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Entrevistando: Chernobillies

 

Então pessoal, depois de algum tempo sem atualizar, volto aqui com estrevista, pra quem não conhece o Psychobilly, ai vai uma otima pedida, leiam e apreciem uma banda nacional.chernobillies_divulgacao01

 

F.B.: Há quanto tempo à banda está na estrada?

G-Lerm: Começamos a ensaiar no final de 2001, e a fazer shows em 2002. Então nesse mês estamos fazendo 7 anos de banda.

F.B.: Como surgiu esta idéia de uma banda de psychobilly?

G-Lerm: Bom, todo mundo na banda é psychobilly, compra discos de psychobilly, sai à noite pra ouvir psychobilly e se encontrar com psychobillies, então, quando montamos uma banda psycho, não foi uma idéia assim das mais criativas.

F.B.: Muitos estilos musicais são como uma filosofia de vida, um modo de se viver, há isto no psychobilly?

G-Lerm: O acho que o psychobilly é muito mais  um modo de se viver do que um estilo de música, até porque hoje em dia na musica você tem bandas psycho que são tão diferentes que um leigo jamais diria que fazem parte do mesmo estilo musical.

F.B.: Voltando a falar sobre a banda, houve uma pausa nos trabalhos da banda, quanto tempo ficaram fora dos palcos?

G-Lerm: Quando o Fred, que era o baixista original deixou a banda, ficamos um ano completamente parados, do final de 2007 até o final do ano passado, quando o Beavis, que era baixista do Voodoo Stompers veio de São Paulo pra assumir o baixo dos Chernos. Levamos um tempo pra ele pegar as musicas e adaptarmos elas para o baixo acústico, já que o Fred usava o elétrico, até voltarmos a tocar ao vivo.

F.B.: Quantos álbuns vocês já lançaram?

G-Lerm: Lançamos em 2004 uma demo de 10 faixas, chamada “Are you ready to rock?!?!” e participamos de algumas coletâneas, como o tributo ao Frantic Flintstones, que foi lançado na Alemanha pela Red 5 Records. Atualmente temos na manga musicas pra fazer uns 2 discos. A gente sabe que já demorou demais pra sair um (ou dois) primeiro disco “oficial”, mas também não queremos lançar nada que seja meia boca. Estamos vendo agora um esquema legal, acho que mês que vem já começam as gravações e ainda antes do meio do ano teremos um disco bom na mão, daí é achar alguém disposto a lançar.

F.B.: Fale sobre as músicas, onde buscam inspirações para as letras?

G-Lerm: Acho que, como todo mundo, nas coisas normais do nosso dia a dia. Mulherada, bebedeira, carros, monstros, religião…

F.B.: Qual a maior influencia da banda?

G-Lerm: Acho que a gente não tem nenhuma grande influência, algo que a gente queira soar parecido. O nosso som é resultado de tudo que a gente escuta, lê, assiste, imagina… Mas se você quiser saber que bandas a gente escuta, preferimos o psychobilly mais clássico, as bandas velhas, como Meteors, Guana Batz, Frantic Flintstones, Frenzy, Batmobile, Klingonz.

F.B.: Quais os planos da banda para este ano?

G-Lerm: Agora que voltamos à ativa de vez, a idéia é fazer shows, viajar o máximo possível, conhecer lugares e públicos novos. Isso e lançar o disco. Tomara que tudo de certo.

F.B.: Quais os próximos shows?

G-Lerm: Por enquanto estamos planejando 2 shows em Curitiba mesmo, um de aniversário da banda e outro que já está marcado, no Psycho Carnival.

F.B.: Nos últimos meses houve um crescimento significativo em fãs do gênero rockabilly, algumas pessoas vêem como modismo, o que você acha disto? Estaria o rockabilly se tornando moda?

G-Lerm: Já faz mais ou menos uns 10 anos que se comenta isso, e eu ainda não vi nenhuma banda psycho ou rockabilly tocando no programa do Faustão. Nem mesmo com clipes entre os 10 mais da MTV. Ou mesmo na programação normal. Todo ano aparece um monte de gente nova nos festivais, vão em um ou 2 e desaparecem do mesmo jeito que surgiram. Os que ficam mesmo adotam o estilo, fazem as coisas acontecerem, montam bandas e colecionam discos são poucos. Há 10 anos atrás tínhamos  um público de mais ou menos 100 pessoas nos festivais. Hoje temos 600, 700. É claro que rolou um aumento, mas ainda está bem longe de ser uma grande moda.

F.B.: Como você vê a cena deste gênero musical aqui no Brasil?

G-Lerm: É legal, o Brasil já é considerado um pólo psychobilly quase tão importante quanto Europa e Estados Unidos.  Muitas bandas de fora querem vir pra cá fazer shows, conhecer as pessoas. Em relação às bandas nacionais, acho que estamos melhores que nunca, muitas bandas, com características diferentes, boas bandas e bandas ruins, mas todas com um bom público e levando a sério o que gostam de fazer, e isso é o que importa…

F.B.: Vocês participam de um evento que ocorre no mês de fevereiro em Curitiba chamado Psycho Carnival, e este ano, vocês estarão presentes? O que seria este festival?

G-Lerm: O psycho Carnival já é considerado um dos maiores eventos do psychobilly no mundo, bandas e psychos  do mundo inteiro vem pra Curitiba passar o carnaval. É engraçado porque é uma cidade que não tem a menor tradição de carnaval, vai todo mundo pra praia, mas os hotéis centrais lotam de gente que vem para o festival, você anda pelo centro e só vê gente de topete. Esse ano vamos tocar, o festival promete, já que vai ter 2 bandas inglesas clássicas, o Klingonz e o Frantic Flintstones e mais um monte de outras bandas mais novas de fora, alem das bandas nacionais que por si só já fazem uma puta festa.

F.B.: Bem, eu gostaria de agradecer a você pela entrevista e deixar o espaço aberto para falar com nossos leitores.

G-Lerm: De nada, apareçam nos shows!

 

*Esta emtrevista está junto de muitas outras no www.oceniarock.com

Entrevistando: Babies (PR)

Primeiramente, de onde surgiu este nome Babies?

Ale – Babies saiu de uma longa lista indicada por amigos para o nome de uma possível banda, porém, não era Babies inicialmente, e sim, Babies for Sale. Logo após a escolha do nome, tive um insight sobre o “for Sale”, onde venderíamos tudo em nossos shows. O começo foi interessante, porém à medida que crescemos musicalmente essa idéia foi se perdendo, devido à seriedade das músicas serem incompatível com esse conceito. Outra coisa que nos levou a chamar apenas Babies foi a dificuldade que muitas pessoas tinham em falar o “for Sale”, então, decidimos apenas por Babies, um nome fácil, simpático, remetendo a algo bonito, doce, simples.

A banda apesar de nova, tem um EP bem trabalho melhor que muitas que já estão no mercado há mais tempo, o que se deve todo este trabalho?

Ale – Um grande empenho por parte da banda. Temos um padrão de qualidade muito elevado, prezamos muito por arranjos, detalhes e sonoridades. Não é necessário muito para se fazer um trabalho bem feito, o que realmente precisa é bom senso, criatividade e ouvido. Quando comparamos nosso som, levamos em conta bandas realmente reconhecidas, com grande qualidade. Uma coisa que aprendemos e levamos sempre: “Se for para comparar, que seja com o melhor”.

Porque escolher “8” como nome para o primeiro EP de trabalho da banda?

Ale – O 8 representa muito como número, mais que se possa imaginar. É realmente intrigante e além disso, vários conceitos nos levaram a escolher ele como nome do nosso primeiro trabalho.

O Ep foi lançando no mesmo dia das Olimpíadas deste ano, em 08 de agosto de 2008, há alguma superstição em tudo isso?

Ale – Superstições não. Como disse anteriormente ele é mais que isso. Foi citar alguns conceitos que nos levaram ao 8 como nome do EP: O 8 representa o que permanece em equilíbrio, entre o material e o espiritual, a busca do bem-estar pra si; É o caminho de Budha para o conjunto de atitudes que levam à extinção completa do sofrimento; É o número perfeito na era digital, perfazendo todos os demais números, contudo nenhum o faz; É o ciclo infinito, por si só.

Com o Ep lançado, qual o próximo passa que a banda pretende dar?

Ale – Esse EP foi nosso trabalho inicial, para mostrar nossa sonoridade. Já estamos trabalhando em um novo álbum, que provavelmente irá conter músicas do EP. A idéia é lançar, talvez, um álbum duplo de estréia ou até mesmo um álbum triplo. Fazer algo realmente diferente. Caso isso não aconteça (o álbum duplo ou triplo), iremos lançar um álbum com 12 faixas e a cada seis meses lançar um álbum novo. Para que sempre tenhamos músicas novas sendo ouvidas. Shows em teatros é outra prioridade. Nossa música é para ser ouvida e sentida, e nada como um teatro para que isso aconteça.

Vocês trouxeram para a musica algo que havia se perdido desde então, desde Los Hermanos, raramente vemos bandas que toquem pop rock romantizado, vocês sofrem alguma pressão ou preconceito por isto, há também muita comparação entre vocês e Los Hermanos, por exemplo? Eu penso que são diferentes, mas com o mesmo estilo.

Ale – Não nos espelhamos em nada nos Los Hermanos, álias, ouvi quase nada deles. O João (guitarra) ouviu mais Los Hermanos, mas de resto a banda não tem influência nenhuma deles. Conheço por que precisamos conhecer para entender, argumentar ou até mesmo criticar, mas a banda tem como base o brit rock/pop e é isso. Escrevo todas as melodias em inglês e só depois passo para o português, para que a sonoridade seja algo diferente da nossa realidade brasileira, talvez por isso nos diferenciamos tanto de outras bandas brasileiras, incluindo o Los Hermanos. Quanto a pressão ou preconceito, não existe. As pessoas entenderam nossa proposta e, mesmo que não gostem do estilo, respeitam.

Vocês são um mix de músicos Cariocas e Curitibanos, atualmente, onde a banda reside?

Ale – No momento estamos em Curitiba, mas futuramente existe a possibilidade de morarmos em São Paulo, por enquanto são só possibilidades.

O que inspira a Babies?

Ale – As letras são baseadas em experiências da vida e do cotidiano, não só meu como das pessoas. O que eu tento fazer é deixar as idéias subentendidas, mas não tão claras, para que cada pessoa tire sua própria conclusão de cada palavra. Trago as bases e melodias de voz e a partir daí a emoção é que rege aonde a música vai parar. Mas com certeza, o amor é o que inspira as canções.

Bem, eu agradeço vocês por esta entrevista, e deixo a vocês um espaço livre para passar sua mensagem.

Ale – Agradeço em nome da banda o interesse. Espero que tenhamos mais conversas agradáveis como esta. Ouçam e baixem nosso EP pelo myspace da banda. Obrigado.

Esta entrevista você viu em: www.oceaniarock.com sua web rádio Rock!

Quer conhecer mais da banda? Entrem em: www.myspace.com/bandababies

Ou no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=151224568386965268

Freak Butterfly

Mudar Machuca!

Mudar dói!

Hoje não vim aqui falar de coisas costumeiras das quais vocês adoram ler! Sim notei pelo numero de visitas em determinados temas, hoje vim falar do que eu realmente sinto… Uma perda, uma frustração, uma enorme decepção… Por mim mesma!

No final de novembro de 2007, fui para Curitiba na esperança de ser aceita em uma cidade da qual, apesar de tudo que passei, ainda gosto. Passei no vestibular e achei que tudo iria bem… Mas não foi, insucesso em alugar um apartamento, fui parar em um pensionato estudantil (que é uma verdadeira bagunça, já que a dona só encherga notas de dinheiro ao invés de pessoas), mas foi bom, conheci pessoas das quais jamais irei esquecer.

Passei por muitas coisas, diria que mais baixos do que altos, mas sei que ao voltar para os braços da minha família irei ter momentos altos. Bem, isto é o que espero.

Mas eu mudei! E são mudanças das quais fará com que eu não me enquadre na cidade quadrada da qual eu nasci.

Em Curitiba eu me sentia comum, e gostava de ser assim, em Porto Velho eu sou a POSER, a estranha, aquela que ninguém leva a sério e que têm muitos invejosos ao redor. Eu sei que pode parecer que estou me achando, mas o mundo é assim, e por mais que no meio de tantos sorrisos ao meu lado, sei da hipocrisia destes mesmos sorrisos que zombam do meu jeito estranho de ser.

Já ouvi uma vez que na vida a dois tipos de pessoas, as idiotas e os invejosos. Os idiotas lhe amarão daqui cinco anos, os invejosos nunca. (O Libertino)

Eu creio que seja exatamente assim!

Eu não consegui meu espaço, ninguém me deu esta oportunidade lá, não deixaram provar e mostrar do que eu poderia ser capaz.

Me colocaram na lama e como verme rastejei embusca de um sentimento maior, e não o obtive também. Meus insuscessos se tornaram aprendizados! Um dia eu irei retornar, de cabeça erguida, não para ficar (bem isto não posso prever), mas para rever aqueles que eu realmente amo, e cuspir naqueles que me usaram como uma boneca de plástico que não tem sentimentos, um ser inanimado, e não sou. Tenho mais sentimentos do que qualquer um que conheci.

Sempre fui intensa! Sempre fui egoísta e também tentei afastar nos ultimos dias uma pessoa de mim, tentando ser cruel. É tudo uma forma de proteção. No fundo sou tão frágil como uma boneca de porcelana.

Pensem no que lhes digo caros amigos, não julguem as pessoas pelo local de onde vieram, preconceito é uma coisa tão antiquada, e vocês que se julgam modernos deveriam parar de olhar para seus rabos de ouro e ver que há um mundo bem maior do que aquele que gira entorno das suas coroas.

Amigos, sentirei saudades de ser mais um entre milhões.

Não sei como será voltar pra casa, não sei se suportarei a pressão… Sim, eu não sou uma pessoa de ficar calada, e também de controlar os nervos, tenho milhões de cicatrizes e cada uma tem sua história. Parece coisa de emo, mas eles sim são poser, o meu é puro estado insâno.

Voltarei a escrever as coisas que vocês gostam de ler. Sei que muitos não irão ler este texto, preferem os que tem títulos sexuais.

Agora é a hora de virar o jogo…

Beijos queridos,

Freak Butterfly

Estaríamos entrando no apocalipse?

Nesta segunda-feira, na cidade de Curitiba, um bebê de apenas 8 meses foi jogado do sexto andar de um edifício. E ainda tive de ver a “mãe” da criança dizendo que não sabia si se jogaria primeiro ou jogaria a criança. Antes ela do que a menininha. Agora a julgam de louca. Fria em seu depoimento ela foi, seria depressão pós-parto? Uma enfermeira com atestado de insanidade?

Há pouco tempo atrás tivemos o caso Pedrinho, um menino de 5 anos que morreu no interior de são Paulo, mais precisamente em Ribeirão Preto. Com vários hematomas pelo corpo, testemunhas dizem que a criança vivia machucada, sozinha pelo playground do condomínio e só podia retornar a casa ao anoitecer. Quando lhe perguntavam o que havia provocado àqueles ferimentos, ele dizia ter caído da cama ou machucado na escola. Uma criança solitária é assim que todos viam. Mãe e padrasto com crise conjugal. Então ele morre de embolia pulmonar. Excesso de gordura no sangue que o coração bombeia até os pulmões (me desculpe se coloquei a palavra errada). O advogado da mãe e padrasto diz que a criança sofria de um distúrbio que provocava estes hematomas. Mas, distúrbios psicológicos quebram pulsos e costelas? Se fosse assim, eu estaria na UTI toda quebrada.

Pouco antes, o caso que abalou as estruturas do país, Isabela Nardone, 5 anos foi jogada da janela do edifício que o pai morava, enquanto passava o final de semana. Este houve até espetacularização da mídia (algo que eu detesto, mesmo estudando comunicação social). Dias e mais dias só se ouvia este nome Isabela. Hoje não sabemos o que realmente houve, nem sabemos por que a mídia deu tanta ênfase para o caso desta menina e não para os demais, que foi tão cruel quanto o dela.

Crianças jogadas de prédios ou assassinadas, crianças no Pará abandonadas na Santa Casa e morrendo por falta de lugar e assistência.

Porque então ter filhos? Para aumentar o valor da Bolsa Família?

Tragédias e mais tragédias, é isto que nos rodeia. Há duas semanas presenciei um assalto em plena luz do dia, enfrente ao local que moro e não pude fazer nada a não ser me trancar e ligar para a polícia, mas esta não atendeu. Eu e mais um amigo, que já passamos diversas vezes por isto, demos dinheiro para que a vítima do assalto fosse para casa e tomasse as devidas providências.

Outro dia ao ir para faculdade, escutei: Pega ladrão! O rapaz passou por mim correndo e mais uma vez não pude fazer nada, mas muitos outros foram atrás dele. No mesmo dia, uma garota foi assaltada enfrente a faculdade que estudo.

Aqui eu ando de ônibus, e todas as vezes que saio da faculdade para voltar pra casa, meu coração só se aquieta quando fecho minha porta, pois sei que estou segura ali (ou ao menos é o que eu acho).

Tsunami, terremotos, atentados terroristas e fraudes americanas (sim, eu ainda não creio no atentado de 11 de setembro), o mundo esta em colapso e as pessoas estão perdendo a fé. Eu sei, eu sou uma delas que anda com a fé e crenças abaladas.

Sociólogos e filósofos já previam que um dia a natureza iria se rebelar contra nós, os causadores de sua “morte”.

Plantamos o que colhemos.

Sim é um jargão, e dos mais baratos. Mas ao invés de protestarmos contra a violência, a guerra e caminhar a favor da paz. Nós nos preocupamos com coisas medíocres e ficamos batendo na mesma tecla.

Seria isto o gênese?

Freak Butterfly.

Parada da Diversidade em Curitiba/PR

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Se não fosse pela chuva, que causou uma tremenda gripe nesta que vós escreve, a parada teria sido um sucesso maior do que me pareceu.

Cerca de 140 mil pessoas estavam lá para participar, apoiar ou para ver as exuberantes “drag queens”. Pais com filhos ainda crianças, no meio da multidão, não sentiam medo e nem vergonha de mostrar que devemos respeitar a opção sexual que cada um escolhe para si.

Vi até uma mulher acompanhada do filho e vestida em uma camiseta que continha estas palavras: Meu filho é gay!

Legal saber que a homossexualidade não era uma doença ali. Havia respeito, não havia brigas, apenas o amor circulava ali ao meu redor.

Confesso que me decepcionei por ser minha primeira parada, mas me decepcionei foi com São Pedro que não cessou com a chuva. As plumas e paetês já não eram mais os mesmos, porem o glamour ainda reinava em alguns lugares daquela imensidão.

Diga não a homofobia! Respeite o próximo, tenha amor pelo próximo. Se você não é a favor de algo, guarde para si e não ofenda as pessoas, pode haver algo em você que ninguém goste e mesmo assim a respeitam.

Incrível como a globalização entrou na mente das pessoas e elas evoluem a cada dia que passa, e mesmo assim, estas mesmas pessoas, que se dizem modernas, teimam em atirar a pedra no primeiro homossexual que vêem. Isso é puritanismo, que eu prefiro chamar de falso puritanismo, pois quem nunca pecou que atire a primeira pedra, e isto nunca ocorrerá, pois todos nós já nascemos do pecado original.


Não vejo a pessoa ser gay ou lésbica como uma escolha e sim uma tendência que já vem do útero, sim eu creio que as pessoas já nascem para serem assim, porém acho que os bissexuais são escolhas feitas. Se eu estiver errada, me corrijam, porém esta é minha opinião!


Nascemos com o livre arbitro, porque então as pessoas teimam em querer manipular nossas vidas? Se um pai descobre que seu filho é gay, ele fará questão de forçá-lo a ser mais MACHO! O que eu acho ridículo, obrigar alguém a ser aquilo que não é!


Viver de aparência? Pra que!? Assumam-se! Temos de provar que ser homossexual ou não, não muda caráter de ninguém. Uma pessoa bem criada, com princípios não será marginal só porque escolheu ter como parceiros pessoas do mesmo sexo.


Vamos levantar nossa bandeira, sejamos gays, lésbicas, transexuais, bissexuais ou até mesmo simpatizantes da causa!


Por que todo mundo diz que ver duas mulheres se beijando é um tesão, é bonito e ver dois homens é bizarro ou nojento? Eu confesso que me assustei quando vi pela primeira vez dois belos rapazes dando um beijo cinematográfico na minha frente, mas logo depois de ver o segundo casal gay eu me acostumei e achei “fofo” o carinho que um demonstrava pelo outro. Então qual seria a diferença? Só porque duas mulheres são motivos de fetiche!? Isso é hipocrisia!


Deixamos o puritanismo hipócrita e falso de lado e tratemos estas pessoas pelo que elas realmente são: PESSOAS, SERES HUMANOS!


Chega de violência, chega de humilhação!


E mais uma vez: ABAIXO A HOMOFOBIA! VIVA A LIBERDADE SEXUAL!


Beijos a todos,


Freak Butterlfy.

Dissonantes Lança Cassino!

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No sábado, 07 de junho de 2008, a banda Curitibana Dissonantes lança o seu primeiro cd, Cassino em um mega show realizado no John Bull Music Hall com a presença de Mordida como banda convidada para abrir o show e a discotecagem ficou por conta do baterista Faichecleres, Tuba Caruso (que não me lambeu! Tendo em vista que ele lambeu muitas garotas no MTV na Estrada, e até beijou uma menina que havia acabado de vomitar, fiquei desiludida com aquela safadeza toda que ele transpareceu na TV, seriam os roqueiros todos POSER?).

A casa lotou e o show foi espetacular, de ambas as bandas. No evento também foi lançado o vídeo clipe da banda e todos os presentes ganharam o cd de presente.

Conheci esta banda a mais ou menos dois anos atrás, quando ainda morava em Porto Velho, e os vi tocando em dezembro (do ano passado) no James (em Curitiba), ao vivo e a cores. Para mim foi uma emoção gigantesca, ver bandas que sempre escutei e passei a admirar. Para as pessoas aqui chega a ser normal, claro que sempre notei groupies rodeando as bandas, mas para mim foi algo realmente especial, é como uma grande banda que marcou alguns momentos da minha vida que eu estava vendo pela primeira vez. Até porque me identifico com muitas músicas, como “Ela não é de plástico” entre outras. Mas confesso que preferia “Baby não te quero mais” na versão antiga, está eu cantei pra alguns ex-namorados.

O melhor rock démodé que eu já escutei, sem duvidas alguma foi o deles. Sem contar que a banda é uma gracinha! (comentário à parte)

Para mim foi como um privilégio ver um sonho deles se realizando, então gostaria de dar os parabéns ao Dissonantes, pois lançar um cd, pois nos dias atuais não é fácil. Muito sucesso e pretendo vê-los tocando um dia no norte do país (assim os sulistas terão testemunhas de que os nortistas são melhores, bem melhores, do que eles julgam).

Os meninos ainda deixaram no ar um mistério, será que logo teremos também um DVD da banda? Tendo em vista que o show foi todo filmado e muito bem fotografado.

Espero que sim, e espero ganhar um de presente. Mesmo que eu esteja em Porto Velho, lá longe.

Super beijos,

Freak Butterfly.

Mudanças, e nada mais!

Há algum tempo, decidi que era hora de me mudar, tomar outros rumos para minha vidinha pacata, porém, sem planos as mudanças não se tornam fáceis.

Vim para Curitiba na cara e na coragem, e posso dizer muita coragem, pois sair do conforto de nosso lar para um lugar desconhecido, só se tendo coragem.

Logo de cara minha estadia não deu certo, ao invés de um apartamento só meu fui morar em um pensionato, que como chamamos, “orfanato”, pois o descaso de algumas pessoas é terrível, não nós tratam como hospedes pagantes, como tudo em Curitiba, é como se fosse um favor.

Graças a Deus posso dizer que tive a sorte de morar com pessoas incríveis! Amigas, parceiras e divertidas, mas para mim não bastava apenas isto, eu precisava ter um emprego.

Mesmo com uma faculdade no curriculum e uma outra em curso, não foram suficientes para provar minha competência, nem mesmo os inúmeros cursos que fiz… O negocio era eu não pertencer ao norte do país. Isto mesmo, podem negar, mais sei que os sulistas ainda tem preconceitos com os nortistas.

Andei conversando com algumas pessoas para saber qual a imagem que eles têm do norte, além de achar que somos índios e moramos em ocas, eles acham os nortistas folgados! Logo nós, que acolhemos pessoas de todo o país, que trabalhamos duro pelo desenvolvimento do nosso estado, nosso erro talvez seja abrir os braços e dar a eles a oportunidade que não nos é dada aqui.

Esta foi minha grande decepção… Mas como boa brasileira, eu não desisti, permaneci aqui por 6 meses, porém, como qualquer cachorro que leva somente porradas, eu me cansei e decidi que, se a única porta que me abriram foi em Porto Velho (RO), irei usurpar de todas as oportunidades que me forem dadas lá, e se caso um dia eu decida retornar, que esteja mais preparada.

Eu agradeço ao carinho que obtive aqui, e renego aos sentimentos hipócritas que muitas vezes recebi de homens sem coração.

Um fato interessante, aqui os homens não querem nada serio. Querem curtir a vida enquanto podem, mas um dia, seus encantos acabam queridos, e quem vai querer um velho capengando e doente?

Eu fui uma mera boneca inflável para muitos aqui, mas se eles se divertiram com meus desastres, posso dizer que eu não curti. Mas a vida é assim!

Vou sentir falta dos barzinhos que freqüentei, de alguns amigos que conquistei e da família que eu formei.

Mas este é meu mundo. Totalmente do avesso, bipolar e neurótico!

Talvez eu tenha perdido tudo por méritos próprios… Mas isto é uma outra istoria!

Beijos,

Freak Butterfly