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Tag Archives: discriminação

Tabus: Mulheres que falam de sexo

sex

Ok! Isto não parece mais ser um tabu, isto se você não for uma destas mulheres que falam de sexo e não são conhecidas por isso. Estava no banho pensando sobre o assunto e me questionei: Porque falar de sexo assusta muitos homens?

Foi então que comecei a dividir os tipo de mulheres que falam de sexo e como elas são classificadas:

  • As que comentam sobre sexo na mesa do bar entre amigos e amigas: estas são modernas, descoladas, que não tem pudores;
  • As que debatem com os amigos tecnicamente sobre o sexo: estas são as amigas sábias, aquelas que lhe darão bons conselhos e são vistas como sexólogas;
  • As que adoram falar de suas vidas sexuais: estas no mínimo são ninfomaníacas! Elas até podem não ser, podem apenas fazer um bom sexo uma única vez por mês, e mesmo assim são as “malucas”;
  • As que comentam sobre sexo na mesa do bar, que debatem sobre os termos teóricos, que dão conselhos aos amigos, que escrevem sobre sexo ou contos eróticos: estas não têm uma classificação definida, normalmente são confundidas com “Bruna Surfistinha”, ou recebem cantadas de “amigos” para que você de “aulas” sexuais a eles, ou são popularmente conhecidas na cidade em que vivem como “doidinhas por sexo” (esta que lhes escreve é uma delas, sem vergonha alguma por isso, mas revoltada pela estupidez humana e facilidade em julgamentos).

Desde que o mundo é mundo, e Eva mordeu a maça, sexo é sexo, e ponto! Mesmo com toda a revolução feminina, com a queima dos sutiãs, com a independência da mulher moderna, falar de sexo ainda é um absurdo.

Se você tem 30 anos e não casou, e nem pensa nisto, você é uma maluca, pois logo não poderá ter filhos, mas e se estas não quiserem ter filhos? Casar, ser boa dona de casa já não é mais prioridade na vida de uma mulher, nem fará com que se sintam realizadas.

Cada uma com seus planos e prioridades, o que não podemos é generalizar. Assim como há homens de 40 anos que não estão nem ai na palavra matrimonio, e todos acham supernatural!

O que quero dizer é, se bem que posso mais uma vez estar tentando dizer nada, posso apenas estar escrevendo por simples revolta de não ser compreendida, por ser vista como ninfomaníaca e isso afugentar muitos possíveis bons relacionamentos, ou ser vista como “aventura de uma única noite”. Que mau há em ser aventura de mais de uma noite?

Isso é um blog caramba, eu posso falar o que eu bem quiser, um dia se eu chegar a escrever em revistas como NOVA, GLOSS ou até mesmo Men’s Helth (que eu amo ler) eu pratico o jornalismo em terceira pessoa, mas aqui eu posso colocar a boca no trombone e dizer: eu penso, eu falo, eu vivo, e sou feliz assim!

O que agora eu quero mesmo dizer (sim acho que é isso que quero realmente lhes falar caros leitores) é que: parem de perder seu tempo julgando, e tachando, viva a vida! Não é porque uma mulher mais nova (na maioria das vezes) que sabe teoricamente mais sobre sexo que você que você não ensinará nada a mais pra ela (digo isso porque já ouvi esta desculpa também), ou que isso possa afugentá-los. Abram suas cabeças para a mulher do futuro, aquela que pode querer não casar, não ter um relacionamento muito serio, ser independente e ter um cãozinho ou gato ao invés de ter um filho. Este é o mundo de hoje. O mundo prático, rápido e instruído.

Freak Butterfly.

Até Quando Emocore?

Pesquisando sobre o estilo Emocore, que é muito discriminado, (confesso que até por mim mesma) descobri que suas raízes vêm do cenário punk rock de Washington DC nos anos 80. Contrariando o que todos dizem, o emo não é uma onda nova, ele já está presente a mais de 20 anos, porém, só chegando ao Brasil em 2003.

O estilo foi assim batizado, devido às melodias introspectivas e emotivas. Sendo assim, conhecido como “hardcore emocional”. As primeiras bandas a levar o estilo ao conhecimento de todos foram: Embrace e Rites Of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party. Porém, nem uma destas bandas aceitou se auto-definiram como “emo”.

Bandas já estabelecidas no meio hardcore como 7 Second e Scream aderiram a este novo embalo.

O Emocore tomou força entre 1982 e 1993, e bandas como Seatia e Thursday juntaram suas melodias emotivas, batidas pesadas e berros em suas apresentações, o que não agradou os fãs de hardcore, que passaram a chamá-los de “molengas”.

Em 1991 e 1992, o emocore intensificou sua sonoridade caótica e emocional com vocais abrasivos passionais através das bandas Heroin, Portraits of Past e Antioch Arrow. Porém, depois de tanta intensidade, o movimento teve sua desaceleração. Bandas como Sunny Day Real Estate e Mineral tomaram como influencia a banda Rites Of Spring.

Chega então o dia em que o emo abandona o punk, se tornando então “alternativo”.

Na cultura alternativa, tachar alguem de emo, é dizer que a pessoa possui intensa sencibilidade.

No Brasil, o Emo predomina na região sudeste e sul, porém isto não quer dizer que em outros estados não existem, eu que morei no norte, sei que lá há muitos, mas muitos emo’s. Além de um estilo musical, o emo passou a influenciar a moda adolescente. Roupas, acessórios, tatuagens de cerejinha, cabelos coloridos, franjas caídas sob os olhos, listras e o xadrez passaram a ser de domínio de “emos e emas” que também passaram a adotar atitudes homossexuais, ou a até então pouco conhecida bissexualidade.

Além de pesquisar sobre o emocore, fui em busca também do Screamo, uma ramificação do Emocore. Surgindo nos anos 90, as bandas aceleraram suas guitarras de forma harmônica, aumentaram suas batidas e optaram pelo grito ao longo da musica. Costumo dizer que, para mim, Screamo é um emo gritado e nada mais, porém, como toda pessoa que sofre discriminação, sente preconceito com alguém do mesmo estilo, os adeptos do Screamo não gostam de ser tachados de emo.

Vocês podem não acreditar, mas o screamo ainda é confundido com o metalcore e até mesmo com o death metal, pois ambos utilizam as mesmas técnicas de “berros guturais” em seus vocais.

O screamo é também conhecido como post-emo e emo-violence. Algumas bandas neste estilo são The Used e My chemical Romance, também rotuladas como emocore.

No Brasil, as bandas mais próximas destes estilos são: Emo., Nx Zero, Fresno, Glória (screamo) entre muitas outras, pois a cada dia que passa, sites como myspace, purevolume, trama virtual, bandas de garagem e outros, que veio para divulgar novas bandas, podemos notar o súbito crescimento do gênero.

Foi assim que os estilos se popularizaram.

O caso é que, não podemos rotular as pessoas pelo que elas escutam (sim, vocês estão ouvindo isto de mim).

O grande problema é: tênis quadriculado, roupas listradas ou xadrez, caveirinhas, cerejinhas, franjinha, cabelos coloridos entre outras coisas que o emo’s (diria falsos emo’s) “roubaram” de outros estilos, com isto, hoje não se pode usar mad rats que você é emo. Você tem franja, é emo. Até mesmo as pessoas que são bissexuais por opção e não por modismo são tachadas de emo. Eu mesma já fui chamada de “ema” (feminino de emo), inúmeras vezes e confesso detestar, apenas por dois motivos, detesto rótulos, detesto modinhas.

Então, antes de julgar alguém de emo, conheça a pessoa. Uma coisa que eu não consegui descobrir é: onde nisso tudo a garotada pegou o EMO e transformou em uma modinha ridícula! Só porque há sentimentalismo nas canções, não precisa enfeitar de rosa o mundo.

Acho ridículo ir ao shopping e ver garotos de franjinhas lambidas, tic-tac rosa, bolsa do piu-piu entre outras coisas femininas. Todos sabem que eu sou a pessoa mais desencanada do mundo em relação à sexualidade humana, eu conheço emo’s e ema’s, são meus amigos e gosto deles do jeito que são, mas transformar um estilo em palhaçada, passou dos limites. Em toda trajetória emo (do verdadeiro emo) eu nunca vi coisas tão ridículas assim. Acho que estes jovens devem colocar a cabeça no lugar e ser apenas eles mesmos. Moda um dia (se Deus quiser) passa, mas a impressão que causamos na época, está fica.

Dizer não ao preconceito, é uma atitude realmente madura e descolada.

Conscientize-se,

Freak Butterfly.