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Justine – A viagem parte I

 

O sol atravessou uma fresta da cortina fazendo a cabeça de Justine martelar. Já era dia, o cheiro do café pairava no ar. Cobriu o rosto com o lençol tentando fugir da claridade.

 

– Acorda Maria Bonita! – cantarolou Lucas – Já está tarde Ju, fui bonzinho e a deixei dormir mais um pouco, mas precisamos partir em 30 minutos.

 

– Não quero ir – resmungou Justine tentando se embrenhar entre as cobertas e travesseiros.

 

– Eu te avisei que iríamos viajar que precisava de você lá, mas mesmo assim teve que ir naquela bate de quinta pra ver aquela putinha – comentou Lucas enquanto puxava as cobertas.

 

– Não fale assim dela querido… Nossa, aquilo não era wisky, era mijo de cão engarrafado, minha cabeça vai explodir!

 

Justine se sentou a beira da cama e ficou olhando Lucas se trocar.

 

– Certeza que preciso ir?

 

– Claro Justine, que coisa, você é minha acompanhante. Depois quando eu viajo a negócios você surta que tenho outra! Banho gelado meu amor, um bom banho, eu já fiz um café reforçado.

 

Justine entrou embaixo do chuveiro e se arrepiou, a água fria a tirou do transe, mas a cabeça ainda martelava.

 

– Maldito mijo de cão! – sussurrou para si.

 

A água escoria por seu corpo lavando o cheiro de cigarros, álcool e sexo, uma mistura que a inebriava sempre.

 

– Que vontade de pecar… – disse enquanto deslizava as mãos entre as pernas, o coração palpitante.

 

Lucas parou na porta do banheiro e ficou olhando pelo vidro Justine se tocar, os olhos fechados, o suspiro.

 

– Quer uma ajuda minha putinha insaciável? – disse Lucas sorrindo já na porta do Box.

 

Justine se assustou, pois estava com o pensamento longe dali.

 

– Vou sair já, já! – respondeu pegando o shampoo e jogando nos cabelos.

 

– Então tá, vou tomar café.

 

Lucas já estava quase no fim quando Justine apareceu, com a maquiagem ainda borrada nos olhos, toalha nos cabelos e moletom.

 

– Nossa! Você está um lixo mesmo – disse Lucas – Mas não há fuga, coma algo que vou pegar as malas.

 

– Mas eu nem fiz as minhas ainda – resmungou Justine.

 

– Oh minha criança, eu sabia que isso ia acontecer, então eu já fiz.

 

– E como sabe o que vou levar? – disse ela enquanto pegava a caixinha de remédios.

 

– Te conheço mais do que imagina mocinha, agora acelera ai – disse Lucas seguindo para o quarto.

 

Logo ele apareceu com duas pequenas malas, a mochila de negócios e óculos de sol.

 

– Anda, tome o resto no carro, já me atrasei demais.

 

Ela calçou pantufas, colocou os óculos escuros, pegou um tônico na geladeira e a caixinha de remédios.

 

– Vamos!

 

– Vai de pantufas?

 

– Cala a boca e vamos logo – resmungou Justine mais uma vez.

 

No carro Justine estava apagada, entre Dramins e aspirinas, ela babava no travesseiro enquanto Lucas ria tirando fotos e ouvindo Morrissey. Depois de uma hora de viagem, Lucas parou em um posto para usar o banheiro, cutucou Justine e que despertou assustada.

 

– O que? Onde? Hã? Que poooorraaaaaaaa Lucas! O que foi agora?

 

– Oh estúpida! Não quer ir no banheiro? Depois desse tanto de liquido que tomou, porque eu só vou parar quando chegarmos lá.

 

– Ainda vai demorar? – perguntou fazendo manha.

 

– Umas duas horas por ai.

 

– Droga! Vou no banheiro.

 

Os dois foram ao banheiro, Justine passou na loja de conveniências e comprou mais um tônico, sua cabeça ainda martelava e seu suor parecia exalar aquele wisky barato. Lucas pegou algumas guloseimas e voltaram para o carro.

 

– Oh minha menininha ta feia na foto hem!? – disse Lucas em tom de gozação.

 

– Porra, nunca mais quero beber… Não por ai, agora vou andar com meu trago na bolsa. Minha cabeça ta girando ainda.

 

– Não quer vomitar? Talvez te ajude a melhorar.

 

– Que viajem romântica não? Ué você pode vomitar no banheiro, se estiver melhor, te dou balas de menta e você pode me chupar enquanto dirijo.

 

Justine levantou uma das sobrancelhas, mas pensou não ser má ideia. Foi ao banheiro, colocou o dedo goela abaixo e vomitou liquido e mais liquido, era tudo o que tinha conseguido ingerir até então, quando já não lhe restava mais nada, foi até a pia, jogou água no rosto e realmente se sentiu um pouco melhor. Passou na conveniência mais uma vez, comprou um salgado e coca-cola e voltou para o carro.

 

– Você tinha razão, acho que estou me sentindo melhor – suspirou Justine aliviada – obrigada!

 

– Quer as balas de menta agora? – disse Lucas rindo.

 

Justine sorriu e lhe deu um soquinho no ombro. Lucas ligou o carro e voltou para a estrada. Ela terminou de comer, tomou outro dramin e mais uma vez apagou, parecia tão doce e inocente dentada ali no banco do carro, de moletom, pantufas, agarrada ao travesseiro de gatinho, babando sob ele. Por alguns instantes Lucas se esquecia da Justine maluca e ninfomaníaca e Le lembrava que apesar de tudo, ela era apenas uma menina.

 

– Já chegamos? – perguntou Justine num sussurro tentando abrir os olhinhos.

 

– Não minha gatinha, mas falta pouco, você está melhor?

 

– To toda torta – respondeu manhosa.

 

– Deita um pouco aqui no meu ombro, puxa esse cinto pra lá e encosta aqui fofinha, te faço um cafuné – disse Lucas carinhosamente.

 

Justine o fez, recostou a face em seu ombro e curtiu um cafuné, olhando a estrada vazia, lembrou que há tempos os dois não faziam uma viagem a sós, aliais, não curtiam um momento a dois, ela sentiu até mesmo saudades da época de rotina, quando só haviam os dois, jogados pela casa, transando quando desse na telha, ou brigando e fazendo as pazes pelo chão da sala. Justine sorriu lembrando de coisas bobas que faziam juntos, ela tirou o óculos escuro, olhou pra ele com um sorriso bobo e disse:

 

– Cadê a bala de menta?

 

Lucas caiu na gargalhada, mas não hesitou em pegar as balas que estavam no porta-treco do carro.

 

– Pode escolher! – entregou-as sorridente.

 

Justine pegou a mais forte, descascou e colocou lentamente nos lábios, chupou a bala enquanto acariciava os lábios com a língua, tirou o cinto de segurança, Lucas baixou a velocidade, ela mais uma vez recontou sob seu ombro e com uma das mãos começou a acariciar o pau de Lucas ainda sob a bermuda. Lucas a olhou nos olhos por um instante e disse:

 

– Senti sua falta!

 

Justine sorriu e baixou a cabeça sem demora, tirou o pau latejante e rijo para fora e começou a se deleitar, sobre e desde, sobe e desce, a língua desliza o envolve e mais uma vez sobe e desce para dentro da boca, Lucas suspira, Justine espia e o vê se segurando para não recostar a cabeça pra trás e tentar se concentrar na estrada. Se deleita, jorra leite!

 

– Meu Deus menina! Senti mesmo tua falta… Há tempos não me agraciava com teus encantos orais – disse Lucas ofegante tentando manter a concentração – venha aqui e me de um beijo minha putinha linda.

 

Justine satisfeita e sorridente cumpriu o desejo de Lucas, encostou novamente no banco, puxou o sinto, aumentou o som do carro que ainda rolava Morressey e ficou olhando a paisagem.

 

Algum tempo depois, podia se ver a cidade, enfim a viagem estava no fim, ou apenas começando. Lucas havia reservado um quarto maravilhoso com vista para o mar, à noite teriam um jantar com temática havaiana junto aos sócios e alguns dos mais importantes clientes da firma. Lucas estava crescendo e às vezes Justine se deprimia por ter parado no tempo. Já no quarto, Justine começou a pensar e questionou:

 

– Lucas, você não acha que eu deveria voltar a estudar e trabalhar? – perguntou cabisbaixa.

 

– Porque isso agora meu bem, não lhe dou tudo o que quer?

 

– Me sinto desvalorizada…

 

– Com tudo que te dou você ainda se sente desvalorizada?

 

– Claro, parece que sou tua puta de luxo e nada mais. Cansei já de não fazer nada… Acho que quero voltar a estudar, afinal, não vai me bancar pra sempre!

 

– E porque não?

 

– Fala sério né Lucas! – Justine se levantou zangada, pegou uma bata e foi para o banheiro.

 

Com um maio, bata, chinelinhos e muito protetor solar, munida de chapéu e água, Justine resolveu ir caminhar na beira da praia. Pensar, refletir, de repente uma crise existencial lhe abateu.

 

– Porra, o que eu to fazendo da minha vida? Larguei a faculdade, larguei o emprego, pra virar puta de advogado?!? – seguiu andando até encontrar uma sombra que pudesse lhe acolher.

 

Mais adiante, Justine viu certa movimentação de pessoas, uma parte do hotel estava com a entrada “Proibida sem Autorização”, era o que dizia a placa, um tipo de cortina fechava o lugar, mas como boa curiosa ela se empenhou em descobrir o que estava rolando ali, sentou-se na areia e decidiu esperar.

 

Algum tempo depois, Justine viu uma bela loira bronzeada correndo nua em direção ao mar, à praia estava vazia, não era alta temporada, mas isso a deixou mais curiosa, o que estava acontecendo ali? Ela se levantou e resolveu caminhar em direção à água, quando ouviu o que parecia ser uma direção fotográfica. A bela moça fazia poses, brincava com a água e por fim deitou na beira-mar onde a areia se misturavam a água salgada no seu belo bronzeado. O fotografo se aproximou, Justine se sentou novamente e ficou olhando a sessão de fotos que rolava descontraidamente, quando o fotografo se virou para falar com um assistente, seus olhos não podiam acreditar.

 

– Fernando! – disse Justine sem acreditar.

 

Ela ficou ali paralisada, sem ao menos conseguir piscar. Fernando olhou para sua direção, colocou a mão sob os olhos em uma tentativa de o sol não ofuscar sua visão, sorriu, sacudiu a cabeça como quem não acreditava no que via, entregou a câmera para o assistente, liberou a modelo e caminhou em direção de Justine. Ela ainda estava paralisada, queria levantar e correr dali, mas suas pernas estavam dormentes.

 

– Olha só quem está aqui! Está me perseguindo querida!? – disse Fernando sarcástico.

 

Justine respirou fundo, olhou em seus olhos e enfim conseguiu se levantar.

 

– Claro que não, vim em um evento – disse enquanto se levantava – você se acha não é? – continuou em tom zangado virando as costas para partir.

 

– Hey, calma pequena, o que houve? Eu só estava brincando, estou até feliz em te ver – disse Fernando tentando segurá-la pela mão.

 

– Pode me soltar, tenho um baile para ir e preciso me arrumar.

 

Fernando soltou a soltou e Justine partiu sem olhar para trás.

 

– Essa menina…. – suspirou ele para consigo mesmo.

 

As pernas de Justine estavam tremulas, não sabia ainda como conseguiu andar sem olhar para trás, ao entrar no quarto de hotel, estava pálida.

 

– O que houve meu bem? – perguntou Lucas se aproximando de Justine e segurando sua mão – Esta passando mal ainda?

 

Justine sentou-se na beira da cama olhou para Lucas e sentiu o cérebro estalar.

 

– Não, eu só tive um pequeno mau estar, vou cochilar e logo me banho para começar a me arrumar pro baile, não se preocupe.

 

– Tem certeza?

 

– Claro amor – continuou tentando se acalmar – só estou um pouco cansada, pode ter sido o sol – Justine se levantou, beijou Lucas, tirou a bata e se deitou.

 

Quando fechava os olhos seus pensamentos se misturavam, lembrava-se do Fernando no beco, e do Fernando na praia, teve sonhos confusos e foi despertada por Lucas.

 

– Querida, está mesmo bem? Está toda suada – perguntou Lucas preocupado.

 

– Estou amor, um banho me ajuda.

 

Justine tomou um banho e tentou relaxar pensando na noite que teria com Lucas. Secou-se, passou hidratante pelo corpo já macio, se admirou no espelho, depois de anos finalmente se sentia bem com o próprio corpo, colocou uma lingerie que não marcasse seu corpo e entrou no vestido branco longo de manga única, secou os cabelos, fez um coque na lateral e colocou uma flor, uma maquiagem leve e estava pronta, Lucas entrou no quarto e ficou maravilhado.

 

– Você está linda de branco – ele se aproximou junto a ela no espelho, segurou-a pela cintura e continuou – você ficaria linda de noiva…

 

Justine ficou sem jeito e foi pegar um perfume na nécessaire.

 

– Bem estou pronta! Vamos?

 

Lucas sorriu e consentiu. A noite foi maravilhosa, todos estavam animados, beberam e dançaram, Lucas recebeu elogios por seus trabalhos e dedicação ao escritório, no fim da noite, com uma garrafa de vinho branco suave a mão, caminharam na beira mar, rirão, falaram bobagens e correram de volta para o quarto de hotel. Justine empurrou Lucas para a cama, tirou a calcinha, mas se manteve com o vestido. Ele a olhava vislumbrado, ela caminhou lentamente mordendo os lábios, soltou as madeixas e engatinhou pela cama até chegar por cima de Lucas.

 

– Feche os olhos meu amor – sussurrou Justine enquanto mordiscava sua orelha.

 

Lucas fechou, Justine ligou a playlist do celular que tocava Dsert de Emilie Simon, ela tampou seus olhos com as mãos para assegurar que ficariam assim, os beijava, mordia os lábios, brincava de fugir, Lucas tocou seus seios, deslizou a manga do vestido e o desceu para sentir os mamilos duros e rijos de Justine, ele mesmo sem ver, se deleitou naqueles seios maravilhosos, Justine suspirava, ela solto seus olhos, mas ele decidiu continuar com os mesmos fechados, Justine tirou sua camisa, abriu a calça, seu pau saltou sem muito esforço, o corpo de Lucas queimava, sem demora, Justine sentou lentamente sobre o membro rijo e começo a cavalgar, Lucas gemia, seus corpos se uniram cada vez mais como se a qualquer momento um tipo de osmose fosse acontecer.

 

– Senti sua falta minha putinha linda! – sussurrou Lucas no ouvido de Justine.

 

Poucas as vezes que os dois se fundiram de maneira doce, mesmo com as estocadas violentas de Lucas e as mordidas ensandecidas de Justine, era amor e não apenas sexo. Durou mais que o comum, o vestido de Justine estava molhado de suor, seus cabelos desgrenhados, Lucas gozou como louco, Justine sorria satisfeita.

 

– Banho? – perguntou Justine com cara de gozo.

 

– Só se for agora!

 

Os dois correram para o banheiro, a porra ainda escorria pelas pernas de Justine, se despiram rapidamente, e entraram embaixo da água natural. Beijos, risos, brincadeiras, mordidas, eram duas crianças se redescobrindo, Lucas empurrou Justine de cara contra a parede, abriu suas pernas e de joelhos e chupou, meteu a cara e o focinho naquela bocetinha vermelha e inchada. Dedilhava o grelo, sugava, lambia, ela arranhava a parede, então ele se levantou, puxou-a pela cintura e a penetrou, ela gemia.

 

– Isso, me fode, vamos me fode gostoso, me faz gozar como louca!

 

Ele mordia sua nuca e a puxava pelos cabelos.

 

– Gosta quando te pego assim, feito uma cadelinha não é? Gosta quando te pego assim não é?

 

– Gosto, gosto muito, senti saudades, mete esse pau gostoso, me fode toda!

 

Lucas pegou o sabonete, lambuzou o rabinho lindo e rosado de Justine, meteu um dedinho, ela gemeu ainda mais alto.

 

– Que rabo maravilhoso!

 

Sem pensar duas vezes, Lucas se aventurou, Justine se empinou mais e então ele meteu, ela soltou um gritinho sufocado.

 

– Oh Deus! Que loucura! – dizia Justine em delírios.

 

Lucas estava amando, a muito não comia aquele rabo, era virgem outra vez, entra e sai, entra e sai, ele estava maravilhado e ela tentando controlar o desejo insano de gritar.

 

– PORRA, JORRA NESSE CÚ! – gritou ela desesperada de tesão.

 

– Toma então cadelinha, toma o leitinho nesse rabo!

 

Lucas jorrou, Justine gozou e suas pernas mal podiam se mexer, tomaram um banho rápido e se jogaram nus sob a cama. Justine olhou a luz pela fresta na cortina, sorriu e pensou no quanto gostaria de reencontrar Fernando.

 

Continua…

 

 

Justine – O doce demônio

O triângulo amoroso de Justine estava bem, ela, Darling e Lucas estavam quase sempre juntos, quando Lucas estava afundando em papeis do trabalho, Justine curtia com Darling, seu novo brinquedinho humano.

 

Em uma tarde sozinha, depois de muitos gemidos, Darling e Justine estavam deitadas olhando para o teto da sala, Justine pensativa suspirava.

 

– Tenho inveja de ti às vezes minha boneca… – disse Justine em um suspiro.

 

– Porque senhora? Não tenho nada, bem tenho a senhora e o senhor, mas nada mais, não tenho estudos, mal tenho família, sou uma prostituta barata que dança em uma boate decadente.

 

– Mesmo assim, tenho inveja, você tem vários homens aos seus pés…

 

– Desculpe senhora, mas aqueles homens, não desejava ter não, feios, velhos, barrigudos, tarados, bêbados, a senhora que tem sorte, tem o Lucas, ele sim é um homem de verdade.

 

– É nada, aquilo é uma bichinha que tem medo de pular do armário!

 

– Não pareceu pra mim não oh! Ele fode tão gostoso…

 

– E adoro rabos! De certo porque não tem coragem de comer homens, quer meter nos nossos… Já fodi aquele rabo, e ele adorou… Mas você está certa, é um bom homem… Mas não suporto mais esse marasmo de vida que levo, presa nessa masmorra que ele chama de casa… eu já vivi mais, fui mais ativa, agora estou presa a este sentimento confuso, a camas vazias e orgasmos solitários ou com estranhos, é um PORRE!

 

– Bem senhora, te alguma fantasia, algo em que possa ajudá-la?

 

– Sinto saudades do Pépe… Aquele topete se desmanchando com o suor e a verocidade das estocadas que ele me dava, aquele corpo sim cheirava a pecado.

 

– E onde ele está?

 

– Sumiu, não sei se viajou, uma noite ele ligou, mas eu estava com o Lucas… Depois não consegui mais falar com ele, estava pensando em ir no bar que o conheci ver se esbarrava com ele lá… Mas tenho medo, caralio, eu tenho medo de vê-lo com outra.

 

– A senhora gosta dele?

 

– Não sei mais, mas eu gostava… Ah chega desse papo deprê, ta afim de um vinho?

 

– Seria bom, daqui a pouco começa meu turno na boate… Ir alegre não me faria mal.

 

– Acho que vou contigo hoje bonequinha.

 

– Quer me ver dançar?

 

– Quero ver se acho algo interessante… Mas pra entrar no clima, vou me montar – risos – Bem, pegue o vinho e me encontra no quarto, vou procurar algo pra vestir.

 

Darling foi até a geladeira, pegou um vinho tinto e seguiu com taças para o quarto, Justine estava no closet revirando uma caixa.

 

– O que procura? – perguntou Darling curiosa.

 

– To atrás de uma peruca… Como eu disse, quero ir montada!

 

Darling caiu na risada.

 

Depois de muito revirar ela encontrou uma peruca com corte Chanel e fios escuros, usou uma vez para Lucas.

 

– Achei! Agora, o que vestir…

 

– Posso dar minha opinião?

 

– Claro boneca.

 

– Porque não vai com aquele seu vestido preto com rendas, seu scarpin vermelho, acho que a senhora fica divina com eles.

 

– É pode ser, vamos ver como fica.

 

Depois de quase uma hora de arrumando, Justine enfim estava pronta para ir a boate com Darling, trajando a sugestão de sua amante, foi com o vestido de renda preta e salto agulha vermelho, a maquiagem pesada junto a peruca dava um ar noir a Justine.

 

– Uau… Me deu até vontade! – exclamou Darling.

 

– Mas terá de ficar na vontade querida, vamos.

 

Ao estacionarem próximo a boate, Darling se despediu de sua senhora e entrou pelos fundos. Justine respirou fundo, se olhou no espelho, mostrou os dentes cheia de malícia e partiu pra boate. Ao entrar os homens a devoraram, afinal, Darling era a dançarina mais bela, isso quer dizer que, seja quem estivesse ao palco, não chamaria tanto a atenção aquela pérfida mulher que adentrava o recinto.

 

Justine foi até o bar ignorando todos os olhares, pediu dose dupla de wisky barato e resolveu olhar o lugar, ver se achava algo de interessante. Andou por entre corpos flácidos que exalavam perfume de quinta, e depois de muito olhar, decidiu ir para seu canto de sempre, seu escurinho reservado, porém, ao chegar, se deparou apenas com os olhos naquela penumbra. Verde oliva envolvidos com um brilho maligno que fez sua espinha arrepiar. Ela tomou um gole, ficou por alguns segundos hipnotizada sem conseguir sair do lugar. Até que Darling a abordou.

 

– Oi senhora!

 

Justine saltou de susto.

 

– Credo menina, quer me matar do coração!?

 

– Não, não, só vim saber se está bem, serei a próxima.

 

– Sim, estou, é que vim sentar, mas já tem alguém no meu lugar.

 

– Ah sim, a algumas semanas ele veio e se sentou ai também, pediu para que eu dançasse na mesa, mas não falou muito, ele é como a senhora, gosta de ser senhor de tudo, mas ele me da medo.

 

– É… A mim também… Sabe Darling, eu estava pensando, será que posso dançar hoje?

 

– Como? A senhora quer fazer um show aqui?

 

– Ué e porque não!? Acho que não dou conta?

 

– Não é isso, é que sei lá, mas se a senhora quer, posso falar com minha madrinha, afinal é dinheiro, quem sabe uma carne nova lá no palco não de mais dinheiro a ela.

 

– Pois é, e minha parte eu te dou, ok? Vá ver se consegue.

 

Darling foi até o bar pediu para chamar a madrinha, e depois de alguns minutos de conversa, não foi difícil convencê-la de deixar Justine dançar, afinal, todos os homens não desgrudavam os olhos dela. Darling voltou sorridente.

 

– Qual música e qual nome quer ser apresentada?

 

– Não pensei nisso… Diga Verônica e peça algo mais rock ‘n roll.

 

– Ok, vamos pro camarim, que você vai dançar antes de mim.

 

Alguns minutos depois o DJ já anunciava:

 

– Senhores essa noite vocês terão um bônus, uma gatinha nova, quente, essa gata promete. Pode vir minha morena fatal, pode vir VERÔNICA!!!

 

Trilha: Sweet Dream – Marilyn Manson

 

Justine entrou um pouco desconfiada, os homens sentados assobiavam, jorravam palavrões ao vendo, uivavam querendo vê-la sem roupa o mais rápido, um pouco nervosa ainda ela caminhou lentamente até o mastro e olhou para o estranho no canto escuro, seu rosto veio mais para luz, os cabelos longos, a pele clara, o olhar frio. Ela fechou os olhos e começou a se deixar levar pela música.

 

Ela segurou o mastro e rodou lentamente, começou a imaginar que aquilo era o seu estranho vampiro, ela subia e descia com seu corpo junto ao mastro, ela abriu os olhos e direcionou ao canto escuro, seu corpo estava ficando louco, quente, o desejo começa a ser exprimido pela dança, ela desceu pelo mastro movimentando os quadris como um oito, ao chegar próximo do chão de ajoelhou, simulou estocadas e engatinhou para o desconhecido, os homens gritavam, pedia pra ela tirar a roupa, mas Justine estava fora de orbita, só enxergava aqueles olhos cor de oliva, enfim ele sorriu.

 

Justine mordeu os lábios já entorpecidos, deitou sob o palco e começou a mexer os quadris, suas mãos percorriam lábios, seios, coxas, e ao fechar os olhos não resistiu e começou a se masturbar, em meio a todos aqueles homens enlouquecidos. Ao chegar ao clímax, ela abriu os olhos, a musica acabará, se ajoelhou, recolheu as notas jogadas no palco, e em meio aos assobios saiu rapidamente do palco.

 

– Bem pessoal, essa foi a devassa Verônica, um tanto tímida, mas ousada, essa foi sua primeira apresentação, vamos dar palmas para ela. Agora, nossa princesinha, Darling.

 

Darling subiu ao palco e Justine foi até o bar entregou o dinheiro que pertencia a cafetina e pediu outro wisky, sem saber ainda o que tinha feito, foi abordada por um velho barrigudo, advogado de porta de cadeia, ela disse não, mas ele insistia, meio desconcertada, ela se virou e deu de cara com o vampiro misterioso.

 

– Quer se sentar comigo? – perguntou o estranho.

 

– Sim – ela passou rapidamente por ele e seguiu até a mesa.

 

Ela se sentou e começou a olhar Darling, fingindo não se interessar por quem estava ao lado.

 

– Então… Foi sua primeira vez? – sussurrou o estranho próximo de seu ouvido.

 

– Foi, foi só por diversão, aquela ali que está dançando sim, aquela é minha garota – respondeu dando de ombros.

 

Ele colocou uma das mãos sob a coxa, ela estremeceu, então se atreveu a colocar a mão pela abertura do vestido.

 

– Está sem calcinha?

 

– Perdi ela no show – respondeu tentando não saltar no colo estranho.

 

Sentindo o calor que exalava por entre aquelas pernas, ele não perdeu mais tempo e a penetrou com os dedos, seu toque ardente, deixou Justine louca, ele continuou acariciando sua bocetinha.

 

– Quem e você? – perguntou Justine estremecendo.

 

– Sou seu delírio, seu demônio!

 

Justine suspirou e se entregou aos dedos daquele doce demônio.

 

(continua)

 

Deflorando o Olho (final)

Lucas estava exausto quando entrou na casa escura.

– Justine??? – chamou Lucas.

Sem resposta, ele acendeu a luz da sala. Uma musica suave ecoava por ali e parecia vir do quarto.

– JUSTINE! – gritou.

– No quarto meu querido.

– Porque não respondeu antes… – dizia ele enquanto jogava as coisas na sala – que dia! Estou cansado… – continuou falando enquanto seguia pelo corredor que dava ao quarto – eu só quero tomar um banho e… Justine! O que é isso?

Ao entrar no quarto, Lucas encontrou uma garota desconhecida de longos cabelos castanhos embelezados por cachos, em seu corpo um robe de rendas negro, sentada na beira da cama, os pés reluziam a sandália de pedrarias, mas não tanto quanto a gargantilha de brilhantes. Justine estava logo atrás, acariciando os cabelos da moça, vestida com a camisola de seda preta, cabelos soltos, estava simples comparada a produção de Darling.

– Lucas, que modos – disse Justine enquanto se levantava e seguia em sua direção – está é Darling, uma garota muito boazinha que fará tudo o que você desejar.

– Que brincadeira tola é esta Justine? Eu to morto, caindo de cansado, e o que ela faz com sua gargantilha?

– Calma querido, só queria deixá-la linda pra você. Eu queria lhe dar um presente, então achei um rabinho virgem pra você, sei que adora comer rabinho.

– Você ta brincando né? Desde quando uma puta tem o rabo intacto?

Darling estremeceu e ficou envergonhada.

– Querida, não ligue pra ele, eu confio em você. Olha Lucas, eu sei e ponto, quero que você o coma e ponto!

– Eu não quero, Justine você não pode enfiar uma puta na minha casa esperando que eu chegue cansado do trabalho pronto pra meter nela.

– É Lucas, não posso, aliais, não posso esperar mais nada de você não é? Como poderia esperar que a comesse se nem ao menos come a mim?

– Você sabe que tenho trabalhado muito…

– Claro, claro, sempre! É sempre isso, você agora quer uma Amélia não é?

– Olha Justine, tenho muitas despesas…

– Claro, claro, inclusive eu né.

– Não quis dizer isso…

– Olha, chega, não quero estressar, tive uma ótima tarde com essa mocinha. Sim! Ela me chupou como ninguém faz a muito tempo, mas agora eu quero que você a coma, quero que meta nesse rabo, quero que jorre porra por todo corpo juvenil dela.

– Não… Não me peça isso…

– É acho que errei, deveria ter trazido um homem – Justine se dirigiu ao closet e pegou um casaco, depois a bolsa e continuou – então está bem, vou embora.

– Vai pra onde?

Darling não sabia o que fazer, se ficava ali ou se levantava e saia.

– Pra casa, eu tenho casa sabia? Depois pego minhas coisas.

– Para com isso Justine.

– NÃO DÁ! N-Ã-O D-Á! Eu to cansada Lucas, agora é sempre assim, uma guerra pra se ter algo que é necessário em uma relação, sexo! Quantos caras não dariam tudo pra chegar em casa e ter duas mulheres na cama? Quantos mesmo cansados, mortos não gostariam de estar no seu lugar? Você não me ama mais – Justine deixou escapulir as primeiras lagrimas.

– Você está chorando por isso… – disse Lucas indo atrás de Justine.

– Não, eu choro de raiva por estar nisso, por ter aceito tudo isso, essa vidinha medíocre de dona de casa, eu não nasci pra isso Lucas, não eu. Tudo que queria era de fazer um agrado, e você me vem com lorotas e patadas!

– Me desculpe… Não vá.

Justine largou a bolsa pegou na mão do Lucas e o puxou próximo de Darling que estava fria.

– Viu! Você a assustou – disse Justine acolhendo Darling nos braços – ela é meu novo anjo – a beijou – veja, toque a pele macia dela – seguiu Justine caminhando a mão de Lucas até o colo dos seios da moça – veja que seios durinhos, que mamilos mais gostosos, prove é sua.

Lucas ainda meio sem saber o que fazer tocou, acariciou os mamilos que logo se enrijeceram, os pelos loiros ouriçados, a respiração profunda, Lucas beijou os seios, percorreu até o pescoço, chegando aos lábios, os tocou levemente e a empurrou na cama.

Justine se sentou em uma cadeira próxima e começou a olhar, Lucas abriu o robe da moça e deslizou as mãos por todo ele, ele beijou cada canto daquele santuário, a face de Darling estava rubra, ela mordiscava os lábios e Justine ficava cada vez mais excitada.

– Darling minha querida, tire a roupa do senhor Lucas.

– Sim senhora – respondeu a obediente menina.

Ela tirou toda a roupa e começou a acariciar o corpo nu de Lucas.

– Hum… Acho que ele não está muito “animado” ainda, use seus lábios lindos e gostosos que você tem e anime-o!

Darling se ajoelhou e começou a engolir o pau de Lucas, que a segurava pelos cabelos metendo cada vez mais fundo fazendo a menina engasgar e babar ainda mais. Justine estava zonza, o tesão estava crescendo cada vez mais, ela abriu as pernas e começou a me tocar. Seu corpo estremecia na cadeira, então ela gritou.

– METE! METE NESSA PUTINHA LUCAS, METE!

– Lucas e jogou sob a cama novamente, colocou uma camisinha rapidamente e começou a meter, Darling se contorcia e Justine foi até a cama.

– Está gostoso querida?

– Sim! Muito minha senhora.

– O pau dele não é uma maravilha?

– Sim, é maravilhoso, eu acho que vou gozar senhora.

– Isso, goze, assim será mais fácil meter neste seu rabinho.

Darling gozou, Lucas ainda se segurou.

– Querida, deite de bruço – mandou Justine – amor, olha só isso – Justine abriu a bunda da menina exibindo o rabo rosado – olha que maravilha, ela esta toda limpinha, eu preparei tudo pra você. Não quer meter ali?

– Quero sim!

Lucas olhou para Justine, a puxou para si num beijo quente e profundo. Se olharam, ela sorriu, e ele começou a chupar o rabinho de Darling. A moça gemia, queria rebolar, estava incrivelmente lambusada que Lucas resolveu arriscar sem o gel.

– Ok! – acenou para Justine que se levantou e foi para junto da moça.

– Agora relaxe meu anjo, apenas curta o momento.

Lucas começou a penetrá-la devagarinho, tentava entrar e saia, tentava entrar e saia, aos poucos sentia a cabecinha passar. Os olhos de Justine brilhavam, ela pegou o vibrador que guardava no criado-mudo e penetrou em si, ela gemia, Lucas gemia, Darling gemeu mais forte, o pau entrou, todinho, vai e vem, vai e vem, Darling começou a gostar.

– Que delicia! Que delicia! Que pau gostoso – dizia Darling – se eu soubesse que era bom, ah se eu soubesse… Mete, mete nele senhor, me faz jorrar.

Todos estavam entrando no ápice, Lucas tirou o pau, puxou a camisinha e jorrou porra naquela bundinha empinada.

Justine que gozou com o vibrador, deitou ao lado de Darling acariciando sua suculenta bunda, passou os dedos sob a porra e provou o gosto do mel. Lucas se retirou e foi tomar banho. Ao voltar, as duas dormiam como anjos.

– É, essa garota é gostosa mesmo… Quem sabe posso deixar Justine tê-la como seu novo brinquedinho.

Ele colocou um pijama e foi para a cozinha, pois estava faminto.

 

*Imagem retirada do Google Imagens.

 

Justine – Deflorando o olho Parte I

No dia seguinte ao conhecer Darling no puteiro, Justine planejara um divertimento para animar Lucas. Ela ligou para a moça conforme haviam combinado e passou em seu kitnet para buscá-la, era um lugar deplorável, sujo, um ninho de prostitutas baratas.

– Entre querida – disse Justine acenando com a mão para Darling.

– Boa tarde senhora – cumprimentou a ainda tímida Darling.

– Boa tarde querida. O que disse para sua madrinha?

– Disse que iria a uma despedida de solteiro, são demoradas e se paga pouco, então não tenho que dar tudo a ela.

– Que bom! Vamos a uma loja que gosto muito, quero comprar algo para usar essa noite.

– Ok!

Darling ficou deslumbrada ao ver a loja de lingeries que Justine a levara.

– Nossa minha senhora, esse lugar é lindo! Parece coisa de novela, é tudo tão chique – disse olhando para um robe de renda preta – nossa e muito caro também, eu nunca poderia pagar nada nessa loja.

– Bem, este robe parece lindo, o que achou?

– Eu amei, mas é muito caro.

– Eu gostaria de ver seu corpo nu envolvido nele, vamos pegar seu tamanho, quero que experimente pra mim.

A moça sorridente pegou um robe de sua numeração e seguiram para o provador.

– Qualquer coisa, você é minha irmã – sussurrou Justine para Darling.

– Vai experrimentar senhorita? – perguntou a atendente.

– Sim, ela vai! – respondeu Justine voltan-se para Darling – Vai lá imrã, qualquer coisa me chama pra ver como ficou – terminou dando uma piscadela.

– Ok maninha! – respondeu Darling entrando na sessão do provador.

Poucos minutos depois Darling gritou do provador para a atendente que deseja ver a irmã.

– Ju, pode me ajudar a decidir aqui? – gritou Darling.

– Posso? – perguntou Justine para a atendente.

– Claro senhorita!

Justine começou a sorrir quando ficou de costas para a atendente, ela estava ansiosa para ver a bela mocinha. Então bateu na porta do provador.

– Darling?

Ela abriu a porta lentamente, o coração de Justine disparou ao ver o corpo nu e depilado de Darling e sob ele aquele robe longo de renda preta, ela ficou encantadora.

– Nossa!

– Ficou bom senhora?

– Uma delicia, se eu pudesse te comia aqui mesmo – Justine olhou para os lados, a atendente conversava com outra atendente, ela aproveitou para colocar a mão na abertura e tocar o sexo nu, despido de pêlos.

– Molhadinha sempre em pequena?

Darling sorriu.

– Eu gosto assim – disse enquanto tirava os dedos e sentia o perfume.

– Bem, vista-se, vamos comprar um sapato para você e depois vamos ao salão dar um jeito neste cabelo.

Darling sorriu e acenou que sim com a cabeça, para ela aqui estava sendo um dia de princesa. As duas foram a outra loja, uma especializada em sapatos para drag, dançarinas e fetichistas. Os olhos de Darling brilharam ao entrar.

– Nossa, nunca vi nada assim, essa loja é muito chique! Aonde eu compro os meus não é assim não.

– Bem querida, qual seu numero?

– calço 37.

– Deixe-me procurar algo pra você… hum… – olhava para as prateleiras – acho que este! O que achou?

Eram sandálias pretas coberta por pedrarias que remetia a brilhantes, o salto fino era altíssimo e fechava como uma tornozeleira.

– São lindos, tudo e lindo, o que a senhora quiser que eu use eu usarei com maior prazer – disse Darling animada.

– Bem, então são estes, agora vamos para o salão, quero que arrume este cabelo e faça as unhas também. Também vou me arrumar.

Justine já havia marcado hora, cabelo, pedicure e manicure, realmente um dia de princesa pensava DarlingDepois de pouco mais de uma hora, ela estava pronta. Justine ondulou os cabelos dando um ar mais selvagem, já Darling o deixou liso, como pediu Justine, ambas estavam de unha cor escarlate.

– Agora vamos pra casa nos aprontar.

No caminho Justine explicou o que queria, combinou o pagamento e disse que ela poderia levar seus presentes embora. O dinheiro era bom então Justine impôs condições, inclusive de assinar um contrato.

Ao chegarem ao apartamento, Darling olhava tudo como uma criança curiosa.

– Venha, quero que leia o contrato antes de tomar banho.

– Sim senhora.

Enquanto Darling o lia, Justine pegou uma sacola no armário e começou a tirar algumas coisas, velas aromáticas, pétalas de rosas vermelhas, champagne, camisinhas, lubrificante, um kit completo para uma noite de sexo caliente.

– Bem senhora, eu confesso, nunca fiz nada assim, e fico com um pouco de medo, mas o dinheiro é muito bom.

– Não quero que faça só pelo dinheiro querida, quero que faça porque gosta, se não estiver a vontade, não dará certo. Bem, você vai gostar o Lucas, ele é muito bonito, tem um corpo delicioso e um pau M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, você vai curtir, e eu vou estar com você, não precisa temer.

– Tudo bem, onde eu assino?

– Aqui!

– Bem, seja o que Deus quiser!

– Bem, acho que ele não quer tal coisa – disse Justine rindo – Venha pequena, vamos tomar um banho.

– Juntas?

– E porque não? Se quiser já te deixo mais a vontade.

– Eu adoraria.

As duas foram até o banheiro, Justine ligou a banheira, enquanto ela enchia, Justine despia Darling lentamente, primeiro a blusa, acariciando os seios, beijando o pescoço, a nuca, a costa, então desceu a saia, tocou a bunda durinha, deu um tapinha e assim resistiu a tentação a açoitar aquele rabo firme.

– Você é toda delicinha – sussurrou Justine no pé ao pé do ouvido de Darling.

Justine sentia os pelinhos louro do corpo dela ouriçar, um gemidinho leve escapuliu daqueles lábios carnudos. Darling virou-se e começou a beijar Justine, logo tirou o vestido que ela usava, abriu o sutien e começou a baixa-lhe os seios, descendo pelo tórax, ela se ajoelhou e baixou a calcinha de Justine.

– Posso senhora? – perguntou com carinha de safada.

– Deve! Quero ver se é boa nisso.

Justine encostou-se à banheira e abriu as pernas, Darling se ajoelhou entre elas e começou a sugar o grelinho melado dela.

– Isso minha putinha querida, chupa gostoso chupa.

Darling era uma cadelinha, mamava como ninguém, era melhor até mesmo que Lucas. Darling se atreveu em penetrar-lhe o dedo e Justine suspirou.

– Putinha safada, hum que putinha safada.

Justine não conseguia mais resistir e desejava puxa-la pelos cabelos e esfregar a boceta na cara daquela doce puta.

– Eu não consigo, não consigo mais resistir – disse Justine alterada – Vem cá sua puta safada, enfia essa cara na minha buceta – disse enquanto a puxava pelos cabelos esfregando sua buceta nos lábios de Darling – anda chupa essa buceta com vontade, chupa!

O quadril de Justine começou a se movimentar mais rápido, seu grelo pulsante estava prestes a explodir, ela gozou tão gostoso que até ejaculou levemente.

– PUTA GOSTOSA! – gritou Justine.

Darling continuou no chão e joelhos, Justine se ajoelhou junto dela e acariciou seus cabelos um pouco bagunçados já.

– Melhor por uma toquinha pra não molhar os cabelinhos – disse Justine e depois lhe deu um beijo – venha querida, vou te dar um banho.

As duas entraram na banheira Darling ficou sentada de costa para Justine que ensaboava seu corpo, a cena remetia a mãe e filha, tão inocente e ao mesmo tempo tão pervertida. Justine esfregava as costas, depois seguia com a bucha até os seios e descia por entre as pernas.

Depois do banho, Justine foi aprontar Darling, a secou, hidratou, perfumou, penteou seus cabelos e pediu para que vestisse o robe e os saltos.

– Você ficou espetacular! Agora vou me arrumar antes que o Lucas chegue.

Justine vestiu uma camisola de seda preta que deixava a costa nua, nos pés apenas uma tornozeleira que havia ganhado de Lucas logo no inicio do namoro. Ao abrir o porta jóias encontrou a gargantilha de brilhantes que havia ganhado dele em seu regresso do Canadá, olhou para Darling e disse:

– Acho que isso ficará lindo em você, foi um presente o Lucas, quero que use esta noite.

– Senhora, tenho medo, vai que quebra ou algo assim.

– Então tome cuidado – disse ela colocando a gargantilha em Darling – Perfeita! Quer beber algo?

– Sim, se eu puder, gostaria.

Justine abriu a champagne e deu uma taça para Darling, que ria por causa das bolhinhas que batiam em seu nariz. Justine arrumou e acendeu as velas, e jogou as pétalas pelo quarto, colocou o lubrificante e as camisinhas sob o criado mudo, e juntou-se a Darling.

– Bem, já ele chega. Lembre-se, não precisa ficar nervosa, eu não te faria mal – disse e depois a beijou.

 

 

Justine – Nada de tédio

Em pouco tempo o tédio já havia tomado a relação de Justine e Lucas. Ela desejava encontrar Pépe, mas sentia culpa, passava várias noites em claro recusando ligações do amante e pensando em como resolver este em passe se é que ela poderia resolver o que já não parecia mais ter solução.

Uma noite sentados na sala, Lucas estava lendo documentos de um processo e Justine trocando de canais sem parar.

– Justie, para de mudar de canal, estou ficando desconcentrado – disse Lucas irritado.

– Você ainda me ama? – perguntou enquanto seguia trocando os canais.

– Que pergunta mais besta! – respondeu enquanto tirava o controle das mãos dela.

– É, e de tão besta você não respondeu. Acho que não me ama mais – continuou enquanto deitava no tapete felpudo olhando para o teto – esse tapete… Ah esse tapete! Agente já fodeu pacas nele, e na mesa de jantar, no corredor, fodemos em todo canto deste maldito apartamento, mas agora… Você não me quer mais.

– Justine, eu não sou uma maquina sexual, tenho meu trabalho, meus problemas, quer foder é isso?

– Não, eu quero meu Lucas de volta, cadê meu Lucas? Ficou preso no Canadá?

– Eu estou aqui Ju, só estou um pouco cansado, é muito trabalho, eu tenho que arrumar um estagiário pra firma, não estou mais dando conta sozinho.

– Aposto que seus sócios ainda comem as esposas…

– Tudo pra você é sexo?

– Tudo pra você é trabalho? Já houve um tempo que tudo pra você era sexo – Justine se virou e engatinhou até Lucas – eu to com saudades… Saudades do teu toque, ta tua língua… – continuou enquanto colocava a mão dentro da samba canção dele – sinto falta desse caralho duro!

– É sério querida, estou exausto.

– Você está é exausto de mim – disse ela levantando decepcionada – em outra era você já tinha me jogado nesse chão e metido loucamente, depois iria jorrar porra em mim todinha, agora ta ai, essa coisa lânguida.

Lucas se levantou zangado e puxou Justine para si.

– E ai? Vai me bater ou me comer? – disse Justine rindo debochadamente.

Lucas a soltou e foi em direção ao quarto.

– Você é uma bicha mesmo, to cansada, eu que estou cansada de você. Tudo que quer é me exibir como troféu pro seus amiguinhos, mas no fundo devem comer uns aos outros, seus bichas!

– Cala essa boca sua puta e não me irrita – disse enquanto se voltava para ela.

– Anda Lucas, me bate, me come, seu lá faz alguma coisa, tudo o que faz é chegar em casa e reclamar, reclamar, e as vezes me da um presentinho como quem diz “não vou te comer mais, mas toma aí teu premio de consolação”.

– O que você quer? Anda diz? O que quer? Ir a esbornia como antigamente? Não dá Justine, eu tenho coisas a fazer.

– Você tem uma amante? Você andou comendo alguém na porra do Canadá e por isso não me quer mais?

– Você acha que tenho tempo pra isso menina.

– Não me chama de menina! Quer saber, você merece leva é muito galho nessa cabeça, seu corno viado – disse Justine enquanto pegava a bolsa.

– VAI ONDE SUA VAGABUNDA! – gritou Lucas indo atrás de Justine.

– Vou ver se acho alguém que me coma, cansei dessa ladainha tua. FUI! – saiu batendo a porta.

– Filho da puta viadinho, depois essas porras não querem tomar chifre, homem acha que só homem tem necessidade? – disse Justine entrando no carro.

Ela pegou o celular e rezou para que Pepe atendesse. Tocou, tocou, toucou e nada de atender.

– Só o que me faltava… Droga! Droga! Droga! – dizia enquanto socava o volante do carro.

Mesmo sem saber o que fazer, ela não voltaria pra casa com o rabo entre as pernas, então ela resolveu ir a um puteiro.

Não havia muita gente, o que era bom, já que ela havia saído de pijama, calça folgada e blusinha de alcinhas justinha com transparência o suficiente para se ver os mamilos. Ela pegou o oculos escuro que estava na bolsa e tentou disfarçar, sentou-se em um canto escondido.

– Deseja alguma coisa? – perguntou a garçonete descabelada, gorda e com o batom borrado.

– Wisky, duplo. Tem alguma coisa hoje aqui?

– Tem uma garota nova que já, já vai dançar.

– Ok!

A garçonete voltou com um wisky barato no copo um pouco sujo. As luzes do palco se acendem e timidamente aparece uma garota, franzina, cabelos longos de cor castanha, ainda uma menina. Justine sentiu o coração pulsar um pouco mais rápido. A dança foi uma porcaria, a garota era tímida demais e o bar cheio de velhos nojentos e bêbados. A garçonete voltou para saber se Justine desejava algo mais.

– Gostou patroa?

– Sim, desajeitada, mas bonitinha, chama ela aqui.

– Darling, vem aqui menina!

A garota saiu do colo de um velho barrigudo que suava como porco e veio em direção a mesa de Justine.

– Darling, essa moça aqui quer te conhecer.

– Pode nos deixar a sós? – perguntou Justine.

– É 50 real patroa.

Justine abriu a carteira e tirou o dinheiro entregando pra agenciadora.

– Bom proveito patroa.

– Seu nome é mesmo Darling?

– Não, não senhora – respondeu a moça ainda cabisbaixa.

– Graças a Deus não é!? Porque nome de puta tem que ser brega? Porque não muda seu nome?

– Foi minha madrinha que deu – respondeu direcionando a cabeça para o balcão do bar.

– Essa é sua madrinha menina?

– Sim senhora.

Justine revirou os olhos e seguiu a conversa.

– Quantos anos tem?

– 19 senhora.

– Para com isso de senhora, não sou tão mais velha que você.

– Já fez programa?

– Alguns, mas é minha primeira vez dançando.

– Hum… Precisa ensaiar mais. Já ficou com uma mulher?

– Poucas vezes, os maridos que sempre querem isso.

– Você parece uma criança ainda, já deu esse rabo bonito?

– Não senhora, ainda não.

– Ta me dando uma vontade de meter nesse rabo… Venha aqui, senta do meu lado.

Darling obedeceu ainda que timidamente. Trajando apenas uma mini-saia e top, seu sexo estava nu para o deleite de Justine.

– Deixa-me sentir essa bocetinha – disse Justine enquanto colocava a mão entre as pernas da moça – um apesar de tímida to vendo que esta animadinha, bem lambuzada.

Darling finalmente mostrou os dentes brancos em um belo sorriso.

– Você é muito linda, não sei o que faz nesse pulgueiro. Mas, sorte a minha que você está aqui.

– Me acha bonita mesmo?

– Sim, eu acho, e você? O que achou de mim?

– Desculpe o que vou falar, mas achei a senhora muito lindo, uma dama, mesmo de pijama.

– Pois é, bruiguinha de casal é assim, sou esquentada sai sem pensar direito, mas estou aqui, e logo mais, vou te foder.

Darling olhou para Justine, sorriu docimente e se beijavam, Justine levou a mão novamente entre as coxas da moça e começou a tocar seu grelo, logo Darling soltou uns gemidinhos. Os velhos nojentos olharam para tentar ver o que estava acontecendo naquele escurinho.

Elas continuaram a se beijar, Darling acariciando os mamilos já expostos através da blusa de Justine. Justine massageando o grelo de Darling.

– Isso é muito bom senhora! Muito bom!

– Não mente pra mim Darling, não minta.

– É verdade, ah… Seus dedos são deliciosos… Acho… acho que vou gozaaaaaar – mal conseguiu terminar a palavra e já havia se lambuzado toda.

Justine sorriu olhando Darling.

– Boa menina… Quer ser meu brinquedinho novo?

– Sim senhora.

– Mas não hoje… Quero te ver sem sua “madrinha” saber. Não se preocupe, eu vou pagar, só que prefiro dar o dinheiro a você e não ela, sei que vai receber uma mixaria.

– Ok senhora… Vou te passar meu celular, assim pode mel ligar.

– Podemos nos ver amanha? Lá pelas 18 horas?

– Sim, acho que sim.

– Vou te ligar, quero que me ajude em uma coisa.

– Sim senhora.

– Bem, eu já vou – Justine abriu a bolsa sem que a gorda visse e deu mais dinheiro a darling – isso é seu, sai desse muquifo, não quero que nenhum desses porcos nojentos acabe comprando seu rabinho.

– Sim senhora, muito obrigada!

Elas se beijaram e Justine saiu do puteiro decadente. No caminho de volta para casa sua cabeça estava agitada, muitos pensamentos, muitos planos para o dia seguinte.

 

Justine – Terremoto na Rotina (parte III)

Justine e Lucas tomaram banho juntos como duas crianças brincalhonas, rindo de tudo que acabara de acontecer. Lucas saiu primeiro, pois já estava atrasado para sua viajem, Justine ficou curtindo a água morna que percorria seu corpo relaxado.

– Querida, preciso ir, me deixa no aeroporto? – perguntou Lucas apressado.

– Sim claro, vou me secar e vestir algo rapidinho – respondeu Justine enquanto desligava o chuveiro e pegava a toalha.

Ela pegou a primeira roupa do armário, um vestido longo, mas leve, ela estava tão relaxada que poderia dormir o dia todo, como um bebê. Lucas já estava na porta berrando desesperado.

– VAMOS AMOR! ESTOU ATRASADO!!!

– Tô aqui já, podemos ir!

– Você esta estranha…

– Eu? Por quê?

– Sei lá, esse sorriso esquisito ai?

– Depois de tudo que houve, você queria que eu ficasse triste ou mal humorada?

– Claro que não! Desculpe se estou meio indiferente, mas não posso perder este vôo, muito menos essa reunião.

– Eu sei – disse com ternura – Bem, pisa fundo então!

Os dois foram em silêncio no carro, na rádio rolava musicas bregas e ninguém se importava em mudar. Justine estava com o olhar longe, ora soltava um risinho malicioso, ora suspirava profundamente.

– Chegamos Ju – disse Lucas saindo do carro parado no “embarque-desembarque”.

– Quer que eu entre contigo? – perguntou Justine indo a sua direção no porta-malas.

– Não precisa anjo – respondeu e beijou-lhe a testa – Vou sentir sua falta cadelinha, te amo, se cuida e juízo!

– Você quem vai viajar, você que se cuide e tenha muitíssimo juízo! Te amo – se beijaram e Justine ficou olhando Lucas entrar no aeroporto.

Ela voltou ao carro e seu celular estava piscando no banco ao lado, 3 chamadas não atendidas, era Amanda, então retornou a ligação.

– Oi putaaaa! Finalmente consigo falar contigo! – disse Amanda animada.

– É que o Lucas foi viajar, vim trazê-lo no aeroporto.

– E ai como estão às coisas? Melhor?

– Sim – respondeu entre risos – melhorou muito!

– Que bom, então não quer sair comigo mais?

– Claro, você acha que vou ficar mofando em casa enquanto ele vai pro Canadá? Frango frito, cerveja forte e Hooters? Mas nunca que fico em casa, onde vamos?

– To saindo com aquele cara da internet, não quer ir no barzinho que te falei que ia? Gata, lá tem tanto topetudo bonito, que você nem tem noção!

– Ok! Me passa o endereço por e-mail, que horas?

– La fica bom pela meia noite… Mas vamos mais cedo, assim agente descola uma mesa, ou um lugar no bar.

– Fechado, umas onze ta bom?

– Dez e meia!

– Fechado! Até mais tarde Mandita.

Justine desligou e decidiu ir visitar a mãe, no caminho foi pensando no que vestir pra noite, e no que disse a Amanda, sobre o Canadá.

– Só espero que o Lucas não encontre nenhuma canadense e me esqueça!

Chegando na sua casinha, a mãe estava no jardim aguando as plantas.

– Ju! Filha que surpresa, você sumiu, quase não a vejo mais.

– Desculpe mãe, é que andei enrolada, e o Lucas você sabe, até viajou hoje de ultima hora pro Canadá, pra resolver um problema de cliente.

– Vocês estão bem? – perguntou a mão ao notar a face preocupada de Justine quando mencionou o Canadá.

– Bem mãe, sei lá, senti medo pela primeira vez, eu e o Lucas andamos meio distantes no ultimo mês, quase nem tempo pra nós dois, só nos víamos na cama pra dormir, caímos em uma rotina que estava me deixando deprimida, eu estava virando dona de casa! Acredita?

– Minha filha… – disse a mãe ao sorrir – você está crescendo, isso parece ser pavoroso mesmo, mas é que nem sempre da para se manter o pique de um namoro normal, morar junto então, mas tem que ter paciência, qualquer relação será assim, tudo tem que ter paciência.

– Eu sei, eu sei! Pena que paciência não faz parte das minhas virtudes.

– Isso eu sei bem! Vamos entrar eu vou passar um cafezinho do jeito que você gosta e tem bolo de cenoura, seu predileto!

– Ah mãe, só você pra me tirar da dieta e me por pra cima – elas se abraçaram e foram para dentro.

As duas ficaram conversando por horas, o pai de Justine chegou para a janta, os três se reuniram em volta da mesa como nos velhos tempos, riram, conversaram, e logo mais Justine foi para casa se arrumar.

– Tchau mãe, obrigada pela conversa – disse Justine enquanto a abraçava – Tchau papai – se despediu beijando o pai carinhosamente.

Justine entrou no carro e disparou até o apartamento, já passava das nove horas e ela não tinha menor idéia de onde era, nem o que vestir. Entrou no apartamento correndo e deixou o computador ligando enquanto tomava outro banho. Conectou-se a internet e entrou no closet para procurar algo.

– O que vestir? O que vestir? – dizia ela com as mãos nos cabelos.

O celular apitou, era uma mensagem da Amanda.

“Amiga, já está se arrumando? Não vai me esquecer em sua safada. Recebeu meu e-mail? Beijos, até logo!! x)”

Justine sentou na mesinha e foi olhar o local, jogou o endereço no Google maps para encontrar o melhor caminho e voltou a se arrumar, entre vestidos, saia e calças ela não tinha idéia do que vestir.

– Acho que um pretinho básico vai bem em qualquer lugar!

Vestiu um tomara-que-caia preto com um belíssimo decote coração e um pouco acima do joelho. Colocou um bolerinho de renda preto, só como enfeite pois não cobria muito seus fartos seios. Correu para o banheiro.

– Caramba, sabe aqueles dias que não da nem vontade de se arrumar? Hoje é meu dia! Droga…. Cadê meu pó… Aqui! Nossa que pele lixo está a minha… Acho que só vou cobrir essas espinhas que surgiram e passar um rímel, será que consigo?

Depois de algum esforço ela consegui se maquiar, uma sombra clara, rímel preto, cílios alongados com o delineador e um batom rosado para dar um ar de saudável. O closet de Justine era um sonho, Lucas, amante de sapatos sempre a presenteava com novidades belíssimas.

– Que droga, às vezes ter muita coisa é um saco, não sei o que calçar, definitivamente, não sei.

Depois de gastar quase 30 minutos calçando diversos sapatos para decidir qual usaria, ela colocou o primeiro que experimentou, salto 10cm vermelho de vinil bico arredondado.

– Acho que to pronta!

Olhou para o relógio já passara das dez e meia, conforme havia combinado com Amanda.

– CARALIO PUTA QUE PARIU, A AMANDA VAI ME MATAR! GRRR – gritou enquanto imprimia o mapa, nem parou pra desligar o computador e saiu correndo trancando a porta.

No elevador ela olhou o endereço.

– Ainda bem que não muito longe, e não tem muito transito.

Ela entrou no carro e saiu em disparada. Ao chegar em frente ao local, o celular tocou, era Amanda.

– Oi amiga!

– Porra Justine, tu vai mesmo me dar um bolo é?

– Não eu já estou em frente, só tenho que achar lugar pra estacionar.

– Segue um pouco mais que tem um estacionamento logo enfrentem é mais seguro, te encontro lá.

– Ok! – ela desligou, seguiu um pouco mais e logo achou o estacionamento.

Fechou o carro e saiu do parking, Amanda estava na frente a esperando.

– Que bom que você veio! – disse Amanda indo em sua direção para abraçá-la.

– Não disse que eu vinha!

– Vamos vou te apresentar o Vitor, ele trouxe um amigo.

– Ah safada, planejando as coisas pelas minhas costas?

– Você vai me agradecer. Mudando de assunto, menina, você ta chique demais, os caras vão cair matando, e eu toda básica.

– Não sei onde básica com essa calça justíssima e este corselet, os peitos pulando de tão apertados – risos.

– Tô tentando entrar no clima do lugar, mas você vai se dar bem, ta toda pin upizuda! – disse Amanda enquanto ria – bem eles estão lá dentro, preparada?

– Meu Deus, até parece que vou conhecer meu futuro marido.

– Quem sabe! Aproveita e guarda a aliança na carteira.

– Tá loca? – disse Justine brava.

– Amiga, você vai me agradecer.

Quando entraram havia uma roda de mulheres alvoroçadas, Justine não entendi o que estava havendo, era muito escuro ali, mas já pode sentir como seria a noite, ainda na entrada ela já havia levado uma cantada do porteiro, outra de um rapaz que passou esbarrado nela.

– Ah! Eles estão ali – apontou para a mesa logo depois da reunião feminina – Cara odeio essas Maria Topetudo, onde vou passo raiva, ainda bem que o Vi não ta nem ai, só olha pra mim.

– Também, ele deve se perder ai nesses peitos, caracas Mandita, estão enormes – disse Justine dando uma apertadinha enquanto ria.

– Safada, vai que eu gosto!

Justine – Terremoto na Rotina (Parte II)

Ao despertar, Lucas já estava acordado arrumando as malas. Ela se levantou, ainda sem falar nada, a cabeça doía como se estivesse de ressaca, foi uma noite turbulenta, insônia misturada com pesadelos. Ela foi ao banheiro escovar os dentes e depois se aproximou do Lucas.

– Você está chateada? – Perguntou Lucas.

– Não… Eu deveria? – respondeu Justine em tom sarcástico.

– Não sei, você falou a noite toda, parecia um cão raivoso.

– É acho que eu não tenho muitos motivos pra estar chateada não é!

– Foi pela pergunta que te fiz ontem? Eu sei que nossa relação ta caída, as coisas não são quentes como eram, mas quem sabe até minha viajem não nos faça bem?

– Se você está falando… – rebateu Justine enquanto virava as coisas para sair do closet.

Lucas foi atrás dela e estava com a feição de raiva.

– Olha garota, eu estou conversando com você!

– Não me chama de garota, você sabe que eu ODEIO!

– Porque ta gritando? Só porque não te comi ontem?

– Olha lá como fala comigo seu idiota! Você acha que só você quer me comer é?

– Porque puta, vai sair por ai e dar pra outros agora que vou viajar?

– Quem sabe! – deu de ombros.

– Olha aqui sua vadiazinha… – Lucas foi interrompido por um tapa na face.

– Eu disse, olha lá como fala comigo.

– Sua puta! Putinha barata!

– Pelo anel que me deu não pareço nada barata. Você que é uma bixinha enrustida! Quer que eu como o seu rabo?

– Não, mas você vai me dar o teu!

Lucas partiu para cima de Justine tentando agarrá-la.

– Me larga seu grosso.

– Grosso é? Meu pau é grosso e você adora.

– Quem disse? Essa mixaria ai! – disse Justine com tom de deboche enquanto tentava se esquivar dos beijos de Lucas.

– Ah é! Então pega essa mixaria – disse Lucas enquanto imprensava Justine contra a parede e baixava a samba canção.

– ME LARGA SUA BIXA!

– Cadela, me da esse rabo dá! Não tava reclamando que não te como?

Justine e Lucas se debatiam na parede, lutando como se estivessem em um vale tudo, Lucas a beijava e apertava sua bucetinha quente, Justine relutou por algum tempo, mas decidiu fingir e entrar no jogo.

– ME SOLTAAAA!

– Cala a boca puta, quer que os vizinhos chamem a polícia? – disse Lucas ao tampar os lábios de Justine com uma das mãos.

Ele a virou de costas, de frete a parede e colocou sua mão por entre as pernas dela.

– Não quer me dar não é? Não é isso que parece, você ta super molhadinha, quentinha… Nossa que delicia. Pode sentir isso? – dizia Lucas ao passar seu pau entre as coxas dela – ta durinho, latejando, querendo sua bucetinha gostosa cachorra.

Justine se debateu, tentou gritar mas só fez um barulho sufocado.

– Vamos ver como esta este rabinho? – perguntou Lucas a si mesmo enquanto averiguava a situação – Veja só! Esta pulsando como louco!

Lucas passou o braço livre pelo quadril de Justine puxando para trás, e com uma das pernas afastou uma das pernas dela, deixano a entrada livre, seja para qual fosse o buraco.

– Não grita putinha – disse enquanto soltava os lábios de Justine para pegar seu pau e penetrá-la.

Ele colocou na bucetinha suavemente sentindo a mesma contrair, um arrepio era visto na espinha nua de Justine, ela gemeu baixinho, depois ele começou a estocá-la com força.

– Sua puta gostosa!

Justine estava entregue, abriu as pernas e empinou o rabo o que pode. Lucas estava de volta!

– Quero no rabinho sua bixa, come ele, eu sei que você adora um rabo! – sussurrou Justine que mau podia falar de prazer.

– Quer é? Agora você quer sua puta?

– Quero! Quero! QUERO!

– Calma não to com pressa!

– Bixa dos infernos, mete, mete!

– Justine escorregou o tronco pela parede ficando em posição de alongamento, Lucas, admirado pela posição, sentiu-se tentado a penetrá-la atrás.

– Golpe baixo! Que putinha baixa! – disse enquanto levava seu pau até o cuzinho de Justine.

Levemente ele colocou a cabecinha, Justine se segurou e gemeu baixinho. Depois de colocá-lo todo dentro, ela não agüentou, encolheu seu corpo e os dois foram para o chão, de conxinha, ele apertava seus mamilos enquanto a penetrava ainda delicadamente.

– Pode ir! Pode ir! – disse ela.

E o ritmo mudou, ficou mais rápido, mais frenético.

– Deus! DEUS! Não agüento mais! Não dá! – dizia ela.

– Agüenta sim!

– Não! Não! – seu corpo sacudiu como em um ataque epilético, ela uivou alto e um liquido quente escorreu por entre eles.

– O que houve? – Perguntou Lucas sem ver o que havia acontecido.

– Não agüentei!

Justine e Lucas ficaram com os corpos colados por quase uma hora. Mesmo com a viajem próxima e as preocupações, mesmo em meio a todo o suor e urina, eles sentiam que estavam à ativa.

Continua…

Freak Butterfly