela olhou o endereço.

– Ainda bem que não muito longe, e não tem muito transito.

Ela entrou no carro e saiu em disparada. Ao chegar em frente ao local, o celular tocou, era Amanda.

– Oi amiga!

– Porra Justine, tu vai mesmo me dar um bolo é?

– Não eu já estou em frente, só tenho que achar lugar pra estacionar.

– Segue um pouco mais que tem um estacionamento logo enfrentem é mais seguro, te encontro lá.

– Ok! – ela desligou, seguiu um pouco mais e logo achou o estacionamento.

Fechou o carro e saiu do parking, Amanda estava na frente a esperando.

– Que bom que você veio! – disse Amanda indo em sua direção para abraçá-la.

– Não disse que eu vinha!

– Vamos vou te apresentar o Vitor, ele trouxe um amigo.

– Ah safada, planejando as coisas pelas minhas costas?

– Você vai me agradecer. Mudando de assunto, menina, você ta chique demais, os caras vão cair matando, e eu toda básica.

– Não sei onde básica com essa calça justíssima e este corselet, os peitos pulando de tão apertados – risos.

– Tô tentando entrar no clima do lugar, mas você vai se dar bem, ta toda pin upizuda! – disse Amanda enquanto ria – bem eles estão lá dentro, preparada?

– Meu Deus, até parece que vou conhecer meu futuro marido.

– Quem sabe! Aproveita e guarda a aliança na carteira.

– Tá loca? – disse Justine brava.

– Amiga, você vai me agradecer.

Quando entraram havia uma roda de mulheres alvoroçadas, Justine não entendi o que estava havendo, era muito escuro ali, mas já pode sentir como seria a noite, ainda na entrada ela já havia levado uma cantada do porteiro, outra de um rapaz que passou esbarrado nela.

– Ah! Eles estão ali – apontou para a mesa logo depois da reunião feminina – Cara odeio essas Maria Topetudo, onde vou passo raiva, ainda bem que o Vi não ta nem ai, só olha pra mim.

– Também, ele deve se perder ai nesses peitos, caracas Mandita, estão enormes – disse Justine dando uma apertadinha enquanto ria.

– Safada, vai que eu gosto!