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Justine – A viagem parte I

 

O sol atravessou uma fresta da cortina fazendo a cabeça de Justine martelar. Já era dia, o cheiro do café pairava no ar. Cobriu o rosto com o lençol tentando fugir da claridade.

 

– Acorda Maria Bonita! – cantarolou Lucas – Já está tarde Ju, fui bonzinho e a deixei dormir mais um pouco, mas precisamos partir em 30 minutos.

 

– Não quero ir – resmungou Justine tentando se embrenhar entre as cobertas e travesseiros.

 

– Eu te avisei que iríamos viajar que precisava de você lá, mas mesmo assim teve que ir naquela bate de quinta pra ver aquela putinha – comentou Lucas enquanto puxava as cobertas.

 

– Não fale assim dela querido… Nossa, aquilo não era wisky, era mijo de cão engarrafado, minha cabeça vai explodir!

 

Justine se sentou a beira da cama e ficou olhando Lucas se trocar.

 

– Certeza que preciso ir?

 

– Claro Justine, que coisa, você é minha acompanhante. Depois quando eu viajo a negócios você surta que tenho outra! Banho gelado meu amor, um bom banho, eu já fiz um café reforçado.

 

Justine entrou embaixo do chuveiro e se arrepiou, a água fria a tirou do transe, mas a cabeça ainda martelava.

 

– Maldito mijo de cão! – sussurrou para si.

 

A água escoria por seu corpo lavando o cheiro de cigarros, álcool e sexo, uma mistura que a inebriava sempre.

 

– Que vontade de pecar… – disse enquanto deslizava as mãos entre as pernas, o coração palpitante.

 

Lucas parou na porta do banheiro e ficou olhando pelo vidro Justine se tocar, os olhos fechados, o suspiro.

 

– Quer uma ajuda minha putinha insaciável? – disse Lucas sorrindo já na porta do Box.

 

Justine se assustou, pois estava com o pensamento longe dali.

 

– Vou sair já, já! – respondeu pegando o shampoo e jogando nos cabelos.

 

– Então tá, vou tomar café.

 

Lucas já estava quase no fim quando Justine apareceu, com a maquiagem ainda borrada nos olhos, toalha nos cabelos e moletom.

 

– Nossa! Você está um lixo mesmo – disse Lucas – Mas não há fuga, coma algo que vou pegar as malas.

 

– Mas eu nem fiz as minhas ainda – resmungou Justine.

 

– Oh minha criança, eu sabia que isso ia acontecer, então eu já fiz.

 

– E como sabe o que vou levar? – disse ela enquanto pegava a caixinha de remédios.

 

– Te conheço mais do que imagina mocinha, agora acelera ai – disse Lucas seguindo para o quarto.

 

Logo ele apareceu com duas pequenas malas, a mochila de negócios e óculos de sol.

 

– Anda, tome o resto no carro, já me atrasei demais.

 

Ela calçou pantufas, colocou os óculos escuros, pegou um tônico na geladeira e a caixinha de remédios.

 

– Vamos!

 

– Vai de pantufas?

 

– Cala a boca e vamos logo – resmungou Justine mais uma vez.

 

No carro Justine estava apagada, entre Dramins e aspirinas, ela babava no travesseiro enquanto Lucas ria tirando fotos e ouvindo Morrissey. Depois de uma hora de viagem, Lucas parou em um posto para usar o banheiro, cutucou Justine e que despertou assustada.

 

– O que? Onde? Hã? Que poooorraaaaaaaa Lucas! O que foi agora?

 

– Oh estúpida! Não quer ir no banheiro? Depois desse tanto de liquido que tomou, porque eu só vou parar quando chegarmos lá.

 

– Ainda vai demorar? – perguntou fazendo manha.

 

– Umas duas horas por ai.

 

– Droga! Vou no banheiro.

 

Os dois foram ao banheiro, Justine passou na loja de conveniências e comprou mais um tônico, sua cabeça ainda martelava e seu suor parecia exalar aquele wisky barato. Lucas pegou algumas guloseimas e voltaram para o carro.

 

– Oh minha menininha ta feia na foto hem!? – disse Lucas em tom de gozação.

 

– Porra, nunca mais quero beber… Não por ai, agora vou andar com meu trago na bolsa. Minha cabeça ta girando ainda.

 

– Não quer vomitar? Talvez te ajude a melhorar.

 

– Que viajem romântica não? Ué você pode vomitar no banheiro, se estiver melhor, te dou balas de menta e você pode me chupar enquanto dirijo.

 

Justine levantou uma das sobrancelhas, mas pensou não ser má ideia. Foi ao banheiro, colocou o dedo goela abaixo e vomitou liquido e mais liquido, era tudo o que tinha conseguido ingerir até então, quando já não lhe restava mais nada, foi até a pia, jogou água no rosto e realmente se sentiu um pouco melhor. Passou na conveniência mais uma vez, comprou um salgado e coca-cola e voltou para o carro.

 

– Você tinha razão, acho que estou me sentindo melhor – suspirou Justine aliviada – obrigada!

 

– Quer as balas de menta agora? – disse Lucas rindo.

 

Justine sorriu e lhe deu um soquinho no ombro. Lucas ligou o carro e voltou para a estrada. Ela terminou de comer, tomou outro dramin e mais uma vez apagou, parecia tão doce e inocente dentada ali no banco do carro, de moletom, pantufas, agarrada ao travesseiro de gatinho, babando sob ele. Por alguns instantes Lucas se esquecia da Justine maluca e ninfomaníaca e Le lembrava que apesar de tudo, ela era apenas uma menina.

 

– Já chegamos? – perguntou Justine num sussurro tentando abrir os olhinhos.

 

– Não minha gatinha, mas falta pouco, você está melhor?

 

– To toda torta – respondeu manhosa.

 

– Deita um pouco aqui no meu ombro, puxa esse cinto pra lá e encosta aqui fofinha, te faço um cafuné – disse Lucas carinhosamente.

 

Justine o fez, recostou a face em seu ombro e curtiu um cafuné, olhando a estrada vazia, lembrou que há tempos os dois não faziam uma viagem a sós, aliais, não curtiam um momento a dois, ela sentiu até mesmo saudades da época de rotina, quando só haviam os dois, jogados pela casa, transando quando desse na telha, ou brigando e fazendo as pazes pelo chão da sala. Justine sorriu lembrando de coisas bobas que faziam juntos, ela tirou o óculos escuro, olhou pra ele com um sorriso bobo e disse:

 

– Cadê a bala de menta?

 

Lucas caiu na gargalhada, mas não hesitou em pegar as balas que estavam no porta-treco do carro.

 

– Pode escolher! – entregou-as sorridente.

 

Justine pegou a mais forte, descascou e colocou lentamente nos lábios, chupou a bala enquanto acariciava os lábios com a língua, tirou o cinto de segurança, Lucas baixou a velocidade, ela mais uma vez recontou sob seu ombro e com uma das mãos começou a acariciar o pau de Lucas ainda sob a bermuda. Lucas a olhou nos olhos por um instante e disse:

 

– Senti sua falta!

 

Justine sorriu e baixou a cabeça sem demora, tirou o pau latejante e rijo para fora e começou a se deleitar, sobre e desde, sobe e desce, a língua desliza o envolve e mais uma vez sobe e desce para dentro da boca, Lucas suspira, Justine espia e o vê se segurando para não recostar a cabeça pra trás e tentar se concentrar na estrada. Se deleita, jorra leite!

 

– Meu Deus menina! Senti mesmo tua falta… Há tempos não me agraciava com teus encantos orais – disse Lucas ofegante tentando manter a concentração – venha aqui e me de um beijo minha putinha linda.

 

Justine satisfeita e sorridente cumpriu o desejo de Lucas, encostou novamente no banco, puxou o sinto, aumentou o som do carro que ainda rolava Morressey e ficou olhando a paisagem.

 

Algum tempo depois, podia se ver a cidade, enfim a viagem estava no fim, ou apenas começando. Lucas havia reservado um quarto maravilhoso com vista para o mar, à noite teriam um jantar com temática havaiana junto aos sócios e alguns dos mais importantes clientes da firma. Lucas estava crescendo e às vezes Justine se deprimia por ter parado no tempo. Já no quarto, Justine começou a pensar e questionou:

 

– Lucas, você não acha que eu deveria voltar a estudar e trabalhar? – perguntou cabisbaixa.

 

– Porque isso agora meu bem, não lhe dou tudo o que quer?

 

– Me sinto desvalorizada…

 

– Com tudo que te dou você ainda se sente desvalorizada?

 

– Claro, parece que sou tua puta de luxo e nada mais. Cansei já de não fazer nada… Acho que quero voltar a estudar, afinal, não vai me bancar pra sempre!

 

– E porque não?

 

– Fala sério né Lucas! – Justine se levantou zangada, pegou uma bata e foi para o banheiro.

 

Com um maio, bata, chinelinhos e muito protetor solar, munida de chapéu e água, Justine resolveu ir caminhar na beira da praia. Pensar, refletir, de repente uma crise existencial lhe abateu.

 

– Porra, o que eu to fazendo da minha vida? Larguei a faculdade, larguei o emprego, pra virar puta de advogado?!? – seguiu andando até encontrar uma sombra que pudesse lhe acolher.

 

Mais adiante, Justine viu certa movimentação de pessoas, uma parte do hotel estava com a entrada “Proibida sem Autorização”, era o que dizia a placa, um tipo de cortina fechava o lugar, mas como boa curiosa ela se empenhou em descobrir o que estava rolando ali, sentou-se na areia e decidiu esperar.

 

Algum tempo depois, Justine viu uma bela loira bronzeada correndo nua em direção ao mar, à praia estava vazia, não era alta temporada, mas isso a deixou mais curiosa, o que estava acontecendo ali? Ela se levantou e resolveu caminhar em direção à água, quando ouviu o que parecia ser uma direção fotográfica. A bela moça fazia poses, brincava com a água e por fim deitou na beira-mar onde a areia se misturavam a água salgada no seu belo bronzeado. O fotografo se aproximou, Justine se sentou novamente e ficou olhando a sessão de fotos que rolava descontraidamente, quando o fotografo se virou para falar com um assistente, seus olhos não podiam acreditar.

 

– Fernando! – disse Justine sem acreditar.

 

Ela ficou ali paralisada, sem ao menos conseguir piscar. Fernando olhou para sua direção, colocou a mão sob os olhos em uma tentativa de o sol não ofuscar sua visão, sorriu, sacudiu a cabeça como quem não acreditava no que via, entregou a câmera para o assistente, liberou a modelo e caminhou em direção de Justine. Ela ainda estava paralisada, queria levantar e correr dali, mas suas pernas estavam dormentes.

 

– Olha só quem está aqui! Está me perseguindo querida!? – disse Fernando sarcástico.

 

Justine respirou fundo, olhou em seus olhos e enfim conseguiu se levantar.

 

– Claro que não, vim em um evento – disse enquanto se levantava – você se acha não é? – continuou em tom zangado virando as costas para partir.

 

– Hey, calma pequena, o que houve? Eu só estava brincando, estou até feliz em te ver – disse Fernando tentando segurá-la pela mão.

 

– Pode me soltar, tenho um baile para ir e preciso me arrumar.

 

Fernando soltou a soltou e Justine partiu sem olhar para trás.

 

– Essa menina…. – suspirou ele para consigo mesmo.

 

As pernas de Justine estavam tremulas, não sabia ainda como conseguiu andar sem olhar para trás, ao entrar no quarto de hotel, estava pálida.

 

– O que houve meu bem? – perguntou Lucas se aproximando de Justine e segurando sua mão – Esta passando mal ainda?

 

Justine sentou-se na beira da cama olhou para Lucas e sentiu o cérebro estalar.

 

– Não, eu só tive um pequeno mau estar, vou cochilar e logo me banho para começar a me arrumar pro baile, não se preocupe.

 

– Tem certeza?

 

– Claro amor – continuou tentando se acalmar – só estou um pouco cansada, pode ter sido o sol – Justine se levantou, beijou Lucas, tirou a bata e se deitou.

 

Quando fechava os olhos seus pensamentos se misturavam, lembrava-se do Fernando no beco, e do Fernando na praia, teve sonhos confusos e foi despertada por Lucas.

 

– Querida, está mesmo bem? Está toda suada – perguntou Lucas preocupado.

 

– Estou amor, um banho me ajuda.

 

Justine tomou um banho e tentou relaxar pensando na noite que teria com Lucas. Secou-se, passou hidratante pelo corpo já macio, se admirou no espelho, depois de anos finalmente se sentia bem com o próprio corpo, colocou uma lingerie que não marcasse seu corpo e entrou no vestido branco longo de manga única, secou os cabelos, fez um coque na lateral e colocou uma flor, uma maquiagem leve e estava pronta, Lucas entrou no quarto e ficou maravilhado.

 

– Você está linda de branco – ele se aproximou junto a ela no espelho, segurou-a pela cintura e continuou – você ficaria linda de noiva…

 

Justine ficou sem jeito e foi pegar um perfume na nécessaire.

 

– Bem estou pronta! Vamos?

 

Lucas sorriu e consentiu. A noite foi maravilhosa, todos estavam animados, beberam e dançaram, Lucas recebeu elogios por seus trabalhos e dedicação ao escritório, no fim da noite, com uma garrafa de vinho branco suave a mão, caminharam na beira mar, rirão, falaram bobagens e correram de volta para o quarto de hotel. Justine empurrou Lucas para a cama, tirou a calcinha, mas se manteve com o vestido. Ele a olhava vislumbrado, ela caminhou lentamente mordendo os lábios, soltou as madeixas e engatinhou pela cama até chegar por cima de Lucas.

 

– Feche os olhos meu amor – sussurrou Justine enquanto mordiscava sua orelha.

 

Lucas fechou, Justine ligou a playlist do celular que tocava Dsert de Emilie Simon, ela tampou seus olhos com as mãos para assegurar que ficariam assim, os beijava, mordia os lábios, brincava de fugir, Lucas tocou seus seios, deslizou a manga do vestido e o desceu para sentir os mamilos duros e rijos de Justine, ele mesmo sem ver, se deleitou naqueles seios maravilhosos, Justine suspirava, ela solto seus olhos, mas ele decidiu continuar com os mesmos fechados, Justine tirou sua camisa, abriu a calça, seu pau saltou sem muito esforço, o corpo de Lucas queimava, sem demora, Justine sentou lentamente sobre o membro rijo e começo a cavalgar, Lucas gemia, seus corpos se uniram cada vez mais como se a qualquer momento um tipo de osmose fosse acontecer.

 

– Senti sua falta minha putinha linda! – sussurrou Lucas no ouvido de Justine.

 

Poucas as vezes que os dois se fundiram de maneira doce, mesmo com as estocadas violentas de Lucas e as mordidas ensandecidas de Justine, era amor e não apenas sexo. Durou mais que o comum, o vestido de Justine estava molhado de suor, seus cabelos desgrenhados, Lucas gozou como louco, Justine sorria satisfeita.

 

– Banho? – perguntou Justine com cara de gozo.

 

– Só se for agora!

 

Os dois correram para o banheiro, a porra ainda escorria pelas pernas de Justine, se despiram rapidamente, e entraram embaixo da água natural. Beijos, risos, brincadeiras, mordidas, eram duas crianças se redescobrindo, Lucas empurrou Justine de cara contra a parede, abriu suas pernas e de joelhos e chupou, meteu a cara e o focinho naquela bocetinha vermelha e inchada. Dedilhava o grelo, sugava, lambia, ela arranhava a parede, então ele se levantou, puxou-a pela cintura e a penetrou, ela gemia.

 

– Isso, me fode, vamos me fode gostoso, me faz gozar como louca!

 

Ele mordia sua nuca e a puxava pelos cabelos.

 

– Gosta quando te pego assim, feito uma cadelinha não é? Gosta quando te pego assim não é?

 

– Gosto, gosto muito, senti saudades, mete esse pau gostoso, me fode toda!

 

Lucas pegou o sabonete, lambuzou o rabinho lindo e rosado de Justine, meteu um dedinho, ela gemeu ainda mais alto.

 

– Que rabo maravilhoso!

 

Sem pensar duas vezes, Lucas se aventurou, Justine se empinou mais e então ele meteu, ela soltou um gritinho sufocado.

 

– Oh Deus! Que loucura! – dizia Justine em delírios.

 

Lucas estava amando, a muito não comia aquele rabo, era virgem outra vez, entra e sai, entra e sai, ele estava maravilhado e ela tentando controlar o desejo insano de gritar.

 

– PORRA, JORRA NESSE CÚ! – gritou ela desesperada de tesão.

 

– Toma então cadelinha, toma o leitinho nesse rabo!

 

Lucas jorrou, Justine gozou e suas pernas mal podiam se mexer, tomaram um banho rápido e se jogaram nus sob a cama. Justine olhou a luz pela fresta na cortina, sorriu e pensou no quanto gostaria de reencontrar Fernando.

 

Continua…

 

 

Justine – Brincando de boneca

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Justine e Lucas se encontravam regularmente. Em seus tempos livres ela visitava Mariana que ainda não havia superado o termino da relação. Para todos os efeitos Justine não estava saindo com ninguém.

A aproximação dela com Lucas foi rápida, era como se ele a compreendesse de verdade, seus desejos, suas fantasias, seus anseios, e ainda como se já não bastasse o amante exemplar, ele era um amigo fiel. Lucas era seu cachorrinho.

Em três semanas de encontros ela já tinha a chave de seu apartamento e um closet com acessórios só para eles. Lucas vinha de uma família importante, tinha um bom emprego, então comprava quase que diariamente presentes para ela, como sapatos, lingeries e fantasias.

Em um sábado quente, Lucas havia saído com os amigos para jogar futebol e Justine ficará em seu apartamento. O tédio estava alto e os canais passavam rapidamente por suas mãos, nada de interessante na tv, nada que realmente chamasse a atenção, então ela foi buscar algo na estante de dvds que ele tinha. Eram tantos, mas havia de encontrar filmes secretos ali.

Depois de uma longa busca, ela encontrou um filme antigo, chamado Glen ou Glenda, leu a sinopse e ficou mais interessado do que nunca. O filme era em preto e branco do diretor Ed Wood, onde contava a historia de um homem que gostava de vestir roupas femininas e não deixara de ser homem. Ela assistiu atentamente até o final e quando os créditos subiam, uma luz se acendeu em sua cabecinha pervertida.

Justine correu para o closet e começou a buscar por coisas que caberiam em Lucas, sua sorte era que ele não tinha o corpo robusto e caberia em alguma de suas fantasias.

Enquanto revirava as gavetas não ouviu Lucas se aproximar e ao se virar levou um grande susto que a fez gritar.

 – LUCAS SEU LOUCO QUER ME MATAR!

 – Nunca amor. Você está bem? – ele a puxou para perto de si afagando seus cabelos – O que a senhorita está aprontando, hem?

Ainda sem fôlego e de coração disparado ela não se moveu, ficou alguns instantes aproveitando os carinhos. Lucas era realmente delicado, cheio de bons modos, diferente de Fabiano.

 – E então lindinha? – perguntou ele novamente segurando seu queixo e olhando em seus olhos.

 – Eu estava entediada. Não agüento ficar trancada o dia inteiro sem você por perto – ela fez beicinho e recolocou a cabeça sob seu peito.

 – Que garotinha amável esta. Mas você não respondeu, o que estava procurando?

 – Eu queria fazer uma surpresa, depois de olhar seus cento e poucos canais na tv fui procurar um filme safadinho no meio dos dvds mas não encontrei, você os esconde muito bem! – ele riu – Então eu encontrei um antigo, li a sinopse e me interessei, o interesse foi tanto que hoje eu queria brincar de algo novo.

 – E então, que filme viu? – disse ele segurando novamente seu queixo e a olhando nos olhos.

 – Glen ou Glenda!

Ele começou a rir, balançava a cabeça como se adivinhasse o que ela estava para aprontar.

 – Então você quer que eu me vista de mulher? – disse ele com olhar de reprovação.

 – Me desculpe, se você não gosta dessa brincadeira, mas… – ela baixou a cabeça envergonhada.

Poucas vezes Justine se sentirá assim, envergonhada, mas com Lucas as coisas eram diferentes, eles não eram um casal como os outros, eles tinham prazeres de formas diferentes e ela não aceitava um relacionamento certo, para ela e tosos os amigos deles eles eram apenas bons amigos.

 – Ju, para com isso. Olha pra mim! – ele a olhava com ternura – Onde já se viu uma rainha pedir desculpas?

 – Eu sei… A eu ando muito boba ultimamente. Não vai mais acontecer – ela levantou a cabeça, seus olhos pareciam molhados, ela se virou para as gavetas e começou a fuçar novamente.

 – Eu vou tomar banho minha rainha, posso!?

 – Claro, quando voltar terá uma surpresa.

Quando Lucas saiu do banho e retornou para o quarto havia algumas roupas, calcinhas, meias 7/8, acessórios e maquiagem espalhada pela cama.

 – E então?

 – Hoje você será minha bonequinha!

 Ele sorriu entusiasmado, não que isto estivesse em seus planos como fetiche, mas a carinha dela de criança sapeca o animara rapidamente.

 – E o que a senhora deseja de mim?

 – Vamos lhe vestir bem bonita… Bem, acho que preciso lhe dar um nome. Vejamos… – ela colocou a mão no queixo pensativa e de repente soltou o nome – Alice! Como no país das maravilhas. Vista esta calcinha minha boneca, vou procurar aquela peruca loira que comprei estes dias.

Segundos depois Justine estava de volta com a peruca nas mãos. Ela ficou parada na porta do closet olhando enquanto Lucas vestia uma calcinha branca de pin up que deu a Justine na quarta-feira.

 – Está apertadinha Alice?

 Ele se virou espantado e acenou positivamente com a cabeça.

 – Que delicia! – dizia ela enquanto ia até ele – Bem, vejamos o que irá vestir… Acho que esta camisolinha branca ficará linda, dá um aspecto virgem. Afinal, é o que você é!

Ela o ajudou a vestir a camisola branca cheia de laços, depois ela se ajoelhou enquanto ele sentava a cama para calçar-lhe com leias 7/8 também brancas. Depois de vesti-lo ela se levantou admirada.

 – Realmente uma virgem! – e beijou-lhe a testa – Vamos maquiá-la. Isto será muito divertido.

Justine pegou sua caixa de maquiagens e começou os preparativos, com Lucas sentado ainda, ela passou a base, o pó, colocou cílios postiços, pintou os olhos e por fim passou batom.

 – Agora acho que só falta a peruca. Deixe-me ajudá-la.

Justine se afastou e sorriu satisfeita com seu serviço. Lucas parecia realmente uma bonequinha, pena não haver sapatos dela que servissem em seus pés, mas isto seria providenciado amanhã. Lucas estava calado, não se moveu nenhum instante, apenas admirava a fisionomia de Justine.

 – Porque está calada Alice, não vai se levantar e olhar como ficou? – disse ela com tom de reprovação enquanto fazia bico.

 – Sim senhora – Lucas se pos rapidamente de pé e caminhou até o enorme espelho que ficava ao lado da cama.

Justine estava logo atrás dele, ela passou os braços por seu pescoço como em um abraço por trás.

 – Viu só como você está linda!

 – Sim senhora, a senhora fez um ótimo trabalho comigo, me transformou em uma princesa.

Justine ainda abraçada ficou na ponta dos pés e beijou-lhe a nuca.

 – Você é uma boa menina! – pegou na mão de Lucas e o puxou para a cama – Venha aqui, sente-se no meu colo.

 – Não vou lhe machucar senhora?

 – Sente-se apenas e não reclame. Estou mandando!

Ele se sentou sem mais questionar, mas ela sentia que ele não soltava o peso para não machuca-la.

 – Alice, relaxe, pode ficar relaxada no meu colo, só quero lhe fazer carinhos e você não é tão pesada assim.

Então ele soltou o peso. Realmente Lucas não era muito pesado, ele tinha o corpo de modelo.

 – Isso, boa menina. Não quero ter de usar a chinela nessa sua bundinha linda – disse ela enquanto passava a mão na coxa dele.

Ela seguiu com as mãos até seu pau, que já estava incrivelmente duro mesmo com aquela calcinha apertadíssima, da qual parecia que explodiria a qualquer instante.

 – Você é uma delicia Alice – Justine disse a ele ao pé do ouvido depois mordisco e desceu beijando o pescoço – realmente uma delicia.

Neste momento ambos estavam tomados de prazer, ela se sentia fora de si, desejava mais que tudo aquele corpo. Como a brincadeira era sua, ela fez o papel de macho, deitou “Alice” na cama e começou a acariciar todo o corpo, cada pedaço ao som de suspiros prazerosos.

 – Você gosta não é? Gosta de ser uma menina!

Lucas levado pelo desejo não pensou duas vezes antes de dizer sim. Ela sorria satisfeita e maravilhada com tudo aquilo.

 – Fique de costas, quero ver esta bundinha linda.

Ele obedeceu com um pouco de receio. Ela levantou a camisola e mordeu as nádegas ainda cobertas pela calcinha. Lucas tinha uma bunda linda, as nádegas eram redondinhas, não havia pêlos, pois Justine não gostava deles e para deixá-la feliz ele se depilou.

 – Seria um desperdiço não deflorar este rabo! – disse ela em um tom sarcástico, logo Lucas contraiu as nádegas e ela entendeu que ele estava ficando tenso.

Ela se levantou, tirou as poucas peças de roupa de seu corpo e nua deitou sob as costas dele.

 – Fique relaxado, eu não vou lhe ferir, você é minha bonequinha virgem, não quero lhe machucar desta forma – dizia ela enquanto acariciava a bunda dele com sua xoxota.

Ela notou que ele voltara a relaxar, então ela seguiu com as caricias. Beijava a nuca, mordiscava a orelha, sussurrava o quanto “Alice é linda”, até que conseguiu colocar um dedinho em seu ânus. Ele estremeceu, mas depois voltou a relaxar. Ela acariciava lentamente enquanto beijava suas costas e via que ele já não sentia mais medo do toque dela.

 – Boa menina! Acho que tecnicamente minha mocinha não é mais virgem. Agora vire-se!

Ele obedeceu e ela o beijou delicadamente, era como se estivesse junto de Mariana, Lucas agora era uma menina, e ela deveria lhe tratar com doçura. Baixou as alças da camisola e começou a sugar os mamilos como se fossem seios, ela o envolvia com sua língua quente e depois mordiscava delicadamente.

 – Você gosta Alice?

 – Sim senhora! Muito! – respondeu de olhos fechados concentrado no prazer que estava sentindo.

Ela tocava seu pau por cima da calcinha como se tocasse uma xoxota, o carinho ela delicado, leve, quente e Lucas sentia que não poderia mais suportar. Justine sentiu o quanto a calcinha estava molhada e disse com um sorriso malicioso.

 – Minha mocinha esta molhadinha.

 – Eu preciso senti-la minha senhora, por favor!

Ela viu em seu olhar a verdadeira suplica. Imóvel, com aquele ar inocente, ela não podia mais suportar, sua xoxota pulsava e escorria de tanto tesão. Então ela foi beijando seu peito até chegar à calcinha, tirou-a delicadamente e começou a se esfregar no pau de Lucas. Era tão quente, estava tão duro e pulsava logo ela o engoliu como uma esfomeada.

Seu corpo agora era todo dele, sem tirar nada ela e devorou, foi selvagem, Justine gemia alto, tentava segurar, mas escapava por entre os dedos. O tesão daquilo tudo foi tão grande que ambos explodiram em um uivo. Ela caiu ao lado dela e ficaram deitados ali, um de frente para o outro sem trocar uma palavra, só o olhar. Lucas já a amava e ela estava quase satisfeita por poder brincar de boneca, mas ainda sentia que faltava algo, faltava deflorar de vez sua donzela.

 

Freak Butterfly.

 

* Imagem: cenas do filme Glen ou Glenda!