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Auto-Flagelo: Uma luta de cada vez

Dói tanto… E a vontade de me machucar volta. Parada no escuro do quarto, ouvindo Matanza em alto e bom som, as lágrimas percorrem sem cessar.

Me sinto tão só, parece paranóia, neurose minha, mas não é, a solidão é nítida.

Só quem sente esta sensação sabe o grito de desespero que pulsa no corpo. O coração não bate, ele martela a alma… O peito dói!

Eu começo a questionar se sangrar não me aliviaria, aí me lembro de todos vocês, que sempre lêem meus relatos e digo a mim mesma “não posso fraquejar, não posso decepciona-los”, e é quando me recordo que não sou feita só de palavras, que sou humana e erro como qualquer outro.

As lagrimas passam, ops, voltam. Parece besteira mas tudo começou com hoje (sábado) com uma revolta, amanha é aniversário do meu irmão e meu pai dará a ele qualquer coisa (se é que dará) sem muito gosto, enquanto pra enteada presenteou com um notbook novinho (e nem eu ganhei um assim, o meu foi de segunda mão e meu irmão, quando precisou pra faculdade, teve que comprar), mas o que me revolta nisso tudo de fato é:ela nem gosta dele, todo mundo me fala que ela “atura” ele, não tenho motivos pra ficar triste, afinal tenho um pai trouxa!

Isso… A TPM… É meus caros eu remôo o passado sempre e sempre, só quem sabe meu histórico de vida pra entender o que eu sinto e porque eu sinto!

Agora talvez a coisa mais banal, ligar para alguém (já que mais ninguém me liga, ao menos não que morem aqui) e o telefone só tocar… No pós-namoro percebi que não me restaram amigos, nem os de balada, eu acabei me afastando de todos, e o pior, não por amor, mas por depressão, e hoje pago, pois estou sozinha, aflita, escrevendo ou falando com as paredes.

Escrever as vezes me faz desviar o foco “corte”, gostaria de não cair novamente nos braços da lamina fria, mas pelo visto talvez seja inevitável, o problema é que não agüento mais as marcas, essas malditas marcas que eu sinto, são elas que me afastam as pessoas, pois ao invés de tentarem compreender, elas simplesmente fogem, afinal, não é problema delas! Eu sei disso, pois até quem disse que me amou um dia com tanto fervor, acabou se distanciando de mim por medo, o medo da loucura…

Não creio que eu seja louca, aliais, estou sempre consciente desses erros, só que é mais forte que eu, a dor que sinto é tão intensa, que muitas vezes não resisto, mas vou com cautela.

Pensar pode levar a morte… Porque se você analisar, quando paramos para refletir sobre a vida, uma analise profunda… Nossa, ao menos a minha parece mais assustador que um filme de Hitchcock. E ao fazer isso hoje percebi que tenho vivido só pra esperar o dia de morrer.

Hoje (sábado), mais uma vez acho que não irei sair, não vou viver, devo dormir, o que é triste, pois não vivemos (de fato) quando estamos “vegetando”.

Minha maior vontade no momento é socar o mundo, me meter em um briga do melhor estilo hooligans, quem sabe assim essa dor e angustia passariam… Mas como sempre, seria temporário, quando eu acordasse pra vida, os problemas ainda estariam lá.

Então não adianta tentar “ferrar” a própria vida, nada vai mudar, tudo ainda vai estar lá, no final só nos resta encarar os problemas, mas isso é outra página.

Frase: A única forma de me livrar de meus medos é fazer filmes sobre eles. [ Alfred Hitchcock ]

Assim como Hitchcock encontrou uma forma se lidar com seus medos, nós encontraremos uma de lidar com os nossos.

Musica: Tempo Ruim (Matanza)

Freak Butterfly

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

4 responses »

  1. Oi, Freak Butterfly! =)

    Bem, confesso que também tenho essa mania de auto-flagelação nos meus momentos depressivos. Mas no meu caso, serve como uma medida meio “educativa”, já que não tenho ninguém que possa me castigar.
    Em todo caso, me identifico bastante com suas palavras.
    Parabéns pelo ótimo blog! E fica aqui os meus beijinhos! =*

    Responder
  2. Num sei oke dizer, só sei q qdo sinto, sangue quente, e vermelho vivo, akela ardencia da perfuração, sinto q posso lidar com a situação de despreso… Não tnhu, + ao que recorrer já q drogas não me xamam atenç~
    ao, a não ser os remedios pra dormir, q hj de tanto consumilos as escondidas, nem fazem + efeito, os tomos vou pra balada tomo Absolut (vodka) até fikar tonta e nada de + grave acontece… HJ uso agulhas vasias, elas deixa, menas marcas, porem sangram da mesma forma por serem ocas, parece doentio, Mais como vc tbm não sou louka… Um amigo meu se afastou de mim, qdo contei ter me cortado com gilete… Rs… Não keru me matar… já tentei por duas vzs… O medo do inferno me retrai….Rs… E o medo de falhar tbm! Neste momento, estou embriagada em vinho… As agulhas não seriam viaveis, já q tem gente acvordada pla casa… Rs… Minha alma ker morrer… Porem falta coragem p faze lo… Cazuza diz q morre não doí, + tnhu medo de culparem, a pessoa errada… Porke como KURT COBAIN, eu me Odeio e adoraria MORRER!

    Responder
    • Ximene calma! Todo mundo por aqui ja passou por algo do genero, ainda bem que as drogas não te atraem, mas por favor, não misture remedios com bebidas, eu sou dependente deles também mas para dormir… algo de grave um dia pode acontecer e você não gostar, imagina você fica louca, alguém te estupra? quer piorar tua vida? acho que nao!
      olha flor, morrer pode até não doer, mas ele morreu de aids né, e sofreu sim, pode ter certeza, o Kurt deu um tiro de 12 na cabeça, não sentiu mesmo, mas você sabe como é o outro lado, busca ajuda num centro espirita, eles não te julgam e podem te ajudar com tratamentos espirituais, talvez fazemos o que fazemos pela alma atormentada.
      Não acho que tenhamos motivos para morrer, afinal somos “normais” nao nos faltam nada fisicamente, mesmo que sentimentalmente doa, nao vale, o outro lado pode ser pior do que se pensa!

      Responder

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