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Música, Fetiches e Tabus

Não é de hoje que sinto vontade de escrever sobre tal tema, porém, agora, podemos vê-los cada vez mais explícito em vídeo clipes o erotismo, o fetiche e a quebra de alguns tabus. Também não é de hoje que isso vem acontecendo.

Minha primeira relação com a musica e o fetiche foi nos vídeos da banda que mistura punk com rockabilly  “The Cramps”, o primeiro vídeo que assisti foi “Naked Girl Falling Down The Stairs”, onde Lux Interior aparece trajando um ‘catsuit’ em látex vermelho e scarpin, remetendo facilmente ao fetiche S&M, podolatria, além de temas explicitamente sexuais, vistos também no vídeo “Like a bad girl Should” que além de falar de ‘bundas’, mostra Poison Ive calçando as meias 7/8 e scarpin, além da pegada Domme que ela exerce no vídeo. O que era ousadíssimo para a época, hoje seria fichinha comparada aos delírios de Lady Gaga.

Ainda em minha jornada musical, me deparo com o trio inglês Placebo, com Brian Molko nos vocais, nitidamente andrógeno, atraindo os olhares de homens e mulheres. Entre as melodias melancólicas e sensuais, surgem clipes como “Nancy Boy”, em um clima sádico, o excêntrico diretor Howard Greenhalgh, passou a fazer outros vídeos da banda como “Bruise Pristine”, que é um pouco mais fetichista que o anterior citado, no DVD da banda, Brian Molko diz adorar a ousadia do diretor, mas temia que os clipes não passassem pela censura para ir ao ar. Um vídeo polêmico envolvendo a banda seria “Protege Moi”, onde a câmera passeia pelo que seria uma festa de swing. Mas estes seriam apenas alguns dos clipes com pegada fetichista e também envolvendo tabus como a homossexualidade (sim, pode não acreditar, mas isto ainda é um tabu).

Antes das cantoras de música pop dizer que beijaram meninas e gostaram, Madonna já tinha doutorado no assunto, sempre envolvida em performances polêmicas e vídeos ousados. O que mais poderia falar de Madonna depois de assistir “Like a prayer” (1989) cruzes pegam fogo e ela faz amor com um santo negro, quer romper mais Tabu do que isso??? Mesmo sendo criticada pela igreja, ela não se abalou e seguiu sua carreira linda e poderosa. “Like a virgen” é ainda um dos seus maiores e mais popular hit, rompendo novamente outro tabu, o da virgindade e ainda simulando uma cena de sexo com os famosos ‘sutien cone’, popular hoje entre as cantoras em suas mais variadas formas. Em “Justify my Love”, Madonna visita um bordel sadomasoquista e ainda beija uma moça travestida de homem (e por sinal esta moça era uma modelo brasileira, seria um fetiche da diva modelos(as) brasileiros(as)?). Bem, não caberiam aqui todas as extravagâncias desta diva pop que sem duvida deu o pontapé para outras moças ousarem.

Britney Spears tirou suspiros em seu primeiro CD “Baby one more time” com clipe no mesmo nome, onde trajava uniforme colegial (um tanto ousado), sendo este um dos grandes fetiches da marmanjada, sem contar o culto à virtude. Em pouco tempo Britney já estava na boca do povo no dilema “é virgem ou não é”. Viajando na fantasia dos homens, logo ela ficou louco e decidiu ser a próxima Madonna (o que nunca vai acontecer, afinal cada uma é uma) e foi no clipe “Slave 4 U” que ela mostrou as garrinhas no meio de um monte de homem. O que hoje é mais comum em vídeos do que nunca, é a cantora no meio de uma surruba, até Miley Cyrus já o fez (sim, aquela Hannah Montana que as criancinhas assistem). Ela beijou a diva Madonna e depois de “perder” os cabelos e surtar várias vezes, ela voltou com tudo usando meia arrastão, couro, dançando pole dancing, dizendo que a 3 é mais gostoso, em festas com homens e mulheres e mostrando que todos tem dois lados. E assim segue Britney.

Saindo do Clube do Mickey (assim como Britney) Christina Aguilera levou os marmanjos ao delírio em seu CD “Back to Basic” onde renasceu (já que sua carreira a muito estava adormecida) uma pin up. Meias 7/8, ligas, cílios bem marcados, boca escarlate e sapatos em destaque foi sua marca, até meados de 2008, quando sumiu, retornando em 2010 mais nunca com o single “Not Myself Tonight”, coberta de látex, ballet heels e até mesmo um arreio (deslumbrante). De doce e virtuosa a um furacão sexual.

Mas a bomba sexual do momento é a atômica Lady Gaga, sempre com figurinos excêntricos e polêmicos, Gaga conquistou milhões com seus vídeos que exalam o fetiche. Latex já é uma marca registrada nos clipes da moça, que inspirada no glam rock, sempre ousa nas produções e nos saltos, que levam os submissos e podólatras ao delírio. Logo de cara em “Poker Face”, a mocinha sai da piscina vestida com o que parece ser um ‘catsuit’ preto e salto altíssimo. Mas o clipe que me chamou a atenção para a pegada fetiche sem dúvida foi “Paparazzi” (que está mais para um curta metragem que um vídeo clipe), bastou ela cair da sacada e voltar com aquele corset de aço que lembra um cinto de castidade, um suporte para o pescoço também em aço (me parece aço ou inox, algo do tipo) e imagens intercaladas a esta onde a moça aparece com uma roupa de vinil, eu vidrei. Sempre com sapatos lindíssimos e salto agulha (que são sonho de consumo), acabou cativando também os fãs do BDSM, seguindo a linha ousada de “Alejandro” repleto de látex, homens de salto alto, inversão de papeis, e apelação religiosa (assim como Christina Aguilera no clipe de ‘Not Myself Tonight’, o que parece ser moda entre as cantoras pop), no vídeo de “Telephone” onde brincou com o boato de que era hermafrodita e fez par com a musa Beyoncé (que agora anda mais ousada que nunca), e agora em seu mais novo trabalho “Born this Way”, que por sinal, acabei de assistir, é uma produção magnífica e repleta de mensagens subliminares altamente sexual que fizeram minha mente viajar e delirar.

Como em todos seus videos, o fetiche está cada vez mais presente, os tabus cada vez mais despedaçados, e sem dar a mínima para o que os outros falam ou julgam, ela segue, ousada e cada vez mais poderosa (sim, e seguira mais forte que nunca mesmo com uma série de vídeos com estudos sobre as mensagens subliminares satanistas que diz haver no vídeo).

Voltando ao rock ‘n roll, uma banda que me surpreendeu e seduziu foi 30 seconds to mars com o clipe “Hurricane” (na versão não exibida pela TV, sem censuras e sem cortes, que agora também foi proibido no Brasil em diversos sites, pois nesse país só se pode ver sexo e todo tipo de ‘putaria’ nas edições do BBB), apesar da letra um tanto melodramática, as imagens que compõem o clipe são maravilhosas, ali uma combinação dos mais variados fetiches, apesar de muitas criticas, este ainda é um dos meus vídeos prediletos.

Não sei os motivos que levaram a Rihanna da moça com jeito de “praia” para a louca mutante de cabelos e com pouca noção de moda (porém, continua linda), em vários clipes ela já demonstra algumas marcas do fetichismo – pois nunca se viu tanto látex assim na mídia como vemos hoje – agora explicito em seu novo clipe “S&M” (que eu achei até um pouquinho ‘brega’ se tratando de S&M), será que preciso falar mais? A música simplesmente fala que ela adora ser uma menina má, pois assim é mais divertido e que no amor tudo vale quando se tem criatividade. Bem, e coloca criatividade nisso. Saindo da linha noir que se tem visto até então no BDSM, Rihanna aparece com roupas em látex colorido, amarrações de bondage (que eu achei muito fake) também em cordas coloridas, usando chibata, entre outros apetrechos popular entre os amantes do BDSM.

Bem, poderia escrever a noite inteira relembrando cada clipe que assisti de várias bandas e músicos pop que levam o fetiche mais explicitamente do que nunca a publico e não tem medo de dilacerar os tabus ainda resistentes na sociedade (tão tolos como a sexualidade), e mesmo assim não conseguiria terminar a lista. Os citados são apenas uns dos milhares que transbordam sexualidade em suas musicas e vídeos, que invadem a fantasia e o desejo de muitos.

Quando a música nos toca

Há algumas semanas estava com uma idéia na cabeça, mas enrolava pra escrever, então vi em um programa de TV sobre música onde a atriz/cantora Demi Lovato, que saiu a pouco de uma clinica de reabilitação, que começou a se mutilar aos 11 anos, pois a dor era uma forma de se expressar. Se você buscar sobre o assunto no Google verá um grande numero de buscar pelo assunto.

E então você se pergunta: Mas o que isso tem haver com este site ou com música? – Saiba que muito!

Apesar de ser um ‘grito de dor silencioso’, quem pratica ‘cutting’ para alivio das pressões psicológicas quer ser ouvido, ou apenas contar ao mundo – mesmo que de maneira anônima – sobre sua perda, dor ou luta. E o que leva uma pessoa a fazer mal a si mesma? Bem inúmeros fatores, desde sua posição social a estar acima do peso e com isso, a mídia – seja ela qual for – tem forte influência para que essas pessoas – de diversas idades – continuem na dor ou não. Temas como o bullyng também estão no repertório.

Eu já admiti ser adepta deste ‘placebo’, não tenho vergonha de dizer novamente, mas é ai que entra a música. Quando você ama, você escuta música. Quando esta triste, quando se sente só, ou quando está super feliz, bem, quando se odeia ou sente sozinha, seja qual for o motivo, agente sempre escuta algo que nos liga a estes sentimentos. Muitos artistas, sabendo disso, usam a música para expressar ou mesmo para ganhar alguns novos seguidores. A cantora Pink sempre que possível trás em suas músicas a bandeira do “ser diferente não é ruim”, em diversas músicas por toda sua carreira e que ficou explicito em seu ultimo lançamento “Fuckin’ Perfect”, que fala do tema citado acima e em “Raise your glass” que fala sobre nossas diferenças e por nos aceitarmos assim.

Há algum tempo, algumas bandas brasileiras eram definidas por um novo som chamado de ‘rock terapia’ – não, nada tem haver com os emos, foi antes de estes existirem – algumas são, CPM22, Detonautas Roque Clube e para mim havia Choldra – uma banda do ABC (SP) que tocou em um festival na minha cidade e sem dúvida marcou uma fase da minha vida com suas letras.

O rapper Eminem trouxe ao seu ultimo CD ‘Recovery’, expressou suas dores, sobre sua queda no mundo das drogas, as pessoas falsas que o rodeavam e sobre sua nova vida, os hits “not afraid” e “no Love” deixa bem claro tudo que ele sente.

Hoje até está comum artistas pop abordarem esse tipo de tema em suas musicas. Lady Gaga deixou isso explicito em seu ultimo single “Born This Way”, a diva pop, sempre julgada por suas escolhas excêntricas diz na musica que “não há nada de errado em ser você, pois Deus não erra”, etc e tal. Katy Perry também trata das nossas ‘diferenças’ em “Firework”. Claro que cantar que ser diferente é normal e que você deve se aceitar assim, blá-blá-blá. Só quando se vive é que se sabe, mas seja como for, nada melhor que ouvir músicas para nos sentirmos melhores e expressarmos assim o que sentimos.

Aqui vai o Top 10 (que fazem parte da minha set list ‘para esquecer a dor’) de músicas que nos fazem lidar com a dor:

  1. Choldra – Fé
  2. Pink – Fuckin’ Perfect
  3. Katy Perry – Firework
  4. Eminem – Not afraid
  5. Lady Gaga – Born This Way
  6. Eminem – No Love
  7. Choldra – Enquanto os pés se movem
  8. Matanza – Tempo Ruim
  9. Johnny Cash – Hurt
  10. Slipknot – Vermillion

 

O novo Girl Power

A nova tribo de “girls Power” não veio no estilo punk rock como nos anos 80, ela se infiltrou lentamente no meio musical considerado mais machista e da depredação da imagem feminina, o hip-hop – hoje, tudo relacionado à Black music americana é intitulado hip-hop.

As coroadas rainhas desse novo movimento são Beyoncé e Rihanna. Beyoncé, que recebeu este ano o consagrado prêmio da Billboard, ‘ Millenium Awards’ e ainda lançou seu single ‘Run the Word (girls)’ na premiação, que se pode dizer que é um hino do ‘girl power’. A excêntrica Rihanna, que levou o prêmio de ‘Top Female Artist’ e ‘Top Radio Artist’ pelo Billboard Music deste ano. Ainda no quesito hip-hop, Nicki Minaj já está entre as queridinhas, sempre ousada e irreverente, essa garota cheia de curvas diz que ainda tem muito a conquistar.

Outras artista que deixam claro em suas músicas o poder feminino são Lady Gaga e Ke$ha – mesmo não tendo seus estilos considerados como hip-hop e sim dance, não poderiam faltar esses dois nomes na lista. Outra cantora que colocou as garrinhas de fora em seus dois últimos CDs foi a ‘caliente’ e metamórfica Shakira – vencedora do premio “Top Female Latin’. Até mesmo a queridinha do Black Eyed Peas, Fergie, cantou sobre seu poder em um projeto paralelo ao quarteto.

A mais nova no hall das ‘girls power’ é Jessie J., com um porte de top model, jeito de moleca, e comparada a Katy Perry, ela mostra que é mais macho que muito macho em seu novo hit ‘Do it a like a dude’.

Seja pela relevância de algumas ou pelo poder através de status, esta pode ser considerada a nova geração de ‘garotas poderosas’, ricas, bem sucedidas, até mesmo mais que muito marmanjo que adora canta sobre quantas garotas ‘pegou’ e ter em seus videoclipes garotas seminuas rebolando, dentes com brilhantes e carros onde só uma roda dele valer mais que minha casa.

Essas mulheres ainda são ícones, inspirando muitas garotas que buscam se enquadrar em um padrão de beleza, cheias de curvas, excêntricas, ousadas e cheia de atitude.

Uma coisa que ainda não está claro na pista é se as garotas compreendem o poder da musica que as fazem balançar, ou se percebem a mensagem que estas cantoras, que apesar de jovens já são milionárias, e estão dando um grito de “ei rapaz, sou eu quem manda aqui, não preciso de você, pois posso ser melhor que você”.

Não é uma questão de feminismo, é uma questão de sobrevivência. Agora é a vez do gangstâ girl.

Veja o Top 10 das canções Girl Power dos últimos tempos (difícil foi decidir só 10):

  1. Beyoncé – Diva: http://www.youtube.com/watch?v=31WUv5NRRPk&feature=related
  2. Rihanna feat David Guetta – Who’s that chick: http://www.youtube.com/watch?v=UuB-3D1_m2g
  3. Beyoncé – Single Ladies – http://www.youtube.com/watch?v=2dJnfRJebPQ&cc=1
  4. Shakira – Loba: http://www.youtube.com/watch?v=C7ssrLSheg4&feature=related
  5. Ke$ha – We r Who whe r: http://www.youtube.com/watch?v=mXvmSaE0JXA
  6. Lady Gaga – Born this way: http://www.youtube.com/watch?v=wV1FrqwZyKw
  7. Nicki Minaj – Super Bass:  http://www.youtube.com/watch?v=4JipHEz53sU
  8. Jessie J. – Do it a like a dude: http://www.youtube.com/watch?v=pOf3kYtwASo
  9. Shakira – Rabiosa: http://www.youtube.com/watch?v=8OO1pOqRJkA&feature=relmfu
  10. Beyoncé – Run the Word (girls): http://www.youtube.com/watch?v=_htqec0M3_8&feature=related

 

Lil Wayne e seu jeito hip rock

O rapper americano Lil Wayne tem uma longa trajetória, ainda jovem, aos nove anos se juntou Cash Money Records, se tornando o rapper mais jovem a assinar com essa gravadora, fã de 2Pac, Eminem, Jay-Z entre outros, causou polêmica ao quase morrer por um tiro no peito quando mexia com a arma do seu padrasto.

Ele já fez parte de grupos de rapper, mas preferiu seguir carreira solo, entre altos e baixos, uma prisão por porte ilegal de armas que lhe rendeu um disco lançado da prisão em 2007, o polêmico rapper (por suas tatuagens que marcam até mesmo a face), voltou mais forte em 2010 mostrando uma hip hop diferenciado por guitarras pesadas e pegadas de bateria. Além de trabalhar melhor nas letras das músicas que se baseiam mais em problemas sociais do que na vulgarização da mulher (mas claro que isso não foge de seu disco).

Algumas dessas pegadas podem ser ouvidas em músicas como ‘Knockout’ em parceria com Nicki Minaj; em ‘Get A Life’ e agora em parceria com Travis Barker (Blink 182) que está participando de sua nova turnê, com a música ‘Can A Drummer Get Some?’, aliais, Travis se declarou fã de hip hop e já fez músicas com Eminen, Drake e The Game.

Um dos rappers mais ricos, ele pode ser considerado como ‘gangsta do bem’, sempre apoando causas humanitárias. Será isso uma nova tendência no mundo do hip-hop? Ou Lil Wayne está engajado a ditar uma nova tendência ‘hip-rock’. Só podemos esperar um próximo cd para analisar.

Far East Movement e seu eletro-hop

Engraçado como uma pessoa que curte rockabilly tem escrito tanto sobre hip-hop, mas tá ai uma coisa que eu às vezes ouço, principalmente pra dançar – afinal sou filha de Deus e mereço ‘bater cabelo’ de vez enquanto – além do que, vejo muito os canais de música americanos, e comecei a analisar o quarteto Far East Movement (que quer dizer movimento extremo oriente, usando a sigla FM).

Este quarteto que representa quadro países asiático – Japão, China, Coréia e Filipinas, apesar de serem de Los Angeles – lançou seu primeiro álbum em 2005 – Audio bio – depois disto lançaram mais dois CDs e um EP, ficando conhecido somente em 2009 com ‘Animal’, e estourando pelo mundo com o single ‘Like a G6’ (2010) do cd ‘Free Wired’, que acabou se tornando um dilema para a banda, definido pelo estilo de vida, moda e tecnologia.

Sempre bem vestidos, os integrantes – que gostam de ser chamados por ‘agentes’ – Prohgress, Kevnish, J-SPLIF e DJ Virman, além de possuírem grandes parcerias musicais como de Snoop Dog, Ryan Tedder, O Cataracs e Dev, também faz parceria com a excêntrica arte de Robert Vargas.

Seus videoclipes sempre muito bem produzidos, tipicamente na linha hip-hop ‘gângsta’, que faz qualquer um desejar viver como um ‘G6’ ou no melhor estilo ‘Free Wired’.

Mais uma vez, os ‘branquelos’ – neste caso, amarelos (sem racismo) – invadem o universo do hip-hop, o FM, a meu ver, é uma quase copia dos Beastie Boys, você pode notar até pelo estilo de seus videoclipes. Em suma, o som tem boa qualidade, e pra quem curte dançar é uma boa pedida pras pistas.

Quem quiser saber mais pode conferir o site oficial da banda que está sempre sendo atualizado por onde quer que eles estejam – e olha que a tour tem andado pelo mundo todo, mas sem previsão de vinda ao Brasil.

Fiquem com o novo clipe da banda So What?:

http://www.youtube.com/watch?v=H-WySwkYnGs

Efeito Primata – Virada de ano

Quando dezembro chega, todos esperam pelas festas de final de ano, principalmente pelo reveillon, todos de branco pedindo paz no meio de um barulho infernal, coisa mais controversa.

Neste final de ano que passou, aprendi a nunca deixar pra resolver de ultima hora em qual festa ir, os ingressos ficam caríssimos e você não saberá onde ficar. Eu escolhi uma casa noturna nova, ingresso a 40 reais com direito a consumação, de fora a música parecia boa, mas bastou eu entrar pra tal música boa parar.

Adoro esses lugares novos que ninguém sabe informar nada, e gosto muito mais das pessoas metidas e estúpidas que freqüentam tais lugares, eles te olham de cima a baixo, passam empurrando, “licença” é uma palavra que não existe no vocabulário dessas pessoas.

Bem, cerveja na mão, vamos a pista!

Que desgraça. Música esquisita, um tuxi tuxi infernal e repetitivo, e alguém anuncia que o DJ toca em festa de Barcelona, lá as pessoas não sabem o que é música? Ou é tão evoluído assim para meus ouvidos antigo? Só sei que tentei balança o corpo, mas eu ria mais do que dançava ao ver a dança dos outros, principalmente dos rapazes. Não tem nexo. Boate de playboy com musica que toca em carro de mano.

Os hormônios estão a mil na pista, as mulheres dançam, não tão belas como o pavão, mas parece funcionar.

O auge hilariante da minha noite foi um carinha muito do chato que ficou dançando quase encima de mim e minha amiga. Depois de pegar uma conversa pela metade, ele resolve puxar papo.

“Qual seu nome?” não consegui dizer o meu, não tinha coragem pra isso então disse a primeira coisa que veio a minha cabeça “Ana” me virei e não segui conversa, mas isso não é empecilho para um bêbado chato. “Qual o nome da sua amiga?”, eu não podia marcar bobeira e dizer a verdade, fui até o ouvido dela e perguntei que nome ela queria dar, “Luciana”. Por mais que você exclua um individuo como este da conversa ele da um jeito de se intrometem, e então lá vem a pergunta clímax, “vocês são lésbicas?”, eu não me conti em risos, duas mulheres não podem estar na balada se divertindo sem ser lésbica?

Depois veio toda aquela cantada barata de que se fossemos seria um desperdiço, pois éramos muito lindas, blá-blá-blá, que desde que ele chegou só havia conhecido lésbicas, daí eu pensei “porque será não é?”.

Outra coisa que não entendo, porque os caras bebem e acham que tem todo o poder do mundo sob as mulheres? Tentar beijar a força? Fala sério. Eu já estava com o estresse no topo, já tava pra chama o segurança pra tirar aquele babaca do meu lado, a sorte que ele tomou tanto fora da “Luciana” que desistiu cerca de 30 minutos depois ele estava beijando uma pobre coitada na pista de dança.

Em suma eu ri demais, claro que nada disso compensou, ainda ouvi piadinhas babacas por causa do meu headband (pessoas que não entendem de moda é foda), agüentar um playboy de merda tentar me beijar só porque viu eu dar um selinho em uma amiga minhas (sabe como é, superstição de ano novo de dar um beijo pra começar o ano bem e blá-blá-blá), mas homem não pode ver essas coisas, eu sempre me esqueço.

A melhor hora do meu reveillon foi chegar em casa e dormir. Será que rir demais me trará felicidade neste novo ano? Bem, assim espero, superstições a parte, desejo a todos vocês, meus caros leitores um ótimo 2011 (sei, sei isso é clichê demais, mas o que mais poderia falar numa hora destas?) Espero que 2011 tenha entrado com tudo (rs).

 

Justine – Terremoto na Rotina (parte final)

As duas riram e foram até a mesa. Finalmente Justine conseguiu olhar os rapazes, agora ela havia entendo o motivo do alvoroço das mulheres do bar, sem dúvida Vitor e seu amigo eram os homens mais lindos do amamigasbiente. Logo Amanda agarrou seu homem. Vitor era alto, branco, olhos azuis, tinha cara de menino, com os braços tatuados e um topetinho nos cabelos loiros. O outro era o oposto, parecia um italiano, pele clara, cabelos negros, olhos escuros, nariz um pouco avantajado, mas sem duvida era de uma beleza exótica, braços e pescoço tatuados, gel nos cabelos penteados para trás, a muito Justine não via uma coisa daquelas.

Ambos estavam de calça do tipo social, pouco largas, diferente dos demais que estavam de jeans mais justos ao corpo, estavam de all star, Vitor usada uma camiseta preta com uma estampa old school, e o amigo de regada branca.  Justine disfarçadamente, retirou a aliança e enfiou na carteira.

– Deixe-me apresentar minha amiga, Justine este é Vitor – disse Amanda apontando para o rapaz ao lado.

– Olá, prazer – disse Justine ao cumprimentá-lo com dois beijinhos na bochecha.

– E este é o amigo dele…. Desculpa qual seu nome?

– Pépe – disse o rapaz estendendo a mão para Justine.

– Prazer… – Justine retribuiu o aperto de mão e pela primeira vez em muito tempo se sentiu constrangida.

Sentaram-se à mesa, o som era gostoso, o ambiente razoável, já que as mulheres não saiam de cima. Pépe levantou, olhou para Vitor e disse:

– Já volto, vou no bar… Alguém quer algo? – perguntou friamente.

– Meninas? Querem algo? – perguntou Vitor olhando para as duas.

– Acho que cerveja… – disse Amanda pensativa – pode ser Ju?

– Claro! Sim claro! – respondeu Justine ao ser arrancada de seus pensamentos.

Depois de quase meia hora Pépe voltou com as cervejas, estava mais risonho e com o semblante mais extrovertido.

– Desculpem a demora, fiquei conversando com o “negão” no bar – disse enquanto coloca as cervejas na mesa.

– Então Justine, você é sempre caladona assim? – perguntou Vitor com tom de sarcasmo.

– Depende da ocasião – respondeu Justine sem graça.

– A Mandita falou demais de você.

– É que ela sofre de amor platônico por mim, mas eu já disse que não rola – as duas riram.

– Meu Deus, não sei se isso seria um pecado ou o paraíso! – exclamou Vitor se deliciando em pensamentos.

As duas continuaram a rir. Pépe ainda estava estranho e Justine encafifada se achando o motivo daquela frieza toda. O barman se aproximou, era um bilhetinho para Pépe, ele leu, sorriu, olhou para o lado, uma loira monumental o olhava sem mesmo piscar, ele colocou a mão na face e continuou a rir.

– Olha ai, Pépe já está fazendo sucesso!

– Acho que ele é O sucesso desde que chegou – disse Amanda rindo.

Pépe apenas riu. Justine se levantou e disse para a amiga:

– Vamos comigo até o banheiro?

– Claro! Já volto baby – disse ela ao beijá-lo.

– O que foi Ju? Não gostou daqui? Não curtiu os meninos? Ta toda jururu.

– Acho que o Pépe que está incomodado comigo, desde que agente chegou ele está todo sério, meio frio, odeio isso, me sinto uma.. Sei lá o que, apenas odeio.

– É ele está mais sério, mas vai ver que é tímido.

– Tímido Amanda? Tenha dó né, tava todo, todo com as garotinhas. Acho que to empatando o coitado, melhor eu ir.

– Bem, não sei o que houve, vamos voltar pra mesa, se você se sentir mau, tudo bem, não precisa ficar forçada, mas gostaria que curtisse a noite, tem vários outros gatinhos, logo rola uma banda e nós vamos dançar.

– Ok! Vou ficar um pouco mais.

As duas estavam saindo do banheiro, enquanto outras duas meninas, a loira do bilhete e uma baixinha morena riam e falavam alto.

– Você viu? Você viu? – perguntava a loira animada.

– Ele não é divino? Mas o barman disse que ele pediu pra dizer que tem uma garota já – comentou a morena.

– Não acho que seja aquela que está com ele, eles se cumprimentaram com as mãos, que horror, nunca ao perder de dar uns beijinhos nele – concluiu a loira rindo.

Justine revirou os olhos e seguiu para a mesa.

– Demoramos? – perguntou Amanda animada.

– Eu já estava até ficando com saudades – respondeu Vitor enquanto a beijava.

– Então Justine, está gostando do bar? – perguntou Pépe.

Justine ficou calada por alguns segundos sem saber se era com ela mesma.

– Então…?

– Sim, a muito não ia a bares assim, aliais, faz tempo que não saio.

– Por isso não te vi antes por ai… Eu na verdade sou novo por aqui.

– Tá explicado…

– O que?

– O motivo dessas menininhas estarem em alvoroço, carne nova no pedaço… – sorriu sem graça ao fim do comentário.

– É… Pode ser, mas não curto “menininhas”, gosto de mulher… Tipo você!

A face de Justine ficou rubra, mas entre suas pernas ela sentiu um pequeno calor exalar.

– Pois é, então você morava onde?

– Estava na Europa trabalhando, morei em vários lugares, mas minha família é da Itália, aliais meu pai é italiano e minha mãe brasileira, então morei aqui até meus 15 anos, depois fui desbravar o mundo… Mas gosto daqui, não sei porque, simplesmente gosto.

– Meus avós são italianos, tenho muita vontade de ir conhecer a cidade natal deles.

– Qual é?

– Nápoles.

– Quem sabe um dia não vamos juntos – Pépe sorriu e de um piscadela.

– Isso é um convite?

– Com toda certeza!

Os dois ficaram conversando por um longo tempo, Pépe recebeu dezenas de bilhetinhos, Justine já nem se incomodava mais, ela achava graça de tudo aquilo. Ele era um homem muito interessante, viajado, amante de boa musica, ela estava vidrada pelo conjunto.

– E então… – disse Pépe ao se aproximar da face de Justine,

– Então o que? – questionou Justine com os lábios trêmulos.

Pépe se aproximou ainda mais, sentindo-a ofegar, era quente, o hálito gostoso, ela não resistiu ao jogo e o beijou. Sem duvida era um beijo de tirar o fôlego e matar de inveja todas as meninas do bar.

Justine sentiu um calorão tomar conta de seu corpo, suas pernas já não a pertencia mais, pela primeira vez em meses ela perdeu o chão. Pépe ficou sem ar, sem perder tempo, se aproximou do ouvido dela e sussurrou.

– Não queria me apressar, mas depois desse beijo, preciso perguntar, quer ir até a minha casa?

Justine recuou por um instante, o olhou, olhou para Amanda que logo entendeu o que estava acontecendo e acenou para a amiga seguir em frente, ela voltou a olhar para Pépe que apoiou uma das mãos em sua coxa.

– E então?

– Bem… Ok!

Despediram-se de Amanda e Vitor, Pépe fez questão de segurar Justine pela cintura enquanto atravessavam a multidão de meninas decepcionadas, do lado de fora, decidiram que ela o seguiria de carro.

No caminho Justine começou a ficar nervosa, suas pernas tremiam, ora de ansiedade ora por lembrar do beijo. Pouco depois o carro de Pépe parou, ele deu seta e entrou em um prédio, Justine o seguiu, era em enorme condomínio com vários prédios, o dele ficava próximo a um bosque, ele entrou no subsolo e estacionou, desceu e fez sinal para ela estacionar na vaga ao lado.

Ele abriu a porta do carro dela e a puxou contra o peito dele dando-lhe mais um beijo, os dois caminharam até o elevador, e enquanto subiam até o andar dele, ambos riam e brincavam, era como se já se conhecessem a tempos.

O apartamento dele era simples mais bonito, tudo era preto, branco e cinza, cheio de livros, DVD’s, discos, posters pelas paredes e um violão no tapete da salinha e o que mais lhe chamou a atenção foi o telão com retroprojetor.

– Quer assistir algo? – perguntou Pépe vendo a curiosidade estampada na face de Justine.

– O que me sugere?

– Comprei um DVD novo do Johnny Cash, ta afim?

– Agora, nossa sou apaixonada por ele.

– Somos dois. Pera ai que vou pegar, ta no meu quarto. Fica a vontade, quer beber algo?

– Aceito!

– Eu tenho cerveja e whisky… E suco de maracujá light – risos.

– Whisky ta bom!

Pépe foi em um pé e voltou no outro. Entregou o whisky para Justine, colocou o DVD pra rodar e sentou-se no sofá. Justine sentou-se ao lado e começou a beijá-lo. Em poucos minutos ela já estava por cima dele.

As mão de Pépe percorriam por todo o corpo de Justine, ele tirou o belerinho de rendas e baixou o zíper do vestido deslizando os dedos por sob cãs costas, seus lábios caminharam entre o pescoço e os seios rijos dela. Logo ela se levantou e deixou o vestido cair, de pé enfrente ao projetor ao som de “Hurt”, se despiu. Pépe se levantou, tirou a camisa exibindo o tórax tatuado e ao terminar de se despir, atracou Justine, dois corpos quentes, ele a beijou enquanto a empurrava até a parede, o fogo aumentou e os dois se entregaram ao prazer, ele a colocou de frente para a parede, afastou as pernas e a penetrou, ela gemeu, ele suspirou.

– Deus, pequena como você é gostosa!

Justine estava ofegante, não dizia nada, tudo que saia de seus lábios apertados contra os dentes eram gemidos.

As imagens passeavam sob seus corpos nus e em ritmo acelerado, Pépe colocou uma das mão no grelinho de Justine e começou a acariciá-lo.

– Meu Deus isso ta tão bom! – sussurrava Justine.

– Gosta safadinha?

– Sim, sim! Me faz gozar, quero gozar gostoso. Mete, mete na sua safadinha.

Ele mordeu o ombro dela e um arrepio diferente surgiu, um sorriso sacana lhe estampou a face, o calor subiu e suas pernas tremeram, um gemido gostoso escapou de seus lábios, ao ouvi-lo, Pépe não resistiu e também gozou. Ele a abraçou novamente, e permaneceram ali, juntos na parede até “I Won’t Back Down” acabar. Justine estava satisfeita e sentiu o calor da paixão acender em seu peito novamente.

Freak Butterfly.