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Justine – Terremoto na Rotina (parte I)

Justine nunca pensara que a vida a dois pudesse ser tão monótona, não quando era com ela, agora sua vida era como de seus pais.

 – Que saco! – exclamou Justine para Amanda.

 – O que houve mulher? – perguntou Amanda.

 – Essa vidinha de dona de casa ta me matando, sabe, ver o Lucas só na hora do jantar, não temos mais sexo todos os dias, muito menos na quantidade que tínhamos, ela só fala de trabalho e mais trabalho, isso ta me deixando…. BROCHA!

 – Ui! Bate na madeira – dizia Amanda enquanto dava três batidinhas na mesa de centro da sala – Ju, mulher, acho que precisa sair mais, sei lá, tirar um dia de folga desse “casamento”, vamos enfiar o pé na jaca, o que acha?

Para Amanda isso era fácil, ela vivia longe dos pais, estudava de manha e estagiava de tarde três vezes por semana, tinha dinheiro e era solteira, além de ser muito bonita, as duas ficaram amigas em um encontro com Marcela para papear, Amanda era sua prima do interior, que agora havia colocado as garrinhas de fora.

 – É, mas sair sem o Lucas nem dá. Oh Deus, o negocio já ta ruim e eu nem casei ainda.

– Melhor cedo, antes que seja tarde pra voltar atrás.

– Mas eu amo o Lucas Mandita.

– Mas também já amou a Marcela e superou não foi?

– Fico sem graça de falar sobre ela contigo – cochichou Justine com a face rubra.

 – Sai fora, eu nem ligo pra essas coisas não, você sabe que eu não sou chegada, mas não tenho nada contra.

 – Ta certo…

– Bem, eu vou indo, tenho um encontro com um gatinho da internet – disse Amanda entre um sorriso malicioso.

– Mandita, olha lá, esse lance de internet é furada.

– Dá nada, eu já conheço um amigo dele, vamos a um barzinho rocker e tal.

– E você lá gosta disso menina?

– Gostos de homens maus, disso que eu gosto!

– Eu também gostava…. – disse Justine desanimada.

– Animo mulher! ANIMO!

Elas se despediram e Justine foi preparar o jantar. Tudo estava na mesa quando Lucas chegou, calado, ele foi até o quarto se trocar, em seguida voltou esquisito, sentou-se a mesa e finalmente falou.

– Justine, precisamos conversar.

As pernas de Justine balançaram e ela jogou o corpo sobre a cadeira e com as mãos apoiando o crânio começou a refletir no que poderia ter feito.

– Você esta bem amor?

– To… To sim, por quê?

– Ficou pálida, parecendo um morto.

Ele aproximou a cadeira da dela, e a abraçou.

 – Calma amor, bem, eu tenho uma noticia meio chata… Mas nada sério.

– O que foi?

– Tenho que ir para o Canadá resolver um problema, um dos meus clientes, se meteu numa fria, e tenho que ir lá defendê-lo, e como a firma tem uma filial em Toronto, me mandaram para lá.

 – Quando?

– Amanha!

– Já? Mas, e quanto tempo ficará?

– Não sei querida, isso pode levar dias, ou semanas.

– O caso é serio?

– É, mas prefiro não comentar nada agora.

– Tudo bem…. Se você tem que ir, quem sou eu pra dizer algo.

– Amor, sei que estou muito ausente, que não tenho te dado atenção, mas pode até ser bom, sabe, ficarmos longe um tempinho, a saudade vai bater e tudo pode voltar a ser como era.

Justine ficou meio desconfiada com aquelas palavras, mas decidiu não perguntar nada. Os dois jantaram, ela lavou a louça enquanto ele arrumava as malas. Ela foi para o quarto logo em seguida arrumar a cama.

Enquanto ambos escovavam os dentes, Lucas perguntou.

 – E então, vai querer transar hoje…?

Justine ficou catatônica, esquecera até como se escovava os dentes e quase engoliu a pasta.

– Justine, você me ouviu?

– É… Se você quiser, tudo bem.

– Eu to meio cansado e a viajem é longa, se você não se importar.

Com a escova na boca ela sorriu friamente e disse:

– Tudo bem, pode dormir.

Lucas beijou-lhe a testa e foi para cama. Justine estava pasma ainda com a pergunta. E começou a resmungar para si mesma.

– Como assim se eu quero transar? É obvio que eu quero, você vai ficar longe babaca! E como assim, perguntar se eu quero transar? E aquele papinho de vai ser bom? A mais isso não vai ficar assim não, ele vai viajar, eu vou é pra esbórnia.

Justine voltou para cama e nem se quer eu o beijinho de boa noite em Lucas, virou para o outro lado e tentou fingir que estava dormindo, enquanto sua cabeça não parava de maquinar aquelas ultimas frases dele.

 

Continua…

Justine: O casamento do primo Mario III

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Durante o churrasco em família, Fábio não deixava Justine em paz. Mario estava aos beijos com a noiva, todos os outros relembravam os velhos tempos. Paula, prima de Justine, um ano mais nova que ela, já tinha um bebê de colo e parecia super feliz no recém casamento, mesmo que o marido não parasse de olhar as pernas e a bunda de Justine.

Família é meio complexo, e a de justine não poderia ser diferente. Intrigas, picuinhas, inveja, olhares, Justine estava definitivamente desejando desaparecer. Ela olhava a cada minuto no celular para ver se Lucas havia ao menos lhe mandado uma mensagem, mas nada. Entediada ela foi dormir mais cedo, ou tentar.

Foi para o quarto, a noite estava terrivelmente quente para uma primavera, para um campo, ela colocou um short doll e se deitou descoberta, por sorte, ela havia conseguido um quarto só para ela. Era pequeno, mas aconchegante, isso porque a mãe já havia anunciado que o “noivo” de Justine viria. Depois de quase uma hora rolando pela cama ela finalmente adormeceu.

Pela primeira vez ela não sonhava com nada, quando sentiu uma mão acariciar seus seios sob a blusa, sonolenta ela se deixou levar, pensando que estava dormindo junto com Lucas. A mão percorria do mamilo até a xoxota varias vezes. Logo ela estava excitada, desejando ser penetrada, então ela suspirou:

– Lucas! Ah!

Sem responder o anônimo colocou a mão dentro do shortinho e começou a acariciar o grelo quentinho, ela desejava abrir os olhos, mas estava cansada demais, ela desejou se virar, mas não foi permitido. Ela estava incrivelmente excitada e seu corpo começou a despertar.

Então ela sentiu o pau de seu molestador anônimo tocar sua bunda, seus olhos abriram e com a visão ainda turva, ela notou que não estava no quarto de Lucas.

– Lucas!?

– Xiiii!

– Que porra é esta? Quem é?

Ele a segurou pelo pescoço e sussurrou no ouvido dela.

– Relaxa gostosa! Abre essa perninha pra mim meter nessa buceta gostosa.

A voz era familiar. Fábio! Justine havia sentido durante toda noite o quando ele desejava come-la, e por isso ele ficou por horas tagarelando coisas desconexas.

– Fábio! Você é louco, eu tenho namorado. Me larga – disse ela enquanto tentava se soltar.

– Mas não lembrou disso quando deu pro Mario na campina.

– O que?! – disse espantada.

– Eu não sou besta, eu fui atrás de vocês depois que deixei Priscila na casa grande, e os vi transando, você é tão deliciosa prima, tão, tão… Deixa eu meter em você, continue achando que eu sou o Lucas, não vai dar nada de errado, será nosso segredo.

– Você é louco!

– Louco por essa bucetinha linda – disse ele enquanto afastava as pernas da prima.

Sem duvidas para ele forçar algo seria muito fácil, Fábio ela do tipo atlético, grande, forte, ele conseguiria o que queria de qualquer forma. Justine estava tão excitada que nem não resistiu e se entregou. Ela afastou as pernas, inclinou o corpo um pouco mais para frente e deixou que Fábio a penetrasse.

Em silencio os dois fornicaram por horas, Justine desejava gritar ao sentir o falo de Fábio tocar seu útero, sem duvidas era um enorme pau.

Logo Justine se tremeu e gozou, em seguida Fábio esporou na bunda da prima, ela ficou ali, exausta, sem se mover, ele se levantou, beijou-lhe a testa e foi embora.

Justine ficou ali, deitada por horas, sem conseguir pregar os olhos, com um novo dilema: contar ou não contar para Lucas o que houve aqui!

Afinal ela já o traiu com Rodrigo, mas não lhe contou, porém ambos estavam brigados, e agora que estavam bem, como seria? Ela contaria sobre Mario e Fábio? O que ele iria pensar? As lágrimas correram seu corpo e ela se sentiu suja, realmente suja pela primeira vez. Ela foi silenciosamente até o banheiro e se lavou, esfregou cada parte do seu corpo, esfregou tanto, com tanta força que se machucou, ela sentou no chão do banheiro e ficou chorando enquanto a água morna percorria pelo seu corpo.

Ela queria se esconder dentro de Lucas, ela não queria mais ser apenas desejo de alguém, ela só queria ser ela mesma, ela queria ser normal.

No dia seguinte Justine estava com ressaca moral, não queria sair do quarto, nem para o café em família, aliais, ela não desejava ver ninguém da sua família. Era como se todos soubessem o que havia acontecido, ela dizia para si mesma:

– Me sinto uma puta! Uma puta barata!

Maria percebeu que Justine não estava bem.

– Filha, há algo errado?

– Mãe, não quero ficar aqui, quero o Lucas, quero ir pra longe daqui – disse entre lagrimas.

– Filha você brigou com alguém? Aconteceu alguma coisa?

– Mãe, não gosto dos meus primos e primas e ponto! Quero ir embora!

– Como assim? Você estava tão bem com Fabio ontem, e você e Mario são como irmãos.

– Mãe o Mario é legal, mas muito bobo e o Fabio tem músculos no lugar de cérebro, ele é o cara mais idiota que eu conheço! Eu o odeio-o.

– Nossa! Me diga que aconteceu!?

– Nada deixa pra lá!

– Vamos descer filha? Vamos tomar café?

– Eu to sem fome.

– Um suco… Vamos Justine, para de ser anti-social! – já disse iritada.

– Ok! – aceitou contra a vontade.

As duas foram pra enorme cozinha, todos estavam lá. As primas patricinhas, os primos marombeiros, os nerds e anti-sociais. Ela se sentiu terrivelmente mau ao dar de cara com Fabio que logo foi lhe dar bom dia.

– Bom dia priminha? Dormiu bem? – disse com o sorriso sacana.

– Não! Dormi mal, muito mal!

– Poxa… Que pena!

– Quem tem pena querido, é galinha! Agora se me da licença, vou tomar café com minha mãe – disse de cara fechada.

– JUSTINE!

– Ah mãe, vamos logo.

As duas saíram, Maria estava envergonhada com a atitude rude da filha. Fabio ficou um pouco constrangido, afinal ele esperava outra atitude da prima.

Na grande mesa todos estavam conversando alegremente, exceto Justine, que a qualquer momento soltaria raios pelos olhos como personagem de vídeo-game. Em poucos minutos, ao ver todos alegres, seu coração amoleceu, e ela se retirou rapidamente.

– O que há com nossa filha? – disse Carlo para Maria.

– Não sei querido, ela não esta feliz aqui… Acho que brigou com alguém não quis me contar.

Justine correu para o quarto e começou a jogar as coisas na mala. Em prantos ela havia decidido.

– Vou embora, não fico um segundo mais aqui!

Foi quando ouviu um barulho familiar se aproximando da casa grande, ela correu para a janela e lá estava Lucas, mais doce do que nunca descendo do carro com o celular na mão. Sem pensar ela desceu as escadas correndo, quem estava na cozinha se assustou e levantou para ver o que estava acontecendo, ela abriu a porta e correu para os braços do amado.

– Jú!? – disse Lucas um pouco confuso.

– Eu te amo! Eu te amo! – completou Justine em lagrimas.

Os dois ficaram abraçados por um longo tempo e todos os olhavam da varanda.

Continua…

Freak Butterfly.

Justine – rompendo limites (final)

126

 

Depois de uma tarde de planos, Justine se despediu carinhosamente de Marcela e foi para casa planejar como contar seus planos a Lucas.

Depois de horas deitada na cama olhando para o teto Justine ainda não sabia o que fazer, quando o celular tocou, era Lucas.

 – Oi querido! – disse ao atender.

 – Oi minha amada, como foi sua noite?

 – Uma maravilha! Marcela é um encanto e me surpreende cada dia que passa.

 – Que bom que matou saudades. Mas eu liguei pra te convidar pra viajar no final de semana. O que acha?

 – Viajem de diversão ou de trabalho?

 – Diversão, puramente diversão meu amor. Este final de semana serei todo teu, para o que quiser.

 – Hum… Bom saber. Será que podemos fazer umas brincadeirinhas?

 – Claro querida! O que você quiser, eu estou com saudades, eu sei que andei ausente.

 – É, esteve mesmo, me senti muito abandonada, e por isso você terá uma surpresinha.

 – Surpresa?

 – Sim, você topa?

 – O que seria?

 – Você topa ou não topa?

Lucas ficou calado por alguns segundos e um tanto hesitante resolver responder.

 – Ok!

 – Ótimo! Pra onde vamos?

 – Aluguei uma casa de campo.

 – Que horas vamos?

 – Bem, estou concluindo uns documentos e partimos em seguida.

 – Amanha?

 – Sim amor.

 – Será que eu posso ir cedo? Gostaria de lhe preparar uma surpresa.

 – Olha lá em Justine, passa na minha casa daqui uma hora te dou o mapa e as chaves.

 – Perfeito meu bem! Juro que será uma experiência maravilhosa!

 – Ok, te espero mais tarde.

 – Beijos.

Ela nem esperou que ele respondesse, desligou e saltitante ligou para Marcela.

 – Alô? Amor! Sou eu, amanhã será o dia.

 – Já?

 – Você não está mais afim.

 – Não, não é isso, é que, sei lá, fiquei tensa.

 – Relaxa, daqui uma hora vou na casa do Lucas buscar o mapa e a chave da casa de campo que ele alugou, daí vou direto pra aí e dormimos juntas e partimos cedo.

 – Mas ele sabe que eu vou?

 – Ainda não, mas relaxa, eu te amo! Vou tomar banho e arrumar as coisas.

 – Ok!

Justine parecia criança que estava se preparando para ir a Disney.

Ela passou um longo tempo no banho, imaginando como seria. Depois hidratou a pele com o aroma predileto de Lucas, colocou um vestido simples e juvenil sem nada por baixo.

Após colocar todos os apetrechos na mala, foi conversar com a mãe.

 – Mãe, vou passar o final de semana fora de casa. Tudo bem?

 – Pra onde você vai menina?

 – O Lucas alugou uma casa de campo, e vamos ficar lá descansando.

 – Ah menina! Você não esta indo muito longe não nesta relação?

 – Aí mãe, eu sei o que estou fazendo. Não se preocupe. Vou pro Lucas e te ligo pra te passar o endereço de lá, ok?

 – Ta minha filha, juízo, pelo amor de Deus!

 – Te amo mãe – ela abraçou a mãe e beijou-a na testa.

 – Ai minha filha, você ainda ontem era menina, hoje é uma mulher, cresceu tão rápido…

 – Não se preocupe, serei sempre a sua garotinha e do papai também.

 – É o que espero.

 – Bem mãe eu vou indo ta bom. Beijos.

Ela pegou a malinha e seguiu de carro pra casa de Lucas, ao chegar ele estava no escritório.

 – Amor, cheguei!

Ela se encostou na parede enfrente a mesa de Lucas, com a carinha de safada que ele já conhecia, abriu o zíper do vestido deixando-o cair no chão.

 – Será que você tem uns minutinhos de folga?

Admirado com a atitude dela, logo se excitando.

 – Você sempre me surpreende safadinha.

 – É que estou com muita saudade pra esperar até amanha – dizia ela enquanto caminhava nua até a cadeira se insinuando.

 – Delicia! Senta aqui no meu colinho minha garotinha.

Ela se aproximou e sentou em seu colo, e com a mão entre as pernas pegou no pau rijo e latejante de Lucas.

 – Adoro quando você fica assim meu amor.

Logo ela abriu o zíper e mais que depressa sentou no pau dele e começou a cavalgar. Lucas era apaixonado por cada curva de Justine, em pouco tempo ambos explodiram de prazer. Ele a abraçou e ficaram calados por alguns minutos.

 – Amor, vou fazer xixi – Justine se levantou e deu um sorrisinho safado.

 – Essa é minha menina! – exclamou Lucas enquanto via Justine se afastar rebolando.

Ao retornar do banheiro já vestida, foi direto ao assunto.

 – E então, onde fica a casa meu bem?

 – Fica perto, vou te dar a copia do mapa e as chaves, até meio dia eu saio daqui.

 – Tudo bem, acho que dá tempo de arrumar tudo. Posso ir ao closet pegar algumas coisinhas?

 – Claro meu bem! Fique a vontade, já estou ansioso pra saber o que vai aprontar.

 – Eu espero que goste. É algo que desejo muito.

 – Seu desejo é uma ordem minha rainha.

 – Ótimo, vou lá buscar as coisinhas e depois eu vou.

 – Já vai?

 – Sim, assim você pode terminar seus trabalhos em paz.

 – Você me deixa louco menina.

 – Eu sei, e sei que você gosta.

Ela se virou e foi para o closet, pouco depois saiu com uma malinha nas mãos.

 – Beijos amor. Amanha nos vemos.

 – Pegou tudo o que precisa?

 – Sim, lá tem algo para comer e beber?

 – Não sei, mas vou levar. Não se preocupe, so tome café da manha.

 – Ok!

Ela foi até Lucas, se despediu em um longo beijo e partiu para a casa de Marcela.

Ao chegar lá Marcela a esperava com um delicioso jantar para dois.

 – Nossa amor, pra que tudo isso?

 – Pra você linda. Você merece!

Justine se aproximou de Marcela, parou frente a ela, afagou seus cabelos e olhando nos olhos disse.

 – Marcela, você esta me fazendo tão feliz, mas não é só por isso que eu a amo, eu a mo porque você realmente é como eu.

As duas se beijaram e esqueceram o jantar. Sem se desgrudar elas foram derrubando moveis até o quarto e se jogaram na cama. Justine estava tão feliz que hoje era seu dia de fazer Marcela feliz, então sem pensar ela se pôs entre as pernas de Marcela e começou a beijar as coxas e seguia até o grelo.

 – Justine! Justine! Você é demais! – dizia Marcela em meio ao delírio do prazer.

Feliz por estar satisfazendo sua amante, Justine continuou até sentir o gozo de Marcela escorrer por seus lábios e o gemido sufocado se liberar.

Feliz, as duas jantaram, se amaram mais uma vez naquela noite e cedo partiram para a casa de campo. No caminho foram ouvindo musicas que lembravam de quando saíram pela primeira vez, contaram sobre relacionamentos passados. Marcela disse que ainda encontrava Gustavo, mas que Justine era seu único amor.  Pararam em um posto na beira da estrada e compraram mais cigarros e guloseimas, fizeram xixi e seguiram para a casa que não deveria estar longe dali.

Pouco mais de duas horas de viajem as duas chegaram até um enorme portão, havia um caseiro, que pediu identificação e as liberou para entrar.

O coração de Justine se acelerava cada vez mais ao se aproximar da enorme casa. Marcela olhava admirada.

 – Nossa! Parece casa de filmes… Da até medo, porque me lembra os filmes de terror.

Justine se pôs a rir.

 – Bem, vamos nos aventurar nesta casa então e esperar nossa mocinha aparecer.

Elas levaram as malas para dentro e deixaram na enorme sala, que tinha uma parede de vidro que dava para ver uma piscina e uma banheira.

 – Uau! Isso é demais! – exclamou Marcela.

 – Com certeza, Lucas tem um ótimo gosto – dizia enquanto olhava tudo.

 – E muito dinheiro também.

 – Não sei, bem, sei que a família dele tem.

 – Vamos ver os quartos?

 – Quem chegar por ultimo é a mulher do padre! – disse Justine enquanto corria para o corredor deixando tudo para traz.

As duas pareciam crianças em férias. Entraram no quarto e encontraram uma enorme cama. Realmente, era um playground para as duas, que subiram na cama e começaram a pular. Cansadas elas se jogaram.

 – Bem, daqui a pouco o Lucas deve estar vindo – falou Justine – precisamos arrumar as coisas.

 – Ok! Que tal um vinho?

 – Ótimo, vamos buscar as coisas na sala.

As duas passaram horas no quarto, já era hora do almoço e foram até a cozinha procurar algo pra comer. Abriram os armários, e a geladeira e nada.

 – Nossa, acho que to ficando bêbada já, e aqui não tem nada pra comer – disse Justine.

 – Acho que tenho amendoins na minha bolsa.

Ao voltarem para o quarto o celular de Justine começou a tocar.

 – Deve ser o Lucas. – ela abriu a bolsa procurando o aparelho – Alô! Oi amor? Já saiu? Chega daqui a pouco? Ótimo! Esta trazendo comida? Perfeito, pois estou morrendo de fome. Ok. Até mais, beijos amor.

 – E então?

 – Ele já esta vindo.

Pouco menos de uma hora elas ouviram o barulho do carro de Lucas. Ele entrou chamando por Justine, mas tudo que ouviu foi o silencio, meio desconfiado, ele seguiu ainda a chamando até o quarto. Ao chegar na porta fechada, ele resolveu bater antes de entrar.

 – Jú! Você esta ai?

 – Pode entrar amor!

Ao abrir os olhos Lucas não acreditava no que via, Justine estava sentada em uma cadeira próxima a cama, vestindo uma camisola preta transparente. Marcela estava encostada na cama vestida com um vestido de látex, luvas e saltos altíssimos.

Lucas sem saber o que fazer, ficou paralisado. Então Justine se levantou e foi até o amado.

 – Oi bonequinha! – disse a ele em um beijo.

 – O que está acontecendo?

 – Hoje você será minha bonequinha, aliais, nossa bonequinha.

Ela o pegou pela mão e o puxou até a cama.

 – Vem amor, vou lhe aprontar pra sua primeira noite.

 – Quer beber algo boneca? – perguntou Marcela enquanto pegava uma taça de vinho.

 – Sim, senhora – respondeu tremulo.

 – Não tenha medo mocinha, sua primeira noite será mágica.

Lucas tornou a taça de vinho e acenou que pedindo mais. Justine começou a arrumar Lucas, o despiu e pediu que ele colocasse uma calcinha que ela comprou especialmente para ele, era branca de babadinhos, depois ela o ajudou a vestir uma camisola branca, colocou a peruca que ele usou naquela noite em que se aventuraram. E pronto, Lucas era uma virgem e inocente garotinha. Suas feições femininas se transformaram mais ao ser maquiado.

 – Está nervosa Alice?

 – Um pouco senhora. O que a senhora quer?

 – Eu trouxe Marcela para fazer algo que não posso, infelizmente, não posso deflorar minha garotinha. Mas ela o fará por nós. Eu estarei ao seu lado meu anjo.

 – É isto que a senhora deseja?

 – Sim! – ela estendeu a mão para Marcela que foi em sua direção – Venha amor! Seja delicada.

Marcela empurrou delicadamente Lucas para a cama e começou a beijá-lo. Justine se sentou na cadeira para não perder nada. Depois de muitos toques caricias e beijos, marcela virou Lucas de e começou a acariciar a bunda redonda de Alice. Começou a beijá-la, a tocá-la mais e mais fundo, penetrando seus dedinhos no rabo de Alice.

Marcela podia não gostar de Lucas, mas não podia negar que ele tinha um corpo espetacular, e uma doçura feminina que ela se encantava. Quando o sentiu relaxar, ela já nua, vestiu a cinta, pegou o lubrificante e espalhou pelo pau de borracha e pelo rabinho de Alice.

Lucas, ou seja Alice, já estava tomado pelo prazer e relaxou totalmente enquanto Marcela tentava penetrar seu rabo apertado.Em alguns minutos, e com certo trabalho ela finalmente conseguiu. Ele gemeu em um misto de dor e prazer e quando menos se esperava os ela já estava metendo como um homem e ele se sentia livre ao se entregar àquele prazer e romper todos os seus limites.

Justine estava excitadíssima, se masturbava sem parar. Em pouco tempo ela sentia que não iria mais suportar ser apenas uma expectadora, se jogou junto a eles na cama.

Lucas comia Justine. Marcela comia Lucas. Lucas comia Marcela enquanto justine a acariciava. Foi um bacanal, eles se sentiram livres naquelas quatro paredes estranhas, naquela cama eles foram apenas eles mesmos.

Satisfeitos e exaustos, dormiram enroscados aquela tarde. Justine estava realizada e feliz por estar nos braços de seus dois amores. Mas na mesma tarde, seu pesadelo se repetiu mais intensamente.

 

Freak Butterfly  (Poliana S. Zanini)

Justine: Rompendo Limites (Parte 2)

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Aurora se rompeu e o sol invadiu a janela acordando Justine, que ao abrir os olhos logo se lembrou do sonho. Olhou para o relógio e viu que era cedo, ela se levantou sem acordar Marcela, e de ressaca resolveu preparar o café da manhã.

Pouco depois Marcela notou a ausência da amada na cama e se levantou bruscamente, caindo da cama.Ao ouvir o barulho, Justine correu até o quarto assustada.

– Marcela, o que houve?!

– Nada amor, eu me levantei rápido demais, minha cabeça girou e eu caí, não foi nada demais.

– Sua maluquinha, tem de tomar cuidado – ela foi até Marcela e a ajudou a levantar – De ressaca?

– Com certeza!

As duas riram e seguiram para a cozinha.

– Sente=se querida – disse Justine sorridente – hoje sou eu quem vai preparar seu café.

– Nossa! O que fiz pra merecer tudo isso? Primeiro uma noite todinha com você e agora um café da manha!?

– Andei pensando em tudo que você me disse, e notei que realmente, tenho te magoado – Justine baixou a cabeça por uns segundos e com a face triste perguntou – Você me perdoa amor?

– Perdoar pelo que? Para com isso Ju, tu sabes, eu não tenho de perdoar nada, eu que tenho que te pedir perdão, por cobrar coisas que eu sei que não deveria cobrar.

– Eu sei que você me ama, eu não digo isto para me gabar, nem engrandecer meu ego, e sei que ficando com você esporadicamente, acabo te ferindo, e não gosto disso.

– Para com isso Ju. Nossa, este papo é melancólico demais pra uma manhã com ressaca.

– É que você é minha melhor amiga, e não quero, não posso te perder nunca – Justine não resistiu e lagrimas escorrem sob sua face pingando no balcão da cozinha.

– Ju! Você ta chorando porque amor? – Marcela rapidamente se pós ao lado da amada afagando seus cabelos.

– Não sei, que bosta! Essa porra de vinho, aquele sonho maluco, eu devo estar bêbada ainda. Desculpe.

– Credo, para de pedir desculpas. Sabe o que eu estava pensando?

– O que?

– Acho que sei o que posso fazer para te animar. Que tal agente tomar um banho bem gostoso?

Em meios às lágrimas Justine abriu um sorriso bobo, era como oferecer doce para a criança parar de chorar.

– Viu! Eu sei como te agradar, vem, vamos gostosa – disse Marcela enquanto puxava Justine pela mão.

As duas seguiram aos beijos até o pequeno banheiro do apartamento de Marcela, ao chegar, Marcela começou a despir Justine que estava impensada contra a parede fria. Entre gemidos e pedidos de mais, as duas seguiram para o chuveiro quente. Marcela tocava a xoxota molhada de tesão de Justine. Então ela se ajoelhou, colocou uma das pernas da amada sob o ombro e começou e se deliciar em meio àquela vastidão de mel que escorria de Justine que estava terrivelmente excitada.

– Ah Marcela! Você chupa maravilhosamente, ninguém nunca se igualará a você nisto meu amor!

Marcela feliz penetrou dois dedinhos na xota da amante de Justine que gemeu e a agarrou pelos cabelos. Marcela sentia que Justine estava pronta para explodir de prazer e aumentou a velocidade da língua. Em poucos segundos Justine soltava um alto gemido de satisfação.

– VOCÊ É A MELHOR! – Ela se abaixou até Marcela que estava sem graça com tantos elogios e a beijou carinhosamente repetindo em sussurros – Você é a melhor, eu te amo!

Corpos molhados, beijos, apertos, toques, as duas ficaram por hora no banho que parecia não ter fim. Marcela gozou, Justine Gozou outra vez, e então uma banhou a outra. Era como uma primeira vez romântica que não tiveram.

As duas saíram, se secaram ainda sorridentes, e sem falar nada, se jogaram uma no braço da outra, caindo sob a cama e recomeçando as caricias. Marcela abriu a gaveta do criado mudo e pegou um vibrador, mostrou a Justine e sorriu sarcasticamente.

– Não amor! Eu não agüento mais, to sensível! – disse Justine gargalhando enquanto Marcela a tocava entre as pernas novamente.

– Agüenta sim! – disse a sorridente Marcela em quanto beijava Justine rumo a sua deliciosa xoxota novamente. Depois de algumas lambidas, Marcela começou a acariciar o grelho já rijo de Justine com o vibro, ela gemia cada vez mais alto, e para os vizinhos não perceberem, ela colocou o travesseiro sob o rosto para então sufocar os altos gemidos.

Marcela sorria satisfeita por sua façanha de dar a amada vários orgasmos prazerosos em uma única manhã.

Em pouco tempo as coxas de Justine tremiam e seu corpo quente se contorcia, já podia se ver a pele arrepiada e uma explosão aconteceu, o prazer foi tão intenso que Justine urinou junto ao gozo. Depois que terminou ficou tão envergonhada que não quis se mover. Marcela notando o que estava acontecendo tentou quebrar o clima estranho.

– Nossa! Isso foi magnífico!

– Ah ta! Foi divino eu me mijar inteira.

– E foi mesmo amor, nossa, isso quer dizer que foi forte, eu fiquei maravilhada, queria mais.

– NÃO! Pelo amor de Deus – disse Justine jogando o travesseiro em Marcela – eu to que não agüento nem andar mais.

– Excelente! – disse Marcela rindo orgulhosamente de sua façanha.

– Boba! Eu vou tomar outro banho.

– Vai lá amor, eu vou terminar o café da manha, estou faminta e você também deve estar.

Pouco tempo depois, as duas estavam de roupão tomando café na sala com a TV ligada. Justine admirava o semblante iluminado de Marcela, sentia vontade de propor algo que havia planejado na noite passada, mas ficou com medo de estragar o clima.

– Pode falar. – Disse Marcela.

– Hã!? – Justine ficou pasma com a atitude da amiga – Falar o que?

– Você acha que não lhe conheço? Esta cara de pensativa que parece que vai tostar os neurônios não me engana, sei que quer dizer algo, mas esta sem coragem.

Justine engoliu seco e tomou um gole do café, envergonhada ela olhou para o lado e disse.

– Não sei do que está falando, só estou lembrando da noite passada.

– Hum… Se lembrando de tudo o que eu te disse?

– É, isso!

– Inclusive de que eu faria qualquer coisa para não te perder?

– Também – respondeu engolindo seco novamente.

– Pode pedir. O que a senhora deseja? – perguntou Marcela ainda sorrindo.

– Olha Ma, não sei se é a hora certa pra lhe propor algo assim?

– Envolve animais?

– CREDO! Deus me livro Má, tu és louca guria.

– Eu só estava descontraindo boba, abomino estas coisas, mas se você desejasse, se fosse sua grande fantasia… – Marcela explodiu em risos.

– Para com isso Má, que boba!

– Eu só estou brincando Ju, tentando te descontrair, não sei por que esta com vergonha de me pedir algo.

– É por que… Porque envolve o Lucas.

No mesmo instante, Marcela parou de rir e entornou a xícara de café.

– tudo bem Ju, eu te prometi qualquer coisa.

– Olha Ma, é só uma fantasia, se você não quiser, tudo bem, eu sei que você não gosta do Lucas.

– Eu pensei que esta fantasia eu já havia realizado com você e Fabrício.

– Não é esta… – interrompeu a fala olhando envergonhadamente para a xícara – Olha Marcela, queria ver você comendo Lucas. Pronto falei!

Macela ficou olhando catatônica o rosto de Justine por alguns minutos.

– Ma? Marcela? Diz algo, por favor! Olha tudo bem se não quiser. – dizia ela enquanto sacudia a perna da amiga – Alô tem alguém ai???

Então Marcela piscou e explodiram risos pela sala, Marcela ria tanto, descontroladamente que até lacrimejou. Justine ficou angustiada sem saber se ela chorava ou se fora efeito dos risos.

– Marcela! – chamo-a para ver se ela voltava a si – MARCELA!

– Ju – dizia entre os risos – Ju você ta brincando, né? – e seguiam-se os risos.

– Eu não, agora para com isso que você já esta me assustando.

Marcela se concentrou, ficou seria novamente, olhou desconfiada para Justine e perguntou.

– Você, então falou a verdade? É isso mesmo o que você quer?

– Olha Marcela, tudo bem se não quer…

– Não, não – disse Marcela a interrompendo – não é isso, só que eu nunca pensei que você iria me pedir isso.

– É que tempos atrás, brinquei com Lucas de inversão, mas não fomos até o final, fiquei com medo que ele não gostasse e me enchesse de porrada, mas depois eu percebi que ele estava bem à vontade com tudo aquilo e fiquei com isso na cabeça, só que minha vontade é assistir, e não fazer isto.

– Você tem certeza? Ele sabe destes seus planos?

– Não, ainda não. Olha eu podia ter pago uma profissional, mas só confio em você o rabo do meu namorado.

Não sei se fico ofendida ou lisonjeada.

– Desculpa Marcela, se quiser me espancar te dou a razão.

– EU? Eu nunca faria isso, só acho estranho, mas pensando bem…

Marcela se clou por uns minutos pensativa, sua imaginação fluiu longe no que ela poderia fazer com Lucas, para ela seria um punição a ele por roubar o amor de sua paixão.

– O que foi Ma?

– Nada, só estou imaginando pra ver se consigo fazer algo assim. Me diz, o que eu poderia fazer com ele.

– Bom, Lucas agüenta muita coisa, acho que tudo, mas ele nunca praticou inversão completa, teria de ir com carinho, não quero estourar as pregas no meu namorado.

– Eu topo!

– Serio? – perguntou Justine desconfiada.

– Sim! – respondeu Marcela em um largo sorriso.

– Ah, eu sabia que você faria isso por mim, eu te amo – e se jogou nos braços da amiga.

– É espero que ame mesmo… – disse Marcela afagando o cabelo da amada.

Continua…

(Freak Butterfly – Poliana S. Zanini)

Justine – Rompendo os Limites (Parte 1)

bacanal

Após aquela noite, Justine e Lucas voltaram a sua rotina de antes, mesmo sentindo que não teve tudo o que queria, Justine estava feliz com a possibilidade de Lucas aceitar a inversão de papeis.

Era uma tarde quente de verão quando Justine resolver visitar Marcela, que estava reclamando sua ausência, ao chegar, foi recebida com beijos e abraços, Marcela já não era mais aquela mulher segura de si que Justine conheceu e sim uma garotinha amedrontada e insegura.

 

– Amor! – exclamou Marcela cheia de felicidade ao ver a amada em sua porta – Venha, entre, entre – dizia ela enquanto puxava Justine para a sala.

 

– Olá Marcela, como está?

 

– Não muito bem – ela responde enquanto baixa o cenho – você me esqueceu… Me sinto tão só.

 

– Para com isso Marcela, eu não estou aqui?

 

– Agora sim. Mas você não vinha há semanas, nem ligava, achei que já não me queria mais.

 – Para com essa bobagem menina! Você sabe que estou namorando, você deveria fazer o mesmo.

Neste momento a face de Marcela mudou completamente, podia-se ver o quanto ela resistia às lágrimas. Então Justine foi até ela cheia de doçura e afagou seus cabelos, tomando-a em seus braços por um longo beijo.

As duas ficaram sentadas no sofá, Marcela no colo de Justine que começou a pensar como uma pessoa podia ser tão frágil, tão dependente, tão escrava dos sentimentos e desejos, será que ela também era assim? Um turbilhão de perguntas passou por sua mente, logo sendo interrompido por um abraço apertado da sua garotinha.

 

– Eu te amo tanto Ju. Sinto tanto a sua falta, quero lhe pedir algo. – Disse ela com receio.

 

– Claro, diga.

 

– Não me deixe nunca, por favor. Eu não saberia viver sem você.

 

– Para com isso Marcela. Você não é mais nenhuma garotinha indefesa. Haja como a mulher que sei que você é, a mulher por quem entreguei sentimentos sinceros um dia.

 

– O que quer dizer com isso, você não me ama mais sua vagabunda! – disse enquanto se levantava subitamente.

Justine ficou catatônica com o que Marcela lhe disse. Vagabunda? Questionava ela. Ela não conseguia mover um dedo sequer. Ao notar isto, Marcela se desmanchou em lagrimas e pedidos de perdão. Ajoelhou-se aos pés da amada e pediu perdão beijando seus joelhos. Justine colocou uma das mãos nos cabelos ruivos e sedosos de Marcela e sentiu pena daquela moça.

 – Tudo bem, tudo bem. Eu compreendo Ma. Não fica assim.

Entre lagrimas sufocadas Marcela gaguejava perdão sem poder olhar nos olhos de Justine.

 – Amor, eu já disse, para com isso.

 – Eu faço Ju, eu juro, eu faço o que você desejar. Qualquer coisa pra não lhe perder.

 – Deite no meu colo e fique calma – pediu Justine com toda a doçura do mundo.

Obediente, Marcela deitou a cabeça em seu colo. As palavras de Marcela martelavam na cabeça de Justine: “Eu faço Ju, eu juro, eu faço o que você desejar. Qualquer coisa pra não lhe perder.”

Será que ela realmente faria qualquer coisa? Ela tinha uma fantasia inacabada, mas nunca se viu ativa e sim como vouyer. Mas será que Marcela toparia? Será que faria realmente qualquer coisa por ela? Um turbilhão de perguntas começaram a surgir quando Marcela interrompeu seus pensamentos.

 – Ju, dorme comigo hoje?

Lucas trabalharia até tarde e como se não bastasse ainda levaria mais trabalho para casa, então uma noite com Marcela seria ótimo para relaxar e variar um pouco, afinal ela também sentia falta de quando estavam mais juntas.

 

– Ótimo, vamos fazer uma noite do pijama! O que acha amor?

 – Perfeito, vamos ao mercado comprar algumas coisas, não esperava por você.

 – Claro que tal comprar vinho e queijo, pegamos um filme e curtimos uma noite só nossa.

 – Ai, isto vai ser perfeito! – dizia Marcela com os olhos iluminados.

As duas foram ao mercado, compraram vinho e mais algumas guloseimas, passaram na locadora e alugaram uma comédia romântica que Marcela dizia ser excelente. Tudo estava normal, como um programa de amigas. Elas foram para casa, colocaram seus pijamas, beberam o vinho, riram do filme, fumaram cigarros e quando ambas já estavam rindo a toa por causa do vinho, Marcela se atirou sob Justine.

 – Eu senti muito sua falta – dizia ela entre beijos – eu te amo demais Ju!

 – Eu também te amo pequena, você é meu solzinho.

Sem perder tempo as duas se jogaram no tapete, nuas, corpos suados, se amaram como a muito não faziam. As mãos de Marcela percorriam docemente pelo corpo da amada. Para ela não havia cheiro melhor, não havia pele mais sedosa do que a de Justine.

Marcela se pos entre as pernas de Justine e começou a acariciar seu grelo, sua felicidade se completava quando ouvia suspiros, gemidos e sentindo o gozo escorrer. Depois de muitos beijos e caricias, as duas adormeceram o sono dos deuses.

Os olhos de Justine se abriram, mas tudo estava escuro, era mais negro do que a noite naquele corredor estranho. Com medo, ela começou a caminhar se guiando com as mãos na parede. Havia uma pequena luz vermelha no corredor que parecia não ter fim. Então ela tentou gritar, mas sua voz ficou sufocada na garganta. Desesperada, começou a caminhar mais rápido para a luz vermelha que ficava maior e mais forte, as lagrimas percorriam sua face como uma cascata, ela tentou gritar novamente, mas foi em vão. Ao se aproximar da luz, ela podia ouvir gritos, gemidos, então ela correu em direção a porta fechando os olhos ao passar por ela, sem saber em que ela tropeçou e caiu de quatro.

Os gritos e gemidos eram mais altos, e o medo a deixará catatônica por alguns minutos. Ao sentir uma mão tocar seus cabelos, ela abraçou os joelhos colocando o rosto entre eles, o choro era desesperado e a voz teimava em não sair. Ela começou a pensar que não estava em um pesadelo, mas sim que havia morrido e irá para o inferno. Começou a pensar em Marcela, em Lucas, em seus pais, um flash back tumultuado passou por sua mente em segundos então ela abriu os olhos sem deixar que o medo os fechasse novamente.

Era como estar em Sodoma, vários corpos nus ao seu redor, não importava o sexo as pessoas estavam se contemplando, mulheres com mulheres, homens com homens, casais, ménage à tróis, era um bacanal regado a porra que jorrava de todos os lados. E ali no centro Marcela e Lucas fornicavam de maneira selvagem, e Justine estava ali, caída ao chão, invisível. A excitação a tocava. Ele se levantou e atravessou por vários corpos, ninguém a sentia, ninguém a tocava, estava ai seu maior pesadelo, ser ninguém no mundo. Ela tentou gritar por varias vezes o nome de Marcela e Lucas, mas sua voz não saiu. Ela se aproximou e tentou toca-los, era como num transe, os dois estavam tendo um prazer único, então uma onda de ciúmes e ódio tomou Justine, que em prantos começou a gritar, quando enfim ouviu uma voz longínqua a lhe chamar. Com a face entre as mãos, ela gritou a todo pulmão por marcela.

 – MARCELAAAAA!

 – Justine abra os olhos, acorde amor – dizia Marcela assustada – ande, abra os olhos, foi só um pesadelo.

Meio zonza, ela abriu os olhos e o feixe de luz a cegou por uns instantes.

 – Marcela – disse ela sussurrando – é você?

 – Amor, calma, foi só um pesadelo. – disse Marcela enquanto afagava os cabelos da amada que se colocou entre seus braços.

 – Foi horrível Má – dizia justine aos prantos – foi horrível, ninguém me via, ninguém me ouvia, eu queria gritar e não conseguia. E você estava lá, com Lucas, vocês não me viam… Foi horrível!

 – Calma, foi só um pesadelo, isso vai passar. O que fazíamos que você ficou tão desesperada se debatendo na cama?

 – Era uma Sodoma, uma Sodoma!

 – A Justine e você estava com medo disto?

 – Mas eu não existia ali, eu era só um espírito vagando. E meus dois amores estavam juntos, e não me viam.

 – Fique calma, você sabe que eu nunca nesta vida lhe trocaria pra ficar com Lucas! Eu nem gosto muito dele… Mas eu sei ficou desesperada porque não conseguiu participar deste bacanal né!? – disse Marcela com um meio sorriso tentando distrair a amiga.

 – Não sei, eu não sei porque esta onda de desespero me bateu.

 – Calma, foi só sonho. Vai passar. Vamos voltar a dormir.

 – Acho que não consigo.

 – Foi só um pesadelo Justine, agente bebeu demais. Foi só isso, você misturou fantasias, os filmes e a bebida.

 – É talvez você tenha razão.

As duas se deitaram, Justine nos braços de Marcela, e adormeceram juntas. Como dois anjos.

 

Continua…

(Freak Butterfly – Poliana S. Zanini)

 

*Imagem do Google Imagens

Justine – Eu quero sempre mais

sapatos

Já fazia mais de um mês que Justine estava em um triangulo amoroso entre Marcela e Fabiano, e em quase dois meses de namoro ela já se sentia saturada. Ficar com um dos dois já estava virando rotina, Fabiano estava cada vez mais ocupado e Marcela cobrando cada vez mais sua ausência.

 – Chega Marcela! To cansada de você exigir algo de mim, eu já disse que isto não posso lhe dar. Já te dou meu amor, meu carinho, durmo com você sempre, mas uma relação estável não dá.

 – Ju cala a boca! Isso me magoa demais porra!

 – Me desculpa gatinha, mas você sabia disso desde o principio, eu te amo, mas isso ta me esgotando. É o Fabiano que nunca ta pra mim… É você querendo mais do que eu posso dar… Isso ta me matando, não dá…

 – O que você quer dizer com isso?

 – Eu quero um tempo! Preciso de um tempo pra mim.

Marcela se senta na beira da cama e se põe a chorar.

 – Por favor, Ju não faz isto comigo, eu a amo demais… Por favor!

Justine se senta ao lado dela e começa a acariciar seus cabelos.

 – Amor, olha pra mim… É só um tempo gatinha, eu não to terminando nada.

 – Todo mundo sabe que tempo não existe – diz Marcela aos prantos.

 – Isto é para relacionamentos heteros, nos somos diferentes disso, vai por mim, saia, conheça novas pessoas, divirta-se com suas amigas…

 – Ju, você não entende, eu não tenho mais nada. Eu perdi minhas amigas, meus amigos, perdi tudo.

 – Calma Ma, vai ver o Gu, ele ainda é seu amigo, vai adorar vê-la.

 – E o Fabiano?

 – Também quero um tempo com ele. Quero um tempo de tudo!

 – Vá embora Ju, não quero vê-la mais!

 – O que?

 – Anda, vai!

Justine se irrita e sai batendo a porta. Depois de caminhar pelo centro pensando em tudo que disse para Marcela, ela percebeu que realmente magoou sua amada, mas não podia passar por cima de seus próprios sentimentos, então decidiu dar um basta também com Fabiano. Quando chegou lá Fabiano estava na correria de sempre, em mais um preparativo de show, Gustavo estava arrumando o bar.

 – Oi Gu, tudo bem?

 – E ai Ju! E Marcela?

 – Demos um tempo.

 – Fala serio Ju, putz, a Ma deve estar mal. É ela me odeia, mas foi melhor assim, eu só preciso de um tempo. E o Fabiano?

 – Adivinha?

 – No escritório?

 Ele ta com alguém?

 – Não, pode subir!

 – Liga pra Má, ela vai gostar de falar contigo.

Justine sobe as escadas rumo ao escritório de Fabiano, bate na porta.

 – Entre.

 – Oi Fá.

 – Meu amor, que bom vê-la, como está?

 – Não muito bem… Rompi com Marcela.

 – Sério? Por quê?

 – Foi só um tempo, mas ela não quer aceitar…

 – Coitada, ela te ama demais baby.

 – É eu sei… É por isso que eu vim aqui falar contigo. Quero um tempo!

 – O que? Mas por quê?

 – Fá, eu não sei, só preciso de um tempo pra mim, preciso ficar sozinha. Você vive ocupado, vive pro teu trabalho, eu preciso de atenção também sabia? Não só de sexo!

 – Mas eu te dou atenção!

 – Dá, quando me fode, tirando isto, você nem me liga ao menos pra saber como vai meu dia, porra, eu sou de carne e osso, não tua boneca inflável.

– Mas pensei que gostasse de foder meu bem.

 – Eu amo, mas eu quero algo mais… Me desculpe, não é o fim, é só um tempo, preciso estudar, e olhar mais pra mim mesma.

 – Porra Justine, tu é foda! Eu te amo porra!

 – Então se ama, vai me dar este tempinho!

 – Curta teu trabalho, teus amigos, as vagabundas, logo eu volto.

Ela vira as costas e caminha até a porta, ela se volta para Fabiano e diz.

 – Nada de adeus, vamos ficar no até mais, certo?

 – Te odeio Justine!

 – Eu te amo baby!

Ela fecha a porta e vai embora sem olhar para trás.

No caminho de casa ela começa a pensar se não se precipitou em sua decisão. Ela entre na garagem, vai direto para o quarto, a mãe lhe pergunta o que houve.

 – Nada, eu só quero ficar só.

Justine se senta enfrente ao computador e vai olhar os e-mails e orkut. Ambos lotado de recados, pois desde que iniciou sua relação com Fabiano e depois Marcela, ela não tinha tempo para internet.

 – Nossa, quantos recados, deixe-me ver se há algo interessante.

Depois de vasculhar todos os e-mails e recados, ela se depara com um muito interessante que dizia:

“Lucas: Minha senhora, curvo-me diante de teus pés para lhe servir de todas as formas, por favor, seja minha”

Recado interessante, ela ficou animada e adicionou o rapaz no msn. Logo viu a janelinha dele piscar.

 – Olá minha deusa! – disse Lucas.

 – Olá querido! – respondeu Justine.

 – Ainda bem que a senhora me adicionou, eu estava ansioso para conversar com a senhora.

 – Para de me chamar de senhora, me sinto uma velha.

 – Me perdoe!

 – Tudo bem, então o que você quer comigo?

 – Tudo que você desejar me dar.

 – Não sei se quero lhe dar algo… O que você realmente deseja?

 – Beija-la completamente, começando por seus deliciosos pés… Quero cobri-la com pétalas de rosas e lhe massagear, depois, sou todo teu minha deusa.

 – Hum… Parece interessante. Quantos anos têm?

 – 26 e a senhora?

 – Tenho 22, o que faz da vida?

 – Sou advogado e a senhora?

 – Para com esse negocio de senhora, já disse! Estudo e trabalho em uma loja.

 – Então, será que podemos conversar por telefone?

 – Não sei se devo, não lhe conheço.

 – Então, vamos conversar, quem sabe você me da uma chance de realizar seus desejos.

 – ok!

Ela passou o numero e os dois conversaram por um longo tempo, Lucas tinha uma bela voz, e pela foto do msn parecia atraente, depois de falarem muito sobre suas vidas, então ele enfim propôs.

 – Deusa, aceitaria um presente meu?

 – O que?

 – É surpresa, quero lhe entregar pessoalmente.

 – Hum… Não sei…

 – Sei que tem medo, realmente é perigoso, mas podemos ir a um lugar aberto, e daí lhe dou o presente.

 – Pode ser um barzinho? Você quem sabe minha rainha, onde quiser eu vou.

 – Bem, há um barzinho sossegado, com musica ambiente próximo ao shopping, topas?

 – Claro, que horas?

 – Daqui uma hora?

 – Maravilha! Te encontro lá.

 – Vou me arrumar, até mais.

Colocou o telefone no gancho que correu para tomar banho, no banho falou consigo mesma.

 – Nossa, eu nem sai de um namoro e já vou encontrar alguém, se o Fabiano ou a Marcela descobrirem, me matam! E eu disse que não ia sair hoje… Mas que se dane! Eu quero é mais!

Uma hora depois Justine ainda estava terminando de se aprontar, ela trajava um vestido tubinho de cetim vermelho e scarpins pretos de vinil, maquiagem discreta, afinal o ambiente era mais fino do qual ela era acostumada a ir. Então o celular tocou, era Lucas.

 – Oi Lucas, antes que pergunte algo, eu já estou saindo de casa, só me enrolei um pouco pra me arrumar.

 – Tudo bem linda, estou a sua espera.

Ela desliga o celular pega a bolsa e as chaves do carro, deixa um bilhete no computador para a mãe dizendo onde e com quem ela estava, e os números de telefone, caso houvesse algo com ela. Então atravessou a sala para a garagem.

 – JUSTINE! – grita a mãe – VAI SAIR AGORA? NÃO DISSE QUE FICARIA EM CASA?

Ela volta até a porta e responde.

 – Mãe foi de ultima hora, é um encontro do pessoal da loja, viu, estou até social, não demoro, prometo.

 – Juízo menina!

 – Te amo mãe!

Cerca de 20 minutos ela estava estacionando o carro, ao descer notou suas pernas tremulas, o nervosismo estava tomando seu corpo. E se ele fosse um tarado? Ou um seqüestrador? E se ele fosse o cara mais feio que ela já havia visto? Então ao entrar se deparou com o mesmo rosto da fotografia, ela olhou para ele, ele sorriu. Ela suspirou aliviada e caminhou até o balcão do bar onde ele estava.

 – Lucas? – perguntou Justine.

 – Sim minha deusa. Sente-se!

Ela se sentou no banquinho, um tanto encabulada ainda.

 – Quer beber o que?

 – Uma tequila!

 – Boa, vou tomar uma com você. Garçom, duas tequilas, por favor!

 – Está nervosa? – perguntou Lucas.

 – Eu? Não, não! E você?

 – Um pouco, você ainda é mais bonita pessoalmente. Eu amei seus sapatos, são divinos.

 – Obrigada, são os meus prediletos.

 – Pedi uma mesa mais reservada, o bar está cheio hoje.

 – É verdade.

Depois da tequila o garçom avisou que a mesa estava pronta, os dois o seguiram, ficava no fundo do bar, havia rosas, velas e uma caixa preta com um laço vermelho.

 – O que é isto? – questionou Justine surpresa.

 – Seu presente, como não sei o que desejaria beber, não pedi nada, mas me diga, o que deseja?

 – Vinho tinto suave.

 Ele fez um gesto afirmativo para o garçom ir buscar o vinho.

 – Venha sente-se minha bela.

Justine estava vislumbrada, ainda não conseguia acreditar que um homem havia feito tudo àquilo para ela na primeira noite que se encontraram, coisa que ela não conseguiu em dois meses de namoro.

 – Está tudo bem?

 – Sim Lucas, está perfeito. Posso olhar o que há na caixa?

 – Claro é sua, mas recomendo que apenas tire a tampa.

A curiosidade de Justine que já não era pouca cresceu mais, rapidamente ela puxou a caixa, puxou a fita e levemente tirou a tampa. Seus olhinhos de menina brilharam, era como ganhar a primeira boneca.

 – É para mim!?

 – Sim, todo seu.

 – Nossa! Acho que não devo aceitar.

 – Porque não? Por favor, mesmo que não queira usar comigo, é seu.

Justine ficou pasma com o presente, olhou para Lucas e não resistindo o beijou.

 – Uau! Que beijo é este minha linda! Maravilha!

 – Desculpa…

 – Não – ele segura suas mão – nunca me peça desculpas, eu deveria lhe pedir isto todos os dias por desejar roubar um pouquinho de você para mim.

Rubra Justine se levanta.

 – Eu vou ao banheiro!

 – Não vai fugir? Por favor, sinto muito se disse algo.

 – Não, só quero ir ao banheiro.

Ela se virou e foi para o banheiro sem olhar para trás, as pernas estavam ainda mais bambas e o rosto parecia queimar, aquele homem sabia mexer com ela. A forma com que a tratava, fazia-a se sentir uma rainha. O banheiro estava deserto, então ela lavou as mãos, se olhou no espelho e disse.

 – Pare de agir feito uma menina boba! Você viu o presente, sabe o que ele quer, se você quer, o que há de mal nisto!

Ela retocou a maquiagem, ajeitou a roupa e repetiu para si mesma.

 – Essa será uma nova página em minha vida, uma nova aventura.

 

Continua…

Justine: Um coração para dois amores (parte 2)

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Depois de pegar a bolsa com uma troca de roupa e a escova de dente, as duas vão para o apartamento que Marcela passou a morar.

– Está com fome?

Pergunta Marcela enquanto as duas entram no apartamento. Justine ainda não havia ido ali desde que Marcela se mudou.

– Não, mas se tiver algo pra beber eu quero.

– Ok, fica a vontade que eu vou pegar, o que você quer beber?

– Tem vinho? Acho que é mais apropriado a nós duas.

– Claro! – exclama a sorridente Marcela.

Justine olha as coisas e grita da sala para Marcela que está na cozinha.

– FICOU LINDO AMOR! PENA QUE NÃO PUDE VIR TE AJUDAR COM A MUDANÇA!

– TUDO BEM! O GUSTAVO ME AJUDOU.

Então Marcela retorna com duas taças.

– E ao que vamos brindar? – pergunta Marcela.

– Ao nosso amor pequenina!

As duas brindam e depois de um rápido gole se beijam apaixonadamente.

– Quer ver como ficou o quarto? É simples, mas acho que vai gostar.

– Claro meu amor!

O quarto era simples, mas havia ali em todos os cantos a delicadeza de Marcela. Lençóis com perfume de bebê, os usinhos de pelúcia por cima da cama, algumas velas de enfeite sob o criado mudo, no outro um abajur e um porta retrato com uma foto delas junto do Gustavo e do Fabiano em uma noite qualquer que estavam todos juntos.

Justine se senta na cama e pega o porta retrato enquanto da outro gole.

– Que foto linda amor!

– Gostou?

– Sim!

– Olha meu mural, tem várias nossas, inclusive daquela noite que saímos juntas pela primeira vez e nos beijamos.

– Sério? Sim, um cara fotografou e mandou pra mim depois, um dia o encontrei no bar e ele me contou daí eu peguei a foto.

– Caramba, que loucura, me deixa ver – e Justine pula para olhar o mural de Marcela e lá havia uma foto das duas no balcão se beijando como loucas – Uau! Que tal repetirmos?

E Justine a puxou pela cintura e a puxou para si. As duas se beijavam como um casal apaixonado, segurando pelos cabelos uma da outra, esqueciam do mundo.

– Amor, não está cansada? Tire os sapatos e relaxe na cama, vou buscar um creme pra te fazer uma massagem bem gostosa.

– Oba, eu amo massagem nos pés!

Justine tira o salto e relaxa na cama super macia da amiga, com um perfume inigualável, diferente da cama com puro cheiro de sexo do Fabiano. Marcela volta do banheiro só de roupão e com creme de morango com champagner nas mãos.

– Pronta!

– Uau – e Justine assovia – prontíssima!

Marcela se ajoelha na cama aos pés da amada, espalha o creme nas mãos e começa a massagear um pé.

– Nossa! Que mãos de anjo, Má que delicia, eu amo isto, não imagina o quanto!

Marcela sorri e prossegue na massagem. Realmente ela sabia o quanto Justine era louca por ser tocada nos pés, então ela havia se preparada um pouquinho para isto. Ao olhar a face da amada, Marcela pode notar a expressão de prazer que ela se encontra, de olhos fechados, mordendo os lábios e o semblante em exstasy.

– Está gostando?

– Sim, sim! Muito!

Ela espalha mais um pouco de creme nas mãos e segue para o outro pé. Justine demonstra que esta adorando, ela está totalmente relaxada na cama e suspirando.

– Quer que eu massageie seu corpo amor?

– Sim!

Justine de senta na cama e começa a tirar a roupa, Marcela admira o corpo da amada esperando o momento de tocá-la. Então Justine de debruça na cama e Marcela espalha o creme pela costa. Ela sobre e desce as mãos, sente que a amada está totalmente relaxada, em transe, então ela decidi explorar mais abaixo, e começa a acariciar a bundinha deliciosa de Justine que excitada a empina.

– Quer carinho no rabinho amor?

– Sim, sim! Chupa meu rabinho gatinha!

Marcela não resiste e começa a acariciar o rabo de Justine com a língua, ela passa delicadamente no cuzinho da amada e desce até a entrada da bucetinha molhada. Então ela começa a chupar mais e mais, Justine rebola e logo Marcela de deita na cama colocando a buceta molhada de Justine sob sua face. Ela a penetra com a língua e aperta a bunda.

Justine geme como louca, ela adora tudo aquilo. Ela ama sexo oral, o de Marcela mais ainda. O jeito delicado e quente como a língua dela a toca, o local exato que deve ser tocado… É delirante.

– EU TE AMO GATINHA! – grita Justine – TE AMO DEMAIS, DEMAIS, NÃO PARA….. AAAH! – então ela goza, deliciosamente.

Ela encontra os lábios de sua gatinha e a beija sugando a língua para sentir seu próprio gozo. As duas ficam ali, abraçadas, nuas e suadas na cama de lençóis rosa. Sim, elas se amavam, definitivamente se amaram ali. Durante toda noite houve troca de caricias, elas conversaram, riram e Marcela chorou agradecida pela noite só dela. Por ter a presença dela em sua cama, foi como um sonho. Elas se amaram mais uma vez e dormiram agarradinhas com um consolo dentro de ambas bucetinhas molhadas e gozadas.

 

(Por Freak Butterfly)

 

* Todas as imagens são meramente ilustrativas e colhidas no google imagens. Sua imaginação valerá mais do que mil imagens.