RSS Feed

Tag Archives: desejo

A verdade nua e crua: o canalha com ética

                Hoje me peguei analisando um gênero masculino quase raro, mas não difícil de encontrar pelos caminhos da vida, o tal do canalha com ética!

               Canalha é coisa que encontramos em qualquer esquina, mas há vários tipos de canalhas, os que acham que são e os que defendem o título com pulsos e dentes, por esses as mulheres, até as mais experientes no tipo caem por chão, com porra nos lábios e lágrimas na face, ela ainda suspira e pensa: ele volta!

             O canalha de hoje é o famoso cafajeste de épocas ‘Rodriguianas’, mas vamos fazer uma breve analise semiótica da palavra “Canalha”:

  • Canalha comum: O homem que seduz uma mulher sem intenção alguma de amá-la.

  • Canalha com ética: É o homem que ao seduzir a mulher, deixa claro suas intenções de, ao pé da letra, fode-la sem amá-la.

             Que de nós mulheres nunca caiu nas artimanhas deste eterno conquistador que atire sem medo as pedras! Eu mesma, já fui alvo do canalha e do canalha com ética. Claro que o primeiro é aquele pelo qual você irá sofrer, chorar e nunca mais desejar amar, mas é também o que ficará cada dia mais só, pois se existe um ditado forte e que funciona é “o melhor marketing é de boca-em-boca” e com isso o canalha frouxo vai perdendo sua falsa credibilidade e rebanho.

               Do outro lado esta ele, o canalha com ética, no circulo social ele está sempre rodeado por amigas, geralmente as mais belas do recinto, tem classe, não solta cantadas baratas, tem boa fala, tenta manter boa aparência, sabe conversar e se ele tiver algum interesse sexual que seja, deixará claro que será isso e nada mais, quem sabe role outras oportunidades, mas não se enganem.

               Enquanto nosso primeiro candidato está interessado em bater o recorde de mulheres que já ‘comeu’ o segundo quer qualidade. O primeiro diz que “seu prazer vem em primeiro lugar”, porém como você já caiu em toda sua ladainha e acaba fingindo orgasmos ao invés de tê-los, diz o quanto seu ‘garoto’ é maravilhoso e a satisfaz, você mente compulsivamente que ele é magnífico na esperança de que ele se apaixone. Meninas, não finjam nem mintam, estarão fazendo isso a si mesma, para este gênero pouco importa você e sim ele gozar.

               A segunda opção também diz que “seu prazer vem entes do dele”, porém este se esforça ao máximo para cumprir a palavra, afinal, se existe uma coisa nessa vida que todos sabem é: mulher conta sim tudo para as amigas, não se enganem nem venham me apedrejar, se foi ruim ou ótimo irmão contar (se for muito bom, ótimo, maravilhoso, por favor, contenham-se, não queira despertar na amiga a curiosidade de ‘provar’), e ele claro não irá querer sujar sua reputação (mesmo sendo canalha). A ética deste canalha está acima de tudo, ele não irá desejar magoá-la, não seria esta sua intenção, ele até mesmo será seu amigo, e enxugará suas lágrimas quando a primeira opção a ferir.

               Caros homens cultivem a ética e se for para ser canalha que a tenha, não engane, não minta, não use as pessoas para seu bel prazer sem que as mesmas saibam. Como diria Sócrates “Deve-se temer mais o amor de uma mulher que o ódio de um homem”, o que isso quer dizer? Não cultive algo que não poderá ‘cuidar’, pois não há nada pior nessa terra que uma mulher de coração partido, sua reputação acabará mais suja que sua falta de ética e caráter, o que me lembra agora Nietzsche que citou “Na vingança e no amor, a mulher é mais bárbara que o homem”, fato, diga-se de passagem.

               Até mesmo um canalha, um dia, pode ser flechado, mas não se enganem meninas que fazer o tipo “puta” irá conquistá-los, o que o canalha, ou cafajeste como prefiro chamar, se encantam de fato são pelas “santas de lábios pecadores” (quem sabe em outro texto podemos discorrer tal debate).

            O canalha com ética sempre poderá ser um bom amigo, te dará conselhos sobre outros canalhas. Por isto meninas, olhos abertos, o pior canalha ainda está à solta, ainda faz mais vítimas, porém ainda sai mais queimado que gringo de férias no Rio de Janeiro.

              Separei para vocês algumas belas frases sobre nossos queridos amados e odiados canalhas (sejam com ética ou não):

  • “As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física.” (Nietzsche)

  • “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas do que suas respostas.” (Voltaire) – Preciso mesmo explicar que essa é uma das poucas maneiras para conhecer de fato um homem e descobrir se o mesmo é moleque ou já saiu das fraldas.

  • “O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.” (Confúcio) – Sábias palavras o que pode distinguir o canalha comum do canalha com ética, o primeiro sempre irá culpar fatores que não sua irresponsabilidade verbal em dizer o que vem na cabeça e não o que sente de fato.

  • “O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso.” (Nietzsche) – nunca li muitas coisas do Nietzsche, confesso! Mas começo a pensar que ele era um dos canalhas com ética, assim como o querido Nelson Rodrigues.

  • “O homem de palavra fácil e personalidade agradável raras vezes é homem de bem.” (Confúcio) – é bem isso meu caro Confúcio! Bem isto!

  • “O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego.” (Einstein) – Pois veja só, no canalha comum, o ego é algo infinito, por isso este tipo não tem valor e seu espírito nunca cresce nem evolui.

             Chega de frases prontas que de alguma forma pode ou não definir o canalha, seja ele com ou sem ética, como diria Nelson Rodrigues (o pai dos cafajestes, ou seja, o canalha atual): O cafajeste encantador é um devoto convicto das mulheres, ele as ama e não as veem como mero objeto (diga-se do canalha sem ética que pensa que a mulher é apenas uma boneca com buraco onde irá enfiar seu brinquedinho, que sim podem ser trocados e tão descartáveis quanto nós) “Na saída abre a porta do carro para a mulher, mas dá um beliscão na bunda bem na hora em que ela vai entrar, para mostrar que é dono “dela”.” Nelson sempre sou que no fundo nós gostamos de um cafajeste, torcemos para os mocinhos e desejamos os vilões.

               Se eu pudesse dar um conselho, diria, mais vale investir em um bom vibrador que em um homem sem valor ou princípios, ao menos o primeiro não lhe fará fingir, lhe dará prazer garantido e só lhe deixará não mão quando as pilhas acabarem.

Desventuras em Série: O inimigo é outro

Desventuras em Série: O inimigo é outro

Mulheres têm a tola mania de colocar os homens como o inimigo número um. Se sua relação não da certo, se ele a traiu, se ele ‘pilantrou’ com você de alguma forma. Mas você já parou pra pensar que o inimigo é outro?
Eu sempre disse que não se pode confiar certas coisas as amigas, por exemplo, fazer propaganda demais do cara perfeito, como ele é ótimo amigo, como ele é bom de cama – principalmente esta – pode instigar a curiosidade e o desejo. Talvez tais idéias e sentimentos, até então nunca havia passado pela aquela cabecinha, mas como no filme “A Origem”, acredito no fato de que uma idéia pode ser plantada no subconsciente e acabar crescendo, e muitas vezes, nós que a fertilizamos.
E nós melhor do que ninguém, sabemos que querer pode ser poder, afinal, nós temos todas as armas que eles desejam, e eles tem a desculpa da carne fraca. Daí vem à questão, será que posso culpá-lo por um ato falho meu? Ou seja, me abrir pra uma amiga? Aliais, acho que não se pode dizer muito aos amigos, só as coisas tolas e sem muita importância, coisas que podem ser compartilháveis, no mais é melhor pagar uma terapeuta e ‘desabafar’ ou ‘desabar’ com a mesma.
Eis que eu mesma não segui meus conselhos, e em meio à euforia do momento – onde tudo estava até então enfim em paz – confessei algo a alguém que eu sempre confiei muito, e eis que na calada da noite me vem à apunhalada – via torpedo claro, hoje às pessoas não têm mais o hábito de ao menos usar a voz pra te ‘chutar’.
Aliais, a decepção de abateu pela manhã, quando despertei do sono e vi uma mensagem não lida com “você já foi fala pra ciclana que veio aqui… blá blá blá é por isso que é melhor me afastar”.
Meu ato – em vão – de tornar o ambiente entre amigos agradável e sociável outra vez – tendo em visto que tive certas desavenças com um pilar de minhas amizades incluindo à mesma – se virou contra mim!
Realmente o que diz a respeito entre você e uma segunda pessoa, só interessam a vocês. Contar a terceiros – até mesmo quem você acredita fielmente que seja amiga, irmã ou qualquer palavra afetuosa utilizada para intitulá-la é um erro, é isso que fode todo o sistema, isso que te fode!
Decepção é uma palavra que insiste em permanecer na minha vida, este ano mais que nos outros. E a palavra decepção quando vinculada à confiança se torna ainda mais dolorosa. Um ato falho imensamente meu, visto que, tendo o conhecimento de que o ser humano é falho, porém você não fica esperando levar apunhalada pelas costas. E se eu quisesse foder tudo, eu mesma o tinha feito, e com classe! – sim vou usar milhões de vezes a palavra “foder”, porque é assim que me sinto, acho até pertinente citar aqui uma frase de um filme “quer me foder me beija”.
Enfim, antes de abrir a boca, pense bem. Se você é confiável, não quer dizer que todos são. Não saia por ai achando que só homem ferra tudo, se ele traiu é porque uma mulher o instigou a fazê-lo – claro que não estou em defesa do sexo oposto, há também a falta de caráter, coisa que não se mede logo de cara. Nestas horas concordo que os gays são os melhores amigos, nenhum dos meus amigos gays me apunhalou, ou tentou me ferrar.
Mas no final, se aprende – ou pensa que aprende – que só você sai prejudicada, é você quem perde o cara perfeito, que perde os amigos, que se perde, enquanto para os outros, está tudo bem, tudo normal.
Enfim, se quer desabafar ou desabar, pague uma terapia, ao menos ali há sigilo ético, e se na falta de ética, se algo for dito e você se ferrar, ainda pode abrir um processo.

Pimenta na Cama – é hora de brincar

Quem disse que cama não é lugar para brincadeiras? Pois saiba como, onde e porque investir em apetrechos eróticos e ainda conheça algumas novidades – que infelizmente não são para todos os bolsos.

Em uma visita ao sexo shop, depois de algum tempo sem entrar em um, fiz novas descobertas e redescobri o valor de usar a cama como “área de lazer” da casa. Gel comestível que esquenta, gel que esfria e da choquinhos, adstringentes que fazem a moça “voltar” aos tempos de virgindade – penso, se doeu tanto da primeira, porque uma segunda vez? – calcinha comestível, caneta erótica para desenho corporal – que você irá ter que apagar com a língua depois – pó da bruxinha, é uma espécie de Viagra que serve pra homem e mulher e deve ser colocado em bebidas que não contém gás, diz à vendedora que isso aumenta a libido – será? Depois fiquei curiosa e me arrependi de não levar pra testar.

Enfim, são coisas antigas, novas, baralhos, vela que não te queima e sim servem para fazer massagem depois que queimam, algemas, kit bondage – que eu acho RIDÍCULO! Diga-se de passagem – chibatas, chicotes – que não dói nem um pouquinho, é só pra enfeite mesmo, se você for sádico, não compre em sexy shop comum, essas porcarias não prestam!

Daí que você pensou e se perguntou, “mas eu já sabia de tudo isso”, então vamos para algumas novidades:

  • Calcinha para sexo oral – é uma calcinha – brega – que tem uma fina camada, como um véu para te proteger contra doenças no sexo oral, algumas são de sabor, mas me pergunto, será que protege mesmo?
  • Língua de silicone que simula sexo oral – Deus, sim isto existe e parece até tentador, são 10 linguinhas que ficam girando livremente, o aparelho se chama Sqweel, funciona com três pilhas AAA, porém se a primeira vista é tentador, o preço é de espantar, em média você pode ter um por R$300;
  • Uma jóia ou um brinquedo erótico? – Depois de aparecer em mãos de celebridades, o anel para masturbação masculina caiu na graça do povo, e agora é acessório de moda, então uma o útil ao agradável e tenha o seu e brinque com o ‘garotão’ em várias ocasiões. O anel tem o formato ideal para masturbação do pênis e esquenta, elevando a excitação do parceiro;
  • Vibradores – estes estão evoluindo cada vez mais, o “I Vibe Rabbit” é o sonho de consumo de muitas, feito de silicone, reúne todas as melhores e desejáveis características da linha “Rabbit” – que ficou popular no Brasil depois do filme “De pernas pro ar” – além de ser rotativo, vem com controle sem fio podendo dar ao seu parceiro o “poder” de controlar seu prazer, mas essa maravilha toda custa cerca de R$1.200, sonho de poucas;
  • Fuck me Silly Mega Masturbador – para os aficionados em pornografia de plantão, que sempre sonharam em ‘foder’ uma atriz pornô, ai esta sua chance, este masturbador masculino pesa em torno de 10 kilos do melhor silicone moldado, acompanha DVD da atriz, agora eu preciso colar aqui a descrição do brinquedo “Enfie seu rosto inteiro nessa vagina perfeita em todos os detalhes, com seus lábios cor de rosa e depois penetre com toda sua força no buraquinho apertado do ânus da Fuck Me Silly. 
    Ela é quente, ela é muito resistente, e o mais importante, ela nunca diz não!
    ” – com o perdão da palavra, PORRA, tem que ser muito tarado a preferir uma vagina de silicone a de uma garota, mas para os que quiserem ter essa experiência, terão de desembolsar cerca de R$2.800 – meu caro, compre umas roupas legais e vá pra uma balada, pague um drink a garota e boa sorte!
  • Masturbador Masculino Automático – Se para as moças temos a língua “tentáculos”, para os rapazes criaram um masturbador automático, porém, não descobri a marca nem o preço, mas veja que interessante;
  • Wii Vibe II – o vibrador feminino mais premiado em feiras eróticas. Construído especialmente para nós mulheres, tem o formato em C, adaptável a qualquer corpo, pode ser usado até em seu dia-a-dia, pois você conseguirá andar com ele entre as penas, pois é macio e flexível e sem fios, orgasmos em qualquer hora e qualquer lugar. Preço médio R$ 844 – to ficando mais triste a cada minuto, tudo que é interessante é altamente caro.
  • WOW! Vibe n3 – esse brinquedinho é da mesma linhagem dos “Rabbits”, tem a ponta rotativa, massageador de clitóris, além de charmoso, rosa com detalhes em perola, uma ótima opção de presente pra quem deseja apimentar a relação um pouco mais e fazer sua parceira soltar uns WOW! – Preço médio? R$1.000;
  • Barra de Pole Dacing – sim, isto virou mania, o que uma novela global não faz na vida das pessoas! Cada dia mais as mulheres aderiram a barra, até para manter a forma, então, que tal unir as duas coisas e comprar uma para o quarto?

Deus é tanta novidade, bucetinha de bolso, vibradores carregáveis entre as pernas, géis, anéis, acessórios e lingeries, a imaginação é o limite – e o bolso claro, mas nada que não se possa utilizar brinquedos comuns, o que conta no final é a intenção de dar e receber prazer.

Escolhi para vocês uma série de vídeos destes brinquedinhos, vendidos no site http://www.a2ella.com.br – não eu não to recebendo pra isso – apesar dos preços muitas vezes exorbitantes, há algumas coisas que merecem investimento, e sexo é uma delas.

Agora você homem se pergunta se nós gostaríamos de ganhar algo assim? CLARO! Mulher também gosta destas coisas, mulher também vai ao sexo shop, só que com menos frequência, ou usando do artifício “loja virtual”, que a cada dia estão mais e mais discretas.

Agora fiquem com os videos dos brinquetinhos mais top do momento:

http://www.youtube.com/watch?v=1woHx-8O71w&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=5hZ2erTn3bo&feature=mfu_in_order&list=UL

http://www.a2ella.com.br/acessorios/kits/remote-control-waterproof-vibe-set.html

http://www.a2ella.com.br/acessorios/kits/cyberskin-cyber-sex-collection.html

http://www.a2ella.com.br/acessorios/kits/extreme-toyz-collection.html

http://www.youtube.com/watch?v=3Hhe1vXkKXY&feature=related – incrivel a cara de satisfeita da ‘compradora’!

“Desejo e Depravação” estão expostos no Museu Nacional de Estocolmo

No dia 14 de março, no Museu Nacional de Estocolmo, uma exposição reuniu obras do século 16 até os dias à atualidade explorando o contraste de 500 anos entre virtude e pecado.

A gerente de divulgação do Museu, Anna Jansson disse à BBC Brasil que, “Queremos que os visitantes tenham as suas próprias interpretações sobre o que é desejo e o que é depravação. A arte erótica sempre foi produzida por homens e para homens. Quisemos mudar essa perspectiva, e por isso incluímos várias artistas mulheres na parte contemporânea da mostra”.

A virtude sempre foi muito explorada, seja pela igreja que exigia o comportamento virtuoso das mulheres com a pena de ir ao inferno caso não fosse acatado. Mas também a virtude foi desejo e fetiche de muitos, como podemos ler em contos de Sade, Restif de La Bretonne, entre outros escritores anônimos da época.

Uma das montagens da exposição mostra como as meninas eram educadas para viver uma vida virtuosa, a fim de arranjarem um bom marido. As obras do século 16 mostrarão a rígida moral religiosa do período – um tanto cômico tento em vista que os sacerdotes eram grande fornicadores – os artistas da época utilizaram detalhes eróticos em cenas míticas ou bíblicas com insinuações moralistas sobre as conseqüências de um estilo de vida pecaminoso.

Entre os séculos 18 e 19, pinturas com tons eróticos estavam restritas aos aposentos privados de homens. Nos museus, a relutância em exibir nuances de erotismo estavam refletidas em folhas de figueira encomendadas para encobrir as partes intimas representadas em esculturas antigas com representação de gregos.

Porém, após o século 19, com o crescimento e desenvolvimento das cidades, o sexo casual e a prostituição, trouxeram uma série de novas interpretações em relação a sexualidade e a moralidade.

Os artistas suecos e dinamarqueses Kristina Jansson, Gisela Schink e Lars Nilsson, levam a exposição uma visão contemporânea de virtude e pecado a exposição.

Infelizmente esta exposição não tem planos de viajar o mundo, então, se você está curioso para apreciar estas obras, pouquíssimas imagens podem ser visualizadas pela ferramenta do “Google Imagens”, mas já se pode ter um gostinho do que os suecos poderão apreciar.

 

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110307_suecia_expo_desejo_cvw.shtml

 

Justine – Nada de tédio

Em pouco tempo o tédio já havia tomado a relação de Justine e Lucas. Ela desejava encontrar Pépe, mas sentia culpa, passava várias noites em claro recusando ligações do amante e pensando em como resolver este em passe se é que ela poderia resolver o que já não parecia mais ter solução.

Uma noite sentados na sala, Lucas estava lendo documentos de um processo e Justine trocando de canais sem parar.

– Justie, para de mudar de canal, estou ficando desconcentrado – disse Lucas irritado.

– Você ainda me ama? – perguntou enquanto seguia trocando os canais.

– Que pergunta mais besta! – respondeu enquanto tirava o controle das mãos dela.

– É, e de tão besta você não respondeu. Acho que não me ama mais – continuou enquanto deitava no tapete felpudo olhando para o teto – esse tapete… Ah esse tapete! Agente já fodeu pacas nele, e na mesa de jantar, no corredor, fodemos em todo canto deste maldito apartamento, mas agora… Você não me quer mais.

– Justine, eu não sou uma maquina sexual, tenho meu trabalho, meus problemas, quer foder é isso?

– Não, eu quero meu Lucas de volta, cadê meu Lucas? Ficou preso no Canadá?

– Eu estou aqui Ju, só estou um pouco cansado, é muito trabalho, eu tenho que arrumar um estagiário pra firma, não estou mais dando conta sozinho.

– Aposto que seus sócios ainda comem as esposas…

– Tudo pra você é sexo?

– Tudo pra você é trabalho? Já houve um tempo que tudo pra você era sexo – Justine se virou e engatinhou até Lucas – eu to com saudades… Saudades do teu toque, ta tua língua… – continuou enquanto colocava a mão dentro da samba canção dele – sinto falta desse caralho duro!

– É sério querida, estou exausto.

– Você está é exausto de mim – disse ela levantando decepcionada – em outra era você já tinha me jogado nesse chão e metido loucamente, depois iria jorrar porra em mim todinha, agora ta ai, essa coisa lânguida.

Lucas se levantou zangado e puxou Justine para si.

– E ai? Vai me bater ou me comer? – disse Justine rindo debochadamente.

Lucas a soltou e foi em direção ao quarto.

– Você é uma bicha mesmo, to cansada, eu que estou cansada de você. Tudo que quer é me exibir como troféu pro seus amiguinhos, mas no fundo devem comer uns aos outros, seus bichas!

– Cala essa boca sua puta e não me irrita – disse enquanto se voltava para ela.

– Anda Lucas, me bate, me come, seu lá faz alguma coisa, tudo o que faz é chegar em casa e reclamar, reclamar, e as vezes me da um presentinho como quem diz “não vou te comer mais, mas toma aí teu premio de consolação”.

– O que você quer? Anda diz? O que quer? Ir a esbornia como antigamente? Não dá Justine, eu tenho coisas a fazer.

– Você tem uma amante? Você andou comendo alguém na porra do Canadá e por isso não me quer mais?

– Você acha que tenho tempo pra isso menina.

– Não me chama de menina! Quer saber, você merece leva é muito galho nessa cabeça, seu corno viado – disse Justine enquanto pegava a bolsa.

– VAI ONDE SUA VAGABUNDA! – gritou Lucas indo atrás de Justine.

– Vou ver se acho alguém que me coma, cansei dessa ladainha tua. FUI! – saiu batendo a porta.

– Filho da puta viadinho, depois essas porras não querem tomar chifre, homem acha que só homem tem necessidade? – disse Justine entrando no carro.

Ela pegou o celular e rezou para que Pepe atendesse. Tocou, tocou, toucou e nada de atender.

– Só o que me faltava… Droga! Droga! Droga! – dizia enquanto socava o volante do carro.

Mesmo sem saber o que fazer, ela não voltaria pra casa com o rabo entre as pernas, então ela resolveu ir a um puteiro.

Não havia muita gente, o que era bom, já que ela havia saído de pijama, calça folgada e blusinha de alcinhas justinha com transparência o suficiente para se ver os mamilos. Ela pegou o oculos escuro que estava na bolsa e tentou disfarçar, sentou-se em um canto escondido.

– Deseja alguma coisa? – perguntou a garçonete descabelada, gorda e com o batom borrado.

– Wisky, duplo. Tem alguma coisa hoje aqui?

– Tem uma garota nova que já, já vai dançar.

– Ok!

A garçonete voltou com um wisky barato no copo um pouco sujo. As luzes do palco se acendem e timidamente aparece uma garota, franzina, cabelos longos de cor castanha, ainda uma menina. Justine sentiu o coração pulsar um pouco mais rápido. A dança foi uma porcaria, a garota era tímida demais e o bar cheio de velhos nojentos e bêbados. A garçonete voltou para saber se Justine desejava algo mais.

– Gostou patroa?

– Sim, desajeitada, mas bonitinha, chama ela aqui.

– Darling, vem aqui menina!

A garota saiu do colo de um velho barrigudo que suava como porco e veio em direção a mesa de Justine.

– Darling, essa moça aqui quer te conhecer.

– Pode nos deixar a sós? – perguntou Justine.

– É 50 real patroa.

Justine abriu a carteira e tirou o dinheiro entregando pra agenciadora.

– Bom proveito patroa.

– Seu nome é mesmo Darling?

– Não, não senhora – respondeu a moça ainda cabisbaixa.

– Graças a Deus não é!? Porque nome de puta tem que ser brega? Porque não muda seu nome?

– Foi minha madrinha que deu – respondeu direcionando a cabeça para o balcão do bar.

– Essa é sua madrinha menina?

– Sim senhora.

Justine revirou os olhos e seguiu a conversa.

– Quantos anos tem?

– 19 senhora.

– Para com isso de senhora, não sou tão mais velha que você.

– Já fez programa?

– Alguns, mas é minha primeira vez dançando.

– Hum… Precisa ensaiar mais. Já ficou com uma mulher?

– Poucas vezes, os maridos que sempre querem isso.

– Você parece uma criança ainda, já deu esse rabo bonito?

– Não senhora, ainda não.

– Ta me dando uma vontade de meter nesse rabo… Venha aqui, senta do meu lado.

Darling obedeceu ainda que timidamente. Trajando apenas uma mini-saia e top, seu sexo estava nu para o deleite de Justine.

– Deixa-me sentir essa bocetinha – disse Justine enquanto colocava a mão entre as pernas da moça – um apesar de tímida to vendo que esta animadinha, bem lambuzada.

Darling finalmente mostrou os dentes brancos em um belo sorriso.

– Você é muito linda, não sei o que faz nesse pulgueiro. Mas, sorte a minha que você está aqui.

– Me acha bonita mesmo?

– Sim, eu acho, e você? O que achou de mim?

– Desculpe o que vou falar, mas achei a senhora muito lindo, uma dama, mesmo de pijama.

– Pois é, bruiguinha de casal é assim, sou esquentada sai sem pensar direito, mas estou aqui, e logo mais, vou te foder.

Darling olhou para Justine, sorriu docimente e se beijavam, Justine levou a mão novamente entre as coxas da moça e começou a tocar seu grelo, logo Darling soltou uns gemidinhos. Os velhos nojentos olharam para tentar ver o que estava acontecendo naquele escurinho.

Elas continuaram a se beijar, Darling acariciando os mamilos já expostos através da blusa de Justine. Justine massageando o grelo de Darling.

– Isso é muito bom senhora! Muito bom!

– Não mente pra mim Darling, não minta.

– É verdade, ah… Seus dedos são deliciosos… Acho… acho que vou gozaaaaaar – mal conseguiu terminar a palavra e já havia se lambuzado toda.

Justine sorriu olhando Darling.

– Boa menina… Quer ser meu brinquedinho novo?

– Sim senhora.

– Mas não hoje… Quero te ver sem sua “madrinha” saber. Não se preocupe, eu vou pagar, só que prefiro dar o dinheiro a você e não ela, sei que vai receber uma mixaria.

– Ok senhora… Vou te passar meu celular, assim pode mel ligar.

– Podemos nos ver amanha? Lá pelas 18 horas?

– Sim, acho que sim.

– Vou te ligar, quero que me ajude em uma coisa.

– Sim senhora.

– Bem, eu já vou – Justine abriu a bolsa sem que a gorda visse e deu mais dinheiro a darling – isso é seu, sai desse muquifo, não quero que nenhum desses porcos nojentos acabe comprando seu rabinho.

– Sim senhora, muito obrigada!

Elas se beijaram e Justine saiu do puteiro decadente. No caminho de volta para casa sua cabeça estava agitada, muitos pensamentos, muitos planos para o dia seguinte.

 

Dormindo com o inimigo

Somente vivendo na pele certas situações para entender coisas que muitas vezes eu julguei. Como por exemplo: por que as mulheres se acomodam e se tornam mais “frígidas” em uma relação.

Não tenho medo de assumir que por alguns dias perdi o tesão no sexo. O motivo? Desmotivação!

Vamos analisar o caso: você está super afim, desejando aquele corpo que está deitado ao seu lado, mas na hora do sexo, parece que você está em um filme pornô, onde as preliminares não existem, o cara encosta em você e acha que isso te excita e já força a barra pra você abrir as pernas. Ele “mete-mete”, goza e vira pra dormir. E ainda me perguntam por que as mulheres andam tão frias?

Simples! Nosso padrão de qualidade evoluiu, foi-se o tempo que o sexo era algo para se procriar ou somente para deixar seu parceiro relax. Hoje as mulheres estão cada vez mais exigentes pensando mais e mais no seu próprio prazer.

O parceiro não deve se tornar inimigo, uma relação deve ser sempre amigável, quando isto acaba, é porque não há mais uma “relação”. É triste saber que ainda há homens das “cavernas” que só pensa em si. O egoísmo não deve estar presente em uma cama.

Então meu conselho é (se conselho fosse bom agente vendia, fato, mas não custa nada tenta): mulheres, não aceitem isso de seus parceiros em hipótese alguma! Se acomodar com essa situação acaba por baixar nossa auto-estima e o nível de qualidade de vida também, pois o sexo ajuda em muitas coisas principalmente na saúde. Homens, se vocês notarem um certo esfriamento na cama, uma ausência pela procura de suas parceiras, procure identificar o que está acontecendo, se é você que tem faltado com o prazer, pois claro, há situações que envolvem o psicológico.

Não sou feminista longe de mim, mas abaixo o prazer individualista, esqueça aquele homem que goza e não se preocupa com você! Porque nós temos de ficar na mão enquanto eles têm a boca? Pois no fim não é mais legal se todo mundo estiver satisfeito!

Poliana Zanini

Justine – Terremoto na Rotina (parte final)

As duas riram e foram até a mesa. Finalmente Justine conseguiu olhar os rapazes, agora ela havia entendo o motivo do alvoroço das mulheres do bar, sem dúvida Vitor e seu amigo eram os homens mais lindos do amamigasbiente. Logo Amanda agarrou seu homem. Vitor era alto, branco, olhos azuis, tinha cara de menino, com os braços tatuados e um topetinho nos cabelos loiros. O outro era o oposto, parecia um italiano, pele clara, cabelos negros, olhos escuros, nariz um pouco avantajado, mas sem duvida era de uma beleza exótica, braços e pescoço tatuados, gel nos cabelos penteados para trás, a muito Justine não via uma coisa daquelas.

Ambos estavam de calça do tipo social, pouco largas, diferente dos demais que estavam de jeans mais justos ao corpo, estavam de all star, Vitor usada uma camiseta preta com uma estampa old school, e o amigo de regada branca.  Justine disfarçadamente, retirou a aliança e enfiou na carteira.

– Deixe-me apresentar minha amiga, Justine este é Vitor – disse Amanda apontando para o rapaz ao lado.

– Olá, prazer – disse Justine ao cumprimentá-lo com dois beijinhos na bochecha.

– E este é o amigo dele…. Desculpa qual seu nome?

– Pépe – disse o rapaz estendendo a mão para Justine.

– Prazer… – Justine retribuiu o aperto de mão e pela primeira vez em muito tempo se sentiu constrangida.

Sentaram-se à mesa, o som era gostoso, o ambiente razoável, já que as mulheres não saiam de cima. Pépe levantou, olhou para Vitor e disse:

– Já volto, vou no bar… Alguém quer algo? – perguntou friamente.

– Meninas? Querem algo? – perguntou Vitor olhando para as duas.

– Acho que cerveja… – disse Amanda pensativa – pode ser Ju?

– Claro! Sim claro! – respondeu Justine ao ser arrancada de seus pensamentos.

Depois de quase meia hora Pépe voltou com as cervejas, estava mais risonho e com o semblante mais extrovertido.

– Desculpem a demora, fiquei conversando com o “negão” no bar – disse enquanto coloca as cervejas na mesa.

– Então Justine, você é sempre caladona assim? – perguntou Vitor com tom de sarcasmo.

– Depende da ocasião – respondeu Justine sem graça.

– A Mandita falou demais de você.

– É que ela sofre de amor platônico por mim, mas eu já disse que não rola – as duas riram.

– Meu Deus, não sei se isso seria um pecado ou o paraíso! – exclamou Vitor se deliciando em pensamentos.

As duas continuaram a rir. Pépe ainda estava estranho e Justine encafifada se achando o motivo daquela frieza toda. O barman se aproximou, era um bilhetinho para Pépe, ele leu, sorriu, olhou para o lado, uma loira monumental o olhava sem mesmo piscar, ele colocou a mão na face e continuou a rir.

– Olha ai, Pépe já está fazendo sucesso!

– Acho que ele é O sucesso desde que chegou – disse Amanda rindo.

Pépe apenas riu. Justine se levantou e disse para a amiga:

– Vamos comigo até o banheiro?

– Claro! Já volto baby – disse ela ao beijá-lo.

– O que foi Ju? Não gostou daqui? Não curtiu os meninos? Ta toda jururu.

– Acho que o Pépe que está incomodado comigo, desde que agente chegou ele está todo sério, meio frio, odeio isso, me sinto uma.. Sei lá o que, apenas odeio.

– É ele está mais sério, mas vai ver que é tímido.

– Tímido Amanda? Tenha dó né, tava todo, todo com as garotinhas. Acho que to empatando o coitado, melhor eu ir.

– Bem, não sei o que houve, vamos voltar pra mesa, se você se sentir mau, tudo bem, não precisa ficar forçada, mas gostaria que curtisse a noite, tem vários outros gatinhos, logo rola uma banda e nós vamos dançar.

– Ok! Vou ficar um pouco mais.

As duas estavam saindo do banheiro, enquanto outras duas meninas, a loira do bilhete e uma baixinha morena riam e falavam alto.

– Você viu? Você viu? – perguntava a loira animada.

– Ele não é divino? Mas o barman disse que ele pediu pra dizer que tem uma garota já – comentou a morena.

– Não acho que seja aquela que está com ele, eles se cumprimentaram com as mãos, que horror, nunca ao perder de dar uns beijinhos nele – concluiu a loira rindo.

Justine revirou os olhos e seguiu para a mesa.

– Demoramos? – perguntou Amanda animada.

– Eu já estava até ficando com saudades – respondeu Vitor enquanto a beijava.

– Então Justine, está gostando do bar? – perguntou Pépe.

Justine ficou calada por alguns segundos sem saber se era com ela mesma.

– Então…?

– Sim, a muito não ia a bares assim, aliais, faz tempo que não saio.

– Por isso não te vi antes por ai… Eu na verdade sou novo por aqui.

– Tá explicado…

– O que?

– O motivo dessas menininhas estarem em alvoroço, carne nova no pedaço… – sorriu sem graça ao fim do comentário.

– É… Pode ser, mas não curto “menininhas”, gosto de mulher… Tipo você!

A face de Justine ficou rubra, mas entre suas pernas ela sentiu um pequeno calor exalar.

– Pois é, então você morava onde?

– Estava na Europa trabalhando, morei em vários lugares, mas minha família é da Itália, aliais meu pai é italiano e minha mãe brasileira, então morei aqui até meus 15 anos, depois fui desbravar o mundo… Mas gosto daqui, não sei porque, simplesmente gosto.

– Meus avós são italianos, tenho muita vontade de ir conhecer a cidade natal deles.

– Qual é?

– Nápoles.

– Quem sabe um dia não vamos juntos – Pépe sorriu e de um piscadela.

– Isso é um convite?

– Com toda certeza!

Os dois ficaram conversando por um longo tempo, Pépe recebeu dezenas de bilhetinhos, Justine já nem se incomodava mais, ela achava graça de tudo aquilo. Ele era um homem muito interessante, viajado, amante de boa musica, ela estava vidrada pelo conjunto.

– E então… – disse Pépe ao se aproximar da face de Justine,

– Então o que? – questionou Justine com os lábios trêmulos.

Pépe se aproximou ainda mais, sentindo-a ofegar, era quente, o hálito gostoso, ela não resistiu ao jogo e o beijou. Sem duvida era um beijo de tirar o fôlego e matar de inveja todas as meninas do bar.

Justine sentiu um calorão tomar conta de seu corpo, suas pernas já não a pertencia mais, pela primeira vez em meses ela perdeu o chão. Pépe ficou sem ar, sem perder tempo, se aproximou do ouvido dela e sussurrou.

– Não queria me apressar, mas depois desse beijo, preciso perguntar, quer ir até a minha casa?

Justine recuou por um instante, o olhou, olhou para Amanda que logo entendeu o que estava acontecendo e acenou para a amiga seguir em frente, ela voltou a olhar para Pépe que apoiou uma das mãos em sua coxa.

– E então?

– Bem… Ok!

Despediram-se de Amanda e Vitor, Pépe fez questão de segurar Justine pela cintura enquanto atravessavam a multidão de meninas decepcionadas, do lado de fora, decidiram que ela o seguiria de carro.

No caminho Justine começou a ficar nervosa, suas pernas tremiam, ora de ansiedade ora por lembrar do beijo. Pouco depois o carro de Pépe parou, ele deu seta e entrou em um prédio, Justine o seguiu, era em enorme condomínio com vários prédios, o dele ficava próximo a um bosque, ele entrou no subsolo e estacionou, desceu e fez sinal para ela estacionar na vaga ao lado.

Ele abriu a porta do carro dela e a puxou contra o peito dele dando-lhe mais um beijo, os dois caminharam até o elevador, e enquanto subiam até o andar dele, ambos riam e brincavam, era como se já se conhecessem a tempos.

O apartamento dele era simples mais bonito, tudo era preto, branco e cinza, cheio de livros, DVD’s, discos, posters pelas paredes e um violão no tapete da salinha e o que mais lhe chamou a atenção foi o telão com retroprojetor.

– Quer assistir algo? – perguntou Pépe vendo a curiosidade estampada na face de Justine.

– O que me sugere?

– Comprei um DVD novo do Johnny Cash, ta afim?

– Agora, nossa sou apaixonada por ele.

– Somos dois. Pera ai que vou pegar, ta no meu quarto. Fica a vontade, quer beber algo?

– Aceito!

– Eu tenho cerveja e whisky… E suco de maracujá light – risos.

– Whisky ta bom!

Pépe foi em um pé e voltou no outro. Entregou o whisky para Justine, colocou o DVD pra rodar e sentou-se no sofá. Justine sentou-se ao lado e começou a beijá-lo. Em poucos minutos ela já estava por cima dele.

As mão de Pépe percorriam por todo o corpo de Justine, ele tirou o belerinho de rendas e baixou o zíper do vestido deslizando os dedos por sob cãs costas, seus lábios caminharam entre o pescoço e os seios rijos dela. Logo ela se levantou e deixou o vestido cair, de pé enfrente ao projetor ao som de “Hurt”, se despiu. Pépe se levantou, tirou a camisa exibindo o tórax tatuado e ao terminar de se despir, atracou Justine, dois corpos quentes, ele a beijou enquanto a empurrava até a parede, o fogo aumentou e os dois se entregaram ao prazer, ele a colocou de frente para a parede, afastou as pernas e a penetrou, ela gemeu, ele suspirou.

– Deus, pequena como você é gostosa!

Justine estava ofegante, não dizia nada, tudo que saia de seus lábios apertados contra os dentes eram gemidos.

As imagens passeavam sob seus corpos nus e em ritmo acelerado, Pépe colocou uma das mão no grelinho de Justine e começou a acariciá-lo.

– Meu Deus isso ta tão bom! – sussurrava Justine.

– Gosta safadinha?

– Sim, sim! Me faz gozar, quero gozar gostoso. Mete, mete na sua safadinha.

Ele mordeu o ombro dela e um arrepio diferente surgiu, um sorriso sacana lhe estampou a face, o calor subiu e suas pernas tremeram, um gemido gostoso escapou de seus lábios, ao ouvi-lo, Pépe não resistiu e também gozou. Ele a abraçou novamente, e permaneceram ali, juntos na parede até “I Won’t Back Down” acabar. Justine estava satisfeita e sentiu o calor da paixão acender em seu peito novamente.

Freak Butterfly.