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Justine – A viagem parte I

 

O sol atravessou uma fresta da cortina fazendo a cabeça de Justine martelar. Já era dia, o cheiro do café pairava no ar. Cobriu o rosto com o lençol tentando fugir da claridade.

 

– Acorda Maria Bonita! – cantarolou Lucas – Já está tarde Ju, fui bonzinho e a deixei dormir mais um pouco, mas precisamos partir em 30 minutos.

 

– Não quero ir – resmungou Justine tentando se embrenhar entre as cobertas e travesseiros.

 

– Eu te avisei que iríamos viajar que precisava de você lá, mas mesmo assim teve que ir naquela bate de quinta pra ver aquela putinha – comentou Lucas enquanto puxava as cobertas.

 

– Não fale assim dela querido… Nossa, aquilo não era wisky, era mijo de cão engarrafado, minha cabeça vai explodir!

 

Justine se sentou a beira da cama e ficou olhando Lucas se trocar.

 

– Certeza que preciso ir?

 

– Claro Justine, que coisa, você é minha acompanhante. Depois quando eu viajo a negócios você surta que tenho outra! Banho gelado meu amor, um bom banho, eu já fiz um café reforçado.

 

Justine entrou embaixo do chuveiro e se arrepiou, a água fria a tirou do transe, mas a cabeça ainda martelava.

 

– Maldito mijo de cão! – sussurrou para si.

 

A água escoria por seu corpo lavando o cheiro de cigarros, álcool e sexo, uma mistura que a inebriava sempre.

 

– Que vontade de pecar… – disse enquanto deslizava as mãos entre as pernas, o coração palpitante.

 

Lucas parou na porta do banheiro e ficou olhando pelo vidro Justine se tocar, os olhos fechados, o suspiro.

 

– Quer uma ajuda minha putinha insaciável? – disse Lucas sorrindo já na porta do Box.

 

Justine se assustou, pois estava com o pensamento longe dali.

 

– Vou sair já, já! – respondeu pegando o shampoo e jogando nos cabelos.

 

– Então tá, vou tomar café.

 

Lucas já estava quase no fim quando Justine apareceu, com a maquiagem ainda borrada nos olhos, toalha nos cabelos e moletom.

 

– Nossa! Você está um lixo mesmo – disse Lucas – Mas não há fuga, coma algo que vou pegar as malas.

 

– Mas eu nem fiz as minhas ainda – resmungou Justine.

 

– Oh minha criança, eu sabia que isso ia acontecer, então eu já fiz.

 

– E como sabe o que vou levar? – disse ela enquanto pegava a caixinha de remédios.

 

– Te conheço mais do que imagina mocinha, agora acelera ai – disse Lucas seguindo para o quarto.

 

Logo ele apareceu com duas pequenas malas, a mochila de negócios e óculos de sol.

 

– Anda, tome o resto no carro, já me atrasei demais.

 

Ela calçou pantufas, colocou os óculos escuros, pegou um tônico na geladeira e a caixinha de remédios.

 

– Vamos!

 

– Vai de pantufas?

 

– Cala a boca e vamos logo – resmungou Justine mais uma vez.

 

No carro Justine estava apagada, entre Dramins e aspirinas, ela babava no travesseiro enquanto Lucas ria tirando fotos e ouvindo Morrissey. Depois de uma hora de viagem, Lucas parou em um posto para usar o banheiro, cutucou Justine e que despertou assustada.

 

– O que? Onde? Hã? Que poooorraaaaaaaa Lucas! O que foi agora?

 

– Oh estúpida! Não quer ir no banheiro? Depois desse tanto de liquido que tomou, porque eu só vou parar quando chegarmos lá.

 

– Ainda vai demorar? – perguntou fazendo manha.

 

– Umas duas horas por ai.

 

– Droga! Vou no banheiro.

 

Os dois foram ao banheiro, Justine passou na loja de conveniências e comprou mais um tônico, sua cabeça ainda martelava e seu suor parecia exalar aquele wisky barato. Lucas pegou algumas guloseimas e voltaram para o carro.

 

– Oh minha menininha ta feia na foto hem!? – disse Lucas em tom de gozação.

 

– Porra, nunca mais quero beber… Não por ai, agora vou andar com meu trago na bolsa. Minha cabeça ta girando ainda.

 

– Não quer vomitar? Talvez te ajude a melhorar.

 

– Que viajem romântica não? Ué você pode vomitar no banheiro, se estiver melhor, te dou balas de menta e você pode me chupar enquanto dirijo.

 

Justine levantou uma das sobrancelhas, mas pensou não ser má ideia. Foi ao banheiro, colocou o dedo goela abaixo e vomitou liquido e mais liquido, era tudo o que tinha conseguido ingerir até então, quando já não lhe restava mais nada, foi até a pia, jogou água no rosto e realmente se sentiu um pouco melhor. Passou na conveniência mais uma vez, comprou um salgado e coca-cola e voltou para o carro.

 

– Você tinha razão, acho que estou me sentindo melhor – suspirou Justine aliviada – obrigada!

 

– Quer as balas de menta agora? – disse Lucas rindo.

 

Justine sorriu e lhe deu um soquinho no ombro. Lucas ligou o carro e voltou para a estrada. Ela terminou de comer, tomou outro dramin e mais uma vez apagou, parecia tão doce e inocente dentada ali no banco do carro, de moletom, pantufas, agarrada ao travesseiro de gatinho, babando sob ele. Por alguns instantes Lucas se esquecia da Justine maluca e ninfomaníaca e Le lembrava que apesar de tudo, ela era apenas uma menina.

 

– Já chegamos? – perguntou Justine num sussurro tentando abrir os olhinhos.

 

– Não minha gatinha, mas falta pouco, você está melhor?

 

– To toda torta – respondeu manhosa.

 

– Deita um pouco aqui no meu ombro, puxa esse cinto pra lá e encosta aqui fofinha, te faço um cafuné – disse Lucas carinhosamente.

 

Justine o fez, recostou a face em seu ombro e curtiu um cafuné, olhando a estrada vazia, lembrou que há tempos os dois não faziam uma viagem a sós, aliais, não curtiam um momento a dois, ela sentiu até mesmo saudades da época de rotina, quando só haviam os dois, jogados pela casa, transando quando desse na telha, ou brigando e fazendo as pazes pelo chão da sala. Justine sorriu lembrando de coisas bobas que faziam juntos, ela tirou o óculos escuro, olhou pra ele com um sorriso bobo e disse:

 

– Cadê a bala de menta?

 

Lucas caiu na gargalhada, mas não hesitou em pegar as balas que estavam no porta-treco do carro.

 

– Pode escolher! – entregou-as sorridente.

 

Justine pegou a mais forte, descascou e colocou lentamente nos lábios, chupou a bala enquanto acariciava os lábios com a língua, tirou o cinto de segurança, Lucas baixou a velocidade, ela mais uma vez recontou sob seu ombro e com uma das mãos começou a acariciar o pau de Lucas ainda sob a bermuda. Lucas a olhou nos olhos por um instante e disse:

 

– Senti sua falta!

 

Justine sorriu e baixou a cabeça sem demora, tirou o pau latejante e rijo para fora e começou a se deleitar, sobre e desde, sobe e desce, a língua desliza o envolve e mais uma vez sobe e desce para dentro da boca, Lucas suspira, Justine espia e o vê se segurando para não recostar a cabeça pra trás e tentar se concentrar na estrada. Se deleita, jorra leite!

 

– Meu Deus menina! Senti mesmo tua falta… Há tempos não me agraciava com teus encantos orais – disse Lucas ofegante tentando manter a concentração – venha aqui e me de um beijo minha putinha linda.

 

Justine satisfeita e sorridente cumpriu o desejo de Lucas, encostou novamente no banco, puxou o sinto, aumentou o som do carro que ainda rolava Morressey e ficou olhando a paisagem.

 

Algum tempo depois, podia se ver a cidade, enfim a viagem estava no fim, ou apenas começando. Lucas havia reservado um quarto maravilhoso com vista para o mar, à noite teriam um jantar com temática havaiana junto aos sócios e alguns dos mais importantes clientes da firma. Lucas estava crescendo e às vezes Justine se deprimia por ter parado no tempo. Já no quarto, Justine começou a pensar e questionou:

 

– Lucas, você não acha que eu deveria voltar a estudar e trabalhar? – perguntou cabisbaixa.

 

– Porque isso agora meu bem, não lhe dou tudo o que quer?

 

– Me sinto desvalorizada…

 

– Com tudo que te dou você ainda se sente desvalorizada?

 

– Claro, parece que sou tua puta de luxo e nada mais. Cansei já de não fazer nada… Acho que quero voltar a estudar, afinal, não vai me bancar pra sempre!

 

– E porque não?

 

– Fala sério né Lucas! – Justine se levantou zangada, pegou uma bata e foi para o banheiro.

 

Com um maio, bata, chinelinhos e muito protetor solar, munida de chapéu e água, Justine resolveu ir caminhar na beira da praia. Pensar, refletir, de repente uma crise existencial lhe abateu.

 

– Porra, o que eu to fazendo da minha vida? Larguei a faculdade, larguei o emprego, pra virar puta de advogado?!? – seguiu andando até encontrar uma sombra que pudesse lhe acolher.

 

Mais adiante, Justine viu certa movimentação de pessoas, uma parte do hotel estava com a entrada “Proibida sem Autorização”, era o que dizia a placa, um tipo de cortina fechava o lugar, mas como boa curiosa ela se empenhou em descobrir o que estava rolando ali, sentou-se na areia e decidiu esperar.

 

Algum tempo depois, Justine viu uma bela loira bronzeada correndo nua em direção ao mar, à praia estava vazia, não era alta temporada, mas isso a deixou mais curiosa, o que estava acontecendo ali? Ela se levantou e resolveu caminhar em direção à água, quando ouviu o que parecia ser uma direção fotográfica. A bela moça fazia poses, brincava com a água e por fim deitou na beira-mar onde a areia se misturavam a água salgada no seu belo bronzeado. O fotografo se aproximou, Justine se sentou novamente e ficou olhando a sessão de fotos que rolava descontraidamente, quando o fotografo se virou para falar com um assistente, seus olhos não podiam acreditar.

 

– Fernando! – disse Justine sem acreditar.

 

Ela ficou ali paralisada, sem ao menos conseguir piscar. Fernando olhou para sua direção, colocou a mão sob os olhos em uma tentativa de o sol não ofuscar sua visão, sorriu, sacudiu a cabeça como quem não acreditava no que via, entregou a câmera para o assistente, liberou a modelo e caminhou em direção de Justine. Ela ainda estava paralisada, queria levantar e correr dali, mas suas pernas estavam dormentes.

 

– Olha só quem está aqui! Está me perseguindo querida!? – disse Fernando sarcástico.

 

Justine respirou fundo, olhou em seus olhos e enfim conseguiu se levantar.

 

– Claro que não, vim em um evento – disse enquanto se levantava – você se acha não é? – continuou em tom zangado virando as costas para partir.

 

– Hey, calma pequena, o que houve? Eu só estava brincando, estou até feliz em te ver – disse Fernando tentando segurá-la pela mão.

 

– Pode me soltar, tenho um baile para ir e preciso me arrumar.

 

Fernando soltou a soltou e Justine partiu sem olhar para trás.

 

– Essa menina…. – suspirou ele para consigo mesmo.

 

As pernas de Justine estavam tremulas, não sabia ainda como conseguiu andar sem olhar para trás, ao entrar no quarto de hotel, estava pálida.

 

– O que houve meu bem? – perguntou Lucas se aproximando de Justine e segurando sua mão – Esta passando mal ainda?

 

Justine sentou-se na beira da cama olhou para Lucas e sentiu o cérebro estalar.

 

– Não, eu só tive um pequeno mau estar, vou cochilar e logo me banho para começar a me arrumar pro baile, não se preocupe.

 

– Tem certeza?

 

– Claro amor – continuou tentando se acalmar – só estou um pouco cansada, pode ter sido o sol – Justine se levantou, beijou Lucas, tirou a bata e se deitou.

 

Quando fechava os olhos seus pensamentos se misturavam, lembrava-se do Fernando no beco, e do Fernando na praia, teve sonhos confusos e foi despertada por Lucas.

 

– Querida, está mesmo bem? Está toda suada – perguntou Lucas preocupado.

 

– Estou amor, um banho me ajuda.

 

Justine tomou um banho e tentou relaxar pensando na noite que teria com Lucas. Secou-se, passou hidratante pelo corpo já macio, se admirou no espelho, depois de anos finalmente se sentia bem com o próprio corpo, colocou uma lingerie que não marcasse seu corpo e entrou no vestido branco longo de manga única, secou os cabelos, fez um coque na lateral e colocou uma flor, uma maquiagem leve e estava pronta, Lucas entrou no quarto e ficou maravilhado.

 

– Você está linda de branco – ele se aproximou junto a ela no espelho, segurou-a pela cintura e continuou – você ficaria linda de noiva…

 

Justine ficou sem jeito e foi pegar um perfume na nécessaire.

 

– Bem estou pronta! Vamos?

 

Lucas sorriu e consentiu. A noite foi maravilhosa, todos estavam animados, beberam e dançaram, Lucas recebeu elogios por seus trabalhos e dedicação ao escritório, no fim da noite, com uma garrafa de vinho branco suave a mão, caminharam na beira mar, rirão, falaram bobagens e correram de volta para o quarto de hotel. Justine empurrou Lucas para a cama, tirou a calcinha, mas se manteve com o vestido. Ele a olhava vislumbrado, ela caminhou lentamente mordendo os lábios, soltou as madeixas e engatinhou pela cama até chegar por cima de Lucas.

 

– Feche os olhos meu amor – sussurrou Justine enquanto mordiscava sua orelha.

 

Lucas fechou, Justine ligou a playlist do celular que tocava Dsert de Emilie Simon, ela tampou seus olhos com as mãos para assegurar que ficariam assim, os beijava, mordia os lábios, brincava de fugir, Lucas tocou seus seios, deslizou a manga do vestido e o desceu para sentir os mamilos duros e rijos de Justine, ele mesmo sem ver, se deleitou naqueles seios maravilhosos, Justine suspirava, ela solto seus olhos, mas ele decidiu continuar com os mesmos fechados, Justine tirou sua camisa, abriu a calça, seu pau saltou sem muito esforço, o corpo de Lucas queimava, sem demora, Justine sentou lentamente sobre o membro rijo e começo a cavalgar, Lucas gemia, seus corpos se uniram cada vez mais como se a qualquer momento um tipo de osmose fosse acontecer.

 

– Senti sua falta minha putinha linda! – sussurrou Lucas no ouvido de Justine.

 

Poucas as vezes que os dois se fundiram de maneira doce, mesmo com as estocadas violentas de Lucas e as mordidas ensandecidas de Justine, era amor e não apenas sexo. Durou mais que o comum, o vestido de Justine estava molhado de suor, seus cabelos desgrenhados, Lucas gozou como louco, Justine sorria satisfeita.

 

– Banho? – perguntou Justine com cara de gozo.

 

– Só se for agora!

 

Os dois correram para o banheiro, a porra ainda escorria pelas pernas de Justine, se despiram rapidamente, e entraram embaixo da água natural. Beijos, risos, brincadeiras, mordidas, eram duas crianças se redescobrindo, Lucas empurrou Justine de cara contra a parede, abriu suas pernas e de joelhos e chupou, meteu a cara e o focinho naquela bocetinha vermelha e inchada. Dedilhava o grelo, sugava, lambia, ela arranhava a parede, então ele se levantou, puxou-a pela cintura e a penetrou, ela gemia.

 

– Isso, me fode, vamos me fode gostoso, me faz gozar como louca!

 

Ele mordia sua nuca e a puxava pelos cabelos.

 

– Gosta quando te pego assim, feito uma cadelinha não é? Gosta quando te pego assim não é?

 

– Gosto, gosto muito, senti saudades, mete esse pau gostoso, me fode toda!

 

Lucas pegou o sabonete, lambuzou o rabinho lindo e rosado de Justine, meteu um dedinho, ela gemeu ainda mais alto.

 

– Que rabo maravilhoso!

 

Sem pensar duas vezes, Lucas se aventurou, Justine se empinou mais e então ele meteu, ela soltou um gritinho sufocado.

 

– Oh Deus! Que loucura! – dizia Justine em delírios.

 

Lucas estava amando, a muito não comia aquele rabo, era virgem outra vez, entra e sai, entra e sai, ele estava maravilhado e ela tentando controlar o desejo insano de gritar.

 

– PORRA, JORRA NESSE CÚ! – gritou ela desesperada de tesão.

 

– Toma então cadelinha, toma o leitinho nesse rabo!

 

Lucas jorrou, Justine gozou e suas pernas mal podiam se mexer, tomaram um banho rápido e se jogaram nus sob a cama. Justine olhou a luz pela fresta na cortina, sorriu e pensou no quanto gostaria de reencontrar Fernando.

 

Continua…

 

 

Justine: delírio

 

Realmente aquele homem era um ser único, e não só pelo olhar enigmático, mas porque aqueles dedos a guiaram para o prazer quase que instantâneo.

                – Meu Deus! – suspirou ela junto a um orgasmo.

                – Estou longe de sê-lo querida. Foi um prazer, mas preciso ir.

                – Mas já?!

                – Sim, preciso viajar ainda hoje, passei aqui só pra tomar uma.

                – Pena… – Justine se levantou fingindo não dar importância pelo desconhecido que estava para partir.

               Ela se levantou e logo cambaleou, as pernas estavam bambas, sentiu o riso em sua nuca.

                – Ficou fraca querida?

                – Estou bem. Tchau! – seguiu sem olhar para trás.

               Darling estava radiante correndo em direção a sua protetora, ela a abraçou e beijou intensamente.

                – A senhora conheceu o Fernando, nem acredito!

                – Ah, então este é o nome dele…

                – É, mas ele não gosta muito de falar sobre, ele gosta de manter esse ar de mistério, isso enlouquece as meninas, todas dariam para ele de graça por horas, e fariam o que ele quisesse sem pensar!

                – Você já fez?

               – A senhora, eu o conheci a algumas semanas. A senhora e o Lucas estavam curtindo a vida de casal, então uma noite ele veio, mas me pagou, muito bem até.

                – E o que ele lhe pediu pra fazer?

               – Bem, ele queria me ver de saltos, salto altíssimos, parecido com aqueles sapatos vermelhos que a senhora tem que nem sei anda neles, mas o dele era preto.

               – Vamos sentar um pouco… Quero saber mais sobre isso.

               As duas foram para a mesa do canto, Fernando já tinha ido embora, o escuro lhe davam privacidade. Justine acenou para uma das meninas e pediu um wisky e Martini para Darling.

                – Vamos querida, continue!

                – Bem senhora, agente foi num quarto barato, em um destes hotéis que tem aqui na rua, ele estava de mochila, sempre muito sério, pediu para que eu ficasse pelada e colocar as botas, eram lindas, como as suas. Eu fiz o que ele pediu, ele mandou eu levantar, mas a senhora sabe que eu não consigo me equilibrar, então falei pra ele.

                – E ele?

                – Ficou bravo, pediu pra me levantar, disse que eu deveria me comportar. Como a senhora já sabe as cena, me segurei na beira da cama, tentando me aproximar da parede, ele pediu que eu caminhasse até ele, mas caí, espatifada.

                – Você se machucou?

                – Um pouco, bati o dente nos lábios e abriu um talho, saiu um pouco de sangue, ele veio até mim, perguntando se eu estava bem, um sorriso diabólico estampava aquele rosto. Ele viu que eu estava sangrando, então ele se afastou, sentou numa cadeira e me chamou.

                – O que ele disse?

                – “Vem minha cadelinha!”

                – Que delícia! – Justine afastou as pernas de Darling para ver se ela estava excitada.

               Bingo! Molhadinha.

                – Quer que eu continue senhora?

                – Claro, claro! Não pare.

                – Eu me arrastei até ele, o chão de madeira antigo esfolou meus joelhos, me ajoelhei na frente dele e apenas o olhei. Ele sorriu, mas dessa vez foi doce, me beijou a testa e mexeu nos meus cabelos e disse que eu era uma boa menina. Me disse que se eu continuasse a obedecer ele me daria um prazer que nunca senti. Eu já tinha ouvido algumas meninas comentar dele sabe. Então fiquei curiosa.

                – O que você? – perguntou Justine ainda a tocando.

               Um breve gemido, Darling tentou fechar as pernas. Justine as afastou novamente.

                – Ai senhora… Que delícia…

                – Cale a boca menina e me conte!

               Entre gemidos, suspiros, Darling tentou prosseguir com a história.

                – Ele pediu para que eu tentasse caminhar novamente. Eu tive medo, ele fico de pé, me deu a mão e me ajudou a levantar, me senti uma criança aprendendo a andar, ele me segurou, mas não da forma segura, só consegui me apoiar, daí dei alguns passos e do nada ele tirou a mão, mais um passo e eu me espatifei na beira da cama. Ai eu soltei uma lagrima, porque bati meu braço, eu já estava pra tirar aquele sapato maldito e sair correndo dali, quando ele me puxou pra cama. Ele me deitou e pediu pra eu ficar quietinha. Repetiu que eu era uma boa garotinha por ter tentado, e não deveria chorar quando caísse, que eu tinha que ser forte.

                – E?

                – Acho que vou gozar… – respondeu Darling se contorcendo.

               Darling gozou e virou o Martini deixando a cabeça cair para trás.

                – Ah senhora… Depois que me deitei, foi uma loucura, ele começou a acariciar meu corpo, meus seios, brincou com os mamilos, mordiscou eles e depois passou a língua, suas mãos desceram até minha buceta, nossa eu tava pegando fogo já, ele começou a me tocar, me tocar, de forma tão diferente, como a senhora faz comigo, deslizando o dedo envolta do meu grelinho? Bem assim, então seus lábios beijaram minhas coxas, a virilha, e ele caiu de boca, me desculpe senhora, mas foi o MELHOR sexo oral da minha vida, não sei explicar, enquanto ele me sugava, os dedos dele entravam e saiam, até no meu rabinho ele meteu os dedinhos, eu estava tão, tão… Sei lá que palavra usar, foi como morrer por alguns segundos e cair no paraíso.

                – Que sortuda hem! Eu só tive os dedos… – disse Justine em um tom enciumado.

                – Bem Darling, preciso ir, o Lucas vai viajar manhã e tenho que estar em casa. Adorei a historinha.

               Elas se beijaram, cada vez que partia, Justine via nos olhinhos de menina de Darling o aperto no peito. Se era amor ou devoção, não se sabia, mas Justine sentia em Darling aquele calorzinho que tinha quando estava nos braços de Marcela. Ela pegou o casaco e saiu pela porta lateral do bar, o carro estava ali perto, ao sair seu coração estremeceu com um estranho vulto parado no meio do beco, encostado na parede, ela ouviu.

                – Você demorou, pensei que não fosse mais sair.

               Justine parou, as pernas estremeceram, a voz era familiar, mas sentiu que deveria perguntar mesmo assim.

                – Quem tá ai?

                – Sou eu minha querida, seu demônio!

               Justine soltou a respiração presa e continuou a caminhar como se não desse importância para quem fosse, mesmo sentindo seu grelo palpitar mais que o coração, ela procurou as chaves do carro na bolsa sem olhar pra ele, quando passou fingindo não se importar com sua presença, ele a segurou pela braço e a jogou contra a parede.

                – O que é isso? Tá maluco!?

                – Não, só fiquei com seu cheiro nos meus dedos, e senti vontade de provar seu gosto, seu perfume é tão inebriante sabia – disse ele se aproximando cada vez mais dela – Você gosta disso não gosta? – continuou falando – Gosta desses joguinhos, gosta do perigo, eu sinto no seu suor.

               Justine não respondeu, se fez de durona e tentou se soltar.

                – Você não quer sair quer? Se quisesse já teria, você ficou curiosa com o que a Darling te disse não foi?

                – Somo sabe o que ela me disse?

                – Meninas contam as outras sempre, eu vi ela nos espionando atrás da cortininha do palco, ela me falou de você, bem não disse seu nome, mas pela descrição… Ela te admira muito sabia? Você é uma deusa pra ela, deve ser muito bom no que faz, gosta de dominar essas menininhas né?

                – Me solta? Tenho que ir pra casa.

                – Você tem, ou quer?

                – Para de rodeios e fala logo o que você quer Fernando. É este seu nome não é? Ou é o que fala pras menininhas daqui.

               Ele sorriu, baixou a cabeça, balançou e sorriu novamente.

                – Não disse, elas contam tudo. E sim, este é meu nome mesmo. Sabe, cansei de conversa, eu to com pressa e só fiquei aqui porque não poderia viajar sem ter esse seu perfume inebriante espalhado no meu rosto.

                – Você é louco!

                Ele a prendeu com seu corpo e com uma das mãos tentou afastar as pernas. Depois de pouca insistência ele a tocou, estava quente e lúbrica, já podia sentir o grelo pulsar, ele aproximou os lábios do dela, e então Justine se entregou, deixou a bolsa cair, entrelaçando os braços em seus cabelos longos. O beijo era voraz, ele puxou o cabelo dela impulsionando a cabeça para trás, beijou-a o pescoço, seios, e se ajoelhou, levantando a saia ficou maravilhado com aquela boceta de menina, lisinha, branquinha, de lábios pequenos e avermelhados, era suculenta, ele levantou uma das pernas apoiando-a em seu ombro e invadiu o paraíso.

               Justine queria uivar, seu peito doía, ela pensou que fosse enfartar. O calor subia rápido, a sensação era tão deliciosa, que ela não sabia se gozava ou segurava um pouco mais. Ele deslizava os dedos melados entre os pequenos e os pequenos grandes lábios, abria e a penetrava com a língua, sugava-a, e voltava a penetrá-la com os dedos, os lábios eram tão macios, Darling estava certa, era como se fosse morrer. Céu ou inferno, pouco importava, ela não podia mais esperar, então relaxou e sentiu a explosão, de olhos fechados ela pode ver centenas de cores, ela não podia respirar, por um segundo ela morreu. As penas balançaram, ela pensou que fosse cair, quando ela abriu os olhos ele estava sorridente olhando para ela.

                – Você é doce! Incrível como realmente é doce, é como um mel, valeu esperar, mas não posso me atrasar.

               Justine escorregou o corpo pela parede, tentava recuperar o ar, ele beijou-a na testa e agradeceu. Ela não conseguia se mexer, nem pensar nem se quer ao menos falar. Ela ficou ali, escorada na parede vendo um doce demônio partir. Quando ele dobrou o beco, ela se esforçou para se levantar, fechou o casaco, vasculhou a bolsa, pegou as chaves e em silêncio entrou no carro deixando um rastro de gozo para trás.

 

Justine – Deflorando o olho Parte I

No dia seguinte ao conhecer Darling no puteiro, Justine planejara um divertimento para animar Lucas. Ela ligou para a moça conforme haviam combinado e passou em seu kitnet para buscá-la, era um lugar deplorável, sujo, um ninho de prostitutas baratas.

– Entre querida – disse Justine acenando com a mão para Darling.

– Boa tarde senhora – cumprimentou a ainda tímida Darling.

– Boa tarde querida. O que disse para sua madrinha?

– Disse que iria a uma despedida de solteiro, são demoradas e se paga pouco, então não tenho que dar tudo a ela.

– Que bom! Vamos a uma loja que gosto muito, quero comprar algo para usar essa noite.

– Ok!

Darling ficou deslumbrada ao ver a loja de lingeries que Justine a levara.

– Nossa minha senhora, esse lugar é lindo! Parece coisa de novela, é tudo tão chique – disse olhando para um robe de renda preta – nossa e muito caro também, eu nunca poderia pagar nada nessa loja.

– Bem, este robe parece lindo, o que achou?

– Eu amei, mas é muito caro.

– Eu gostaria de ver seu corpo nu envolvido nele, vamos pegar seu tamanho, quero que experimente pra mim.

A moça sorridente pegou um robe de sua numeração e seguiram para o provador.

– Qualquer coisa, você é minha irmã – sussurrou Justine para Darling.

– Vai experrimentar senhorita? – perguntou a atendente.

– Sim, ela vai! – respondeu Justine voltan-se para Darling – Vai lá imrã, qualquer coisa me chama pra ver como ficou – terminou dando uma piscadela.

– Ok maninha! – respondeu Darling entrando na sessão do provador.

Poucos minutos depois Darling gritou do provador para a atendente que deseja ver a irmã.

– Ju, pode me ajudar a decidir aqui? – gritou Darling.

– Posso? – perguntou Justine para a atendente.

– Claro senhorita!

Justine começou a sorrir quando ficou de costas para a atendente, ela estava ansiosa para ver a bela mocinha. Então bateu na porta do provador.

– Darling?

Ela abriu a porta lentamente, o coração de Justine disparou ao ver o corpo nu e depilado de Darling e sob ele aquele robe longo de renda preta, ela ficou encantadora.

– Nossa!

– Ficou bom senhora?

– Uma delicia, se eu pudesse te comia aqui mesmo – Justine olhou para os lados, a atendente conversava com outra atendente, ela aproveitou para colocar a mão na abertura e tocar o sexo nu, despido de pêlos.

– Molhadinha sempre em pequena?

Darling sorriu.

– Eu gosto assim – disse enquanto tirava os dedos e sentia o perfume.

– Bem, vista-se, vamos comprar um sapato para você e depois vamos ao salão dar um jeito neste cabelo.

Darling sorriu e acenou que sim com a cabeça, para ela aqui estava sendo um dia de princesa. As duas foram a outra loja, uma especializada em sapatos para drag, dançarinas e fetichistas. Os olhos de Darling brilharam ao entrar.

– Nossa, nunca vi nada assim, essa loja é muito chique! Aonde eu compro os meus não é assim não.

– Bem querida, qual seu numero?

– calço 37.

– Deixe-me procurar algo pra você… hum… – olhava para as prateleiras – acho que este! O que achou?

Eram sandálias pretas coberta por pedrarias que remetia a brilhantes, o salto fino era altíssimo e fechava como uma tornozeleira.

– São lindos, tudo e lindo, o que a senhora quiser que eu use eu usarei com maior prazer – disse Darling animada.

– Bem, então são estes, agora vamos para o salão, quero que arrume este cabelo e faça as unhas também. Também vou me arrumar.

Justine já havia marcado hora, cabelo, pedicure e manicure, realmente um dia de princesa pensava DarlingDepois de pouco mais de uma hora, ela estava pronta. Justine ondulou os cabelos dando um ar mais selvagem, já Darling o deixou liso, como pediu Justine, ambas estavam de unha cor escarlate.

– Agora vamos pra casa nos aprontar.

No caminho Justine explicou o que queria, combinou o pagamento e disse que ela poderia levar seus presentes embora. O dinheiro era bom então Justine impôs condições, inclusive de assinar um contrato.

Ao chegarem ao apartamento, Darling olhava tudo como uma criança curiosa.

– Venha, quero que leia o contrato antes de tomar banho.

– Sim senhora.

Enquanto Darling o lia, Justine pegou uma sacola no armário e começou a tirar algumas coisas, velas aromáticas, pétalas de rosas vermelhas, champagne, camisinhas, lubrificante, um kit completo para uma noite de sexo caliente.

– Bem senhora, eu confesso, nunca fiz nada assim, e fico com um pouco de medo, mas o dinheiro é muito bom.

– Não quero que faça só pelo dinheiro querida, quero que faça porque gosta, se não estiver a vontade, não dará certo. Bem, você vai gostar o Lucas, ele é muito bonito, tem um corpo delicioso e um pau M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, você vai curtir, e eu vou estar com você, não precisa temer.

– Tudo bem, onde eu assino?

– Aqui!

– Bem, seja o que Deus quiser!

– Bem, acho que ele não quer tal coisa – disse Justine rindo – Venha pequena, vamos tomar um banho.

– Juntas?

– E porque não? Se quiser já te deixo mais a vontade.

– Eu adoraria.

As duas foram até o banheiro, Justine ligou a banheira, enquanto ela enchia, Justine despia Darling lentamente, primeiro a blusa, acariciando os seios, beijando o pescoço, a nuca, a costa, então desceu a saia, tocou a bunda durinha, deu um tapinha e assim resistiu a tentação a açoitar aquele rabo firme.

– Você é toda delicinha – sussurrou Justine no pé ao pé do ouvido de Darling.

Justine sentia os pelinhos louro do corpo dela ouriçar, um gemidinho leve escapuliu daqueles lábios carnudos. Darling virou-se e começou a beijar Justine, logo tirou o vestido que ela usava, abriu o sutien e começou a baixa-lhe os seios, descendo pelo tórax, ela se ajoelhou e baixou a calcinha de Justine.

– Posso senhora? – perguntou com carinha de safada.

– Deve! Quero ver se é boa nisso.

Justine encostou-se à banheira e abriu as pernas, Darling se ajoelhou entre elas e começou a sugar o grelinho melado dela.

– Isso minha putinha querida, chupa gostoso chupa.

Darling era uma cadelinha, mamava como ninguém, era melhor até mesmo que Lucas. Darling se atreveu em penetrar-lhe o dedo e Justine suspirou.

– Putinha safada, hum que putinha safada.

Justine não conseguia mais resistir e desejava puxa-la pelos cabelos e esfregar a boceta na cara daquela doce puta.

– Eu não consigo, não consigo mais resistir – disse Justine alterada – Vem cá sua puta safada, enfia essa cara na minha buceta – disse enquanto a puxava pelos cabelos esfregando sua buceta nos lábios de Darling – anda chupa essa buceta com vontade, chupa!

O quadril de Justine começou a se movimentar mais rápido, seu grelo pulsante estava prestes a explodir, ela gozou tão gostoso que até ejaculou levemente.

– PUTA GOSTOSA! – gritou Justine.

Darling continuou no chão e joelhos, Justine se ajoelhou junto dela e acariciou seus cabelos um pouco bagunçados já.

– Melhor por uma toquinha pra não molhar os cabelinhos – disse Justine e depois lhe deu um beijo – venha querida, vou te dar um banho.

As duas entraram na banheira Darling ficou sentada de costa para Justine que ensaboava seu corpo, a cena remetia a mãe e filha, tão inocente e ao mesmo tempo tão pervertida. Justine esfregava as costas, depois seguia com a bucha até os seios e descia por entre as pernas.

Depois do banho, Justine foi aprontar Darling, a secou, hidratou, perfumou, penteou seus cabelos e pediu para que vestisse o robe e os saltos.

– Você ficou espetacular! Agora vou me arrumar antes que o Lucas chegue.

Justine vestiu uma camisola de seda preta que deixava a costa nua, nos pés apenas uma tornozeleira que havia ganhado de Lucas logo no inicio do namoro. Ao abrir o porta jóias encontrou a gargantilha de brilhantes que havia ganhado dele em seu regresso do Canadá, olhou para Darling e disse:

– Acho que isso ficará lindo em você, foi um presente o Lucas, quero que use esta noite.

– Senhora, tenho medo, vai que quebra ou algo assim.

– Então tome cuidado – disse ela colocando a gargantilha em Darling – Perfeita! Quer beber algo?

– Sim, se eu puder, gostaria.

Justine abriu a champagne e deu uma taça para Darling, que ria por causa das bolhinhas que batiam em seu nariz. Justine arrumou e acendeu as velas, e jogou as pétalas pelo quarto, colocou o lubrificante e as camisinhas sob o criado mudo, e juntou-se a Darling.

– Bem, já ele chega. Lembre-se, não precisa ficar nervosa, eu não te faria mal – disse e depois a beijou.

 

 

Justine – Terremoto na Rotina (parte final)

As duas riram e foram até a mesa. Finalmente Justine conseguiu olhar os rapazes, agora ela havia entendo o motivo do alvoroço das mulheres do bar, sem dúvida Vitor e seu amigo eram os homens mais lindos do amamigasbiente. Logo Amanda agarrou seu homem. Vitor era alto, branco, olhos azuis, tinha cara de menino, com os braços tatuados e um topetinho nos cabelos loiros. O outro era o oposto, parecia um italiano, pele clara, cabelos negros, olhos escuros, nariz um pouco avantajado, mas sem duvida era de uma beleza exótica, braços e pescoço tatuados, gel nos cabelos penteados para trás, a muito Justine não via uma coisa daquelas.

Ambos estavam de calça do tipo social, pouco largas, diferente dos demais que estavam de jeans mais justos ao corpo, estavam de all star, Vitor usada uma camiseta preta com uma estampa old school, e o amigo de regada branca.  Justine disfarçadamente, retirou a aliança e enfiou na carteira.

– Deixe-me apresentar minha amiga, Justine este é Vitor – disse Amanda apontando para o rapaz ao lado.

– Olá, prazer – disse Justine ao cumprimentá-lo com dois beijinhos na bochecha.

– E este é o amigo dele…. Desculpa qual seu nome?

– Pépe – disse o rapaz estendendo a mão para Justine.

– Prazer… – Justine retribuiu o aperto de mão e pela primeira vez em muito tempo se sentiu constrangida.

Sentaram-se à mesa, o som era gostoso, o ambiente razoável, já que as mulheres não saiam de cima. Pépe levantou, olhou para Vitor e disse:

– Já volto, vou no bar… Alguém quer algo? – perguntou friamente.

– Meninas? Querem algo? – perguntou Vitor olhando para as duas.

– Acho que cerveja… – disse Amanda pensativa – pode ser Ju?

– Claro! Sim claro! – respondeu Justine ao ser arrancada de seus pensamentos.

Depois de quase meia hora Pépe voltou com as cervejas, estava mais risonho e com o semblante mais extrovertido.

– Desculpem a demora, fiquei conversando com o “negão” no bar – disse enquanto coloca as cervejas na mesa.

– Então Justine, você é sempre caladona assim? – perguntou Vitor com tom de sarcasmo.

– Depende da ocasião – respondeu Justine sem graça.

– A Mandita falou demais de você.

– É que ela sofre de amor platônico por mim, mas eu já disse que não rola – as duas riram.

– Meu Deus, não sei se isso seria um pecado ou o paraíso! – exclamou Vitor se deliciando em pensamentos.

As duas continuaram a rir. Pépe ainda estava estranho e Justine encafifada se achando o motivo daquela frieza toda. O barman se aproximou, era um bilhetinho para Pépe, ele leu, sorriu, olhou para o lado, uma loira monumental o olhava sem mesmo piscar, ele colocou a mão na face e continuou a rir.

– Olha ai, Pépe já está fazendo sucesso!

– Acho que ele é O sucesso desde que chegou – disse Amanda rindo.

Pépe apenas riu. Justine se levantou e disse para a amiga:

– Vamos comigo até o banheiro?

– Claro! Já volto baby – disse ela ao beijá-lo.

– O que foi Ju? Não gostou daqui? Não curtiu os meninos? Ta toda jururu.

– Acho que o Pépe que está incomodado comigo, desde que agente chegou ele está todo sério, meio frio, odeio isso, me sinto uma.. Sei lá o que, apenas odeio.

– É ele está mais sério, mas vai ver que é tímido.

– Tímido Amanda? Tenha dó né, tava todo, todo com as garotinhas. Acho que to empatando o coitado, melhor eu ir.

– Bem, não sei o que houve, vamos voltar pra mesa, se você se sentir mau, tudo bem, não precisa ficar forçada, mas gostaria que curtisse a noite, tem vários outros gatinhos, logo rola uma banda e nós vamos dançar.

– Ok! Vou ficar um pouco mais.

As duas estavam saindo do banheiro, enquanto outras duas meninas, a loira do bilhete e uma baixinha morena riam e falavam alto.

– Você viu? Você viu? – perguntava a loira animada.

– Ele não é divino? Mas o barman disse que ele pediu pra dizer que tem uma garota já – comentou a morena.

– Não acho que seja aquela que está com ele, eles se cumprimentaram com as mãos, que horror, nunca ao perder de dar uns beijinhos nele – concluiu a loira rindo.

Justine revirou os olhos e seguiu para a mesa.

– Demoramos? – perguntou Amanda animada.

– Eu já estava até ficando com saudades – respondeu Vitor enquanto a beijava.

– Então Justine, está gostando do bar? – perguntou Pépe.

Justine ficou calada por alguns segundos sem saber se era com ela mesma.

– Então…?

– Sim, a muito não ia a bares assim, aliais, faz tempo que não saio.

– Por isso não te vi antes por ai… Eu na verdade sou novo por aqui.

– Tá explicado…

– O que?

– O motivo dessas menininhas estarem em alvoroço, carne nova no pedaço… – sorriu sem graça ao fim do comentário.

– É… Pode ser, mas não curto “menininhas”, gosto de mulher… Tipo você!

A face de Justine ficou rubra, mas entre suas pernas ela sentiu um pequeno calor exalar.

– Pois é, então você morava onde?

– Estava na Europa trabalhando, morei em vários lugares, mas minha família é da Itália, aliais meu pai é italiano e minha mãe brasileira, então morei aqui até meus 15 anos, depois fui desbravar o mundo… Mas gosto daqui, não sei porque, simplesmente gosto.

– Meus avós são italianos, tenho muita vontade de ir conhecer a cidade natal deles.

– Qual é?

– Nápoles.

– Quem sabe um dia não vamos juntos – Pépe sorriu e de um piscadela.

– Isso é um convite?

– Com toda certeza!

Os dois ficaram conversando por um longo tempo, Pépe recebeu dezenas de bilhetinhos, Justine já nem se incomodava mais, ela achava graça de tudo aquilo. Ele era um homem muito interessante, viajado, amante de boa musica, ela estava vidrada pelo conjunto.

– E então… – disse Pépe ao se aproximar da face de Justine,

– Então o que? – questionou Justine com os lábios trêmulos.

Pépe se aproximou ainda mais, sentindo-a ofegar, era quente, o hálito gostoso, ela não resistiu ao jogo e o beijou. Sem duvida era um beijo de tirar o fôlego e matar de inveja todas as meninas do bar.

Justine sentiu um calorão tomar conta de seu corpo, suas pernas já não a pertencia mais, pela primeira vez em meses ela perdeu o chão. Pépe ficou sem ar, sem perder tempo, se aproximou do ouvido dela e sussurrou.

– Não queria me apressar, mas depois desse beijo, preciso perguntar, quer ir até a minha casa?

Justine recuou por um instante, o olhou, olhou para Amanda que logo entendeu o que estava acontecendo e acenou para a amiga seguir em frente, ela voltou a olhar para Pépe que apoiou uma das mãos em sua coxa.

– E então?

– Bem… Ok!

Despediram-se de Amanda e Vitor, Pépe fez questão de segurar Justine pela cintura enquanto atravessavam a multidão de meninas decepcionadas, do lado de fora, decidiram que ela o seguiria de carro.

No caminho Justine começou a ficar nervosa, suas pernas tremiam, ora de ansiedade ora por lembrar do beijo. Pouco depois o carro de Pépe parou, ele deu seta e entrou em um prédio, Justine o seguiu, era em enorme condomínio com vários prédios, o dele ficava próximo a um bosque, ele entrou no subsolo e estacionou, desceu e fez sinal para ela estacionar na vaga ao lado.

Ele abriu a porta do carro dela e a puxou contra o peito dele dando-lhe mais um beijo, os dois caminharam até o elevador, e enquanto subiam até o andar dele, ambos riam e brincavam, era como se já se conhecessem a tempos.

O apartamento dele era simples mais bonito, tudo era preto, branco e cinza, cheio de livros, DVD’s, discos, posters pelas paredes e um violão no tapete da salinha e o que mais lhe chamou a atenção foi o telão com retroprojetor.

– Quer assistir algo? – perguntou Pépe vendo a curiosidade estampada na face de Justine.

– O que me sugere?

– Comprei um DVD novo do Johnny Cash, ta afim?

– Agora, nossa sou apaixonada por ele.

– Somos dois. Pera ai que vou pegar, ta no meu quarto. Fica a vontade, quer beber algo?

– Aceito!

– Eu tenho cerveja e whisky… E suco de maracujá light – risos.

– Whisky ta bom!

Pépe foi em um pé e voltou no outro. Entregou o whisky para Justine, colocou o DVD pra rodar e sentou-se no sofá. Justine sentou-se ao lado e começou a beijá-lo. Em poucos minutos ela já estava por cima dele.

As mão de Pépe percorriam por todo o corpo de Justine, ele tirou o belerinho de rendas e baixou o zíper do vestido deslizando os dedos por sob cãs costas, seus lábios caminharam entre o pescoço e os seios rijos dela. Logo ela se levantou e deixou o vestido cair, de pé enfrente ao projetor ao som de “Hurt”, se despiu. Pépe se levantou, tirou a camisa exibindo o tórax tatuado e ao terminar de se despir, atracou Justine, dois corpos quentes, ele a beijou enquanto a empurrava até a parede, o fogo aumentou e os dois se entregaram ao prazer, ele a colocou de frente para a parede, afastou as pernas e a penetrou, ela gemeu, ele suspirou.

– Deus, pequena como você é gostosa!

Justine estava ofegante, não dizia nada, tudo que saia de seus lábios apertados contra os dentes eram gemidos.

As imagens passeavam sob seus corpos nus e em ritmo acelerado, Pépe colocou uma das mão no grelinho de Justine e começou a acariciá-lo.

– Meu Deus isso ta tão bom! – sussurrava Justine.

– Gosta safadinha?

– Sim, sim! Me faz gozar, quero gozar gostoso. Mete, mete na sua safadinha.

Ele mordeu o ombro dela e um arrepio diferente surgiu, um sorriso sacana lhe estampou a face, o calor subiu e suas pernas tremeram, um gemido gostoso escapou de seus lábios, ao ouvi-lo, Pépe não resistiu e também gozou. Ele a abraçou novamente, e permaneceram ali, juntos na parede até “I Won’t Back Down” acabar. Justine estava satisfeita e sentiu o calor da paixão acender em seu peito novamente.

Freak Butterfly.

Justine – Terremoto na Rotina (Parte II)

Ao despertar, Lucas já estava acordado arrumando as malas. Ela se levantou, ainda sem falar nada, a cabeça doía como se estivesse de ressaca, foi uma noite turbulenta, insônia misturada com pesadelos. Ela foi ao banheiro escovar os dentes e depois se aproximou do Lucas.

– Você está chateada? – Perguntou Lucas.

– Não… Eu deveria? – respondeu Justine em tom sarcástico.

– Não sei, você falou a noite toda, parecia um cão raivoso.

– É acho que eu não tenho muitos motivos pra estar chateada não é!

– Foi pela pergunta que te fiz ontem? Eu sei que nossa relação ta caída, as coisas não são quentes como eram, mas quem sabe até minha viajem não nos faça bem?

– Se você está falando… – rebateu Justine enquanto virava as coisas para sair do closet.

Lucas foi atrás dela e estava com a feição de raiva.

– Olha garota, eu estou conversando com você!

– Não me chama de garota, você sabe que eu ODEIO!

– Porque ta gritando? Só porque não te comi ontem?

– Olha lá como fala comigo seu idiota! Você acha que só você quer me comer é?

– Porque puta, vai sair por ai e dar pra outros agora que vou viajar?

– Quem sabe! – deu de ombros.

– Olha aqui sua vadiazinha… – Lucas foi interrompido por um tapa na face.

– Eu disse, olha lá como fala comigo.

– Sua puta! Putinha barata!

– Pelo anel que me deu não pareço nada barata. Você que é uma bixinha enrustida! Quer que eu como o seu rabo?

– Não, mas você vai me dar o teu!

Lucas partiu para cima de Justine tentando agarrá-la.

– Me larga seu grosso.

– Grosso é? Meu pau é grosso e você adora.

– Quem disse? Essa mixaria ai! – disse Justine com tom de deboche enquanto tentava se esquivar dos beijos de Lucas.

– Ah é! Então pega essa mixaria – disse Lucas enquanto imprensava Justine contra a parede e baixava a samba canção.

– ME LARGA SUA BIXA!

– Cadela, me da esse rabo dá! Não tava reclamando que não te como?

Justine e Lucas se debatiam na parede, lutando como se estivessem em um vale tudo, Lucas a beijava e apertava sua bucetinha quente, Justine relutou por algum tempo, mas decidiu fingir e entrar no jogo.

– ME SOLTAAAA!

– Cala a boca puta, quer que os vizinhos chamem a polícia? – disse Lucas ao tampar os lábios de Justine com uma das mãos.

Ele a virou de costas, de frete a parede e colocou sua mão por entre as pernas dela.

– Não quer me dar não é? Não é isso que parece, você ta super molhadinha, quentinha… Nossa que delicia. Pode sentir isso? – dizia Lucas ao passar seu pau entre as coxas dela – ta durinho, latejando, querendo sua bucetinha gostosa cachorra.

Justine se debateu, tentou gritar mas só fez um barulho sufocado.

– Vamos ver como esta este rabinho? – perguntou Lucas a si mesmo enquanto averiguava a situação – Veja só! Esta pulsando como louco!

Lucas passou o braço livre pelo quadril de Justine puxando para trás, e com uma das pernas afastou uma das pernas dela, deixano a entrada livre, seja para qual fosse o buraco.

– Não grita putinha – disse enquanto soltava os lábios de Justine para pegar seu pau e penetrá-la.

Ele colocou na bucetinha suavemente sentindo a mesma contrair, um arrepio era visto na espinha nua de Justine, ela gemeu baixinho, depois ele começou a estocá-la com força.

– Sua puta gostosa!

Justine estava entregue, abriu as pernas e empinou o rabo o que pode. Lucas estava de volta!

– Quero no rabinho sua bixa, come ele, eu sei que você adora um rabo! – sussurrou Justine que mau podia falar de prazer.

– Quer é? Agora você quer sua puta?

– Quero! Quero! QUERO!

– Calma não to com pressa!

– Bixa dos infernos, mete, mete!

– Justine escorregou o tronco pela parede ficando em posição de alongamento, Lucas, admirado pela posição, sentiu-se tentado a penetrá-la atrás.

– Golpe baixo! Que putinha baixa! – disse enquanto levava seu pau até o cuzinho de Justine.

Levemente ele colocou a cabecinha, Justine se segurou e gemeu baixinho. Depois de colocá-lo todo dentro, ela não agüentou, encolheu seu corpo e os dois foram para o chão, de conxinha, ele apertava seus mamilos enquanto a penetrava ainda delicadamente.

– Pode ir! Pode ir! – disse ela.

E o ritmo mudou, ficou mais rápido, mais frenético.

– Deus! DEUS! Não agüento mais! Não dá! – dizia ela.

– Agüenta sim!

– Não! Não! – seu corpo sacudiu como em um ataque epilético, ela uivou alto e um liquido quente escorreu por entre eles.

– O que houve? – Perguntou Lucas sem ver o que havia acontecido.

– Não agüentei!

Justine e Lucas ficaram com os corpos colados por quase uma hora. Mesmo com a viajem próxima e as preocupações, mesmo em meio a todo o suor e urina, eles sentiam que estavam à ativa.

Continua…

Freak Butterfly

Justine – O Baile de Mascaras (Parte final)

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Justine ligou para Marcela e as duas foram a caça de um vestido perfeito, afinal, ela seria apresentada como noiva de Lucas a todos seus sócios, não podia parecer vulgar, mas também não queria perder sua identidade.

Depois de rodarem horas e horas de loja em loja, quando Justine estava perto de desistir passou enfrente a uma simples loja, e na vitrine uma bela vestido de cetim preto longo de alcinhas com um belo decote na costa.

– Será que fica muito vulgar, parece uma camisola? – perguntou para Marcela.

– Ele é lindo, simples e lindo, e não é camisola, ta na etiqueta, és vestido! Eu acho que não, você é jovem e tem um belo corpo, por acaso vai querer usar o que? Um terninho?

– Claro que não… Mas sei lá, não sei como são as mulheres dos outros advogados…

– E desde quando você ligou pra isso?

– É importante pra ele… Só isso!

– Bem, vamos entrar, experimentar e daí agente analisa. Ok?

– Certo!

O vestido caiu como uma luva. Ficou perfeito, era realmente o que procurava, como não havia muito decote na frente e com  o de trás sendo grande, o vestido não ficaria vulgar.

– Falta apenas os acessórios certos! – disse Marcela.

– Você acha?

– Claro. Sabe aquela coleira de brilhantes que o Lucas te deu mês passado?

– Sei…

– Ela vai ficar perfeita! Não vai mais precisar de nada. Só ele e essa aliança gigante ai já bastam. Agora falta a mascara. Mas sei onde tem umas fantásticas, daquelas de cinema.

– Ok! Você me convenceu, vou ficar com ele, afinal, ele é a minha cara!

As duas foram para a loja de mascaras, realmente era uma mais linda que a outra Justine ficou em duvida de qual levar, depois de muito vasculhar, eis que lá estava, a mascara perfeita, era simples, sem muitos adereços, mas era sedutora, imitação de couro repleta de furos para a visão cobria somente a região dos olhos.

– Perfeita! Vou levar esta! – exclamou Justine.

– Não ta muito simples?

– Eu adorei!

– Ok, então vamos, se não você não conseguirá se arrumar a tempo.

Ao chegar em casa tudo estava escuro, Lucas não estava lá. Encima da mesa da cozinha havia o convite e um bilhete.

“Querida Justine, desculpe mas tive algumas coisas de ultima hora para resolver, aqui está o convite e o dinheiro para o táxi. Estarei lhe esperando lá.

Te amo…

Lucas”

– Não acredito que ele me deixou aqui pra ir sozinha a um lugar desconhecido.

– Ah Ju! Da nada, eu te deixo lá, vá tomar um banho que eu vou te ajudar a se preparar pra grande noite! – risos.

– Porque esta rindo sua boba!? – indagou a furiosa Justine.

– Ah, é que achei bonitinho isso tudo, você ta a típica moça de família… Fico pensando “cadê a puta da Justine? Onde ela se perdeu?”.

– Cala a boca!

Marcela se abre em risos.

Justine foi para o banho e Marcela colocou tudo que ela precisava sob a cama. O vestido negro, a coleira de brilhantes que tem como detalhe uma correntinha caída e uma gota de brilhante na ponta, sandália de salto preta com pequenos detalhes em pedraria, Marcela achava aquela sandália um fetiche absurdo. E por fim a mascara.

Marcela maquiou a amiga, olhos mais leves, bochechas rosadas e boca marcante. Cabelos preso com um coque para não esconder o decote. Ela estava incrivelmente linda. Até Marcela ficou espantada.

– Como você cresceu! – suspirou Marcela.

– Para de ser boba, você ta me deixando nervosa.

– É serio amiga, você mudou, está mais madura e mais bonita ainda.

– Obrigada… E valeu pela ajuda, não teria conseguido sem você.

– Capaz! Bem, vamos nessa, se não sua carruagem vira abóbora!

Ao chegarem ao endereço, as pernas de Justine estremeceram, tudo estava deslumbrante, as pessoas chegando, parecia entrega do oscar.

– Não sei, estou nervosa. Será que estou bem?

– Claro, você está ótima, no maximo causará inveja a essas velhas caídas.

– Vou ligar para o Lucas pra ele me encontrar na porta.

– Oi amor – atendeu Lucas.

– Onde você esta?

– Eu estou no escritório assinando uma papelada.

– Droga Lucas! Eu estou aqui na frente. Anda, eu não vou entrar sem você.

– Entra amor, logo eu chego e te encontro lá dentro. Está muito frio ai fora.

Realmente aquela era uma noite gélida. E suas roupas não eram tão apropriadas para se manter aquecida, mesmo com o sobre tudo que vestia.

– Ok! Você me deve muito viu! Odeio você.

– O Lucas me paga!

– Vai lá e arrasa. Me liga amanha pra conta como foi.

– Te amo Má!

– Eu também Jú.

As duas deram um selinho e Justine saiu enfim do carro. Já com a mascara caminhou até a portaria rapidamente, entregou o convite, recebeu um sorriso de boa noite e entrou no hall. Tudo estava impecável. As pessoas estavam lindas, as mulheres pareciam de revista. Ela ficou parada por alguns instantes sem conseguir tirar o casaco, então repetiu para si mesma silenciosamente: “Pare de ser boba, vá lá e seja você mesma. Arrase!”.

Ela foi até a chapelaria para deixar o casaco.

– Boa noite senhora! Está acompanhada de quem?

– Boa noite, estou com o senhor Lucas Vittorelli.

O chapeleiro fez sinal para pegar o casaco de Justine, ela então respirou fundo e o tirou para entregá-lo, rapidamente, ela pode sentir os olhares do salão vindo em sua direção.

– Aqui esta senhorita, seu cartão para retirar o casaco. Tenha uma ótima festa!

– Obrigada – disse ao se retirar para o salão principal.

Onde ela passava as pessoas a olhavam, os homens de desejo e as mulheres de inveja. Foi como Marcela havia previsto. Ela pensou consigo mesma que precisaria de uma bebida e foi para o bar.

– O que a senhorita deseja?

– Champagne – disse um cavalheiro ao lado.

Justine olhou esperando que fosse Lucas, mas não parecia.

– Obrigada, mas prefiro um whisky – disse olhando para o garçom.

– A senhora está sozinha? – insistiu o cavalheiro.

– Não, estou esperando meu noivo.

– Que cavalheiro de sorte! Pois a senhorita é a que mais brilhará neste salão – ele segurou a mão de Justine, beijou-a e partiu para a multidão.

Seu coração estremeceu, as pernas ficaram bambas, ela tornou a dose de whisky e fez sinal pedindo outra.

– Noite difícil senhorita?

– Acho que será! – ela sorriu e se retirou.

O celular não tocava e nem sinal do Lucas, afinal com tantos rostos escondidos, como ela saberia quem ele seria de fato. Resolveu ficar parada próxima a entrada. Depois de alguns minutos a angustia bateu em seu peito, o que ela deveria fazer? Ir embora e depois matar o Lucas em casa? Relaxar e aproveitar a festa? Então ela sentiu alguém a observá-la. Lá estava um rapaz parado, a poucos metros olhando-a fixamente. Ele estava de smoking preto e uma mascara branca que cobria toda a face. Depois de alguns minutos de olhar fixo, Justine se sentiu mal e começou a andar, logo o homem misterioso começou a segui-la. Justine deu a volta pela pista de dança tentando encontrar um rosto familiar e nada. Então resolveu seguir até o banheiro.

Para chegar lá tinha de atravessar um corredor imenso com luzes ambiente e decorado em tecidos e mascaras. Por sorte ou azar, o corredor estava deserto. Justine apressou o passo e o cavalheiro misterioso fez o mesmo. Então ela correu até o banheiro. Ao fechar a porta seu coração havia disparado. Ela se olhou no espelho e pela primeira vez na noite viu o quanto estava encantadora, abriu a pequena bolsa e tentou ligar para Lucas, mas não obteve sucesso. Ela se sentou em um puf e decidiu esperar até que alguém aparecesse.

Cerca de 15 minutos depois uma bela senhora entrou no banheiro.

– Oh! O que faz aqui minha jovem? Você está bem?

– Só fiquei um pouco enjoada.

– Animo, é uma festa linda, deve aproveita-la!

– Sim, obrigada senhora – disse Justine ao se levantar.

– Qual o seu nome mocinha? É filha de alguém aqui?

– Não, não. Meu nome é Justine sou noiva do Lucas Vittorelli.

– Oh! O Lucas, ótima rapaz! Meus parabéns, será que posso felicitá-la?

– Claro – disse Justine sem graça ao aceitar o abraço.

– Parece que o pequeno Lucas também é um rapaz de sorte, você é uma mocinha encantadora. Meu nome é Lurdes Maria Ramos, meu marido trabalho com ele.

– Ah o senhor Ramos! Já ouvi falar dele.

– Espero que bem – disse a sorridente senhora.

– Sempre! – concluiu Justine com um sorriso.

– Vá querida, vá encontrar Lucas, eu ainda não o vi hoje.

– Senhora? Quando entrou aqui, viu alguém pelo corredor?

– Não, não, estava vazio.

– Ah, obrigada! Vou procurar por Lucas. Foi um enorme prazer Senhora Ramos.

– O prazer foi todo meu, mas pode me chamar de Lurdes querida.

– Obrigada Lurdes – disse Justine acenando positivamente com a cabeça.

Ao abrir a porta, ela ainda estava desconfiada, verificou o corredor e nada viu. Suspirou e saiu andando normalmente.

– É, parece que o maluco enfim me deixou em paz.

Quando passou por algo que parecia uma cortina, sentiu uma mão envolver sua boca e um braço por sua cintura. Ela tentou gritar, mas não conseguiu, ela se debateu, mas o estranho era mais forte e a puxou para trás da cortina. Era uma sala vazia, escura, com várias tralhas, ele a soltou, e ficou admirando sua face de espanto.

– Quem é você o que você quer? – disse Justine desesperada.

– Shhhhhh – disse o cavalheiro misterioso fazendo sinal de silêncio com a mão.

– Olha, se você não disser o que quer agora, eu vou gritar.

O cavalheiro nada respondeu, apenas se aproximou dela acariciando sua fria face.

– Me deixe ir…

O cavalheiro fez sinal de que ela poderia partir. Quando Justine levantou, ela a puxou com força e a jogou contra a parede, tapou sua boca e tocou em sua costa. Com seu corpo imprensado ao dela ele livrou uma mão para puxar o vestido para sina até que pudesse tocar sua bunda. Que sorte, era uma pena calcinha para não marcar o vestido. Justine tentava escapar e gritar, mas não conseguia. E novamente o cavalheiro fez “shhhh” para que ela relaxasse.

Ele tocou sua buceta por cima da calcinha e a sentiu molhada, essa era Justine, até entre esses joguinhos ela ficava excitada. Ele baixou o zíper, ela ouviu a calça cair. Afastou a calcinha e ela travou as pernas. Ele começou a acariciá-la, a tocava, até que não resistindo cedeu. Empinou o rabo para abrir passagem ao estranho, ao sentir ser penetrada, percebeu que aquele pau, aquele jeito era familiar. Na primeira estocada, o cavalheiro soltou os lábios de Justine e a puxou pela corrente da coleira se aproximou até o ouvido dela e sussurrou.

– Eu te amo puta gostosa!

Era Lucas! Justine então se entregou de vez ao prazer, encostada da parede ela a estocou com força segurando-a pela coleira de brilhantes. Ela queria gemer alto, se soltar, a tempos não tinha essa sensação de perigo, de que alguém pudesse chegar, de que aquele fosse um estranho, de que depois dali, ela voltaria ao salão esporeada. Ela empinava o rabo caba vez mais, e teve direito até a uns tapinhas. Logo ambos gozaram. Tudo foi tão intenso que a porra de Lucas misturada a de Justine escorreu por entre as coxas. Preocupada em sujar seu longo vestido negro, ela o puxou até a cintura delicadamente para não amassar.

Lucas levantou um pouco a mascara e agachado percorreu a língua pelo mel que descia, depois retirou um lenço do bolso e limpou as coxas da amada.

– Pronto querida, pode baixar o vestido.

– Você me assustou – disse Justine ao dar um tapinha no braço de Lucas.

– Eu sei que você gostou safadinha.

Justine deu um sorrisinho sacana e arrumou o vestido.

– Está tudo certo?

– Linda! Nossa você esta belíssima, adorei, tudo o vestido, a mascara e a minha coleirinha!

– Vou ao banheiro retocar a maquiagem.

– Certo! Eu saio primeiro pra vê se há alguém no corredor.

Lucas abriu a cortina e olhou para os dois lados. Não havia ninguém, ele virou para Justine fez sinal de positivo.

– Vamos!

Os dois saíram como se nada tivesse acontecido, ela seguiu até o banheiro e ele a esperou no inicio do corredor. Ela voltou, impecável como antes, sorriu e foram para o bar.

– O que deseja beber querida?

– Whisky!

– Um whisky para minha bela dama e uma taça de vinho tinto seco para mim.

– Sim senhor! – respondeu o simpático garçom.

A noite seguiu maravilhosa, Justine reencontrou a Senhora Ramos, conheceu os sócios de Lucas e dançou com o amado a noite toda. Os dois voltaram para casa relaxados. Foi uma noite incrível.

E antes de dormir, Justine e Lucas transaram mais uma vez, ela de mascara, coleira e scarpin e Lucas apenas de mascara. Fora mais uma transa maravilhosa digna de dormirem lambuzados.

Freak Butterfly

Justine – O baile de máscaras Parte I

potsok

Pela primeira vez em muito tempo, Justine se sentia bem consigo mesma. Depois do casamento de seu querido primo e tudo que aconteceu em meio aos festejos, incluindo fazer amor pela primeira vez, sua vida estava tranqüila.

O noivado estava bem, correndo o curso tranquilamente, sem pressões como imaginava que seria. Mas essa rotina a deixava em alguns dias inquieta. Lucas trabalhava mais do que nunca, estava em um grande caso, que poderia lhe render uma ótima promoção. Então ela ficava mais tempo na casa dele para ajudá-lo com a organização. Justine estava se tornando a perfeita dona de casa.

Em uma tarde de sábado, enquanto Lucas fazia serão no escritório, Justine convidou Marcela para colocarem as fofocas em dia.

– Que saudades! – exclamou Justine ao abraçar a amiga.

– Eu também, pensei até que havia esquecido de mim – respondeu fazendo bico.

– Nunquinha mesmo sua boba! Vamos, entre!

Marcela entrou lentamente observando tudo, ela só havia ido ali uma única vez e como na época não gostava de Lucas, ela nem havia prestado atenção no apartamento. Era moderno e ao mesmo tempo antiquado, com uma estante imensa cheia de livros, e outra com DVD.

– Caracas Ju! Quem diria que você iria se tornar uma dona de casa! – disse Marcela sorridente.

– Para com isso, eu não sou dona de casa. Só estou ajudando o Lucas, ele esta trabalhando demais.

– Imagine como será quando se casarem…

– Para Má, poxa, você veio zombar de mim?

– Claro que não – respondeu com um sorriso bobo – é só que você não parece você. E isso é estranho. Todos tem perguntado onde anda a fogosa Justine.

– Ué, eu to namorando.

– Eu também, mas o Gustavo não me impede a nada.

– Ok! Ok! Eu sei que to meio parada. Ok! Muito parada… Mas é que o Lucas não tem tido tempo pra nada.

– Parece que já se casaram né amiga?

– Pior! Parece que nos casamos há 10 anos. Quer beber algo?

– Vinho?

– Tenho um ótimo! Fique a vontade amiga que eu vou pegar o vinho e as taças.

– Ok! – disse Marcela se acomodando em uma confortável poltrona de couro.

As duas passaram horas bebendo e conversando sobre suas vidas. Justine havia sido demitida do emprego e aproveitou para relaxar vivendo com o seguro desemprego, mas Lucas dava tudo que ela precisava. Marcela estava batalhando e vivendo bem com Gustavo, os dois finalmente se encaixaram e já até planejavam morar juntos. Marcela contou das festas que foi, das farras que curtiu ao lado do namorado e Justine se sentiu um nada, uma simples dona de casa. Já haviam se passado horas e Marcela iria no bar encontrar o namorado.

– Bem amiga, foi ótimo conversar com você. Eu ainda te amo muito viu, se precisar de mim, é só gritar – disse Marcela em um abraço de despedida.

– Obrigada Má, nossa você hoje me fez um bem danado.

– Olha Ju, não deixe nunca de ser você, não perca a sua essência por nada.

Aquelas palavras soaram como uma martelada em sua cabeça. Realmente, no que ela estava se tornando? Em tudo que nunca havia desejado.

– Ok… – afirmou sem graça.

Depois que Marcela se foi, ela ficou sentada no sofá, o sol caiu por terra e ela nem se quer moveu os dedos. A porta se abriu lentamente, tudo estava escuro.

– Justine? – perguntou desconfiado Lucas ao entrar.

– Sim! – sussurrou no escuro.

Lucas então acendeu a luz da sala e encontrou Justine deitada no chão com as pernas encima do sofá.

– Querida, você está bem?

Justine permaneceu muda por alguns instantes.

– Jú!

– O que é? – respondeu irritada.

– Você ta bem menina!? – perguntou Lucas ao se aproximar da amada.

– Não, eu não to nada bem!

– O que você tem, está doente? O que esta sentindo?

– Vazio Lucas! Vazio!

– Mas por que meu amor, o que te falta?

– Fodas, boas e excitantes fodas.

– Mas agente faz amor todos os dias, bem, quase todos os dias, eu sei que estou meio ausente…

– O problema é este amor! Fazer amor! Lucas, essa não sou eu… Não o eu que você conheceu e amou. Essa coisa de fazer amorzinho… Ergh! Me da até agonia, é muito casalzinho de velhos, cadê nossas brincadeirinhas, nossas fantasias?

– Desculpe querida, eu sei que estou ausente, sei que sente falta porque eu também sinto.

– Essa não sou eu… Eu me sinto presa demais. Nunca gostei disso, eu gosto de me sentir livre.

– O que quer que eu faça?

– Seja você novamente. Cadê meu pervertido, meu garanhão? Quero minha putinha de volta! – disse emburrada.

– Eu sei amor, eu sei! Olha é só uma fase, uma péssima fase, essa droga de caso esta acabando e as coisas vão melhorar, podemos ir onde você quiser, eu tiro uns dias de folga e vamos pra casa no campo, ou pra praia, ou se quiser, vamos até em uma casa de swing.

– Isso vai demorar?

– Claro que não minha garotinha mimada – disse ele enquanto afagava seus cabelos.

Eles se beijaram e Justine se levantou para preparar o jantar. Depois de lavarem a louça, resolveram ver um filme pra relaxar.

– Já percebeu que é sábado a noite e estamos em casa sem nada pra fazer? – disse Justine.

– Sim. Você quer sair?

– Você quer?

– Confesso que estou com um pouco de sono… Mas se você quiser ir, eu vou, sem problemas, tudo pra colocar um sorrisinho neste rostinho lindo.

– Não tudo bem, não trouxe roupas de balada.

– Me perdoe querida se eu não tenho lhe satisfeito como merece…

– Ok, eu entendo, certo!? Logo vai acabar não é?

– Sim! E vamos a fora! E falando nisso, sábado que vem vamos a uma festa.

– Que festa?

– É da ordem dos advogados, será um baile de mascaras.

– E estará cheio de velhos barrigudos com suas esposinhas medíocres?

– Você acha que serei barrigudo ao lado de uma esposinha medíocre? – perguntou Lucas sarcasticamente.

– Nunca, não se a esposinha for eu! – respondeu presunçosa.

– Estão vá comprar esta semana um vestido bem elegante e uma bela mascara, quero minha futura esposinha tesuda e gostosinha ao meu lado neste evento, lá serei apresentado aos demais sócios. Por isso irei. Certo?

– Ok, ok! Vou chamar a Marcela pra me ajudar a escolher algo elegante.

– Te amo boneca! – disse e depois beijou-lhe ardorosamente.

– Eu também minha puta, estou com saudades deste rabinho – disse Justine maciosa.

Os dois voltaram a se beijar e se jogaram ao chão. Lucas levantou a camisola de Justine e começou a beijar-lhe a barriga, descendo até as coxas, e com os dedos firmes percorreu a xoxotinha que tanto apreciava. Justine logo se contorceu ao toque quente de Lucas, sua pele ardia e os pelos arrepiavam, ela gostava daquele sexo não planejado. Lucas se levantou e segurando a mão de justine disse:

– Se ajoelha cadelinha, quero que engula meu pau todinho, eu sei que você gosta.

Justine se ajoelhou e colocou lentamente o pau de Lucas até que seus lábios encostaram-se à base. Ele gemeu e ela, rapidamente tratou de colocar um dedinho na borda do rabinho dele. Seu pau latejou com mais força, mas ela não o deixaria gozar, depois de algumas chupadas, ela olhou para ele e disse:

– Mete em mim!

De joelhos, ela apenas se debruçou no sofá, ele afastou as nádegas dela e admirou seu rabinho, deu uma lambida e começou a chupá-la, logo ela estremeceu, era sinal de que estava pronta. Ela a puxou para si encaixando seus corpos, Justine estava no vai e vem frenético.

– Está gostando cadelinha?

– Muito minha puta! Adoro foder contigo!

– Vai gozar gostoso no meu pau?

– Vou lambuzá-lo todinho.

Mais algumas fortes estocadas e os olhos de Justine brilharam, viraram e suas pernas tremeram. Em seguida Lucas gemeu e suspirou satisfeito. Os dois permaneceram sentados, ela no colo dele, sob sofá de couro, suados e cheirando a porra. Ela sorriu satisfeita.

Agora era se preparar para ser a dama perfeita no baile de mascaras.

Continua…

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