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Justine – Nada de tédio

Em pouco tempo o tédio já havia tomado a relação de Justine e Lucas. Ela desejava encontrar Pépe, mas sentia culpa, passava várias noites em claro recusando ligações do amante e pensando em como resolver este em passe se é que ela poderia resolver o que já não parecia mais ter solução.

Uma noite sentados na sala, Lucas estava lendo documentos de um processo e Justine trocando de canais sem parar.

– Justie, para de mudar de canal, estou ficando desconcentrado – disse Lucas irritado.

– Você ainda me ama? – perguntou enquanto seguia trocando os canais.

– Que pergunta mais besta! – respondeu enquanto tirava o controle das mãos dela.

– É, e de tão besta você não respondeu. Acho que não me ama mais – continuou enquanto deitava no tapete felpudo olhando para o teto – esse tapete… Ah esse tapete! Agente já fodeu pacas nele, e na mesa de jantar, no corredor, fodemos em todo canto deste maldito apartamento, mas agora… Você não me quer mais.

– Justine, eu não sou uma maquina sexual, tenho meu trabalho, meus problemas, quer foder é isso?

– Não, eu quero meu Lucas de volta, cadê meu Lucas? Ficou preso no Canadá?

– Eu estou aqui Ju, só estou um pouco cansado, é muito trabalho, eu tenho que arrumar um estagiário pra firma, não estou mais dando conta sozinho.

– Aposto que seus sócios ainda comem as esposas…

– Tudo pra você é sexo?

– Tudo pra você é trabalho? Já houve um tempo que tudo pra você era sexo – Justine se virou e engatinhou até Lucas – eu to com saudades… Saudades do teu toque, ta tua língua… – continuou enquanto colocava a mão dentro da samba canção dele – sinto falta desse caralho duro!

– É sério querida, estou exausto.

– Você está é exausto de mim – disse ela levantando decepcionada – em outra era você já tinha me jogado nesse chão e metido loucamente, depois iria jorrar porra em mim todinha, agora ta ai, essa coisa lânguida.

Lucas se levantou zangado e puxou Justine para si.

– E ai? Vai me bater ou me comer? – disse Justine rindo debochadamente.

Lucas a soltou e foi em direção ao quarto.

– Você é uma bicha mesmo, to cansada, eu que estou cansada de você. Tudo que quer é me exibir como troféu pro seus amiguinhos, mas no fundo devem comer uns aos outros, seus bichas!

– Cala essa boca sua puta e não me irrita – disse enquanto se voltava para ela.

– Anda Lucas, me bate, me come, seu lá faz alguma coisa, tudo o que faz é chegar em casa e reclamar, reclamar, e as vezes me da um presentinho como quem diz “não vou te comer mais, mas toma aí teu premio de consolação”.

– O que você quer? Anda diz? O que quer? Ir a esbornia como antigamente? Não dá Justine, eu tenho coisas a fazer.

– Você tem uma amante? Você andou comendo alguém na porra do Canadá e por isso não me quer mais?

– Você acha que tenho tempo pra isso menina.

– Não me chama de menina! Quer saber, você merece leva é muito galho nessa cabeça, seu corno viado – disse Justine enquanto pegava a bolsa.

– VAI ONDE SUA VAGABUNDA! – gritou Lucas indo atrás de Justine.

– Vou ver se acho alguém que me coma, cansei dessa ladainha tua. FUI! – saiu batendo a porta.

– Filho da puta viadinho, depois essas porras não querem tomar chifre, homem acha que só homem tem necessidade? – disse Justine entrando no carro.

Ela pegou o celular e rezou para que Pepe atendesse. Tocou, tocou, toucou e nada de atender.

– Só o que me faltava… Droga! Droga! Droga! – dizia enquanto socava o volante do carro.

Mesmo sem saber o que fazer, ela não voltaria pra casa com o rabo entre as pernas, então ela resolveu ir a um puteiro.

Não havia muita gente, o que era bom, já que ela havia saído de pijama, calça folgada e blusinha de alcinhas justinha com transparência o suficiente para se ver os mamilos. Ela pegou o oculos escuro que estava na bolsa e tentou disfarçar, sentou-se em um canto escondido.

– Deseja alguma coisa? – perguntou a garçonete descabelada, gorda e com o batom borrado.

– Wisky, duplo. Tem alguma coisa hoje aqui?

– Tem uma garota nova que já, já vai dançar.

– Ok!

A garçonete voltou com um wisky barato no copo um pouco sujo. As luzes do palco se acendem e timidamente aparece uma garota, franzina, cabelos longos de cor castanha, ainda uma menina. Justine sentiu o coração pulsar um pouco mais rápido. A dança foi uma porcaria, a garota era tímida demais e o bar cheio de velhos nojentos e bêbados. A garçonete voltou para saber se Justine desejava algo mais.

– Gostou patroa?

– Sim, desajeitada, mas bonitinha, chama ela aqui.

– Darling, vem aqui menina!

A garota saiu do colo de um velho barrigudo que suava como porco e veio em direção a mesa de Justine.

– Darling, essa moça aqui quer te conhecer.

– Pode nos deixar a sós? – perguntou Justine.

– É 50 real patroa.

Justine abriu a carteira e tirou o dinheiro entregando pra agenciadora.

– Bom proveito patroa.

– Seu nome é mesmo Darling?

– Não, não senhora – respondeu a moça ainda cabisbaixa.

– Graças a Deus não é!? Porque nome de puta tem que ser brega? Porque não muda seu nome?

– Foi minha madrinha que deu – respondeu direcionando a cabeça para o balcão do bar.

– Essa é sua madrinha menina?

– Sim senhora.

Justine revirou os olhos e seguiu a conversa.

– Quantos anos tem?

– 19 senhora.

– Para com isso de senhora, não sou tão mais velha que você.

– Já fez programa?

– Alguns, mas é minha primeira vez dançando.

– Hum… Precisa ensaiar mais. Já ficou com uma mulher?

– Poucas vezes, os maridos que sempre querem isso.

– Você parece uma criança ainda, já deu esse rabo bonito?

– Não senhora, ainda não.

– Ta me dando uma vontade de meter nesse rabo… Venha aqui, senta do meu lado.

Darling obedeceu ainda que timidamente. Trajando apenas uma mini-saia e top, seu sexo estava nu para o deleite de Justine.

– Deixa-me sentir essa bocetinha – disse Justine enquanto colocava a mão entre as pernas da moça – um apesar de tímida to vendo que esta animadinha, bem lambuzada.

Darling finalmente mostrou os dentes brancos em um belo sorriso.

– Você é muito linda, não sei o que faz nesse pulgueiro. Mas, sorte a minha que você está aqui.

– Me acha bonita mesmo?

– Sim, eu acho, e você? O que achou de mim?

– Desculpe o que vou falar, mas achei a senhora muito lindo, uma dama, mesmo de pijama.

– Pois é, bruiguinha de casal é assim, sou esquentada sai sem pensar direito, mas estou aqui, e logo mais, vou te foder.

Darling olhou para Justine, sorriu docimente e se beijavam, Justine levou a mão novamente entre as coxas da moça e começou a tocar seu grelo, logo Darling soltou uns gemidinhos. Os velhos nojentos olharam para tentar ver o que estava acontecendo naquele escurinho.

Elas continuaram a se beijar, Darling acariciando os mamilos já expostos através da blusa de Justine. Justine massageando o grelo de Darling.

– Isso é muito bom senhora! Muito bom!

– Não mente pra mim Darling, não minta.

– É verdade, ah… Seus dedos são deliciosos… Acho… acho que vou gozaaaaaar – mal conseguiu terminar a palavra e já havia se lambuzado toda.

Justine sorriu olhando Darling.

– Boa menina… Quer ser meu brinquedinho novo?

– Sim senhora.

– Mas não hoje… Quero te ver sem sua “madrinha” saber. Não se preocupe, eu vou pagar, só que prefiro dar o dinheiro a você e não ela, sei que vai receber uma mixaria.

– Ok senhora… Vou te passar meu celular, assim pode mel ligar.

– Podemos nos ver amanha? Lá pelas 18 horas?

– Sim, acho que sim.

– Vou te ligar, quero que me ajude em uma coisa.

– Sim senhora.

– Bem, eu já vou – Justine abriu a bolsa sem que a gorda visse e deu mais dinheiro a darling – isso é seu, sai desse muquifo, não quero que nenhum desses porcos nojentos acabe comprando seu rabinho.

– Sim senhora, muito obrigada!

Elas se beijaram e Justine saiu do puteiro decadente. No caminho de volta para casa sua cabeça estava agitada, muitos pensamentos, muitos planos para o dia seguinte.

 

Justine – Dividida em sentimentos

Mais que um coração divido, Justine tinha a cabeça cortada em pedacinhos, seu cérebro estava a mil. Lucas, Pépe. Pépe e Lucas. O que fazer quando não se sabe amar apenas um? Depois de ter passado sua relação turbulenta entre Lucas e Marcela, Justine pensava que nunca mais teria problemas com esse tipo de relação.

– Deus? O que fazer? – disse Justine para si mesma no espelho.

Em poucas horas o avião de Lucas pousaria, e ela ainda estava na casa do Pépe.

– Algum problema? – perguntou Pépe no chuveiro.

– Não, nada… Aliais… Bem, tem uns parentes meus chegando hoje, e vou ficar ausente por uns dias.

Pepe saiu do banho e com o corpo ainda molhado e nu abraçou Justine, os dois se olharam no espelho por alguns minutos. Pela regata branca do Pépe que ela usava para dormir, podia se ver os mamilos rijos. Justine soltou um sorriso malicioso.

– No que pesou? Perguntou Pépe.

– Segredo – respondeu Justine virando-se para beijá-lo – quer tomar outro banho?

– hum… acho que sou um garoto ‘sujo’ e realmente preciso de um outro banho.

Ela sorriu o empurrando de volta para o boxe. Ligou o chuveiro e a água morna molhou a regata revelando seu corpo arrepiado. Pépe a colocou contra a parede e enquanto a beijava delizou uma das mãos por entre as coxas chegando logo onde o interessava, seu grelo rijo, quente e pulsante. Ela gemeu.

– Vou sentir saudades safadinha, esses dias sem você serão um martírio.

– Shiiiiiiiiii… – Justine interrompeu o que Pépe iria falar, e começou a beijar seus lábios, queixo, pescoço, percorrendo o peitoral, se ajoelhou segurando o membro rijo e começou a sugá-lo como quem não se alimenta a tempo.

– Pequena… Ah! Você além de gostosa me deixa incrivelmente louco… Ah! Isso puta safada, chupa gostoso.

Ela adorava o que fazia, e fazia como nenhuma outra, seus lábios quentes deixaram qualquer um apaixonado, seja homem ou mulher, Justine não media esforços e amava sugar, sugar, sugar, ia cada vez mais fundo, até mesmo suas engasgadinhas eram encantadoras.

– Vou explodir pequena, vou explodir! – disse Pépe entre gemidos.

Ela não parava, não parava nunca, queria ver o leite derramar, mas como tesão a toda, ela interrompeu a função, se levantou, olhou-o nos olhos e sem dizer nada, apenas mordendo os lábios, tirou a regata molhada e começou a acariciar seu próprio corpo, suas mãos deslizavam entre seios e o sexo úmido, Pépe começou a se tocar, mas ela acenou com a cabeça que não.

– Não, não faça isso – sussurou.

Ele parou e ficou apenas admirando Justine se tocar. Seus gemidinhos ainda tímidos, quando a excitação já estava no auge, ela se virou contra a parede, abriu as pernas, empinou a bunda e disse.

– Vem!

Pepe não pensou e logo a penetrou, sua bucetinha estava lambuzada e muito quente, ela continuou a tocar o grelo, seus gemidos estavam mais altos e estridentes, ele não parava de meter segurando-a pelos cabelos.

– Eu acho que vou explodir pequena – disse Pépe enquanto metia mais rápido.

Ambos os corpos estremeceram e permaneceram juntos embaixo do chuveiro.

Depois de brincarem no banho Justine se arrumou, comeu algo e foi se despedir de Pépe que estava brincando com o violão.

– Vou sentir saudades… – disse ela manhosa.

– Eu também… Some não.

– Vou dar m jeitinho de vir lhe ver pena semana…

– Ju… Senta aqui – apontou ele para o colo.

– Diga!

– Sabe, já faz uns dois meses que estamos juntos – disse ele enquanto afagava os cabelos dela.

– Pois é, passou rápido não é?

– Sim, passou, e eu queria dizer que quero ficar mais tempo contigo, cada minuto que está longe, eu quero você aqui. Eu sei, é piegas nem eu esperava dizer isso mais a alguém, mas estou louco por ti garota!

– Acho que preciso ir – disse Justine espantada.

– Como? – perguntou incrédulo – Estou me declarando e você quer ir embora?

– Pépe, desculpe – disse ela levantando em direção da porta – Sabe, eu não esperava… Aliais, eu queria ouvir isso, mas… Não posso, Deus. Tchau!

Justine saiu sem olhar para trás, seu coração estava disparado, será que de fato ela sabia o que queria, ou achava que sabia? Ela desejava ficar só, mas Lucas estava para chegar então foi para o aeroporto.

O vôo iria atrasar meia hora, então ela foi tomar um café.

– Deus, não sei o que fazer – repetia para si mesma a todo momento.

Sentada só, ela sentia vários olhares direcionados a si, tudo lhe deixava mais confusa, enfim o vôo chegou, ela pagou o café e foi para o saguão de desembarque. Muitas pessoas, diversos de reencontros emocionantes, e o coração de Justine só conseguia sentir o medo da culpa que ultimamente lhe seguia até mesmo nos sonhos. Seu rosto corou quando viu Lucas acenando sorridente, ele apressou o passo ao seu encontro.

– Deus, finalmente cheguei, eu não agüentava mais de saudades – disse Lucas ao abraça-la.

Justine chorou, o abraçou apertado e simplesmente chorou.

– Não chora amor, eu to aqui! Caramba, como eu te amo Jú.

– Eu também te amo Lucas, muito, muito.

Realmente ela o amava, daquela forma estranha, mesmo assim ela o amava, foi ao lado dele que ela cresceu, amadureceu, viveu.

– Vamos pra casa? – disse ela enquanto o beijava.

– É o que mais quero.

Os dois foram andaram de mãos dados pelo estacionamento, ele colocou as malas no carro, e antes de justine entrar ele a beijou, prensada ao carro, no calor do reencontro, ele a beijava como se não a visse a anos, seu corpo ficou tomado pelo calor.

– Melhor correr-mos pra casa – disse ele animado.

No caminho, o pensamento de Justine voava. Ela que acabará de transar com seu amante, não sabia se conseguiria se entregar ao amado com tanto fervor.

– Você está bem? – perguntou Lucas desconfiado.

– Sim, só estou um pouco cansada, não dormi bem, tive uns sonhos estranho – respondeu com um sorriso amarelo estampado no rosto.

– Pesadelos novamente?

– Pois é… hehe, esses sonhos tolos.

– Está com alguém problema? Você só tem esses pesadelos quando está em crise.

– Não, era só saudades, eu fico preocupada, nada demais.

– Bem, logo vamos matar essa saudade.

Ao chegar em casa, Lucas não se agüentava mais de tesão, ele jogou as malas na sala e começou a revirar a bolsa de mão.

– Querida, quero vê-la – disse ele sentado no sofá com um embrulho nas mãos.

– Mas você já está me vendo.

– Quero ver você inteira, nua, quero admirar seu corpo, tenho algo pra você, e quero que esteja nua.

Justine sem entender, começou a tirar a roupa, primeiro a calça, depois a blusa.

– Linda, continua linda, que saudade deste corpo, tire o resto.

Ela se despiu por completo ficando nua.

– Nessa mala ao seu lado tem uma surpresa, abre e pegue uma caixa para mim por favor.

Justine abriu a mala e pegou uma caixa de sapato.

– Venha até aqui querida – disse ele enquanto se ajoelhava.

Justine entregou a caixa a ele, que abriu e calçou belos sapatos de verniz preto altíssimos.

– Gostou?

– Sim, são lindíssimos.

– Feche os olhos, tenho outro presente para você.

Ela obedeceu, e curiosa sentiu algo gelado encostar em seu pescoço.

– Continue de olhos fechados e venha comigo.

Ele a segurou pela mão e a levou até o enorme espelho da sala.

– Abra os olhos querida.

– Deus! É linda – disse Justine com os olhos brilhando, ao admirar sua gargantilha de brilhantes.

– Você merece, merece isso e muito mais. Quando a vi na loja disse a mim mesmo: Foi feita para Justine!

– Obrigada amor, eu não mereço tantas coisas.

– Shiiiiiiiiii você merece tudo de bom – disse ele enquanto beijava as costas nuas da amada.

Ele a virou e começaram a se beijar caminhando até a cama. Ele a deitou e começou a beijar todo seu corpo, da cabeça aos pés, sem retirar o sapato. Ele abriu suas pernas e entre mãos e lábios acariciava-lhe a coxa até chegar ao grelo.

– Saudades deste doce – disse Lucas enquanto a acariciava.

Justine esqueceu todos os problemas e se entregou inteiramente, afinal ela o amava, ele a amava, nada mais justo que apagar tudo e ser apenas dele, aquele era seu momento.

Depois de horas de prazer, Justine adormeceu de salto e com a gargantilha de brilhantes. Lucas permaneceu acordado, acariciando suas costas e admirando cada pedacinho de Justine, ele só desejava tê-la para sempre.

 

Justine – Desafiando o desconhecido

desejos

Depois daquela noite os pesadelos de Justine não foram mais os mesmos, agora eles se revezavam com entre Lucas e Gustavo, e algumas vezes, ao invés de Lucas e Marcela no centro da orgia era ela e Gustavo.

Justine passou a desmembrar cenas de seu pesadelo para descobrir o que Gustavo lhe falou, ela poderia ver mais medos e desejos envolvidos ali. O maior medo era Lucas e Marcela se apaixonarem e assim ela perderia os dois de uma só vez. Seu maior desejo ultimamente era transar com Gustavo, por isso ele aparecia tanto agora, mas ele poderia não deseja-la e sim querer somente Marcela. E seu maior desejo e medo: a orgia!

Ela sempre desejou ir a casas de swing, ver e ser vista transando, dar para quantos desconhecidos pudesse agüentar, mas ela tinha medo. Medo de ser descoberta, medo de que algo desse errado, medo de não ser desejada, não ser o centro das atenções e pintos.

Isso latejava em sua mente, em suas veias, durante todo o resto da semana, ela não via a hora de chegar sexta e ir encontrar com Marcela. Elas precisavam conversar, e Justine tinha de descobrir como terminar com aquilo sem magoá-la, mas como se até ela sofreria? O bom seria que Marcela se apoiaria em Gustavo, e o ruim é que logo os dois voltariam a namorar, e ela nunca mais teria a oportunidade de tê-lo, de senti-lo.

Mil possibilidades passaram por sua cabecinha louca. Insinuar um ménege à trois com ela, Marcela e Gustavo. Mas achava que Lucas não ficaria feliz em estar de fora, ele sempre disse que ao menos teria de estar presente. Ela pensou em ir encontrá-lo e seduzi-lo sem que nenhum dos outros soubessem, mas por quanto tempo ela conseguiria esconder a traição de seus amados?

Então chegou sexta. Justine saiu do trabalho e foi direto para casa de Marcela, sem avisar. Ela decidiu comprar o vinho predileto da amiga, chocolates e entrar de surpresa, já que tinha a chave do apartamento dela.

Ao entrar sorridente, uma nuvem atravessou sua mente. Seu maior pesadelo parecia se realizar, Marcela e Lucas juntos, sentados no sofá, ele afagando as mãos dela, ela com um meio sorriso bobo.

– Justine! – disse Marcela em um pulo.

– Oi amor – falou Lucas calmamente.

Os olhos de Justine se encheram de lágrimas, a raiva estampada em seu rosto deixou Lucas apreensivo.

– Amor, o que houve?

– ENTÃO É ISSO SEUS FILHOS DA PUTA?! HÁ QUANTO TEMPO ESTÃO ME ENGANANDO? – gritava Justine totalmente descontrolada.

– Não é nada disso que você estava pensando flor – falou Marcela carinhosamente tentando acalma-la.

– Amor? Querida? Calma, eu só vim aqui ajudar Marcela… – e foi interrompido pelo grito de Justine.

– HAAAAAAAA, VOCÂ ACHA QUE CAIO NESSA, AS DUAS PESSOAS QUE MAIS SE ODEIAM SE AJUDANDO?!!! ACHAM QUE SOU IDIOTA?

– Justine, acalme-se, pare de gritar, eu tenho vizinhos sabia?

– QUE SE FODA SUA LESBICA ENRRUSTIDA. E VOCÊ TAMBÉM SEU VIADO. ODEIO VOCÊS.

Justine saiu correndo e ninguém conseguiu sair do lugar, Marcela caiu aos prantos no chão atingida pelas duras palavras da amiga. Lucas sem saber o que fazer, tentou ajudar Marcela em seu pânico, ele esperava que Justine fosse pra casa e então se acalmaria e os dois pudessem conversar. Mas Justine não tinha intenção alguma de ser encontrada, dentro do carro e totalmente sem rumo, ela só queria ir para onde ninguém a achasse.

 – Gustavo!

Ela pegou o ruma da casa de Gustavo, porém provavelmente ela o encontraria em casa. Como que por sorte ela o pegou na saída do prédio. Sem dizer nada ela saiu correndo do carro em sua direção e o abraçou.

– O que houve? – perguntou a ela assustado.

– Estão me traindo! Estão juntos nisso! – dizia em prantos.

– Vamos entrar – ele a segurou pelos braços e os dois entraram.

Sentados no sofá ela lhe contou o que virá.

– Ju, eu acho que você esta enganada, não é possível isso, talvez ele o quisesse ajudar mesmo.

– Porque ele Gú, ela tem a você. Eles nem se gostam, como ela pediria ajuda a ele.

– Simples, porque não foi racional e deixou que eles falassem antes de fazer escândalo e sair correndo?

– Não pude, eu me senti no meio do meu pesadelo, foi horrível a sensação que eu tive.

O celular de Gustavo começou a tocar, era Marcela.

– Por favor, Gú, eu te imploro, não atenda, não diga que estou aqui, não quero vê-los.

Receoso, ele não atendeu.

– Olha, daqui a pouco tudo vai acalmar e então vocês conversam. Ok?

Justine não conseguiu responder.

– Gú, posso te pedir um favor?

– Claro flor, o que é?

– Falta o trabalho hoje? Por favor!

– Mas hoje lá é um inferno.

– Por favor, diz pro Fabiano que você tem uma emergência, que não pode ir, afinal ele não te deve? Chama alguém pra ficar no teu lugar. Por favor!!!

Ele respirou fundo, pensou por um momento, olhou o estado em que Justine estava e decidiu.

– Ok! Agora você quem me deve uma.

Ela sorriu envergonhada e assentiu com a cabeça.

Os dois conversaram por horas, evitando qualquer assunto que lhe magoasse, Justine pegou o vinho no carro e logo os dois tomaram toda a garrafa. Gustavo abriu um que havia ganhado de Marcela, e os dois beberam mais uma garrafa. Justine sentiu seu estomago virar.

– Você está bem?

– Eu não comi nada… Acho que o vinho me caiu mal.

Quando percebeu que ela estava para vomitar, ele a colocou no colo e correu para o banheiro, como bar man por tanto tento ela já havia aprendido quando isso aconteceria.

Justine encostou a cabeça no vaso depois de vomitar, sem graça ela deixou correr algumas lagrimas. Gustavo não sabia o que dizer então foi buscar uma toalha.

– Tome um banho linda, isso a fará se sentir melhor, enquanto isso eu preparo algo pra você comer.

– Ok… Me ajuda a levantar?

Ele a segurou por de baixo dos braços e a puxo para cima, para junto de seu corpo. Depois, quando sentiu que ela havia se equilibrado, abriu o chuveiro. Ao olhar para o lado ela já estava sem as roupas tentando desabotoar o sutien. Seu olhos se arregalaram. Ela era linda, não de beleza comum, ela não tinha um corpo de modelo de biquínis, mas era cheia de curvas, ele admirou cada detalhe, os seios fartos, a bunda, a barriguinha um pouco saliente que ela tinha e até sua celulite ele se deliciou. Ao sentir algo lhe queimar ele perdeu o rumo e tentou sair do banheiro como se nada tivesse acontecido.

– Gu!

– Oi? O que? O que houve?

– Nada, só me ajuda a soltar essa droga de sutien que não consigo.

Ele soltou, e foi para a cozinha.

Minutos depois lá estava ela, cabelos molhados enrolada na toalha pequena.

– Desculpe, é que minha roupa esta vomitada – disse envergonhada.

– Ah! Espere vou buscar algo pra vestir, mas é de menino – disse ele com um sorriso bobo.

– Tudo bem, está ótimo.

– Ah! A sopinha ta pronta, fiz algo leve pra você não piorar, pode se servir mocinha – disse ele enquanto estava no quarto.

Justine foi até o fogão para se servir, apesar do estomago lhe doer ainda, ela sabia que a falta de alimento lhe estragara a noite. Tomou o equivalente a uma coxa, tempo em que Gustavo lhe trouxe uma samba-canção e uma camiseta.

– Me desculpe flor, mas isso é tudo o que tenho, tentei encontrar algo da Marcela, mas ela nunca deixa nada.

Automaticamente, Justine baixou a cabeça e a tristeza pairou em sua face novamente.

– Me desculpe… Ju, desculpe, não queria… A vem cá – disse Gustavo enquanto lhe dava um abraço – Não fica assim, é tudo um mal entendido, você vai ver linda, é só coisa da tua cabeça, é por causa dos pesadelos. Tudo vai ficar bem.

– Você não tem porque se desculpar, afinal você não fez nada além de ser um bom amigo.

Um calafrio percorreu seu corpo, e os pelos dos braços se arrepiaram.

– Você vai congelar menina, vá no meu quarto e se troque antes que fique gripada.

Ela pegou as peças de roupa e se trocou rapidamente, voltando para a sala, onde Gustavo estava sentado ligando a TV.

– Que beleza! – exclamou admirado ou vê-la tão natural.

– Ah é! Estou belíssima! – disse estampando um sorriso debochado.

– Quer ver um filme? Quer alguma coisa? Quem sabe um edredom, está meio frio hoje.

– Que tal um colo. Se não for pedir muito claro.

– Meu colo é sei colo – e fez sinal que ela podia deitar sua cabeça ali.

O perfume de Gustavo era maravilhoso, ela podia sentir através de sua calça jeans, suas mãos afagando os cabelos, aquilo era demais para ela. Tudo que desejava estava a poucos dedos, bastava ela se virar, baixar o zíper e cair de boca. Cada toque era um arrepio exposto na pele.

– Você está com frio? Quer deitar um pouco na cama? – perguntou preocupado.

– Não, está tudo bem.

Ela começou a lhe acariciar a cocha, distraída, como quem não quer nada. Visto que ele não se incomodou ela continuou a fazê-lo. Ela deletou por alguns instantes, Marcela e Lucas de sua mente, aquela cena que os vira lhe deu forças para desafiar o desconhecido, aquela seria sua única oportunidade de tê-lo sem culpa alguma. Mesmo que tudo tenha sido apenas uma confusão de sua cabeça. Era agora ou nunca. Então rapidamente arquitetou um plano para ter o que desejava. Afinal seu lema sempre fora: melhor dormir arrependida, que acordar com vontade.

Então foi a hora de dar o primeiro passo.

– É realmente ta meio frio aqui… Será que aquele convite do edredom é valido?

– Claro! Que tal se agente for pro quarto, agente se enrola e assiste um filminho, assim você se distrai.

– Perfeito! – exclamou sorridente, era o que ela queria ouvir. Cama, enroladinhos, filme, seria a ocasião perfeita.

Os dois se levantaram e foram até o quarto, ele arrumou os travesseiros na cama, pegou o edredom grosso e macio e colocou sob ela.

– Se não se importa, vou trocar de roupa.

– Claro, fique a vontade.

Quando Gustavo voltou do banheiro, ainda havia roupa demais, uma calça de moletom e camiseta. Mas ela não precisava ser nenhum super-herói pra ver aquele peito torneado por debaixo da camiseta surrada.

– Bem, o que quer assistir? – perguntou animado.

– Qualquer coisa, menos drama e romance.

– Comédia?

– Ótimo!

Ele foi para sala e em poucos minutos voltou com dois DVD’s nas mãos.

– Qual prefere? Curtindo a vida a doidado ou Débi e Lóide?

– Você ta de gozação! Você tem realmente Débi e Lóide?

– Claro meu bem, é um clássico!!!

– Então… Vamos ao clássico! – exclamou sorridente.

Ele colocou o filme e se jogou na cama ao lado de Justine. Já havia se passado meia hora de filme e nada demais tinha acontecido, o maximo que ela conseguiu foi ficar nos braços dele. Então começou a pensar que se ele realmente não a via somente como amiga, ou se ele era tão apaixonado por Marcela que não via a mulher ao seu lado?

Entre tantos pensamentos, Justine adormeceu. Desta vez seu pesadelo tomara outro rumo. Ela chegava à mesma saleta de sempre e ao invés de ver Lucas e Marcela transando, ela viu os dois muito próximos, entrelaçados, como se fossem apenas um, seus olhares eram de puro sarcasmo, Marcela estava com uma enorme barriga, e Lucas a acariciava. Quando as primeiras lágrimas de Justine começaram a rolar, os dois gargalhavam sem parar e a apontavam, era como em um filme de terror.

Calafrios, suor, Justine começou a se debater na cama, as lagrimas corriam em sua face sem cessar, que pesadelo, ela não conseguia sair, não conseguia voltar a si. Foi quando lá no fundo ouviu seu nome, era uma voz confortante, quente, foi seguindo a voz de Gustavo que ela conseguiu despertar.

– Ju! Ju! Abra os olhos, o que houve menina?

Mas as lágrimas não cessavam e o ódio lhe corria pelas veias, presa nos braços de Gustavo e com a cabeça mais confusa do que nunca, sem hesitar ela o beijou intensamente, como se todo seu ódio fosse retirado naquele beijo, como se aquilo fosse lhe aliviar a dor.

Suas mãos percorriam pelos cabelos dele, seus lábios quentes o devoram. Ela começou a tirar a camiseta dele, e depois se despiu rapidamente, antes que ele pudesse pensar ela já estava por cima, lhe beijando, lhe tocando, e claro em nenhum momento ele a rejeitou, pelo contrario, logo estavam os dois nus, um dentro do outro.

– Garota! Você é deliciosa demais… – suspiros – que buceta mais deliciosa é esta?

– Você também é uma delícia. Agora cala a boca e mete que nem homem.

Isso é uma afronta até para o homem mais afeminado que existe, ele começou a estocá-la com força, fundo, sem cessar, os gemidos dela aumentavam a cada estocada.

– ISSO! METE! VAI FUNDO! – suas unhas encravaram nas costas dele.

– AAAAAH! – uma mistura de grito e gemido explodiu dos lábios de Gustavo.

Em um movimento súbito ele a virou de bruços, abriu suas pernas o e meteu novamente enquanto a segurava pelos cabelos.

Gemidos, gritos, suspiros, espasmos, seu coração parou por um instante e seus pulmões se negaram a trabalhar. Sem duvida alguma, aquele fora um de seus melhores orgasmos.

Caídos pela cama Gustavo acendeu um cigarro.

– Quer um? – perguntou a ela.

– Estou tentando tomar fôlego! – respondeu em um meio sorriso.

Ele sorriu satisfeito.

– Nossa, acho que por um segundo, morri fui ao inferno e voltei! – disse ela tentando ainda respirar.

– Poxa, pro inferno? Não poderia ter ido ao céu comigo?

– Relaxa querido, é que pelo que dizem, o inferno parece mais divertido, o céu seria muito… Certinho!

Os dois começaram a rir, e Justine acendeu um cigarro, depois de muito tempo.

– Nossa! Eu nem sabia mais o que era fumar.

– Seu namorado não gosta?

– Não muito… – o semblante de Justine mudou radicalmente do prazer para a tristeza profunda.

– Desculpe pequena!

– Tudo bem…

– Então? O que sonhou desta vez.

– Marcela grávida com Lucas zombando da minha cara… Gú porque estes pesadelos são tão confusos e reais? Porque nunca consigo acordar quando quero?

– Bem, eu não sou medico pra lhe dizer, mas suponho que foi a agitação do seu dia. Você tem estes medos, e não discute com nenhuma das partes, então eles vêem em forma de pesadelo, pra você saber que os medos estão lá, e devem ser resolvidos.

– Só não sei como… Agora que não sei mesmo.

– Bem, ao menos esta vingada em relação ao sonho.

– Desculpe, foi impulsivo.

– Adoro impulsos, ainda mais assim.

Por um momento Justine ficou encabulada, mas logo o desejo tomou conta do seu corpo, pensou consigo mesma: “Amanha, seja o que for que aconteceu, será um novo dia, e eu resolvo estes problemas. Hoje eu só quero me divertir.”

Ela sorriu com este pensamento, e pulou pra cima do Gustavo, recomeçando tudo novamente, essa seria uma longa madrugada.

 

Freak Butterfly.

Bate-bola com “Percival Mendes” – Segredinhos de meninos

Conversando com um amigo, aliais, desabafando com ele sobre como homens são complicados, me veio a idéia de fazer uma espécie de bate-bola, e assim tentar saber um pouquinho mais do que se passa na cabeça de um homem.

Percival Mendes é o nome fictício, ele não quis se revelar não sei o porquê, mas segredo é segredo.

Escolhi o nome, pois é um personagem de Nelson Rubens com a seguinte descrição: moreno, pintoso, bonitão parecido com o César Romero.

A foto ao lado é do ator Cesar Julio Romero Jr. que o autor se referiu em uma de suas crônicas.

Já o nosso Percival Mendes é roqueiro e tem 23 anos.

Veja no que resultou esta divertida conversa.

Freak Butterfly: Então, você acha que pode realmente haver amizade entre homem e mulher sem desejo da parte masculina?

Percival Mendes: Sim!

Freak Butterfly: Como?

Percival Mendes: Tenho várias amizades com garotas e não sinto a melhor atração sexual ou algo do tipo por elas, é assim algo de irmão mesmo, de querer cuidar, nada mais!

Freak Butterfly: Estou perguntando por que as pessoas misturam muito amor de amigo com amor de relacionamento, e muitas vezes quando você tenta deixar claro, a pessoa não entende e acaba por terminar uma amizade que poderia durar muito, você já passou por isso?

Percival Mendes: Não, aliais minha ex-namorada, antes de começar nosso namoro éramos só amigos, muitos anos depois de um tempo sem se ver começou rolar um interesse maior… Mas foi algo recíproco, o namoro durou um bom tempo depois!

Freak Butterfly: Isso é legal, tendo em vista que o namorado acima de tudo tem de ser amigo, mas até que ponto você acha que um namorado deve ser amigo, pois sabemos que homens (namorados principalmente) não são tão pacientes como amigos no geral.

Percival Mendes: Cara, namoro na própria palavra diz: amor! Amizade e companheirismo fazem parte disso tudo, ao menos pra mim. Namoro ali só pra sexo é fácil. União, respeito, cumplicidade, carinho, romance, isto tudo tem que em um namoro. A ausência ou excesso de todas estas coisas podem gerar conflitos. Por isto é importante ser verdadeiro e honesto o tempo todo e expor as coisas.

Freak Butterfly: Nossa! Você está solteiro? Porque depois de tudo isto, milhões de garotas vão desejar ter ao menos um clone teu!

Percival Mendes: Teoricamente sim!

Freak Butterfly: Porque teoricamente? Por acaso existe namoro teórico e namoro pratico?

Percival Mendes: Eu estou solteiro, porem apaixonado!

Freak Butterfly: É minha gente, o amor é lindo! (risos)

Percival Mendes: E como é! (suspira)

Freak Butterfly: Na teoria o amor existe mesmo, mas você crê neste tal de amor?

Percival Mendes: Sim claro! E é ótimo quando é recíproco.

Freak Butterfly: Sim, concordo, mas vamos parar com esta coisa melódica e ir logo pro hardcore. Amor e sexo para você são?

Percival Mendes: Coração e tesão.

Freak Butterfly: Amor sem sexo?

Percival Mendes: Vira amizade.

Freak Butterfly: Sim querido, mas isto é na musica da Rita Lee. Na vida, no cotidiano, o que você acha do sexo casual?

Percival Mendes: Acho foda e valido! desde d q aja respeito. Sem essa de: “nossa que puta ou nossa que cara galinha” ou coisas do tipo saca, isso é péssimo. Os dois estão ali se curtindo um momento, e tal não tem q existir preocupações e pré-julgamentos.

Freak Butterfly: Concordo, acho que o sexo casual é uma libertação, principalmente para as mulheres que passaram muito tempo reprimidas, sou à favor, mas a maioria ainda tem medo dos julgamentos.

Percival Mendes: Fato.

Freak Butterfly: O que você como homem diria a elas?

Percival Mendes: Relaxa e goza! (risos)

Freak Butterfly: Boa, muito boa! Agora vamos falar de estereotipo, é um assunto que afeta não só mulheres, mas aos homens também. A reclamação universal é estar acima do peso, seja homem, mulher ou derivados, todos estão descontentes. O que você pensa sobre isso?

Percival Mendes: Penso que você tem que se amar. Se acha que está fora do peso e está descontente, porque não correr atrás de malhar e se sentir bem, por outro lado tem gente que não ta nem fodendo pra isto e arrasa do mesmo jeito e até mais. A beleza é a atitude que sai de dentro, fato!

Freak Butterfly: Concordo por demais. Mas eu sou uma destas afetadas pela mídia, eu escrevo sempre pras pessoas se amarem como são, mas tenho meus distúrbios, o problema é que este problema nos outros não me afeta, apenas comigo mesma, eu não vejo cara, vejo coração, vejo atitude, eu amo pessoas que dão a cara a tapa. Mas acho que, infelizmente, mesmo amando jornalismo, a mídia estragou tudo que há de belo nas pessoas, ela destruiu o amor próprio.

Percival Mendes: Falou tudo sobre a mídia. Enquanto as pessoas não ousarem e pensar no que de fato agrada, tudo isso irá continuar.

Freak Butterfly: Mas hoje estamos aqui para isto né querido? Vamos mostrar pra mulherada que não é necessário ser a Gisele Bündchen, porque duvido que ela não tenha celulites! Vamos ver seu exemplo, o que mais lhe atrai em uma mulher? Seja sincero viu!

Percival Mendes: Poxa, difícil. Estilo, beleza, corpo, atitude e cabeça. Poxa essa é difícil.

Freak Butterfly: É eu sei, vamos fazer um jogo rápido quem sabe ajude a decidir. Mas cuidado com as palavras, você se contradiz quando diz “beleza e corpo”, ambos são extremamente relativos.

Percival Mendes: Ok! mas nada contra, eu já namorei “gordinhas”.

Freak Butterfly: Primeiramente, o que quer dizer “gordinhas”? Porque das aspas?

Percival Mendes: Não quer dizer nada, eu hem! (risinhos)

Freak Butterfly: Loira, morena, ruiva ou cabelo colorido?

Percival Mendes: Morena.

Freak Butterfly: Pele branca, morena, bronzeada, negra ou oriental?

Percival Mendes: Putz, ai não há preferência. Posso ser guloso?

Freak Butterfly: Pode! Olhos claros, negros ou castanhos?

Percival Mendes: Cada rosto pede um!

Freak Butterfly: Ai você me complica em ajudá-lo! Prefere ocidental ou oriental?

Percival Mendes: Ocidental.

Freak Butterfly: Magra, malhada, modelo ou uma gordinha “Dove”?

Percival Mendes: Curto magra, malhada e uma gordinha “Dove”. (risos)

Freak Butterfly: Mas tu és guloso mesmo hem?! Falando nisto, li certa vez que os homens gostam das “gordinhas”, mas muitas vezes tem medo de assumir por causa dos amigos, o que você acha?

Percival Mendes: Medo! Engraçado isso, (risos) eu em!

Freak Butterfly: É, mas os homens ainda têm medo do que os amigos vão falar. Fato, homens não espalham que comeram uma gordinha linda e sim que comeram a loira gostosa.

Percival Mendes: Depende do gordo. Gorda não é o mesmo que cheinha.

Freak Butterfly: Eu não digo obesa, mas há amores para eles também, não acha?

Percival Mendes: Acho, e também acho a mesma coisa das mulheres.

Freak Butterfly: Como assim? Você acha que as mulheres não falam que pegaram um gordinho?

Percival Mendes: Sim, acho que as minas não vão sair espalhando que transaram com um Jack Black.

Freak Butterfly: Eu já comi gordinhos, já ate noivei com um, mas já acabamos. Mas vem cá, tu já comeu uma gordinha?

Percival Mendes: Já transei com uma cheinha, e que cheinha gostosa.

Freak Butterfly: É verdade que as cheinhas são mais dedicadas?

Percival Mendes: Não sei, foi uma rapidinha apenas. Não deu pra sacar.

Freak Butterfly: É que a uma “lenda” de que as gordinhas são melhores na cama por haver mais dedicação. É uma espécie de compensação, por não se acharem atraentes (mas vocês são deliciosas), elas compensam com um sexo fenomenal. Falando em sexo, o que o homem mais aprecia na preliminar?

Percival Mendes: Eu piro na sedução, antes de tudo o contato na pele, provocações e depois o sexo oral.

Freak Butterfly: Me diga uma coisa, muitas mulheres sentem vergonha quando engasgam por tentarem chegar mais “fundo”, o que você acha disto?

Percival Mendes: Acho que não da pra pensar em nada, acontece, é normal.

Freak Butterfly: Tem quem ache sexy sabia? Um amigo meu disse que da a impressão de que ela quer mais e mais de que é uma gulosa e isto o excita mais!

Percival Mendes: hum… Tem gente que fica com tesão né. Porque sexy me vem outra coisa a cabeça. Mas mulher gulosa, isso de com vontade ao pote… hum!

Freak Butterfly: Dentro de quatro paredes vale tudo?

Percival Mendes: Vale tudo dentro do limite de cada um.

Freak Butterfly: Posição preferida?

Percival Mendes: Piro em todas, mas eu por baixo domino e de quatro não duro tanto de tanto tesão.

Freak Butterfly: Prefere mulheres atiradinhas ou as que esperam iniciativa?

Percival Mendes: “atiradinhas”

Freak Butterfly: O que você gosta de receber?

Percival Mendes: Oral!

Freak Butterfly: O que mais gosta de fazer?

Percival Mendes: Oral!

Freak Butterfly: Todo mundo adora um tapinha, mas nem sempre confessa. Curte tapinhas?

Percival Mendes: Não, prefiro aranhões, mas já pedi uns tapas na cara só pra empolgar.

Freak Butterfly: E dar tapinhas, curte?

Percival Mendes: Tapões!

Freak Butterfly: Um lugar diferente que já transou?

Percival Mendes: Corredor do prédio.

Freak Butterfly: Um lugar que gostaria de transar?

Percival Mendes: Terraço de prédio.

Freak Butterfly: Sua maior fantasia sexual é:

Percival Mendes: Duas minas, mas duas minas destruindo mesmo.

Freak Butterfly: Típico, masculino! Algo que você não aceita é:

Percival Mendes: Me comer, literalmente.

Freak Butterfly: Você acha que receber um “fio” terra, afeta a masculinidade de alguém?

Percival Mendes: Acho que não… Mas é coisa de gosto.

Freak Butterfly: Pois é, porque não afeta mesmo! Você geme?

Percival Mendes: Acho que dou uns gemidos. Gosto de fazer, ou tentar fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Freak Butterfly: Gosta de palavrão?

Percival Mendes: Palavrões apimentam, mas falar demais pode cansar.

Freak Butterfly: Do que gosta de chamar a garota na hora da transa?

Percival Mendes: Não sou muito disso.

Freak Butterfly: Mas então pra encerrar, o que se passa na cabeça de um homem na hora do sexo?

Percival Mendes: Fico pensando na mina gostosa. Mas acho que homem (ou ao menos eu), fica pensando em coisas não.

E este foi nosso bate-papo, gostaria de dizer que não era nossa intenção ofender alguém, seja o que for, aqui foi a opinião de uma pessoa sobre determinados assuntos, e na questão dos “tapas”, não, não estamos fazendo apologia à violência. Somos contra isto e sabemos que pra tudo há limites.

Diga sim a Lei Maria da Penha!

Diga sim a sua liberdade e seus valores morais e éticos. Não vá pela cabeça dos outros, siga teus instintos.

Freak Butterfly.