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Monthly Archives: Fevereiro 2010

Justine – Terremoto na Rotina (Parte II)

Ao despertar, Lucas já estava acordado arrumando as malas. Ela se levantou, ainda sem falar nada, a cabeça doía como se estivesse de ressaca, foi uma noite turbulenta, insônia misturada com pesadelos. Ela foi ao banheiro escovar os dentes e depois se aproximou do Lucas.

– Você está chateada? – Perguntou Lucas.

– Não… Eu deveria? – respondeu Justine em tom sarcástico.

– Não sei, você falou a noite toda, parecia um cão raivoso.

– É acho que eu não tenho muitos motivos pra estar chateada não é!

– Foi pela pergunta que te fiz ontem? Eu sei que nossa relação ta caída, as coisas não são quentes como eram, mas quem sabe até minha viajem não nos faça bem?

– Se você está falando… – rebateu Justine enquanto virava as coisas para sair do closet.

Lucas foi atrás dela e estava com a feição de raiva.

– Olha garota, eu estou conversando com você!

– Não me chama de garota, você sabe que eu ODEIO!

– Porque ta gritando? Só porque não te comi ontem?

– Olha lá como fala comigo seu idiota! Você acha que só você quer me comer é?

– Porque puta, vai sair por ai e dar pra outros agora que vou viajar?

– Quem sabe! – deu de ombros.

– Olha aqui sua vadiazinha… – Lucas foi interrompido por um tapa na face.

– Eu disse, olha lá como fala comigo.

– Sua puta! Putinha barata!

– Pelo anel que me deu não pareço nada barata. Você que é uma bixinha enrustida! Quer que eu como o seu rabo?

– Não, mas você vai me dar o teu!

Lucas partiu para cima de Justine tentando agarrá-la.

– Me larga seu grosso.

– Grosso é? Meu pau é grosso e você adora.

– Quem disse? Essa mixaria ai! – disse Justine com tom de deboche enquanto tentava se esquivar dos beijos de Lucas.

– Ah é! Então pega essa mixaria – disse Lucas enquanto imprensava Justine contra a parede e baixava a samba canção.

– ME LARGA SUA BIXA!

– Cadela, me da esse rabo dá! Não tava reclamando que não te como?

Justine e Lucas se debatiam na parede, lutando como se estivessem em um vale tudo, Lucas a beijava e apertava sua bucetinha quente, Justine relutou por algum tempo, mas decidiu fingir e entrar no jogo.

– ME SOLTAAAA!

– Cala a boca puta, quer que os vizinhos chamem a polícia? – disse Lucas ao tampar os lábios de Justine com uma das mãos.

Ele a virou de costas, de frete a parede e colocou sua mão por entre as pernas dela.

– Não quer me dar não é? Não é isso que parece, você ta super molhadinha, quentinha… Nossa que delicia. Pode sentir isso? – dizia Lucas ao passar seu pau entre as coxas dela – ta durinho, latejando, querendo sua bucetinha gostosa cachorra.

Justine se debateu, tentou gritar mas só fez um barulho sufocado.

– Vamos ver como esta este rabinho? – perguntou Lucas a si mesmo enquanto averiguava a situação – Veja só! Esta pulsando como louco!

Lucas passou o braço livre pelo quadril de Justine puxando para trás, e com uma das pernas afastou uma das pernas dela, deixano a entrada livre, seja para qual fosse o buraco.

– Não grita putinha – disse enquanto soltava os lábios de Justine para pegar seu pau e penetrá-la.

Ele colocou na bucetinha suavemente sentindo a mesma contrair, um arrepio era visto na espinha nua de Justine, ela gemeu baixinho, depois ele começou a estocá-la com força.

– Sua puta gostosa!

Justine estava entregue, abriu as pernas e empinou o rabo o que pode. Lucas estava de volta!

– Quero no rabinho sua bixa, come ele, eu sei que você adora um rabo! – sussurrou Justine que mau podia falar de prazer.

– Quer é? Agora você quer sua puta?

– Quero! Quero! QUERO!

– Calma não to com pressa!

– Bixa dos infernos, mete, mete!

– Justine escorregou o tronco pela parede ficando em posição de alongamento, Lucas, admirado pela posição, sentiu-se tentado a penetrá-la atrás.

– Golpe baixo! Que putinha baixa! – disse enquanto levava seu pau até o cuzinho de Justine.

Levemente ele colocou a cabecinha, Justine se segurou e gemeu baixinho. Depois de colocá-lo todo dentro, ela não agüentou, encolheu seu corpo e os dois foram para o chão, de conxinha, ele apertava seus mamilos enquanto a penetrava ainda delicadamente.

– Pode ir! Pode ir! – disse ela.

E o ritmo mudou, ficou mais rápido, mais frenético.

– Deus! DEUS! Não agüento mais! Não dá! – dizia ela.

– Agüenta sim!

– Não! Não! – seu corpo sacudiu como em um ataque epilético, ela uivou alto e um liquido quente escorreu por entre eles.

– O que houve? – Perguntou Lucas sem ver o que havia acontecido.

– Não agüentei!

Justine e Lucas ficaram com os corpos colados por quase uma hora. Mesmo com a viajem próxima e as preocupações, mesmo em meio a todo o suor e urina, eles sentiam que estavam à ativa.

Continua…

Freak Butterfly

Vinte e dois anos – A realidade feminina que não muda

Quando estava de bobeira assistindo TV vi o clipe novo (não tão novo assim), da cantora inglesa Lily Allen, 22. Ao ver a tradução da musica, pensei “é comigo”?.

Pra quem nunca ouviu ou viu a tradução desta musica, ela fala que a mulher aos 22 anos tem sonhos, e agora que está chegando aos 30, nota que nada mudou, que nada foi como planejou, e que tudo se tornou ainda mais difícil. Enfim, a realidade das mulheres, digamos, normais (porque no mundo da fama, realmente todas as mulheres se sentem realizadas aos 30).

Canso de ler por ai que é aos 30 que a vida da mulher começa, como naquele filme “De repente 30” desde os anos 80 que nós lutamos para nos sentir-mos realizadas seja no pessoal, quanto no profissional, mas como diz a musica “(…) é triste quando a sociedade diz que sua vida já acabou. Não há nada a fazer, não há nada a dizer (…)”, realmente, um homem de 30 anos solteiro, consegue se relacionar muito mais fácil do que uma mulher, pois quando o tempo passa, muitas de nós (não digo todas não), começam a entrar na paranóia de que não conseguirão casar, não conseguirão ter filhos, e nem conseguirão um bom emprego, pois não basta trabalhar, temos de construir uma carreira.

A sociedade ainda é repleta de tabus hipócritas, que ditam quando temos de casar, quando temos de ter filhos, pois em determinada idade não poderá, pois será arriscado, é tudo regras, é tudo do jeito que eles querem, mas quem são eles?

O grande problema da mulher no fundo é se deixar levar por tais regrinhas. Quando se esta livre, quando não fica correndo contra o tempo, as coisas parecem fluir melhor. Eu ouço quase que diariamente, mulheres reclamando de que o tempo esta correndo, de que elas não têm namorado e já estão com 27 anos, de que logo será difícil ter filhos, e vários outros blá-blá-blás que chega a ser pior que um surto psicótico da TPM. A musica infelizmente é uma realidade social em qualquer país, mas se nos deixar-mos levar por essas idéias falidas que infelizmente muitos compram, estaremos de cabelos brancos e repletas de pés de galinha aos 35, tudo por não saber esperar. A vida não acaba, a vida começa.

Por isso não se desesperem, não se descabelem, pois a vida não, ela não acaba nos 30, também não sei se começa, mas que a vida pode ser divertida, isso, é você quem fará! Por isso força na peruca e vamos a luta que “eles”, no fim, não sabem de nada.

Freak Butterfly

Auto-Flagelo: Sobrevivendo entre as recaídas

Nunca imaginei que um texto de desabafo fosse gerar tanta repercussão, também não podia imaginar que tantas outras pessoas, independente do status, idade e sexo, fossem sofrer de tal problema.

Espero que cada vez que venho escrever, ou respondo seus comentários, os ajude, como ler seus desabafos me ajudam também.

Tomar a decisão de parar é difícil, é como alguém que decide parar com as drogas, temos que estar sempre alertas, nos vigiando a cada decepção ou ataque de nervos. Li um comentário que terminou em “ter fé”, confesso que ando afastada de tais coisas relacionadas a fé, sou católica, mas ir à missas sempre me deixa deprimida em meio a tantos sermões, não gosto do exagero de muitas igrejas evangélicas, e o candomblé só piorou um pouco mais o que eu pensei que fosse ajudar. Tentei o centro espírita kardecista, confesso, se vocês crêem em Deus, se arrisquem a ir a algumas palestras, são legais e ali não há julgamentos ou preconceitos, eles te acolhem de braços abertos.

Como todo “viciado” quando pensei estar “curada” parei de freqüentar, foi um erro, tentei voltar atrás, mas estava tão deprimida que não encontrava sentido pra nada. Sou como todos vocês, tenho sonhos e desejos que muitos tentam apagar, mas sinto que EU não posso desistir de mim.

Passei muito tempo sem me ferir, somente na tentação, mas fui forte, até levar um “tapa” na cara (literalmente) do meu pai, aquilo me enfureceu, pra não me cortar, espremi meu braço entre os dedos e unhas com toda força possível, nada aconteceu, alguns hematomas e uma dorzinha inferior ao meu ódio momentâneo, então peguei um isqueiro e comecei a esquentar, queimei varias vezes, e por sorte não ficou nenhuma bolha (pois tenho uma cicatriz, pequena, mas feia, no braço, feita por isqueiro), eu não queria ficar marcada, eu só busquei a dor, então depois disso, os dias passaram em meio a discussões onde tentava me consolar na dor. Nada adiantou, nada mudou, e eu disse a mim mesma: “você é melhor que tudo isso, melhor que todos eles, um dia vão precisar de você. Tudo isso vai passar”.

Dizer que é fácil, ou dar lição de moral, não posso, mas o que eu afirmo é que não precisamos de ninguém além de nós e nossas crenças, seja qual for o motivo, nada disso irá mudar ou melhorar com tais atitudes. Se você tem filhos, pense neles, se tem alguém que te ama muito como um pai ou mãe, faça deles sua razão pra seguir em frente, e só dependa de você para parar e alcançar quaisquer objetivo na vida.

E se precisar de alguém, busque um amigo, um verdadeiro amigo, ou aqui mesmo, deixem contatos, mesmo que anônimos, para que outros se comuniquem, um grupo que sabe o quão difícil são as coisas, pode se auto-ajudar.

Vamos dizer não ao auto-flagelo.

Justine – Terremoto na Rotina (parte I)

Justine nunca pensara que a vida a dois pudesse ser tão monótona, não quando era com ela, agora sua vida era como de seus pais.

 – Que saco! – exclamou Justine para Amanda.

 – O que houve mulher? – perguntou Amanda.

 – Essa vidinha de dona de casa ta me matando, sabe, ver o Lucas só na hora do jantar, não temos mais sexo todos os dias, muito menos na quantidade que tínhamos, ela só fala de trabalho e mais trabalho, isso ta me deixando…. BROCHA!

 – Ui! Bate na madeira – dizia Amanda enquanto dava três batidinhas na mesa de centro da sala – Ju, mulher, acho que precisa sair mais, sei lá, tirar um dia de folga desse “casamento”, vamos enfiar o pé na jaca, o que acha?

Para Amanda isso era fácil, ela vivia longe dos pais, estudava de manha e estagiava de tarde três vezes por semana, tinha dinheiro e era solteira, além de ser muito bonita, as duas ficaram amigas em um encontro com Marcela para papear, Amanda era sua prima do interior, que agora havia colocado as garrinhas de fora.

 – É, mas sair sem o Lucas nem dá. Oh Deus, o negocio já ta ruim e eu nem casei ainda.

– Melhor cedo, antes que seja tarde pra voltar atrás.

– Mas eu amo o Lucas Mandita.

– Mas também já amou a Marcela e superou não foi?

– Fico sem graça de falar sobre ela contigo – cochichou Justine com a face rubra.

 – Sai fora, eu nem ligo pra essas coisas não, você sabe que eu não sou chegada, mas não tenho nada contra.

 – Ta certo…

– Bem, eu vou indo, tenho um encontro com um gatinho da internet – disse Amanda entre um sorriso malicioso.

– Mandita, olha lá, esse lance de internet é furada.

– Dá nada, eu já conheço um amigo dele, vamos a um barzinho rocker e tal.

– E você lá gosta disso menina?

– Gostos de homens maus, disso que eu gosto!

– Eu também gostava…. – disse Justine desanimada.

– Animo mulher! ANIMO!

Elas se despediram e Justine foi preparar o jantar. Tudo estava na mesa quando Lucas chegou, calado, ele foi até o quarto se trocar, em seguida voltou esquisito, sentou-se a mesa e finalmente falou.

– Justine, precisamos conversar.

As pernas de Justine balançaram e ela jogou o corpo sobre a cadeira e com as mãos apoiando o crânio começou a refletir no que poderia ter feito.

– Você esta bem amor?

– To… To sim, por quê?

– Ficou pálida, parecendo um morto.

Ele aproximou a cadeira da dela, e a abraçou.

 – Calma amor, bem, eu tenho uma noticia meio chata… Mas nada sério.

– O que foi?

– Tenho que ir para o Canadá resolver um problema, um dos meus clientes, se meteu numa fria, e tenho que ir lá defendê-lo, e como a firma tem uma filial em Toronto, me mandaram para lá.

 – Quando?

– Amanha!

– Já? Mas, e quanto tempo ficará?

– Não sei querida, isso pode levar dias, ou semanas.

– O caso é serio?

– É, mas prefiro não comentar nada agora.

– Tudo bem…. Se você tem que ir, quem sou eu pra dizer algo.

– Amor, sei que estou muito ausente, que não tenho te dado atenção, mas pode até ser bom, sabe, ficarmos longe um tempinho, a saudade vai bater e tudo pode voltar a ser como era.

Justine ficou meio desconfiada com aquelas palavras, mas decidiu não perguntar nada. Os dois jantaram, ela lavou a louça enquanto ele arrumava as malas. Ela foi para o quarto logo em seguida arrumar a cama.

Enquanto ambos escovavam os dentes, Lucas perguntou.

 – E então, vai querer transar hoje…?

Justine ficou catatônica, esquecera até como se escovava os dentes e quase engoliu a pasta.

– Justine, você me ouviu?

– É… Se você quiser, tudo bem.

– Eu to meio cansado e a viajem é longa, se você não se importar.

Com a escova na boca ela sorriu friamente e disse:

– Tudo bem, pode dormir.

Lucas beijou-lhe a testa e foi para cama. Justine estava pasma ainda com a pergunta. E começou a resmungar para si mesma.

– Como assim se eu quero transar? É obvio que eu quero, você vai ficar longe babaca! E como assim, perguntar se eu quero transar? E aquele papinho de vai ser bom? A mais isso não vai ficar assim não, ele vai viajar, eu vou é pra esbórnia.

Justine voltou para cama e nem se quer eu o beijinho de boa noite em Lucas, virou para o outro lado e tentou fingir que estava dormindo, enquanto sua cabeça não parava de maquinar aquelas ultimas frases dele.

 

Continua…