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Deflorando o Olho (final)

Lucas estava exausto quando entrou na casa escura.

– Justine??? – chamou Lucas.

Sem resposta, ele acendeu a luz da sala. Uma musica suave ecoava por ali e parecia vir do quarto.

– JUSTINE! – gritou.

– No quarto meu querido.

– Porque não respondeu antes… – dizia ele enquanto jogava as coisas na sala – que dia! Estou cansado… – continuou falando enquanto seguia pelo corredor que dava ao quarto – eu só quero tomar um banho e… Justine! O que é isso?

Ao entrar no quarto, Lucas encontrou uma garota desconhecida de longos cabelos castanhos embelezados por cachos, em seu corpo um robe de rendas negro, sentada na beira da cama, os pés reluziam a sandália de pedrarias, mas não tanto quanto a gargantilha de brilhantes. Justine estava logo atrás, acariciando os cabelos da moça, vestida com a camisola de seda preta, cabelos soltos, estava simples comparada a produção de Darling.

– Lucas, que modos – disse Justine enquanto se levantava e seguia em sua direção – está é Darling, uma garota muito boazinha que fará tudo o que você desejar.

– Que brincadeira tola é esta Justine? Eu to morto, caindo de cansado, e o que ela faz com sua gargantilha?

– Calma querido, só queria deixá-la linda pra você. Eu queria lhe dar um presente, então achei um rabinho virgem pra você, sei que adora comer rabinho.

– Você ta brincando né? Desde quando uma puta tem o rabo intacto?

Darling estremeceu e ficou envergonhada.

– Querida, não ligue pra ele, eu confio em você. Olha Lucas, eu sei e ponto, quero que você o coma e ponto!

– Eu não quero, Justine você não pode enfiar uma puta na minha casa esperando que eu chegue cansado do trabalho pronto pra meter nela.

– É Lucas, não posso, aliais, não posso esperar mais nada de você não é? Como poderia esperar que a comesse se nem ao menos come a mim?

– Você sabe que tenho trabalhado muito…

– Claro, claro, sempre! É sempre isso, você agora quer uma Amélia não é?

– Olha Justine, tenho muitas despesas…

– Claro, claro, inclusive eu né.

– Não quis dizer isso…

– Olha, chega, não quero estressar, tive uma ótima tarde com essa mocinha. Sim! Ela me chupou como ninguém faz a muito tempo, mas agora eu quero que você a coma, quero que meta nesse rabo, quero que jorre porra por todo corpo juvenil dela.

– Não… Não me peça isso…

– É acho que errei, deveria ter trazido um homem – Justine se dirigiu ao closet e pegou um casaco, depois a bolsa e continuou – então está bem, vou embora.

– Vai pra onde?

Darling não sabia o que fazer, se ficava ali ou se levantava e saia.

– Pra casa, eu tenho casa sabia? Depois pego minhas coisas.

– Para com isso Justine.

– NÃO DÁ! N-Ã-O D-Á! Eu to cansada Lucas, agora é sempre assim, uma guerra pra se ter algo que é necessário em uma relação, sexo! Quantos caras não dariam tudo pra chegar em casa e ter duas mulheres na cama? Quantos mesmo cansados, mortos não gostariam de estar no seu lugar? Você não me ama mais – Justine deixou escapulir as primeiras lagrimas.

– Você está chorando por isso… – disse Lucas indo atrás de Justine.

– Não, eu choro de raiva por estar nisso, por ter aceito tudo isso, essa vidinha medíocre de dona de casa, eu não nasci pra isso Lucas, não eu. Tudo que queria era de fazer um agrado, e você me vem com lorotas e patadas!

– Me desculpe… Não vá.

Justine largou a bolsa pegou na mão do Lucas e o puxou próximo de Darling que estava fria.

– Viu! Você a assustou – disse Justine acolhendo Darling nos braços – ela é meu novo anjo – a beijou – veja, toque a pele macia dela – seguiu Justine caminhando a mão de Lucas até o colo dos seios da moça – veja que seios durinhos, que mamilos mais gostosos, prove é sua.

Lucas ainda meio sem saber o que fazer tocou, acariciou os mamilos que logo se enrijeceram, os pelos loiros ouriçados, a respiração profunda, Lucas beijou os seios, percorreu até o pescoço, chegando aos lábios, os tocou levemente e a empurrou na cama.

Justine se sentou em uma cadeira próxima e começou a olhar, Lucas abriu o robe da moça e deslizou as mãos por todo ele, ele beijou cada canto daquele santuário, a face de Darling estava rubra, ela mordiscava os lábios e Justine ficava cada vez mais excitada.

– Darling minha querida, tire a roupa do senhor Lucas.

– Sim senhora – respondeu a obediente menina.

Ela tirou toda a roupa e começou a acariciar o corpo nu de Lucas.

– Hum… Acho que ele não está muito “animado” ainda, use seus lábios lindos e gostosos que você tem e anime-o!

Darling se ajoelhou e começou a engolir o pau de Lucas, que a segurava pelos cabelos metendo cada vez mais fundo fazendo a menina engasgar e babar ainda mais. Justine estava zonza, o tesão estava crescendo cada vez mais, ela abriu as pernas e começou a me tocar. Seu corpo estremecia na cadeira, então ela gritou.

– METE! METE NESSA PUTINHA LUCAS, METE!

– Lucas e jogou sob a cama novamente, colocou uma camisinha rapidamente e começou a meter, Darling se contorcia e Justine foi até a cama.

– Está gostoso querida?

– Sim! Muito minha senhora.

– O pau dele não é uma maravilha?

– Sim, é maravilhoso, eu acho que vou gozar senhora.

– Isso, goze, assim será mais fácil meter neste seu rabinho.

Darling gozou, Lucas ainda se segurou.

– Querida, deite de bruço – mandou Justine – amor, olha só isso – Justine abriu a bunda da menina exibindo o rabo rosado – olha que maravilha, ela esta toda limpinha, eu preparei tudo pra você. Não quer meter ali?

– Quero sim!

Lucas olhou para Justine, a puxou para si num beijo quente e profundo. Se olharam, ela sorriu, e ele começou a chupar o rabinho de Darling. A moça gemia, queria rebolar, estava incrivelmente lambusada que Lucas resolveu arriscar sem o gel.

– Ok! – acenou para Justine que se levantou e foi para junto da moça.

– Agora relaxe meu anjo, apenas curta o momento.

Lucas começou a penetrá-la devagarinho, tentava entrar e saia, tentava entrar e saia, aos poucos sentia a cabecinha passar. Os olhos de Justine brilhavam, ela pegou o vibrador que guardava no criado-mudo e penetrou em si, ela gemia, Lucas gemia, Darling gemeu mais forte, o pau entrou, todinho, vai e vem, vai e vem, Darling começou a gostar.

– Que delicia! Que delicia! Que pau gostoso – dizia Darling – se eu soubesse que era bom, ah se eu soubesse… Mete, mete nele senhor, me faz jorrar.

Todos estavam entrando no ápice, Lucas tirou o pau, puxou a camisinha e jorrou porra naquela bundinha empinada.

Justine que gozou com o vibrador, deitou ao lado de Darling acariciando sua suculenta bunda, passou os dedos sob a porra e provou o gosto do mel. Lucas se retirou e foi tomar banho. Ao voltar, as duas dormiam como anjos.

– É, essa garota é gostosa mesmo… Quem sabe posso deixar Justine tê-la como seu novo brinquedinho.

Ele colocou um pijama e foi para a cozinha, pois estava faminto.

 

*Imagem retirada do Google Imagens.

 

Justine – Conflitos

O telefone tocava sem parar, Justine não sabia se era só um sonho ou realidade, no escuro, ela procurava sob a mesinha de cabeceira atrás do aparelho.

– Deus quem será a essa hora? – disse esfregando os olhos – Alô?

– Oi querida! – disse Lucas do outro lado da linha.

– Esqueceu que tem casa, namorada e uma vida no Brasil?

– Claro que não, estou com muita saudade, não vejo a hora de voltar.

– Não parece, já tem um mês isso… Aliais, você me ligou pra dizer que vai demorar mais quanto tempo?

– Desculpe, mas este caso está demorando mais do que eu imaginava.

– Já arrumou uma canadense por ai?

– Claro que não! Ta loca menina, porque já tem outros por ai?

– Quem sabe!

– O que?

– Aí, você é pior que pião pra pegar corda.

Lucas contou como andavam as coisas e a saudade que sentia dela, no fundo Justine queria que ele a tivesse traído, isso pesaria menos no remorso que sentia pelo que estava acontecendo, porém, ela não conseguia controlar.

– Daqui duas semanas vai ter a ultima audiência, bem eu espero que seja a ultima, eu estou super cansado daqui e sentindo falta de você, desse eu corpo nu sob o meu, essa sua bucetinha quentinha… Vamos marcar uma conversa pelo skype, quero te ver.

– Você sabe que esse papo de sexo virtual não me excita…

– Só um pouquinho, mata minha saudade?

– Quem sabe um dia!

– Bem preciso desligar, te amo gostosa.

– Também te amo, se cuida amor.

Justine deitou para tentar dormir novamente, mas sua cabeça estava a mil, ela realmente não merecia Lucas, mas também ela não sabe se ele estava sendo sincero, afinal ele estava em outro país, o que acontecesse ali ela nunca saberia.

– Mas quem estou enganando… Lucas não faz esse tipo… DROGA! – ela colocou o travesseiro sob o rosto tentando abafar o grito, e continuou assim até adormecer.

O celular não parava de tocar, e uma fresta de luz invadia o quarto.

– Que coisa, todo mundo hoje resolveu me acordar?

– Oi Marcela!

– Me esqueceu foi?

– Droga!

– Isso ta ficando mais difícil do que parece…

– Eu sinto muito…

– Sem mais, vai fazer o que no almoço?

– Nada.

– Se vista estou passando ai pra te buscar em 40 minutos no máximo.

Justine pulou da cama assustada no quanto havia dormido, apesar de ter sido uma péssima noite cheia de sonhos estranhos. Correu para o banheiro para tomar banho e escovar os dentes, depois foi para o closet procurar uma roupa leve, afinal aquele dia estava terrivelmente quente. O celular toca novamente.

– Oi Má!

– Ta pronta?

– Sê já ta aqui?

– To chegando, só mais 10 minutinhos e to ai, termina logo e desce, te pego na frente do prédio.

– Ok!

Justine colocou um vestidinho, sapatilhas e sem se maquiar colocou um óculos pra apagar a cara de noite mal dormida.

Ao chegar enfrente ao prédio, Marcela já estava lá, as duas deram um longo abraço apertado.

– Você está radiante Marcela, adorei seu cabelo natural, esta mais linda ainda.

– Obrigada querida, o seu cabelo cresceu, você esta ainda mais bonita, o Lucas tem te feito bem. E como ele esta?

– Deve ta bem, não o vejo a mais de um mês.

– Porque Ju?

– Ele está a trabalho no Canadá, ia e voltava logo, mas seu cliente lhe deu dores de cabeça e teve que ficar.

As duas riram, relembraram os velhos tempos, falaram bobagens e logo chegaram até um restaurante que iam quando estavam juntas.

– Você ainda lembra dela Má?

– Claro, como poderia esquecer do que vivemos?

Conseguiram a mesma mesa de sempre, era um momento pra reviver o que tiveram de melhor, exceto com algumas noticias que viriam logo após.

– Má, você ta super bem, desculpa falar, mas até deu uma engordadinha, o Gu deve ta te tratando como princesa.

Marcela começou a rir.

– É e logo me tratará como rainha!

– Hã?

– Eu estou noiva amiga! – disse mostrando a aliança.

– Nossa! Serio? Parabéns – disse Justine sem saber o que sentir.

– E tenho mais uma noticia.

– Qual?

– Não estou gordinha… Estou grávida.

– Grávida, mas… Mas como?

– Como você já sabe, deve brincar de fazer filhos sempre.

– Cala boca!

– O que?

– Não, não pode… – Justine começou a se alterar.

– Ju, sê ta loca? Fala baixo!

– Não pode ser, você ta grávida e vai se casar? Como pôde?

– Como eu pude o que? Achei que ficaria feliz por mim?

– Porque eu deveria?

– Para de ser egoísta e mimada Justine, quando você terminou comigo, não pensou em nada não foi? Eu toquei minha vida, segui enfrente, assim como você né, que ficou noiva e nem me contou, acorda garota cresce!

– Você ta me chamando de criança?

– É como está agindo, como criança mimada e egoísta!

– Ata, só porque você está grávida se acha agora mais madura do que eu? Fala sério, eu vou embora daqui – disse Justine ao se levantar, abriu a bolsa tirou umas notas e jogou sob a mesa – tenha um bom apetite.

– Onde você vai garota, ta loca? Não sei porque dessa manha toda.

Justine saiu sem olhar para trás, sua cabeça girava, sua vida estava confusa, seus sentimentos estavam confusos, ela já não sabia o que fazer, e porque aquele ciúme tolo? Porque tratar mal a amiga que tanto ama?

– O que está havendo comigo?

Ela andou sem rumo por horas, não atendeu o celular nem respondeu a milhares de mensagens de Marcela preocupada. Depois de cansar de tanto andar, entrou em um barzinho que encontrou e foi tomar algo pra esquecer.

– Wisky, duplo e sem gelo, por favor!

– Dia ruim? – disse o barman enquanto pegava a garrafa.

– Péssimo!

Justine entornou o copo e pediu outro.

– Não é melhor ir com calma senhorita?

– Só me vê outro, por favor! Vim beber e não procurar um psicólogo.

– Ok!

– Depois de algumas doses, tudo parecia melhor, ela pegou o celular e olhou as ligações e mensagens, não quis retornar para ninguém, olhou para os lados, parecia um encontro de motoqueiros, logo o sol já havia desaparecido e o lugar estava lotado.

– Senhorita, aquele rapaz na ponta do balcão lhe pagou outra dose.

Justine olhou, o rapaz acenou, ela levantou o copo em agradecimento e bebeu.

– O que rola aqui? – perguntou ao barman.

– Hoje rola uma banda de blues, esses motoqueiros estão sempre por aqui.

– Acho que não estou vestida adequadamente para o local.

– Garanto que as pessoas aqui não repararam nisso – concluiu o barman dando uma piscadela.

Justine sorriu e pela primeira vez nas horas que passou sentada ali, olhou de fato para o rapaz. Ele era jovem e simpático.

Algumas bebidas de graça, vários convites para conversar, Justine já estava alta e esqueceu de todos os problemas, o bar estava cheio e entre o blues e o classic rock, ela estava sentada no balcão curtindo. Já estava tarde e seu celular cheio de mensagens preocupadas tanto de Marcela quanto de Pêpe. Ela desceu do balcão para ir ao banheiro.

– Já vai moça?

– Não… Acho que ficarei um pouco mais, vou só no banheiro.

– Que bom! – disse o simpático barman.

Justine deu um passo e voltou para o balcão.

– Aliais, qual seu nome? – perguntou Justine.

– Rodrigo, e o seu?

Justine pensou duas vezes antes de responder.

– É… Verônica!

Ele sorriu e ela foi ao banheiro.

– Devo estar ficando louca, ou extremamente bêbada – disse para si mesma enquanto lavava o rosto – mas aquele barman é uma gracinha.

– Realmente ele é, e também é delicioso – disse uma moça que saia de um dos banheiros.

– Ai, que susto! – disse Justine espantada com a mão sob o seio arfando.

– Desculpe – respondeu a moça sorrindo – sou Paula, amiga do Rodrigo, e pelo que vi, ele gostou de você também. Qual seu nome?

– Ju… Verônica, prazer.

– Vai lá e aproveita menina, não é sempre que ele está disponível – disse a ‘amiga’ do banheiro ao sair.

– Será? Bem, quem sabe! – Justine secou o rosto e as mãos com uma toalha de papel e voltou para o balcão.

– Pode me dar uma coca?

– Não quer mais wisky senhorita?

– Acho que pra mim já chega de beber por hoje.

– Uma coca geladinha saindo – respondeu o barman sorridente.

Justine tomou uma golada direto do bico da garrafa, olhou para Rodrigo que admirava cada centímetro de seus lábios carnudos.

– Será que você não tem um cigarro pra me arrumar? – perguntou Justine.

– Bem eu já estou indo lá fora fumar um é meu minuto de folga, não quer ir junto?

– Bem… Pode ser!

– Vou avisar o outro rapaz, me espera no final do balcão.

– Ok! – Justine terminou a coca e foi para a ponta do balcão.

Rodrigo levantou a tampa do balcão e a deixou passar, eles passaram pela pequena cozinha e foram para os fundos do bar, um beco com lixo que dava para a rua.

– Desculpe fazer você vir aqui, mas não posso ir pra frente do bar – disse Rodrigo enquanto pegava o cigarro.

– Não tudo bem, esse lugar tem seus ‘encantos’ – sorriu.

Ele ofereceu o cigarro a ela e o acendeu, ele ainda com o cigarro na ficou observando Justine dar o primeiro trago, ela o olhou, seus olhos cheio de desejo, sem pensar, jogou o cigarro no chão e o beijou contra a parede.

Rodrigo se entregou ao beijo, suas mãos rápidas deslizavam todo seu corpo, seu beijo voraz, sua pegada selvagem a colocou contra a parede, uma das mãos deslizou por entre as coxas dela tocando seu sexo molhado. O vento estava forte e somente os raios os iluminavam. Ela já podia sentir o sexo dele pulsar sob a calça.

– Eu te quero, quero muito garota! – disse enquanto abria o zíper da calça.

Ele pegou uma camisinha no bolso de trás e colocou, levantou uma das pernas de Justine e a penetrou levemente, um gemido escapou por entre os lábios e ele começou a estocar cada vez mais rápido, ela passou seus braços entorno do pescoço dele.

– Isso! Isso – sussurrava ela no seu ouvido – vai, mais forte, mais forte!

– Gosta é safadinha, você gosta?

– Adoro, adoro!

Quando ela abriu os olhos viu uma sombra os observando, aquilo a excitou ainda mais, ela não conseguia tirar os olhos da sombra, parecia uma silhueta feminina. Ela mordeu os lábios, seu corpo estava quente, ela queria gozar, e queria que aquela pessoa ali a visse satisfeita. Ela sentia que ia explodir, não podia mais segurar, a muito não gozava em tão pouco tempo, mas a adrenalina estava a mil.

– Isso, vai fundo, com força… ah, ah, aaaaah, isso.

Seu corpo estremeceu e logo em seguida Rodrigo também gozou.

– Gata você é demais!

Justine sorriu, tirou pegou a calcinha e jogou no lixo.

– Acho que vai chover, vamos voltar.

– Chuva… Perfeito, acho que vou embora.

– Já? Não…

– Aí a conta! Quanto será que deu? Posso lhe dar o dinheiro e você pagá-la pra mim, quero aproveitar e sair por aqui mesmo.

– Fica tranqüila, eu acerto essa… Será que vou lhe ver novamente? – perguntou enquanto afagava o cabelo bagunçado de Justine.

– Talvez! – respondeu a sorridente Justine.

– Como te encontro?

– Pode deixar que eu te acho – acenou a cabeça em direção do bar.

– Ta certo, desculpe, eu preciso voltar pro trabalho.

– Tudo bem, eu vou indo – ela o beijou e se virou para a saída do beco – Ah! Rodrigo, muito obrigada!

Desconfiado e um pouco sem graça respondeu.

– Não tem por que! – e entrou no bar.

– Que noite! Que noite! – dizia Justine para si mesma.

O vento estava forte e as primeiras gotas começaram a cair, ela estava se sentido livre, solta, não esquecia aquela sombra lhe observando e a cada flash na memória lhe excitava novamente. Logo a chuva começou a cair e Justine parecia ter voltado a infância, ela começou a correr pela calçada e já estava toda milhada quando parou embaixo de um toldo.

O celular estava vibrando dentro da bolsa, era Marcela, ela olhou por alguns segundos, sorriu novamente e resolveu atender.

– Má?

– Justine? Sê ta loca menina? Quer me matar de susto, onde você está?

– Não sei, andei por ai sem rumo, Má me desculpe, sinto muito pela forma com que tratei, como agi com as noticias, eu a amo muito. É que você seguiu enfrente e eu não consegui.

– Tudo bem, tudo bem! Eu a amo, sempre vou amar, quer vir aqui?

– Não, não acho que vou pegar um táxi antes que a chuva me deixe gripada, eu preciso ir, amanha te ligo.

– Ok! Você está bem mesmo.

– Estou ótima, estou ótima! Beijos – Justine desligou o celular jogou a bolsa e procurou um táxi.

Sem pensar ela foi pra casa de Pêpe, durante todo o percurso no táxi ela sorria, a muito não se sentia assim, era como se aqueles minutos ali no beco tivessem lhe despertado novamente para a vida mostrando o que ela realmente precisava.

Justine ligou para o Pêpe quando chegou em frete ao prédio dele.

– Ju sua maluca, porque não atendeu?

– Estou enfrente ao seu prédio, posso subir?

– Claro, claro!

Ela pagou o táxi e correu para a portaria, no elevador seu corpo estava em alvoroço. Ela apertou a campainha e esperou, ao abrir lá estava ela, cabelos bagunçados, toda molhada e apesar de tudo extremamente sensual exalando sexualidade.

– Jú? O que houve a Amanda me ligou…  – ele foi interrompido por um beijo inesperado dela que o empurrou para dentro do apartamento fechando a porta como pé.

– E então delicia, será que posso tomar um banho?

– Quer ajuda?

Justine sorriu maliciosamente, tirou o vestido molhado e sai caminhando para o banheiro, Pêpe logo vai atrás dela. Para Justine será uma noite e tanto.

 

Justine – Terremoto na Rotina (parte final)

As duas riram e foram até a mesa. Finalmente Justine conseguiu olhar os rapazes, agora ela havia entendo o motivo do alvoroço das mulheres do bar, sem dúvida Vitor e seu amigo eram os homens mais lindos do amamigasbiente. Logo Amanda agarrou seu homem. Vitor era alto, branco, olhos azuis, tinha cara de menino, com os braços tatuados e um topetinho nos cabelos loiros. O outro era o oposto, parecia um italiano, pele clara, cabelos negros, olhos escuros, nariz um pouco avantajado, mas sem duvida era de uma beleza exótica, braços e pescoço tatuados, gel nos cabelos penteados para trás, a muito Justine não via uma coisa daquelas.

Ambos estavam de calça do tipo social, pouco largas, diferente dos demais que estavam de jeans mais justos ao corpo, estavam de all star, Vitor usada uma camiseta preta com uma estampa old school, e o amigo de regada branca.  Justine disfarçadamente, retirou a aliança e enfiou na carteira.

– Deixe-me apresentar minha amiga, Justine este é Vitor – disse Amanda apontando para o rapaz ao lado.

– Olá, prazer – disse Justine ao cumprimentá-lo com dois beijinhos na bochecha.

– E este é o amigo dele…. Desculpa qual seu nome?

– Pépe – disse o rapaz estendendo a mão para Justine.

– Prazer… – Justine retribuiu o aperto de mão e pela primeira vez em muito tempo se sentiu constrangida.

Sentaram-se à mesa, o som era gostoso, o ambiente razoável, já que as mulheres não saiam de cima. Pépe levantou, olhou para Vitor e disse:

– Já volto, vou no bar… Alguém quer algo? – perguntou friamente.

– Meninas? Querem algo? – perguntou Vitor olhando para as duas.

– Acho que cerveja… – disse Amanda pensativa – pode ser Ju?

– Claro! Sim claro! – respondeu Justine ao ser arrancada de seus pensamentos.

Depois de quase meia hora Pépe voltou com as cervejas, estava mais risonho e com o semblante mais extrovertido.

– Desculpem a demora, fiquei conversando com o “negão” no bar – disse enquanto coloca as cervejas na mesa.

– Então Justine, você é sempre caladona assim? – perguntou Vitor com tom de sarcasmo.

– Depende da ocasião – respondeu Justine sem graça.

– A Mandita falou demais de você.

– É que ela sofre de amor platônico por mim, mas eu já disse que não rola – as duas riram.

– Meu Deus, não sei se isso seria um pecado ou o paraíso! – exclamou Vitor se deliciando em pensamentos.

As duas continuaram a rir. Pépe ainda estava estranho e Justine encafifada se achando o motivo daquela frieza toda. O barman se aproximou, era um bilhetinho para Pépe, ele leu, sorriu, olhou para o lado, uma loira monumental o olhava sem mesmo piscar, ele colocou a mão na face e continuou a rir.

– Olha ai, Pépe já está fazendo sucesso!

– Acho que ele é O sucesso desde que chegou – disse Amanda rindo.

Pépe apenas riu. Justine se levantou e disse para a amiga:

– Vamos comigo até o banheiro?

– Claro! Já volto baby – disse ela ao beijá-lo.

– O que foi Ju? Não gostou daqui? Não curtiu os meninos? Ta toda jururu.

– Acho que o Pépe que está incomodado comigo, desde que agente chegou ele está todo sério, meio frio, odeio isso, me sinto uma.. Sei lá o que, apenas odeio.

– É ele está mais sério, mas vai ver que é tímido.

– Tímido Amanda? Tenha dó né, tava todo, todo com as garotinhas. Acho que to empatando o coitado, melhor eu ir.

– Bem, não sei o que houve, vamos voltar pra mesa, se você se sentir mau, tudo bem, não precisa ficar forçada, mas gostaria que curtisse a noite, tem vários outros gatinhos, logo rola uma banda e nós vamos dançar.

– Ok! Vou ficar um pouco mais.

As duas estavam saindo do banheiro, enquanto outras duas meninas, a loira do bilhete e uma baixinha morena riam e falavam alto.

– Você viu? Você viu? – perguntava a loira animada.

– Ele não é divino? Mas o barman disse que ele pediu pra dizer que tem uma garota já – comentou a morena.

– Não acho que seja aquela que está com ele, eles se cumprimentaram com as mãos, que horror, nunca ao perder de dar uns beijinhos nele – concluiu a loira rindo.

Justine revirou os olhos e seguiu para a mesa.

– Demoramos? – perguntou Amanda animada.

– Eu já estava até ficando com saudades – respondeu Vitor enquanto a beijava.

– Então Justine, está gostando do bar? – perguntou Pépe.

Justine ficou calada por alguns segundos sem saber se era com ela mesma.

– Então…?

– Sim, a muito não ia a bares assim, aliais, faz tempo que não saio.

– Por isso não te vi antes por ai… Eu na verdade sou novo por aqui.

– Tá explicado…

– O que?

– O motivo dessas menininhas estarem em alvoroço, carne nova no pedaço… – sorriu sem graça ao fim do comentário.

– É… Pode ser, mas não curto “menininhas”, gosto de mulher… Tipo você!

A face de Justine ficou rubra, mas entre suas pernas ela sentiu um pequeno calor exalar.

– Pois é, então você morava onde?

– Estava na Europa trabalhando, morei em vários lugares, mas minha família é da Itália, aliais meu pai é italiano e minha mãe brasileira, então morei aqui até meus 15 anos, depois fui desbravar o mundo… Mas gosto daqui, não sei porque, simplesmente gosto.

– Meus avós são italianos, tenho muita vontade de ir conhecer a cidade natal deles.

– Qual é?

– Nápoles.

– Quem sabe um dia não vamos juntos – Pépe sorriu e de um piscadela.

– Isso é um convite?

– Com toda certeza!

Os dois ficaram conversando por um longo tempo, Pépe recebeu dezenas de bilhetinhos, Justine já nem se incomodava mais, ela achava graça de tudo aquilo. Ele era um homem muito interessante, viajado, amante de boa musica, ela estava vidrada pelo conjunto.

– E então… – disse Pépe ao se aproximar da face de Justine,

– Então o que? – questionou Justine com os lábios trêmulos.

Pépe se aproximou ainda mais, sentindo-a ofegar, era quente, o hálito gostoso, ela não resistiu ao jogo e o beijou. Sem duvida era um beijo de tirar o fôlego e matar de inveja todas as meninas do bar.

Justine sentiu um calorão tomar conta de seu corpo, suas pernas já não a pertencia mais, pela primeira vez em meses ela perdeu o chão. Pépe ficou sem ar, sem perder tempo, se aproximou do ouvido dela e sussurrou.

– Não queria me apressar, mas depois desse beijo, preciso perguntar, quer ir até a minha casa?

Justine recuou por um instante, o olhou, olhou para Amanda que logo entendeu o que estava acontecendo e acenou para a amiga seguir em frente, ela voltou a olhar para Pépe que apoiou uma das mãos em sua coxa.

– E então?

– Bem… Ok!

Despediram-se de Amanda e Vitor, Pépe fez questão de segurar Justine pela cintura enquanto atravessavam a multidão de meninas decepcionadas, do lado de fora, decidiram que ela o seguiria de carro.

No caminho Justine começou a ficar nervosa, suas pernas tremiam, ora de ansiedade ora por lembrar do beijo. Pouco depois o carro de Pépe parou, ele deu seta e entrou em um prédio, Justine o seguiu, era em enorme condomínio com vários prédios, o dele ficava próximo a um bosque, ele entrou no subsolo e estacionou, desceu e fez sinal para ela estacionar na vaga ao lado.

Ele abriu a porta do carro dela e a puxou contra o peito dele dando-lhe mais um beijo, os dois caminharam até o elevador, e enquanto subiam até o andar dele, ambos riam e brincavam, era como se já se conhecessem a tempos.

O apartamento dele era simples mais bonito, tudo era preto, branco e cinza, cheio de livros, DVD’s, discos, posters pelas paredes e um violão no tapete da salinha e o que mais lhe chamou a atenção foi o telão com retroprojetor.

– Quer assistir algo? – perguntou Pépe vendo a curiosidade estampada na face de Justine.

– O que me sugere?

– Comprei um DVD novo do Johnny Cash, ta afim?

– Agora, nossa sou apaixonada por ele.

– Somos dois. Pera ai que vou pegar, ta no meu quarto. Fica a vontade, quer beber algo?

– Aceito!

– Eu tenho cerveja e whisky… E suco de maracujá light – risos.

– Whisky ta bom!

Pépe foi em um pé e voltou no outro. Entregou o whisky para Justine, colocou o DVD pra rodar e sentou-se no sofá. Justine sentou-se ao lado e começou a beijá-lo. Em poucos minutos ela já estava por cima dele.

As mão de Pépe percorriam por todo o corpo de Justine, ele tirou o belerinho de rendas e baixou o zíper do vestido deslizando os dedos por sob cãs costas, seus lábios caminharam entre o pescoço e os seios rijos dela. Logo ela se levantou e deixou o vestido cair, de pé enfrente ao projetor ao som de “Hurt”, se despiu. Pépe se levantou, tirou a camisa exibindo o tórax tatuado e ao terminar de se despir, atracou Justine, dois corpos quentes, ele a beijou enquanto a empurrava até a parede, o fogo aumentou e os dois se entregaram ao prazer, ele a colocou de frente para a parede, afastou as pernas e a penetrou, ela gemeu, ele suspirou.

– Deus, pequena como você é gostosa!

Justine estava ofegante, não dizia nada, tudo que saia de seus lábios apertados contra os dentes eram gemidos.

As imagens passeavam sob seus corpos nus e em ritmo acelerado, Pépe colocou uma das mão no grelinho de Justine e começou a acariciá-lo.

– Meu Deus isso ta tão bom! – sussurrava Justine.

– Gosta safadinha?

– Sim, sim! Me faz gozar, quero gozar gostoso. Mete, mete na sua safadinha.

Ele mordeu o ombro dela e um arrepio diferente surgiu, um sorriso sacana lhe estampou a face, o calor subiu e suas pernas tremeram, um gemido gostoso escapou de seus lábios, ao ouvi-lo, Pépe não resistiu e também gozou. Ele a abraçou novamente, e permaneceram ali, juntos na parede até “I Won’t Back Down” acabar. Justine estava satisfeita e sentiu o calor da paixão acender em seu peito novamente.

Freak Butterfly.

Justine – Terremoto na Rotina (parte III)

Justine e Lucas tomaram banho juntos como duas crianças brincalhonas, rindo de tudo que acabara de acontecer. Lucas saiu primeiro, pois já estava atrasado para sua viajem, Justine ficou curtindo a água morna que percorria seu corpo relaxado.

– Querida, preciso ir, me deixa no aeroporto? – perguntou Lucas apressado.

– Sim claro, vou me secar e vestir algo rapidinho – respondeu Justine enquanto desligava o chuveiro e pegava a toalha.

Ela pegou a primeira roupa do armário, um vestido longo, mas leve, ela estava tão relaxada que poderia dormir o dia todo, como um bebê. Lucas já estava na porta berrando desesperado.

– VAMOS AMOR! ESTOU ATRASADO!!!

– Tô aqui já, podemos ir!

– Você esta estranha…

– Eu? Por quê?

– Sei lá, esse sorriso esquisito ai?

– Depois de tudo que houve, você queria que eu ficasse triste ou mal humorada?

– Claro que não! Desculpe se estou meio indiferente, mas não posso perder este vôo, muito menos essa reunião.

– Eu sei – disse com ternura – Bem, pisa fundo então!

Os dois foram em silêncio no carro, na rádio rolava musicas bregas e ninguém se importava em mudar. Justine estava com o olhar longe, ora soltava um risinho malicioso, ora suspirava profundamente.

– Chegamos Ju – disse Lucas saindo do carro parado no “embarque-desembarque”.

– Quer que eu entre contigo? – perguntou Justine indo a sua direção no porta-malas.

– Não precisa anjo – respondeu e beijou-lhe a testa – Vou sentir sua falta cadelinha, te amo, se cuida e juízo!

– Você quem vai viajar, você que se cuide e tenha muitíssimo juízo! Te amo – se beijaram e Justine ficou olhando Lucas entrar no aeroporto.

Ela voltou ao carro e seu celular estava piscando no banco ao lado, 3 chamadas não atendidas, era Amanda, então retornou a ligação.

– Oi putaaaa! Finalmente consigo falar contigo! – disse Amanda animada.

– É que o Lucas foi viajar, vim trazê-lo no aeroporto.

– E ai como estão às coisas? Melhor?

– Sim – respondeu entre risos – melhorou muito!

– Que bom, então não quer sair comigo mais?

– Claro, você acha que vou ficar mofando em casa enquanto ele vai pro Canadá? Frango frito, cerveja forte e Hooters? Mas nunca que fico em casa, onde vamos?

– To saindo com aquele cara da internet, não quer ir no barzinho que te falei que ia? Gata, lá tem tanto topetudo bonito, que você nem tem noção!

– Ok! Me passa o endereço por e-mail, que horas?

– La fica bom pela meia noite… Mas vamos mais cedo, assim agente descola uma mesa, ou um lugar no bar.

– Fechado, umas onze ta bom?

– Dez e meia!

– Fechado! Até mais tarde Mandita.

Justine desligou e decidiu ir visitar a mãe, no caminho foi pensando no que vestir pra noite, e no que disse a Amanda, sobre o Canadá.

– Só espero que o Lucas não encontre nenhuma canadense e me esqueça!

Chegando na sua casinha, a mãe estava no jardim aguando as plantas.

– Ju! Filha que surpresa, você sumiu, quase não a vejo mais.

– Desculpe mãe, é que andei enrolada, e o Lucas você sabe, até viajou hoje de ultima hora pro Canadá, pra resolver um problema de cliente.

– Vocês estão bem? – perguntou a mão ao notar a face preocupada de Justine quando mencionou o Canadá.

– Bem mãe, sei lá, senti medo pela primeira vez, eu e o Lucas andamos meio distantes no ultimo mês, quase nem tempo pra nós dois, só nos víamos na cama pra dormir, caímos em uma rotina que estava me deixando deprimida, eu estava virando dona de casa! Acredita?

– Minha filha… – disse a mãe ao sorrir – você está crescendo, isso parece ser pavoroso mesmo, mas é que nem sempre da para se manter o pique de um namoro normal, morar junto então, mas tem que ter paciência, qualquer relação será assim, tudo tem que ter paciência.

– Eu sei, eu sei! Pena que paciência não faz parte das minhas virtudes.

– Isso eu sei bem! Vamos entrar eu vou passar um cafezinho do jeito que você gosta e tem bolo de cenoura, seu predileto!

– Ah mãe, só você pra me tirar da dieta e me por pra cima – elas se abraçaram e foram para dentro.

As duas ficaram conversando por horas, o pai de Justine chegou para a janta, os três se reuniram em volta da mesa como nos velhos tempos, riram, conversaram, e logo mais Justine foi para casa se arrumar.

– Tchau mãe, obrigada pela conversa – disse Justine enquanto a abraçava – Tchau papai – se despediu beijando o pai carinhosamente.

Justine entrou no carro e disparou até o apartamento, já passava das nove horas e ela não tinha menor idéia de onde era, nem o que vestir. Entrou no apartamento correndo e deixou o computador ligando enquanto tomava outro banho. Conectou-se a internet e entrou no closet para procurar algo.

– O que vestir? O que vestir? – dizia ela com as mãos nos cabelos.

O celular apitou, era uma mensagem da Amanda.

“Amiga, já está se arrumando? Não vai me esquecer em sua safada. Recebeu meu e-mail? Beijos, até logo!! x)”

Justine sentou na mesinha e foi olhar o local, jogou o endereço no Google maps para encontrar o melhor caminho e voltou a se arrumar, entre vestidos, saia e calças ela não tinha idéia do que vestir.

– Acho que um pretinho básico vai bem em qualquer lugar!

Vestiu um tomara-que-caia preto com um belíssimo decote coração e um pouco acima do joelho. Colocou um bolerinho de renda preto, só como enfeite pois não cobria muito seus fartos seios. Correu para o banheiro.

– Caramba, sabe aqueles dias que não da nem vontade de se arrumar? Hoje é meu dia! Droga…. Cadê meu pó… Aqui! Nossa que pele lixo está a minha… Acho que só vou cobrir essas espinhas que surgiram e passar um rímel, será que consigo?

Depois de algum esforço ela consegui se maquiar, uma sombra clara, rímel preto, cílios alongados com o delineador e um batom rosado para dar um ar de saudável. O closet de Justine era um sonho, Lucas, amante de sapatos sempre a presenteava com novidades belíssimas.

– Que droga, às vezes ter muita coisa é um saco, não sei o que calçar, definitivamente, não sei.

Depois de gastar quase 30 minutos calçando diversos sapatos para decidir qual usaria, ela colocou o primeiro que experimentou, salto 10cm vermelho de vinil bico arredondado.

– Acho que to pronta!

Olhou para o relógio já passara das dez e meia, conforme havia combinado com Amanda.

– CARALIO PUTA QUE PARIU, A AMANDA VAI ME MATAR! GRRR – gritou enquanto imprimia o mapa, nem parou pra desligar o computador e saiu correndo trancando a porta.

No elevador ela olhou o endereço.

– Ainda bem que não muito longe, e não tem muito transito.

Ela entrou no carro e saiu em disparada. Ao chegar em frente ao local, o celular tocou, era Amanda.

– Oi amiga!

– Porra Justine, tu vai mesmo me dar um bolo é?

– Não eu já estou em frente, só tenho que achar lugar pra estacionar.

– Segue um pouco mais que tem um estacionamento logo enfrentem é mais seguro, te encontro lá.

– Ok! – ela desligou, seguiu um pouco mais e logo achou o estacionamento.

Fechou o carro e saiu do parking, Amanda estava na frente a esperando.

– Que bom que você veio! – disse Amanda indo em sua direção para abraçá-la.

– Não disse que eu vinha!

– Vamos vou te apresentar o Vitor, ele trouxe um amigo.

– Ah safada, planejando as coisas pelas minhas costas?

– Você vai me agradecer. Mudando de assunto, menina, você ta chique demais, os caras vão cair matando, e eu toda básica.

– Não sei onde básica com essa calça justíssima e este corselet, os peitos pulando de tão apertados – risos.

– Tô tentando entrar no clima do lugar, mas você vai se dar bem, ta toda pin upizuda! – disse Amanda enquanto ria – bem eles estão lá dentro, preparada?

– Meu Deus, até parece que vou conhecer meu futuro marido.

– Quem sabe! Aproveita e guarda a aliança na carteira.

– Tá loca? – disse Justine brava.

– Amiga, você vai me agradecer.

Quando entraram havia uma roda de mulheres alvoroçadas, Justine não entendi o que estava havendo, era muito escuro ali, mas já pode sentir como seria a noite, ainda na entrada ela já havia levado uma cantada do porteiro, outra de um rapaz que passou esbarrado nela.

– Ah! Eles estão ali – apontou para a mesa logo depois da reunião feminina – Cara odeio essas Maria Topetudo, onde vou passo raiva, ainda bem que o Vi não ta nem ai, só olha pra mim.

– Também, ele deve se perder ai nesses peitos, caracas Mandita, estão enormes – disse Justine dando uma apertadinha enquanto ria.

– Safada, vai que eu gosto!

O melhor amante

Para começar este texto, acho fundamental dizer (novamente) que não se deve pular as preliminares, elas são fundamentais para aquecer sua parceira, sem elas, muitas mulheres não conseguirão chegar ao clímax. Por isso, mesmo que seja uma rapidinha no meio do dia, invista nas preliminares orais, como torpedos, e-mail, um telefonema, palavras também podem ser preliminares excitante para aquela famosa rapidinha.

Você sabia que o beijo na boca é crucial para sua popularidade? Muitas mulheres percebem através do beijo se o cara é ou não bom de cama, uma dica é: nada de beijo babado! O beijo deve alternar entre a gentileza e a pegada selvagem. Mas não é só de beijo na boca que elas gostam, orelhas, pescoço e dobrinhas do corpo são estimulantes. Invista em desvendar o corpo da sua parceira.

Não pense que comprar óleos é um dever somente dela. Tenha um kit com lubrificante para transar na água, para brincar com a temperatura, massagear e retardar a ejaculação. Use-os para brincar, seja criativo.

Se você é daqueles que acha que as mulheres buscam horas intermináveis de sexo, tire seu cavalo da chuva, não dê uma de sabichão querendo mostrar a ela seus dotes do Kama Sutra, as mulheres buscam carinho, atenção, prazer, isso não quer dizer “horas”, pois a lubrificação vaginal vai diminuindo e a penetração acaba se tornando incomodo, então preste mais atenção nos gestos e no que sua parceira diz, e se por algum momento ela disser: “Goza pra mim”, ou algo assim, é porque já deu no que tinha que dá.

Quando mencionei acima que não buscamos horas de sexo, também não quero dizer que queremos apenas rapidinhas, queremos sim qualidade e não quantidade, então experimente dar uma pausa na penetração para fazer sexo oral, e depois retorne a penetrá-la.

Elogie-a, mas não exagere, todas as mulheres adoram receber elogios, mas vá com calma, se não ela poderá achar forçado.

Explore a vagina dela, a jornalista Kate Taylor, colunista da revista GQ e autora de O guia do Bom Orgasmo, ensina alguns métodos:

  • Segure os lábios abertos com uma mão e com a outra friccione gentilmente seu clitóris. Quando os lábios estão bem esticados, a sensação é intensificada;
  • Varie segurando a parte de cima do clitóris entre os dedos indicador e médio, acariciando-o para cima e para baixo;
  • Tente achar o tal do polemico ponto G: introduza dois dedos dentro da vagina dela e dobre-os em direção à parede vaginal perto da barriga. Cerca de 3 a 4 centímetros acima há uma área de pele de aspecto esponjoso, mais ou menos do tamanho de uma moeda de 25 centavos. Esfregue-a de leve com um movimento de “vem aqui”;
  • Lamba os lábios vaginais para cima e para baixo e depois gire a língua úmida e esticada por toda a vagina.

 

Presenteia com lingeries, fantasias, brinquedinhos, vibradores, estimule-a a gostar, de a ela livros eróticos, isso pode elevar a criatividade dela.

Saiba que tudo que fizer será recompensado, mulheres satisfeita são mais propicias a retribuir sexualmente. Como já diz o ditado: “é dando que se recebe”, pense nisto e seja o seu amante. De a ela momentos inesquecíveis, dos quais você também não irá se esquecer.

 

Freak Butterfly.

Justine – Pesadelo em Sodoma

ventre

Depois daquela noite de sexo selvagem entre Justine e Lucas as coisas nunca voltaram a ser as mesmas. O papel de dominadora de Justine, agora, se revezava com Lucas. Passaram-se duas semanas e a cama ainda pegava fogo, porém Justine se sentia na angústia da decisão: casar ou não casar?

Uma noite, ao chegar em casa, Justine se depara com um envelope encima da cama. Não era um envelope comum, ele era grande, marfim, com detalhes em dourado. Ela o pegou e sentiu um choque percorrer suas veias ao ler o nome de Mario.

“Para Carlo e Família”

Era um convite de casamento. Durante esta vida maluco em que estava, ela até havia se esquecido por instantes de seu primo Mario, que a cerca de um ano estivera em sua casa e os dois tiveram um pequeno caso.

 – Caraba! O Marinho já vai se casar… Que disperdício! Bonito daquele jeito, seria mais feliz solteiro… Ou não né, quem sou eu pra dizer algo.

 – Justine! – chama a mãe na porta.

– Entra mãe!

Ela ficou parada na porta e viu o envelope na mão da filha.

– Ah! Já está sabendo então, vim aqui te contar a novidade. Quem diria, Marinho vai pro altar.

– Entra mãe, eu não vou morder.

Ela entrou e se sentou na poltroninha de canto.

– Eu queria mesmo falar com você.

– Pode falar mãe.

– E então filha, você pensou sobre o pedido de Lucas?

– Estou pensando… – disse ela meio desconfiada – Por quê?

– Bem, filha, seu pai ficaria feliz com isso. Ele anda preocupado com você.

– Como é!? – perguntou Justine com os olhos arregalados.

– Ué filha, eu não podia falar pro seu pai?

– Mãe eu não queria! Eu não sei ainda o que vou fazer, daí a senhora vai e fala pra ele, o coitado vai ficar cheio de esperanças.

– Filha, isso fez bem a ele. Nos últimos meses, antes de estar com Lucas, você estava estranha, chegava tarde, e bêbada, quando não estava com aquele namorado esquisito lá do bar. Você nem tem mais amigos filha, só a Marcela, se bem que é bom, seus amigos eram mais estranhos ainda e a Marcela é uma boa menina.

 – Olha mãe… Isso… Isso é algo que eu que tenho de decidir.

 – Eu sei, mas acho que chegou a hora de você repensar sua vida, e planejar seu futuro. O tempo voa menina, e Lucas me parece um rapaz bom.

– Eu sei mãe… – disse cabisbaixa.

– Quero que ele venha jantar conosco amanha!

– Amanha? Mas… Mas como? Nem sei se ele pode!

– Ligue pra ele, o convide, me diga qual o prato preferido dele e farei. Simples, não tem mistério e eu e seu pai não mordemos – disse enquanto saia pela porta.

– Ta bom…

Ao fechar a porta Justine se remoeu de raiva. Se antes ficou indecisa, agora mais ainda. O que faria? Afinal o que a mãe lhe disse tinha sentido, Lucas era um bom rapaz, fazia tudo o que Justine desejava, e além disso, o sexo entre eles era ótimo, mas será que isso era motivo para casar? E Marcela? Ela morreria de desgosto. A cabeça de Justine deu um giro de 360° e seu estomago se embrulhou, ela correu ate o banheiro e vomitou. Ao terminar sentou no chão enfrente do vaso. Seus nervos doíam e as lagrimas já escoriam.

 – Puta que pariu! Porque eu não consigo me decidir!? Por que!?

Em meio ás lagrimas e lamentos, seu celular começou a tocar. Era Marcela. Ela respirou fundo e atendeu.

 – Oi Má.

– Você ta bem?

– To por quê?

– Eu te conheço muito bem! Voz de choro…

– Nada é só que eu tava conversando com minha mãe.

 – Brigaram?

– Discutimos… Mas não quero falar sobre isto.

– Ok! Bem, liguei pra saber se não quer passar por aqui e jantar comigo.

– Ai amor, me desculpe, mas estou enjoada demais hoje. E também, tenho que ver uma viagem.

– Viagem? Pra onde?

– Meu primo vai se casar!

– Aquele que você teve um caso!?

– É… Este mesmo…

 – Quem diria!

Justine achava engraçado ouvir isto novamente, o que Mario tinha que seria espantoso o casamento, afinal ele já era noivo a tanto tempo, já era de se esperar.

– É, um dia agente tem que casar né?

– Se for com você eu caso amanha!

Aquilo foi uma facada no peito de Justine, mais uma lagrima lhe percorreu a face morrendo nos lábios.

– É… É… Meio difícil né!? Tipo – Justine começou a enrolar a língua nas palavras – Ah Marcela… Marcela, assim você me deixa sem graça!

 – Eu sei, agente já conversou sobre isso.

– Desculpe!

– Tudo bem, eu tenho de me acostumar. Bem se você não vem, vou chamar o Gustavo, to meio angustiada hoje, não quero ficar só.

– Isso! Ótima idéia, convide ele.

– Você não ta brava?

– Não claro que não, eu já te disse, não vou empatar tua vida meu amor. E além do mais, ele é ótima companhia e te ama.

– Hum… Ta certo. Então ta!

– Beijos amor, ótimo jantar e juízo.

– Você também.

Aquilo seria mais difícil do que parecia, mas após ouvir o nome de Gustavo, uma lâmpada se acendeu na cabecinha de Justine. Talvez Gustavo fosse sua salvação, talvez a amiga se apaixonasse por ele, seria doloroso perder Marcela, mas tendo em vista as circunstâncias que sua vida estava, ela não poderia arriscar mais, ela teria de tomar uma decisão em breve.

Depois de um banho quente, ainda enjoada Justine foi olhar os e-mails. Lembrou da primeira vez que viu o recado de Lucas, os e-mails carinhosos que ele a envia quase todos os dias como um rito sagrado, nem que seja para dizer que esta com saudades ou que a noite foi maravilhosa.

Havia várias fotos, inclusive fotos da sua primeira viagem, quando Marcela também fora, ela nem acreditou quando encontrou uma foto dos três sorridentes a beira da lareira. Ela perguntava a si mesma, como não poderiam ser felizes os três juntos?

Pouco depois de colocar um pijama o celular tocou, era Lucas, então ela se lembrou do “convite” exigente de sua mãe para um jantar.

– Oi amor! – disse Justine ao atender.

– Oi linda! Tudo bem?

– Enjoada!

– Oh tadinha da minha gostosa. Já tomou remedinho?

– Não… Logo passa.

– Hum… Será que vem um bebê pra gente?

Aquela parecia a noite das apunhaladas, uma faca atravessou seu estomago e o enjôo aumentou.

– VOCÊ TA LOCO! – girou ela espantada.

– Calma Ju, eu falei brincando. Eu sei que você toma pílula, só acho que não da pra confiar nisso sempre. Eu ficaria feliz! – disse ele em tom de voz brando e agradável.

– Não, não, nem quero pensar, ta muito cedo pra isso.

– Ta você quem sabe!

– Ah! Antes que eu me esqueça, minha mãe te convidou pra jantar.

– Serio!

– Sim.

– Finalmente vou conhecer seus pais. Que maravilha amor!

– Há, mês que vem vamos viajar.

– Vamos? Pra onde.

– Ah, é casamento do meu primo, ele convidou a família e você irá junto. Tudo bem?

– Seu desejo é uma ordem, mas tenho que saber a data, pra deixar tudo certo.

– É só um final de semana, e eles moram perto daqui… Por favor, você não pode me deixar sozinha nessa.

– Calma, nossa parece que vai ao enterro e não ao casamento!

– É que eu não sei se te disse, mas havia dito a minha mãe sobre o seu pedido… E agora ela contou ao meu pai que ta todo feliz, e este casamento seu que será um falatório da minha mãe na minha cabeça de que eu também deveria me casar, etc, etc, etc…

– Por isso eu acho que você deveria aceitar, eu falo com eles amanha.

– NÃO! Deus, não eu não sei… Eu to confusa. Meu Deus. Me perdoa amor… Não sei como não enjoa de mim.

– Eu te amo… Simples assim.

– Também te amo.

– To com saudades gostosa. Porque não me aceita logo, assim teria você todo dia. Não agüento o vazio que fica na cama sem você.

– Também fico com saudades do teu corpo entrelaçado no meu. Mas hoje não dá, amanhã tenho que mil coisas no trabalho.

– Vou ter que me masturbar então, se não eu não durmo. To viciado em ti cadela.

– Não fala assim que eu me arrepio putinha.

Justine se levantou da cama e foi trancar a porta do quarto. Ela voltou e subiu a camisola na altura do umbigo e tirou a calcinha.

– Meu pau ta tão duro e quente… Ele pulsa teu nome cadelinha.

– Minha bucetinha da lambuzada, meu grelo pulsa pelo teu pau nele.

Ela percorreu a mão por toda a buceta depilada, lisinha, melada, quente, ela sentia seu coração batendo ali ao invés de estar no peito, ela suspirou quando colocou o dedinho lá.

– Você me deixa louca amor, me deixa sem ar. Eu to zonzinha já de tanto tesão.

-Eu também, e queria meter ele bem fundo em ti, te sentir quentinha e lambuzada como sempre. E meter meu dedinho do teu rabo… Ah que delicia!

– Hum… Isso é bom! Mete então, mete bem gostoso na minha buceta.

Ambos ficaram apenas gemidos ao celular, os corpos podiam estar distantes, mas a mente sempre se interligava. Não havia um dia se quer que eles fiquem apenas na vontade. Mesmo distante, os dois sempre davam um jeitinho de se realizarem.

– Acho que eu vou gozar! – disse ela entre os gemidos.

– Então gozo contigo gostosa.

E os dois explodiram de prazer. Exausta Justine virou para o lado toda lambuzada ela não conseguia se mover para nada.

– Eu te amo putinha!

– Eu te amo mais ainda minha cadelinha.

– Amanha ás 20 horas?

– Sim, estarei ai.

– Boa noite.

– Esta noite já esta ótima.

Eles desligaram e ela adormeceu assim. Semi-nua em meio ao aroma do seu próprio gozo.

Mais uma vez aquele corredor, escuro frio, mas desta vez tudo estava em silencio. Angustiada, Justine começou a tatear as paredes até a luz fraca que vinha por debaixo da cortina. Pela primeira vez, tudo estava em silencio, sem gritos ou gemidos, ela só escutava sua respiração ofegante. Ela não sabia o que era mais apavorante, o barulho ou o silencio.

Ao conseguir passar pela cortina, uma luz forte lhe cegou os olhos. Quando pode enxergar, viu que havia varias pessoas, sentadas em um enorme circulo, ela, ainda de fora do círculo viu que todos a olhavam. Ao se olhar notou que estava nua, com uma imensa barriga. No centro do circulo estavam Marcela e Lucas, como se ela não existisse para eles, ambos continuaram a fornicar. Parecia uma aula de Kama Sutra. Justine ficou imóvel, não conseguia mexer nem um fio de cabelo. As lagrimas e corriam rapidamente a face, ela queria gritar mas não conseguiu, tentou passar por meio a multidão, mas é como se ela estivesse impedida de atravessar o circulo. Marcela e Lucas desta vez não estavam apenas transando, eles estavam se amando. Algo sem sua barriga começou a se mover. Sem entender, mais uma vez ela tentou atravessar o circulo, sem sucesso e desesperada, com uma dor que crescia mais e mais, ela correi de volta ao corredor, no escuro ela se jogou ao chão, e um grito sufocado lhe escapou.

– NÃOOOOOOOOOOOOOOOO! NÃO PODE! NÃO PODE!

Ela acordou suava ao ouvir sua mãe gritando do outro lado da porta. Ela rapidamente, arrumou a camisola, se levantou para abrir.

– Justine! Filha o que ouve!?

– Nada – dizia ela em prantos – foi só um pesadelo… Um pesadelo horrível!

– Filha você tem certeza, não se feriu?

– Porque mãe? – ainda aos soluços.

– Porque você está cheia de sangue.

Ela virou para olhar a cama e percebeu que o lençol estava ensangüentado.

– Droga! Eu devo ter menstruado mãe. Não se preocupe.

– Vá tomar um banho filha, eu vou pegar um lençol limpinho pra você.

A mãe lhe beijou na testa e saiu para pegar roupa de cama limpa. Ela foi soluçando para o banheiro, sentou no vazo e confirmou o que já parecia obvio, ela estava menstruada. Mas porque aquele sonho estranho? Porque o barrigão? E porque Lucas e Marcela sempre se amando? Seriam seus maiores medos? Ela não parava de se questionar.

A água quente que escorria pelo seu corpo a fez se sentir mais segura.

 – Amanhã eu vou ter que resolver isso… Não agüento mais este pesadelo em Sodoma, não agüento mais.

Depois do banho voltou ao quarto, sua cama limpinha novamente, ela vestiu um pijama mais quentinho, e se deitou. Sua mãe lhe beijou a testa e docemente lhe disse:

– Tudo vai ficar bem!

Logo Justine estava dormindo, e desta vez ela não teve o louco pesadelo, e sim sonhou com a noite que teve junto ao primo Mario.

 

Freak Butterfly.

 

 

*Quer saber como tudo começou? Leia também os primeiros três contos da série:

https://freakbutterfly.wordpress.com/2008/09/11/justine-o-comeco/

https://freakbutterfly.wordpress.com/2008/09/13/justine-–-a-segunda-vez-pode-ser-melhor-ainda/

https://freakbutterfly.wordpress.com/2008/09/16/justine-–-amor-fraternal/

A garota de programa dele!

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Todo rapaz sente a fantasia de transar com uma garota de programa, não se assuste isto é normal.

Depois de ver que um dos artigos mais lidos é “Truques de profissional na cama”, resolvi dar mais umas dicas para você se tornar a garota de programa perfeita, para ele, claro.

Não, não estou aqui para fazer apologia à prostituição ou para criticar o trabalho delas, só estou aqui para dar uma forcinha para algumas garotas apimentarem sua relação e realizar a fantasia da maioria dos homens.

Saiba quais as regras de ouro de uma profissional do sexo nota 10:

· Não ter pudores: nenhuma garota de programa pode sentir pudor, se o cliente pedir uma “chuva dourada”. Então não sinta pudores com as idéias malucas do seu namorado, como gozar nos seus seios, aja como se isso fosse uma idéia genial dele.

· Não ter frescuras: homens detestam garotas cheias de não me toque, se quer realizar esta fantasia dele, deixe sua frescura de lado e entre no jogo.

· Construir um acervo de acessórios e fantasias: é para entrar no jogo de vez você deve ter um arsenal de fantasias e objetos eróticos. Camisinhas, gel, lubrificantes, lingeries e também fantasias sexuais. Ligue para ele numa tarde, seja ousada, pergunte o que vai querer para o jantar. Descubra as fantasias dele, e se prepare de noite, quando ele chegar em casa esteja pronta dentro daquela fantasia de bombeira, ou escoteira que ele tanto gostaria de ver.

Enfim, entre no jogo, seja sensual, sexy e feminina. Um grande problema que as garotas enfrentam é falta de auto-estima, por causa da celulite, estrias ou a gordurinha a mais. Mas vou lhes falar, deixe isto de lado, saiba que por causa da sua insegurança está perdendo preciosos momentos com seu parceiro, e estas paranóias acabam afastando quem realmente nos vê como perfeitas.

Não são as modelos do Victoria’s  Secret que vai pra cama com ele a noite e sim  você. Então seja ousada, seja sexy, sinta-se assim, quando nos olhamos no espelho e dizemos a nos mesmos que somos sexy e o quanto ficamos gostosas naquele espartilho novo de renda preta que comprou para usar pra ele. Verá que ele a notará da mesma forma, pois quando estamos bem com nós mesmos, os outros passam a notar isto.

E para os rapazes, converse com sua garota, deixe as criticas de lado e passe a elogiá-la mais. Se ela estiver bem, vai se render mais facilmente aos seus joguinhos sexuais.

Divirtam-se!

Freak Butterfly.

*imagem: http://img.olhares.com/data/big/184/1847247.jpg