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Automutilação – entre a fé e as lágrimas

Há meses eu luto contra meu eu, contra uma série de desejos, contra ideias que insistem em atormentar até meus sonhos, transformando-os em pesadelos.

Durante meses, eu fiz terapia com um intuito, mudar sem que a tal mudança me destruísse, hoje tudo parece vão. Todas àquelas horas no consultório, às vezes sorrindo, outras aos prantos. Havia dias que em que a confiança era tamanha, que nada no mundo poderia me derrubar, porém talvez, naquele mesmo dia, eu sentia todo o peso do mundo me derrubar.

Ao contrário de muitos que já encontrei pelas redes sociais, não sou Borderline, ao menos meus psiquiatras nunca chegaram a essa conclusão, para ser sincera, nunca chegaram de fato a alguma conclusão. Eu já fui diagnosticada como: paranoica, histérica e por ultimo Bipolar. Já tentei vários tratamentos, inclusive espiritual, por um tempo alguns ajudaram tanto medicamentos quanto o espiritual. Já disseram que era o “demônio que queria que eu me contasse”, que eu “só queria chamar a atenção”, mas hoje aqui, com tantos, mais tantos depoimentos sobre como se sentem em relação a isso, sei que sou só mais uma no meio de milhões.

Sim, infelizmente só tenho visto esses números crescerem. Esse blog já foi popular pelos textos que abordam sexualidade, hoje ele é o numero um quando se busca “automutilação” no Google. O que mais me deixa triste é o fato de que, ainda não encontrei programas de ajuda pra que sem automutila. Vi que no dia Primeiro de Março, foi o dia do combate mundial a autoflagelo. Inclusive, um dos meus depoimentos foi usado como base pra um site. Quando vi, não sabia se me sentia lisonjeada ou mais deprimida. No Brasil, infelizmente não encontrei um centro de apoio a isso, os EUA já promovem campanhas, em Portugal a um centro especializado. Falando sobre isso, sobre esta falta, ontem meu namorado me disse: Porque não escreve sobre isso, um livro, conte seus relatos. Meu único pensamento era como eu seria vista se fizesse isso. Histórias, batalhas, e muito mais coisas eu teria pra partilhar, inclusive a batalha, que hoje me parece eterna de não me mutilar, tentando usar aquelas frases que o AA usa: Um dia de cada vez. Eu controlo bem a expressão das pessoas quando veem as cicatrizes, o olhar de curiosidade e pena, são ciclos, às vezes me importo menos, em outras me importa muito, pois odeio o sentimento PENA.

Eu decidi me mudar, queria sair da cidade, sair daquele mundo, nunca me senti dali, achava que seria impossível me encontrar onde vivia. Eu odiava a cidade, passei a odiar mais da metade das pessoas que habitam nela, eu não queria mais sair, minha única alegria era cinema no domingo, e os encontros com a terapeuta. Então, depois de várias discussões com a terapeuta, tomando um novo medicamento, me senti confiante em mudar e disse a mim mesma: hoje começa minha verdadeira vida.

Confesso que só de me lembrar, de me ver dizendo isso enfrente ao espelho, eu começo a chorar. Depois de anos passei e ser sistemática, organização pra mim é importante, as coisas tinham que sair como eu planejava. Eu estudei muito, me empenhei muito, até mesmo agora acho que estudar e ler tanto me deixou mais chata, mais critica e menos tolerante, e isso é horrível, pois por mais que planejemos, por mais que tudo indique que será daquele jeito, não é. A vida não tem um curso certo, planos é apenas um roteiro para se guiar, não para seguir a risca.

Algumas horas de voo, muito cansaço, uma semana entediante, os nervos a flor da pele, as primeiras cobranças “você tá indo atrás de emprego”, “como estão às coisas ai?”, todas as perguntas me pressionaram o cérebro. Passei a descontar em quem só quis me ajudar, tentei explicar que certas coisas não controlo, sim, é verdade, não controlo quase nada, eu falo sem pensar, eu me preocupo de maneira exagerada e algumas vezes vago, perdida em meus pensamentos ora coloridos, ora obscuros.

Quando decidi me mudar, decidir ter um pouco mais de fé, eu tenho minhas crenças, mas não sou alienada em religião, se eu fosse indicar alguma a vocês, seria o espiritismo, pois nunca fui julgada ali, e tive muita luz. Continuando, fiz novenas, rezei, implorei e vim com a fé “inabalável” de que tudo correria bem. Que eu teria meu lugar, que acharia um lugar que valorizasse meus conhecimentos – apesar de muitos acharem que sou louca, modéstia a parte, sou inteligente e esforçada, se fosse louca, seria um gênio louco.

Nada foi como o planejado, até o voo que deveria ser calmo, foi desagradável do inicio ao fim. Eu tentei me manter firme, eu tento me manter firme, mas logo nas primeiras semanas (me mudei no dia 17 de fevereiro) eu achei que havia cometido um erro, mesmo lembrando que minha terapeuta havia dito que eu estava madura, que deveria ter confiança, a falta de consideração, aliais de valorização me fez descer o primeiro degrau. A saudade dos sobrinhos, o medo de falhar começou a me perseguir.

Todas as noites sonhando com a família que ficou, com minhas paixões que são meus sobrinhos, minha frustração de ter duas faculdades e nenhuma chance justa de emprego, em uma noite, não resisti e chorei. Foi como se estivessem me amputando os braços e pernas, a dor era insuportável, eu queria um cortezinho, mísero que fosse pra aliviar aquele peso, aquela pressão no peito. Na minha cabeça um filme de terror, diversas saídas e uma única solução eu só me via dando um tiro na cabeça – a cerca de 6 anos tive essa obsessão, de que morreria assim.

Chorei, solucei, não sei como o Téo me via (Téo é meu namorado, o coitado em quem desconto toda a raiva e descontrole), eu queria gritar, mas abafava o mesmo, meus punhos estavam serrados, meus dedos dos pés encolhidos, minha nuca latejava, chorei por um tempo, pareceu longo, na verdade nem sei ao certo, ele só me olhou, me abraçou, pediu pra ter forças, eu queria gritar, queria conversar, mas como sempre, as palavras travam, eu me sufoco, nada saía. Então ele perguntou: você quer voltar pra casa? Aquilo me partia mais ainda, eu não consigo voltar, e não sei se consigo seguir. Vez e outra, acordo achando que ”hoje será um ótimo dia”, mas nada acontece e a noite vem traiçoeira.

Não consegui ainda achar uma cena, ou algo que eu possa comparar este sentimento, o desespero, parece que tudo que digo, ou a que comparo doí menos do que essa maldita dor psicológica. É torturante.

Ainda me seguro na fé, fé de que Deus uma hora vai olhar e finalmente me enxergar e dizer: chegou sua vez. Eu não suportaria, não suporto pensar em falhar (já que não é a primeira vez que saio de casa com tais objetivos), uma noite eu jurei que viva não voltava, e essa maldita ideia ficção não some.

Os remédios acabaram, falta um mês pra conseguir uma consulta com um psiquiatra nessa terra da garoa, ouvi uma vez do médico: não te transformarei em uma garota feliz e sorridente, só lhe darei algo pra aliviar e aprender a lidar com isso tudo… Mas pensando bem, às vezes desejo esse remédio que diz que vai deixar tudo “maravilhoso”, mesmo que uma falsa felicidade, conviver com essa dor, viver em guerra, tentar não cair totalmente, só quem luta sabe.

Pra quem chegou até aqui nesse texto meio sem nexo, se você é border, bipolar, neurótico, psicótico, seja o que for, não desista, mesmo que a duras penas, eu queria ter escrito um texto feliz, sobre como estou conseguindo me manter firme no meu projeto “sem cortes”, até “Cicatricure” comprei na esperança de elas sumirem um pouquinho que seja. Eu às vezes entro no banheiro, vejo algo cintilante, aquela vontade, aquele desejo me dividi, então entro debaixo do chuveiro e choro mais ainda. É um dia de cada vez. Uma cruz que se leva, eu até perco a cabeça, mas não vou perder aquilo que ainda me mantem “limpa” a vários meses.

Busque ajuda, não tenha medo, a pior violência é se permitir a temer, somos julgados diariamente, pressionados por toda vida. Gostaria que aqueles que apenas passeiam os olhos aqui porque conhece alguém que tem este problema lhes peço, tenha paciência. Sei que paremos egoístas, mas muitas vezes infelizmente é só uma característica da doença (quando digo doença, é porque de fato somos doentes, porém não incapazes).

Veja o vídeo da campanha: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Q7HXhyOofNU

Busque ajuda médica, mesmo em caminho de pedras, podemos sobreviver a isso. E não se sinto sozinho, nem uma aberração, há mais pessoas que sofrem disto no mundo do que imaginamos:

Demi Lovatto: http://www.youtube.com/watch?v=mu6ZC-FqkDg

Tipos de Self Harm: http://www.youtube.com/watch?v=uWJTDG1SWC8

Pais estejam mais alertas: http://www.youtube.com/watch?v=gPxj86oOifg&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=yMVhX1FlfXI&feature=related

Um dia também quero cantar “VEJA COMO ESTOU HOJE BEM!!”

*Link comentado: http://luciaureakaha.wordpress.com/2012/02/28/1o-de-marco-dia-da-consciencia-sobre-a-automutilacao/

Há meses eu luto contra meu eu, contra uma série de desejos, contra ideias que insistem em atormentar até meus sonhos, transformando-os em pesadelos.

Durante meses, eu fiz terapia com um intuito, mudar sem que a tal mudança me destruísse, hoje tudo parece vão. Todas àquelas horas no consultório, às vezes sorrindo, outras aos prantos. Havia dias que em que a confiança era tamanha, que nada no mundo poderia me derrubar, porém talvez, naquele mesmo dia, eu sentia todo o peso do mundo me derrubar.

Ao contrário de muitos que já encontrei pelas redes sociais, não sou Borderline, ao menos meus psiquiatras nunca chegaram a essa conclusão, para ser sincera, nunca chegaram de fato a alguma conclusão. Eu já fui diagnosticada como: paranoica, histérica e por ultimo Bipolar. Já tentei vários tratamentos, inclusive espiritual, por um tempo alguns ajudaram tanto medicamentos quanto o espiritual. Já disseram que era o “demônio que queria que eu me contasse”, que eu “só queria chamar a atenção”, mas hoje aqui, com tantos, mais tantos depoimentos sobre como se sentem em relação a isso, sei que sou só mais uma no meio de milhões.

Sim, infelizmente só tenho visto esses números crescerem. Esse blog já foi popular pelos textos que abordam sexualidade, hoje ele é o numero um quando se busca “automutilação” no Google. O que mais me deixa triste é o fato de que, ainda não encontrei programas de ajuda pra que sem automutila. Vi que no dia Primeiro de Março, foi o dia do combate mundial a autoflagelo. Inclusive, um dos meus depoimentos foi usado como base pra um site. Quando vi, não sabia se me sentia lisonjeada ou mais deprimida. No Brasil, infelizmente não encontrei um centro de apoio a isso, os EUA já promovem campanhas, em Portugal a um centro especializado. Falando sobre isso, sobre esta falta, ontem meu namorado me disse: Porque não escreve sobre isso, um livro, conte seus relatos. Meu único pensamento era como eu seria vista se fizesse isso. Histórias, batalhas, e muito mais coisas eu teria pra partilhar, inclusive a batalha, que hoje me parece eterna de não me mutilar, tentando usar aquelas frases que o AA usa: Um dia de cada vez. Eu controlo bem a expressão das pessoas quando veem as cicatrizes, o olhar de curiosidade e pena, são ciclos, às vezes me importo menos, em outras me importa muito, pois odeio o sentimento PENA.

Eu decidi me mudar, queria sair da cidade, sair daquele mundo, nunca me senti dali, achava que seria impossível me encontrar onde vivia. Eu odiava a cidade, passei a odiar mais da metade das pessoas que habitam nela, eu não queria mais sair, minha única alegria era cinema no domingo, e os encontros com a terapeuta. Então, depois de várias discussões com a terapeuta, tomando um novo medicamento, me senti confiante em mudar e disse a mim mesma: hoje começa minha verdadeira vida.

Confesso que só de me lembrar, de me ver dizendo isso enfrente ao espelho, eu começo a chorar. Depois de anos passei e ser sistemática, organização pra mim é importante, as coisas tinham que sair como eu planejava. Eu estudei muito, me empenhei muito, até mesmo agora acho que estudar e ler tanto me deixou mais chata, mais critica e menos tolerante, e isso é horrível, pois por mais que planejemos, por mais que tudo indique que será daquele jeito, não é. A vida não tem um curso certo, planos é apenas um roteiro para se guiar, não para seguir a risca.

Algumas horas de voo, muito cansaço, uma semana entediante, os nervos a flor da pele, as primeiras cobranças “você tá indo atrás de emprego”, “como estão às coisas ai?”, todas as perguntas me pressionaram o cérebro. Passei a descontar em quem só quis me ajudar, tentei explicar que certas coisas não controlo, sim, é verdade, não controlo quase nada, eu falo sem pensar, eu me preocupo de maneira exagerada e algumas vezes vago, perdida em meus pensamentos ora coloridos, ora obscuros.

Quando decidi me mudar, decidir ter um pouco mais de fé, eu tenho minhas crenças, mas não sou alienada em religião, se eu fosse indicar alguma a vocês, seria o espiritismo, pois nunca fui julgada ali, e tive muita luz. Continuando, fiz novenas, rezei, implorei e vim com a fé “inabalável” de que tudo correria bem. Que eu teria meu lugar, que acharia um lugar que valorizasse meus conhecimentos – apesar de muitos acharem que sou louca, modéstia a parte, sou inteligente e esforçada, se fosse louca, seria um gênio louco.

Nada foi como o planejado, até o voo que deveria ser calmo, foi desagradável do inicio ao fim. Eu tentei me manter firme, eu tento me manter firme, mas logo nas primeiras semanas (me mudei no dia 17 de fevereiro) eu achei que havia cometido um erro, mesmo lembrando que minha terapeuta havia dito que eu estava madura, que deveria ter confiança, a falta de consideração, aliais de valorização me fez descer o primeiro degrau. A saudade dos sobrinhos, o medo de falhar começou a me perseguir.

Todas as noites sonhando com a família que ficou, com minhas paixões que são meus sobrinhos, minha frustração de ter duas faculdades e nenhuma chance justa de emprego, em uma noite, não resisti e chorei. Foi como se estivessem me amputando os braços e pernas, a dor era insuportável, eu queria um cortezinho, mísero que fosse pra aliviar aquele peso, aquela pressão no peito. Na minha cabeça um filme de terror, diversas saídas e uma única solução eu só me via dando um tiro na cabeça – a cerca de 6 anos tive essa obsessão, de que morreria assim.

Chorei, solucei, não sei como o Téo me via (Téo é meu namorado, o coitado em quem desconto toda a raiva e descontrole), eu queria gritar, mas abafava o mesmo, meus punhos estavam serrados, meus dedos dos pés encolhidos, minha nuca latejava, chorei por um tempo, pareceu longo, na verdade nem sei ao certo, ele só me olhou, me abraçou, pediu pra ter forças, eu queria gritar, queria conversar, mas como sempre, as palavras travam, eu me sufoco, nada saía. Então ele perguntou: você quer voltar pra casa? Aquilo me partia mais ainda, eu não consigo voltar, e não sei se consigo seguir. Vez e outra, acordo achando que ”hoje será um ótimo dia”, mas nada acontece e a noite vem traiçoeira.

Não consegui ainda achar uma cena, ou algo que eu possa comparar este sentimento, o desespero, parece que tudo que digo, ou a que comparo doí menos do que essa maldita dor psicológica. É torturante.

Ainda me seguro na fé, fé de que Deus uma hora vai olhar e finalmente me enxergar e dizer: chegou sua vez. Eu não suportaria, não suporto pensar em falhar (já que não é a primeira vez que saio de casa com tais objetivos), uma noite eu jurei que viva não voltava, e essa maldita ideia ficção não some.

Os remédios acabaram, falta um mês pra conseguir uma consulta com um psiquiatra nessa terra da garoa, ouvi uma vez do médico: não te transformarei em uma garota feliz e sorridente, só lhe darei algo pra aliviar e aprender a lidar com isso tudo… Mas pensando bem, às vezes desejo esse remédio que diz que vai deixar tudo “maravilhoso”, mesmo que uma falsa felicidade, conviver com essa dor, viver em guerra, tentar não cair totalmente, só quem luta sabe.

Pra quem chegou até aqui nesse texto meio sem nexo, se você é border, bipolar, neurótico, psicótico, seja o que for, não desista, mesmo que a duras penas, eu queria ter escrito um texto feliz, sobre como estou conseguindo me manter firme no meu projeto “sem cortes”, até “Cicatricure” comprei na esperança de elas sumirem um pouquinho que seja. Eu às vezes entro no banheiro, vejo algo cintilante, aquela vontade, aquele desejo me dividi, então entro debaixo do chuveiro e choro mais ainda. É um dia de cada vez. Uma cruz que se leva, eu até perco a cabeça, mas não vou perder aquilo que ainda me mantem “limpa” a vários meses.

Busque ajuda, não tenha medo, a pior violência é se permitir a temer, somos julgados diariamente, pressionados por toda vida. Gostaria que aqueles que apenas passeiam os olhos aqui porque conhece alguém que tem este problema lhes peço, tenha paciência. Sei que paremos egoístas, mas muitas vezes infelizmente é só uma característica da doença (quando digo doença, é porque de fato somos doentes, porém não incapazes).

Veja o vídeo da campanha: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Q7HXhyOofNU

Busque ajuda médica, mesmo em caminho de pedras, podemos sobreviver a isso. E não se sinto sozinho, nem uma aberração, há mais pessoas que sofrem disto no mundo do que imaginamos:

Demi Lovatto: http://www.youtube.com/watch?v=mu6ZC-FqkDg

Tipos de Self Harm: http://www.youtube.com/watch?v=uWJTDG1SWC8

Pais estejam mais alertas: http://www.youtube.com/watch?v=gPxj86oOifg&feature=related

Um dia também quero cantar “VEJA COMO ESTOU HOJE BEM!!”

*Link comentado: http://luciaureakaha.wordpress.com/2012/02/28/1o-de-marco-dia-da-consciencia-sobre-a-automutilacao/

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

12 responses »

  1. Olá, tudo bem?
    Não foi minha intenção deixar ninguém constrangida, apenas considerei teu texto formidável e seria exatamente o que eu gostaria de ter escrito para o meu blog. Perdão pelo constrangimento.
    Eu também já tive muitos problemas com automutilação, o que não quer dizer que ainda não tenha que lidar com isso; tenho um quadro nosográfico muito confuso e no momento estou me focando em não me rotular, embora os médicos digam que sou bipolar com borderline.
    Bem, é isso.
    Mais uma vez, sinto muito e também, muito obrigada.
    Beijos.

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  2. Queridos! Como me entristece ver a luta de todos, e saber que o apoio é minimo em todos seguimentos, familiar, espiritual, e médico.Tenho meus descondicionamentos, mas nada como seus sofrimentos, desejo um dia ler nestas paginas testemunhos de vitoria sobre esses sofrimentos. Beijos a todos e um forte abraço.

    Responder
  3. Obrigada por dividir.
    Você é muito corajosa! A maioria de “nós” é incapaz de falar abertamente sobre isso. Obrigada por falar. Sua força e transparência foram inspiradoras para mim hoje.❤

    Responder
  4. Eu tenho 15 anos e me auto mutilo há cerca de 1 ano. Em meio à esse tempo, tive de lidar com outros problemas como depressão, crises de ansiedade e transtornos de humor; o que certamente, contribuiu para o desenvolvimento do meu problema com a automutilação. Em novembro do ano passado, 9 meses depois de eu infelizmente, dar início a esse hábito, meu pai descobriu o que eu fazia.
    Fiquei realmente com raiva quando me dei conta de que, não poderia mais fazê-lo em meus pulsos, já que meu pai, uma vez tendo descoberto, ficaria sempre de olho a partir daquele momento. A partir daí, passei a cortar-me em lugares escondidos, e por fim, me dei conta de que havia perdido o controle sobre meu “hábito” que agora, já havia se tornado uma doença. Se eu fosse parar para pensar, diria que, foram muitos os motivos que me levaram a dar início à isso. Insegurança, medo, culpa, vergonha alheia, raiva, ódio, tristeza profunda, desordem mental; com certeza foram algumas das razões para eu ter feito o que fiz. Nunca tive a valentia de falar com ninguém sobre o assunto, nem sobre nada que me incomodava. Hoje, tenho mais consciência de meus atos, e suas consequências. E acredito veemente, que tenho evoluído espiritualmente, e consequentemente, tenho ganhado mais forças para enfrentar os obstáculos que a vida traz-me. Não posso dizer que estou livre da automutilação e de todos os outros distúrbios dos quais sofro. São doenças, que como quaisquer outras, precisam ser tratadas. Eu acredito mais no que costumo chamar de “terapia espiritual” que até o momento, têm se mostrado mais eficiente diante ao meu caso. Eu adotei o saudável hábito da oração. Oro todo o tempo. Sempre agradecendo à Deus por estar viva, e pedindo que me dê forças para permanecer forte durante mais um dia. A meditação é algo que se mostra muito eficaz para com os casos de crises de ansiedades, entre outros distúrbios. Concentrar-se é algo que requer muito esforço, realmente, mas vale a pena, com certeza. O pensamento positivo é sem dúvida muito importante, fortalece a sua mente. E bom, se sua mente é forte, então seu corpo e seu espírito são fortes. Você exerce o controle sobre si próprio. Além dos bons livros e cercar-se de pessoas saudáveis, que mantêm você pra cima; é extremamente fundamental ter fé. Sem fé você não chega à lugar nenhum, não importe o que tente. Apenas acredite em si mesmo e acredite que tudo vai ficar bem, você não merece esse sofrimento, seu corpo é templo sagrado de Deus, portanto, ferindo-o, está atingindo diretamente à Ele, que Lhe ama e estará sempre lá por você, sem dúvida. Nos momentos difíceis, saiba que tem Alguém à quem se apegar, você só precisa ser forte, e viver um dia de cada vez. À todos que compartilharam sua história aqui, vocês deveriam sentir orgulho de si mesmos, por terem a coragem de abrir-se e falar sobre seus problemas. É essencial saber, que em meio à tudo, à todo o sofrimento, você não está sozinho.Tenham fé sempre, e lembrem-se, vivam um dia de cada vez, a luta nunca termina, e valerá a pena quando se libertar dessa dor. Então, por favor, peço-lhes como alguém que ainda sofre desse mal, que falem à alguém, que busquem ajuda e tudo vai ficar bem. Amar-se é a chave de tudo. Muito obrigada à dona desse blog, que deu a oportunidade de muitas pessoas dividirem seus problemas, você com certeza aliviou muitos corações. Espero que esteja hoje, saudável e feliz.❤

    Responder
  5. Eu tenho 15 anos e me auto mutilo há cerca de 1 ano. Em meio à esse tempo, tive de lidar com outros problemas como depressão, crises de ansiedade e transtornos de humor; o que certamente, contribuiu para o desenvolvimento do meu problema com a automutilação. Em novembro do ano passado, 9 meses depois de eu infelizmente, dar início a esse hábito, meu pai descobriu o que eu fazia.
    Fiquei realmente com raiva quando me dei conta de que, não poderia mais fazê-lo em meus pulsos, já que meu pai, uma vez tendo descoberto, ficaria sempre de olho a partir daquele momento. A partir daí, passei a cortar-me em lugares escondidos, e por fim, me dei conta de que havia perdido o controle sobre meu “hábito” que agora, já havia se tornado uma doença. Se eu fosse parar para pensar, diria que, foram muitos os motivos que me levaram a dar início à isso. Insegurança, medo, culpa, vergonha alheia, raiva, ódio, tristeza profunda, desordem mental; com certeza foram algumas das razões para eu ter feito o que fiz. Nunca tive a valentia de falar com ninguém sobre o assunto, nem sobre nada que me incomodava. Hoje, tenho mais consciência de meus atos, e suas consequências. E acredito veemente, que tenho evoluído espiritualmente, e consequentemente, tenho ganhado mais forças para enfrentar os obstáculos que a vida traz-me. Não posso dizer que estou livre da automutilação e de todos os outros distúrbios dos quais sofro. São doenças, que como quaisquer outras, precisam ser tratadas. Eu acredito mais no que costumo chamar de “terapia espiritual” que até o momento, têm se mostrado mais eficiente diante ao meu caso. Eu adotei o saudável hábito da oração. Oro todo o tempo. Sempre agradecendo à Deus por estar viva, e pedindo que me dê forças para permanecer forte durante mais um dia. A meditação é algo que se mostra muito eficaz para com os casos de crises de ansiedades, entre outros distúrbios. Concentrar-se é algo que requer muito esforço, realmente, mas vale a pena, com certeza. O pensamento positivo é sem dúvida muito importante, fortalece a sua mente. E bom, se sua mente é forte, então seu corpo e seu espírito são fortes. Você exerce o controle sobre si próprio. Além dos bons livros e cercar-se de pessoas saudáveis, que mantêm você pra cima; é extremamente fundamental ter fé. Sem fé você não chega à lugar nenhum, não importe o que tente. Apenas acredite em si mesmo e acredite que tudo vai ficar bem, você não merece esse sofrimento, seu corpo é templo sagrado de Deus, portanto, ferindo-o, está atingindo diretamente à Ele, que Lhe ama e estará sempre lá por você, sem dúvida. Nos momentos difíceis, saiba que tem Alguém à quem se apegar, você só precisa ser forte, e viver um dia de cada vez. À todos que compartilharam sua história aqui, vocês deveriam sentir orgulho de si mesmos, por terem a coragem de abrir-se e falar sobre seus problemas. É essencial saber, que em meio à tudo, à todo o sofrimento, você não está sozinho.Tenham fé sempre, e lembrem-se, vivam um dia de cada vez, a luta nunca termina, e valerá a pena quando se libertar dessa dor. Então, por favor, peço-lhes como alguém que ainda sofre desse mal, que falem à alguém, que busquem ajuda e tudo vai ficar bem. Amar-se é a chave de tudo. Muito obrigada à dona desse blog, que deu a oportunidade de muitas pessoas dividirem seus problemas, você com certeza aliviou muitos corações. Espero que esteja hoje, saudável e feliz.❤.

    Responder
  6. eu pratico a auto mutilção , mas ñ é pq eu kero ! e sim porque eu desconto os meu sentimentos me machucando ‘ só sei que parece ke me alivia me machucando ..

    Responder
  7. Olás!!!
    Gostaria de poder conversar com voces tbm, como eu faço?
    Sou psicologa há 7 anos e trabalho com pacientes de todos os tipos. Estou fazendo minha tese de mestrado com pacientes borderline e o significado da vivencia da automutilação.
    Adorei os depoimentos de todos e acredito ser muito importante colocarem esta dor insuportavel p fora, ao escreverem.
    Podem contar comigo.
    Abs

    Responder
  8. é uma pena que vc não conheceu o Deus verdadeiro.Converta-se a jesus e Vai ser mais fácil conviver e até se libertar dessa opresssão maligna em sua vida…

    Responder

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