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Medo e delírio em São Paulo

Foram apenas nove dias naquela cidade caótica, com trânsito infernal, trens e metros lotados, clima instável e uma diversidade tão grande de pessoas e estilos, que no fim, você só aprende a amar. E foi assim que eu me re-apaixonei e senti vontade de viver novamente, eu percebi, aliais eu senti que, apesar de soar piegas ou como um clichê barato, eu nasci para viver ali.

Em todas as minhas experiências, de um mês certa vez, foi enlouquecedora, eu pensava “será que dou conta?”, mas sabe quando você chega em casa e sente que aquele não é seu lugar? Foi assim, quando desci do avião no aeroporto de Porto Velho, a tristeza me tomou a alma novamente.

Não venho aqui para criticar minha própria cidade, sim, sou uma BERADEIRA, nascida na beira do Rio Madeira, onde o por do sol ainda é o mais lindo, onde as estações do ano só se dividem em duas, onde as pessoas o acolhem como filhos da terra, cujo ditado é “quem bebe desta água sempre volta”, mas não é pra mim.

Quando voltei a ‘Sampa’, depois de um ano sem estar lá, sem ver alguns poucos amigos, o frio me congelou a espinha, e não era o frio qualquer, nem a garoa que caía, depois de anos, eu viria a conhecer dois amigos com quem conversei, chorei, magoei, e tudo que a distância nos proporcionava.

É tão emocionante o perigo que chega a ser excitante! E em nove dias, aprendi coisas, conheci pessoas, vi lugares, fui acolhida. Minha intenção não era escrever nada disto que estou ‘tagarelando’ até o momento, eu apenas queria contar minha louca aventura de nove dias em uma cidade que não se apaga. Uma viajem que me estimulou a ser alguém diferente, a lutar pelo que quero, a ser, simplesmente eu, sem medo de ser julgada e condenada, e apesar de sempre ouvir que SP é um lugar de pessoas frias, fui muito bem acolhida. Ri, chorei, acho até que chorei mais do que ri. Mas, como só eu sei fazer, ou seja, mudar a conversa bruscamente vejamos coisas que aprendi no meu, digamos, “retiro espiritual”, ou de uma folga de mim Rondoniense:

  • Você pode se abrir, chorar, falar de seu passado com os amigos, por mais que a terapeuta lhe pareça uma boa idéia, ela é paga pra te ouvir, e receber um abraço quente depois de mil lágrimas, quando só o que se desejava era sorrir, não tem preço;
  • Ser abraçada por uma doce senhora que mal lhe conhece e te acolhe como uma espécie de filha, foi um dos carinhos mais sinceros que tive durante este ano;
  • Ouvir elogios de você para outra pessoa que não você, não estimula o ego, e sim acalenta a alma e te faz pensar “caramba, de certo sou boa em algo mesmo”;
  • Que eu posso ser amável, e não no sentido de delicada e sim no sentido de que alguém possa me amar, mesmo quando o magôo ou falo asneiras, ou mostro vídeos sem graça (pra ele) da internet;
  • Que a Augusta sempre será um mito, mesmo infestada de ‘moderninhos’ paga pau, ela tem seus encantos;
  • Que slogan de puteiro é genial: “cervejinha e putaria! Cervejinha e putaria à vontade, vamos entrar” e claro o melhor “mesa pra casais, mesa pra casais! Hoje uma galinha irá comer três minhocas com uma bicada só!” – eu deveria ter visto isso, deveria, também não sei porque mas senti imensa vontade de abrir um puteiro no bairro Liberdade… E criar slogans para o mesmo (risos);
  • Aprendi dentro de um puteiro qual o melhor tipo de sapato para você andar, pode ser salto 7 ou 15, desde que a meia pata da frente seja reta, ele será super confortável, disse Carol, uma moça que estava a trabalho;
  • Também aprendi com a Carol que aquelas bolsinhas pequenas de pulso e cigarros de caixinha não dão certos, o melhor é maço, só assim eles irão ficar bem guardados na bolsinha, ela também nós ensinou (sim claro, porque não sou maluca de entrar num puteiro desacompanhada) que mulher, seja puta ou não, gosta de ser bem tratada, odeia ouvir “nossa, olha aquela gostosa”, acha cantada de pedreiro nojenta, e que o melhor jeito de conquistar é ser cortejada;
  • Finalmente aprendi que Velhas Virgens é uma banda do caralio, e que a música ‘Madrugada e meia de amor’ é minha cara (risadas);
  • Que Serra Malte é uma cerveja muito ruim;
  • Que hostel é uma opção barata e divertida, onde você aprende a conviver com diversas culturas, apesar das amizades rápidas, você aprende coisas pra vida toda;
  • No hostel também percebi que devo urgentemente voltar a estudar línguas estrangeiras, apesar de ver que muitos estrangeiros não fazem a mínima questão de aprender a nossa;
  • Também aprendi a nunca deixar meu shampoo caro no banheiro do hostel, não se pode ser tão confiante em um lugar cheio de desconhecidos, mesmo que os que trabalhem lá sejam super legais;
  • Aprendi o quanto é importante uma vez na vida ir ver seu time jogar em um estádio, o grito e calor da torcida te contagia, é algo que te faz amar com mais afinco ou odiar de vez futebol;
  • Aprendi que não se negocia com as chinesas (ou japonesas ou coreanas, seja o que for que trabalhem no shopping 25 de Março), elas são dura na queda, odeiam quem pechincha com os homens você já consegue, mas com elas… Ainda quando você vira e não leva nada, falam mal de você, mesmo que agente não entenda, agente sente!
  • Que mesmo você avisando TODOS seus amigos e conhecidos eles sempre aparecem no ultimo dia dizendo: mas porque não me avisou que tava aqui?
  • Enfim, aprendi a esquecer tudo o que me arrancou lágrimas antes de viajar e ainda nos primeiros dias e a derramar lágrimas de saudades, de pessoas novas, de coisas novas, de uma pequena parte nova de mim.

Enfim, você conhece pessoas, concretiza amizades, planejar, re-vê amigos (bem, só revi a Dani e o Rafa) e de alguma forma, conhece pessoas que se tornam anjos na sua vida, que se preocupam e que cuidam de você, que sorri ou elogiam sem desejar nada em troca. E mesmo que seja apenas nove dias (você deve pensar “essa mina ta viajando, nove dias não é nada comparados a vida toda”), são suficientes pra dizer: é lá que quero ‘sonhar’.

 

A solidão de um bipolar

  É incrível a capacidade das pessoas se alto intitularem depressivas, psicóticas ou bipolares, só quem sofre de tais doenças sabe o quanto é solitário o caminho de quem tem algum distúrbio.

  Eu sou uma delas, assim como milhões de outras pessoas no mundo eu tenho o que chamam de “Distúrbio de Personalidade Bipolar”, já escrevi sobre o assunto aqui, mas do ponto de vista de outras pessoas, não o meu, mas hoje estou aqui, meio que por desabafo, um pouco por revolta da falta de compreensão que o mundo ao nosso redor tem com os bipolares.

    Há muito não sofria de crises tão severas de mudança de humor, eu nunca tomei lítio como alguns, ouvia as reclamações dos seus efeitos e pensava “não quero isso, quero ser uma pessoa normal”… Ai de mim, afinal, normal ninguém é. Tomei vários antidepressivos, ansiolíticos, até que um dia eu estava bem, porém, o distúrbio também nos engana com os famosos momentos de “euforia”, você se sente ótima, capaz de tudo, o mundo é seu e você é invencível, se sente mais sedutora, mais confiável, disposta a mudar ou até a carregar o mundo nas costas, porém, é ilusório, um dia uma das peças desse quebra-cabeça maluco não se encaixa e o mundo desaba te levando junto.

               Faz mais de um mês que escuto a palavra “instável”, e não agüento mais ouvi-la sem ao menos ser compreendida. Você esta em guerra consigo mesma e é obrigada a ouvir que “há pessoas com muito mais problemas que você”, “você não é a única que sofre”, “você pelo menos tem saúde”… Blá-blá-blá! Como se não bastasse você ainda é intitulada de EGOÍSTA!

               Perdem-se amigos, perdem-se amores e deixa a família em alerta 24 horas quando entra no estágio depressivo ou de irritação.

               Outra coisa que ninguém compreende é que não se tem controle dos sentimentos, das ações, que claro desencadeiam uma série de reações.

               A revista Viva Saúde número 95 publicou uma pequenina matéria sobre as “Cinco verdades sobre o transtorno bipolar”, então vejamos quais são:

  • A doença provoca diversas funções psíquicas instáveis, principalmente a flutuação do humor. Assim, é comum a pessoa apresentar fases de depressão e outras de euforia ou irritação.
  • Pode proporcionar idéias de morte e suicídio. Na fase eufórica, denominada de mania, ocorre uma sensação de muita energia, além da fala rápida e uso de roupas mais coloridas (isso explica porque fico às vezes tagarela que até enrolo a língua no meio das palavras e meu guarda-roupa anda instável).
  • É comum períodos de ausência de libido e outros de hipersexualidade. O descontrole também afeta o nível de gastos, o que provoca uma enorme contração de dívidas.
  • A principal causa conhecida é genética. Além dela, a doença pode ter início após estressores muito intensos. Esses podem ser situações traumáticas, estresse crônico ou doenças clínicas.
  • Existem inúmeros medicamentos tanto para as fases agudas como para a prevenção. Apesar de não ter cura, seu controle é possível. Procure um psiquiatra para fazer o diagnóstico e definir o tratamento.

Essa doença também possui três fases:

  • Depressão, que pode ser de intensidade leve, moderada ou grave, e algumas de suas características é: humor melancólico; desinteresse por coisas que gostava; aparência melancólica, chorosa; Inquietação ou irritabilidade; perda ou aumento de apetite; excesso de sono ou incapacidade de dormir; agitado demais ou lento; fadiga; pessimismo ou falta de esperança; dificuldade de concentração, tomar decisão ou de lembrar-se das coisas; planejamento ou pensamento de suicídio.
  • Mania, também conhecido como euforia, possui sintomas como: alegria exagerada, animação excessiva; impaciência; agitação física e mental; aumento de energia iniciando várias atividades ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las; otimismo e confiança exagerada; incapacidade de discernir; idéias grandiosas; incapacidade de se concentrar; comportamento agressivo, inadequado, provocador ou violento; desinibição; aumento de impulso sexual; aumento da agressividade física ou verbal; insônia; uso de drogas como álcool, cigarros, soníferos e até mesmo cocaína.
  • Mista, esta fase, como o próprio nome já diz alterna os sintomas de depressão e mania no mesmo dia (é o que mais me identifico, já que no meu diagnóstico não foi dito qual seria meu ‘tipo’).

             Cada estado tem um tempo médio de duração que variam entre dias, semanas e meses. Há também outras formas de manifestação da doença, como a hipomania, sendo menos prejudicial no circulo social e no trabalho. Pra resumir esta parte teórica, somente um psiquiatra poderá diagnosticar a doença em uma série de testes e somente ele poderá lhe medicar.

                   Questões clínicas aparte, é que estudo nenhum sabe o quanto é só a vida de um bipolar, tendo ou não amigos, família ou um relacionamento, nada parece durar, pois ninguém suporta tempo o suficiente (a não ser seus parentes, apesar de que já quiseram me interar), pois você só será vista como egoísta, mimada, descontrolada, instável, todos terão medo de você, de que tente suicídio, que caia nas drogas, que enlouqueça, ninguém o vê como um ser humano que só precisa às vezes de um colo pra chorar, um abraço, carinho e mais que tudo ser ouvido. É uma tarefa chata? Claro! Sei que é difícil para meus pais, para meu irmão… Bem, pra quem ainda convive comigo (o que parece ter reduzido ainda mais neste final de semana).

                 Eu nunca fiz o tipo de chata, chiclete, ou coisas assim, mas nessa ultima crise que estou passando, tive uns “ataques de pelanca”, eu não gosto, odeio não controlar algumas das minhas atitudes, odeio não poder ser eu mesma às vezes. Mas eu ainda me cuido, quase desisti de tudo nesse final de semana que se passou, pois em um mês, minha vida se tornou um castelo de cartas cuja uma por uma foram se desabando dia-pós-dia, e só fui julgada, criticada e tachada, tudo, menos compreendida, porque as pessoas acham que é desculpa, claro, como o ditado “desculpa do aleijado não é a muleta”, a minha não poderá sempre ser “sou bipolar”, mas não faço o tipo de quem da essa desculpa à toa, quando eu sinto eu digo, eu sou sincera doa o ouvido que doer.

                     É uma jornada longa? Claro, pois não há ainda cura pra bipolaridade, só tratamentos que amenizam os sintomas e terapia pra te ajudar a conviver com isso. Muitas pessoas, até celebridades já se declararam bipolar e estão ai, com famílias, amigos e trabalhando.

                   O bipolar não é um ser de outro planeta, mas pode ser confuso e de fases muitas vezes, o que me resta? Aceitar que posso viver só, que posso achar novos amigos, que posso superar isso tudo e quem sabe um dia, encontrar mais pessoas que consigam conviver com minha ‘inconstante instabilidade’.

 

*Fontes: Revista Viva saúde Número 95, pág. 14, 2011;

Site: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?419

Leia também: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=367&sec=26

Comunidade para bipolares: http://www.bipolarbrasil.net/

http://www.ceapesq.org.br/ceapesq/grupoDePesquisa.php?FhIdGrupo=15

*Imagens: Google Imagens

Sempre ao lado

Quem lê o titulo deve imaginar que este texto tratará de alguma historia de amor ou amizade, mas não! A questão que me pegou sábado que passou foi: porque quando se olha pra alguém na balada, é sempre quem está ao lado que te retribui?

Sábado com amigos, cerveja e rock ‘n roll. O lugar não estava cheio, a mesa atrás quatro rapazes atraentes e aparentemente ‘disponíveis’.

Quando você sai a noite, livre e desimpedida, nada mais normal que dá uma paqueradinha, eu confesso que sempre fui péssimo nesse negocio, eu olho e espero a olhar de retribuição. Intenções eu não tinha, estava só querendo curtir com meus amigos, mas ele era bonito, esta ali, olhei, mas eis que o amigo ao lado que eu nem se quer havia notado me olha. Me perguntei: porque!?

Sei que isto ocorre também com o sexo oposto, meus amigos do sexo masculino também reclamaram diversas vezes sobre isso e ainda dizem “logo a amiga mais feia que olha de volta!”

Bem, quando eu estou em uma roda, e alguém me olha, eu logo penso que é para alguém atrás de mim ou para uma amiga ao lado, somente quando o olhar “te devoro” é visível pra eu me tocar que “a essa olhada foi pra mim”, mas acho que não notar, ou não querer notar é algo da auto-estima, eu nunca me achei isso ou aquilo, sempre achei minhas amigas muito mais interessantes que eu (mas claro que eu sei que minhas qualidades podem surpreender muitos mais que as curvas alheia), pois afinal, você nunca chega na balada em alguém que você acha inteligente, ou tem o papo legal, você chega pela questão física.

Talvez estes seres que acham que estamos olhando para eles, ou tem a auto-estima muito elevada, ou precisam elevá-la logo, e por isso sempre acham que os olhares estão indo em sua direção.

O fato é: ninguém explica isso (nem Freud, eu sei por que eu procurei), também suponho que a auto-confiança os faz pensar que o mundo gira ao seu redor, afinal quando estamos bem, queremos que todos vejam isso, e supomos que tenham notado.

Complexo? Eu sei, a cada segundo que me envolvo neste texto, fico mais confusa e vejo que não chegarei a nenhuma conclusão, só milhares de suposições.

Então resolvi perguntar a algumas pessoas se isso já aconteceu a elas, como foi, o que pensaram, vejamos as respostas:

“Sim já (risos), ah eu achei estranho o guri lá, mas deu pra sair uma boa.” (Thay, 20 anos, BA)

“Nunca (gargalhadas) pra falar a verdade nunca nem rolou de a pessoa que eu olho retribuir, não tenho sorte com essas coisas.” (Léo, 22 anos PR)

“Já sim, olha achei engraçado. Eu estava num café, e tava rolando um flerte gostoso com a mina da mesa de trás, mas entre eu e ela tinha uma mesa com duas garotas, e uma delas pensou que eu estivesse paquerando a amiga dela, daí essa amiga veio na minha mesa, pra saber mais, enquanto a amiga tinha ido ao banheiro, daí a mina que eu tava paquerando entendeu errado, fechou a cara e foi embora.” (Victor Hugo, 29 anos, MG)

É pessoa, isso acontece com todos nós, pior do que a pessoa errada olhar de volta, é você ser a pessoa errada! Como eu nunca acho que é comigo, não passei por isso, mas já acenei pra alguém que não havia acenado pra mim, mas isso já é um outro caso.

*Imagem: Google imagens

Desventuras sexuais

Quando seu amigo lhe disser: “Esse cara é gente boa, pode ir enfrente!”, lembre-se, ele é homem, não provou da fruta (ao menos não aquela fruta né, pois vai saber).

Eu tento não ser feminista, nem ao menos parecer, mas é complicado, muito complicado, cada dia que passa, o sexo casual se torna mais perigoso, e não digo do risco de doenças nem algo do gênero, quem ta antenado se previne sempre, mas é que a qualidade sexual vem caindo como uma bomba.

Se arrependimento matasse, eu teria virado múmia!

Garotas, ouçam seus instintos quando ele lhe acionar um alerta de “fuja enquanto é tempo”. Eu não ouvi e tive o pior sexo que poderia ter em toda minha vida. Ir ao motel mais decadente da cidade não foi o problema, agora não ficar excitada, sentir aquele corpo pesar sobre o seu, gemidos, gemidos, falsos gemidos e… Ele sumiu, foi no banheiro. Volta, deita ao seu lado e dorme!

Tédio! Tédio! Tédio! Tentei não dormir, pela primeira vez o filme do canal pornô era interessante, tinha pegada, tapas, o entrosamento parecia real… “vamos!”, quase que desesperada eu dizia…. “só mais cinco minutos”.

Tédio! Tédio! Tédio! Me segurava pra não dormir e pensava “que bosta! Que bosta”, não resisti e repeti, “vamos”… Dessa vez ele aderiu, afinal, eu já tinha pego ele em casa, outra coisa que já acho errada, odeio chegar dirigindo em motel.

Às vezes penso: será que to sendo feminista? Será que estou errada?

Minha cabeça gira, gira e vejo que nada está errado, além da companhia ao lado. A cede em não estar só, às vezes (quase sempre) nós faz optar por péssimas escolhas. Porque me esponho? Porque escrevo? Quem sabe quem ler isso pense duas vezes antes de ir no impulso!

Por isso é bom quando sua amiga ta por dentro de quem é o bonzão na balada, você não cai naquela do amigo de que “ele é um cara legal, vai fundo”!

Errar é humano, espero que ao menos essa que vós escreve tenha aprendido. Eu sinto agora: “devia ter ouvido aquele meu amigo que disse: já vai? Mas ta cedo”, eram vários sinais, só que eu estava bêbada demais pra perceber, nada que um miojo e copos de coca-cola (claro sem contar a transa decadente) pra me fazer acordar as cinco e quarenta na manhã.

Fique atenta aos seus instintos, não beba Stanhegue como se fosse tequila, não ouça seu amigo (do sexo masculino) quando suas intenções são outras e não de seu telefone pra um cara que te “leva” ao motel e só tem cartão de crédito, quando o motel de quinta, obviamente não passa cartão e você tem que pagar a conta e ouvir piadinhas ridículas de “você gastou todo meu dinheiro”, me segurei, quase mordendo a língua pra não dizer: “depois do que rolou ali, você ta é me devendo muito mais!”, mas meu bom senso de menina do papai me fez ficar calada e apertar o volante pra não virá um soco do dito-cujo.

Vivendo e aprendendo… Errando e se… Pensem! Reflitam! Vivam!

F.B.

Homens: o mau “necessário”

casal

Depois das minhas ultimas experiências amorosas e de ouvir os reclames de algumas amigas, fiquei pensando comigo mesma. O que passa na cabeça dos homens? Porque em um minuto eles te desejam mais que tudo e no outro eles não queriam te iludir? Porque eles mentem? Isso é algo quem vem no gene? É uma necessidade?

Homens sempre reclamam que mulher não sabe distinguir quando o cara quer só sexo ou quando ele busca um romance, claro que como em tudo nesta vida há exceções, há umas e outras que ainda se iludem, mas a maioria já está “ligada”, por mais que ele procure romance, ficamos com o pé atrás achando que no final ele busca somente sexo.

Sexo! Sexo! Sexo! Claro que o sexo é importante, mas ele não chega a ser 100%, pois hoje em dia, sexo é igual comida de solteiro, basta ir ao “mercado” e escolher o que quer “comer”. Agora, carinho, atenção, colo, isto esta escasso.

O mundo se tornou prático, on-line, e o sexo também, as relações também. Por isso as rapidinhas se tornaram rotina, e inicio de namoros mais rápidos que nunca, conhecer o parceiro não é mais necessário, hoje você diz sim (pois, com a concorrência crescendo cada dia mais, não podemos perder tempo), hoje você beija, amanha você transa e em pouco tempo já estão namorando.

Pedir em casamento também é algo muito fácil, é mais fácil do que pedir um prato no restaurante, o cara chega e diz: “Casa comigo?”, e a grande maioria, ainda cai na conversa do individuo.

Mas isto tudo não é um mau somente masculino, há mulheres que só buscam sexo, mas o problema é que o cara só “dá” quando ele ta afim (eu sei é raro homem recusar, mas existe), pois depois do segundo encontro sexual, se você quer encontrar o cara novamente, ele já pensa que você quer namoro, e te diz: “desculpe se eu não sinto o que você sente por mim?”.

Será que quando gozamos nossas vaginas gritam: “CASA COMIGO, EU TE AMO!”?

Eu gostaria de saber, isso ainda é um mistério pra mim. Digamos, um cara pode pentelhar pra te comer varias vezes no mês, mas se você liga pra ele varias vezes neste mês querendo sexo, ele pensa que você quer algo serio. Uma moça não tem direito de ter apenas um “P.A.” (sigla que uso com amigas para definir o “Pau Amigo”)

Outra coisa que esta cada vez mais comum é: hoje ficamos, temos algo em comum e amanha estamos namorando.

Lembrem-se: Antes só que um mau namoro. Isso pode estragar tudo que poderia realmente acontecer de bom entre vocês. É terrível descobrir que vocês tem um gosto musical em comum, mas não freqüentam os mesmo lugares, não gostam das mesmas comidas, odeiam algum amigo(a) dele(a) (alerta, nunca fale mau dos melhores amigos, isso estraga tudo, pois amores vem e vão, mas os amigos estão lá, principalmente quando os mesmo te dão um fora), claro que não dá pra parecer em tudo, mas há diferenças que estragam qualquer relacionamento.

Mas o que eu queria dizer realmente com este texto? Talvez nada, talvez tudo. Não sou feminista, muito mesmo uma Riot Girl, não vejo vantagens alguma nisto, mulher é dependente sim, é carente, tem TPM, gosta de carinho, mas no meio do desespero, não tome decisões precipitadas, procure um amigo, ele pode te dar tudo isso, até o sexo.

Namoro também é marketing, onde se utiliza a melhor estratégia, o “boca-em-boca”. Se pisar na bola é bomba na certa!

Então vamos com cuidado e deixemos tudo as claras. Doa a quem doer, ainda é a melhor opção.

Freak Butterfly.

* Imagem: Leo Fontoura

Mudar Machuca!

Mudar dói!

Hoje não vim aqui falar de coisas costumeiras das quais vocês adoram ler! Sim notei pelo numero de visitas em determinados temas, hoje vim falar do que eu realmente sinto… Uma perda, uma frustração, uma enorme decepção… Por mim mesma!

No final de novembro de 2007, fui para Curitiba na esperança de ser aceita em uma cidade da qual, apesar de tudo que passei, ainda gosto. Passei no vestibular e achei que tudo iria bem… Mas não foi, insucesso em alugar um apartamento, fui parar em um pensionato estudantil (que é uma verdadeira bagunça, já que a dona só encherga notas de dinheiro ao invés de pessoas), mas foi bom, conheci pessoas das quais jamais irei esquecer.

Passei por muitas coisas, diria que mais baixos do que altos, mas sei que ao voltar para os braços da minha família irei ter momentos altos. Bem, isto é o que espero.

Mas eu mudei! E são mudanças das quais fará com que eu não me enquadre na cidade quadrada da qual eu nasci.

Em Curitiba eu me sentia comum, e gostava de ser assim, em Porto Velho eu sou a POSER, a estranha, aquela que ninguém leva a sério e que têm muitos invejosos ao redor. Eu sei que pode parecer que estou me achando, mas o mundo é assim, e por mais que no meio de tantos sorrisos ao meu lado, sei da hipocrisia destes mesmos sorrisos que zombam do meu jeito estranho de ser.

Já ouvi uma vez que na vida a dois tipos de pessoas, as idiotas e os invejosos. Os idiotas lhe amarão daqui cinco anos, os invejosos nunca. (O Libertino)

Eu creio que seja exatamente assim!

Eu não consegui meu espaço, ninguém me deu esta oportunidade lá, não deixaram provar e mostrar do que eu poderia ser capaz.

Me colocaram na lama e como verme rastejei embusca de um sentimento maior, e não o obtive também. Meus insuscessos se tornaram aprendizados! Um dia eu irei retornar, de cabeça erguida, não para ficar (bem isto não posso prever), mas para rever aqueles que eu realmente amo, e cuspir naqueles que me usaram como uma boneca de plástico que não tem sentimentos, um ser inanimado, e não sou. Tenho mais sentimentos do que qualquer um que conheci.

Sempre fui intensa! Sempre fui egoísta e também tentei afastar nos ultimos dias uma pessoa de mim, tentando ser cruel. É tudo uma forma de proteção. No fundo sou tão frágil como uma boneca de porcelana.

Pensem no que lhes digo caros amigos, não julguem as pessoas pelo local de onde vieram, preconceito é uma coisa tão antiquada, e vocês que se julgam modernos deveriam parar de olhar para seus rabos de ouro e ver que há um mundo bem maior do que aquele que gira entorno das suas coroas.

Amigos, sentirei saudades de ser mais um entre milhões.

Não sei como será voltar pra casa, não sei se suportarei a pressão… Sim, eu não sou uma pessoa de ficar calada, e também de controlar os nervos, tenho milhões de cicatrizes e cada uma tem sua história. Parece coisa de emo, mas eles sim são poser, o meu é puro estado insâno.

Voltarei a escrever as coisas que vocês gostam de ler. Sei que muitos não irão ler este texto, preferem os que tem títulos sexuais.

Agora é a hora de virar o jogo…

Beijos queridos,

Freak Butterfly