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Justine – Terremoto na Rotina (parte I)

Justine nunca pensara que a vida a dois pudesse ser tão monótona, não quando era com ela, agora sua vida era como de seus pais.

 – Que saco! – exclamou Justine para Amanda.

 – O que houve mulher? – perguntou Amanda.

 – Essa vidinha de dona de casa ta me matando, sabe, ver o Lucas só na hora do jantar, não temos mais sexo todos os dias, muito menos na quantidade que tínhamos, ela só fala de trabalho e mais trabalho, isso ta me deixando…. BROCHA!

 – Ui! Bate na madeira – dizia Amanda enquanto dava três batidinhas na mesa de centro da sala – Ju, mulher, acho que precisa sair mais, sei lá, tirar um dia de folga desse “casamento”, vamos enfiar o pé na jaca, o que acha?

Para Amanda isso era fácil, ela vivia longe dos pais, estudava de manha e estagiava de tarde três vezes por semana, tinha dinheiro e era solteira, além de ser muito bonita, as duas ficaram amigas em um encontro com Marcela para papear, Amanda era sua prima do interior, que agora havia colocado as garrinhas de fora.

 – É, mas sair sem o Lucas nem dá. Oh Deus, o negocio já ta ruim e eu nem casei ainda.

– Melhor cedo, antes que seja tarde pra voltar atrás.

– Mas eu amo o Lucas Mandita.

– Mas também já amou a Marcela e superou não foi?

– Fico sem graça de falar sobre ela contigo – cochichou Justine com a face rubra.

 – Sai fora, eu nem ligo pra essas coisas não, você sabe que eu não sou chegada, mas não tenho nada contra.

 – Ta certo…

– Bem, eu vou indo, tenho um encontro com um gatinho da internet – disse Amanda entre um sorriso malicioso.

– Mandita, olha lá, esse lance de internet é furada.

– Dá nada, eu já conheço um amigo dele, vamos a um barzinho rocker e tal.

– E você lá gosta disso menina?

– Gostos de homens maus, disso que eu gosto!

– Eu também gostava…. – disse Justine desanimada.

– Animo mulher! ANIMO!

Elas se despediram e Justine foi preparar o jantar. Tudo estava na mesa quando Lucas chegou, calado, ele foi até o quarto se trocar, em seguida voltou esquisito, sentou-se a mesa e finalmente falou.

– Justine, precisamos conversar.

As pernas de Justine balançaram e ela jogou o corpo sobre a cadeira e com as mãos apoiando o crânio começou a refletir no que poderia ter feito.

– Você esta bem amor?

– To… To sim, por quê?

– Ficou pálida, parecendo um morto.

Ele aproximou a cadeira da dela, e a abraçou.

 – Calma amor, bem, eu tenho uma noticia meio chata… Mas nada sério.

– O que foi?

– Tenho que ir para o Canadá resolver um problema, um dos meus clientes, se meteu numa fria, e tenho que ir lá defendê-lo, e como a firma tem uma filial em Toronto, me mandaram para lá.

 – Quando?

– Amanha!

– Já? Mas, e quanto tempo ficará?

– Não sei querida, isso pode levar dias, ou semanas.

– O caso é serio?

– É, mas prefiro não comentar nada agora.

– Tudo bem…. Se você tem que ir, quem sou eu pra dizer algo.

– Amor, sei que estou muito ausente, que não tenho te dado atenção, mas pode até ser bom, sabe, ficarmos longe um tempinho, a saudade vai bater e tudo pode voltar a ser como era.

Justine ficou meio desconfiada com aquelas palavras, mas decidiu não perguntar nada. Os dois jantaram, ela lavou a louça enquanto ele arrumava as malas. Ela foi para o quarto logo em seguida arrumar a cama.

Enquanto ambos escovavam os dentes, Lucas perguntou.

 – E então, vai querer transar hoje…?

Justine ficou catatônica, esquecera até como se escovava os dentes e quase engoliu a pasta.

– Justine, você me ouviu?

– É… Se você quiser, tudo bem.

– Eu to meio cansado e a viajem é longa, se você não se importar.

Com a escova na boca ela sorriu friamente e disse:

– Tudo bem, pode dormir.

Lucas beijou-lhe a testa e foi para cama. Justine estava pasma ainda com a pergunta. E começou a resmungar para si mesma.

– Como assim se eu quero transar? É obvio que eu quero, você vai ficar longe babaca! E como assim, perguntar se eu quero transar? E aquele papinho de vai ser bom? A mais isso não vai ficar assim não, ele vai viajar, eu vou é pra esbórnia.

Justine voltou para cama e nem se quer eu o beijinho de boa noite em Lucas, virou para o outro lado e tentou fingir que estava dormindo, enquanto sua cabeça não parava de maquinar aquelas ultimas frases dele.

 

Continua…

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

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