RSS Feed

Tag Archives: triangulo amoroso

Justine – Dividida em sentimentos

Mais que um coração divido, Justine tinha a cabeça cortada em pedacinhos, seu cérebro estava a mil. Lucas, Pépe. Pépe e Lucas. O que fazer quando não se sabe amar apenas um? Depois de ter passado sua relação turbulenta entre Lucas e Marcela, Justine pensava que nunca mais teria problemas com esse tipo de relação.

– Deus? O que fazer? – disse Justine para si mesma no espelho.

Em poucas horas o avião de Lucas pousaria, e ela ainda estava na casa do Pépe.

– Algum problema? – perguntou Pépe no chuveiro.

– Não, nada… Aliais… Bem, tem uns parentes meus chegando hoje, e vou ficar ausente por uns dias.

Pepe saiu do banho e com o corpo ainda molhado e nu abraçou Justine, os dois se olharam no espelho por alguns minutos. Pela regata branca do Pépe que ela usava para dormir, podia se ver os mamilos rijos. Justine soltou um sorriso malicioso.

– No que pesou? Perguntou Pépe.

– Segredo – respondeu Justine virando-se para beijá-lo – quer tomar outro banho?

– hum… acho que sou um garoto ‘sujo’ e realmente preciso de um outro banho.

Ela sorriu o empurrando de volta para o boxe. Ligou o chuveiro e a água morna molhou a regata revelando seu corpo arrepiado. Pépe a colocou contra a parede e enquanto a beijava delizou uma das mãos por entre as coxas chegando logo onde o interessava, seu grelo rijo, quente e pulsante. Ela gemeu.

– Vou sentir saudades safadinha, esses dias sem você serão um martírio.

– Shiiiiiiiiii… – Justine interrompeu o que Pépe iria falar, e começou a beijar seus lábios, queixo, pescoço, percorrendo o peitoral, se ajoelhou segurando o membro rijo e começou a sugá-lo como quem não se alimenta a tempo.

– Pequena… Ah! Você além de gostosa me deixa incrivelmente louco… Ah! Isso puta safada, chupa gostoso.

Ela adorava o que fazia, e fazia como nenhuma outra, seus lábios quentes deixaram qualquer um apaixonado, seja homem ou mulher, Justine não media esforços e amava sugar, sugar, sugar, ia cada vez mais fundo, até mesmo suas engasgadinhas eram encantadoras.

– Vou explodir pequena, vou explodir! – disse Pépe entre gemidos.

Ela não parava, não parava nunca, queria ver o leite derramar, mas como tesão a toda, ela interrompeu a função, se levantou, olhou-o nos olhos e sem dizer nada, apenas mordendo os lábios, tirou a regata molhada e começou a acariciar seu próprio corpo, suas mãos deslizavam entre seios e o sexo úmido, Pépe começou a se tocar, mas ela acenou com a cabeça que não.

– Não, não faça isso – sussurou.

Ele parou e ficou apenas admirando Justine se tocar. Seus gemidinhos ainda tímidos, quando a excitação já estava no auge, ela se virou contra a parede, abriu as pernas, empinou a bunda e disse.

– Vem!

Pepe não pensou e logo a penetrou, sua bucetinha estava lambuzada e muito quente, ela continuou a tocar o grelo, seus gemidos estavam mais altos e estridentes, ele não parava de meter segurando-a pelos cabelos.

– Eu acho que vou explodir pequena – disse Pépe enquanto metia mais rápido.

Ambos os corpos estremeceram e permaneceram juntos embaixo do chuveiro.

Depois de brincarem no banho Justine se arrumou, comeu algo e foi se despedir de Pépe que estava brincando com o violão.

– Vou sentir saudades… – disse ela manhosa.

– Eu também… Some não.

– Vou dar m jeitinho de vir lhe ver pena semana…

– Ju… Senta aqui – apontou ele para o colo.

– Diga!

– Sabe, já faz uns dois meses que estamos juntos – disse ele enquanto afagava os cabelos dela.

– Pois é, passou rápido não é?

– Sim, passou, e eu queria dizer que quero ficar mais tempo contigo, cada minuto que está longe, eu quero você aqui. Eu sei, é piegas nem eu esperava dizer isso mais a alguém, mas estou louco por ti garota!

– Acho que preciso ir – disse Justine espantada.

– Como? – perguntou incrédulo – Estou me declarando e você quer ir embora?

– Pépe, desculpe – disse ela levantando em direção da porta – Sabe, eu não esperava… Aliais, eu queria ouvir isso, mas… Não posso, Deus. Tchau!

Justine saiu sem olhar para trás, seu coração estava disparado, será que de fato ela sabia o que queria, ou achava que sabia? Ela desejava ficar só, mas Lucas estava para chegar então foi para o aeroporto.

O vôo iria atrasar meia hora, então ela foi tomar um café.

– Deus, não sei o que fazer – repetia para si mesma a todo momento.

Sentada só, ela sentia vários olhares direcionados a si, tudo lhe deixava mais confusa, enfim o vôo chegou, ela pagou o café e foi para o saguão de desembarque. Muitas pessoas, diversos de reencontros emocionantes, e o coração de Justine só conseguia sentir o medo da culpa que ultimamente lhe seguia até mesmo nos sonhos. Seu rosto corou quando viu Lucas acenando sorridente, ele apressou o passo ao seu encontro.

– Deus, finalmente cheguei, eu não agüentava mais de saudades – disse Lucas ao abraça-la.

Justine chorou, o abraçou apertado e simplesmente chorou.

– Não chora amor, eu to aqui! Caramba, como eu te amo Jú.

– Eu também te amo Lucas, muito, muito.

Realmente ela o amava, daquela forma estranha, mesmo assim ela o amava, foi ao lado dele que ela cresceu, amadureceu, viveu.

– Vamos pra casa? – disse ela enquanto o beijava.

– É o que mais quero.

Os dois foram andaram de mãos dados pelo estacionamento, ele colocou as malas no carro, e antes de justine entrar ele a beijou, prensada ao carro, no calor do reencontro, ele a beijava como se não a visse a anos, seu corpo ficou tomado pelo calor.

– Melhor correr-mos pra casa – disse ele animado.

No caminho, o pensamento de Justine voava. Ela que acabará de transar com seu amante, não sabia se conseguiria se entregar ao amado com tanto fervor.

– Você está bem? – perguntou Lucas desconfiado.

– Sim, só estou um pouco cansada, não dormi bem, tive uns sonhos estranho – respondeu com um sorriso amarelo estampado no rosto.

– Pesadelos novamente?

– Pois é… hehe, esses sonhos tolos.

– Está com alguém problema? Você só tem esses pesadelos quando está em crise.

– Não, era só saudades, eu fico preocupada, nada demais.

– Bem, logo vamos matar essa saudade.

Ao chegar em casa, Lucas não se agüentava mais de tesão, ele jogou as malas na sala e começou a revirar a bolsa de mão.

– Querida, quero vê-la – disse ele sentado no sofá com um embrulho nas mãos.

– Mas você já está me vendo.

– Quero ver você inteira, nua, quero admirar seu corpo, tenho algo pra você, e quero que esteja nua.

Justine sem entender, começou a tirar a roupa, primeiro a calça, depois a blusa.

– Linda, continua linda, que saudade deste corpo, tire o resto.

Ela se despiu por completo ficando nua.

– Nessa mala ao seu lado tem uma surpresa, abre e pegue uma caixa para mim por favor.

Justine abriu a mala e pegou uma caixa de sapato.

– Venha até aqui querida – disse ele enquanto se ajoelhava.

Justine entregou a caixa a ele, que abriu e calçou belos sapatos de verniz preto altíssimos.

– Gostou?

– Sim, são lindíssimos.

– Feche os olhos, tenho outro presente para você.

Ela obedeceu, e curiosa sentiu algo gelado encostar em seu pescoço.

– Continue de olhos fechados e venha comigo.

Ele a segurou pela mão e a levou até o enorme espelho da sala.

– Abra os olhos querida.

– Deus! É linda – disse Justine com os olhos brilhando, ao admirar sua gargantilha de brilhantes.

– Você merece, merece isso e muito mais. Quando a vi na loja disse a mim mesmo: Foi feita para Justine!

– Obrigada amor, eu não mereço tantas coisas.

– Shiiiiiiiiii você merece tudo de bom – disse ele enquanto beijava as costas nuas da amada.

Ele a virou e começaram a se beijar caminhando até a cama. Ele a deitou e começou a beijar todo seu corpo, da cabeça aos pés, sem retirar o sapato. Ele abriu suas pernas e entre mãos e lábios acariciava-lhe a coxa até chegar ao grelo.

– Saudades deste doce – disse Lucas enquanto a acariciava.

Justine esqueceu todos os problemas e se entregou inteiramente, afinal ela o amava, ele a amava, nada mais justo que apagar tudo e ser apenas dele, aquele era seu momento.

Depois de horas de prazer, Justine adormeceu de salto e com a gargantilha de brilhantes. Lucas permaneceu acordado, acariciando suas costas e admirando cada pedacinho de Justine, ele só desejava tê-la para sempre.

 

Justine – O casamento do primo Mario Final

DSC00712

Lucas sentiu o desespero de Justine em seu abraço apertado. Ele afagou seus cabelos e sussurrou em seu ouvido.

Calma, está tudo bem! Eu to aqui amor… Xiiiii – e continuava a afagar-lhe os cabelos.

– Ainda bem que você chegou, eu quero ir embora, preciso ir embora – dizia ela desesperada.

– Ju, acalme-se! O que houve?

– Vamos dar uma volta? Tem uma campina aqui próxima onde teremos paz.

– Calma! Vamos deixar minhas malas no quarto, vou cumprimentar seus parentes e então conversaremos.

Contra a sua vontade, Justine acenou positivamente com a cabeça.

– Lucas! Que bom que pode vir antes! – disse Maria animada.

– Olá dona Maria, pois é eu não podia mais ficar longe da minha boneca – concluiu sorridente.

– Entre meu rapaz, vamos conhecer a família! – disse Carlo.

Sorridente Lucas entrou com uma mala de mão.

– Deixe que eu levo isso para o seu quarto – falou Fabio prestativo.

– Ah! Obrigado, sou Lucas – estendendo a mão para Fábio.

– É eu já o conheço por nome, sou Fábio, primo da Ju – apertou a mão em um sorriso largo.

Justine ficou furiosa com a atitude do primo, ficou claro seu olhar de reprovação.

– Bem Lucas, venha até a cozinha para conhecer os noivos.

Depois de varias apresentações e muitos beijos e abraços, Lucas já estava se sentindo parte daquela enorme família. Ao ver sua amada pode notar a angustia estampada em sua face.

– Lucas, quero te mostrar um lugar, vamos cavalgar?

– Claro meu anjo! Se me dão licença – disse Lucas educadamente saindo em seguida com a namorada.

Os cavalos já estavam selados, para quem quisesse passear após o café e aproveitar o ar campestre da manhã. Os dois montaram, mesmo sem roupas apropriadas.

– É só me seguir… Quer apostar corrida? – perguntou Justine com um breve sorriso.

– Isso te faz bem?

– Muito!

– Então vamos!

Os dois galopearam rumo à campina, Justine estava solta, com o semblante mais leve, cavalgar deixava Justine leve. Em minutos Justine estava parando o cavalo e em seguida Lucas. Ela desceu e caminhou até a nascente. Com lágrimas aos olhos, ela se sentou e não conseguiu olhar para Lucas.

– O que houve? – perguntou Lucas já nervoso.

– Lucas… Eu não sei como lhe contar isso… Aconteceu uma coisa, olha, não sei simplesmente não sei lhe explicar… – e começou a chorar.

– Menina, o que houve? Pelo amor de Deus eu to nervosa, me diz logo o que está havendo!? – Lucas sentou-se ao lado de Justine tentando tirar as mãos de sua face – Diz menina, o que esta havendo.

– Eu te traí!

Lucas ficou catatônico. Não sabia se levantava ou sentava de vez. Ele não sabia de gritava ou xingava. Seus olhos ficaram frios, ele se virou pra Justine e perguntou.

– Porque? Me diz, eu mereço isso?

– NÃO!Não, eu não te mereço, você é bom demais pra mim Lucas, eu sou uma puta, uma vagabunda que não presta. Não foi porque eu quis. Mas aconteceu.

– Como não quis, como assim? Essas coisas não são assim e você sabe.

– Eu vou te contar… Eu e Mario discutimos, aqui na campina, e depois ele se declarou pra mim… Eu fiquei pasma, pois ele contou pra noiva que tivemos um romance há um tempo atrás, e eu fiquei mau, muito mau, foi quando te liguei. Eu fui dormir mais cedo, quando definitivamente adormeci, senti alguém deitado comigo, eu estava confusa, em meio a todo choro antes de dormir e desejo de você estar perto, me fez pensar que era você ali. Logo eu estava excitada e isso me despertou, quando vi não era você, então tentei me soltar, mas era o Fábio…

– AQUELE FILHO DA PUTA QUE PEGOU MINHA MALA? DESGRAÇADO! – berrava com ódio.

– Deixa eu terminar… – dizia em lagrimas – eu tentei me soltar, mas não queria fazer barulho, ele disse que sabia que eu já tinha dado pro Mario e deveria dar pra ele, ele afastou minhas pernas e meteu, depois de me comer, ele gozou na minha bunda.

– Você precisa de detalhes? – disse Lucas em lagrimas.

– Precisava, porque eu passei a noite toda no chuveiro, em lagrimas, me lavando me sentindo suja, me esfreguei tanto que machuquei o corpo. Eu sei que isso não é desculpa, nem me livra da pena. Mas Lucas, eu juro! Não foi nada, nada alem de me ferir emocionalmente.

– EU VOU MATÁ-LO!

– Por favor, Lucas, ninguém da família sabe disso, e eu já o coloquei no lugar dele hoje. Lucas, você pode terminar comigo agora, pode ir embora, me odiar, mas eu não podia te esconder isso, eu me senti mal demais… Por que… Porque eu te amo muito.

Lucas pode ver a sinceridade em seus olhos e a abraçou, lhe acolheu em seus braços. Beijando seus cabelos e testa.

– Eu te amo menina, mesmo que me doa ouvir o que eu ouvi, dói muito mais viver sem ti. Mas este Fábio, não passará em branco!

– Por favor!

– Por favor, digo eu! Não farei escândalos e serei educado.

Os dois ficaram na campina por horas, abraçados, deitados na grama olhando a copa das arvores e os desenhos que elas faziam com a pouca luz que penetrava naquela campina. O estomago de Lucas roncou e Justine se lembrou que ele não deveria ter comido nada.

– Vamos, eu vou fazer algo pra você comer, aliais, já deve estar quase na hora do almoço.

– É, eu realmente estou com fome… Melhor ir-mos, se não sua família vai achar que sou um psicopata que te seqüestrou ou te matou e jogou o corpo no rio.

– Acho que eles ficariam aliviados com isso!

– Você ainda não gosta dos seus primos e primas né…

– Agora menos ainda. Eu queria ir embora!

– Calma, vamos ficar, vamos pro casamento, além do mais eu tenho uma surpresa pra você!

– Surpresa?

– Sim, agora tenho mais certeza ainda de lhe dar este presente.

– Diz isso só porque sou curiosa! – disse emburrada enquanto montava no seu cavalo.

– Hei! Nossa, olha lá perto do lago, não é um coelho?

– Onde?

Lucas saiu em disparada.

– Droga! Não é que ele me enganou! – e saiu atrás dele.

Os dois chegaram rindo como duas crianças na casa grande. Fabio estava emburrado na varanda lendo um livro junto com Mirim e Leona, duas outras primas. Lucas fez questão de ajudar a amada a descer do cavalo e lhe dar um beijo cinematográfico, os dois entraram abraçados na casa, Lucas olhou de rabo de olho para Fabio, que sentiu seu ódio.

Depois do almoço, Justine e Lucas foram para o quarto descansar, pois a noite seria o ensaio de casamento. Ao se deitarem ele viu as marcas na coxa de Justine, seu corpo todo marcado por arranhões, ele deslizou os dedos delicadamente enquanto ela cochilava. Ele começou a beijar cada ferida feita, quando ela despertou.

– Desculpe amor, não queria acordá-la!

– O que esta fazendo? – disse meio sonolenta.

– Cuidando das tuas feridas… Eu sinto muito por não estar aqui…

– Não foi sua culpa, isso só virou um pesadelo…

– Eu to aqui agora… Vou cuidar de você.

Os dois se beijaram e pela primeira vez se amaram de fato, com calma, com carinho, foi algo único pra Justine desde o inicio da sua vida sexual só havia tido relações devassas e sem qualquer ligação afetiva.

Os dias passaram voando para o casal de pombinhos, Justine e Lucas eram um dos padrinhos do casamento de Mario e Priscila. Depois de ensaios e churrascos em família, chega então o ultimo jantar em família antes do casamento. Os noivos eram felicitados pela alegria que teriam na manhã seguinte, todos acolheram Priscila de braços abertos. Em meio ao jantar e a tantos brindes, Lucas pede a atenção de todos.

– Por favor! – diz Lucas enquanto bate uma colher na taça de vinho – Eu gostaria de desde já felicitar Mario e Priscila e desejar-lhes muito amor, alegria, saúde e bênçãos. Gostaria de dizer também que foi uma honra poder estar unido a esta família tão alegre e simpática, pois Justine é muito importante na minha vida.

Ele se calou por um instante e olhou a amada que estava envergonhada.

– Bem, e gostaria de pedir algo, se não for atrapalhar o momento dos noivos – disse ele acenando para Mario pedindo autorização para dizer algo.

– Claro primo! Siga enfrente – respondeu sorridente.

– Eu gostaria de… – Lucas colocava a mão no bolso procurando algo e retirou uma caixinha aveludada vermelha, ele se aproximou de Justine e de joelhos abriu a caixa contendo duas alianças em aço e ouro sendo a dela com um brilhante e disse – Justine, eu te amo de fato, e nada pode mudar isso. Quer se casar comigo?

Todos estavam espantados e maravilhados ao mesmo tempo. Justine não conseguia mover os lábios, apenas lagrimas percorriam suas faces, ela sorriu e acenou a cabeça positivamente com um amplo sorriso nos lábios.

Todos ficaram em alvoroço batendo palmas para os novos noivos. Mario estava serio e Priscila sorria satisfeita. Os pais de Justine correram para felicitar o casal, Maria e Carlo estavam muito felizes pela decisão da filha que fez questão de deixar claro.

– Calma mãe, estamos só noivando, isso não quer dizer que casaremos amanha! – foram as primeiras palavras dela como noiva.

– Mas estou super feliz por você filha, fez uma excelente escolha!

– Parabéns meu jovem – disse Carlo para Lucas enquanto lhe dava um abraço fraternal – cuide bem desta menina, é a única que tenho.

– Se depender de mim ela será a pessoa mais feliz do mundo.

Logo todos foram felicitar os novos noivos, Priscila de tão feliz nem se incomodou com o fato de Justine ter arrancado seu brilho as vésperas do casamento. Mas Mario estava sério, ele levantou para se retirar da mesa quando Priscila lhe pegou pelo braço e disse disfarçadamente em um sorriso.

– Se você sair daqui, amanha eu estarei bem longe!

E Mario voltou a se sentar.

– Gente, que isto!? Esta é a noite a Priscila e do Marinho, obrigado a todos pelas felicitações, mas vamos voltar aos noivos de fato – disse Justine em meio a balburdia que havia de iniciado em torno do seu noivado.

A noite foi agradável, exceto para Mario que tentou disfarçar sorrisos em meio à tristeza da noticia.

Na cama os lençóis pegaram fogo, Lucas estava tão animado com a possibilidade de ter Justine para sempre que não mediu esforços para lhe dar vários orgasmos, ele a chupou sem parar, afinal sexo oral era seu predileto, depois de vários gemidos, pernas tremulas e o corpo pegar fogo, ela desmaiou relaxada ao lado de Lucas, que de tão feliz sem se importou não penetrá-la naquela noite.

O sol surgiu na janela que dormiu aberta, Justine despertou e sem fazer qualquer gesto brusco ou barulho vestiu um roupão e caminhou até o banheiro para tomar uma ducha, logo todos acordariam e seria uma competição para usar o banheiro, já que o casamento seria pela manhã.

Depois de uma deliciosa ducha, ela vestiu o roupão para voltar ao quarto, quando abriu a porta levou um tremendo susto. Mario estava ali parado de braços cruzados, empatando sua passagem.

– Bom dia Mario! Ansioso?

– Um pouco – respondeu serio.

– Bem… – disse com o sorriso amarelo – melhor eu ir para o quarto acordar o Lucas antes que esta casa fique intransitável.

Mas Mario não saiu da porta.

– Mario deixe-me passar? – disse Justine já irritada o empurrando.

Mario olhou para os lados e não vendo ninguém empurrou Justine de volta para o banheiro e trancou a porta.

– Você esta louco? Me deixe sair! Hoje é seu casamento seu pirado, e meu noivo esta no quarto ao lado… – então Mario a calou com um beijo.

Em poucos segundos Justine voltou a si e o empurrou.

– Mario, pare com esta maluquice, agente já conversou sobre isto.

– Como você pode Justine? Aceitar um pedido de casamento no meu casamento?

– Por acaso isso é proibido? E você permitiu que ele pedisse.

– Eu não sabia que se tratava disso.

– E você pensava que seria sobre o que? Vamos! Agora saia da frente! – e o empurrou mais uma vez.

– Justine eu te amo!

– Mario é tudo coisa da sua cabeça! Você ama Priscila, e vai se casar com ela em poucas horas, ela não merece sofrer, por mais chatinha que ela seja. Olha primo, foi só, uma aventura, eu tenho uma pessoa, da qual eu amo muito!

– E porque o traiu comigo?

– Foi impulso, e o Lucas me conhece, e me aceita assim, já contei a ele a besteira que eu fiz.

Mario se aproximou dela e afagou-lhe os cabelos.

– Eu também amo… Te amo… – disse ele olhando em seus olhos.

– Mario, por favor, não vamos arrumar confusão, me deixe sair.

Justine desviou de Mario e foi para a porta do banheiro, quando ele a puxou novamente contra seu corpo e lhe beijou. Justine tentava se soltar, mas não conseguia, Mario era sem duvida maior que ela e muito mais forte. Com uma das mãos ele a segurou pelos cabelos e com a outra ele apertou sua cintura. Justine começou a se debater até que conseguiu se soltar, deu um tapa no rosto de Mario e saiu correndo do banheiro.

Ela entrou ofegante no quarto, Lucas já estava acordado.

– Onde você estava? O que houve você esta vermelha?

– Não foi nada – dizia tremula.

– Foi aquele filho da puta novamente Justine? – a voz de Lucas se alterou.

– Não, não foi – disse ela enquanto sentava para se acalmar.

– Não me esconda nada.

– Foi o Mario!

– O que!? Como assim? Este cara é maluco?

– É um louco de pedra. Olha, depois da cerimônia eu quero ir embora, só não vou agora mesmo por causa da Priscila.

Justine começou a lacrimejar e Lucas sentou ao seu lado e começou a afagar-lhe os cabelos.

– Porque eu me meto nestas confusões, como você quer se casar comigo?

– Eu te amo, e sei que não é culpa sua. Você é especial… Por isso as pessoas se encantam com você. Olha eu vou tomar um banho rápido, agente se arruma e vai pra cozinha tomar o café.

– Ok! Eu vou me arrumando, eu vou trancar a porta, você dá duas batidinhas ta bom?

Lucas olhou desconfiado, mas não a recriminou e foi para o banheiro. Justine travou a porta e começou a se vestir. As madrinhas tinham de vestir um vestido crepe tomara que caia soltinho rosa salmão, com chapéu e colar de perolas. Justine estava de roupão se maquiando quando Lucas bateu na porta.

– Você esta com medo? – perguntou Lucas.

– Só não quero mais ser atacada por loucos, exceto você – disse com um meio sorriso.

– Você vai ficar linda!

– Ah, eu estou desanimada, to tentando me maquiar de leve, farei um coque e colocarei este chapéu que a noiva EXIGIU!

– Vai ficar linda! Este vestidinho chega a ser sexy.

– Nem fale isso! Bem, vou colocar um vestidinho simples pra tomar café e depois me visto.

– Ok! Eu vou vestir qualquer coisa também.

Os dois se vestiram e desceram para a cozinha que já estava cheia.

– Bom dia pombinhos, dormiram bem? – perguntou Maria.

– Muito mamãe! – respondeu sorridente ao se lembrar da noite passada.

– Dormimos como anjinhos.

Todos tomaram café e foram se arrumar, da janela do quarto de Justine dava para ver o jardim arrumado para o casamento, depois de pronta ela ficou admirando o lugar.

– Eu vou sentir até saudades… – disse em um suspiro.

– Não é você que quer ir embora o mais rápido possível?

– É, mas aqui teve algo marcante pra mim…

– Ser molestada pelo seu primo tarado?

– Não seu tolo! – olhou com ar de reprovação – por você, pelo que tivemos e por essa vida que vamos iniciar.

Lucas foi a seu encontro e lhe abraçou.

– Eu te amo menina!

– Eu também te amo!

Freak Butterfly.

Justine – Um coração para tanto amor

P1010624 Editada 0006

Depois daquele final de semana bárbaro junto a seus dois amores, Justine se sentia presenteada pelos Deuses, por ter duas pessoas que a amavam e desejavam tanto, que fossem capaz de fazer o que ela pedisse, custasse o que for, realmente, ela era abençoada.

Algumas semanas se passaram entre um apartamento e outro, entre um corpo e outro, às vezes, ainda que raramente em dois corpos ao mesmo tempo, isto quando Marcela estava de bom humor, pois ela ainda não conseguia controlar seu ciúme. Lucas ao contrario estava feliz com qualquer coisa que sua deusa lhe desse, fosse um carinho, um tapa e até mesmo tarefas sujas. Ele apenas se sentia feliz e a desejava ainda mais a cada dia que passavam juntos.

Já fazia um mês desde aquele joguinho surpresa que ela preparou para ele, um mês de sexo intenso e selvagem, um mês a mais para saber que era ela a mulher da vida dele. Sem demora ele ligou para a amada.

– Alo! Jú, nossa, eu tava aqui no trabalho e de repente lembrei de você, de nós dois juntos… – ele falava ofegante, atropelando as palavras quando Justine o interrompeu.

– Oi cachorrinho, respira e fale pausadamente. O que quer?

– Eu não só quero, como preciso de você! Casa comigo?

Justine ficou pasma, sem conseguir pronunciar uma palavra se quer. Por quê? Pensava ela consigo mesma, porque naquele momento? Porque agora que as coisas estavam como ela desejava, que ela enfim se sentia completa, por quê?

– L u c a s – gaguejou Justine – Eu… Eu não sei… Porque isso Lucas! ?

– Porque eu te amo! Simples assim, porque eu não paro de pensar em você, porque tudo que eu faço é pensando em nós, porque você é tão perfeita, tão maravilhosa…

– Chega! Pode parar, tu sabes que não sou nada disso!

– Que papo é este Ju, tu sempre se achou tudo isso e mais um pouco!

– Ta querendo dizer que eu me ‘acho’ é? – perguntou zangada.

– Claro que não amor, não entenda mal, quer ir jantar comigo, ou melhor, vamos pedir algo lá em casa, passar um tempo a sós.

Realmente passar um tempo a sós naquele ultimo mês estava ficando complicado. Se de um lado ela amava Lucas, por outro lado ela amava Marcela também.

– Lucas, eu fiquei de jantar com a Marcela, hoje é nosso aniversário… – respondeu sem graça.

– ANIVERSÁRIO! ?

– Da primeira vez que nós ficamos juntas… Olha Lucas eu preciso pensar, eu amei a proposta e tudo o mais, mas você me conhece, sabe como sou, você sabe como amo, e quem amo – dizia ela já soluçando – é difícil demais ser quem sou, mas estou completamente dividida, eu te amo demais, porém amo Marcela. Mesmo sabendo que é mais fácil construir um futuro ao teu lado, não posso magoá-la, isso a mataria, e parte de mim morreria também.

– Não fica triste meu amor, tudo bem, eu entendo o quanto deve ser difícil pra você, juro que entendo. Só não sei até quando você vai ficar nesse triangulo.

– Lucas é que – e ele a interrompeu.

– Olha eu te amo! Não desisto de você nem que implore, pode ir curtir seu jantar com a Marcela, eu estarei sempre lá pra você.

Aquelas palavras partiram seu coração, pela primeira vez em muito tempo Justine não se sentia tão arrasada, com o coração tão destruído.

– Te ligo depois Ju, te amo!

– Também te amo!

Justine não sentia mais seu corpo, e se atirou a cama e desesperadamente começou a chorar, suas lagrimas não escorriam, gritavam, e sua mãe bateu na porta para descobrir o que acontecia.

– JU! FILHA? O QUE ESTA HAVENDO? ABRE A PORTA E DEIXA A MÃE ENTRAR.

Justine sabia que sua mãe não entenderia da missa a metade, e nem poderia falar de Marcela, mas sabia que um colo de mãe a faria pensar melhor. Ela se levantou soluçando e abriu a porta. Sua mãe assustada ao ver a situação que a filha estava, a abraçou apertado.

As duas ficaram horas no quarto, Justine deitada no colo da mãe que afagava seus cabelos, isso a fazia lembrar de quando era criança e tinha pesadelos, sua mãe ficava ali, até que adormecesse novamente para a ‘proteger’ dos monstros.

– E então filha, quer falar?

– Lucas me pediu em casamento…

– Sério! ? Mas minha filha, isso não é bom? Não é o que você quer? Porque esta assim?

Como explicaria aquela situação a sua mãe sem contar toda a verdade ou varias mentiras? Melhor seria apenas ocultar certas verdades.

– Sim mãe, é sim, mas… Acontece, que eu amo outra pessoa.

– Como assim outra pessoa?

– Eu amo outra pessoa também! E apesar de saber que meu futuro estaria ao lado do Lucas, não quero, não posso de forma alguma magoar este outro alguém.

– Ainda aquele menino tatuado Justine?

Justine ficou muda, não sabia se começava a mentir agora ou mais tarde, pelo sim, pelo não, ela acenou positivamente com a cabeça.

– Mas menina, com ele você não tem futuro, e sabe disso. O Lucas é um rapaz, pelo pouco que conheci, respeitável, honesto, trabalhador e lhe trata como rainha!

– Eu sei mamãe, mas é algo que não controlo, sabe, é um sentimento mais forte que eu, é uma coisa, é como se eu fosse duas.

– A minha filha, eu te entendo… Mas agente tem que pensar no que é melhor pra nós, pensar no futuro, você não será jovem para sempre, e um dia vai querer, sentir necessidades de ter tua própria família.

Realmente seria difícil aquela situação. Mas ela sabia que em uma coisa sua mãe tinha razão, ela não seria jovem para sempre, ao menos não fisicamente.

– É mãe, eu vou pensar muito nisso. Vou jantar na Marcela e depois vou pro Lucas.

– Vai sim, uma amiga é a melhor coisa nestas horas.

Mau sabia mãe que esta amiga era o motivo de tanto choro.

Já soariam 18 horas quando ela saiu com a mochila nas costas, entrou no carro e foi para Marcela como planejado. No caminho as palavras de Lucas martelavam em sua cabeça: “… eu não vou desistir…”, se transformaria aquilo em uma guerra entre os dois? Logo agora que enfim a paz reinava em seu pequeno mundinho devasso?

Em um pequeno congestionamento, uma vida inteira se passou sobre seus olhos, como seria viver ao lado de Lucas, construir uma família, e como seria viver com Lucas e Marcela até que um enjoasse dela. Será que com o passar dos anos Lucas seria o mesmo? Ela pensou que ainda tinha seus vinte e poucos anos, que o mundo dizia que a vida começava aos 30 e que ela ainda teria tempo pra viver um pouco mais, então se Lucas a amasse de verdade, a deixaria livre para continuar este triangulo, se não ele que pegasse seu rumo, por mais que doesse nela, ela, agora, não abriria mão da vida que queria ter.

Ao chegar à casa de Marcela, seu sorriso se abriu, ela nem pensou no jantar, jogou a amante no chão e começou a beija-a por todo o corpo, ali naquela sala, onde muito ocorreu, as duas se amaram como duas gatas no cio, Justine era insaciável, a beijava, a penetrava com a língua, se lambuzava com o gozo que jorrava da buceta de Marcela que estava loucamente excitada.

Enquanto Justine sugava o grelinho duro, penetrava-a com os dedos a fim de tocar seu ponto G, Marcela delirava, gemia de forma que não poderia mais segurar o gozo, e com as pernas tremulas, ela espirrou seu doce meu na face de Justine orgulhosa e satisfeita.

Exausta, Marcela ficou imóvel no chão enquanto Justine a beijava suavemente até alcançar seus lábios carnudos. Ela pensava: “Ah Marcela, minha ruiva ardente!”

A amante sem nada entender, ficou feliz com a atitude louca de Justine, então as duas, sem falar nada, foram para a mesa de jantar, com direito a velas, vinho e flores. Elas comeram, e depois se atiram pela casa até chegar ao quarto onde o segundo round estava por começar, Marcela queria retribuir o prazer que havia sentido antes e começou a acariciar seus seios, ela sabia o quanto aquilo a dava prazer, sugava-os lentamente, mordiscando o biquinho, e com uma das mãos ela masturbava a buceta sempre molhada de Justine. Aquilo era sempre uma piscininha, e ela queria se afogar.

O sobe e desce da língua, o penetrar dos dedos, o penetrar do vibrador, a forma com que Marcela a sugava, era incrível, ela parecia não se cansar de ficar ali, entre as pernas de Justine, era como se pudesse ficar por horas com um bebe recém nascido cheio de fome ‘mamando’ sem parar. Justine logo se contorcia e gozava, foram três seguidas, mesmo sensível, Marcela não cessava, a amante podia implorar o que for, que ela não pararia, pois sabia que o próximo seria mais intenso. Depois do terceiro, Justine fechou as pernas tremulas e fracas, suadas, as duas ficaram na cama olhando uma para a outra. Segundos caladas Justine diz:

– Te amo Marcela!

– eu também te amo muito mais que tudo nessa vida Ju!

As duas se abraçaram e com lagrimas aos olhos Justine se levantou para tomar banho.

– Já vai? – perguntou Marcela.

– Hoje eu tenho que ir, me desculpa!

– Tudo bem amor, estas horas me valeram a noite, dormirei como um anjo.

– Você é um anjo! – Justine falou seguindo para o banheiro.

Tomada banho e vestida, ela beijou a amante e desta vez pegou rumo à casa de Lucas, onde algumas horas de prazer começariam.

Freak Butterfly (Poliana Zanini)

*Foto por Poliana Zanni editada por João Lenjob