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Justine – Terremoto na Rotina (parte final)

As duas riram e foram até a mesa. Finalmente Justine conseguiu olhar os rapazes, agora ela havia entendo o motivo do alvoroço das mulheres do bar, sem dúvida Vitor e seu amigo eram os homens mais lindos do amamigasbiente. Logo Amanda agarrou seu homem. Vitor era alto, branco, olhos azuis, tinha cara de menino, com os braços tatuados e um topetinho nos cabelos loiros. O outro era o oposto, parecia um italiano, pele clara, cabelos negros, olhos escuros, nariz um pouco avantajado, mas sem duvida era de uma beleza exótica, braços e pescoço tatuados, gel nos cabelos penteados para trás, a muito Justine não via uma coisa daquelas.

Ambos estavam de calça do tipo social, pouco largas, diferente dos demais que estavam de jeans mais justos ao corpo, estavam de all star, Vitor usada uma camiseta preta com uma estampa old school, e o amigo de regada branca.  Justine disfarçadamente, retirou a aliança e enfiou na carteira.

– Deixe-me apresentar minha amiga, Justine este é Vitor – disse Amanda apontando para o rapaz ao lado.

– Olá, prazer – disse Justine ao cumprimentá-lo com dois beijinhos na bochecha.

– E este é o amigo dele…. Desculpa qual seu nome?

– Pépe – disse o rapaz estendendo a mão para Justine.

– Prazer… – Justine retribuiu o aperto de mão e pela primeira vez em muito tempo se sentiu constrangida.

Sentaram-se à mesa, o som era gostoso, o ambiente razoável, já que as mulheres não saiam de cima. Pépe levantou, olhou para Vitor e disse:

– Já volto, vou no bar… Alguém quer algo? – perguntou friamente.

– Meninas? Querem algo? – perguntou Vitor olhando para as duas.

– Acho que cerveja… – disse Amanda pensativa – pode ser Ju?

– Claro! Sim claro! – respondeu Justine ao ser arrancada de seus pensamentos.

Depois de quase meia hora Pépe voltou com as cervejas, estava mais risonho e com o semblante mais extrovertido.

– Desculpem a demora, fiquei conversando com o “negão” no bar – disse enquanto coloca as cervejas na mesa.

– Então Justine, você é sempre caladona assim? – perguntou Vitor com tom de sarcasmo.

– Depende da ocasião – respondeu Justine sem graça.

– A Mandita falou demais de você.

– É que ela sofre de amor platônico por mim, mas eu já disse que não rola – as duas riram.

– Meu Deus, não sei se isso seria um pecado ou o paraíso! – exclamou Vitor se deliciando em pensamentos.

As duas continuaram a rir. Pépe ainda estava estranho e Justine encafifada se achando o motivo daquela frieza toda. O barman se aproximou, era um bilhetinho para Pépe, ele leu, sorriu, olhou para o lado, uma loira monumental o olhava sem mesmo piscar, ele colocou a mão na face e continuou a rir.

– Olha ai, Pépe já está fazendo sucesso!

– Acho que ele é O sucesso desde que chegou – disse Amanda rindo.

Pépe apenas riu. Justine se levantou e disse para a amiga:

– Vamos comigo até o banheiro?

– Claro! Já volto baby – disse ela ao beijá-lo.

– O que foi Ju? Não gostou daqui? Não curtiu os meninos? Ta toda jururu.

– Acho que o Pépe que está incomodado comigo, desde que agente chegou ele está todo sério, meio frio, odeio isso, me sinto uma.. Sei lá o que, apenas odeio.

– É ele está mais sério, mas vai ver que é tímido.

– Tímido Amanda? Tenha dó né, tava todo, todo com as garotinhas. Acho que to empatando o coitado, melhor eu ir.

– Bem, não sei o que houve, vamos voltar pra mesa, se você se sentir mau, tudo bem, não precisa ficar forçada, mas gostaria que curtisse a noite, tem vários outros gatinhos, logo rola uma banda e nós vamos dançar.

– Ok! Vou ficar um pouco mais.

As duas estavam saindo do banheiro, enquanto outras duas meninas, a loira do bilhete e uma baixinha morena riam e falavam alto.

– Você viu? Você viu? – perguntava a loira animada.

– Ele não é divino? Mas o barman disse que ele pediu pra dizer que tem uma garota já – comentou a morena.

– Não acho que seja aquela que está com ele, eles se cumprimentaram com as mãos, que horror, nunca ao perder de dar uns beijinhos nele – concluiu a loira rindo.

Justine revirou os olhos e seguiu para a mesa.

– Demoramos? – perguntou Amanda animada.

– Eu já estava até ficando com saudades – respondeu Vitor enquanto a beijava.

– Então Justine, está gostando do bar? – perguntou Pépe.

Justine ficou calada por alguns segundos sem saber se era com ela mesma.

– Então…?

– Sim, a muito não ia a bares assim, aliais, faz tempo que não saio.

– Por isso não te vi antes por ai… Eu na verdade sou novo por aqui.

– Tá explicado…

– O que?

– O motivo dessas menininhas estarem em alvoroço, carne nova no pedaço… – sorriu sem graça ao fim do comentário.

– É… Pode ser, mas não curto “menininhas”, gosto de mulher… Tipo você!

A face de Justine ficou rubra, mas entre suas pernas ela sentiu um pequeno calor exalar.

– Pois é, então você morava onde?

– Estava na Europa trabalhando, morei em vários lugares, mas minha família é da Itália, aliais meu pai é italiano e minha mãe brasileira, então morei aqui até meus 15 anos, depois fui desbravar o mundo… Mas gosto daqui, não sei porque, simplesmente gosto.

– Meus avós são italianos, tenho muita vontade de ir conhecer a cidade natal deles.

– Qual é?

– Nápoles.

– Quem sabe um dia não vamos juntos – Pépe sorriu e de um piscadela.

– Isso é um convite?

– Com toda certeza!

Os dois ficaram conversando por um longo tempo, Pépe recebeu dezenas de bilhetinhos, Justine já nem se incomodava mais, ela achava graça de tudo aquilo. Ele era um homem muito interessante, viajado, amante de boa musica, ela estava vidrada pelo conjunto.

– E então… – disse Pépe ao se aproximar da face de Justine,

– Então o que? – questionou Justine com os lábios trêmulos.

Pépe se aproximou ainda mais, sentindo-a ofegar, era quente, o hálito gostoso, ela não resistiu ao jogo e o beijou. Sem duvida era um beijo de tirar o fôlego e matar de inveja todas as meninas do bar.

Justine sentiu um calorão tomar conta de seu corpo, suas pernas já não a pertencia mais, pela primeira vez em meses ela perdeu o chão. Pépe ficou sem ar, sem perder tempo, se aproximou do ouvido dela e sussurrou.

– Não queria me apressar, mas depois desse beijo, preciso perguntar, quer ir até a minha casa?

Justine recuou por um instante, o olhou, olhou para Amanda que logo entendeu o que estava acontecendo e acenou para a amiga seguir em frente, ela voltou a olhar para Pépe que apoiou uma das mãos em sua coxa.

– E então?

– Bem… Ok!

Despediram-se de Amanda e Vitor, Pépe fez questão de segurar Justine pela cintura enquanto atravessavam a multidão de meninas decepcionadas, do lado de fora, decidiram que ela o seguiria de carro.

No caminho Justine começou a ficar nervosa, suas pernas tremiam, ora de ansiedade ora por lembrar do beijo. Pouco depois o carro de Pépe parou, ele deu seta e entrou em um prédio, Justine o seguiu, era em enorme condomínio com vários prédios, o dele ficava próximo a um bosque, ele entrou no subsolo e estacionou, desceu e fez sinal para ela estacionar na vaga ao lado.

Ele abriu a porta do carro dela e a puxou contra o peito dele dando-lhe mais um beijo, os dois caminharam até o elevador, e enquanto subiam até o andar dele, ambos riam e brincavam, era como se já se conhecessem a tempos.

O apartamento dele era simples mais bonito, tudo era preto, branco e cinza, cheio de livros, DVD’s, discos, posters pelas paredes e um violão no tapete da salinha e o que mais lhe chamou a atenção foi o telão com retroprojetor.

– Quer assistir algo? – perguntou Pépe vendo a curiosidade estampada na face de Justine.

– O que me sugere?

– Comprei um DVD novo do Johnny Cash, ta afim?

– Agora, nossa sou apaixonada por ele.

– Somos dois. Pera ai que vou pegar, ta no meu quarto. Fica a vontade, quer beber algo?

– Aceito!

– Eu tenho cerveja e whisky… E suco de maracujá light – risos.

– Whisky ta bom!

Pépe foi em um pé e voltou no outro. Entregou o whisky para Justine, colocou o DVD pra rodar e sentou-se no sofá. Justine sentou-se ao lado e começou a beijá-lo. Em poucos minutos ela já estava por cima dele.

As mão de Pépe percorriam por todo o corpo de Justine, ele tirou o belerinho de rendas e baixou o zíper do vestido deslizando os dedos por sob cãs costas, seus lábios caminharam entre o pescoço e os seios rijos dela. Logo ela se levantou e deixou o vestido cair, de pé enfrente ao projetor ao som de “Hurt”, se despiu. Pépe se levantou, tirou a camisa exibindo o tórax tatuado e ao terminar de se despir, atracou Justine, dois corpos quentes, ele a beijou enquanto a empurrava até a parede, o fogo aumentou e os dois se entregaram ao prazer, ele a colocou de frente para a parede, afastou as pernas e a penetrou, ela gemeu, ele suspirou.

– Deus, pequena como você é gostosa!

Justine estava ofegante, não dizia nada, tudo que saia de seus lábios apertados contra os dentes eram gemidos.

As imagens passeavam sob seus corpos nus e em ritmo acelerado, Pépe colocou uma das mão no grelinho de Justine e começou a acariciá-lo.

– Meu Deus isso ta tão bom! – sussurrava Justine.

– Gosta safadinha?

– Sim, sim! Me faz gozar, quero gozar gostoso. Mete, mete na sua safadinha.

Ele mordeu o ombro dela e um arrepio diferente surgiu, um sorriso sacana lhe estampou a face, o calor subiu e suas pernas tremeram, um gemido gostoso escapou de seus lábios, ao ouvi-lo, Pépe não resistiu e também gozou. Ele a abraçou novamente, e permaneceram ali, juntos na parede até “I Won’t Back Down” acabar. Justine estava satisfeita e sentiu o calor da paixão acender em seu peito novamente.

Freak Butterfly.

Justine – Terremoto na Rotina (parte III)

Justine e Lucas tomaram banho juntos como duas crianças brincalhonas, rindo de tudo que acabara de acontecer. Lucas saiu primeiro, pois já estava atrasado para sua viajem, Justine ficou curtindo a água morna que percorria seu corpo relaxado.

– Querida, preciso ir, me deixa no aeroporto? – perguntou Lucas apressado.

– Sim claro, vou me secar e vestir algo rapidinho – respondeu Justine enquanto desligava o chuveiro e pegava a toalha.

Ela pegou a primeira roupa do armário, um vestido longo, mas leve, ela estava tão relaxada que poderia dormir o dia todo, como um bebê. Lucas já estava na porta berrando desesperado.

– VAMOS AMOR! ESTOU ATRASADO!!!

– Tô aqui já, podemos ir!

– Você esta estranha…

– Eu? Por quê?

– Sei lá, esse sorriso esquisito ai?

– Depois de tudo que houve, você queria que eu ficasse triste ou mal humorada?

– Claro que não! Desculpe se estou meio indiferente, mas não posso perder este vôo, muito menos essa reunião.

– Eu sei – disse com ternura – Bem, pisa fundo então!

Os dois foram em silêncio no carro, na rádio rolava musicas bregas e ninguém se importava em mudar. Justine estava com o olhar longe, ora soltava um risinho malicioso, ora suspirava profundamente.

– Chegamos Ju – disse Lucas saindo do carro parado no “embarque-desembarque”.

– Quer que eu entre contigo? – perguntou Justine indo a sua direção no porta-malas.

– Não precisa anjo – respondeu e beijou-lhe a testa – Vou sentir sua falta cadelinha, te amo, se cuida e juízo!

– Você quem vai viajar, você que se cuide e tenha muitíssimo juízo! Te amo – se beijaram e Justine ficou olhando Lucas entrar no aeroporto.

Ela voltou ao carro e seu celular estava piscando no banco ao lado, 3 chamadas não atendidas, era Amanda, então retornou a ligação.

– Oi putaaaa! Finalmente consigo falar contigo! – disse Amanda animada.

– É que o Lucas foi viajar, vim trazê-lo no aeroporto.

– E ai como estão às coisas? Melhor?

– Sim – respondeu entre risos – melhorou muito!

– Que bom, então não quer sair comigo mais?

– Claro, você acha que vou ficar mofando em casa enquanto ele vai pro Canadá? Frango frito, cerveja forte e Hooters? Mas nunca que fico em casa, onde vamos?

– To saindo com aquele cara da internet, não quer ir no barzinho que te falei que ia? Gata, lá tem tanto topetudo bonito, que você nem tem noção!

– Ok! Me passa o endereço por e-mail, que horas?

– La fica bom pela meia noite… Mas vamos mais cedo, assim agente descola uma mesa, ou um lugar no bar.

– Fechado, umas onze ta bom?

– Dez e meia!

– Fechado! Até mais tarde Mandita.

Justine desligou e decidiu ir visitar a mãe, no caminho foi pensando no que vestir pra noite, e no que disse a Amanda, sobre o Canadá.

– Só espero que o Lucas não encontre nenhuma canadense e me esqueça!

Chegando na sua casinha, a mãe estava no jardim aguando as plantas.

– Ju! Filha que surpresa, você sumiu, quase não a vejo mais.

– Desculpe mãe, é que andei enrolada, e o Lucas você sabe, até viajou hoje de ultima hora pro Canadá, pra resolver um problema de cliente.

– Vocês estão bem? – perguntou a mão ao notar a face preocupada de Justine quando mencionou o Canadá.

– Bem mãe, sei lá, senti medo pela primeira vez, eu e o Lucas andamos meio distantes no ultimo mês, quase nem tempo pra nós dois, só nos víamos na cama pra dormir, caímos em uma rotina que estava me deixando deprimida, eu estava virando dona de casa! Acredita?

– Minha filha… – disse a mãe ao sorrir – você está crescendo, isso parece ser pavoroso mesmo, mas é que nem sempre da para se manter o pique de um namoro normal, morar junto então, mas tem que ter paciência, qualquer relação será assim, tudo tem que ter paciência.

– Eu sei, eu sei! Pena que paciência não faz parte das minhas virtudes.

– Isso eu sei bem! Vamos entrar eu vou passar um cafezinho do jeito que você gosta e tem bolo de cenoura, seu predileto!

– Ah mãe, só você pra me tirar da dieta e me por pra cima – elas se abraçaram e foram para dentro.

As duas ficaram conversando por horas, o pai de Justine chegou para a janta, os três se reuniram em volta da mesa como nos velhos tempos, riram, conversaram, e logo mais Justine foi para casa se arrumar.

– Tchau mãe, obrigada pela conversa – disse Justine enquanto a abraçava – Tchau papai – se despediu beijando o pai carinhosamente.

Justine entrou no carro e disparou até o apartamento, já passava das nove horas e ela não tinha menor idéia de onde era, nem o que vestir. Entrou no apartamento correndo e deixou o computador ligando enquanto tomava outro banho. Conectou-se a internet e entrou no closet para procurar algo.

– O que vestir? O que vestir? – dizia ela com as mãos nos cabelos.

O celular apitou, era uma mensagem da Amanda.

“Amiga, já está se arrumando? Não vai me esquecer em sua safada. Recebeu meu e-mail? Beijos, até logo!! x)”

Justine sentou na mesinha e foi olhar o local, jogou o endereço no Google maps para encontrar o melhor caminho e voltou a se arrumar, entre vestidos, saia e calças ela não tinha idéia do que vestir.

– Acho que um pretinho básico vai bem em qualquer lugar!

Vestiu um tomara-que-caia preto com um belíssimo decote coração e um pouco acima do joelho. Colocou um bolerinho de renda preto, só como enfeite pois não cobria muito seus fartos seios. Correu para o banheiro.

– Caramba, sabe aqueles dias que não da nem vontade de se arrumar? Hoje é meu dia! Droga…. Cadê meu pó… Aqui! Nossa que pele lixo está a minha… Acho que só vou cobrir essas espinhas que surgiram e passar um rímel, será que consigo?

Depois de algum esforço ela consegui se maquiar, uma sombra clara, rímel preto, cílios alongados com o delineador e um batom rosado para dar um ar de saudável. O closet de Justine era um sonho, Lucas, amante de sapatos sempre a presenteava com novidades belíssimas.

– Que droga, às vezes ter muita coisa é um saco, não sei o que calçar, definitivamente, não sei.

Depois de gastar quase 30 minutos calçando diversos sapatos para decidir qual usaria, ela colocou o primeiro que experimentou, salto 10cm vermelho de vinil bico arredondado.

– Acho que to pronta!

Olhou para o relógio já passara das dez e meia, conforme havia combinado com Amanda.

– CARALIO PUTA QUE PARIU, A AMANDA VAI ME MATAR! GRRR – gritou enquanto imprimia o mapa, nem parou pra desligar o computador e saiu correndo trancando a porta.

No elevador ela olhou o endereço.

– Ainda bem que não muito longe, e não tem muito transito.

Ela entrou no carro e saiu em disparada. Ao chegar em frente ao local, o celular tocou, era Amanda.

– Oi amiga!

– Porra Justine, tu vai mesmo me dar um bolo é?

– Não eu já estou em frente, só tenho que achar lugar pra estacionar.

– Segue um pouco mais que tem um estacionamento logo enfrentem é mais seguro, te encontro lá.

– Ok! – ela desligou, seguiu um pouco mais e logo achou o estacionamento.

Fechou o carro e saiu do parking, Amanda estava na frente a esperando.

– Que bom que você veio! – disse Amanda indo em sua direção para abraçá-la.

– Não disse que eu vinha!

– Vamos vou te apresentar o Vitor, ele trouxe um amigo.

– Ah safada, planejando as coisas pelas minhas costas?

– Você vai me agradecer. Mudando de assunto, menina, você ta chique demais, os caras vão cair matando, e eu toda básica.

– Não sei onde básica com essa calça justíssima e este corselet, os peitos pulando de tão apertados – risos.

– Tô tentando entrar no clima do lugar, mas você vai se dar bem, ta toda pin upizuda! – disse Amanda enquanto ria – bem eles estão lá dentro, preparada?

– Meu Deus, até parece que vou conhecer meu futuro marido.

– Quem sabe! Aproveita e guarda a aliança na carteira.

– Tá loca? – disse Justine brava.

– Amiga, você vai me agradecer.

Quando entraram havia uma roda de mulheres alvoroçadas, Justine não entendi o que estava havendo, era muito escuro ali, mas já pode sentir como seria a noite, ainda na entrada ela já havia levado uma cantada do porteiro, outra de um rapaz que passou esbarrado nela.

– Ah! Eles estão ali – apontou para a mesa logo depois da reunião feminina – Cara odeio essas Maria Topetudo, onde vou passo raiva, ainda bem que o Vi não ta nem ai, só olha pra mim.

– Também, ele deve se perder ai nesses peitos, caracas Mandita, estão enormes – disse Justine dando uma apertadinha enquanto ria.

– Safada, vai que eu gosto!

Homens: o mau “necessário”

casal

Depois das minhas ultimas experiências amorosas e de ouvir os reclames de algumas amigas, fiquei pensando comigo mesma. O que passa na cabeça dos homens? Porque em um minuto eles te desejam mais que tudo e no outro eles não queriam te iludir? Porque eles mentem? Isso é algo quem vem no gene? É uma necessidade?

Homens sempre reclamam que mulher não sabe distinguir quando o cara quer só sexo ou quando ele busca um romance, claro que como em tudo nesta vida há exceções, há umas e outras que ainda se iludem, mas a maioria já está “ligada”, por mais que ele procure romance, ficamos com o pé atrás achando que no final ele busca somente sexo.

Sexo! Sexo! Sexo! Claro que o sexo é importante, mas ele não chega a ser 100%, pois hoje em dia, sexo é igual comida de solteiro, basta ir ao “mercado” e escolher o que quer “comer”. Agora, carinho, atenção, colo, isto esta escasso.

O mundo se tornou prático, on-line, e o sexo também, as relações também. Por isso as rapidinhas se tornaram rotina, e inicio de namoros mais rápidos que nunca, conhecer o parceiro não é mais necessário, hoje você diz sim (pois, com a concorrência crescendo cada dia mais, não podemos perder tempo), hoje você beija, amanha você transa e em pouco tempo já estão namorando.

Pedir em casamento também é algo muito fácil, é mais fácil do que pedir um prato no restaurante, o cara chega e diz: “Casa comigo?”, e a grande maioria, ainda cai na conversa do individuo.

Mas isto tudo não é um mau somente masculino, há mulheres que só buscam sexo, mas o problema é que o cara só “dá” quando ele ta afim (eu sei é raro homem recusar, mas existe), pois depois do segundo encontro sexual, se você quer encontrar o cara novamente, ele já pensa que você quer namoro, e te diz: “desculpe se eu não sinto o que você sente por mim?”.

Será que quando gozamos nossas vaginas gritam: “CASA COMIGO, EU TE AMO!”?

Eu gostaria de saber, isso ainda é um mistério pra mim. Digamos, um cara pode pentelhar pra te comer varias vezes no mês, mas se você liga pra ele varias vezes neste mês querendo sexo, ele pensa que você quer algo serio. Uma moça não tem direito de ter apenas um “P.A.” (sigla que uso com amigas para definir o “Pau Amigo”)

Outra coisa que esta cada vez mais comum é: hoje ficamos, temos algo em comum e amanha estamos namorando.

Lembrem-se: Antes só que um mau namoro. Isso pode estragar tudo que poderia realmente acontecer de bom entre vocês. É terrível descobrir que vocês tem um gosto musical em comum, mas não freqüentam os mesmo lugares, não gostam das mesmas comidas, odeiam algum amigo(a) dele(a) (alerta, nunca fale mau dos melhores amigos, isso estraga tudo, pois amores vem e vão, mas os amigos estão lá, principalmente quando os mesmo te dão um fora), claro que não dá pra parecer em tudo, mas há diferenças que estragam qualquer relacionamento.

Mas o que eu queria dizer realmente com este texto? Talvez nada, talvez tudo. Não sou feminista, muito mesmo uma Riot Girl, não vejo vantagens alguma nisto, mulher é dependente sim, é carente, tem TPM, gosta de carinho, mas no meio do desespero, não tome decisões precipitadas, procure um amigo, ele pode te dar tudo isso, até o sexo.

Namoro também é marketing, onde se utiliza a melhor estratégia, o “boca-em-boca”. Se pisar na bola é bomba na certa!

Então vamos com cuidado e deixemos tudo as claras. Doa a quem doer, ainda é a melhor opção.

Freak Butterfly.

* Imagem: Leo Fontoura

Vamos falar de sexo?

GirlsNightOut

Ontem ouvi que o preconceito em relação às mulheres que conversam abertamente sobre sexo mudou. Mas, em relação às experiências que já tive, aos rótulos que já recebi, vejo que nada mudou tanto assim. O mundo segue machista como sempre.

Nós que já queimamos os sutiãs, protestamos, tivemos direito ao voto e direitos iguais, ainda somos julgadas por querer conversar sobre sexo como qualquer homem entre amigos faz na mesa do boteco.

O problema é que muitos ainda não aceitam a posição que alcançamos nas ultimas décadas (e não digo atrás do tanque ou na beira do fogão). As mulheres hoje escolhem se vão ou não casar. Se querem ou não ter filhos. Tem a opção do sexo casual, elas vão pro boteco com as amigas, tomam cerveja e falam de “pinto”, como quem fala de novela.

Muitos me dizem: “Você se expõe demais no blog. Eu não teria coragem.”

Sinceramente, não vejo maldade alguma nas coisas que digo ou escrevo. Eu sou uma pessoa extremamente curiosa, que gosta de ler, escrever, e usei este meio de comunicação pra tentar ajudar algumas pessoas que tem medo de revelar seus temores. Só eu sei quantas pessoas eu já ajudei, quantas imaginações eu conquistei.

Sempre ouço a mesma pergunta: “Justine é você? Ela existe?”

Claro que deve haver pessoas como Justine, e é obvio que como toda pessoa que escreve ela é parte de mim. Como uma filha. Algumas pessoas amam, outras ficam horrorizadas e há aqueles ainda que acham que sou prostituta (rs isso é hilário eu confesso, rio demais disso). Não querendo me comparar a Anais Nin, mas ela escrevia coisas eróticas assim como eu, o que eu faço é usar palavras mais “chulas” e comuns no vocabulário daqueles que lêem. Seria estranho ler vulva, fornicar, entre outras palavras mais “poéticas”. Eu simplesmente escrevo o que as pessoas desejam ler.

Falar de sexo é saudável e divertido. É uma troca de experiências, é um aprendizado. Só não podemos expor a intimidade de forma que vá nos afetar e afetar terceiros.

A vida já é complicada demais, têm problemas demais, guerras demais pra ainda nos preocupar-mos com coisas tão banais. Ainda ter-mos preconceitos tão medíocres.

A liberdade de expressão é isso, ser o que somos mesmo que doa naqueles que não tem coragem para de libertar, se escondem em fakes e se trancam em “armários” de lamentações e julgamentos precipitados.

 

Freak Butterfly

Eu não presto, e nem quero!

Livres, leves e soltas, as pessoas que vivem sendo fieis a seus princípios, muitas vezes acabam levando a fama de “ruim”.

Ser-mos nós mesmos tem sempre um preço a se pagar, quem nunca julgou outra pessoa por estar curtindo todas na balada, atire a primeira pedra? Sim, até esta que vós escreveis queridos leitores, porém aprendi a estar do outro lado, do lado de quem quer ser livre.

Este artigo foi inspirado em um sábado na balada, quando reunida com as amigas, todas alegres, dançantes embriagadas, pensei: “Tem tanta gente que nos julga, nos chama disto ou aquilo só porque fazemos e falamos o que queremos, tenho dó destes, eles não são felizes.”

Este pensamento se deu, pois, as pessoas perdem tanto tempo reparando no que as outras fazem que deixam de viver suas vidas.

É tão fácil enxergar os defeitos do vizinho e ignorar os nossos. É tão mais legal falar mal dos outros e ficar na vontade não é? Pois saiba que a muitas pessoas que não estão nem ai para o que o outros pensam delas. Como eu sempre digo, não importa o que você faz ou deixa de fazer, as pessoas irão sempre achar algo ruim para falar de você.

Certa vez ouvi que eu tinha má reputação na cidade. O que é reputação? Isso se compra? Sim, sou uma louca, livre dos preconceitos medíocres e pressões que a sociedade me impõe. Eu falo, depois penso. Eu vivo, porque é vivendo que se morre um pouco mais, então porque não “gastar” o tempo que me resta fazendo tudo o que eu desejo?

Livre arbítrio, Deus lhe deu isso, então o use!

Há uma comunidade no orkut que expressa bem isto que quero lhes falar: “Eu não presto e nem quero!”, onde várias pessoas que não fazem a mínima questão de prestar mesmo. Porque viver em um mondo quadrado se a liberdade é mais bonita?

Ser fiel aos teus princípios vale mais do que mil julgamentos. Se você está bem consigo mesma. Se você gosta da sua vida como ela é? Ligue o “foda-se” e seja totalmente feliz, porque esta sim, a felicidade, não tem preço, e apesar de muitos desejar compra-la, ela não está a venda em nenhum supermercado.

Quer saber quantas pessoas não estão nem ai para o que você acha delas? Veja em: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=667657

Porque ter atitude nesta vida, não tem preço, só julgamentos medíocres.


Freak Butterfly.

Banheiro Feminino – Algumas Revelações!

Hoje em dia sexo frágil é coisa extinta! Está certo que o mundo ainda é machista e nós mulheres somos ainda indiferentes em determinados assuntos a vocês caros leitores masculinos, porém, foi se o tempo que nós mulheres, nos reuníamos para falar de crochê, roupas, sapatos, maquiagem e fofocar sobre o relacionamento alheio.

Hoje mulher vai pra boteco com amigas beber cerveja, joga sinuca, toma pinga e falar de sexo. Não caros leitores, nós não falamos do sexo da forma romantizada que vocês pensam, e sim, falamos de sexo como homens, como pessoas comuns.

Como eu e minhas amigas falávamos sempre: vamos falar de ”pinto”!

É como uma reunião masculina, sentamos trocamos relatos de transas boas e ruins que tivemos, falamos das coisas idiotas que os caras fazem que acham que nós gostamos e achamos a maior graça (sim, mulher também pode ser cruel), bebemos cerveja, falamos de caras pra quem daríamos e pra quem não daríamos nunca, de coisas que fizemos e foi gostoso e assim trocamos experiências.

Pode parecer vulgar ler isto, vocês devem achar eu e muitas outras garotas um tanto vulgares por expor o que pensam e da forma que bem entendem, eu acho normal, afinal a constituição não nos dá direitos iguais? Então porque mulher falar de sexo é uma anomalia e homem falar de sexo é mais do que normal?

Hoje não existe falar de sexo homem e mulher. Ambos pensam nisso. Falar sobre isto é tão gostoso e divertido e penso que homens e mulheres deveriam ver isto sem pudor algum.

Nós vemos filmes pornôs e muitas de nós adoramos.

Sim, mulher vai unida ao banheiro pra fofocar sobre caras que viram na balada, se fulano beija bem, se o beltrano tem pegada, planejam o fim da noite, tudo isto fazendo xixi e retocando a maquiagem (claro que há mais mistérios que rondam o banheiro feminino, mas você pensou que eu seria boba de lhes dar tudo de bandeja?).

A única coisa que eu recomendo para minhas colegas é: sejam vocês mesmas, não tenham medo de falar o que pensam nem expressar seus gostos. Infelizmente nós sempre seremos julgados ou por gostar ou por não gostar então é melhor assumir e curtir uma vida moderninha.

Sexualidade é isso. Não ter vergonha, não ter pudor e ser livre. Tudo que temos de ter é consciência de não magoar o próximo nem de correr riscos desnecessários.

Prevenção sempre!

Desejo a vocês coragem e liberdade, não sejam mariposas, saiam dos casulos, sejam livres e belas borboletas.

Um grande abraço de amiga,

Freak Butterlfy.