Para fazer suas perguntas use o formspring.me
Fevereiro 9, 2010 às 2:53 pm (Meus textos)
Tags: contato com freak butterfly, facebook, ferramenta de perguntas, formspring.me, freakbtterfly, perguntas, respostas
Auto-Flagelo: Sobrevivendo entre as recaídas
Fevereiro 4, 2010 às 4:42 pm (Meus textos)
Tags: ajuda, auto mutilação, auto-flagelo, cortes, depressão, desabafo, dor, fúria, ira, sangue, sentimentos
Nunca imaginei que um texto de desabafo fosse gerar tanta repercussão, também não podia imaginar que tantas outras pessoas, independente do status, idade e sexo, fossem sofrer de tal problema.
Espero que cada vez que venho escrever, ou respondo seus comentários, os ajude, como ler seus desabafos me ajudam também.
Tomar a decisão de parar é difícil, é como alguém que decide parar com as drogas, temos que estar sempre alertas, nos vigiando a cada decepção ou ataque de nervos. Li um comentário que terminou em “ter fé”, confesso que ando afastada de tais coisas relacionadas a fé, sou católica, mas ir à missas sempre me deixa deprimida em meio a tantos sermões, não gosto do exagero de muitas igrejas evangélicas, e o candomblé só piorou um pouco mais o que eu pensei que fosse ajudar. Tentei o centro espírita kardecista, confesso, se vocês crêem em Deus, se arrisquem a ir a algumas palestras, são legais e ali não há julgamentos ou preconceitos, eles te acolhem de braços abertos.
Como todo “viciado” quando pensei estar “curada” parei de freqüentar, foi um erro, tentei voltar atrás, mas estava tão deprimida que não encontrava sentido pra nada. Sou como todos vocês, tenho sonhos e desejos que muitos tentam apagar, mas sinto que EU não posso desistir de mim.
Passei muito tempo sem me ferir, somente na tentação, mas fui forte, até levar um “tapa” na cara (literalmente) do meu pai, aquilo me enfureceu, pra não me cortar, espremi meu braço entre os dedos e unhas com toda força possível, nada aconteceu, alguns hematomas e uma dorzinha inferior ao meu ódio momentâneo, então peguei um isqueiro e comecei a esquentar, queimei varias vezes, e por sorte não ficou nenhuma bolha (pois tenho uma cicatriz, pequena, mas feia, no braço, feita por isqueiro), eu não queria ficar marcada, eu só busquei a dor, então depois disso, os dias passaram em meio a discussões onde tentava me consolar na dor. Nada adiantou, nada mudou, e eu disse a mim mesma: “você é melhor que tudo isso, melhor que todos eles, um dia vão precisar de você. Tudo isso vai passar”.
Dizer que é fácil, ou dar lição de moral, não posso, mas o que eu afirmo é que não precisamos de ninguém além de nós e nossas crenças, seja qual for o motivo, nada disso irá mudar ou melhorar com tais atitudes. Se você tem filhos, pense neles, se tem alguém que te ama muito como um pai ou mãe, faça deles sua razão pra seguir em frente, e só dependa de você para parar e alcançar quaisquer objetivo na vida.
E se precisar de alguém, busque um amigo, um verdadeiro amigo, ou aqui mesmo, deixem contatos, mesmo que anônimos, para que outros se comuniquem, um grupo que sabe o quão difícil são as coisas, pode se auto-ajudar.
Vamos dizer não ao auto-flagelo.
Justine – Terremoto na Rotina (parte I)
Fevereiro 4, 2010 às 4:33 pm (Contos)
Tags: amanda, amor, boêmia, Contos, Justine, lucas, marcela, rocker, rotina, sexo
Justine nunca pensara que a vida a dois pudesse ser tão monótona, não quando era com ela, agora sua vida era como de seus pais.
- Que saco! – exclamou Justine para Amanda.
- O que houve mulher? – perguntou Amanda.
- Essa vidinha de dona de casa ta me matando, sabe, ver o Lucas só na hora do jantar, não temos mais sexo todos os dias, muito menos na quantidade que tínhamos, ela só fala de trabalho e mais trabalho, isso ta me deixando…. BROCHA!
- Ui! Bate na madeira – dizia Amanda enquanto dava três batidinhas na mesa de centro da sala – Ju, mulher, acho que precisa sair mais, sei lá, tirar um dia de folga desse “casamento”, vamos enfiar o pé na jaca, o que acha?
Para Amanda isso era fácil, ela vivia longe dos pais, estudava de manha e estagiava de tarde três vezes por semana, tinha dinheiro e era solteira, além de ser muito bonita, as duas ficaram amigas em um encontro com Marcela para papear, Amanda era sua prima do interior, que agora havia colocado as garrinhas de fora.
- É, mas sair sem o Lucas nem dá. Oh Deus, o negocio já ta ruim e eu nem casei ainda.
- Melhor cedo, antes que seja tarde pra voltar atrás.
- Mas eu amo o Lucas Mandita.
- Mas também já amou a Marcela e superou não foi?
- Fico sem graça de falar sobre ela contigo – cochichou Justine com a face rubra.
- Sai fora, eu nem ligo pra essas coisas não, você sabe que eu não sou chegada, mas não tenho nada contra.
- Ta certo…
- Bem, eu vou indo, tenho um encontro com um gatinho da internet – disse Amanda entre um sorriso malicioso.
- Mandita, olha lá, esse lance de internet é furada.
- Dá nada, eu já conheço um amigo dele, vamos a um barzinho rocker e tal.
- E você lá gosta disso menina?
- Gostos de homens maus, disso que eu gosto!
- Eu também gostava…. – disse Justine desanimada.
- Animo mulher! ANIMO!
Elas se despediram e Justine foi preparar o jantar. Tudo estava na mesa quando Lucas chegou, calado, ele foi até o quarto se trocar, em seguida voltou esquisito, sentou-se a mesa e finalmente falou.
- Justine, precisamos conversar.
As pernas de Justine balançaram e ela jogou o corpo sobre a cadeira e com as mãos apoiando o crânio começou a refletir no que poderia ter feito.
- Você esta bem amor?
- To… To sim, por quê?
- Ficou pálida, parecendo um morto.
Ele aproximou a cadeira da dela, e a abraçou.
- Calma amor, bem, eu tenho uma noticia meio chata… Mas nada sério.
- O que foi?
- Tenho que ir para o Canadá resolver um problema, um dos meus clientes, se meteu numa fria, e tenho que ir lá defendê-lo, e como a firma tem uma filial em Toronto, me mandaram para lá.
- Quando?
- Amanha!
- Já? Mas, e quanto tempo ficará?
- Não sei querida, isso pode levar dias, ou semanas.
- O caso é serio?
- É, mas prefiro não comentar nada agora.
- Tudo bem…. Se você tem que ir, quem sou eu pra dizer algo.
- Amor, sei que estou muito ausente, que não tenho te dado atenção, mas pode até ser bom, sabe, ficarmos longe um tempinho, a saudade vai bater e tudo pode voltar a ser como era.
Justine ficou meio desconfiada com aquelas palavras, mas decidiu não perguntar nada. Os dois jantaram, ela lavou a louça enquanto ele arrumava as malas. Ela foi para o quarto logo em seguida arrumar a cama.
Enquanto ambos escovavam os dentes, Lucas perguntou.
- E então, vai querer transar hoje…?
Justine ficou catatônica, esquecera até como se escovava os dentes e quase engoliu a pasta.
- Justine, você me ouviu?
- É… Se você quiser, tudo bem.
- Eu to meio cansado e a viajem é longa, se você não se importar.
Com a escova na boca ela sorriu friamente e disse:
- Tudo bem, pode dormir.
Lucas beijou-lhe a testa e foi para cama. Justine estava pasma ainda com a pergunta. E começou a resmungar para si mesma.
- Como assim se eu quero transar? É obvio que eu quero, você vai ficar longe babaca! E como assim, perguntar se eu quero transar? E aquele papinho de vai ser bom? A mais isso não vai ficar assim não, ele vai viajar, eu vou é pra esbórnia.
Justine voltou para cama e nem se quer eu o beijinho de boa noite em Lucas, virou para o outro lado e tentou fingir que estava dormindo, enquanto sua cabeça não parava de maquinar aquelas ultimas frases dele.
Continua…
Auto-flagelo: Seguindo em frente sempre
Novembro 25, 2009 às 3:24 pm (Meus textos)
Tags: ajuda, auto punição, auto-flagelo, cortar, dor, machucar, sangue, se cortar, sofrimento, vício
Depois de muito tempo sem atualizar, gostaria de pedir desculpas por tais falhas, pois andei muito ocupada e dizer que sempre entro para ler os comentários que deixam aqui, e sempre que posso respondo-os.
Tendo em vista que há muitas pessoas na mesma situação da qual estive (ou estou, pois ainda não sei), resolvi me abrir mais uma vez para contar sobre minha difícil jornada em busca da “cura” (se é que há uma cura pra isto).
Já faz algum tempo, cerca de 5 meses que eu estou “limpa”, e digo mais, não é fácil permanecer assim, porém a vontade de parar tem sido maior que a vontade de me cortar.
Sei que muitos de vocês vêm aqui para desabafar e fico muito feliz com isso, é como se de alguma forma me expor pudesse tê-los ajudado de alguma maneira, mesmo que não tenham parado (ainda). Tudo o que disseram, todas as histórias que me contaram, acredite, eu passei por tudo isso, a reprovação da família, a gozação das pessoas, a vergonha, o medo e a vontade de ir mais além. Eu cheguei a ser vista como louca pelo meu pai a ponto de ouvir que seria internada. Foi quando eu estava no fundo do poço, quando eu pensei que não teria mais chances de parar, que logo eu terminaria com tudo, foi quando encontrei um fio de esperança e palavras que me fizeram acordar pra vida e ver que viver, mesmo em tempos ruins, é melhor do que o que possa nos aguardar do outro lado da vida.
Não, eu não me converti, nem fiquei louca, mas sim, eu creio no que o espiritismo prega e sim, eu penso que ao me matar irei sofrer o dobro até reencarnar. Eu confesso que até ajuda pela cura espiritual eu já busquei, e sim, por um tempo resolveu, mas nada realmente da certo de não partir do principio de que NÓS queremos, e PODEMOS!
Primeiro eu me abri com minha família, pedi ajuda mesmo, busquei ajuda psiquiátrica, mas nem sempre os remédios acalmam certas dores. Fiz terapia, mas o melhor remédio estava no ombro dos amigos, nos verdadeiros amigos que te escutam sem criticar e te dão força para não cair mais, e mesmo que caia, ele não irá te crucificar e sim te dar a mão para seguir em frente sempre.
O auto-flagelo é como uma droga, como qualquer outro vicio, você fica dependente da dor física pra aliviar o sofrimento mental, mas no final, como qualquer outra droga, logo o efeito passa e você vê que ao invés das coisas melhorarem, elas piorarão.
Eu sei que é difícil, e às vezes chega parecer impossível, mas não é! Primeiro temos de aceitar que precisamos de ajuda, sozinho é difícil, posso dizer por experiência própria. Quando me sinto mal, quando a dor bate, e a vontade aperta, quando a tentação é maior do que minhas forças, eu corro atrás de alguém, se estou sozinha, ligo pra alguma amiga e busco conversar, tentar tirar o pensamento do caminho. Distrair o cérebro é a forma que tenho encontrado para desviar os pensamentos sabotadores.
Sempre que estou péssima, busco me distrair, ver um filme, ler um livro, conversar mesmo que bobagens com outras pessoas, ou até mesmo chorar. Sim! Chorar, isso parece (ao menos pra mim) aliviar as angustias. E quando penso em fazer, eu tento na mesma hora pensar no ‘porquês’ de eu querer parar.
Nada nesta vida vale a pena! Nada vale nosso sangue e dor! Sei que é clichê, mas devemos ser mais fortes e não ter vergonha de buscar ajuda quando necessária, ou de recomeçar quando cair.
Pense nisto, reflita! Não sinta vergonha, não pense que você é fraco ou covarde, pense no quão forte é por tentar, e que é tentando que irá chegar lá. E se você conhece alguém que precisa de ajuda, ajude-o.
Freak Butterfly.
*Imagem retirada do Google Imagens
Justine – O Baile de Mascaras (Parte final)
Outubro 28, 2009 às 3:47 pm (Contos)
Tags: amor, baile de mascaras, coleira, delírios, desejo, fantasia, fetiche, gozo, Justine, lascividade, lucas, marcela, mascaras, mistério, paixão, prazer, scarpins, sedução, sexo, suspense

Justine ligou para Marcela e as duas foram a caça de um vestido perfeito, afinal, ela seria apresentada como noiva de Lucas a todos seus sócios, não podia parecer vulgar, mas também não queria perder sua identidade.
Depois de rodarem horas e horas de loja em loja, quando Justine estava perto de desistir passou enfrente a uma simples loja, e na vitrine uma bela vestido de cetim preto longo de alcinhas com um belo decote na costa.
- Será que fica muito vulgar, parece uma camisola? – perguntou para Marcela.
- Ele é lindo, simples e lindo, e não é camisola, ta na etiqueta, és vestido! Eu acho que não, você é jovem e tem um belo corpo, por acaso vai querer usar o que? Um terninho?
- Claro que não… Mas sei lá, não sei como são as mulheres dos outros advogados…
- E desde quando você ligou pra isso?
- É importante pra ele… Só isso!
- Bem, vamos entrar, experimentar e daí agente analisa. Ok?
- Certo!
O vestido caiu como uma luva. Ficou perfeito, era realmente o que procurava, como não havia muito decote na frente e com o de trás sendo grande, o vestido não ficaria vulgar.
- Falta apenas os acessórios certos! – disse Marcela.
- Você acha?
- Claro. Sabe aquela coleira de brilhantes que o Lucas te deu mês passado?
- Sei…
- Ela vai ficar perfeita! Não vai mais precisar de nada. Só ele e essa aliança gigante ai já bastam. Agora falta a mascara. Mas sei onde tem umas fantásticas, daquelas de cinema.
- Ok! Você me convenceu, vou ficar com ele, afinal, ele é a minha cara!
As duas foram para a loja de mascaras, realmente era uma mais linda que a outra Justine ficou em duvida de qual levar, depois de muito vasculhar, eis que lá estava, a mascara perfeita, era simples, sem muitos adereços, mas era sedutora, imitação de couro repleta de furos para a visão cobria somente a região dos olhos.
- Perfeita! Vou levar esta! – exclamou Justine.
- Não ta muito simples?
- Eu adorei!
- Ok, então vamos, se não você não conseguirá se arrumar a tempo.
Ao chegar em casa tudo estava escuro, Lucas não estava lá. Encima da mesa da cozinha havia o convite e um bilhete.
“Querida Justine, desculpe mas tive algumas coisas de ultima hora para resolver, aqui está o convite e o dinheiro para o táxi. Estarei lhe esperando lá.
Te amo…
Lucas”
- Não acredito que ele me deixou aqui pra ir sozinha a um lugar desconhecido.
- Ah Ju! Da nada, eu te deixo lá, vá tomar um banho que eu vou te ajudar a se preparar pra grande noite! – risos.
- Porque esta rindo sua boba!? – indagou a furiosa Justine.
- Ah, é que achei bonitinho isso tudo, você ta a típica moça de família… Fico pensando “cadê a puta da Justine? Onde ela se perdeu?”.
- Cala a boca!
Marcela se abre em risos.
Justine foi para o banho e Marcela colocou tudo que ela precisava sob a cama. O vestido negro, a coleira de brilhantes que tem como detalhe uma correntinha caída e uma gota de brilhante na ponta, sandália de salto preta com pequenos detalhes em pedraria, Marcela achava aquela sandália um fetiche absurdo. E por fim a mascara.
Marcela maquiou a amiga, olhos mais leves, bochechas rosadas e boca marcante. Cabelos preso com um coque para não esconder o decote. Ela estava incrivelmente linda. Até Marcela ficou espantada.
- Como você cresceu! – suspirou Marcela.
- Para de ser boba, você ta me deixando nervosa.
- É serio amiga, você mudou, está mais madura e mais bonita ainda.
- Obrigada… E valeu pela ajuda, não teria conseguido sem você.
- Capaz! Bem, vamos nessa, se não sua carruagem vira abóbora!
Ao chegarem ao endereço, as pernas de Justine estremeceram, tudo estava deslumbrante, as pessoas chegando, parecia entrega do oscar.
- Não sei, estou nervosa. Será que estou bem?
- Claro, você está ótima, no maximo causará inveja a essas velhas caídas.
- Vou ligar para o Lucas pra ele me encontrar na porta.
- Oi amor – atendeu Lucas.
- Onde você esta?
- Eu estou no escritório assinando uma papelada.
- Droga Lucas! Eu estou aqui na frente. Anda, eu não vou entrar sem você.
- Entra amor, logo eu chego e te encontro lá dentro. Está muito frio ai fora.
Realmente aquela era uma noite gélida. E suas roupas não eram tão apropriadas para se manter aquecida, mesmo com o sobre tudo que vestia.
- Ok! Você me deve muito viu! Odeio você.
- O Lucas me paga!
- Vai lá e arrasa. Me liga amanha pra conta como foi.
- Te amo Má!
- Eu também Jú.
As duas deram um selinho e Justine saiu enfim do carro. Já com a mascara caminhou até a portaria rapidamente, entregou o convite, recebeu um sorriso de boa noite e entrou no hall. Tudo estava impecável. As pessoas estavam lindas, as mulheres pareciam de revista. Ela ficou parada por alguns instantes sem conseguir tirar o casaco, então repetiu para si mesma silenciosamente: “Pare de ser boba, vá lá e seja você mesma. Arrase!”.
Ela foi até a chapelaria para deixar o casaco.
- Boa noite senhora! Está acompanhada de quem?
- Boa noite, estou com o senhor Lucas Vittorelli.
O chapeleiro fez sinal para pegar o casaco de Justine, ela então respirou fundo e o tirou para entregá-lo, rapidamente, ela pode sentir os olhares do salão vindo em sua direção.
- Aqui esta senhorita, seu cartão para retirar o casaco. Tenha uma ótima festa!
- Obrigada – disse ao se retirar para o salão principal.
Onde ela passava as pessoas a olhavam, os homens de desejo e as mulheres de inveja. Foi como Marcela havia previsto. Ela pensou consigo mesma que precisaria de uma bebida e foi para o bar.
- O que a senhorita deseja?
- Champagne – disse um cavalheiro ao lado.
Justine olhou esperando que fosse Lucas, mas não parecia.
- Obrigada, mas prefiro um whisky – disse olhando para o garçom.
- A senhora está sozinha? – insistiu o cavalheiro.
- Não, estou esperando meu noivo.
- Que cavalheiro de sorte! Pois a senhorita é a que mais brilhará neste salão – ele segurou a mão de Justine, beijou-a e partiu para a multidão.
Seu coração estremeceu, as pernas ficaram bambas, ela tornou a dose de whisky e fez sinal pedindo outra.
- Noite difícil senhorita?
- Acho que será! – ela sorriu e se retirou.
O celular não tocava e nem sinal do Lucas, afinal com tantos rostos escondidos, como ela saberia quem ele seria de fato. Resolveu ficar parada próxima a entrada. Depois de alguns minutos a angustia bateu em seu peito, o que ela deveria fazer? Ir embora e depois matar o Lucas em casa? Relaxar e aproveitar a festa? Então ela sentiu alguém a observá-la. Lá estava um rapaz parado, a poucos metros olhando-a fixamente. Ele estava de smoking preto e uma mascara branca que cobria toda a face. Depois de alguns minutos de olhar fixo, Justine se sentiu mal e começou a andar, logo o homem misterioso começou a segui-la. Justine deu a volta pela pista de dança tentando encontrar um rosto familiar e nada. Então resolveu seguir até o banheiro.
Para chegar lá tinha de atravessar um corredor imenso com luzes ambiente e decorado em tecidos e mascaras. Por sorte ou azar, o corredor estava deserto. Justine apressou o passo e o cavalheiro misterioso fez o mesmo. Então ela correu até o banheiro. Ao fechar a porta seu coração havia disparado. Ela se olhou no espelho e pela primeira vez na noite viu o quanto estava encantadora, abriu a pequena bolsa e tentou ligar para Lucas, mas não obteve sucesso. Ela se sentou em um puf e decidiu esperar até que alguém aparecesse.
Cerca de 15 minutos depois uma bela senhora entrou no banheiro.
- Oh! O que faz aqui minha jovem? Você está bem?
- Só fiquei um pouco enjoada.
- Animo, é uma festa linda, deve aproveita-la!
- Sim, obrigada senhora – disse Justine ao se levantar.
- Qual o seu nome mocinha? É filha de alguém aqui?
- Não, não. Meu nome é Justine sou noiva do Lucas Vittorelli.
- Oh! O Lucas, ótima rapaz! Meus parabéns, será que posso felicitá-la?
- Claro – disse Justine sem graça ao aceitar o abraço.
- Parece que o pequeno Lucas também é um rapaz de sorte, você é uma mocinha encantadora. Meu nome é Lurdes Maria Ramos, meu marido trabalho com ele.
- Ah o senhor Ramos! Já ouvi falar dele.
- Espero que bem – disse a sorridente senhora.
- Sempre! – concluiu Justine com um sorriso.
- Vá querida, vá encontrar Lucas, eu ainda não o vi hoje.
- Senhora? Quando entrou aqui, viu alguém pelo corredor?
- Não, não, estava vazio.
- Ah, obrigada! Vou procurar por Lucas. Foi um enorme prazer Senhora Ramos.
- O prazer foi todo meu, mas pode me chamar de Lurdes querida.
- Obrigada Lurdes – disse Justine acenando positivamente com a cabeça.
Ao abrir a porta, ela ainda estava desconfiada, verificou o corredor e nada viu. Suspirou e saiu andando normalmente.
- É, parece que o maluco enfim me deixou em paz.
Quando passou por algo que parecia uma cortina, sentiu uma mão envolver sua boca e um braço por sua cintura. Ela tentou gritar, mas não conseguiu, ela se debateu, mas o estranho era mais forte e a puxou para trás da cortina. Era uma sala vazia, escura, com várias tralhas, ele a soltou, e ficou admirando sua face de espanto.
- Quem é você o que você quer? – disse Justine desesperada.
- Shhhhhh – disse o cavalheiro misterioso fazendo sinal de silêncio com a mão.
- Olha, se você não disser o que quer agora, eu vou gritar.
O cavalheiro nada respondeu, apenas se aproximou dela acariciando sua fria face.
- Me deixe ir…
O cavalheiro fez sinal de que ela poderia partir. Quando Justine levantou, ela a puxou com força e a jogou contra a parede, tapou sua boca e tocou em sua costa. Com seu corpo imprensado ao dela ele livrou uma mão para puxar o vestido para sina até que pudesse tocar sua bunda. Que sorte, era uma pena calcinha para não marcar o vestido. Justine tentava escapar e gritar, mas não conseguia. E novamente o cavalheiro fez “shhhh” para que ela relaxasse.
Ele tocou sua buceta por cima da calcinha e a sentiu molhada, essa era Justine, até entre esses joguinhos ela ficava excitada. Ele baixou o zíper, ela ouviu a calça cair. Afastou a calcinha e ela travou as pernas. Ele começou a acariciá-la, a tocava, até que não resistindo cedeu. Empinou o rabo para abrir passagem ao estranho, ao sentir ser penetrada, percebeu que aquele pau, aquele jeito era familiar. Na primeira estocada, o cavalheiro soltou os lábios de Justine e a puxou pela corrente da coleira se aproximou até o ouvido dela e sussurrou.
- Eu te amo puta gostosa!
Era Lucas! Justine então se entregou de vez ao prazer, encostada da parede ela a estocou com força segurando-a pela coleira de brilhantes. Ela queria gemer alto, se soltar, a tempos não tinha essa sensação de perigo, de que alguém pudesse chegar, de que aquele fosse um estranho, de que depois dali, ela voltaria ao salão esporeada. Ela empinava o rabo caba vez mais, e teve direito até a uns tapinhas. Logo ambos gozaram. Tudo foi tão intenso que a porra de Lucas misturada a de Justine escorreu por entre as coxas. Preocupada em sujar seu longo vestido negro, ela o puxou até a cintura delicadamente para não amassar.
Lucas levantou um pouco a mascara e agachado percorreu a língua pelo mel que descia, depois retirou um lenço do bolso e limpou as coxas da amada.
- Pronto querida, pode baixar o vestido.
- Você me assustou – disse Justine ao dar um tapinha no braço de Lucas.
- Eu sei que você gostou safadinha.
Justine deu um sorrisinho sacana e arrumou o vestido.
- Está tudo certo?
- Linda! Nossa você esta belíssima, adorei, tudo o vestido, a mascara e a minha coleirinha!
- Vou ao banheiro retocar a maquiagem.
- Certo! Eu saio primeiro pra vê se há alguém no corredor.
Lucas abriu a cortina e olhou para os dois lados. Não havia ninguém, ele virou para Justine fez sinal de positivo.
- Vamos!
Os dois saíram como se nada tivesse acontecido, ela seguiu até o banheiro e ele a esperou no inicio do corredor. Ela voltou, impecável como antes, sorriu e foram para o bar.
- O que deseja beber querida?
- Whisky!
- Um whisky para minha bela dama e uma taça de vinho tinto seco para mim.
- Sim senhor! – respondeu o simpático garçom.
A noite seguiu maravilhosa, Justine reencontrou a Senhora Ramos, conheceu os sócios de Lucas e dançou com o amado a noite toda. Os dois voltaram para casa relaxados. Foi uma noite incrível.
E antes de dormir, Justine e Lucas transaram mais uma vez, ela de mascara, coleira e scarpin e Lucas apenas de mascara. Fora mais uma transa maravilhosa digna de dormirem lambuzados.
Freak Butterfly
Justine – O baile de máscaras Parte I
Outubro 19, 2009 às 3:53 pm (Contos)
Tags: amor, baile de mascaras, beijo, desejo, erotico, fetiche, gozo, Justine, lucas, marcela, paixão, prazer, satisfação, sexo, tédio na relação, vida a dois

Pela primeira vez em muito tempo, Justine se sentia bem consigo mesma. Depois do casamento de seu querido primo e tudo que aconteceu em meio aos festejos, incluindo fazer amor pela primeira vez, sua vida estava tranqüila.
O noivado estava bem, correndo o curso tranquilamente, sem pressões como imaginava que seria. Mas essa rotina a deixava em alguns dias inquieta. Lucas trabalhava mais do que nunca, estava em um grande caso, que poderia lhe render uma ótima promoção. Então ela ficava mais tempo na casa dele para ajudá-lo com a organização. Justine estava se tornando a perfeita dona de casa.
Em uma tarde de sábado, enquanto Lucas fazia serão no escritório, Justine convidou Marcela para colocarem as fofocas em dia.
- Que saudades! – exclamou Justine ao abraçar a amiga.
- Eu também, pensei até que havia esquecido de mim – respondeu fazendo bico.
- Nunquinha mesmo sua boba! Vamos, entre!
Marcela entrou lentamente observando tudo, ela só havia ido ali uma única vez e como na época não gostava de Lucas, ela nem havia prestado atenção no apartamento. Era moderno e ao mesmo tempo antiquado, com uma estante imensa cheia de livros, e outra com DVD.
- Caracas Ju! Quem diria que você iria se tornar uma dona de casa! – disse Marcela sorridente.
- Para com isso, eu não sou dona de casa. Só estou ajudando o Lucas, ele esta trabalhando demais.
- Imagine como será quando se casarem…
- Para Má, poxa, você veio zombar de mim?
- Claro que não – respondeu com um sorriso bobo – é só que você não parece você. E isso é estranho. Todos tem perguntado onde anda a fogosa Justine.
- Ué, eu to namorando.
- Eu também, mas o Gustavo não me impede a nada.
- Ok! Ok! Eu sei que to meio parada. Ok! Muito parada… Mas é que o Lucas não tem tido tempo pra nada.
- Parece que já se casaram né amiga?
- Pior! Parece que nos casamos há 10 anos. Quer beber algo?
- Vinho?
- Tenho um ótimo! Fique a vontade amiga que eu vou pegar o vinho e as taças.
- Ok! – disse Marcela se acomodando em uma confortável poltrona de couro.
As duas passaram horas bebendo e conversando sobre suas vidas. Justine havia sido demitida do emprego e aproveitou para relaxar vivendo com o seguro desemprego, mas Lucas dava tudo que ela precisava. Marcela estava batalhando e vivendo bem com Gustavo, os dois finalmente se encaixaram e já até planejavam morar juntos. Marcela contou das festas que foi, das farras que curtiu ao lado do namorado e Justine se sentiu um nada, uma simples dona de casa. Já haviam se passado horas e Marcela iria no bar encontrar o namorado.
- Bem amiga, foi ótimo conversar com você. Eu ainda te amo muito viu, se precisar de mim, é só gritar – disse Marcela em um abraço de despedida.
- Obrigada Má, nossa você hoje me fez um bem danado.
- Olha Ju, não deixe nunca de ser você, não perca a sua essência por nada.
Aquelas palavras soaram como uma martelada em sua cabeça. Realmente, no que ela estava se tornando? Em tudo que nunca havia desejado.
- Ok… – afirmou sem graça.
Depois que Marcela se foi, ela ficou sentada no sofá, o sol caiu por terra e ela nem se quer moveu os dedos. A porta se abriu lentamente, tudo estava escuro.
- Justine? – perguntou desconfiado Lucas ao entrar.
- Sim! – sussurrou no escuro.
Lucas então acendeu a luz da sala e encontrou Justine deitada no chão com as pernas encima do sofá.
- Querida, você está bem?
Justine permaneceu muda por alguns instantes.
- Jú!
- O que é? – respondeu irritada.
- Você ta bem menina!? – perguntou Lucas ao se aproximar da amada.
- Não, eu não to nada bem!
- O que você tem, está doente? O que esta sentindo?
- Vazio Lucas! Vazio!
- Mas por que meu amor, o que te falta?
- Fodas, boas e excitantes fodas.
- Mas agente faz amor todos os dias, bem, quase todos os dias, eu sei que estou meio ausente…
- O problema é este amor! Fazer amor! Lucas, essa não sou eu… Não o eu que você conheceu e amou. Essa coisa de fazer amorzinho… Ergh! Me da até agonia, é muito casalzinho de velhos, cadê nossas brincadeirinhas, nossas fantasias?
- Desculpe querida, eu sei que estou ausente, sei que sente falta porque eu também sinto.
- Essa não sou eu… Eu me sinto presa demais. Nunca gostei disso, eu gosto de me sentir livre.
- O que quer que eu faça?
- Seja você novamente. Cadê meu pervertido, meu garanhão? Quero minha putinha de volta! – disse emburrada.
- Eu sei amor, eu sei! Olha é só uma fase, uma péssima fase, essa droga de caso esta acabando e as coisas vão melhorar, podemos ir onde você quiser, eu tiro uns dias de folga e vamos pra casa no campo, ou pra praia, ou se quiser, vamos até em uma casa de swing.
- Isso vai demorar?
- Claro que não minha garotinha mimada – disse ele enquanto afagava seus cabelos.
Eles se beijaram e Justine se levantou para preparar o jantar. Depois de lavarem a louça, resolveram ver um filme pra relaxar.
- Já percebeu que é sábado a noite e estamos em casa sem nada pra fazer? – disse Justine.
- Sim. Você quer sair?
- Você quer?
- Confesso que estou com um pouco de sono… Mas se você quiser ir, eu vou, sem problemas, tudo pra colocar um sorrisinho neste rostinho lindo.
- Não tudo bem, não trouxe roupas de balada.
- Me perdoe querida se eu não tenho lhe satisfeito como merece…
- Ok, eu entendo, certo!? Logo vai acabar não é?
- Sim! E vamos a fora! E falando nisso, sábado que vem vamos a uma festa.
- Que festa?
- É da ordem dos advogados, será um baile de mascaras.
- E estará cheio de velhos barrigudos com suas esposinhas medíocres?
- Você acha que serei barrigudo ao lado de uma esposinha medíocre? – perguntou Lucas sarcasticamente.
- Nunca, não se a esposinha for eu! – respondeu presunçosa.
- Estão vá comprar esta semana um vestido bem elegante e uma bela mascara, quero minha futura esposinha tesuda e gostosinha ao meu lado neste evento, lá serei apresentado aos demais sócios. Por isso irei. Certo?
- Ok, ok! Vou chamar a Marcela pra me ajudar a escolher algo elegante.
- Te amo boneca! – disse e depois beijou-lhe ardorosamente.
- Eu também minha puta, estou com saudades deste rabinho – disse Justine maciosa.
Os dois voltaram a se beijar e se jogaram ao chão. Lucas levantou a camisola de Justine e começou a beijar-lhe a barriga, descendo até as coxas, e com os dedos firmes percorreu a xoxotinha que tanto apreciava. Justine logo se contorceu ao toque quente de Lucas, sua pele ardia e os pelos arrepiavam, ela gostava daquele sexo não planejado. Lucas se levantou e segurando a mão de justine disse:
- Se ajoelha cadelinha, quero que engula meu pau todinho, eu sei que você gosta.
Justine se ajoelhou e colocou lentamente o pau de Lucas até que seus lábios encostaram-se à base. Ele gemeu e ela, rapidamente tratou de colocar um dedinho na borda do rabinho dele. Seu pau latejou com mais força, mas ela não o deixaria gozar, depois de algumas chupadas, ela olhou para ele e disse:
- Mete em mim!
De joelhos, ela apenas se debruçou no sofá, ele afastou as nádegas dela e admirou seu rabinho, deu uma lambida e começou a chupá-la, logo ela estremeceu, era sinal de que estava pronta. Ela a puxou para si encaixando seus corpos, Justine estava no vai e vem frenético.
- Está gostando cadelinha?
- Muito minha puta! Adoro foder contigo!
- Vai gozar gostoso no meu pau?
- Vou lambuzá-lo todinho.
Mais algumas fortes estocadas e os olhos de Justine brilharam, viraram e suas pernas tremeram. Em seguida Lucas gemeu e suspirou satisfeito. Os dois permaneceram sentados, ela no colo dele, sob sofá de couro, suados e cheirando a porra. Ela sorriu satisfeita.
Agora era se preparar para ser a dama perfeita no baile de mascaras.
Continua…
Freak Butterfly
A saúde que está nos quadris
Setembro 14, 2009 às 9:40 am (Meus textos)
Tags: beijo, casal saudavel, fortalecimento, harmonia, Jogo de Paixão, medicina oriental, prazer, prevenção, preventivo, saúde, sexo, sexo como exercicio, sexo saudavel, tecnicas milenares, Tung Hsuan Tzy

Tem quem ache que o sexo tem somente uma única finalidade, ou seja, o prazer, mas a união de dois corpos não tem somente esta função, há muito mais no sexo do que um orgasmo.
Já foi debatido aqui sobre técnicas orientais milenares para alcançar bem-estar sexual, e mais uma vez estou aqui para falar sobre o poder terapêutico que ele exerce.
Segundo Tung Hsuan Tzy: “Aqueles que compreenderem a natureza do sexo nutrirão seus vigores e prolongarão suas vidas. Aqueles que tratarem seu principio com desprezo prejudicarão seus espíritos e encurtarão suas vidas.”
Os chineses enxerga o sexo como algo de natureza dupla. Ele tanto pode causar alegria como tristezas, pois a insatisfação do casal resulta em sua saúde frágil e discórdia. A vida já é uma estrada cheia de espinhos, porque complicar ainda mais na cama?
Uma coisa que ouvi quando tinha 13 anos (nesta época eu pensava que nunca conseguiria transar com alguém porque eu achava nojento, isso pela criação que tive), de uma moça mais velha que eu e de certa forma com mais experiência, é que, segundo alguns paises do oriente: a mulher deve ser uma dama perante a sociedade e uma “puta” na cama.
Antes eu me horrorizava diante esta frase, hoje vejo amplo sentido nela. Não é puta no sentido pejorativo e sim no sentido de satisfazer seu homem, um casal satisfeito é mais feliz tanto dentro quanto fora do quarto. Mas claro que não basta só às mulheres satisfazerem seus parceiros, pois o sexo deve ser uma via de mão dupla, ambos devem estar realizados, porque pode ser um clichê barato, mas “é dando que se recebe”.
Segundo o livro Jogo de Paixão, há muitas razões para transar, como por exemplo: os terapeutas sexuais aconselham aos homens com problemas de ereção a serem mais ativos sexualmente, e não menos, porque a excitação sexual aumenta o fluxo de oxigênio para o tecido peniano, permitindo ereções mais firmes. Para mulheres, os estudos indicam que o sexo regular pode ajudar a estabilizar os ciclos menstruais irregulares, e para aquelas que estão passando pela menopausa, a atividade sexual reduz a freqüência e a intensidade dos calorões e reduz a possibilidade de atrofia dos tecidos vaginais.”¹
Ainda há outras crenças como ajudar no combate contra o envelhecimento, fazer amor para gerar mais amor e elevar o espírito. E você sabia que um beijo de ao menos dez segundos por dia em seu parceiro seu dia pode melhorar? Parece algo simples e bobo, mas os casais, depois de algum tempo de relacionamento, deixam o beijo (aquele que dura mais de dez segundos) para as preliminares ou para o ato sexual em si, e esqueceram da magia do beijo na ‘vertical’, que aquecia suas faces e acelerava o coração. Se você já nem se lembra mais de como se sentia em um beijo fora de hora, volte a praticá-lo, pois beijar também é saudável, queima calorias, exercita 29 músculos faciais o que tonifica a face e libera hormônios do bem-estar.
O sexo também elimina calorias, trabalha diversos músculos (dependendo da posição até trabalha o abdômen) e com o suor exalamos toxinas. Alem de liberar hormônios que relaxam e dão bem-estar ao corpo.
Viu, o sexo pode trazer vários benefícios a sua vida, claro, se praticado com fins saudáveis. Infelizmente, em muitas relações, as mulheres se ‘sujeitam’ a praticar o sexo para não perderem seus parceiros, mesmo que não sintam prazer, o que é um erro absurdo. Se há algo errado converse com seu parceiro, lembrem-se ambos devem estar satisfeitos para que possam se potencializar como seres sexuais, assim fortalecendo como indivíduos, criando harmonia familiar e na sociedade.
E lembrem-se: Sexo saudável e sexo preventivo!
Freak Butterfly.
*¹: Jogos de Paixão, Felice Dunas e Philip Goldberg; Ed. Record.
Justine – O casamento do primo Mario Final
Setembro 10, 2009 às 11:29 am (Contos)
Tags: amor, campina, casamento, cobiça, desejo, Fabio, Justine, lucas, mario, mentiras, noivado, paixão, pecado, pedido de casamento, priscila, sexo, traição, triangulo amoroso, verdade

Lucas sentiu o desespero de Justine em seu abraço apertado. Ele afagou seus cabelos e sussurrou em seu ouvido.
- Calma, está tudo bem! Eu to aqui amor… Xiiiii – e continuava a afagar-lhe os cabelos.
- Ainda bem que você chegou, eu quero ir embora, preciso ir embora – dizia ela desesperada.
- Ju, acalme-se! O que houve?
- Vamos dar uma volta? Tem uma campina aqui próxima onde teremos paz.
- Calma! Vamos deixar minhas malas no quarto, vou cumprimentar seus parentes e então conversaremos.
Contra a sua vontade, Justine acenou positivamente com a cabeça.
- Lucas! Que bom que pode vir antes! – disse Maria animada.
- Olá dona Maria, pois é eu não podia mais ficar longe da minha boneca – concluiu sorridente.
- Entre meu rapaz, vamos conhecer a família! – disse Carlo.
Sorridente Lucas entrou com uma mala de mão.
- Deixe que eu levo isso para o seu quarto – falou Fabio prestativo.
- Ah! Obrigado, sou Lucas – estendendo a mão para Fábio.
- É eu já o conheço por nome, sou Fábio, primo da Ju – apertou a mão em um sorriso largo.
Justine ficou furiosa com a atitude do primo, ficou claro seu olhar de reprovação.
- Bem Lucas, venha até a cozinha para conhecer os noivos.
Depois de varias apresentações e muitos beijos e abraços, Lucas já estava se sentindo parte daquela enorme família. Ao ver sua amada pode notar a angustia estampada em sua face.
- Lucas, quero te mostrar um lugar, vamos cavalgar?
- Claro meu anjo! Se me dão licença – disse Lucas educadamente saindo em seguida com a namorada.
Os cavalos já estavam selados, para quem quisesse passear após o café e aproveitar o ar campestre da manhã. Os dois montaram, mesmo sem roupas apropriadas.
- É só me seguir… Quer apostar corrida? – perguntou Justine com um breve sorriso.
- Isso te faz bem?
- Muito!
- Então vamos!
Os dois galopearam rumo à campina, Justine estava solta, com o semblante mais leve, cavalgar deixava Justine leve. Em minutos Justine estava parando o cavalo e em seguida Lucas. Ela desceu e caminhou até a nascente. Com lágrimas aos olhos, ela se sentou e não conseguiu olhar para Lucas.
- O que houve? – perguntou Lucas já nervoso.
- Lucas… Eu não sei como lhe contar isso… Aconteceu uma coisa, olha, não sei simplesmente não sei lhe explicar… – e começou a chorar.
- Menina, o que houve? Pelo amor de Deus eu to nervosa, me diz logo o que está havendo!? – Lucas sentou-se ao lado de Justine tentando tirar as mãos de sua face – Diz menina, o que esta havendo.
- Eu te traí!
Lucas ficou catatônico. Não sabia se levantava ou sentava de vez. Ele não sabia de gritava ou xingava. Seus olhos ficaram frios, ele se virou pra Justine e perguntou.
- Porque? Me diz, eu mereço isso?
- NÃO!Não, eu não te mereço, você é bom demais pra mim Lucas, eu sou uma puta, uma vagabunda que não presta. Não foi porque eu quis. Mas aconteceu.
- Como não quis, como assim? Essas coisas não são assim e você sabe.
- Eu vou te contar… Eu e Mario discutimos, aqui na campina, e depois ele se declarou pra mim… Eu fiquei pasma, pois ele contou pra noiva que tivemos um romance há um tempo atrás, e eu fiquei mau, muito mau, foi quando te liguei. Eu fui dormir mais cedo, quando definitivamente adormeci, senti alguém deitado comigo, eu estava confusa, em meio a todo choro antes de dormir e desejo de você estar perto, me fez pensar que era você ali. Logo eu estava excitada e isso me despertou, quando vi não era você, então tentei me soltar, mas era o Fábio…
- AQUELE FILHO DA PUTA QUE PEGOU MINHA MALA? DESGRAÇADO! – berrava com ódio.
- Deixa eu terminar… – dizia em lagrimas – eu tentei me soltar, mas não queria fazer barulho, ele disse que sabia que eu já tinha dado pro Mario e deveria dar pra ele, ele afastou minhas pernas e meteu, depois de me comer, ele gozou na minha bunda.
- Você precisa de detalhes? – disse Lucas em lagrimas.
- Precisava, porque eu passei a noite toda no chuveiro, em lagrimas, me lavando me sentindo suja, me esfreguei tanto que machuquei o corpo. Eu sei que isso não é desculpa, nem me livra da pena. Mas Lucas, eu juro! Não foi nada, nada alem de me ferir emocionalmente.
- EU VOU MATÁ-LO!
- Por favor, Lucas, ninguém da família sabe disso, e eu já o coloquei no lugar dele hoje. Lucas, você pode terminar comigo agora, pode ir embora, me odiar, mas eu não podia te esconder isso, eu me senti mal demais… Por que… Porque eu te amo muito.
Lucas pode ver a sinceridade em seus olhos e a abraçou, lhe acolheu em seus braços. Beijando seus cabelos e testa.
- Eu te amo menina, mesmo que me doa ouvir o que eu ouvi, dói muito mais viver sem ti. Mas este Fábio, não passará em branco!
- Por favor!
- Por favor, digo eu! Não farei escândalos e serei educado.
Os dois ficaram na campina por horas, abraçados, deitados na grama olhando a copa das arvores e os desenhos que elas faziam com a pouca luz que penetrava naquela campina. O estomago de Lucas roncou e Justine se lembrou que ele não deveria ter comido nada.
- Vamos, eu vou fazer algo pra você comer, aliais, já deve estar quase na hora do almoço.
- É, eu realmente estou com fome… Melhor ir-mos, se não sua família vai achar que sou um psicopata que te seqüestrou ou te matou e jogou o corpo no rio.
- Acho que eles ficariam aliviados com isso!
- Você ainda não gosta dos seus primos e primas né…
- Agora menos ainda. Eu queria ir embora!
- Calma, vamos ficar, vamos pro casamento, além do mais eu tenho uma surpresa pra você!
- Surpresa?
- Sim, agora tenho mais certeza ainda de lhe dar este presente.
- Diz isso só porque sou curiosa! – disse emburrada enquanto montava no seu cavalo.
- Hei! Nossa, olha lá perto do lago, não é um coelho?
- Onde?
Lucas saiu em disparada.
- Droga! Não é que ele me enganou! – e saiu atrás dele.
Os dois chegaram rindo como duas crianças na casa grande. Fabio estava emburrado na varanda lendo um livro junto com Mirim e Leona, duas outras primas. Lucas fez questão de ajudar a amada a descer do cavalo e lhe dar um beijo cinematográfico, os dois entraram abraçados na casa, Lucas olhou de rabo de olho para Fabio, que sentiu seu ódio.
Depois do almoço, Justine e Lucas foram para o quarto descansar, pois a noite seria o ensaio de casamento. Ao se deitarem ele viu as marcas na coxa de Justine, seu corpo todo marcado por arranhões, ele deslizou os dedos delicadamente enquanto ela cochilava. Ele começou a beijar cada ferida feita, quando ela despertou.
- Desculpe amor, não queria acordá-la!
- O que esta fazendo? – disse meio sonolenta.
- Cuidando das tuas feridas… Eu sinto muito por não estar aqui…
- Não foi sua culpa, isso só virou um pesadelo…
- Eu to aqui agora… Vou cuidar de você.
Os dois se beijaram e pela primeira vez se amaram de fato, com calma, com carinho, foi algo único pra Justine desde o inicio da sua vida sexual só havia tido relações devassas e sem qualquer ligação afetiva.
Os dias passaram voando para o casal de pombinhos, Justine e Lucas eram um dos padrinhos do casamento de Mario e Priscila. Depois de ensaios e churrascos em família, chega então o ultimo jantar em família antes do casamento. Os noivos eram felicitados pela alegria que teriam na manhã seguinte, todos acolheram Priscila de braços abertos. Em meio ao jantar e a tantos brindes, Lucas pede a atenção de todos.
- Por favor! – diz Lucas enquanto bate uma colher na taça de vinho – Eu gostaria de desde já felicitar Mario e Priscila e desejar-lhes muito amor, alegria, saúde e bênçãos. Gostaria de dizer também que foi uma honra poder estar unido a esta família tão alegre e simpática, pois Justine é muito importante na minha vida.
Ele se calou por um instante e olhou a amada que estava envergonhada.
- Bem, e gostaria de pedir algo, se não for atrapalhar o momento dos noivos – disse ele acenando para Mario pedindo autorização para dizer algo.
- Claro primo! Siga enfrente – respondeu sorridente.
- Eu gostaria de… – Lucas colocava a mão no bolso procurando algo e retirou uma caixinha aveludada vermelha, ele se aproximou de Justine e de joelhos abriu a caixa contendo duas alianças em aço e ouro sendo a dela com um brilhante e disse – Justine, eu te amo de fato, e nada pode mudar isso. Quer se casar comigo?
Todos estavam espantados e maravilhados ao mesmo tempo. Justine não conseguia mover os lábios, apenas lagrimas percorriam suas faces, ela sorriu e acenou a cabeça positivamente com um amplo sorriso nos lábios.
Todos ficaram em alvoroço batendo palmas para os novos noivos. Mario estava serio e Priscila sorria satisfeita. Os pais de Justine correram para felicitar o casal, Maria e Carlo estavam muito felizes pela decisão da filha que fez questão de deixar claro.
- Calma mãe, estamos só noivando, isso não quer dizer que casaremos amanha! – foram as primeiras palavras dela como noiva.
- Mas estou super feliz por você filha, fez uma excelente escolha!
- Parabéns meu jovem – disse Carlo para Lucas enquanto lhe dava um abraço fraternal – cuide bem desta menina, é a única que tenho.
- Se depender de mim ela será a pessoa mais feliz do mundo.
Logo todos foram felicitar os novos noivos, Priscila de tão feliz nem se incomodou com o fato de Justine ter arrancado seu brilho as vésperas do casamento. Mas Mario estava sério, ele levantou para se retirar da mesa quando Priscila lhe pegou pelo braço e disse disfarçadamente em um sorriso.
- Se você sair daqui, amanha eu estarei bem longe!
E Mario voltou a se sentar.
- Gente, que isto!? Esta é a noite a Priscila e do Marinho, obrigado a todos pelas felicitações, mas vamos voltar aos noivos de fato – disse Justine em meio a balburdia que havia de iniciado em torno do seu noivado.
A noite foi agradável, exceto para Mario que tentou disfarçar sorrisos em meio à tristeza da noticia.
Na cama os lençóis pegaram fogo, Lucas estava tão animado com a possibilidade de ter Justine para sempre que não mediu esforços para lhe dar vários orgasmos, ele a chupou sem parar, afinal sexo oral era seu predileto, depois de vários gemidos, pernas tremulas e o corpo pegar fogo, ela desmaiou relaxada ao lado de Lucas, que de tão feliz sem se importou não penetrá-la naquela noite.
O sol surgiu na janela que dormiu aberta, Justine despertou e sem fazer qualquer gesto brusco ou barulho vestiu um roupão e caminhou até o banheiro para tomar uma ducha, logo todos acordariam e seria uma competição para usar o banheiro, já que o casamento seria pela manhã.
Depois de uma deliciosa ducha, ela vestiu o roupão para voltar ao quarto, quando abriu a porta levou um tremendo susto. Mario estava ali parado de braços cruzados, empatando sua passagem.
- Bom dia Mario! Ansioso?
- Um pouco – respondeu serio.
- Bem… – disse com o sorriso amarelo – melhor eu ir para o quarto acordar o Lucas antes que esta casa fique intransitável.
Mas Mario não saiu da porta.
- Mario deixe-me passar? – disse Justine já irritada o empurrando.
Mario olhou para os lados e não vendo ninguém empurrou Justine de volta para o banheiro e trancou a porta.
- Você esta louco? Me deixe sair! Hoje é seu casamento seu pirado, e meu noivo esta no quarto ao lado… – então Mario a calou com um beijo.
Em poucos segundos Justine voltou a si e o empurrou.
- Mario, pare com esta maluquice, agente já conversou sobre isto.
- Como você pode Justine? Aceitar um pedido de casamento no meu casamento?
- Por acaso isso é proibido? E você permitiu que ele pedisse.
- Eu não sabia que se tratava disso.
- E você pensava que seria sobre o que? Vamos! Agora saia da frente! – e o empurrou mais uma vez.
- Justine eu te amo!
- Mario é tudo coisa da sua cabeça! Você ama Priscila, e vai se casar com ela em poucas horas, ela não merece sofrer, por mais chatinha que ela seja. Olha primo, foi só, uma aventura, eu tenho uma pessoa, da qual eu amo muito!
- E porque o traiu comigo?
- Foi impulso, e o Lucas me conhece, e me aceita assim, já contei a ele a besteira que eu fiz.
Mario se aproximou dela e afagou-lhe os cabelos.
- Eu também amo… Te amo… – disse ele olhando em seus olhos.
- Mario, por favor, não vamos arrumar confusão, me deixe sair.
Justine desviou de Mario e foi para a porta do banheiro, quando ele a puxou novamente contra seu corpo e lhe beijou. Justine tentava se soltar, mas não conseguia, Mario era sem duvida maior que ela e muito mais forte. Com uma das mãos ele a segurou pelos cabelos e com a outra ele apertou sua cintura. Justine começou a se debater até que conseguiu se soltar, deu um tapa no rosto de Mario e saiu correndo do banheiro.
Ela entrou ofegante no quarto, Lucas já estava acordado.
- Onde você estava? O que houve você esta vermelha?
- Não foi nada – dizia tremula.
- Foi aquele filho da puta novamente Justine? – a voz de Lucas se alterou.
- Não, não foi – disse ela enquanto sentava para se acalmar.
- Não me esconda nada.
- Foi o Mario!
- O que!? Como assim? Este cara é maluco?
- É um louco de pedra. Olha, depois da cerimônia eu quero ir embora, só não vou agora mesmo por causa da Priscila.
Justine começou a lacrimejar e Lucas sentou ao seu lado e começou a afagar-lhe os cabelos.
- Porque eu me meto nestas confusões, como você quer se casar comigo?
- Eu te amo, e sei que não é culpa sua. Você é especial… Por isso as pessoas se encantam com você. Olha eu vou tomar um banho rápido, agente se arruma e vai pra cozinha tomar o café.
- Ok! Eu vou me arrumando, eu vou trancar a porta, você dá duas batidinhas ta bom?
Lucas olhou desconfiado, mas não a recriminou e foi para o banheiro. Justine travou a porta e começou a se vestir. As madrinhas tinham de vestir um vestido crepe tomara que caia soltinho rosa salmão, com chapéu e colar de perolas. Justine estava de roupão se maquiando quando Lucas bateu na porta.
- Você esta com medo? – perguntou Lucas.
- Só não quero mais ser atacada por loucos, exceto você – disse com um meio sorriso.
- Você vai ficar linda!
- Ah, eu estou desanimada, to tentando me maquiar de leve, farei um coque e colocarei este chapéu que a noiva EXIGIU!
- Vai ficar linda! Este vestidinho chega a ser sexy.
- Nem fale isso! Bem, vou colocar um vestidinho simples pra tomar café e depois me visto.
- Ok! Eu vou vestir qualquer coisa também.
Os dois se vestiram e desceram para a cozinha que já estava cheia.
- Bom dia pombinhos, dormiram bem? – perguntou Maria.
- Muito mamãe! – respondeu sorridente ao se lembrar da noite passada.
- Dormimos como anjinhos.
Todos tomaram café e foram se arrumar, da janela do quarto de Justine dava para ver o jardim arrumado para o casamento, depois de pronta ela ficou admirando o lugar.
- Eu vou sentir até saudades… – disse em um suspiro.
- Não é você que quer ir embora o mais rápido possível?
- É, mas aqui teve algo marcante pra mim…
- Ser molestada pelo seu primo tarado?
- Não seu tolo! – olhou com ar de reprovação – por você, pelo que tivemos e por essa vida que vamos iniciar.
Lucas foi a seu encontro e lhe abraçou.
- Eu te amo menina!
- Eu também te amo!
Freak Butterfly.
Justine: O casamento do primo Mario III
Setembro 1, 2009 às 3:12 pm (Contos)
Tags: amor, arrependimento, ódio, casamento, Contos, culpa, desejo, erotismo, Fabio, foder, fornicar, intrigas, Justine, lucas, mario, paixão, sensualidade, sexo

Durante o churrasco em família, Fábio não deixava Justine em paz. Mario estava aos beijos com a noiva, todos os outros relembravam os velhos tempos. Paula, prima de Justine, um ano mais nova que ela, já tinha um bebê de colo e parecia super feliz no recém casamento, mesmo que o marido não parasse de olhar as pernas e a bunda de Justine.
Família é meio complexo, e a de justine não poderia ser diferente. Intrigas, picuinhas, inveja, olhares, Justine estava definitivamente desejando desaparecer. Ela olhava a cada minuto no celular para ver se Lucas havia ao menos lhe mandado uma mensagem, mas nada. Entediada ela foi dormir mais cedo, ou tentar.
Foi para o quarto, a noite estava terrivelmente quente para uma primavera, para um campo, ela colocou um short doll e se deitou descoberta, por sorte, ela havia conseguido um quarto só para ela. Era pequeno, mas aconchegante, isso porque a mãe já havia anunciado que o “noivo” de Justine viria. Depois de quase uma hora rolando pela cama ela finalmente adormeceu.
Pela primeira vez ela não sonhava com nada, quando sentiu uma mão acariciar seus seios sob a blusa, sonolenta ela se deixou levar, pensando que estava dormindo junto com Lucas. A mão percorria do mamilo até a xoxota varias vezes. Logo ela estava excitada, desejando ser penetrada, então ela suspirou:
- Lucas! Ah!
Sem responder o anônimo colocou a mão dentro do shortinho e começou a acariciar o grelo quentinho, ela desejava abrir os olhos, mas estava cansada demais, ela desejou se virar, mas não foi permitido. Ela estava incrivelmente excitada e seu corpo começou a despertar.
Então ela sentiu o pau de seu molestador anônimo tocar sua bunda, seus olhos abriram e com a visão ainda turva, ela notou que não estava no quarto de Lucas.
- Lucas!?
- Xiiii!
- Que porra é esta? Quem é?
Ele a segurou pelo pescoço e sussurrou no ouvido dela.
- Relaxa gostosa! Abre essa perninha pra mim meter nessa buceta gostosa.
A voz era familiar. Fábio! Justine havia sentido durante toda noite o quando ele desejava come-la, e por isso ele ficou por horas tagarelando coisas desconexas.
- Fábio! Você é louco, eu tenho namorado. Me larga – disse ela enquanto tentava se soltar.
- Mas não lembrou disso quando deu pro Mario na campina.
- O que?! – disse espantada.
- Eu não sou besta, eu fui atrás de vocês depois que deixei Priscila na casa grande, e os vi transando, você é tão deliciosa prima, tão, tão… Deixa eu meter em você, continue achando que eu sou o Lucas, não vai dar nada de errado, será nosso segredo.
- Você é louco!
- Louco por essa bucetinha linda – disse ele enquanto afastava as pernas da prima.
Sem duvidas para ele forçar algo seria muito fácil, Fábio ela do tipo atlético, grande, forte, ele conseguiria o que queria de qualquer forma. Justine estava tão excitada que nem não resistiu e se entregou. Ela afastou as pernas, inclinou o corpo um pouco mais para frente e deixou que Fábio a penetrasse.
Em silencio os dois fornicaram por horas, Justine desejava gritar ao sentir o falo de Fábio tocar seu útero, sem duvidas era um enorme pau.
Logo Justine se tremeu e gozou, em seguida Fábio esporou na bunda da prima, ela ficou ali, exausta, sem se mover, ele se levantou, beijou-lhe a testa e foi embora.
Justine ficou ali, deitada por horas, sem conseguir pregar os olhos, com um novo dilema: contar ou não contar para Lucas o que houve aqui!
Afinal ela já o traiu com Rodrigo, mas não lhe contou, porém ambos estavam brigados, e agora que estavam bem, como seria? Ela contaria sobre Mario e Fábio? O que ele iria pensar? As lágrimas correram seu corpo e ela se sentiu suja, realmente suja pela primeira vez. Ela foi silenciosamente até o banheiro e se lavou, esfregou cada parte do seu corpo, esfregou tanto, com tanta força que se machucou, ela sentou no chão do banheiro e ficou chorando enquanto a água morna percorria pelo seu corpo.
Ela queria se esconder dentro de Lucas, ela não queria mais ser apenas desejo de alguém, ela só queria ser ela mesma, ela queria ser normal.
No dia seguinte Justine estava com ressaca moral, não queria sair do quarto, nem para o café em família, aliais, ela não desejava ver ninguém da sua família. Era como se todos soubessem o que havia acontecido, ela dizia para si mesma:
- Me sinto uma puta! Uma puta barata!
Maria percebeu que Justine não estava bem.
- Filha, há algo errado?
- Mãe, não quero ficar aqui, quero o Lucas, quero ir pra longe daqui – disse entre lagrimas.
- Filha você brigou com alguém? Aconteceu alguma coisa?
- Mãe, não gosto dos meus primos e primas e ponto! Quero ir embora!
- Como assim? Você estava tão bem com Fabio ontem, e você e Mario são como irmãos.
- Mãe o Mario é legal, mas muito bobo e o Fabio tem músculos no lugar de cérebro, ele é o cara mais idiota que eu conheço! Eu o odeio-o.
- Nossa! Me diga que aconteceu!?
- Nada deixa pra lá!
- Vamos descer filha? Vamos tomar café?
- Eu to sem fome.
- Um suco… Vamos Justine, para de ser anti-social! – já disse iritada.
- Ok! – aceitou contra a vontade.
As duas foram pra enorme cozinha, todos estavam lá. As primas patricinhas, os primos marombeiros, os nerds e anti-sociais. Ela se sentiu terrivelmente mau ao dar de cara com Fabio que logo foi lhe dar bom dia.
- Bom dia priminha? Dormiu bem? – disse com o sorriso sacana.
- Não! Dormi mal, muito mal!
- Poxa… Que pena!
- Quem tem pena querido, é galinha! Agora se me da licença, vou tomar café com minha mãe – disse de cara fechada.
- JUSTINE!
- Ah mãe, vamos logo.
As duas saíram, Maria estava envergonhada com a atitude rude da filha. Fabio ficou um pouco constrangido, afinal ele esperava outra atitude da prima.
Na grande mesa todos estavam conversando alegremente, exceto Justine, que a qualquer momento soltaria raios pelos olhos como personagem de vídeo-game. Em poucos minutos, ao ver todos alegres, seu coração amoleceu, e ela se retirou rapidamente.
- O que há com nossa filha? – disse Carlo para Maria.
- Não sei querido, ela não esta feliz aqui… Acho que brigou com alguém não quis me contar.
Justine correu para o quarto e começou a jogar as coisas na mala. Em prantos ela havia decidido.
- Vou embora, não fico um segundo mais aqui!
Foi quando ouviu um barulho familiar se aproximando da casa grande, ela correu para a janela e lá estava Lucas, mais doce do que nunca descendo do carro com o celular na mão. Sem pensar ela desceu as escadas correndo, quem estava na cozinha se assustou e levantou para ver o que estava acontecendo, ela abriu a porta e correu para os braços do amado.
- Jú!? – disse Lucas um pouco confuso.
- Eu te amo! Eu te amo! – completou Justine em lagrimas.
Os dois ficaram abraçados por um longo tempo e todos os olhavam da varanda.
Continua…
Freak Butterfly.
Tabus: Mulheres que falam de sexo
Setembro 1, 2009 às 2:42 pm (Meus textos)
Tags: discriminação, Eva, falando de sexo, GLOSS, julgamentos precipitados, meninas que falam de sexo, mulher moderna, NOVA, preconceito, revolução feminina, sexo, sexologia, sexual, tabus

Ok! Isto não parece mais ser um tabu, isto se você não for uma destas mulheres que falam de sexo e não são conhecidas por isso. Estava no banho pensando sobre o assunto e me questionei: Porque falar de sexo assusta muitos homens?
Foi então que comecei a dividir os tipo de mulheres que falam de sexo e como elas são classificadas:
- As que comentam sobre sexo na mesa do bar entre amigos e amigas: estas são modernas, descoladas, que não tem pudores;
- As que debatem com os amigos tecnicamente sobre o sexo: estas são as amigas sábias, aquelas que lhe darão bons conselhos e são vistas como sexólogas;
- As que adoram falar de suas vidas sexuais: estas no mínimo são ninfomaníacas! Elas até podem não ser, podem apenas fazer um bom sexo uma única vez por mês, e mesmo assim são as “malucas”;
- As que comentam sobre sexo na mesa do bar, que debatem sobre os termos teóricos, que dão conselhos aos amigos, que escrevem sobre sexo ou contos eróticos: estas não têm uma classificação definida, normalmente são confundidas com “Bruna Surfistinha”, ou recebem cantadas de “amigos” para que você de “aulas” sexuais a eles, ou são popularmente conhecidas na cidade em que vivem como “doidinhas por sexo” (esta que lhes escreve é uma delas, sem vergonha alguma por isso, mas revoltada pela estupidez humana e facilidade em julgamentos).
Desde que o mundo é mundo, e Eva mordeu a maça, sexo é sexo, e ponto! Mesmo com toda a revolução feminina, com a queima dos sutiãs, com a independência da mulher moderna, falar de sexo ainda é um absurdo.
Se você tem 30 anos e não casou, e nem pensa nisto, você é uma maluca, pois logo não poderá ter filhos, mas e se estas não quiserem ter filhos? Casar, ser boa dona de casa já não é mais prioridade na vida de uma mulher, nem fará com que se sintam realizadas.
Cada uma com seus planos e prioridades, o que não podemos é generalizar. Assim como há homens de 40 anos que não estão nem ai na palavra matrimonio, e todos acham supernatural!
O que quero dizer é, se bem que posso mais uma vez estar tentando dizer nada, posso apenas estar escrevendo por simples revolta de não ser compreendida, por ser vista como ninfomaníaca e isso afugentar muitos possíveis bons relacionamentos, ou ser vista como “aventura de uma única noite”. Que mau há em ser aventura de mais de uma noite?
Isso é um blog caramba, eu posso falar o que eu bem quiser, um dia se eu chegar a escrever em revistas como NOVA, GLOSS ou até mesmo Men’s Helth (que eu amo ler) eu pratico o jornalismo em terceira pessoa, mas aqui eu posso colocar a boca no trombone e dizer: eu penso, eu falo, eu vivo, e sou feliz assim!
O que agora eu quero mesmo dizer (sim acho que é isso que quero realmente lhes falar caros leitores) é que: parem de perder seu tempo julgando, e tachando, viva a vida! Não é porque uma mulher mais nova (na maioria das vezes) que sabe teoricamente mais sobre sexo que você que você não ensinará nada a mais pra ela (digo isso porque já ouvi esta desculpa também), ou que isso possa afugentá-los. Abram suas cabeças para a mulher do futuro, aquela que pode querer não casar, não ter um relacionamento muito serio, ser independente e ter um cãozinho ou gato ao invés de ter um filho. Este é o mundo de hoje. O mundo prático, rápido e instruído.
Freak Butterfly.


