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Tag Archives: sentimentos

Não basta ser amante

Você já se deparou com aquela típica cena da TPM, onde sua parceira fica o cumulo da sensibilidade e até mesmo perde a razão das coisas? Ou quando ela está com problemas familiares e não sabe como resolvê-los, é uma série de coisas que afetam o dia-a-dia de várias mulheres, e com sua parceira não será diferente.

Às vezes uma amizade não basta, nem tudo que acontece, nós sentimos que dá pra contar aos amigos, mesmo os melhores, se você já conquistou o titulo de “melhor amante”, porque não ganhar o prêmio de melhor amigo?

Não basta você dar conta do recado na cama, tem que saber ouvir, aconselhar, dar colo e carinho (que não seja nas preliminares), muitos perguntam “como é o cara ideal”? Ideal nada nesta vida é, sempre poderá haver erros ou defeitos, mas o bom companheiro sabe escutar (ou ao menos sabe fingir), tudo o que uma mulher busca é compreensão. A TPM é um fato, os hormônios entram em ebulição, algumas ficam tão ruins que precisam de medicamento (que somente o ginecologista pode prescrever), assim como nós tentamos tornar o ambiente mais agradável ao nossos parceiros quando estão estressados, devemos receber o mesmo carinho e dedicação.

Lembre-se: uma relação vai além do sexo! (pelo menos para muitas mulheres) Então traga um pouco de luz a estes dias tempestuosos de sua parceira, ela se sentirá a mulher mais sortuda do mundo e pronta para retribuir.

Freak Butterfly

Auto-Flagelo: Sobrevivendo entre as recaídas

Nunca imaginei que um texto de desabafo fosse gerar tanta repercussão, também não podia imaginar que tantas outras pessoas, independente do status, idade e sexo, fossem sofrer de tal problema.

Espero que cada vez que venho escrever, ou respondo seus comentários, os ajude, como ler seus desabafos me ajudam também.

Tomar a decisão de parar é difícil, é como alguém que decide parar com as drogas, temos que estar sempre alertas, nos vigiando a cada decepção ou ataque de nervos. Li um comentário que terminou em “ter fé”, confesso que ando afastada de tais coisas relacionadas a fé, sou católica, mas ir à missas sempre me deixa deprimida em meio a tantos sermões, não gosto do exagero de muitas igrejas evangélicas, e o candomblé só piorou um pouco mais o que eu pensei que fosse ajudar. Tentei o centro espírita kardecista, confesso, se vocês crêem em Deus, se arrisquem a ir a algumas palestras, são legais e ali não há julgamentos ou preconceitos, eles te acolhem de braços abertos.

Como todo “viciado” quando pensei estar “curada” parei de freqüentar, foi um erro, tentei voltar atrás, mas estava tão deprimida que não encontrava sentido pra nada. Sou como todos vocês, tenho sonhos e desejos que muitos tentam apagar, mas sinto que EU não posso desistir de mim.

Passei muito tempo sem me ferir, somente na tentação, mas fui forte, até levar um “tapa” na cara (literalmente) do meu pai, aquilo me enfureceu, pra não me cortar, espremi meu braço entre os dedos e unhas com toda força possível, nada aconteceu, alguns hematomas e uma dorzinha inferior ao meu ódio momentâneo, então peguei um isqueiro e comecei a esquentar, queimei varias vezes, e por sorte não ficou nenhuma bolha (pois tenho uma cicatriz, pequena, mas feia, no braço, feita por isqueiro), eu não queria ficar marcada, eu só busquei a dor, então depois disso, os dias passaram em meio a discussões onde tentava me consolar na dor. Nada adiantou, nada mudou, e eu disse a mim mesma: “você é melhor que tudo isso, melhor que todos eles, um dia vão precisar de você. Tudo isso vai passar”.

Dizer que é fácil, ou dar lição de moral, não posso, mas o que eu afirmo é que não precisamos de ninguém além de nós e nossas crenças, seja qual for o motivo, nada disso irá mudar ou melhorar com tais atitudes. Se você tem filhos, pense neles, se tem alguém que te ama muito como um pai ou mãe, faça deles sua razão pra seguir em frente, e só dependa de você para parar e alcançar quaisquer objetivo na vida.

E se precisar de alguém, busque um amigo, um verdadeiro amigo, ou aqui mesmo, deixem contatos, mesmo que anônimos, para que outros se comuniquem, um grupo que sabe o quão difícil são as coisas, pode se auto-ajudar.

Vamos dizer não ao auto-flagelo.

Mudar Machuca!

Mudar dói!

Hoje não vim aqui falar de coisas costumeiras das quais vocês adoram ler! Sim notei pelo numero de visitas em determinados temas, hoje vim falar do que eu realmente sinto… Uma perda, uma frustração, uma enorme decepção… Por mim mesma!

No final de novembro de 2007, fui para Curitiba na esperança de ser aceita em uma cidade da qual, apesar de tudo que passei, ainda gosto. Passei no vestibular e achei que tudo iria bem… Mas não foi, insucesso em alugar um apartamento, fui parar em um pensionato estudantil (que é uma verdadeira bagunça, já que a dona só encherga notas de dinheiro ao invés de pessoas), mas foi bom, conheci pessoas das quais jamais irei esquecer.

Passei por muitas coisas, diria que mais baixos do que altos, mas sei que ao voltar para os braços da minha família irei ter momentos altos. Bem, isto é o que espero.

Mas eu mudei! E são mudanças das quais fará com que eu não me enquadre na cidade quadrada da qual eu nasci.

Em Curitiba eu me sentia comum, e gostava de ser assim, em Porto Velho eu sou a POSER, a estranha, aquela que ninguém leva a sério e que têm muitos invejosos ao redor. Eu sei que pode parecer que estou me achando, mas o mundo é assim, e por mais que no meio de tantos sorrisos ao meu lado, sei da hipocrisia destes mesmos sorrisos que zombam do meu jeito estranho de ser.

Já ouvi uma vez que na vida a dois tipos de pessoas, as idiotas e os invejosos. Os idiotas lhe amarão daqui cinco anos, os invejosos nunca. (O Libertino)

Eu creio que seja exatamente assim!

Eu não consegui meu espaço, ninguém me deu esta oportunidade lá, não deixaram provar e mostrar do que eu poderia ser capaz.

Me colocaram na lama e como verme rastejei embusca de um sentimento maior, e não o obtive também. Meus insuscessos se tornaram aprendizados! Um dia eu irei retornar, de cabeça erguida, não para ficar (bem isto não posso prever), mas para rever aqueles que eu realmente amo, e cuspir naqueles que me usaram como uma boneca de plástico que não tem sentimentos, um ser inanimado, e não sou. Tenho mais sentimentos do que qualquer um que conheci.

Sempre fui intensa! Sempre fui egoísta e também tentei afastar nos ultimos dias uma pessoa de mim, tentando ser cruel. É tudo uma forma de proteção. No fundo sou tão frágil como uma boneca de porcelana.

Pensem no que lhes digo caros amigos, não julguem as pessoas pelo local de onde vieram, preconceito é uma coisa tão antiquada, e vocês que se julgam modernos deveriam parar de olhar para seus rabos de ouro e ver que há um mundo bem maior do que aquele que gira entorno das suas coroas.

Amigos, sentirei saudades de ser mais um entre milhões.

Não sei como será voltar pra casa, não sei se suportarei a pressão… Sim, eu não sou uma pessoa de ficar calada, e também de controlar os nervos, tenho milhões de cicatrizes e cada uma tem sua história. Parece coisa de emo, mas eles sim são poser, o meu é puro estado insâno.

Voltarei a escrever as coisas que vocês gostam de ler. Sei que muitos não irão ler este texto, preferem os que tem títulos sexuais.

Agora é a hora de virar o jogo…

Beijos queridos,

Freak Butterfly