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Justine – O casamento do primo Mario Final

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Lucas sentiu o desespero de Justine em seu abraço apertado. Ele afagou seus cabelos e sussurrou em seu ouvido.

Calma, está tudo bem! Eu to aqui amor… Xiiiii – e continuava a afagar-lhe os cabelos.

– Ainda bem que você chegou, eu quero ir embora, preciso ir embora – dizia ela desesperada.

– Ju, acalme-se! O que houve?

– Vamos dar uma volta? Tem uma campina aqui próxima onde teremos paz.

– Calma! Vamos deixar minhas malas no quarto, vou cumprimentar seus parentes e então conversaremos.

Contra a sua vontade, Justine acenou positivamente com a cabeça.

– Lucas! Que bom que pode vir antes! – disse Maria animada.

– Olá dona Maria, pois é eu não podia mais ficar longe da minha boneca – concluiu sorridente.

– Entre meu rapaz, vamos conhecer a família! – disse Carlo.

Sorridente Lucas entrou com uma mala de mão.

– Deixe que eu levo isso para o seu quarto – falou Fabio prestativo.

– Ah! Obrigado, sou Lucas – estendendo a mão para Fábio.

– É eu já o conheço por nome, sou Fábio, primo da Ju – apertou a mão em um sorriso largo.

Justine ficou furiosa com a atitude do primo, ficou claro seu olhar de reprovação.

– Bem Lucas, venha até a cozinha para conhecer os noivos.

Depois de varias apresentações e muitos beijos e abraços, Lucas já estava se sentindo parte daquela enorme família. Ao ver sua amada pode notar a angustia estampada em sua face.

– Lucas, quero te mostrar um lugar, vamos cavalgar?

– Claro meu anjo! Se me dão licença – disse Lucas educadamente saindo em seguida com a namorada.

Os cavalos já estavam selados, para quem quisesse passear após o café e aproveitar o ar campestre da manhã. Os dois montaram, mesmo sem roupas apropriadas.

– É só me seguir… Quer apostar corrida? – perguntou Justine com um breve sorriso.

– Isso te faz bem?

– Muito!

– Então vamos!

Os dois galopearam rumo à campina, Justine estava solta, com o semblante mais leve, cavalgar deixava Justine leve. Em minutos Justine estava parando o cavalo e em seguida Lucas. Ela desceu e caminhou até a nascente. Com lágrimas aos olhos, ela se sentou e não conseguiu olhar para Lucas.

– O que houve? – perguntou Lucas já nervoso.

– Lucas… Eu não sei como lhe contar isso… Aconteceu uma coisa, olha, não sei simplesmente não sei lhe explicar… – e começou a chorar.

– Menina, o que houve? Pelo amor de Deus eu to nervosa, me diz logo o que está havendo!? – Lucas sentou-se ao lado de Justine tentando tirar as mãos de sua face – Diz menina, o que esta havendo.

– Eu te traí!

Lucas ficou catatônico. Não sabia se levantava ou sentava de vez. Ele não sabia de gritava ou xingava. Seus olhos ficaram frios, ele se virou pra Justine e perguntou.

– Porque? Me diz, eu mereço isso?

– NÃO!Não, eu não te mereço, você é bom demais pra mim Lucas, eu sou uma puta, uma vagabunda que não presta. Não foi porque eu quis. Mas aconteceu.

– Como não quis, como assim? Essas coisas não são assim e você sabe.

– Eu vou te contar… Eu e Mario discutimos, aqui na campina, e depois ele se declarou pra mim… Eu fiquei pasma, pois ele contou pra noiva que tivemos um romance há um tempo atrás, e eu fiquei mau, muito mau, foi quando te liguei. Eu fui dormir mais cedo, quando definitivamente adormeci, senti alguém deitado comigo, eu estava confusa, em meio a todo choro antes de dormir e desejo de você estar perto, me fez pensar que era você ali. Logo eu estava excitada e isso me despertou, quando vi não era você, então tentei me soltar, mas era o Fábio…

– AQUELE FILHO DA PUTA QUE PEGOU MINHA MALA? DESGRAÇADO! – berrava com ódio.

– Deixa eu terminar… – dizia em lagrimas – eu tentei me soltar, mas não queria fazer barulho, ele disse que sabia que eu já tinha dado pro Mario e deveria dar pra ele, ele afastou minhas pernas e meteu, depois de me comer, ele gozou na minha bunda.

– Você precisa de detalhes? – disse Lucas em lagrimas.

– Precisava, porque eu passei a noite toda no chuveiro, em lagrimas, me lavando me sentindo suja, me esfreguei tanto que machuquei o corpo. Eu sei que isso não é desculpa, nem me livra da pena. Mas Lucas, eu juro! Não foi nada, nada alem de me ferir emocionalmente.

– EU VOU MATÁ-LO!

– Por favor, Lucas, ninguém da família sabe disso, e eu já o coloquei no lugar dele hoje. Lucas, você pode terminar comigo agora, pode ir embora, me odiar, mas eu não podia te esconder isso, eu me senti mal demais… Por que… Porque eu te amo muito.

Lucas pode ver a sinceridade em seus olhos e a abraçou, lhe acolheu em seus braços. Beijando seus cabelos e testa.

– Eu te amo menina, mesmo que me doa ouvir o que eu ouvi, dói muito mais viver sem ti. Mas este Fábio, não passará em branco!

– Por favor!

– Por favor, digo eu! Não farei escândalos e serei educado.

Os dois ficaram na campina por horas, abraçados, deitados na grama olhando a copa das arvores e os desenhos que elas faziam com a pouca luz que penetrava naquela campina. O estomago de Lucas roncou e Justine se lembrou que ele não deveria ter comido nada.

– Vamos, eu vou fazer algo pra você comer, aliais, já deve estar quase na hora do almoço.

– É, eu realmente estou com fome… Melhor ir-mos, se não sua família vai achar que sou um psicopata que te seqüestrou ou te matou e jogou o corpo no rio.

– Acho que eles ficariam aliviados com isso!

– Você ainda não gosta dos seus primos e primas né…

– Agora menos ainda. Eu queria ir embora!

– Calma, vamos ficar, vamos pro casamento, além do mais eu tenho uma surpresa pra você!

– Surpresa?

– Sim, agora tenho mais certeza ainda de lhe dar este presente.

– Diz isso só porque sou curiosa! – disse emburrada enquanto montava no seu cavalo.

– Hei! Nossa, olha lá perto do lago, não é um coelho?

– Onde?

Lucas saiu em disparada.

– Droga! Não é que ele me enganou! – e saiu atrás dele.

Os dois chegaram rindo como duas crianças na casa grande. Fabio estava emburrado na varanda lendo um livro junto com Mirim e Leona, duas outras primas. Lucas fez questão de ajudar a amada a descer do cavalo e lhe dar um beijo cinematográfico, os dois entraram abraçados na casa, Lucas olhou de rabo de olho para Fabio, que sentiu seu ódio.

Depois do almoço, Justine e Lucas foram para o quarto descansar, pois a noite seria o ensaio de casamento. Ao se deitarem ele viu as marcas na coxa de Justine, seu corpo todo marcado por arranhões, ele deslizou os dedos delicadamente enquanto ela cochilava. Ele começou a beijar cada ferida feita, quando ela despertou.

– Desculpe amor, não queria acordá-la!

– O que esta fazendo? – disse meio sonolenta.

– Cuidando das tuas feridas… Eu sinto muito por não estar aqui…

– Não foi sua culpa, isso só virou um pesadelo…

– Eu to aqui agora… Vou cuidar de você.

Os dois se beijaram e pela primeira vez se amaram de fato, com calma, com carinho, foi algo único pra Justine desde o inicio da sua vida sexual só havia tido relações devassas e sem qualquer ligação afetiva.

Os dias passaram voando para o casal de pombinhos, Justine e Lucas eram um dos padrinhos do casamento de Mario e Priscila. Depois de ensaios e churrascos em família, chega então o ultimo jantar em família antes do casamento. Os noivos eram felicitados pela alegria que teriam na manhã seguinte, todos acolheram Priscila de braços abertos. Em meio ao jantar e a tantos brindes, Lucas pede a atenção de todos.

– Por favor! – diz Lucas enquanto bate uma colher na taça de vinho – Eu gostaria de desde já felicitar Mario e Priscila e desejar-lhes muito amor, alegria, saúde e bênçãos. Gostaria de dizer também que foi uma honra poder estar unido a esta família tão alegre e simpática, pois Justine é muito importante na minha vida.

Ele se calou por um instante e olhou a amada que estava envergonhada.

– Bem, e gostaria de pedir algo, se não for atrapalhar o momento dos noivos – disse ele acenando para Mario pedindo autorização para dizer algo.

– Claro primo! Siga enfrente – respondeu sorridente.

– Eu gostaria de… – Lucas colocava a mão no bolso procurando algo e retirou uma caixinha aveludada vermelha, ele se aproximou de Justine e de joelhos abriu a caixa contendo duas alianças em aço e ouro sendo a dela com um brilhante e disse – Justine, eu te amo de fato, e nada pode mudar isso. Quer se casar comigo?

Todos estavam espantados e maravilhados ao mesmo tempo. Justine não conseguia mover os lábios, apenas lagrimas percorriam suas faces, ela sorriu e acenou a cabeça positivamente com um amplo sorriso nos lábios.

Todos ficaram em alvoroço batendo palmas para os novos noivos. Mario estava serio e Priscila sorria satisfeita. Os pais de Justine correram para felicitar o casal, Maria e Carlo estavam muito felizes pela decisão da filha que fez questão de deixar claro.

– Calma mãe, estamos só noivando, isso não quer dizer que casaremos amanha! – foram as primeiras palavras dela como noiva.

– Mas estou super feliz por você filha, fez uma excelente escolha!

– Parabéns meu jovem – disse Carlo para Lucas enquanto lhe dava um abraço fraternal – cuide bem desta menina, é a única que tenho.

– Se depender de mim ela será a pessoa mais feliz do mundo.

Logo todos foram felicitar os novos noivos, Priscila de tão feliz nem se incomodou com o fato de Justine ter arrancado seu brilho as vésperas do casamento. Mas Mario estava sério, ele levantou para se retirar da mesa quando Priscila lhe pegou pelo braço e disse disfarçadamente em um sorriso.

– Se você sair daqui, amanha eu estarei bem longe!

E Mario voltou a se sentar.

– Gente, que isto!? Esta é a noite a Priscila e do Marinho, obrigado a todos pelas felicitações, mas vamos voltar aos noivos de fato – disse Justine em meio a balburdia que havia de iniciado em torno do seu noivado.

A noite foi agradável, exceto para Mario que tentou disfarçar sorrisos em meio à tristeza da noticia.

Na cama os lençóis pegaram fogo, Lucas estava tão animado com a possibilidade de ter Justine para sempre que não mediu esforços para lhe dar vários orgasmos, ele a chupou sem parar, afinal sexo oral era seu predileto, depois de vários gemidos, pernas tremulas e o corpo pegar fogo, ela desmaiou relaxada ao lado de Lucas, que de tão feliz sem se importou não penetrá-la naquela noite.

O sol surgiu na janela que dormiu aberta, Justine despertou e sem fazer qualquer gesto brusco ou barulho vestiu um roupão e caminhou até o banheiro para tomar uma ducha, logo todos acordariam e seria uma competição para usar o banheiro, já que o casamento seria pela manhã.

Depois de uma deliciosa ducha, ela vestiu o roupão para voltar ao quarto, quando abriu a porta levou um tremendo susto. Mario estava ali parado de braços cruzados, empatando sua passagem.

– Bom dia Mario! Ansioso?

– Um pouco – respondeu serio.

– Bem… – disse com o sorriso amarelo – melhor eu ir para o quarto acordar o Lucas antes que esta casa fique intransitável.

Mas Mario não saiu da porta.

– Mario deixe-me passar? – disse Justine já irritada o empurrando.

Mario olhou para os lados e não vendo ninguém empurrou Justine de volta para o banheiro e trancou a porta.

– Você esta louco? Me deixe sair! Hoje é seu casamento seu pirado, e meu noivo esta no quarto ao lado… – então Mario a calou com um beijo.

Em poucos segundos Justine voltou a si e o empurrou.

– Mario, pare com esta maluquice, agente já conversou sobre isto.

– Como você pode Justine? Aceitar um pedido de casamento no meu casamento?

– Por acaso isso é proibido? E você permitiu que ele pedisse.

– Eu não sabia que se tratava disso.

– E você pensava que seria sobre o que? Vamos! Agora saia da frente! – e o empurrou mais uma vez.

– Justine eu te amo!

– Mario é tudo coisa da sua cabeça! Você ama Priscila, e vai se casar com ela em poucas horas, ela não merece sofrer, por mais chatinha que ela seja. Olha primo, foi só, uma aventura, eu tenho uma pessoa, da qual eu amo muito!

– E porque o traiu comigo?

– Foi impulso, e o Lucas me conhece, e me aceita assim, já contei a ele a besteira que eu fiz.

Mario se aproximou dela e afagou-lhe os cabelos.

– Eu também amo… Te amo… – disse ele olhando em seus olhos.

– Mario, por favor, não vamos arrumar confusão, me deixe sair.

Justine desviou de Mario e foi para a porta do banheiro, quando ele a puxou novamente contra seu corpo e lhe beijou. Justine tentava se soltar, mas não conseguia, Mario era sem duvida maior que ela e muito mais forte. Com uma das mãos ele a segurou pelos cabelos e com a outra ele apertou sua cintura. Justine começou a se debater até que conseguiu se soltar, deu um tapa no rosto de Mario e saiu correndo do banheiro.

Ela entrou ofegante no quarto, Lucas já estava acordado.

– Onde você estava? O que houve você esta vermelha?

– Não foi nada – dizia tremula.

– Foi aquele filho da puta novamente Justine? – a voz de Lucas se alterou.

– Não, não foi – disse ela enquanto sentava para se acalmar.

– Não me esconda nada.

– Foi o Mario!

– O que!? Como assim? Este cara é maluco?

– É um louco de pedra. Olha, depois da cerimônia eu quero ir embora, só não vou agora mesmo por causa da Priscila.

Justine começou a lacrimejar e Lucas sentou ao seu lado e começou a afagar-lhe os cabelos.

– Porque eu me meto nestas confusões, como você quer se casar comigo?

– Eu te amo, e sei que não é culpa sua. Você é especial… Por isso as pessoas se encantam com você. Olha eu vou tomar um banho rápido, agente se arruma e vai pra cozinha tomar o café.

– Ok! Eu vou me arrumando, eu vou trancar a porta, você dá duas batidinhas ta bom?

Lucas olhou desconfiado, mas não a recriminou e foi para o banheiro. Justine travou a porta e começou a se vestir. As madrinhas tinham de vestir um vestido crepe tomara que caia soltinho rosa salmão, com chapéu e colar de perolas. Justine estava de roupão se maquiando quando Lucas bateu na porta.

– Você esta com medo? – perguntou Lucas.

– Só não quero mais ser atacada por loucos, exceto você – disse com um meio sorriso.

– Você vai ficar linda!

– Ah, eu estou desanimada, to tentando me maquiar de leve, farei um coque e colocarei este chapéu que a noiva EXIGIU!

– Vai ficar linda! Este vestidinho chega a ser sexy.

– Nem fale isso! Bem, vou colocar um vestidinho simples pra tomar café e depois me visto.

– Ok! Eu vou vestir qualquer coisa também.

Os dois se vestiram e desceram para a cozinha que já estava cheia.

– Bom dia pombinhos, dormiram bem? – perguntou Maria.

– Muito mamãe! – respondeu sorridente ao se lembrar da noite passada.

– Dormimos como anjinhos.

Todos tomaram café e foram se arrumar, da janela do quarto de Justine dava para ver o jardim arrumado para o casamento, depois de pronta ela ficou admirando o lugar.

– Eu vou sentir até saudades… – disse em um suspiro.

– Não é você que quer ir embora o mais rápido possível?

– É, mas aqui teve algo marcante pra mim…

– Ser molestada pelo seu primo tarado?

– Não seu tolo! – olhou com ar de reprovação – por você, pelo que tivemos e por essa vida que vamos iniciar.

Lucas foi a seu encontro e lhe abraçou.

– Eu te amo menina!

– Eu também te amo!

Freak Butterfly.

Justine: O casamento do primo Mario III

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Durante o churrasco em família, Fábio não deixava Justine em paz. Mario estava aos beijos com a noiva, todos os outros relembravam os velhos tempos. Paula, prima de Justine, um ano mais nova que ela, já tinha um bebê de colo e parecia super feliz no recém casamento, mesmo que o marido não parasse de olhar as pernas e a bunda de Justine.

Família é meio complexo, e a de justine não poderia ser diferente. Intrigas, picuinhas, inveja, olhares, Justine estava definitivamente desejando desaparecer. Ela olhava a cada minuto no celular para ver se Lucas havia ao menos lhe mandado uma mensagem, mas nada. Entediada ela foi dormir mais cedo, ou tentar.

Foi para o quarto, a noite estava terrivelmente quente para uma primavera, para um campo, ela colocou um short doll e se deitou descoberta, por sorte, ela havia conseguido um quarto só para ela. Era pequeno, mas aconchegante, isso porque a mãe já havia anunciado que o “noivo” de Justine viria. Depois de quase uma hora rolando pela cama ela finalmente adormeceu.

Pela primeira vez ela não sonhava com nada, quando sentiu uma mão acariciar seus seios sob a blusa, sonolenta ela se deixou levar, pensando que estava dormindo junto com Lucas. A mão percorria do mamilo até a xoxota varias vezes. Logo ela estava excitada, desejando ser penetrada, então ela suspirou:

– Lucas! Ah!

Sem responder o anônimo colocou a mão dentro do shortinho e começou a acariciar o grelo quentinho, ela desejava abrir os olhos, mas estava cansada demais, ela desejou se virar, mas não foi permitido. Ela estava incrivelmente excitada e seu corpo começou a despertar.

Então ela sentiu o pau de seu molestador anônimo tocar sua bunda, seus olhos abriram e com a visão ainda turva, ela notou que não estava no quarto de Lucas.

– Lucas!?

– Xiiii!

– Que porra é esta? Quem é?

Ele a segurou pelo pescoço e sussurrou no ouvido dela.

– Relaxa gostosa! Abre essa perninha pra mim meter nessa buceta gostosa.

A voz era familiar. Fábio! Justine havia sentido durante toda noite o quando ele desejava come-la, e por isso ele ficou por horas tagarelando coisas desconexas.

– Fábio! Você é louco, eu tenho namorado. Me larga – disse ela enquanto tentava se soltar.

– Mas não lembrou disso quando deu pro Mario na campina.

– O que?! – disse espantada.

– Eu não sou besta, eu fui atrás de vocês depois que deixei Priscila na casa grande, e os vi transando, você é tão deliciosa prima, tão, tão… Deixa eu meter em você, continue achando que eu sou o Lucas, não vai dar nada de errado, será nosso segredo.

– Você é louco!

– Louco por essa bucetinha linda – disse ele enquanto afastava as pernas da prima.

Sem duvidas para ele forçar algo seria muito fácil, Fábio ela do tipo atlético, grande, forte, ele conseguiria o que queria de qualquer forma. Justine estava tão excitada que nem não resistiu e se entregou. Ela afastou as pernas, inclinou o corpo um pouco mais para frente e deixou que Fábio a penetrasse.

Em silencio os dois fornicaram por horas, Justine desejava gritar ao sentir o falo de Fábio tocar seu útero, sem duvidas era um enorme pau.

Logo Justine se tremeu e gozou, em seguida Fábio esporou na bunda da prima, ela ficou ali, exausta, sem se mover, ele se levantou, beijou-lhe a testa e foi embora.

Justine ficou ali, deitada por horas, sem conseguir pregar os olhos, com um novo dilema: contar ou não contar para Lucas o que houve aqui!

Afinal ela já o traiu com Rodrigo, mas não lhe contou, porém ambos estavam brigados, e agora que estavam bem, como seria? Ela contaria sobre Mario e Fábio? O que ele iria pensar? As lágrimas correram seu corpo e ela se sentiu suja, realmente suja pela primeira vez. Ela foi silenciosamente até o banheiro e se lavou, esfregou cada parte do seu corpo, esfregou tanto, com tanta força que se machucou, ela sentou no chão do banheiro e ficou chorando enquanto a água morna percorria pelo seu corpo.

Ela queria se esconder dentro de Lucas, ela não queria mais ser apenas desejo de alguém, ela só queria ser ela mesma, ela queria ser normal.

No dia seguinte Justine estava com ressaca moral, não queria sair do quarto, nem para o café em família, aliais, ela não desejava ver ninguém da sua família. Era como se todos soubessem o que havia acontecido, ela dizia para si mesma:

– Me sinto uma puta! Uma puta barata!

Maria percebeu que Justine não estava bem.

– Filha, há algo errado?

– Mãe, não quero ficar aqui, quero o Lucas, quero ir pra longe daqui – disse entre lagrimas.

– Filha você brigou com alguém? Aconteceu alguma coisa?

– Mãe, não gosto dos meus primos e primas e ponto! Quero ir embora!

– Como assim? Você estava tão bem com Fabio ontem, e você e Mario são como irmãos.

– Mãe o Mario é legal, mas muito bobo e o Fabio tem músculos no lugar de cérebro, ele é o cara mais idiota que eu conheço! Eu o odeio-o.

– Nossa! Me diga que aconteceu!?

– Nada deixa pra lá!

– Vamos descer filha? Vamos tomar café?

– Eu to sem fome.

– Um suco… Vamos Justine, para de ser anti-social! – já disse iritada.

– Ok! – aceitou contra a vontade.

As duas foram pra enorme cozinha, todos estavam lá. As primas patricinhas, os primos marombeiros, os nerds e anti-sociais. Ela se sentiu terrivelmente mau ao dar de cara com Fabio que logo foi lhe dar bom dia.

– Bom dia priminha? Dormiu bem? – disse com o sorriso sacana.

– Não! Dormi mal, muito mal!

– Poxa… Que pena!

– Quem tem pena querido, é galinha! Agora se me da licença, vou tomar café com minha mãe – disse de cara fechada.

– JUSTINE!

– Ah mãe, vamos logo.

As duas saíram, Maria estava envergonhada com a atitude rude da filha. Fabio ficou um pouco constrangido, afinal ele esperava outra atitude da prima.

Na grande mesa todos estavam conversando alegremente, exceto Justine, que a qualquer momento soltaria raios pelos olhos como personagem de vídeo-game. Em poucos minutos, ao ver todos alegres, seu coração amoleceu, e ela se retirou rapidamente.

– O que há com nossa filha? – disse Carlo para Maria.

– Não sei querido, ela não esta feliz aqui… Acho que brigou com alguém não quis me contar.

Justine correu para o quarto e começou a jogar as coisas na mala. Em prantos ela havia decidido.

– Vou embora, não fico um segundo mais aqui!

Foi quando ouviu um barulho familiar se aproximando da casa grande, ela correu para a janela e lá estava Lucas, mais doce do que nunca descendo do carro com o celular na mão. Sem pensar ela desceu as escadas correndo, quem estava na cozinha se assustou e levantou para ver o que estava acontecendo, ela abriu a porta e correu para os braços do amado.

– Jú!? – disse Lucas um pouco confuso.

– Eu te amo! Eu te amo! – completou Justine em lagrimas.

Os dois ficaram abraçados por um longo tempo e todos os olhavam da varanda.

Continua…

Freak Butterfly.

Justine – De volta a realidade Parte Final

beijo

Justine decidiu tomar banho sozinha, vestiu suas roupas já secas, tomou um café puro e se despediu de Gustavo.

– É, está na hora de encarar a realidade.

– Tudo vai ficar bem, você verá!

– É… Obrigada pela noite, obrigada por tudo. Eu espero que… – Gustavo selou os lábios de Justine com um beijo não permitindo que ela terminasse a frase.

– Este é nosso segredo, vai ficar tudo bem.

Os dois se abraçaram como bons amigos, Justine suspirou e saiu porta a fora. Andou uma quadra até chegar ao carro, que não estava próximo caso Marcela aparecesse por lá.

No caminho para casa, seus pensamentos vagavam entre a noite maravilhosa e o que estava por enfrentar. Então começou a falar consigo mesma.

– E se eu realmente me enganei? Se realmente nada aconteceu entre o Lucas e a Marcela? E se o Lucas e ela souberem o que houve entre mim e Gustavo? Deus! O que foi que eu fiz? Porque não consigo controlar meus impulsos, porque não posso ser normal?

As lagrimas quentes e salgadas percorreram por sua face durante todo o caminho, pela primeira vez Justine sentiu a culpa pairar sob seus ombros. Lucas e Marcela eram seus maiores amores e ela os traiu sem dó nem piedade, ela nem se quer os ouviu, de certo para usar isso como desculpa para a traição, para não sentir a culpa, mas não teve como evitar. Quando ela ouvisse o que seria um tanto obvio a dor lhe tomaria o coração.

Ao dobrar a esquina de casa, já podia ver o carro de Lucas estacionado. Um calafrio percorreu seu corpo.

– Cacete! É agora! – disse assustada.

Ao entrar com o carro na garagem ela hesitou em descer do carro, sua vontade era fugir novamente, pois não queria ouvir que tudo fora apenas um engano.

Respirou fundo e fechou a porta, caminhou lentamente, até a porá ta frente da casa, como em um filme de terror, ela abriu a porta vagarosamente, e lá estavam Marcela, Lucas, Maria e Carlo, tomando café e conversando, quando notaram a presença de Justine, calaram-se imediatamente. Envergonhada, ela não abriu a boca. Então sua mãe se pronunciou.

– Carlo, vamos deixá-los conversar. Me ajude a ver o que vou fazer para o almoço querido.

– Claro amor! – ele virou para Justine e perguntou – Tudo bem filha?

Ela acenou positivamente ainda envergonhada. Podia ver nos olhos do pai a aflição do seu desaparecimento.

Ela caminhou até a poltrona que ficava enfrente ao sofá em que estavam Lucas e Marcela. Sem abrir a boca, olhou-os e esperou por respostas sem perguntas.

– Ju… – disse Marcela com um nó na garganta – eu queria lhe pedir desculpas pelo que ocorreu ontem, você não deveria ter visto o que viu. Não daquela forma. Sei que se sentiu traída em nos ver juntos, mas não é nada do que imaginou.

O estomago de Justine latejava em nervos.

– Ju… – prosseguiu Lucas – Marcela me ligou aflita, disse que precisava conversar comigo. Disse que não suportava mais vê-la tão triste por não saber que decisão tocar, ela soube do jantar que tive com seus pais, e também das minhas intenções de casamento. Mas também sabia que você não conseguiria deixa-la. Ela sabe o quanto à ama, e se sente feliz por isso… – Marcela já estava em prantos – mas acima de tudo, ela deseja sua felicidade. Ambos desejamos isso!

Após uma pausa silenciosa e torturante, Marcela voltou a falar.

– Eu só quero que tenha sua vida amor, eu sei que eu e você nunca seremos realidade, um fato. Eu e você somos apenas amigas que se amam demais, só que expressamos de uma forma nada convencional. Não quero que perca sua vida, e sei que nunca tomaria uma decisão então eu quis conversar com Lucas, pra dizer a ele que deixaria você em paz. Que não atrapalharia mais seus pensamentos. Me perdoe. Não queria que se sentisse traída.

Justine já chorava como uma criança que perderá os pais. Seus soluços deixaram Marcela e Lucas agoniados.

– Ju não chora! – disse Marcela ao se aproximar da amiga e seguiu sussurrando eu seu ouvido – eu te amo e nossa amizade nunca irá acabar.

– Eu também te amo Má! Me perdoe se pensei algo errado de você, me perdoe por tudo que te disse. Eu tava tendo uns pesadelos… E daí vi vocês… Eu… Eu não pude controlar… Eu fiquei louca… Me perdoe!

– Ju, se acalme, teus pais podem ouvir menina! – disse Marcela com um sorriso caloroso.

– Ju, nós só estávamos pensando no melhor pra você, em como lhe ajudar. Eu sei mais que tudo que você não consegue se decidir, não que quiséssemos decidir algo por você, mas queria-mos lhe ajudar a decidir, a saber o que você quer de verdade. E sei que você não queria magoar a Marcela com alguma decisão.

– Me perdoe amor, eu fui uma tola, uma idiota em pensar o que pensei de vocês. E… E… Vocês sempre pensando em mim, e eu egoísta! Egoísta! Uma idiota! – dizia ela quase histérica.

– Ju! Para menina, por favor, acalme-se, o que seus pais irão pensar daqui a pouco! – disse Marcela firmemente.

– Ok! Ok! – ela abaixou a face entre as mãos e disse baixinho – eu amo vocês. Amo muito!

– Agente sabe – disse Lucas sorridente.

– Vamos encerrar este papo, por favor! – disse Marcela em um tom de deboche – isto já estava parecendo novela mexicana. Porque você não se troca mocinha, afinal está com esta roupa desde ontem, banho percebi que tomou, ta de cabelos lavados, daí saímos os três, como bons amigos, para almoçar? E então? O que acham da minha fabulosa idéia? – perguntou sorridente.

– Ótima idéia Má! – concordou Lucas empolgado.

Justine olhou sem entender, e questionou consigo mesma se a partir de agora os três seriam amigos, do tipo que faz programas aos domingos, almoços, ou até programas de casais se Marcela se juntasse a Gustavo. Para ela seria um tanto estranho, como seria se os quatro saíssem juntos? No mínimo um tanto estranho, ao menos para ela.

– Tudo bem, eu não estou com tanta fome, mas será bom sair pra arejar a mente. Vou me trocar.

Justine foi para o quarto se trocar. Marcela e Lucas ficaram aliviados por resolverem o mal entendi tão fácil. Pelo temperamento explosivo de Justine, ambos imaginavam que seria mais complicado. Maria e Carlo voltaram para a sala.

– E então meninos? Tudo esclarecido? – disse Maria.

– Sim Dona Maria, tudo resolvido! – respondeu Lucas com um sorriso de satisfação.

– Se a senhora não se importa, chamamos Justine pra almoçar, pra conversar-mos um pouco mais – disse Marcela delicadamente.

– Claro querida! Sem problema algum, eu fico feliz que tudo esteja bem.

– Eu também, Justine tem uma sorte tremenda por tê-los! – exclamou Carlo.

– Não seu Carlo, nós que temos a maior sorte por ter Justine em nossas vidas, ela é um anjo – concluiu Lucas.

– Estou pronta! – disse Justine de prontidão na porta.

– Então vamos! – chamou Marcela sorridente.

Todos se despediram com beijinhos e abraços e foram para o carro de Lucas. Justine ainda andava meio desconfiada, sem se aproximar dos dois. Ela não conseguia entender como Marcela e Lucas se aproximaram tão rápido, como os dois riam e conversavam como se conhecessem há anos.

Os três entraram no carro e foram ao restaurante predileto de Justine, aquele seria um dia de paparicos, já podia sentir que seria tratada como uma princesa, como uma filinha do casal, cheia de mimos.

Durante o almoço Justine ainda estava confusa, era como estar na série de TV “Além da Imaginação”, como duas pessoas que se odiavam agora se tornaram tão bons amigos? Seu estomago revirou e Justine praticamente vomitou as seguintes palavras: CHEGA!

Os dois olharam para ela estáticos. Já irritada ela prosseguiu.

– Que foi em? Eu perdi algo? Eu entrei em como e fiquei fora muito tempo?

– Como assim Ju? – perguntou Marcela sem entender nada.

– Como assim digo eu! Eu sumo um dia e os dois, que mal se olhavam, praticamente se odiavam, agora são os melhores amigos? O que houve? O que eu perdi?

– Bem Justine, não é bem assim. – disse Lucas – Nunca odiei a Marcela. Eu simplesmente tinha ciúmes, muito ciúmes, porque sei que antes de mim, você amou somente ela. E ela pode lhe dar coisas que eu não lhe dou.

– Ju, eu apenas amadureci. Os dias que fiquei longe de você, foram dolorosos para mim, e quando soube do jantar, bem, antes que pergunte, liguei na sua casa no dia do jantar, e sua mãe me contou, não a culpe, ela estava animada por finalmente conhecer um namorado seu, e pelo fato do Lucas ter lhe pedido em casamento.

– Não acho que isso seja desculpa – Justine revirava os olhos enquanto falava.

– Bem, se eu puder concluir – disse sorridente – ENTÃO, depois de chorar barris de água salgada e conversar horas sem fim com Gustavo, decidi que se eu te amo, se eu amo de verdade, vou deixá-la partir. Sei que terei sempre sua amizade, seu que não deixarei de lhe ver. Então falei com o Lucas que eu a deixaria em paz, só pra ele, mas que se um dia eu a visse chorar, derramar uma gotinha se quer por causa dele, eu o mataria – concluiu com um enorme sorriso de satisfação.

– Ou vocês são loucos, ou eu que… Eu que não quero entender – disse Justine cabisbaixa.

– Você que não quer entender porque Marcela não será mais sua amante e sim sua amiga, e quem sabe sua madrinha de casamento – disse Lucas se divertindo com a idéia.

Justine arregalou os olhos e viu como num mini-video cenas do seu casamento e Marcela no altar como sua madrinha de honra, foi pavoroso se ver em um vestido branco tradicional, com véu e grinalda, ela soltou uma gemido.

– O que houve? Você esta bem? – perguntou Lucas preocupado.

– Estou é só que, hurg! Eu de véu e grinalda!

Marcela e Lucas não resistiram a gargalhadas.

– Só você mesmo Ju! – disse Marcela ainda com o riso estampado.

Depois do almoço fora passear no shopping, Justine comprou uma linda lingerie com a ajuda de Marcela, sem Lucas ver, seria uma surpresa para ele esta noite. Marcela tentava esconder o ciúmes tagarelando sobre o Gustavo, Justine tentava disfarçar o maximo para não dar nenhum bola fora, confirmando algo que ela dizia.

– E então meninas, querem fazer algo mais? – perguntou Lucas.

– Eu não Lucas, pra mim já basta, estou cansada e marquei com o Gustavo no bar mais tarde, vamos ver se nos reconciliamos – disse a sorridente Marcela.

– Te desejo toda a sorte amiga, ele é um bom rapaz – disse Justine com um sorriso amarelo.

– Pensei que não gostasse muito dele…

– Como o Lucas disse, era só ciúmes.

AS duas se abraçaram e Lucas acenou para irem para o carro. Elas caminharam juntas até o estacionamento, entraram no carro e Lucas deixou Marcela em casa.

– Obrigada por tudo Marcela! – disse Justine com um tom de tristeza.

– Eu que agradeço, e nunca se esqueça de mim, vamos marcar algo, não quero perder o contato – Marcela se aproximou da janela aberta do carro e deu um beijo em Justine – eu te amo, e quero vê-la feliz! – concluiu com um sorriso – Tchau Lucas, tome conta da minha boneca!

Marcela se virou, ainda sorridente, olhou mais uma vez para trás, mandou um beijo pelo ar, acenou adeus. Mais uma lagrima percorreu a face de Justine morrendo em seus lábios. Esta foi mais amarga do que nunca, aquele beijo fora de adeus, ela estava “livre” para ser somente de Lucas, mas sentiu que um pedaço de si se foi junto ao peito latejante de Marcela.

Lucas segurou sua face entre as mãos carinhosamente, olhou-a nos olhos e disse:

– Tudo vai ficar bem, eu sempre vou estar contigo, eu te amo! – ele a beijou de tal forma que a face de Justine ardeu.

Os dois foram para casa, Justine estava ansiosa para lhe mostrar o presentinho que havia comprado para eles.

 

Freak Butterfly.

Justine – O desejo do desconhecido II

desejo

Os dois foram andando até o apartamento do Gustavo, como estavam muito próximos, não valia a pena ela pegar o carro. Ela um lugar pequeno, mas aconchegante, era até difícil acreditar que um homem morava só ali. Tudo estava impecável, havia uma estante cheia de livros de psicologia e DVD de filmes e bandas.

– Fique a vontade, serei rápido.

– Obrigada.

Logo que ele saiu ela já podia ouvir o barulho do chuveiro ligando. Ao olhar o relógio seu desespero bateu. Ela havia esquecido completamente do jantar que seus pais dariam ao Lucas, faltava menos de uma hora, ela pegou o celular na bolsa e ligou para casa.

– Mãe – disse num sussurro.

– JUSTINE! – respondeu em um grito ensurdecedor – Onde você esta menina! Esqueceu do jantar ou esta com Lucas.

– Olha mãe – seguia ela no sussurro – surgiu um probleminha e eu vou me atrasar um pouquinho, mas já irei avisar o Lucas. Não se preocupe, eu chego logo. Vou aproveitar e comprar o vinho preferido dele.

– Menina, menina! Porque sussurra?

– É que eu to numa reunião – disse se zangando – olha tenho que desligar, logo eu chego.

– Mas Justine…

Foi tudo que a mãe conseguiu dizer ao ouvir o telefone mudo.

Logo em seguida ela ligou para Lucas.

– Oi amor! Estou atrasado?

– Não, não, na verdade, eu que estou – continuava a sussurrar para que Gustavo não a ouvisse – Você pode se atrasar meia horinha amor?

– O que houve? Porque sussurra? – perguntou com o tom desconfiado.

– Eu estou em uma reunião…

– Aé? Onde se liguei no seu trabalho e você saiu cedo.

– Olha amor, eu juro, te explico depois, surgiu um problema e estou resolvendo. Preciso desligar. Te vejo logo. Beijos.

Sem que Lucas pudesse responder ela já havia desligado o celular. Ao olhar para o lado pra ver se Gustavo estava por ali, ela viu pela porta entre aberta Gustavo passar todo molhando enrolado em uma toalha. Era como olhar um Deus grego passar, ela se perguntava como nunca havia notado os dotes de Gustavo. Seu corpo era escultural. Logo seus pensamentos se perderam em uma sensação nova, um desejo novo, o desejo de desbravar o que lhe era desconhecido. Poucos minutos ele estava na frente dela, apenas de calça jeans, sem a camisa secando os cabelos.

– Juro! Eu juro que já, já estarei pronto. Só vim buscar uma camisa – disse enquanto andava até a lavanderia.

– Deveria andar sem ela – disse a si mesma.

– O que foi?

Envergonhada por notar que poderia ter pensado alto demais, disse gaguejando.

– É… É… Na-nada! – e abriu um sorriso amarelado.

Gustavo disparou uma olhar desconfiado, foi até a pilha de roupas passadas e pegou uma camiseta preta com detalhes de caveira. Sentou-se na poltrona que ficava enfrente do sofá onde ela estava sentada, e começou a calçar os tênis, ela não podia desviar seu olhar dele, visualizou cada detalhe, inclusive os pés, uma paixão em particular.

Ele tinha um pé de beleza singular, unhas tratadas, mostrava que apesar de despojado deveria ser vaidoso. Ele bagunçou os cabelos, deu uma leve arrumada com os dedos e se levantou.

– Estou pronto! Vamos?

Ela se levantou em um pulo, mas seus olhos não conseguiam acompanhar o corpo.

– É… Claro! Vamos.

Ela pegou a bolsa e foi até a porta. Ao se aproximar dele sentiu seu perfume delicioso. Mas deveria ser só desodorante ou o aroma do corpo quente que estava ao seu lado.

Enquanto ele trancava a porta, ela só tinha uma pensamento: a cama!

Rápido os dois já estavam no carro chegando ao bar do antigo namorado.

– Obrigado Ju.

– Não, não. Eu que lhe agradeço, foi uma tarde maravilhosa. Obrigada por abrir meus olhos, farei o melhor para Marcela a partir de agora.

– Que bom pequena, eu fico feliz. Se precisar de mim, pode ligar, seja para o que for.

Será que ele estaria disposto para uma noite de sexo e mais sexo? Era a pergunta que latejava na mente de Justine.

– Obrigada!

No beijo de despedida ambos se perderam e por muito, mas muito pouco não se beijaram nos lábios. Ela sem graça e ele com o mesmo meio sorriso, agora já malicioso, se despediram.

– Tchau pequena! Apareça.

– Valeu Gú, até mais.

Em poucos minutos ela estava em casa, com a mente atordoada esquecendo-se até do vinho de Lucas. A mãe já zangada prestes a trovejar, foi interrompida pelo soar da campainha. Lucas estava com vinho. Aquilo foi um alivio para os ouvidos de Justine.

 – Mãe, pai, este é Lucas! Lucas, este são meus pais, Carlo e Maria.

– É um enorme prazer finalmente conhece-los.

– O prazer é todo nosso – disse Maria indo cumprimentá-lo – Justine fala maravilhas de você.

– Serio? – disse espantado tendo em vista que Justine pouco se referiam aos pais – Ela também fala muito de vocês.

– Não creio, mas agradeço mesmo assim – disse Carlo tentando quebrar o leve constrangimento que se estampara na face de Lucas.

Justine sorriu sem graça e pegou o vinho das mãos do namorado.

– Bem, é melhor eu servi-lo. Você já deseja jantar meu amor?

Antes que pudesse pensar a mãe de Justine disse:

– Claro que ele deve querer, afinal já esta ficando tarde e a comida vai esfriar.

– Vamos rapaz! – disse Carlo com um sorriso reconfortante.

– Venha querido – falou Justine ao puxá-lo pela não.

Tudo estava impecável. Lucas pode ver o quanto dona Maria era organizada, a mesa de jantar estava impecável. A família de Justine era simples, mas não abriam mão das etiquetas e bons costumes.

Justine se sentou ao lado do pai, que estava na cabeceira da mesa como nas famílias tradicionais, Lucas ao lado da amada e na frente de Justine se sentaria a mão, que no momento havia ido buscar o suculento jantar.

Tudo foi tranqüilo e delicioso, o prato predileto de Lucas, uma lasanha a bolonhesa, estava divina, fazendo-o repetir o prato. Durante o jantar eles conversaram sobre o trabalho dele, sua vida, sua família e planos futuros. Tudo estava maravilhoso, exceto Justine que estava terrivelmente longe com seus pensamentos.

 – Aceita um cafezinho querido? – perguntou Maria a Lucas.

– Não, estou satisfeito, o jantar estava divino Dona Maria! – respondeu com um sorriso largo de satisfação.

– Vamos para a sala meu rapaz. Lá poderemos conversar um pouco mais, se não estiver cansado, claro – disse Carlo.

– Não, eu estou ótimo. Podemos continuar a conversa numa boa – e os dois saíram para a sala.

Justine estava ajudando a mãe a tirar a mesa. Seu olhar era distante, ela parecia um robô em modo automático.

– Filha, você esta bem?

– Claro mãe, eu só estou cansada, tive uma tarde e tanto. É só uma dorzinha de cabeça, logo passa.

A mãe lhe olhou desconfiada mas decidiu mudar de assunto.

– E então o jantar estava bom?

– Perfeito! – respondeu com um meio sorriso.

– Seu namorado é perfeito minha filha. Agora mais do que nunca penso que você deveria repensar a proposta dele.

– Mãe! – Justine balançou a cabeça com um ar de reprovação ao comentário que a mãe lhe fizera – Se me da licença, vou pra sala.

Ela se sentou no sofá ao lado do namorado, e começou a observar ele e o pai conversando, os dois pareciam amigos de longa data, entre brincadeirinhas e sorrisos, era como se eles fossem pai e filho. Aquilo lhe contou o coração, o pai ficará tão feliz com o seu namorado perfeito. Lucas foi o verdadeiro cavalheiro a noite toda e tudo que ela pensava era em como Gustavo era terrivelmente atraente agora aos olhos dela.

Quando lembrou dos momentos que tiveram a tarde, quando lembrou dele apenas de toalha, com o corpo molhado, seu grelo pulsou e um rubor diferente tomou sua face, logo Lucas notou algo diferente.

– Você esta bem amor? – sussurrou ele para a amada.

– Estou, é só… Cansaço, nada mais – sussurrou de volta.

Lucas então voltou a conversar com Carlo e a mente de Justine viajou no tempo. Ela voltou no exato momento em que ela passou pela porta quando saia do apartamento de Gustavo, mas ao invés de sair, ele a empurrou contra a parede em um forte beijo, suas mãos grandes se entrelaçou nos longos cabelos de Justine, puxando a cabeça um pouco para trás liberando o pescoço para novos beijos e mordidas. Suas pernas automaticamente se enroscaram na cintura dele, ela podia sentir algo crescendo entre as pernas, e o calor do peito dele exalar pela camiseta. Logo os dois estavam na cama, semi-nus com os corpos enroscados em beijos e caricias. O corpo dela parecia pegar fogo, e o desejo crescia mais e mais enquanto ela imaginava tudo que poderia acontecer naquela cama. Logo a vergonha tomou lugar do desejo quando Lucas apertou sua mão.

Ela o olhou, ele com olhos estranhos querendo entender o que acontecia. Lucas e Justine tinham uma ligação que não havia explicação. Ele sabia exatamente como ela se sentia, e naquele momento, ele sentiu o desejo exalar pela pele da amada, e sabia que não era ele em seus pensamentos.

Já era tarde e Lucas se despediu de todos. Justine disse que iria até o carro conversar com ele. Esperançosa ela disse que não havia problema algum, se quisesse ela e o marido os deixaria a sós na sala. Porém o carro era o lugar mais seguro aos ouvidos curiosos naquele momento.

Os dois foram silenciosamente até o carro, Lucas parecia triste e não quis falar sobre. Ao entrar, o coração de Justine disparou, o nervo tomou conta do seu corpo.

– Lucas… – disse cabisbaixa sem que nenhuma outra palavra conseguisse sair de seus lábios.

– Onde foi à tarde? Foi encontrar Marcela?

– Não. Eu só precisava ficar só, eu precisava mais do que nunca pensar, inclusive em Marcela, pensar no mau que estou fazendo a ela.

Seu olhar era terrivelmente triste, Lucas nunca havia a visto daquele jeito. Ele a abraçou e a beijou carinhosamente.

– É só isso?

– Só isso? Isso já é muito Lucas, não entende? Me sinto um monstro.

– Ju, para de se culpar, de se sentir a única errada nisso tudo. Marcela é adulta, ela quem escolheu.

– Mas eu já a conhecia antes de ter você.

– E isto lhe da créditos então?

– Não, mas ela foi minha melhor amiga, ela sempre este ao meu lado.

– Você não vê o que fala querida? Ela sempre foi sua “melhor amiga”, talvez você possa parar de relacionar este amor que sente por ela com a atração sexual. Se acha que tudo isso a faz mal, porque não conversa com ela e tenta seguir com a amizade.

– É tão complicado…

– É talvez seja, ou talvez você que esteja complicando tudo. Você me ama?

– Demais, muito mesmo!

– Você me deseja?

– Todos os dias!

– Eu sinto o mesmo por você querida, e posso afirmar que em dobro. Nunca senti na minha vida o que sinto por você, é como se fosse uma parte de mim perdida que eu encontrei. Eu preciso de você, necessito você pra me completar, entende?

Aquelas palavras doeram seu coração mais uma vez. Como as coisas poderiam ter mudado tanto na sua vida? O que ela fez de bom pra merecer pessoas como Marcela e Lucas. E porque em meio a tudo aquilo tudo que ela desejava no momento era tirar as calças de Gustavo e chupa-lo até a ultima gotinha.

– Mas me diga Justine, em quem pensava na sala?

– Como assim?

– Primeiro, eu te conheço mais do que imagina pequena, você estava ardendo de tesão. Segundo, eu sei que não era comigo, eu podia ver nos teus olhos distantes.

– Lucas… – Justine começou a olhar para a maçaneta da porta, e desejou abri-la e correr, mas tudo que conseguiu foi ficar paralisada pelo medo do que Lucas pensaria então ela caiu no choro.

– Não chore amor – ele dizia a ela em um abraço quente e aconchegante – Olha tudo bem, me diz só o que aconteceu. Você viu alguém, esteve com alguém?

Ela afundou a face contra o peito perfumado dele. Doía demais a hipótese de traição. Ela o amava tanto, mas não consegui controlar seus desejos, seus instintos, era como se o desejo não dependesse do amor. Ela não sabia se contava que esteve com Gustavo, mas que nada havia acontecido, provavelmente ele não acreditaria. Ou se ela apenas o vira e seu fogo se acendeu.

– Eu to com tesão por outro alguém! – disse ela rapidamente de forma que as palavras foram atropeladas.

Envergonhada não teve coragem de olhar seu amado.

Depois de um curto silêncio, ele riu. A reação dele foi de louco, Justine ficou catatônica olhando seu riso.

– Jú, é por isso?

– Como assim por isso? Você não ouviu não o que eu disse? – aquilo a enfurecerá, era como se o que ela sentisse não lhe fosse mais importante.

– Ouvi, você ta com tesão em outro… Homem eu espero – e prosseguiu com uma gargalhada.

– Você esta louco, você é viado é? Como assim por outro homem. Quer dar teu rabo pra ele também? – trovejava bicuda com os braços cruzados.

– Menina… – ele respirou fundo para lhe tomar o fôlego das risadas e seguiu – Justine minha menininha. Você sabe que eu não tenho ciúmes disso, confesso ter medo das mulheres, me parecem atraí-la com mais facilidade, e você se apaixona fácil por elas.

– CALA A BOCA SUA BIXA! – gritou em um estouro – É assim que você me ama é? Você nem se quer tem ciúmes se eu der a porra da buceta a outro homem.

– Cala você a menina. É assim que você me ama? Desejando outros homens?

O silencio tomou o carro novamente.

– Eu não sou teu dono mocinha. Eu até quero me casar, mas isso não quer dizer que ambos teremos coleiras.

– Como assim? Você quer casar e ter uma vida de solteiro? O que você acha que eu sou?

– Uma puta! – disse com um sorriso sarcástico que não durou muito com o tapa na cara que Justine lhe deu em seguida.

– Você vem aqui na minha casa, fica amiguinho do meu pai e depois mostra as garras, como um psicopata do filme?

– Você é uma putinha meu amor, a putinha que eu mais amo na vida – disse ele se aproximando dela.

Justine tentava resistir, de costas para a porta ela procurou a maçaneta, mas logo ele travou o carro.

– Quer fugir minha putinha? Que feio – e sacudiu a cabeça para um lado e para outro com quem reprova uma atitude.

O terror estava estampado nos olhos de Justine, e isso o excitou mais ainda, ele se aproximou mais dela com o mesmo sorriso sarcástico de antes, ela o empurrou, mas de nada adiantou, ele a segurou pelos pulsos e tentou aproximar os lábios ao dela.

– Me solta seu louco!

– Cala a boca menina – dizia ele enquanto apertada os pulsos de Justine com uma só mão, a outra ele usou para enfiar de baixo da saia dela.

– O que você esta fazendo? Pare! Eu não quero!

– Como não? Você esta mais encharcada do que uma piscina olímpica.

Ela ainda tentou se soltar, mas Lucas era mais forte, seu corpo malhado não era apenas para exibir. Ele tentou beija-la novamente enquanto ela sacudia a cabeça. Em nenhum momento suas mãos ousaram sair da buceta dela. Quente, molhada, pulsante e o medo dos olhos dela. Era tudo o que ele queria no momento, meter e meter, mas sabia que ali não era o lugar então a faria jorrar em suas mãos.

Suas pernas tremeram e Justine desistiu da luta, logo ele a soltou e sua outra mão percorreu os seios de mamilos rijos, ele os beliscou, os apertou, os mordeu, ela gemia, remexia, rebolava de leve, ele sabia que ela desejava um pau na buceta tanto quando ele desejava meter.

Ela olhou em direção a janela da casa e não viu ninguém, as luzes estavam todas apagadas, deu uma rápida olhada pela rua e o deserto pairava, então ela decidiu se arriscar. Abriu a calça do Lucas e puxou para fora o seu brinquedo predileto.

Um gemido escapuliu por entre dentes quando Marcela sentou em seu pau. Ela rebolava, tão graciosamente, era tão lindo vê-la assim, na mistura do medo e desejo. Ele segurou-a pela bunda, apertando com força e dando tapinhas, ela estava tão excitada, tão molhada que ele pode sentir escorrer em sua coxa a baba da bucetinha dela. Aproveitou toda a excitação pra penetrar-lhe um dedinho no rabo, mais que tudo nela ele amava aquele rabinho. Tão rosadinho, limpinho, sem pelinhos algum, era tão apertado e quentinho dentro dele. Ao sentir dois dedinhos penetrá-la no cú, mais que depressa ela gemeu, era a cachorrinha mais linda do mundo pensava Lucas. Ele realizaria qualquer desejo dela só para vê-la feliz e satisfeita, para que nunca pudesse perdê-la.

Logo os dois gozaram. Ela se aninhou nos braços dele sem sair de cima, ela adorava sentir o pau dele dentro dela. Era o momento em que os dois eram apenas um.

– Eu te amo! Te amo demais! – disse ele enquanto a acariciava a face.

– Eu também te amo! Me desculpe por hoje… – antes que ela pudesse terminar a frase ele segurou os lábios com os dedos.

– Olha, eu que peço desculpas se te assustei. Eu não resisto quando você fica brava, eu não resisto quando vejo o medo e o ódio nos teus olhos. Se eu não me importo que tenha desejos por outros, não é por falta de amor e sim porque quando a conheci, eu sabia o que me aguardava, mas prefiro vê-la dando para 500 caras do que perde-la meu sol!

– Você é perfeito! – e abriu um sorriso safadinho.

Os dois ficaram mais um tempo ali, mas já era tarde e amanha ambos teriam de ir trabalhar, eles se despediram e Lucas foi embora.

Justine sentia que não tinha chão ao caminhar. Ao chegar ao quarto se jogou na cama, abriu as penas e passou a mão na buceta lambuzada, depois levou ate a face para sentir o perfume maravilhoso que os dois tinham. Ela pensou em Gustavo, pensou em Marcela, pensou no quão errado era desejar Gustavo, mas ela não conseguia evitar, ela só o desejava mais do que tudo naquele momento.

 

Freak Butterfly.

Justine – Um coração para tanto amor

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Depois daquele final de semana bárbaro junto a seus dois amores, Justine se sentia presenteada pelos Deuses, por ter duas pessoas que a amavam e desejavam tanto, que fossem capaz de fazer o que ela pedisse, custasse o que for, realmente, ela era abençoada.

Algumas semanas se passaram entre um apartamento e outro, entre um corpo e outro, às vezes, ainda que raramente em dois corpos ao mesmo tempo, isto quando Marcela estava de bom humor, pois ela ainda não conseguia controlar seu ciúme. Lucas ao contrario estava feliz com qualquer coisa que sua deusa lhe desse, fosse um carinho, um tapa e até mesmo tarefas sujas. Ele apenas se sentia feliz e a desejava ainda mais a cada dia que passavam juntos.

Já fazia um mês desde aquele joguinho surpresa que ela preparou para ele, um mês de sexo intenso e selvagem, um mês a mais para saber que era ela a mulher da vida dele. Sem demora ele ligou para a amada.

– Alo! Jú, nossa, eu tava aqui no trabalho e de repente lembrei de você, de nós dois juntos… – ele falava ofegante, atropelando as palavras quando Justine o interrompeu.

– Oi cachorrinho, respira e fale pausadamente. O que quer?

– Eu não só quero, como preciso de você! Casa comigo?

Justine ficou pasma, sem conseguir pronunciar uma palavra se quer. Por quê? Pensava ela consigo mesma, porque naquele momento? Porque agora que as coisas estavam como ela desejava, que ela enfim se sentia completa, por quê?

– L u c a s – gaguejou Justine – Eu… Eu não sei… Porque isso Lucas! ?

– Porque eu te amo! Simples assim, porque eu não paro de pensar em você, porque tudo que eu faço é pensando em nós, porque você é tão perfeita, tão maravilhosa…

– Chega! Pode parar, tu sabes que não sou nada disso!

– Que papo é este Ju, tu sempre se achou tudo isso e mais um pouco!

– Ta querendo dizer que eu me ‘acho’ é? – perguntou zangada.

– Claro que não amor, não entenda mal, quer ir jantar comigo, ou melhor, vamos pedir algo lá em casa, passar um tempo a sós.

Realmente passar um tempo a sós naquele ultimo mês estava ficando complicado. Se de um lado ela amava Lucas, por outro lado ela amava Marcela também.

– Lucas, eu fiquei de jantar com a Marcela, hoje é nosso aniversário… – respondeu sem graça.

– ANIVERSÁRIO! ?

– Da primeira vez que nós ficamos juntas… Olha Lucas eu preciso pensar, eu amei a proposta e tudo o mais, mas você me conhece, sabe como sou, você sabe como amo, e quem amo – dizia ela já soluçando – é difícil demais ser quem sou, mas estou completamente dividida, eu te amo demais, porém amo Marcela. Mesmo sabendo que é mais fácil construir um futuro ao teu lado, não posso magoá-la, isso a mataria, e parte de mim morreria também.

– Não fica triste meu amor, tudo bem, eu entendo o quanto deve ser difícil pra você, juro que entendo. Só não sei até quando você vai ficar nesse triangulo.

– Lucas é que – e ele a interrompeu.

– Olha eu te amo! Não desisto de você nem que implore, pode ir curtir seu jantar com a Marcela, eu estarei sempre lá pra você.

Aquelas palavras partiram seu coração, pela primeira vez em muito tempo Justine não se sentia tão arrasada, com o coração tão destruído.

– Te ligo depois Ju, te amo!

– Também te amo!

Justine não sentia mais seu corpo, e se atirou a cama e desesperadamente começou a chorar, suas lagrimas não escorriam, gritavam, e sua mãe bateu na porta para descobrir o que acontecia.

– JU! FILHA? O QUE ESTA HAVENDO? ABRE A PORTA E DEIXA A MÃE ENTRAR.

Justine sabia que sua mãe não entenderia da missa a metade, e nem poderia falar de Marcela, mas sabia que um colo de mãe a faria pensar melhor. Ela se levantou soluçando e abriu a porta. Sua mãe assustada ao ver a situação que a filha estava, a abraçou apertado.

As duas ficaram horas no quarto, Justine deitada no colo da mãe que afagava seus cabelos, isso a fazia lembrar de quando era criança e tinha pesadelos, sua mãe ficava ali, até que adormecesse novamente para a ‘proteger’ dos monstros.

– E então filha, quer falar?

– Lucas me pediu em casamento…

– Sério! ? Mas minha filha, isso não é bom? Não é o que você quer? Porque esta assim?

Como explicaria aquela situação a sua mãe sem contar toda a verdade ou varias mentiras? Melhor seria apenas ocultar certas verdades.

– Sim mãe, é sim, mas… Acontece, que eu amo outra pessoa.

– Como assim outra pessoa?

– Eu amo outra pessoa também! E apesar de saber que meu futuro estaria ao lado do Lucas, não quero, não posso de forma alguma magoar este outro alguém.

– Ainda aquele menino tatuado Justine?

Justine ficou muda, não sabia se começava a mentir agora ou mais tarde, pelo sim, pelo não, ela acenou positivamente com a cabeça.

– Mas menina, com ele você não tem futuro, e sabe disso. O Lucas é um rapaz, pelo pouco que conheci, respeitável, honesto, trabalhador e lhe trata como rainha!

– Eu sei mamãe, mas é algo que não controlo, sabe, é um sentimento mais forte que eu, é uma coisa, é como se eu fosse duas.

– A minha filha, eu te entendo… Mas agente tem que pensar no que é melhor pra nós, pensar no futuro, você não será jovem para sempre, e um dia vai querer, sentir necessidades de ter tua própria família.

Realmente seria difícil aquela situação. Mas ela sabia que em uma coisa sua mãe tinha razão, ela não seria jovem para sempre, ao menos não fisicamente.

– É mãe, eu vou pensar muito nisso. Vou jantar na Marcela e depois vou pro Lucas.

– Vai sim, uma amiga é a melhor coisa nestas horas.

Mau sabia mãe que esta amiga era o motivo de tanto choro.

Já soariam 18 horas quando ela saiu com a mochila nas costas, entrou no carro e foi para Marcela como planejado. No caminho as palavras de Lucas martelavam em sua cabeça: “… eu não vou desistir…”, se transformaria aquilo em uma guerra entre os dois? Logo agora que enfim a paz reinava em seu pequeno mundinho devasso?

Em um pequeno congestionamento, uma vida inteira se passou sobre seus olhos, como seria viver ao lado de Lucas, construir uma família, e como seria viver com Lucas e Marcela até que um enjoasse dela. Será que com o passar dos anos Lucas seria o mesmo? Ela pensou que ainda tinha seus vinte e poucos anos, que o mundo dizia que a vida começava aos 30 e que ela ainda teria tempo pra viver um pouco mais, então se Lucas a amasse de verdade, a deixaria livre para continuar este triangulo, se não ele que pegasse seu rumo, por mais que doesse nela, ela, agora, não abriria mão da vida que queria ter.

Ao chegar à casa de Marcela, seu sorriso se abriu, ela nem pensou no jantar, jogou a amante no chão e começou a beija-a por todo o corpo, ali naquela sala, onde muito ocorreu, as duas se amaram como duas gatas no cio, Justine era insaciável, a beijava, a penetrava com a língua, se lambuzava com o gozo que jorrava da buceta de Marcela que estava loucamente excitada.

Enquanto Justine sugava o grelinho duro, penetrava-a com os dedos a fim de tocar seu ponto G, Marcela delirava, gemia de forma que não poderia mais segurar o gozo, e com as pernas tremulas, ela espirrou seu doce meu na face de Justine orgulhosa e satisfeita.

Exausta, Marcela ficou imóvel no chão enquanto Justine a beijava suavemente até alcançar seus lábios carnudos. Ela pensava: “Ah Marcela, minha ruiva ardente!”

A amante sem nada entender, ficou feliz com a atitude louca de Justine, então as duas, sem falar nada, foram para a mesa de jantar, com direito a velas, vinho e flores. Elas comeram, e depois se atiram pela casa até chegar ao quarto onde o segundo round estava por começar, Marcela queria retribuir o prazer que havia sentido antes e começou a acariciar seus seios, ela sabia o quanto aquilo a dava prazer, sugava-os lentamente, mordiscando o biquinho, e com uma das mãos ela masturbava a buceta sempre molhada de Justine. Aquilo era sempre uma piscininha, e ela queria se afogar.

O sobe e desce da língua, o penetrar dos dedos, o penetrar do vibrador, a forma com que Marcela a sugava, era incrível, ela parecia não se cansar de ficar ali, entre as pernas de Justine, era como se pudesse ficar por horas com um bebe recém nascido cheio de fome ‘mamando’ sem parar. Justine logo se contorcia e gozava, foram três seguidas, mesmo sensível, Marcela não cessava, a amante podia implorar o que for, que ela não pararia, pois sabia que o próximo seria mais intenso. Depois do terceiro, Justine fechou as pernas tremulas e fracas, suadas, as duas ficaram na cama olhando uma para a outra. Segundos caladas Justine diz:

– Te amo Marcela!

– eu também te amo muito mais que tudo nessa vida Ju!

As duas se abraçaram e com lagrimas aos olhos Justine se levantou para tomar banho.

– Já vai? – perguntou Marcela.

– Hoje eu tenho que ir, me desculpa!

– Tudo bem amor, estas horas me valeram a noite, dormirei como um anjo.

– Você é um anjo! – Justine falou seguindo para o banheiro.

Tomada banho e vestida, ela beijou a amante e desta vez pegou rumo à casa de Lucas, onde algumas horas de prazer começariam.

Freak Butterfly (Poliana Zanini)

*Foto por Poliana Zanni editada por João Lenjob

Dicas para conviver a dois em paz

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Um dos passos mais importantes na vida de uma pessoa é o casamento, ou simplesmente “juntar” as escovas de dentes.

Quando se está amando, mas em casas separadas, há uma serie de coisas que você não sabe sobre o outro, quando juntos, ambos fazem de tudo para agradar e mostrar seu melhor, mas com o passar do tempo, as coisas podem esquentar, e não é na cama.

Tome alguns cuidados para evitar explodir a bomba hormonal dela:

· Não seja egocêntrico: muitas vezes não é você o motivo da irritação dela, a muitas coisas realmente inexplicáveis no universo intimo feminino como a TPM, a insatisfação com o cabelo, ou o peso, coisas pessoais, então não se irrite, isso pode piorar as coisas, fique calmo e pergunte o que está acontecendo, demonstre interesso. Ela se sentirá melhor com sua boa intenção.

· Evite a “TPM”: o que quero falar com isso é, quando ela estiver nervosa, irritada, sensível ou algo do gênero não culpe a TPM, isso faz com que ela sinta que não tem sentimentos verdadeiros, só disfunções hormonais, apenas concorde com ela, por mais absurdo que seja o problema.

· Questione o sexo: o sexo é para a mulher esta conectado ao lado sentimental, muitas ficam tímidas para dizer o que gosta ou não na cama, então elas soltam indiretas ou falam entrelinhas, se notar que você não percebeu nada, vai sentir que não estão conectados, então antes que isso se torne um drama, com direito a lagrimas e tudo, ou até a insatisfação da sua amada, pergunte o que ela gosta, o que gostaria de fazer, peça sugestões, assim ela se sentira mais a vontade e o sexo poderá ser melhor ainda.

· Divisão de tarefas: ela pode até existir, mas no final das contas, muitas vezes a mulher faz tudo sozinha, às vezes ela não quer partilhar as tarefas e sim um auxilio, comece por evitar deixar a toalha molhada na cama, urinar com a tampa do vaso abaixado (por favor, acerte o vaso e não urine por todo ele, incluindo o chão), evitar sua bagunça é um bom começo. Mas naqueles dias de fúria de uma ajudinha a ela, se proponha a fazer o almoço ou jantar.

· Saco de pancadas: em dias de fúria muitas mulheres desejariam ser boxeadoras e sair dando socos por todos os lados. Seja seu saco de pancadas, ouça tudo sem retrucar e de atenção a ela. Se você não for à causa do problema, pra que justificar algo, fique calado, demonstre atenção, pois no final é só isto que ela deseja e claro um cafuné.

· Sexo, doce sexo: não são todos os dias que a mulher fica disposta ao sexo. Uma mulher estressada não pensa em sexo, neste caso ouça seus problemas, isso é a sedução, depois de colo, carinho, quando ela se sentir segura irá se entregar, estudos revelaram que as mulheres ficam menos estressadas após o coito, devido a liberação de hormônios que atuam como calmante.

· Depois do sexo: não seja frio, não saia da cama, não vire para o lado, depois de toda a luta para chegar aos “finalmente” você não quer que tudo recomece com uma nova discussão, 90% das mulheres acham o carinho pós coito essencial, para as mulheres o corpo e os sentimentos estão ligados, então fique com ela mais um pouco, faça alguns carinhos, sugira um banho a dois, de um pouco de atenção, afinal todo mundo adora dormir de “conchinha”.

· Fantasias: a indústria pornográfica é algo fora da realidade sexual, os filmes sempre mostram que a explosão do orgasmo está ligada a movimentos frenéticos e bruscos, ao invés de ter um orgasmo, ela provavelmente irá fingir e por estar insatisfeita, desejará dormir bem longe de você. Então ao invés de querer ser um ator pornô, troque os movimentos frenéticos por movimentos suaves e circulares, concentre-se em fazer pressão nas paredes da vagina e não em ir mais fundo, lembramos que nem sempre as mulheres chegam ao orgasmo através da penetração, então procure saber o que a satisfaz.

Para se conviver a dois, mais do que amantes o casal devem ser amigos. Saber conviver com os defeitos, isso que faz a relação perdurar, também é importante saber ceder, nem sempre ela fará o que você quer e você terá de fazer o que ela quer, o diálogo é importante por isto, ambos tem de entrar em comum acordo. Quando sozinhos cada um tinha suas manias, claro que algumas manias podem prejudicar a relação, mas não fique com implicância.

São pequenos detalhes que poderão mudar a vida a dois e ferver os lençóis, ao invés das brigas.

Se há problemas, converse, isto serve para ele e para ela, não se pode sair descontando seus problemas hormonais no parceiro, você deve manter o controle.

F.B.

*Fonte: Men’s Health – Outubro 2007.

Porque comer fora se agora tem em casa?

Muitos homens sentem pânico quando o assunto é casamento, a idéia de estar presa a uma única pessoa, não é tão assustadora quanto fazer sexo com apenas uma pessoa.

Tudo bem, a idéia pode parecer estranho e difícil de ser aceita, mas pense bem, há estudos que afirmam: homens casados fazem mais sexo.

Se o seu objetivo na vida é ter mais sexo, aposte no casamento.

Veja agora 4 mitos que a revista Men’s Health desvendou.

· Amar significa estar louco de paixão: foi-se o tempo que para saber se amava a garota seu coração deveria acelerar, a boca secar e as pernas bambear por ela, saiba que quanto mais seguro de si e mais maduro o homem fica, menor as chances disso acontecer, afinal sua adolescência já terminou e se não terminou, isso passa. Paixões arrebatadoras podem ate acontecer, mas não fique esperando por isso, pare de perder tempo, porque isto não é garantia de nada. Porque várias mulheres que não podem deixá-lo sem fôlego à primeira vista, pode lhe inspirar por anos e anos a fio. Homem quer uma parceira, não alguém que vá completá-lo, afinal, você já não é mais um garotinho.

· Casamento é se anular: Estudos mostram que, em média, homens casados chegam às vias de fato mais vezes que seus colegas solteiros. E sim, este sexo todo é com a mesma mulher, e esses estudos não dizem nada sobre a qualidade destas transas. Claro que há homens sortudos que têm tudo, qualidade e quantidade com uma variedade infinita de mulheres, mas venhamos e convenhamos você acha que pode ser um deles? E mesmo que você seja, acha que isto irá dura quanto tempo? Se sua aposta é o melhor do sexo, prepare as alianças. Saiba que qualidade é algo que só depende de você e dela (e um ótimo diálogo).

· Vocês precisam ter muito em comum: tire da cabeça esta idéia de que vocês têm que ter muito em comum ou as idéias baterem, pare de procurar a tampa da panela, pois ela não existe. Não dá pra existir dois seres humanos iguais. O melhor de um relacionamento é terem pontos de vistas diferentes do espetáculo todo. Não faça disto um campo de batalha e pare de dizer que está atrás do seu “tipo” de mulher. O que vocês precisam ter em comum é pertencerem a mesma espécie e claro coisas mais corriqueiras em comum para grandes decisões da vida, como ter filhos ou não. Há mais chance de dar certo se forem diferentes, do que duas pessoas que seguem a mesma cartilha. Pessoas parecidas podem sufocar um ao outro. Você não deixaria de casar com a musa sexual pelo simples fato de não serem do mesmo time não é?

· Ela tem que ser perfeita: mulher não é um eletrodoméstico a ser avaliado. Não veja o casamento como uma compra onde você faz uma analise do “objeto” para saber se ele está no mais perfeito estado. Pare de olhar qualidades e defeitos e veja o que ela realmente significa para você. Porque no final, ninguém é perfeito, nem você. Uma mulher não precisa de beleza ou intelecto para ser a mulher fabulosa. Tudo que é belo, tem uma rachadura, escreveu Leonard Cohen, é por essa rachadura que a luz penetra.

Não entre em pânico quando a vontade de se amarrar a alguém bater. Você não será o cara mais “burro” da turma por sentir vontade de usar um “bambolê de otário” no dedo. Use do casamento uma forma de se gabar dos seus amigos. Esta relação só entra em crise por falta de paciência e diálogo.

Uma boa conversa, ser paciente naquelas fases ruins que toda mulher enfrenta, ou seja, a TPM.

A única coisa que no final das contas você deve saber se a mulher é ou não perfeita para você é: ela vai estar ao seu lado nas horas difíceis?

Sabe aqueles votos, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença? É isto que você precisa saber, se na hora que o cerco fechar, se na hora que o dinheiro faltar ela vai estar ai. Se você achou a resposta, aí sim, você achou sua mulher perfeita.

Freak Butterfly.