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Monthly Archives: Abril 2010

Efeito Primata

Só fui notar os efeitos catastróficos e perigosos do álcool no dia em que resolvi sair totalmente sóbria. Foi difícil me manter assim quando vi aquela quantidade de bebida diferente e sedutora ao meu redor, as mesas repletas de baldes recheados com cervejas ou energéticos para acompanhar a vodka, uma garrafa nova, lacrada, tudo ali ao meu alcance, e melhor de graça caso eu desejasse degustar do néctar dos loucos. É somente quando não posso beber que há bebida “grátis” próximo a mim.

Ok! Eu não tinha decidido sair sóbria, eu não podia beber, simples assim.

Foi na quarta-feira da semana santa que decidi retornar a um lugar do qual não ia há muito tempo, o pub mais badalado da cidade, o Informal, e depois de quarta percebi que está mais badalado do que nunca, pois ali não se tem lugar nem para os pensamentos, quanto mais para pessoas. Não sei se foi pelo tempo que deixei de ir, ou se realmente a cidade cresceu e renovou sua população, pois para mim era a famosa “festa estranha com gente esquisita”, nenhum rosto familiar, a não ser de duas amigas, mas logo uma se foi e a outra que ali ainda me restava como companhia desapareceu.

Depois de muitas cotoveladas na costela e sem paciência alguma, consegui um banquinho bem enfrente ao palco onde podia ver tudo, bem, quase tudo, era muita gente, um mar de gente desconhecida. Na mesa logo a minha frente, quatro amigos se divertiam, inclusive o rei das cotoveladas. Eram quatro caras diferentes, o bêbado chato, o playboy “gogo-boy”, o bonitão fresco e o famoso simpático. Perdi as contas de quantas latas de energético haviam por ali, era uma mistura de vodka com cerveja, e que mistura bombástica.

Naquela noite o Informal, parecia “Informan” como dizia um amigo meu em noite que aquele metro quadrado tinha mais cuecas que calcinhas. Se de noite ‘todo gato é pardo’ ali os gatos além de pardos estavam loucos, é incrível como a bebida é convidativa, mas também traiçoeira.

Dois dos quatro companheiros, o bêbado chato e o simpático se transformaram em laçadores, bastava passar uma mulher, fosse ela do jeito que fosse que eles a laçavam. A proposta era de um drink. Muitas, mas muitas mesmo passaram por ali, eu que já havia feito amizade com os outros dois companheiros, que pelo visto não estavam tão embriagados assim, não tivemos outra alternativa se não observar e rir das coisas que víamos.

Por um momento, dispersei meu pensamento e observei cada um ao meu redor, todos sem duvida estavam bêbados, ao som do pop rock, alguns até pediam “rebolation”, que para minha alegria, a banda fingiu não ouvir tais pedidos. Quando se está sóbria, um bar se torna uma selva, você ri das cantadas mais cafonas que talvez se estivesse bêbada relevaria, o que é um perigo.

Sem duvida a bebida liberta os instintos primitivos das pessoas. Elas se sentem livres para serem elas mesmas e depois ainda podem botar a culpa no álcool. Podem subir no balcão pra dançar, flertar todas as garotas, dançar igual a um gogo-boy ou dar barraco porque viu seu ‘ficante’ com outra.

Além do mais o álcool é um agente embelezador. Quando vi os dois companheiros laçadores entrelaçados em duas mulheres, que com o perdão da palavra, eram mais feias do que briga de foice, só me restou rir, no resto da noite que permaneci sentada ali, ambos foram motivo de chacota para os outros dois que estavam conversando comigo. Eu não sou a rainha da beleza, nem devo chegar próximo a isso, mas tenho bom senso e sou ingênua em pensar que todas as outras mulheres também deveriam ter (aqui fica uma dica para as moças, se você tem os cabelos enrolados e muito volumosos, não faça ‘chapinha’ pois poderá ficar parecendo um capacete, opte pelo natural ou faça relaxamento pra diminuir o volume e se você está acima do peso, não use um body ‘engana mamãe’ ainda mais de ele for estampado com listras horizontais). Acho que assim nasceu a expressão “Este é guerreiro igual São Jorge”.

Depois de tantas garrafinhas de água e rir, eu precisava ir ao banheiro, o que ali é uma batalha, pois o mesmo fica no final do bar, é uma guerra de corpos que querem ocupar o mesmo espaço, depois de alguns pisões no meu sapato novinho, eu cheguei lá. Se você acha que só banheiro de homens é decadente, é porque nunca entrou em um banheiro de mulheres, mulher parece animal selvagem e sem modos, parece que nós que temos pinto e não os homens, pois há sempre mijo em todo lugar no banheiro, menos no vaso, sem duvida são péssimas de mira, pois há uma cesta de lixo bem ao lado do vaso, mas teimam em jogar o papel no chão, o pior é quando estão nos ‘dias vermelhos’ e temos de ver o sangue alheio espalhado, e se você acha que só na porta do banheiro masculino você lê putaria, está enganado, no banheiro feminino você tem uma novela mexicana de quinta, onde fulana acha beltrano lindo mas a ciclana que pega, e ainda há anúncios, números de telefone, e quem daria pra quem, é uma coisa de louco! Ainda tem algo mais tenebroso que é quando há marcas de ‘beijo’ na parece, para tirar o excesso do batom, eca! Vai saber quem colocou a mão com o que na parede? Naquele banheiro não reparei nisso, pois era muita mulher pra um lugar tão pequeno.

Voltei a mesa, mas decidi que já era hora de partir, minha noite não daria em nada que não fosse cãibra no maxilar de tanto rir, me despedi com ‘novo amigo’ gogo-boy, já não havia mais ninguém conhecido, pois descobri que o barraco da noite foi realizado pela minha amiga desaparecida.

No esbarra-esbarra tentando sair, percebi que você também não pode ser educada com um bêbado, ao emprestar meu ‘fogo’ pra um deles, logo tive de me desviar de vários tentáculos e elogios cafonas no melhor estilo Wando.

Isso não quer dizer que vou parar de beber, confirmo que o álcool é um libertador de almas aflitas, quem sabe em outra noite qualquer eu seja uma das malucas dançantes em cima do balcão (isso quando eu tiver coragem e álcool o suficiente no cérebro pra fazê-lo), mas com toda certeza terei mais cautela.

Poliana Zanini

Protesto ou gozação?

Em épocas onde a estética das modelos entram em controvérsias e polêmicas, estilistas conceituados colocam sem suas passarelas modelos fora do estereótipo padronizado onde ossos ‘gritante’ se tornaram padrão de beleza.

A personagem Renata de “Viver a Vida”, em uma de suas consultas com a terapeuta, relata seu medo de engordar, e da pressão que sente de que o mundo exige que nós sejamos magras para ser-mos aceitas.

Como li hoje pela manha em um site (que não me recordo), até mesmo em editoriais, para modelos GG serem notadas de fato estão sempre posando para editoriais sensuais, com nudez ou pouca roupa, não se sabe se isso ocorre para serem realmente notadas ou se é para valorizar e mostrar que independente do ‘tamanho’ a sensualidade só depende de atitudes.

Mark Fast foi um dos estilistas que optou por colocar nas passarelas do London Fashion Week, modelos mais curvilíneas, ou seja, mulheres comuns, afinal, o mundo não é feito somente de pessoas magras, e a maioria das consumidoras são tamanho 42/44.

Já Karl Lagerfeld, novo estilista da Chanel, não pensa desta forma, segundo ele “Ninguém quer ver mulheres gordas. Essa revolução vem tudo das mães gordas que ficam na frente da televisão com um saco de batatas falando que mulheres magras são feias!”. Uma controvérsia já que o mesmo assinou um ensaio na mansão Chanel com a dançarina burlesca Miss Dirty Martini ao lado de Jane Smith interpretando Coco, para a revista V Magazine.

Depois de Mark Fast, foi a vez de Elena Miro que apresentou looks para mulheres com manequim maiores de 42 na Semana de Moda em Milão.

Realmente os distúrbios alimentares são sim causados pela pressão da mídia que sempre elege suas estrelas pela beleza que elas possuem, ou seja, seus corpos magros, a guerra da balança deve acabar, para o bem e a saúde de nossas crianças, pois cada vez mais cedo, meninas cultuam os atuais padrões de beleza. Se alimentar melhor deve ser para sua saúde, as curvas são conseqüências desta boa alimentação.

Não tenho nada contra as modelos, eu admiro muitas delas, porém exageros não é bom para nenhum lado.

Mas agora ficou uma questão no ar, a atitude de Karl Lagerfeld foi o que? Um protesto, ou uma gozação?

Poliana Zanini

Veja mais sobre o assunto em: http://msn.lilianpacce.com.br/tag/anorexia/

E mais: http://msn.lilianpacce.com.br/home/anna-wintour-forum-disturbios-alimentares/

O melhor amante

Para começar este texto, acho fundamental dizer (novamente) que não se deve pular as preliminares, elas são fundamentais para aquecer sua parceira, sem elas, muitas mulheres não conseguirão chegar ao clímax. Por isso, mesmo que seja uma rapidinha no meio do dia, invista nas preliminares orais, como torpedos, e-mail, um telefonema, palavras também podem ser preliminares excitante para aquela famosa rapidinha.

Você sabia que o beijo na boca é crucial para sua popularidade? Muitas mulheres percebem através do beijo se o cara é ou não bom de cama, uma dica é: nada de beijo babado! O beijo deve alternar entre a gentileza e a pegada selvagem. Mas não é só de beijo na boca que elas gostam, orelhas, pescoço e dobrinhas do corpo são estimulantes. Invista em desvendar o corpo da sua parceira.

Não pense que comprar óleos é um dever somente dela. Tenha um kit com lubrificante para transar na água, para brincar com a temperatura, massagear e retardar a ejaculação. Use-os para brincar, seja criativo.

Se você é daqueles que acha que as mulheres buscam horas intermináveis de sexo, tire seu cavalo da chuva, não dê uma de sabichão querendo mostrar a ela seus dotes do Kama Sutra, as mulheres buscam carinho, atenção, prazer, isso não quer dizer “horas”, pois a lubrificação vaginal vai diminuindo e a penetração acaba se tornando incomodo, então preste mais atenção nos gestos e no que sua parceira diz, e se por algum momento ela disser: “Goza pra mim”, ou algo assim, é porque já deu no que tinha que dá.

Quando mencionei acima que não buscamos horas de sexo, também não quero dizer que queremos apenas rapidinhas, queremos sim qualidade e não quantidade, então experimente dar uma pausa na penetração para fazer sexo oral, e depois retorne a penetrá-la.

Elogie-a, mas não exagere, todas as mulheres adoram receber elogios, mas vá com calma, se não ela poderá achar forçado.

Explore a vagina dela, a jornalista Kate Taylor, colunista da revista GQ e autora de O guia do Bom Orgasmo, ensina alguns métodos:

  • Segure os lábios abertos com uma mão e com a outra friccione gentilmente seu clitóris. Quando os lábios estão bem esticados, a sensação é intensificada;
  • Varie segurando a parte de cima do clitóris entre os dedos indicador e médio, acariciando-o para cima e para baixo;
  • Tente achar o tal do polemico ponto G: introduza dois dedos dentro da vagina dela e dobre-os em direção à parede vaginal perto da barriga. Cerca de 3 a 4 centímetros acima há uma área de pele de aspecto esponjoso, mais ou menos do tamanho de uma moeda de 25 centavos. Esfregue-a de leve com um movimento de “vem aqui”;
  • Lamba os lábios vaginais para cima e para baixo e depois gire a língua úmida e esticada por toda a vagina.

 

Presenteia com lingeries, fantasias, brinquedinhos, vibradores, estimule-a a gostar, de a ela livros eróticos, isso pode elevar a criatividade dela.

Saiba que tudo que fizer será recompensado, mulheres satisfeita são mais propicias a retribuir sexualmente. Como já diz o ditado: “é dando que se recebe”, pense nisto e seja o seu amante. De a ela momentos inesquecíveis, dos quais você também não irá se esquecer.

 

Freak Butterfly.