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Efeito Primata: Celular é arma

É incrível como um celular em mãos erradas pode virar uma arma! Não, ele não foi atirado na cabeça de alguém, mas você já irá compreender o que quero dizer.

Foi um final de semana de sobriedade que vi o quanto o ditado “amigo é amigo, filha da puta é filha da puta” vale. Quando você está sóbria (o) você vira psicóloga (o) dos seus amigos, você vê coisas que não deseja e comigo tudo aconteceu em um pequeno ‘fumódromo’, que acabou por se tornar um divã.

As pessoas bebem e a tendência é se soltarem, – alguns bebem justamente por este motivo – mas ao se soltar, duas coisas podem acontecer: curtir a noite a doidado ou ter um entrar nuna ‘bad trip’ – palavra mais utilizada por ‘curtidores’ de ‘balas’ e ‘doces’ – e iniciar um processo de remoer tormentos de um passado não muito distante, e é nesta hora que você pode acabar  usando o celular para fins não convenientes.

Eu mesma já fui vitima, ou melhor, fiz uma vitima com meu celular. Quando a ‘depre’, desejo ou ódio se misturam com o tal do ‘etílico’ nosso senso e razão desaparecem como um passe de mágica e tudo o que você quer ligar ou torpedear quem não deveria ser vítima da sua ‘cachaçada” – ou mesmo talvez nem mereça sua atenção e desespero.

Acontece que sem a razão, só há uma coisa que pode te salvar seu amigo sóbrio – porque se ele estiver bêbado, é capaz de te dar mais corda pra se enforcar que além de se tornar cúmplice, acabará por sentir vergonha alheia.

Por isso, se sair para beber pense duas vezes em levar o celular, deixo no modo “pai de santo” e só receba ligações. Eu já usei esta ‘arma’, eu já fui vítima da mesma, e como vítima eu sei o quanto é chato receber mensagens no meio da noite ou uma ligação sem nexo algum onde o conteúdo da conversa já não interessa mais para essa tal vitima!

Então se sair para beber com os amigos opte por CURTIR A NOITE A DOIDADO! A dor não vai acabar, o ‘chifre’ não desaparecerá – mesmo que metaforicamente falando – e ele (a) não vai voltar. Esquecer é difícil, mas garanto, é muito melhor do que acordar com ressaca moral. Como diz o sábio Chico Xavier – mesmo que você seja católico, evangélico ou umbandista a dádiva da palavra vale para todos – “o sofrimento é parte do processo de evolução”, então um brinde a evolução!

*Imagem copiada do site Google

 

Efeito Primata – Virada de ano

Quando dezembro chega, todos esperam pelas festas de final de ano, principalmente pelo reveillon, todos de branco pedindo paz no meio de um barulho infernal, coisa mais controversa.

Neste final de ano que passou, aprendi a nunca deixar pra resolver de ultima hora em qual festa ir, os ingressos ficam caríssimos e você não saberá onde ficar. Eu escolhi uma casa noturna nova, ingresso a 40 reais com direito a consumação, de fora a música parecia boa, mas bastou eu entrar pra tal música boa parar.

Adoro esses lugares novos que ninguém sabe informar nada, e gosto muito mais das pessoas metidas e estúpidas que freqüentam tais lugares, eles te olham de cima a baixo, passam empurrando, “licença” é uma palavra que não existe no vocabulário dessas pessoas.

Bem, cerveja na mão, vamos a pista!

Que desgraça. Música esquisita, um tuxi tuxi infernal e repetitivo, e alguém anuncia que o DJ toca em festa de Barcelona, lá as pessoas não sabem o que é música? Ou é tão evoluído assim para meus ouvidos antigo? Só sei que tentei balança o corpo, mas eu ria mais do que dançava ao ver a dança dos outros, principalmente dos rapazes. Não tem nexo. Boate de playboy com musica que toca em carro de mano.

Os hormônios estão a mil na pista, as mulheres dançam, não tão belas como o pavão, mas parece funcionar.

O auge hilariante da minha noite foi um carinha muito do chato que ficou dançando quase encima de mim e minha amiga. Depois de pegar uma conversa pela metade, ele resolve puxar papo.

“Qual seu nome?” não consegui dizer o meu, não tinha coragem pra isso então disse a primeira coisa que veio a minha cabeça “Ana” me virei e não segui conversa, mas isso não é empecilho para um bêbado chato. “Qual o nome da sua amiga?”, eu não podia marcar bobeira e dizer a verdade, fui até o ouvido dela e perguntei que nome ela queria dar, “Luciana”. Por mais que você exclua um individuo como este da conversa ele da um jeito de se intrometem, e então lá vem a pergunta clímax, “vocês são lésbicas?”, eu não me conti em risos, duas mulheres não podem estar na balada se divertindo sem ser lésbica?

Depois veio toda aquela cantada barata de que se fossemos seria um desperdiço, pois éramos muito lindas, blá-blá-blá, que desde que ele chegou só havia conhecido lésbicas, daí eu pensei “porque será não é?”.

Outra coisa que não entendo, porque os caras bebem e acham que tem todo o poder do mundo sob as mulheres? Tentar beijar a força? Fala sério. Eu já estava com o estresse no topo, já tava pra chama o segurança pra tirar aquele babaca do meu lado, a sorte que ele tomou tanto fora da “Luciana” que desistiu cerca de 30 minutos depois ele estava beijando uma pobre coitada na pista de dança.

Em suma eu ri demais, claro que nada disso compensou, ainda ouvi piadinhas babacas por causa do meu headband (pessoas que não entendem de moda é foda), agüentar um playboy de merda tentar me beijar só porque viu eu dar um selinho em uma amiga minhas (sabe como é, superstição de ano novo de dar um beijo pra começar o ano bem e blá-blá-blá), mas homem não pode ver essas coisas, eu sempre me esqueço.

A melhor hora do meu reveillon foi chegar em casa e dormir. Será que rir demais me trará felicidade neste novo ano? Bem, assim espero, superstições a parte, desejo a todos vocês, meus caros leitores um ótimo 2011 (sei, sei isso é clichê demais, mas o que mais poderia falar numa hora destas?) Espero que 2011 tenha entrado com tudo (rs).

 

Efeito Primata – Uma viajem infernal

Nunca esperei tanto por algo “educacional” como esperava pelo congresso de comunicação, passagem paga, alojamento confirmado e malas prontas, lá estava eu na faculdade, depois de uma prova sobre o “o manual de redação do Estado”, da qual me saí razoavelmente bem, levando em conta que não havia estudado nada.

Fiquei cerca de 3 horas esperando o horário da partida, o coração disparado (coisas de pessoas ansiosas) e várias pessoas estranhas. Pouco depois das 22 horas, o ônibus chega, tudo indicava que as coisas seriam um tanto conturbadas logo na “organização” para embarcarmos, primeiro vi algumas garrafas de vodka, segundo, o rapaz que havia locado o ônibus (precário diga-se de passagem) não conseguia obter a atenção de ninguém que estava presente (exceto a minha, que já pensei logo na saída “isso vai dar uma historia”).

Não darei nome aos “burros”, mas nunca imaginei que estudantes de comunicação social tivessem tanto problemas para se comunicar. Aquilo era pior que o maternal, até minha sobrinha que tem 2 anos e 5 meses sabe ouvir, já os adultos, estavam entrando no estado de euforia, com uma caixa de isopor e algumas latas de cervejas, muitos pedidos de “dois minutinhos, pessoal”, o ônibus saiu.

Primeira parada: 20 minutos depois paramos em um posto de gasolina pra comprar mais bebida (medo).

O pedido era que apenas se bebesse enquanto o ônibus estava andando, para não corrermos o rico de ir para o “xadrez”, alguém gritou: “NINGUÉM AQUI VAI DORMIR!”, este não me conhecia, eu dormiria nem que matasse um. Minha companheira de viajem já estava desmaiada num sono profundo de dar inveja… Já eu, rezava para que o ônibus fosse parado no posto da Polícia Federal, musicas horríveis, cheiro de cerveja e até de cigarro… (eu sou fumante, mas tenho respeito, e não fumo num lugar fechado que só tem ar condicionado, a não ser baladas que me permitam a isso).

Logo tudo começa a se transformar, o efeito alcoólico de fato transforma as pessoas de tal maneira que até as mais santas mostram suas garras. E foi assim, eu, mesmo com o mp3 ligado ouvindo matanza e com um dramim e rivotril na cabeça não conseguia apagar, já estava entrando em estado de desespero, pois a bebida que caia no chão, logo “apodrecia” e o cheiro de azedo pairava pelo ar, começaram com Skol e Orloff, terminaram com Sol e skayloff (uma vodka do ‘cão’ feita em uma indústria ‘fofatoba’ daqui).

Eu passei horas ouvindo as coisas mais insanas, pessoas declarando seu amor platônico, alguns que começaram a gerar dúvida se faziam parte da tribo dos “coloridos”, assedio e cantadas. Os ‘feromônios’ estavam no ar, mas poucos desejam alguém que estivesse ali. Eu via mato e mais mato pela janela, e foi depois de duas pessoas “maravilhosas” vomitarem e dar o toque de podridão ao interior do ônibus, que todos começaram a acalmar e dormir, as uma e pouco da manha eu consegui cochilar, quando deram duas, fui acordada para sair do ônibus para atravessar o rio na balsa.

Meu medo era de que todos ali despertassem, mas graças ao bom Deus isso não ocorreu. Eu e dois colegas fumamos um cigarro pra relaxar, eu consegui linda como tava (de olheiras e cara amassada) levar cantada de caminhoneiro (risos) “Colei chiclete na cruz! Colei chiclete na cruz!”, era o que meu cérebro gritava e logo a travessia chegou ao fim, só assim, eu dormi, pouco, mas dormi.

Ao chegar lá, só o que se via eram óculos escuros pra esconder a ressaca guerra que muitos estavam tendo. Eu não bebi e penso que foi melhor assim, palavras ditas não voltam mesmo, atitudes tomadas quando se está bêbado marcam, ao menos alguns que não beberam como eu.

Realmente, quando se bebe se regride, é o tal efeito primata, mas penso que até os macacos conseguiriam se comunicar melhor do que nós naquela viajem “infernal”, não digo o que digo para ofender, mas quem sabe pra minha auto-reflexão.

Freak Butterfly