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2013 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 40,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 15 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Putaria 100% – Novo Fanzine

Ah! A alegria de se ver algo que escreveu impresso por alguém que não foi você. Depois de tantos anos aqui neste modesto blog, escrevendo ou tentando escrever, dois de meus artigos foram publicados em um novo Zine, o Putaria, que com muito amor, carinho e dedicação quero participar mais vezes.

Não tenho muito o que falar, o melhor é ler, só tenho a agradecer ao Fabiano Geraldo por sempre acreditar em mim e achar que meus singelos textos gonzos são publicáveis!

Só quem escreve sabe a emoção que é pegar algo seu publicado em mãos.

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Então, oh eu com meu Putaria em mãos ai gente!

Obrigada por tudo pessoas, inclusive por continuarem a me visitar e confiar a mim seus questionamentos, suas dores e alegrias.

Aqui o link de um dos textos: https://freakbutterfly.wordpress.com/2012/04/02/a-garota-da-capa-vermelha/
O outro só no

Autoflagelo: Superação

ImagemHá muito tempo (muito mesmo), não escrevo aqui, muito menos sobre este assunto, mas tendo em vista a quantidade de comentários que ainda recebo, os desabafos e as dúvidas, resolvi escrever pra falar um pouco de como tenho passado em relação a isto.

Nem sei mais quanto tempo faz que não me corto, não me queimo, e isto é um alívio, não só pra mim, como para minha família e meu parceiro (pois é estou noiva), mas a desconfiança, ao menos dos familiares, sempre está no ar, toda vez que me deprimo, que fico tensa, logo pensam que se eu me trancar pra me isolar, é porque vou me cortar, mas as coisas não andam bem assim, eu finalmente posso dizer que tenho controle, eu ainda dou umas batidas de porta violentas, falo coisas que magoam as pessoas sem pensar, esmurro paredes, e as vezes, sinto mesmo vontade louca de me cortar, de ver o vermelhinho escorrer, o ardor, enfim a dor. Porém, minhas prioridades mudaram, minha vida deu um giro de 360°, conheci alguém, que tenta compreender o que se passa comigo, voltei pra minha terra natal, noivei, estou trabalhando e lutando pra conseguir nosso espaço.

Claro que com o compromisso, outros estresses vieram, outras desconfianças, mágoas, preocupações, enfim, vida de casal. Não sou uma pessoa muito controlada quando o assunto é briga, sou estourada, ciumenta, ainda luto com a baixa autoestima sem fim. A última vez que me feri, inclusive foi por ciúmes, mas hoje eu repito a mim mesma: “Não vale a pena!”.

Quando a vontade vinha, eu sempre procurava me distrair, até mesmo rezar, cantar qualquer coisa, ligar pra alguém pra falar nada com nada, mas ficar sozinha, não! Como já diz o ditado antigo: Cabeça vazia, oficina do diabo!

Isto é fato, quanto mais se ocupar, menos chance de se levar pelo impulso. Contar a família e aos amigos (próximos e verdadeiros) foi um alívio pra mim, não esconder é como me libertar, não tenho mais nem vergonha das minhas milhares de cicatrizes, sinto que as pessoas que as notam tem mais do que eu.

Bem, se conselho fosse bom, agente realmente venderia, então a única coisa que posso falar a todos vocês é: força e fé! Se cair, não se deixe abater, são nas quedas que aprendemos, você pode se levantar e recomeçar sem problemas.

Buscar ajuda é fundamental, essa luta não se ganha sozinho, bem, até poderia, mas é muito mais complicado. Hoje existem os CAPES, onde podem buscar ajuda psicológica e psiquiátrica, mas procurem tentar se abrir com a família, ou alguém mais próximo.

Nunca desista! Tenha fé independente de sua religião, creia que há algo de maior no mundo que pode te confortar.

E mais uma vez, se cair, limpe os joelhos, sacode a poeira e volte a caminhar!

Se puderem, assistam a este documentário, é maravilhoso: http://www.ltddemi.com.br/staystrong.htm

A verdade nua e crua: o canalha com ética

                Hoje me peguei analisando um gênero masculino quase raro, mas não difícil de encontrar pelos caminhos da vida, o tal do canalha com ética!

               Canalha é coisa que encontramos em qualquer esquina, mas há vários tipos de canalhas, os que acham que são e os que defendem o título com pulsos e dentes, por esses as mulheres, até as mais experientes no tipo caem por chão, com porra nos lábios e lágrimas na face, ela ainda suspira e pensa: ele volta!

             O canalha de hoje é o famoso cafajeste de épocas ‘Rodriguianas’, mas vamos fazer uma breve analise semiótica da palavra “Canalha”:

  • Canalha comum: O homem que seduz uma mulher sem intenção alguma de amá-la.

  • Canalha com ética: É o homem que ao seduzir a mulher, deixa claro suas intenções de, ao pé da letra, fode-la sem amá-la.

             Que de nós mulheres nunca caiu nas artimanhas deste eterno conquistador que atire sem medo as pedras! Eu mesma, já fui alvo do canalha e do canalha com ética. Claro que o primeiro é aquele pelo qual você irá sofrer, chorar e nunca mais desejar amar, mas é também o que ficará cada dia mais só, pois se existe um ditado forte e que funciona é “o melhor marketing é de boca-em-boca” e com isso o canalha frouxo vai perdendo sua falsa credibilidade e rebanho.

               Do outro lado esta ele, o canalha com ética, no circulo social ele está sempre rodeado por amigas, geralmente as mais belas do recinto, tem classe, não solta cantadas baratas, tem boa fala, tenta manter boa aparência, sabe conversar e se ele tiver algum interesse sexual que seja, deixará claro que será isso e nada mais, quem sabe role outras oportunidades, mas não se enganem.

               Enquanto nosso primeiro candidato está interessado em bater o recorde de mulheres que já ‘comeu’ o segundo quer qualidade. O primeiro diz que “seu prazer vem em primeiro lugar”, porém como você já caiu em toda sua ladainha e acaba fingindo orgasmos ao invés de tê-los, diz o quanto seu ‘garoto’ é maravilhoso e a satisfaz, você mente compulsivamente que ele é magnífico na esperança de que ele se apaixone. Meninas, não finjam nem mintam, estarão fazendo isso a si mesma, para este gênero pouco importa você e sim ele gozar.

               A segunda opção também diz que “seu prazer vem entes do dele”, porém este se esforça ao máximo para cumprir a palavra, afinal, se existe uma coisa nessa vida que todos sabem é: mulher conta sim tudo para as amigas, não se enganem nem venham me apedrejar, se foi ruim ou ótimo irmão contar (se for muito bom, ótimo, maravilhoso, por favor, contenham-se, não queira despertar na amiga a curiosidade de ‘provar’), e ele claro não irá querer sujar sua reputação (mesmo sendo canalha). A ética deste canalha está acima de tudo, ele não irá desejar magoá-la, não seria esta sua intenção, ele até mesmo será seu amigo, e enxugará suas lágrimas quando a primeira opção a ferir.

               Caros homens cultivem a ética e se for para ser canalha que a tenha, não engane, não minta, não use as pessoas para seu bel prazer sem que as mesmas saibam. Como diria Sócrates “Deve-se temer mais o amor de uma mulher que o ódio de um homem”, o que isso quer dizer? Não cultive algo que não poderá ‘cuidar’, pois não há nada pior nessa terra que uma mulher de coração partido, sua reputação acabará mais suja que sua falta de ética e caráter, o que me lembra agora Nietzsche que citou “Na vingança e no amor, a mulher é mais bárbara que o homem”, fato, diga-se de passagem.

               Até mesmo um canalha, um dia, pode ser flechado, mas não se enganem meninas que fazer o tipo “puta” irá conquistá-los, o que o canalha, ou cafajeste como prefiro chamar, se encantam de fato são pelas “santas de lábios pecadores” (quem sabe em outro texto podemos discorrer tal debate).

            O canalha com ética sempre poderá ser um bom amigo, te dará conselhos sobre outros canalhas. Por isto meninas, olhos abertos, o pior canalha ainda está à solta, ainda faz mais vítimas, porém ainda sai mais queimado que gringo de férias no Rio de Janeiro.

              Separei para vocês algumas belas frases sobre nossos queridos amados e odiados canalhas (sejam com ética ou não):

  • “As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física.” (Nietzsche)

  • “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas do que suas respostas.” (Voltaire) – Preciso mesmo explicar que essa é uma das poucas maneiras para conhecer de fato um homem e descobrir se o mesmo é moleque ou já saiu das fraldas.

  • “O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.” (Confúcio) – Sábias palavras o que pode distinguir o canalha comum do canalha com ética, o primeiro sempre irá culpar fatores que não sua irresponsabilidade verbal em dizer o que vem na cabeça e não o que sente de fato.

  • “O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso.” (Nietzsche) – nunca li muitas coisas do Nietzsche, confesso! Mas começo a pensar que ele era um dos canalhas com ética, assim como o querido Nelson Rodrigues.

  • “O homem de palavra fácil e personalidade agradável raras vezes é homem de bem.” (Confúcio) – é bem isso meu caro Confúcio! Bem isto!

  • “O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego.” (Einstein) – Pois veja só, no canalha comum, o ego é algo infinito, por isso este tipo não tem valor e seu espírito nunca cresce nem evolui.

             Chega de frases prontas que de alguma forma pode ou não definir o canalha, seja ele com ou sem ética, como diria Nelson Rodrigues (o pai dos cafajestes, ou seja, o canalha atual): O cafajeste encantador é um devoto convicto das mulheres, ele as ama e não as veem como mero objeto (diga-se do canalha sem ética que pensa que a mulher é apenas uma boneca com buraco onde irá enfiar seu brinquedinho, que sim podem ser trocados e tão descartáveis quanto nós) “Na saída abre a porta do carro para a mulher, mas dá um beliscão na bunda bem na hora em que ela vai entrar, para mostrar que é dono “dela”.” Nelson sempre sou que no fundo nós gostamos de um cafajeste, torcemos para os mocinhos e desejamos os vilões.

               Se eu pudesse dar um conselho, diria, mais vale investir em um bom vibrador que em um homem sem valor ou princípios, ao menos o primeiro não lhe fará fingir, lhe dará prazer garantido e só lhe deixará não mão quando as pilhas acabarem.

Justine – A viagem parte I

 

O sol atravessou uma fresta da cortina fazendo a cabeça de Justine martelar. Já era dia, o cheiro do café pairava no ar. Cobriu o rosto com o lençol tentando fugir da claridade.

 

– Acorda Maria Bonita! – cantarolou Lucas – Já está tarde Ju, fui bonzinho e a deixei dormir mais um pouco, mas precisamos partir em 30 minutos.

 

– Não quero ir – resmungou Justine tentando se embrenhar entre as cobertas e travesseiros.

 

– Eu te avisei que iríamos viajar que precisava de você lá, mas mesmo assim teve que ir naquela bate de quinta pra ver aquela putinha – comentou Lucas enquanto puxava as cobertas.

 

– Não fale assim dela querido… Nossa, aquilo não era wisky, era mijo de cão engarrafado, minha cabeça vai explodir!

 

Justine se sentou a beira da cama e ficou olhando Lucas se trocar.

 

– Certeza que preciso ir?

 

– Claro Justine, que coisa, você é minha acompanhante. Depois quando eu viajo a negócios você surta que tenho outra! Banho gelado meu amor, um bom banho, eu já fiz um café reforçado.

 

Justine entrou embaixo do chuveiro e se arrepiou, a água fria a tirou do transe, mas a cabeça ainda martelava.

 

– Maldito mijo de cão! – sussurrou para si.

 

A água escoria por seu corpo lavando o cheiro de cigarros, álcool e sexo, uma mistura que a inebriava sempre.

 

– Que vontade de pecar… – disse enquanto deslizava as mãos entre as pernas, o coração palpitante.

 

Lucas parou na porta do banheiro e ficou olhando pelo vidro Justine se tocar, os olhos fechados, o suspiro.

 

– Quer uma ajuda minha putinha insaciável? – disse Lucas sorrindo já na porta do Box.

 

Justine se assustou, pois estava com o pensamento longe dali.

 

– Vou sair já, já! – respondeu pegando o shampoo e jogando nos cabelos.

 

– Então tá, vou tomar café.

 

Lucas já estava quase no fim quando Justine apareceu, com a maquiagem ainda borrada nos olhos, toalha nos cabelos e moletom.

 

– Nossa! Você está um lixo mesmo – disse Lucas – Mas não há fuga, coma algo que vou pegar as malas.

 

– Mas eu nem fiz as minhas ainda – resmungou Justine.

 

– Oh minha criança, eu sabia que isso ia acontecer, então eu já fiz.

 

– E como sabe o que vou levar? – disse ela enquanto pegava a caixinha de remédios.

 

– Te conheço mais do que imagina mocinha, agora acelera ai – disse Lucas seguindo para o quarto.

 

Logo ele apareceu com duas pequenas malas, a mochila de negócios e óculos de sol.

 

– Anda, tome o resto no carro, já me atrasei demais.

 

Ela calçou pantufas, colocou os óculos escuros, pegou um tônico na geladeira e a caixinha de remédios.

 

– Vamos!

 

– Vai de pantufas?

 

– Cala a boca e vamos logo – resmungou Justine mais uma vez.

 

No carro Justine estava apagada, entre Dramins e aspirinas, ela babava no travesseiro enquanto Lucas ria tirando fotos e ouvindo Morrissey. Depois de uma hora de viagem, Lucas parou em um posto para usar o banheiro, cutucou Justine e que despertou assustada.

 

– O que? Onde? Hã? Que poooorraaaaaaaa Lucas! O que foi agora?

 

– Oh estúpida! Não quer ir no banheiro? Depois desse tanto de liquido que tomou, porque eu só vou parar quando chegarmos lá.

 

– Ainda vai demorar? – perguntou fazendo manha.

 

– Umas duas horas por ai.

 

– Droga! Vou no banheiro.

 

Os dois foram ao banheiro, Justine passou na loja de conveniências e comprou mais um tônico, sua cabeça ainda martelava e seu suor parecia exalar aquele wisky barato. Lucas pegou algumas guloseimas e voltaram para o carro.

 

– Oh minha menininha ta feia na foto hem!? – disse Lucas em tom de gozação.

 

– Porra, nunca mais quero beber… Não por ai, agora vou andar com meu trago na bolsa. Minha cabeça ta girando ainda.

 

– Não quer vomitar? Talvez te ajude a melhorar.

 

– Que viajem romântica não? Ué você pode vomitar no banheiro, se estiver melhor, te dou balas de menta e você pode me chupar enquanto dirijo.

 

Justine levantou uma das sobrancelhas, mas pensou não ser má ideia. Foi ao banheiro, colocou o dedo goela abaixo e vomitou liquido e mais liquido, era tudo o que tinha conseguido ingerir até então, quando já não lhe restava mais nada, foi até a pia, jogou água no rosto e realmente se sentiu um pouco melhor. Passou na conveniência mais uma vez, comprou um salgado e coca-cola e voltou para o carro.

 

– Você tinha razão, acho que estou me sentindo melhor – suspirou Justine aliviada – obrigada!

 

– Quer as balas de menta agora? – disse Lucas rindo.

 

Justine sorriu e lhe deu um soquinho no ombro. Lucas ligou o carro e voltou para a estrada. Ela terminou de comer, tomou outro dramin e mais uma vez apagou, parecia tão doce e inocente dentada ali no banco do carro, de moletom, pantufas, agarrada ao travesseiro de gatinho, babando sob ele. Por alguns instantes Lucas se esquecia da Justine maluca e ninfomaníaca e Le lembrava que apesar de tudo, ela era apenas uma menina.

 

– Já chegamos? – perguntou Justine num sussurro tentando abrir os olhinhos.

 

– Não minha gatinha, mas falta pouco, você está melhor?

 

– To toda torta – respondeu manhosa.

 

– Deita um pouco aqui no meu ombro, puxa esse cinto pra lá e encosta aqui fofinha, te faço um cafuné – disse Lucas carinhosamente.

 

Justine o fez, recostou a face em seu ombro e curtiu um cafuné, olhando a estrada vazia, lembrou que há tempos os dois não faziam uma viagem a sós, aliais, não curtiam um momento a dois, ela sentiu até mesmo saudades da época de rotina, quando só haviam os dois, jogados pela casa, transando quando desse na telha, ou brigando e fazendo as pazes pelo chão da sala. Justine sorriu lembrando de coisas bobas que faziam juntos, ela tirou o óculos escuro, olhou pra ele com um sorriso bobo e disse:

 

– Cadê a bala de menta?

 

Lucas caiu na gargalhada, mas não hesitou em pegar as balas que estavam no porta-treco do carro.

 

– Pode escolher! – entregou-as sorridente.

 

Justine pegou a mais forte, descascou e colocou lentamente nos lábios, chupou a bala enquanto acariciava os lábios com a língua, tirou o cinto de segurança, Lucas baixou a velocidade, ela mais uma vez recontou sob seu ombro e com uma das mãos começou a acariciar o pau de Lucas ainda sob a bermuda. Lucas a olhou nos olhos por um instante e disse:

 

– Senti sua falta!

 

Justine sorriu e baixou a cabeça sem demora, tirou o pau latejante e rijo para fora e começou a se deleitar, sobre e desde, sobe e desce, a língua desliza o envolve e mais uma vez sobe e desce para dentro da boca, Lucas suspira, Justine espia e o vê se segurando para não recostar a cabeça pra trás e tentar se concentrar na estrada. Se deleita, jorra leite!

 

– Meu Deus menina! Senti mesmo tua falta… Há tempos não me agraciava com teus encantos orais – disse Lucas ofegante tentando manter a concentração – venha aqui e me de um beijo minha putinha linda.

 

Justine satisfeita e sorridente cumpriu o desejo de Lucas, encostou novamente no banco, puxou o sinto, aumentou o som do carro que ainda rolava Morressey e ficou olhando a paisagem.

 

Algum tempo depois, podia se ver a cidade, enfim a viagem estava no fim, ou apenas começando. Lucas havia reservado um quarto maravilhoso com vista para o mar, à noite teriam um jantar com temática havaiana junto aos sócios e alguns dos mais importantes clientes da firma. Lucas estava crescendo e às vezes Justine se deprimia por ter parado no tempo. Já no quarto, Justine começou a pensar e questionou:

 

– Lucas, você não acha que eu deveria voltar a estudar e trabalhar? – perguntou cabisbaixa.

 

– Porque isso agora meu bem, não lhe dou tudo o que quer?

 

– Me sinto desvalorizada…

 

– Com tudo que te dou você ainda se sente desvalorizada?

 

– Claro, parece que sou tua puta de luxo e nada mais. Cansei já de não fazer nada… Acho que quero voltar a estudar, afinal, não vai me bancar pra sempre!

 

– E porque não?

 

– Fala sério né Lucas! – Justine se levantou zangada, pegou uma bata e foi para o banheiro.

 

Com um maio, bata, chinelinhos e muito protetor solar, munida de chapéu e água, Justine resolveu ir caminhar na beira da praia. Pensar, refletir, de repente uma crise existencial lhe abateu.

 

– Porra, o que eu to fazendo da minha vida? Larguei a faculdade, larguei o emprego, pra virar puta de advogado?!? – seguiu andando até encontrar uma sombra que pudesse lhe acolher.

 

Mais adiante, Justine viu certa movimentação de pessoas, uma parte do hotel estava com a entrada “Proibida sem Autorização”, era o que dizia a placa, um tipo de cortina fechava o lugar, mas como boa curiosa ela se empenhou em descobrir o que estava rolando ali, sentou-se na areia e decidiu esperar.

 

Algum tempo depois, Justine viu uma bela loira bronzeada correndo nua em direção ao mar, à praia estava vazia, não era alta temporada, mas isso a deixou mais curiosa, o que estava acontecendo ali? Ela se levantou e resolveu caminhar em direção à água, quando ouviu o que parecia ser uma direção fotográfica. A bela moça fazia poses, brincava com a água e por fim deitou na beira-mar onde a areia se misturavam a água salgada no seu belo bronzeado. O fotografo se aproximou, Justine se sentou novamente e ficou olhando a sessão de fotos que rolava descontraidamente, quando o fotografo se virou para falar com um assistente, seus olhos não podiam acreditar.

 

– Fernando! – disse Justine sem acreditar.

 

Ela ficou ali paralisada, sem ao menos conseguir piscar. Fernando olhou para sua direção, colocou a mão sob os olhos em uma tentativa de o sol não ofuscar sua visão, sorriu, sacudiu a cabeça como quem não acreditava no que via, entregou a câmera para o assistente, liberou a modelo e caminhou em direção de Justine. Ela ainda estava paralisada, queria levantar e correr dali, mas suas pernas estavam dormentes.

 

– Olha só quem está aqui! Está me perseguindo querida!? – disse Fernando sarcástico.

 

Justine respirou fundo, olhou em seus olhos e enfim conseguiu se levantar.

 

– Claro que não, vim em um evento – disse enquanto se levantava – você se acha não é? – continuou em tom zangado virando as costas para partir.

 

– Hey, calma pequena, o que houve? Eu só estava brincando, estou até feliz em te ver – disse Fernando tentando segurá-la pela mão.

 

– Pode me soltar, tenho um baile para ir e preciso me arrumar.

 

Fernando soltou a soltou e Justine partiu sem olhar para trás.

 

– Essa menina…. – suspirou ele para consigo mesmo.

 

As pernas de Justine estavam tremulas, não sabia ainda como conseguiu andar sem olhar para trás, ao entrar no quarto de hotel, estava pálida.

 

– O que houve meu bem? – perguntou Lucas se aproximando de Justine e segurando sua mão – Esta passando mal ainda?

 

Justine sentou-se na beira da cama olhou para Lucas e sentiu o cérebro estalar.

 

– Não, eu só tive um pequeno mau estar, vou cochilar e logo me banho para começar a me arrumar pro baile, não se preocupe.

 

– Tem certeza?

 

– Claro amor – continuou tentando se acalmar – só estou um pouco cansada, pode ter sido o sol – Justine se levantou, beijou Lucas, tirou a bata e se deitou.

 

Quando fechava os olhos seus pensamentos se misturavam, lembrava-se do Fernando no beco, e do Fernando na praia, teve sonhos confusos e foi despertada por Lucas.

 

– Querida, está mesmo bem? Está toda suada – perguntou Lucas preocupado.

 

– Estou amor, um banho me ajuda.

 

Justine tomou um banho e tentou relaxar pensando na noite que teria com Lucas. Secou-se, passou hidratante pelo corpo já macio, se admirou no espelho, depois de anos finalmente se sentia bem com o próprio corpo, colocou uma lingerie que não marcasse seu corpo e entrou no vestido branco longo de manga única, secou os cabelos, fez um coque na lateral e colocou uma flor, uma maquiagem leve e estava pronta, Lucas entrou no quarto e ficou maravilhado.

 

– Você está linda de branco – ele se aproximou junto a ela no espelho, segurou-a pela cintura e continuou – você ficaria linda de noiva…

 

Justine ficou sem jeito e foi pegar um perfume na nécessaire.

 

– Bem estou pronta! Vamos?

 

Lucas sorriu e consentiu. A noite foi maravilhosa, todos estavam animados, beberam e dançaram, Lucas recebeu elogios por seus trabalhos e dedicação ao escritório, no fim da noite, com uma garrafa de vinho branco suave a mão, caminharam na beira mar, rirão, falaram bobagens e correram de volta para o quarto de hotel. Justine empurrou Lucas para a cama, tirou a calcinha, mas se manteve com o vestido. Ele a olhava vislumbrado, ela caminhou lentamente mordendo os lábios, soltou as madeixas e engatinhou pela cama até chegar por cima de Lucas.

 

– Feche os olhos meu amor – sussurrou Justine enquanto mordiscava sua orelha.

 

Lucas fechou, Justine ligou a playlist do celular que tocava Dsert de Emilie Simon, ela tampou seus olhos com as mãos para assegurar que ficariam assim, os beijava, mordia os lábios, brincava de fugir, Lucas tocou seus seios, deslizou a manga do vestido e o desceu para sentir os mamilos duros e rijos de Justine, ele mesmo sem ver, se deleitou naqueles seios maravilhosos, Justine suspirava, ela solto seus olhos, mas ele decidiu continuar com os mesmos fechados, Justine tirou sua camisa, abriu a calça, seu pau saltou sem muito esforço, o corpo de Lucas queimava, sem demora, Justine sentou lentamente sobre o membro rijo e começo a cavalgar, Lucas gemia, seus corpos se uniram cada vez mais como se a qualquer momento um tipo de osmose fosse acontecer.

 

– Senti sua falta minha putinha linda! – sussurrou Lucas no ouvido de Justine.

 

Poucas as vezes que os dois se fundiram de maneira doce, mesmo com as estocadas violentas de Lucas e as mordidas ensandecidas de Justine, era amor e não apenas sexo. Durou mais que o comum, o vestido de Justine estava molhado de suor, seus cabelos desgrenhados, Lucas gozou como louco, Justine sorria satisfeita.

 

– Banho? – perguntou Justine com cara de gozo.

 

– Só se for agora!

 

Os dois correram para o banheiro, a porra ainda escorria pelas pernas de Justine, se despiram rapidamente, e entraram embaixo da água natural. Beijos, risos, brincadeiras, mordidas, eram duas crianças se redescobrindo, Lucas empurrou Justine de cara contra a parede, abriu suas pernas e de joelhos e chupou, meteu a cara e o focinho naquela bocetinha vermelha e inchada. Dedilhava o grelo, sugava, lambia, ela arranhava a parede, então ele se levantou, puxou-a pela cintura e a penetrou, ela gemia.

 

– Isso, me fode, vamos me fode gostoso, me faz gozar como louca!

 

Ele mordia sua nuca e a puxava pelos cabelos.

 

– Gosta quando te pego assim, feito uma cadelinha não é? Gosta quando te pego assim não é?

 

– Gosto, gosto muito, senti saudades, mete esse pau gostoso, me fode toda!

 

Lucas pegou o sabonete, lambuzou o rabinho lindo e rosado de Justine, meteu um dedinho, ela gemeu ainda mais alto.

 

– Que rabo maravilhoso!

 

Sem pensar duas vezes, Lucas se aventurou, Justine se empinou mais e então ele meteu, ela soltou um gritinho sufocado.

 

– Oh Deus! Que loucura! – dizia Justine em delírios.

 

Lucas estava amando, a muito não comia aquele rabo, era virgem outra vez, entra e sai, entra e sai, ele estava maravilhado e ela tentando controlar o desejo insano de gritar.

 

– PORRA, JORRA NESSE CÚ! – gritou ela desesperada de tesão.

 

– Toma então cadelinha, toma o leitinho nesse rabo!

 

Lucas jorrou, Justine gozou e suas pernas mal podiam se mexer, tomaram um banho rápido e se jogaram nus sob a cama. Justine olhou a luz pela fresta na cortina, sorriu e pensou no quanto gostaria de reencontrar Fernando.

 

Continua…

 

 

A verdade nua e crua sobre as mulheres e o sexo casual

E mais uma vez decidi abordar tal assunto neste modesto blog que só tenta ajudar as pessoas a encontrar seu lugar nesse mundo louco dos relacionamentos. Algumas coisas que serão ditas podem ser: concordadas, discordadas, ou crucificadas por falsas puritanas e pagam de santa por ai, mas não me importo, falarei mesmo assim.

Ri muito com este comentário e comecei a pensar, não é uma mentira e nem uma verdade completa. O fato é que hoje as mulheres estão mais decididas, mais resolvidas e querem ser cada dia mais independente, inclusive sexual, e sim, o sexo casual passou a ser aceito pelas mulheres que estão cada vez mais adeptas desse estilo de diversão.Dias atrás estava assistindo um episódio dos “Os Normais”, um que o Rui e a Vani dão um tempo no relacionamento, e nesse episódio, há um diálogo que achei muito interessante, o Rui pergunta ao amigo, que não lembro o nome, sobre como estão às mulheres hoje já que ele está fora do mercado há 10 anos, e o amigo lhe responde: “Hoje é só levar pra jantar num italiano que elas dão de sobremesa, mas tem o seguinte, agora elas querem orgasmos de verdade”.

A questão é: fáceis elas não estão, não basta só levar “num italiano” que damos na sobremesa, mas sim queremos ter orgasmos de verdade!

Mas há uma informação que pode ser levada em consideração, muitas de nós viemos de uma sociedade machista e patriarcal, e apesar de todo modernismo, ainda esperamos o que gosto de chamar de ‘Cortejo’.

Sim, ser convidada para um jantar ou uma balada, buscar em casa, se oferecer para pagar a conta… E claro o contexto e enredo do jantar ou balada irá direcionar o final da noite, um pouco de romantismo ou até “amiguismo” não mata nem arranca pedaços. Nós

também somos mais diretas, se queremos ir logo ao ponto, falamos, simples assim. Não há vulgaridade, muito menos estamos nos desvalorizando, é diversão, é prazer, é o dar e receber, enfim, é sexo!

Mesmo que ela conheça o cara na balada já o ritual é o mesmo.

Não pergunte qual suíte ela quer, escolha você, tome esta iniciativa, lembrando que tudo isso pode estar sendo analisado (ou não, depende do calor do momento);No caminho para o motel, não se empolgue tanto, veja as reações dela para tomar suas iniciativas, se você for experto, fará como nós, durante o jantar ou a balada observamos tudo pra ‘sacar’ qual é a do cara. Agora algumas dicas:

  • Já no quarto priorize as vontades e reações dela, não vá com tudo (a não ser que o clima esteja propicio), seus toques, seus beijos irão falar muito de você;
  • O corpo fala, então deixe rolar.

Todas querem:

  • Gozar!
  • Carícias!
  • Beijos quentes!
  • Ouvir que são maravilhosas!
  • Que você pague o motel!

Fique calmo se no final da noite ela soltar a pergunta “vamos nos ver novamente?”, isso quer dizer que ganhou pontos, não é uma mensagem subliminar para “namora comigo”, ela gostou e deseja manter contato, já ouviu o termo P.A., ou seja, “Pau Amigo”? Então, é isso que provavelmente ela o queira novamente. Agora se não ouvir nada além de um vestir a roupa e vamos embora, pode

reanalisar à noite, pois você deve ter errado e algum lugar. Se você acha que nós ainda não podemos lidar com isso, em que parte da evolução você parou?

Algumas outras verdades:

  • Elas contam as amigas;
  • Dão uma espécie de nota para a noite;
  • E por mais que não queiram, podem fingir orgasmo se o sexo estiver muito ruim e não acabar nunca.

Alguns lembretes:

  • O beijo fala muito sobre o sexo oral (isso vale para ambos os sexos).
  • Meninos, não vá com muita cede ao potinho precioso que a moça tem no meio das pernas, delicadeza é TUDO! Uma vez machucadinho, a noite dela acaba! Então seja calminho e se delicie com esse melzinho!

Enfim, alguns irão adorar ler e saber certas coisas, outros criticar, há quem vai concordar ou me crucificar, enfim, qualquer dica é sempre bem vinda, não!?

Medo e Delírio em São Paulo – a mudança

E lá estava eu, encostada no balcão da cozinha, esfregando os pulsos com um gel aparentemente ‘milagroso’ que comprei a quase dois meses em uma tentativa desesperada de apagar um pouco as cicatrizes que espantam olhos curiosos, e então, me peguei pensando em como vim parar aqui, o que tinha feito de errado, o que havia dito de errado, enfim, onde errei desde que cheguei.

Fiquei ali certo tempo parada olhando os braços cujas cicatrizes não sumiram, nem amenizaram com o gel, minhas veias, que geralmente ficam escondidas sob a pele desbotada estavam ali, pulsando num azul hipnotizante, elas pareciam dizer: contem-me!

No som do celular tocava Hypinose do System Of a Down, meu passo para o delírio já era eminente quando subitamente começa a tocar Seu Jorge, amém! Foi àquela música perdida na minha playlist que me tirou daquele momento pré-suicida. Pouco depois meus pensamentos se perderam novamente, fui lavar a pequena louça suja da janta mais solitária das ultimas semanas, pensando: “Deus, que patético, pareço uma solteirona clichê de filme B”. Tudo me soa como filme B. Às vezes me pego distraidamente pensando se minha vida não é uma ficção no estilo “show do Truman”, e as pessoas estão me assistindo, tropeçar, levantar, tropeçar, levantar, tropeçar, pensar em levantar e como todo reality, elas riem da desgraça alheia. Sem dúvida, quando repasso meus últimos dois meses, diria que seria uma comédia barata.

Às vezes tenho surtos de grandeza onde me acho o alvo predileto de Deus, uma marionete com a qual ele se diverte, rindo de toda confusão física e mental, mas deve ser só mais uma paranóia ou crise de mania, pois nessas mesmas horas me apego à religião como um tipo de salvação implorando pra Deus finalmente me enxergar aqui embaixo e dizer: Chegou sua hora! Mas sempre volto ao princípio da “teoria da conspiração” e acho que todos conspiram contra mim, incluindo, pessoas do meu convívio “familiar”, eu sei, parece absurdo, mas o pensamento é incontrolável, sempre me acho uma vítima de mandinga!

Eu sei, você não deve estar entendendo nada do que digo, é porque nas ultimas semanas, meus pensamentos atropelam as palavras, não consigo dizer o que penso, ou pensar antes de falar, simplesmente fluem. Então vou tentar resumir meu caminho até aqui.

Início de ano, pós-férias, morrendo de saudades da terapeuta (que eu confesso estar sentindo muita saudade), na primeira consulta do ano, fui animada contar minha idéia mirabolante.

“Então Poliana, como foi de férias?”, penso que ela se arrependeu da pergunta, falei tudo que pude lembrar, tudo que me incomodou, brigas que não estive presente, sobre o quanto me senti parte da família pela primeira vez e vários anos, blá, blá, blá… Falei compulsivamente, sem parar e então cheguei a decisão crucial da minha vida: “Quero me mudar pra São Paulo”. Contei todo meu plano arquitetado minuciosamente, depois do trauma da minha mudança não planejada para Curitiba (foi quando iniciei esse blog), eu não poderia ser mais impulsiva. Tudo parecia bem, eu estava medicada e confiante. Meus planos incluíam trabalhar em algo em que pudesse juntar dinheiro até meados de março ou abril para minha sobrevivência em São Paulo até estar trabalhando – coisa que eu imaginava que não fosse demorar a acontecer.

De longe eu olhava classificados, empregos, apartamentos… Os dias passavam, minha ansiedade aumentava, eu só sabia falar sobre partir, não me importava o que ocorresse nada me impediria de viver o “Sonho Brasileiro” (digo que é a paródia ao ‘Sonho Americano’ de Hunter S. Thompson). São Paulo… A Big Apple dos brasileiros, cidade grande, com pessoas dos mais diversos estilos, pensei “terra das oportunidades”, com duas faculdades, uma pequena considerável bagagem de experiência, cursos e mais cursos, eu não só achava como pensava e me sentia preparada para essa mudança, dizia a mim mesma e ao meu irmão, “não é possível que eu não arrume ao menos um ‘trampo’ como vendedora de shopping” (eu dizia shopping porque a mesma aventura em Curitiba me traumatizou, pois na época eu não tinha um ‘padrão’ de shopping, não era um tipo de modelo sem sucesso que fazia bico em lojas, não que eu esteja nos padrões ‘modelísticos’, mas estou numa versão melhorada do meu eu de 2008), mas a vontade é a ilusão dos loucos.

Poderia resumir em curtas frases meu percurso desde que pousei em Guarulhos:

  • Chegar a Barueri;
  • Namorar;
  • Conhecer o Starburcks (porque essa coisa estúpida estava na minha lista de coisas que queria provar);
  • Ganhar camarote VIP do show do Soufly (então risquei mais algo da minha “lista de coisas para fazer” que seria ir num show gringo, bem coisa de interiorana);
  • Preparar currículo;
  • Espalhar currículos;
  • Descobrir que meu currículo não tinha direção;
  • Corrigir currículo;
  • Encontrar da Danny;
  • Brigar com o namorado;
  • Planejar minha ida pra Santo André (afinal eu fiquei quase um mês na casa do namorado);
  • Fazer entrevistas;
  • Esperar o retorno que nunca é dado;
  • Entregar currículos e ouvir: “Nossa, mas você é muito qualificada pra vaga que temos”;
  • Sentir raiva;
  • Medicação no fim;
  • Depressão;
  • Aguardar 40 dias pra minha consulta no psiquiatra;
  • Brigar com namorado;
  • Procurar emprego;
  • Fazer várias novenas;
  • Procurar emprego;
  • Ir a missas;
  • Ir a mais entrevistas;
  • Ser uma péssima namorada;
  • Surtar;
  • Chorar;
  • Rir insanamente;
  • Filmes e mais filmes;
  • Namorar;
  • Brigar com namorado;
  • Chegar a Santo André;
  • Ficar esperando o resto da mudança (que meu pai não manda nunca);
  • Depressão;
  • Saudades de casa;
  • Saudades do meu quarto, livros, dvd’s, Sky;
  • Morrer e chorar de saudades dos meus sobrinhos;
  • Saber que meu pai não enviou a mudança porque tem esperança que eu volte;
  • Depressão;
  • Mau-humor;
  • Sair com amigos em Santo André;
  • Rir;
  • Enjoar do cabelo pseudo-loiro;
  • Ser péssima namorada;
  • Chorar por não conseguir aquele ‘trampo’ que queria na Paulista;
  • Ficar isolada;
  • Distribuir o currículo em todos os RH’s encontráveis de Santo André;
  • Sonhar acordada;
  • Ter cadastro em vários sites de empregos;
  • Depressão + mania;
  • Ter um distúrbio hormonal, sangramentos e espinhas;
  • Ficar emburrada e distante;
  • Terminar o namoro.

Bem, acho que resumidamente em tópicos seria mais ou menos isso. Então, de volta ao momento pré-paranóia, onde me vi sentada na beira da cama ensangüentada, por um segundo fiquei catatônica, foi só um susto, um pensamento, uma neurose, uma alucinação, às vezes sofro disto. Eu queria chorar, mas nenhuma misera lágrima escorreu, então sentei pra escrever e ver se me sinto menos lotada de pensamentos, menos solitária… Eu divido uma casinha com um amigo que quase não tenho visto. O tédio é tão grande que “Amélia” baixa em mim quase diariamente, eu limpo as casa, lavo a roupa, tento cozinhar e mal consigo comer (ainda bem né, se não daqui a pouco estaria uma bola).

O pior de tudo que essas coisas de dona de casa me distraem, meu corpo fica gastando as energias ali, na limpeza, mas quando termino e tomo o banho merecido, meu corpo ainda tem eletricidade, e mesmo cansado e dolorido, não consigo relaxar, as vezes nem com o as 2mg de alprazolan.

Comprei um livro há quase um mês que poderia ter terminado de ler a semanas, se eu não tivesse que reler muita das vezes a mesma página pra então perceber que já a li. O livro se chama “Uma mente inquieta”, recomendação da minha ex-terapeuta que dizia “Poliana, estou lendo um livro que parece que estou escutando você falar”, é apesar de épocas diferentes e surtos psicóticos pouco parecidos, resumindo, até são histórias parecidas…

Hoje sentada aqui sozinha, fico me perguntando o que fiz de errado, está certo que cheguei um pouco antes do tempo, não tinha tanto dinheiro quanto precisava, e pra piorar em uma das minhas crises de ‘mania’ gastei a metade do que tinha num tratamento estético que só consegui fazer duas das doze sessões (da qual espero mesmo assim obter os resultados finais), enfim, antes, em Curitiba, fiquei frustrada por ter uma faculdade iniciado a segunda e não conseguir nada além de olhares tortos e puro preconceito, mas sei que não estava preparada naquele momento, foi uma tentativa de fuga daquela vida em “família” que não era minha. Achava (como acho ainda hoje, que ficar longe daquele quase sanatório chamado “lar” me faria algum bem), e então hoje, com duas faculdades, estando relativamente preparada, adaptável ao mercado de trabalho, com sede de aprender e trabalhar, estou entrando no mesmo processo de frustração, mas agora por motivos contrários e quase desconhecidos, pois não enxergo o possível erro que me impede de estar no mercado de trabalho. Não satisfeita, me matriculei esta semana para uma pós-graduação em docência que começa no final do mês, como em um grito quase que desesperado de que ao me formar como docente possa dar aulas e ter dinheiro pro meu sustento (porque se tem algo que me deprime mais que ficar sem dinheiro, é ter que depender do meu pai pra isso, afinal, tenho 27 anos e não sou aleijada, posso muito bem e há muito tempo me sustentar, só não tive muitas chances).

Desistir? Pensei algumas vezes nisso, mas junto a este pensamento me vem à promessa de que não voltaria viva pra casa. Eu sei, é dramático e exagerado, mas já não consigo pensar em voltar, sem pensar em qualquer outra loucura do gênero suicida. No celular agora toca “make me wanna die” (The Pretty Reckless), música que escuto sempre em minhas crises de depressão, afinal é um desejo mesmo que temporária, morrer, como se de alguma forma fosse aliviar tudo o que sinto.

Enfim hoje, daqui a poucas horas é minha consulta com o Psiquiatra, é como se ele fosse resolver meus problemas (o que não irá acontecer), mas o fato de voltar a tomar a medicação, seja ela qual for me soa como um alívio, voltar a raciocinar melhor, a conseguir me concentrar, não ter crises pseudo-disléxica, só de imaginar que meu cérebro vai desacelerar e vou conseguir enfim estudar pra aquele concurso da PF que queria tanto passar, ou mesmo que eu consiga me dedicar a pós, ou ao menos que eu consigo dar continuidade ao meu projeto com ‘Justine’ (é aquela mesma do conto que alguns de vocês lêem aqui). É como se uma simples pílula pudesse me ajudar a encontrar as respostas do que questionei no início do texto, sei que soa um tanto tolo, até porque remédio não é resposta pra bosta nenhuma, mas me da esperança de amenizar essa bagunça cerebral.

Sem namorado, sem emprego, sem dinheiro, mas com um pouco de dignidade sigo aqui de Santo André, ‘devaneando’ para os corajosos que ainda me lêem.

*Desabafo: se eu me candidatei à vaga disponível, independente do meu currículo, quero dizer que eu li o maldito anúncio, sei o que significa e pra que é a vaga, não preciso que me digam se sou muito qualificada ou não pra aquilo, não sou superior a outros ou pior, como a maioria, sou só alguém buscando uma oportunidade. Acho um absurdo você ser “rejeitado” por ter “estudado demais”. Enfim, é assim que me sinto.

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