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Justine – De volta a realidade Parte I

Euteamo

Era dia, estava frio, porém o sol que entrava pela janela tocava a costa nua de Justine a acarinhando. A noite fora longa e a preguiça lhe tomava o corpo, ela sentiu o cheirinho doce do café, mas não conseguia abrir os olhos. Fora tudo tão bom, tão perfeito, que ela não queria despertar para a realidade. Foi quando sentiu o toque dos dedos másculos de Gustavo percorrendo sua espinha.

– Bom dia flor do dia! Hora do café!

Justine de espreguiçou enquanto resmungava.

– To com sono ainda…

– É, eu sei linda, mas já te ligaram milhões de vezes, inclusive seus pais.

– MEU DEUS! – disse apavorada.

Ela havia esquecido completamente deles em seu surto histérico. Ela deveria ter ligado e avisado onde estava, pois deveria imaginar que Lucas e Marcela ligariam lá atrás dela.

– Meu Deus, como pude esquecer deles? – ela se levantou abruptamente e colocou a camiseta que estava no chão ao lado da cama.

Correu para a sala e pegou o celular que estava na mesa, haviam mais de 50 chamadas não atendidas.

– Meu Deus! To morta!

Ela verificou quem ligou quantas vezes, haviam 13 chamadas de sua casa, 6 do celular de seu pai, 3 do celular de sua mãe, 15 da casa de Marcela, 10 do celular de Lucas, 2 do celular de Marcela e uma de um numero desconhecido.

– Calma Ju, depois de 20 chamadas da Marcela, eu resolvi que era melhor atender.

– Você disse que eu estava aqui? – disse desolada.

– Não, eu só disse que você havia me ligado e que estava bem, que estava em um hotel, mas não queria me dizer onde.

– Ela acreditou?

– Sim! Pedi que avisassem seus pais, pois percebi o que deveriam estar desesperados em meio a tantas ligações.

– Realmente, vou ligar para eles agora… – disse amargurada – coitado do meu pai.

– Eu disse a ela que você só queria pensar. Por isso não atenderia o celular.

– Obrigada! Você foi um grande amigo.

Ele sorriu gentilmente e lhe propôs tomarem o café.

Os dois sentaram na bancada que dividia a cozinha da sala, ele havia feito café, comprado pão, suco e queijo. Os dois não falaram nada, apenas se olharam durante todo o café. Ele satisfeito, e ela com desejos, ao percorrer cada detalhe do seu peito nu, de cada toque, cada beijo, sem duvida ele era mais quente que o Fabiano na cama. Mas nada superava o que acontecia entre ela e Lucas, os lençóis pegavam fogo literalmente. Era como se ambos precisassem realmente um do outro para sobreviver. Mas logo a imagem de Lucas e Marcela sentados, ele segurando as mãos da sua amante, lhe invadiu os pensamentos e sua expressão amargurada voltou a face.

– Melhor eu ligar agora pros meus pais.

Gustavo sorriu e assentiu com a cabeça.

Justine respirou fundo e disse a si mesma.

– Bem! Prepare os ouvidos garota.

Discou para o celular da mãe, mesmo sendo mais histérica que seu pai seria, Justine sabia que a dureza na voz do pai, lhe partiria ainda mais o coração.

– JUSTINE! CADE VOCÊ MENINA? – disse Maria em meio à histeria.

– Oi mãe… – sussurrou ao celular – eu to bem, não se preocupe ta?

– Então porque estava sussurrando? Você foi seqüestrada? Se foi, de um sinal, uma tosse! Ande menina me diga algo.

– Calma mãe! Que coisa, você ta loca? – logo percebeu que sua mãe andava vendo TV demais – Olha, eu to bem ta legal, só precisei de um tempo. Briguei com o Lucas e foi isso. Marcela não te avisou que eu estava em um hotel e só queria paz?

– Sim, mas ela estava desesperada, eles ligavam sem parar para ter noticias, na esperança de que você nos desse noticia. Menina! Você quase enfarou seu pai de tanta preocupação.

Aquela palavra lhe atravessou o peito como um punhal, em meio à raiva ela havia esquecido completamente de avisar os pais.

– Me desculpe mãe… Olha, logo eu volto pra casa, vou tomar um banho, respirar fundo e volto pra casa, certo?

– Qual hotel você esta?

– A senhora jura que vou contar né? Nada pela senhora mãe, mas sei que vai ligar correndo pro Lucas, e por hora não desejo vê-lo.

– Volte logo. Vou falar com seu pai que você ligou. Ele ainda está dormindo, tivemos de dar calmante.

Aquilo parecia uma tragédia grega. Ela desligou o celular e não saiu do sofá.

– Você esta bem pequena?

– Estou, é só que esqueci dos meus pais cara, como eu pude não avisa-los?

– Marcela não os avisou?

– Sim, mas a minha mãe… Ai! E o meu pai… Sabe, eu devia ter ligado.

– Relaxa – disse ele ao se sentar ao lado dela – tudo vai se explicar, você deve conversar com Marcela e com o Lucas, acho que o que você viu foi tudo um mau entendido.

– Será?

– Pelo que ela me contou, certeza!

Então ela havia traído seus dois amores sem motivos, e ainda pior, traídos com o melhor amigo de Marcela. Que tipo de pessoa era ela? Sua cabeça girava em um turbilhão de pensamentos. Como ela era fraca e covarde. Como ela era egoísta e só queria usar daquele momento uma desculpa para satisfazer seus impulsos. Em meio à lagrimas ela disse.

– Por favor, quero que fique só entre nós o que aconteceu esta noite. Sei que você não esconde nada da Marcela, mas isso a mataria.

– Calma pequena. Não fique nervosa novamente, eu não sou o tipo de cara que sai por ai contando quem comeu ou deixou de comer. Não sou do tipo que conta vantagem nem coisa do tipo. Os calados comem mais – resumiu com um sorriso presunçoso.

– Isso é… Obrigada mais uma vez, por tudo!

– Capaz! Eu que lhe agradeço, afinal, tive uma noite de folga, ao lado de uma mulher maravilhosa.

Justine sorriu sem graça com as bochechas coradas.

– Não acredito! A senhorita envergonhada?

– Ah! Não é porque eu sou meio porra louca que não sinto vergonha de ouvir elogios.

– Então, já que você vai conversar com o Lucas e a Má, e eu sei que tudo vai voltar ao normal entre vocês. Tipo, já que pecou e a penitencia é a mesma… Que tal um banho a dois?

Justine abriu um sorriso sacana e pulou em cima dele no sofá, os dois começaram a se beijar e ele tirou a camiseta que ela usava sob o corpo nu. Ele baixou a calça de moletom e seu pau já estava rijo sentindo a buceta de Justine lambuza-lo. Sem pensar muito, ele a segurou pelo quadril, a levantou um pouco e encaixou seu pau no buraquinho lambuzado, ela inclinou a cabeça para trás e gemeu.

 

De joelhos ela se movimentava como se cavalgasse, o sobe e desce, os calor dos corpos, os gemidos baixos de Gustavo, e excitavam mais, ela queria muito mais. Então de virou de costa para ele, sentada em seu pau, ela começou a se movimentar cuidadosamente, Gustavo logo ocupou as mãos, uma para massagear o seio esquerdo a outra para massagear o clitóris. Aquela era uma sensação maravilhosa, suas pernas mau a agüentava, tremiam tanto que ela sabia, iria explodir em gozo.

Logo ele também gozou, e seus copos ficaram imóveis no sofá como estatuas, o cheiro do sexo pairava pelo ar. Agora era hora de enfrentar a realidade.

(Continua)

Freak Butterfly.

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

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