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Tag Archives: auto-flagelo

Auto-Flagelo: Pequenos Deslizes

Nada é tão fácil quanto parecer ser, nem eu vir aqui e falar pra cada um de vocês buscar ajuda, pois nem sempre a ajuda virá, ou ao menos não virá de onde esperamos, como a família.

Ser chamada de louca ou ser olhada com desconfiança não era o que eu buscava quando meus pais descobriram deste meu “pequeno” problema, bem, minha mãe ainda é compreensível, mas meu pai gritou aos quatro ventos que eu era louca.

Não é fácil, mas se não temos ajuda, o negócio e nos auto-ajudar, afinal, porque só podemos nos auto-flagelar? Porque não nos auto-ajudar?

Eu achava que estava tudo bem, que eu estava “livre” deste problema, pensava que podia controlar, até que um dia, senti aquele desespero bater, as lagrimas correr e o desejo surgir, me sentia um vulcão prestes a entrar em erupção, eu parei, tentei pensar, queria me controlar, mas como qualquer outro viciado disse a mim mesma: “só um pouquinho não vai fazer mal”, minha maratona começou, procurar algo que fio pra me aliviar.

Revirei o quarto e nada, então fui até a cozinha… Bem, digamos que foi meu dia de sorte, a faca que eu considerava mais afiada estava sem fio, bem, sem muito fio, foram apenas dois risquinhos, então eu me vi naquela cena decadente e desisti, fui pro quarto, chorei mais um pouco e dormi.

Nem sempre vai ser fácil, nem sempre teremos sorte, nem sempre agente vai conseguir manter o controle, mas não custa nada tentar, como sempre digo, que seja sempre por nós! Devemos nos colocar em primeiro lugar, tirar essa idéia de loucos da cabeça, não somos loucos, temos sim problemas, mas nada que não tenha cura ou alívio.

Talvez seja a hora de buscar ajuda espiritual, eu não to falando pra vocês irem à fogueira santa, nem aquela papagaiada que vêem na tv por favor, busque ajuda em Deus, e não em uma instituição que utiliza o nome dele em vão. Eu recomendo tratamento espiritual no centro espírita kardecistas, mas isso vai de cada um.

Tenha força!

 

Auto-Flagelo: superação

Não é fácil estar só na calada da noite e sentir um desejo descontrolado de ver o sangue correr, aquela tristeza, aquela solidão, aquele desespero. Muitos vem aqui pedir ajuda pra amigos, namoradas(os), você tem sorte de ter alguém que se preocupam com vocês.

Geralmente eu levo bronca, e olhares de desconfiança sempre me perseguem, usar um estilete pra cortar uma cordinha foi o motivo do meu pai me olhar torto mais de uma semana, só porque ele o encontrou na janela do banheiro.

Há algum tempo não me corto, tenho resistido as tentações, e apesar de ser difícil, é melhor assim, eu cansei das marcas, vocês não?

As pessoas me perguntam sempre: o que fazer?

Eu, bem, eu não sei, não sou psicóloga, sou apenas mais um de vocês, mas que buscou ajuda, e penso que devam fazer o mesmo, se manter fortes e se não houver motivos pra continuar, seja você seu próprio motivo, procure algo pra fazer, se distraia, corra das tentações!

E se você acha que é o único no mundo e que tem motivos de sobra, hoje li sobre a cantora pop Demi Lovato, que foi internada em uma clinica de reabilitação para tratar de distúrbios alimentares e automultilação. E ela parece ter motivos para isso? Eu pensava que não.

Há ainda outros tipos de auto-flagelo, não somente aqueles que vimos até agora, mas também, o próprio distúrbio alimentar, o masoquismo, auto-piedade, entre outras formas que podem até mesmo não ser provocadas por dor física, são consideradas auto-flagelo.

Bem, só me resta dizer: sejamos fortes!

 

Auto-Flagelo: Se cair, levante-se

Já diziam os antigos, “mente vazia, oficina do diabo”, e estavam certos. Depois de meses sem ao menos penar em me ferir, ontem, eis que o ‘diabo’ me tentou.

É difícil… Desviar o pensamento da dor é, pra quem luta diariamente para não ter recaídas, uma verdadeira tortura. Mas nem todos iriam entender, somente quem está lutando pra abandonar um ‘vício’ pode saber do que estou falando.

Eu luto! Dia a pós dia, entre a depressão e euforia, eu sigo, mesmo que nem sempre esteja de cabeça erguida, eu sigo.

Vejo aqui tantos outros como eu e penso: porque este assunto não é abordado pelas mídias de maneira mais aberta, assim como os viciados em drogas, os compulsivos, nós também precisamos de atenção, precisamos que nossas famílias saibam que isso não é uma ‘manha’ uma tolice, precisam saber como lidar com isso, afinal somos viciados compulsivos em dor!

Tantos outros que vêm aqui me pedir ajuda, comecei a pensar: quem sou eu pra ajudar, dar minha opinião se ainda estou na ‘reabilitação’? Mas sabe, só de poder falar, de me abrir com alguém… Se essas pessoas sentem o que eu sinto quando desabafam, então, de certa forma, sou útil!

A queda nem sempre tem um motivo drástico, uma simples discussão pode alavanca um erupção emocional, eu mesma, ontem, uma discussão com meu pai, pelos mesmos motivos de sempre (família, aliais essa família que não é minha), não poder falar, não colocar pra fora aquilo que está me sufocando simplesmente porque ele não sabe lidar com isso, acha que vou surta, ficar louca, me ferir ou sei lá mais o que, esse simples fato de não ouvir, de “deixa pra lá”, isso que faz não só eu, mas muitos outros se sentir um nada e assim, nossa força despenca novamente.

Eu chorei, solucei, me isolei por segundos no banheiro, e ao olhar meus olhos vermelhos no espelho, vi um vestidinho pink da minha sobrinha pendurado, ela se sujou, eu a troquei e ele ficou ali. Fui lavar roupa! Era eu, o tanque e água por todo lado, quando do nada, aquele pensamento maldito me martelou, uma dorzinha, apenas uma dorzinha só pra aliviar. Eu sacudi a cabeça tentando fazer o pensamento sumir, fui ao varal e lá estava aquele anjinho de cabelos dourados e bagunçados me dizendo, “ou titia”. Pega-la no colo e sentir aqueles bracinhos pequenos envolvendo meu pescoço me fez seguir em frente, não podia, não queria parecer fraca na frente dela. Tantas vezes ela me viu mal, e perguntava, “titia você ta dodói?”, aquilo me partia ainda mais o coração, se eu não era exemplo pra uma sobrinha, imagina pra um filho? Sinceramente, não sou apta a ser mãe, mas isso é um outro caso.

Não vale, não vale a pena, eu já tenho tantas marcas que me afastaram tantas pessoas, pessoas boas. No meu convívio social posso dizer que sou só. Bem, ainda me sobraram alguns amigos, alguns que eu acho que me compreendem (compreensão não é o mesmo que apoiar, amigo que é amigo não apóia atitudes insanas), já outras pessoas, me acham louca, e quando o assunto é afetivo… Ai danou-se! Estou só mesmo, é raro uma pessoa que consiga ficar ao lado de gente como nós (isso soou preconceituosamente, mas sim, como minoria, somos digamos, diferentes, em alguns aspectos), mas não condeno ninguém, afinal não quero ser um peso, mais do que já sou a mim.

Uma coisa positiva que tenho visto são pessoa que vem atrás de ajuda para ajudar quem sofre desse vicio maldito. Eu gostaria de saber como ajudar, mas são sei, pra mim, ajuda quem me escuta, para os demais, penso que isso também será um bom começo.

É um dia de cada vez, um pé enfrente ao outro. Se cair e se ralar, chore o que tiver pra chorar, mas siga enfrente, não desista.

Não quero tentar induzir ninguém a ir a uma igreja, templo, ou seita, sei lá, mas a fé ajuda, seja de onde ela venha. Eu não sou espírita, sou católica, mas acredito nos ensinamentos espíritas, e se eu pudesse indicar uma leitura, leia “Nosso Lar” que hoje estréia nos cinemas, isso fará você repensar quando frases como “melhor morrer do que viver assim”, “lá não deve ser pior que aqui”, entre outros pensamentos suicidas, pois, já ouvi milhares de vezes que “não me corto com a intenção de morrer”, porém, o auto-flagelo pode levar a morta como qualquer outro vício. “Nosso Lar” mostra um pouquinho e explica o que é o suicida. Vale a pena ao menos para refletir.

Haverão dias que você não irá resistir porque está muito mal, em outros sentirá falta (isso mesmo, você poderá sem motivo algum, sentir saudades da sensação que ver o sangue correr nós dá). O auto-flagelo é uma droga, não se cale, não se isole, busque ajuda!

Auto-Flagelo: Uma luta de cada vez

Dói tanto… E a vontade de me machucar volta. Parada no escuro do quarto, ouvindo Matanza em alto e bom som, as lágrimas percorrem sem cessar.

Me sinto tão só, parece paranóia, neurose minha, mas não é, a solidão é nítida.

Só quem sente esta sensação sabe o grito de desespero que pulsa no corpo. O coração não bate, ele martela a alma… O peito dói!

Eu começo a questionar se sangrar não me aliviaria, aí me lembro de todos vocês, que sempre lêem meus relatos e digo a mim mesma “não posso fraquejar, não posso decepciona-los”, e é quando me recordo que não sou feita só de palavras, que sou humana e erro como qualquer outro.

As lagrimas passam, ops, voltam. Parece besteira mas tudo começou com hoje (sábado) com uma revolta, amanha é aniversário do meu irmão e meu pai dará a ele qualquer coisa (se é que dará) sem muito gosto, enquanto pra enteada presenteou com um notbook novinho (e nem eu ganhei um assim, o meu foi de segunda mão e meu irmão, quando precisou pra faculdade, teve que comprar), mas o que me revolta nisso tudo de fato é:ela nem gosta dele, todo mundo me fala que ela “atura” ele, não tenho motivos pra ficar triste, afinal tenho um pai trouxa!

Isso… A TPM… É meus caros eu remôo o passado sempre e sempre, só quem sabe meu histórico de vida pra entender o que eu sinto e porque eu sinto!

Agora talvez a coisa mais banal, ligar para alguém (já que mais ninguém me liga, ao menos não que morem aqui) e o telefone só tocar… No pós-namoro percebi que não me restaram amigos, nem os de balada, eu acabei me afastando de todos, e o pior, não por amor, mas por depressão, e hoje pago, pois estou sozinha, aflita, escrevendo ou falando com as paredes.

Escrever as vezes me faz desviar o foco “corte”, gostaria de não cair novamente nos braços da lamina fria, mas pelo visto talvez seja inevitável, o problema é que não agüento mais as marcas, essas malditas marcas que eu sinto, são elas que me afastam as pessoas, pois ao invés de tentarem compreender, elas simplesmente fogem, afinal, não é problema delas! Eu sei disso, pois até quem disse que me amou um dia com tanto fervor, acabou se distanciando de mim por medo, o medo da loucura…

Não creio que eu seja louca, aliais, estou sempre consciente desses erros, só que é mais forte que eu, a dor que sinto é tão intensa, que muitas vezes não resisto, mas vou com cautela.

Pensar pode levar a morte… Porque se você analisar, quando paramos para refletir sobre a vida, uma analise profunda… Nossa, ao menos a minha parece mais assustador que um filme de Hitchcock. E ao fazer isso hoje percebi que tenho vivido só pra esperar o dia de morrer.

Hoje (sábado), mais uma vez acho que não irei sair, não vou viver, devo dormir, o que é triste, pois não vivemos (de fato) quando estamos “vegetando”.

Minha maior vontade no momento é socar o mundo, me meter em um briga do melhor estilo hooligans, quem sabe assim essa dor e angustia passariam… Mas como sempre, seria temporário, quando eu acordasse pra vida, os problemas ainda estariam lá.

Então não adianta tentar “ferrar” a própria vida, nada vai mudar, tudo ainda vai estar lá, no final só nos resta encarar os problemas, mas isso é outra página.

Frase: A única forma de me livrar de meus medos é fazer filmes sobre eles. [ Alfred Hitchcock ]

Assim como Hitchcock encontrou uma forma se lidar com seus medos, nós encontraremos uma de lidar com os nossos.

Musica: Tempo Ruim (Matanza)

Freak Butterfly

Auto-Flagelo: Sobrevivendo entre as recaídas

Nunca imaginei que um texto de desabafo fosse gerar tanta repercussão, também não podia imaginar que tantas outras pessoas, independente do status, idade e sexo, fossem sofrer de tal problema.

Espero que cada vez que venho escrever, ou respondo seus comentários, os ajude, como ler seus desabafos me ajudam também.

Tomar a decisão de parar é difícil, é como alguém que decide parar com as drogas, temos que estar sempre alertas, nos vigiando a cada decepção ou ataque de nervos. Li um comentário que terminou em “ter fé”, confesso que ando afastada de tais coisas relacionadas a fé, sou católica, mas ir à missas sempre me deixa deprimida em meio a tantos sermões, não gosto do exagero de muitas igrejas evangélicas, e o candomblé só piorou um pouco mais o que eu pensei que fosse ajudar. Tentei o centro espírita kardecista, confesso, se vocês crêem em Deus, se arrisquem a ir a algumas palestras, são legais e ali não há julgamentos ou preconceitos, eles te acolhem de braços abertos.

Como todo “viciado” quando pensei estar “curada” parei de freqüentar, foi um erro, tentei voltar atrás, mas estava tão deprimida que não encontrava sentido pra nada. Sou como todos vocês, tenho sonhos e desejos que muitos tentam apagar, mas sinto que EU não posso desistir de mim.

Passei muito tempo sem me ferir, somente na tentação, mas fui forte, até levar um “tapa” na cara (literalmente) do meu pai, aquilo me enfureceu, pra não me cortar, espremi meu braço entre os dedos e unhas com toda força possível, nada aconteceu, alguns hematomas e uma dorzinha inferior ao meu ódio momentâneo, então peguei um isqueiro e comecei a esquentar, queimei varias vezes, e por sorte não ficou nenhuma bolha (pois tenho uma cicatriz, pequena, mas feia, no braço, feita por isqueiro), eu não queria ficar marcada, eu só busquei a dor, então depois disso, os dias passaram em meio a discussões onde tentava me consolar na dor. Nada adiantou, nada mudou, e eu disse a mim mesma: “você é melhor que tudo isso, melhor que todos eles, um dia vão precisar de você. Tudo isso vai passar”.

Dizer que é fácil, ou dar lição de moral, não posso, mas o que eu afirmo é que não precisamos de ninguém além de nós e nossas crenças, seja qual for o motivo, nada disso irá mudar ou melhorar com tais atitudes. Se você tem filhos, pense neles, se tem alguém que te ama muito como um pai ou mãe, faça deles sua razão pra seguir em frente, e só dependa de você para parar e alcançar quaisquer objetivo na vida.

E se precisar de alguém, busque um amigo, um verdadeiro amigo, ou aqui mesmo, deixem contatos, mesmo que anônimos, para que outros se comuniquem, um grupo que sabe o quão difícil são as coisas, pode se auto-ajudar.

Vamos dizer não ao auto-flagelo.

Auto-flagelo: Seguindo em frente sempre

Depois de muito tempo sem atualizar, gostaria de pedir desculpas por tais falhas, pois andei muito ocupada e dizer que sempre entro para ler os comentários que deixam aqui, e sempre que posso respondo-os.

Tendo em vista que há muitas pessoas na mesma situação da qual estive (ou estou, pois ainda não sei), resolvi me abrir mais uma vez para contar sobre minha difícil jornada em busca da “cura” (se é que há uma cura pra isto).

Já faz algum tempo, cerca de 5 meses que eu estou “limpa”, e digo mais, não é fácil permanecer assim, porém a vontade de parar tem sido maior que a vontade de me cortar.

Sei que muitos de vocês vêm aqui para desabafar e fico muito feliz com isso, é como se de alguma forma me expor pudesse tê-los ajudado de alguma maneira, mesmo que não tenham parado (ainda). Tudo o que disseram, todas as histórias que me contaram, acredite, eu passei por tudo isso, a reprovação da família, a gozação das pessoas, a vergonha, o medo e a vontade de ir mais além. Eu cheguei a ser vista como louca pelo meu pai a ponto de ouvir que seria internada. Foi quando eu estava no fundo do poço, quando eu pensei que não teria mais chances de parar, que logo eu terminaria com tudo, foi quando encontrei um fio de esperança e palavras que me fizeram acordar pra vida e ver que viver, mesmo em tempos ruins, é melhor do que o que possa nos aguardar do outro lado da vida.

Não, eu não me converti, nem fiquei louca, mas sim, eu creio no que o espiritismo prega e sim, eu penso que ao me matar irei sofrer o dobro até reencarnar. Eu confesso que até ajuda pela cura espiritual eu já busquei, e sim, por um tempo resolveu, mas nada realmente da certo de não partir do principio de que NÓS queremos, e PODEMOS!

Primeiro eu me abri com minha família, pedi ajuda mesmo, busquei ajuda psiquiátrica, mas nem sempre os remédios acalmam certas dores. Fiz terapia, mas o melhor remédio estava no ombro dos amigos, nos verdadeiros amigos que te escutam sem criticar e te dão força para não cair mais, e mesmo que caia, ele não irá te crucificar e sim te dar a mão para seguir em frente sempre.

O auto-flagelo é como uma droga, como qualquer outro vicio, você fica dependente da dor física pra aliviar o sofrimento mental, mas no final, como qualquer outra droga, logo o efeito passa e você vê que ao invés das coisas melhorarem, elas piorarão.

Eu sei que é difícil, e às vezes chega parecer impossível, mas não é! Primeiro temos de aceitar que precisamos de ajuda, sozinho é difícil, posso dizer por experiência própria. Quando me sinto mal, quando a dor bate, e a vontade aperta, quando a tentação é maior do que minhas forças, eu corro atrás de alguém, se estou sozinha, ligo pra alguma amiga e busco conversar, tentar tirar o pensamento do caminho. Distrair o cérebro é a forma que tenho encontrado para desviar os pensamentos sabotadores.

Sempre que estou péssima, busco me distrair, ver um filme, ler um livro, conversar mesmo que bobagens com outras pessoas, ou até mesmo chorar. Sim! Chorar, isso parece (ao menos pra mim) aliviar as angustias. E quando penso em fazer, eu tento na mesma hora pensar no ‘porquês’ de eu querer parar.

Nada nesta vida vale a pena! Nada vale nosso sangue e dor! Sei que é clichê, mas devemos ser mais fortes e não ter vergonha de buscar ajuda quando necessária, ou de recomeçar quando cair.

Pense nisto, reflita! Não sinta vergonha, não pense que você é fraco ou covarde, pense no quão forte é por tentar, e que é tentando que irá chegar lá. E se você conhece alguém que precisa de ajuda, ajude-o.

Freak Butterfly.

*Imagem retirada do Google Imagens

Alto-flagelo – Como ajudar

solidao

Não sei se posso dizer que me sinto triste ou feliz pelos diversos comentários e procura pelos artigos publicados aqui sobre auto-flagelo. É bom saber que muitos de vocês leitores se sentiram a vontade e se abriram com outras pessoas que sofrem do mesmo problema, ou ver que há pessoas que se importam.

Muitos me perguntaram sobre como se ajudar ou como ajudar um conhecido. Bem, desde já aviso que não sou médica, mas busquei informações e até mesmo, novamente coloco meu problema em questão (e não tenho medo ou vergonha de me expor com isto, sei que estou ajudando muitos e me ajudando).

Primeiramente, quem realmente deseja parar com isso, terá de ter muita força de vontade. Saiba que isto não se vence sozinho, busque ajuda nos familiares ou em alguém que seja próximo que você possa contar realmente, pois você irá necessitar.

Tratamento psicológico é à base de antidepressivos e terapia comportamental. Mas saiba que não há melhor remédio que a amizade, pois na hora que o nervosismo bater e a vontade surgir, você terá de buscar companhia. Evite ao maximo ficar sozinho em meio a crises. Busque desviar o pensamento, eu sei o quanto é difícil, mas não se pode desistir na primeira recaída.

Eu estou “limpa” a cerca de 2 meses e estou feliz por isso, a ultima recaída não foi tão violenta e eu não irei desistir. Quando estou mau, vejo TV, leio, entro na internet, converso com pessoas, mas não me tranco em meu quarto, pois sei que sozinha corro riscos.

Pra começar, jogue fora seu “kit flagelo” (todos que sofrem disto têm ao menos alguma navalha guardada em casa e até mesmo curativo).

Sejam fortes e resistam às tentações. Não tomem remédios por conta própria, busque um psiquiatra, ele lhe indicará o melhor tratamento.

Se quiser saber mais sobre o assunto, ouça o podcast abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u503798.shtml

Tenham força, há coisas na vida que não valem a pena nos martirizar!

Freak Butterfly