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Quando a música nos toca

Há algumas semanas estava com uma idéia na cabeça, mas enrolava pra escrever, então vi em um programa de TV sobre música onde a atriz/cantora Demi Lovato, que saiu a pouco de uma clinica de reabilitação, que começou a se mutilar aos 11 anos, pois a dor era uma forma de se expressar. Se você buscar sobre o assunto no Google verá um grande numero de buscar pelo assunto.

E então você se pergunta: Mas o que isso tem haver com este site ou com música? – Saiba que muito!

Apesar de ser um ‘grito de dor silencioso’, quem pratica ‘cutting’ para alivio das pressões psicológicas quer ser ouvido, ou apenas contar ao mundo – mesmo que de maneira anônima – sobre sua perda, dor ou luta. E o que leva uma pessoa a fazer mal a si mesma? Bem inúmeros fatores, desde sua posição social a estar acima do peso e com isso, a mídia – seja ela qual for – tem forte influência para que essas pessoas – de diversas idades – continuem na dor ou não. Temas como o bullyng também estão no repertório.

Eu já admiti ser adepta deste ‘placebo’, não tenho vergonha de dizer novamente, mas é ai que entra a música. Quando você ama, você escuta música. Quando esta triste, quando se sente só, ou quando está super feliz, bem, quando se odeia ou sente sozinha, seja qual for o motivo, agente sempre escuta algo que nos liga a estes sentimentos. Muitos artistas, sabendo disso, usam a música para expressar ou mesmo para ganhar alguns novos seguidores. A cantora Pink sempre que possível trás em suas músicas a bandeira do “ser diferente não é ruim”, em diversas músicas por toda sua carreira e que ficou explicito em seu ultimo lançamento “Fuckin’ Perfect”, que fala do tema citado acima e em “Raise your glass” que fala sobre nossas diferenças e por nos aceitarmos assim.

Há algum tempo, algumas bandas brasileiras eram definidas por um novo som chamado de ‘rock terapia’ – não, nada tem haver com os emos, foi antes de estes existirem – algumas são, CPM22, Detonautas Roque Clube e para mim havia Choldra – uma banda do ABC (SP) que tocou em um festival na minha cidade e sem dúvida marcou uma fase da minha vida com suas letras.

O rapper Eminem trouxe ao seu ultimo CD ‘Recovery’, expressou suas dores, sobre sua queda no mundo das drogas, as pessoas falsas que o rodeavam e sobre sua nova vida, os hits “not afraid” e “no Love” deixa bem claro tudo que ele sente.

Hoje até está comum artistas pop abordarem esse tipo de tema em suas musicas. Lady Gaga deixou isso explicito em seu ultimo single “Born This Way”, a diva pop, sempre julgada por suas escolhas excêntricas diz na musica que “não há nada de errado em ser você, pois Deus não erra”, etc e tal. Katy Perry também trata das nossas ‘diferenças’ em “Firework”. Claro que cantar que ser diferente é normal e que você deve se aceitar assim, blá-blá-blá. Só quando se vive é que se sabe, mas seja como for, nada melhor que ouvir músicas para nos sentirmos melhores e expressarmos assim o que sentimos.

Aqui vai o Top 10 (que fazem parte da minha set list ‘para esquecer a dor’) de músicas que nos fazem lidar com a dor:

  1. Choldra – Fé
  2. Pink – Fuckin’ Perfect
  3. Katy Perry – Firework
  4. Eminem – Not afraid
  5. Lady Gaga – Born This Way
  6. Eminem – No Love
  7. Choldra – Enquanto os pés se movem
  8. Matanza – Tempo Ruim
  9. Johnny Cash – Hurt
  10. Slipknot – Vermillion

 

Alto-flagelo – Como ajudar

solidao

Não sei se posso dizer que me sinto triste ou feliz pelos diversos comentários e procura pelos artigos publicados aqui sobre auto-flagelo. É bom saber que muitos de vocês leitores se sentiram a vontade e se abriram com outras pessoas que sofrem do mesmo problema, ou ver que há pessoas que se importam.

Muitos me perguntaram sobre como se ajudar ou como ajudar um conhecido. Bem, desde já aviso que não sou médica, mas busquei informações e até mesmo, novamente coloco meu problema em questão (e não tenho medo ou vergonha de me expor com isto, sei que estou ajudando muitos e me ajudando).

Primeiramente, quem realmente deseja parar com isso, terá de ter muita força de vontade. Saiba que isto não se vence sozinho, busque ajuda nos familiares ou em alguém que seja próximo que você possa contar realmente, pois você irá necessitar.

Tratamento psicológico é à base de antidepressivos e terapia comportamental. Mas saiba que não há melhor remédio que a amizade, pois na hora que o nervosismo bater e a vontade surgir, você terá de buscar companhia. Evite ao maximo ficar sozinho em meio a crises. Busque desviar o pensamento, eu sei o quanto é difícil, mas não se pode desistir na primeira recaída.

Eu estou “limpa” a cerca de 2 meses e estou feliz por isso, a ultima recaída não foi tão violenta e eu não irei desistir. Quando estou mau, vejo TV, leio, entro na internet, converso com pessoas, mas não me tranco em meu quarto, pois sei que sozinha corro riscos.

Pra começar, jogue fora seu “kit flagelo” (todos que sofrem disto têm ao menos alguma navalha guardada em casa e até mesmo curativo).

Sejam fortes e resistam às tentações. Não tomem remédios por conta própria, busque um psiquiatra, ele lhe indicará o melhor tratamento.

Se quiser saber mais sobre o assunto, ouça o podcast abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u503798.shtml

Tenham força, há coisas na vida que não valem a pena nos martirizar!

Freak Butterfly