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Entrevistando: Chernobillies

 

Então pessoal, depois de algum tempo sem atualizar, volto aqui com estrevista, pra quem não conhece o Psychobilly, ai vai uma otima pedida, leiam e apreciem uma banda nacional.chernobillies_divulgacao01

 

F.B.: Há quanto tempo à banda está na estrada?

G-Lerm: Começamos a ensaiar no final de 2001, e a fazer shows em 2002. Então nesse mês estamos fazendo 7 anos de banda.

F.B.: Como surgiu esta idéia de uma banda de psychobilly?

G-Lerm: Bom, todo mundo na banda é psychobilly, compra discos de psychobilly, sai à noite pra ouvir psychobilly e se encontrar com psychobillies, então, quando montamos uma banda psycho, não foi uma idéia assim das mais criativas.

F.B.: Muitos estilos musicais são como uma filosofia de vida, um modo de se viver, há isto no psychobilly?

G-Lerm: O acho que o psychobilly é muito mais  um modo de se viver do que um estilo de música, até porque hoje em dia na musica você tem bandas psycho que são tão diferentes que um leigo jamais diria que fazem parte do mesmo estilo musical.

F.B.: Voltando a falar sobre a banda, houve uma pausa nos trabalhos da banda, quanto tempo ficaram fora dos palcos?

G-Lerm: Quando o Fred, que era o baixista original deixou a banda, ficamos um ano completamente parados, do final de 2007 até o final do ano passado, quando o Beavis, que era baixista do Voodoo Stompers veio de São Paulo pra assumir o baixo dos Chernos. Levamos um tempo pra ele pegar as musicas e adaptarmos elas para o baixo acústico, já que o Fred usava o elétrico, até voltarmos a tocar ao vivo.

F.B.: Quantos álbuns vocês já lançaram?

G-Lerm: Lançamos em 2004 uma demo de 10 faixas, chamada “Are you ready to rock?!?!” e participamos de algumas coletâneas, como o tributo ao Frantic Flintstones, que foi lançado na Alemanha pela Red 5 Records. Atualmente temos na manga musicas pra fazer uns 2 discos. A gente sabe que já demorou demais pra sair um (ou dois) primeiro disco “oficial”, mas também não queremos lançar nada que seja meia boca. Estamos vendo agora um esquema legal, acho que mês que vem já começam as gravações e ainda antes do meio do ano teremos um disco bom na mão, daí é achar alguém disposto a lançar.

F.B.: Fale sobre as músicas, onde buscam inspirações para as letras?

G-Lerm: Acho que, como todo mundo, nas coisas normais do nosso dia a dia. Mulherada, bebedeira, carros, monstros, religião…

F.B.: Qual a maior influencia da banda?

G-Lerm: Acho que a gente não tem nenhuma grande influência, algo que a gente queira soar parecido. O nosso som é resultado de tudo que a gente escuta, lê, assiste, imagina… Mas se você quiser saber que bandas a gente escuta, preferimos o psychobilly mais clássico, as bandas velhas, como Meteors, Guana Batz, Frantic Flintstones, Frenzy, Batmobile, Klingonz.

F.B.: Quais os planos da banda para este ano?

G-Lerm: Agora que voltamos à ativa de vez, a idéia é fazer shows, viajar o máximo possível, conhecer lugares e públicos novos. Isso e lançar o disco. Tomara que tudo de certo.

F.B.: Quais os próximos shows?

G-Lerm: Por enquanto estamos planejando 2 shows em Curitiba mesmo, um de aniversário da banda e outro que já está marcado, no Psycho Carnival.

F.B.: Nos últimos meses houve um crescimento significativo em fãs do gênero rockabilly, algumas pessoas vêem como modismo, o que você acha disto? Estaria o rockabilly se tornando moda?

G-Lerm: Já faz mais ou menos uns 10 anos que se comenta isso, e eu ainda não vi nenhuma banda psycho ou rockabilly tocando no programa do Faustão. Nem mesmo com clipes entre os 10 mais da MTV. Ou mesmo na programação normal. Todo ano aparece um monte de gente nova nos festivais, vão em um ou 2 e desaparecem do mesmo jeito que surgiram. Os que ficam mesmo adotam o estilo, fazem as coisas acontecerem, montam bandas e colecionam discos são poucos. Há 10 anos atrás tínhamos  um público de mais ou menos 100 pessoas nos festivais. Hoje temos 600, 700. É claro que rolou um aumento, mas ainda está bem longe de ser uma grande moda.

F.B.: Como você vê a cena deste gênero musical aqui no Brasil?

G-Lerm: É legal, o Brasil já é considerado um pólo psychobilly quase tão importante quanto Europa e Estados Unidos.  Muitas bandas de fora querem vir pra cá fazer shows, conhecer as pessoas. Em relação às bandas nacionais, acho que estamos melhores que nunca, muitas bandas, com características diferentes, boas bandas e bandas ruins, mas todas com um bom público e levando a sério o que gostam de fazer, e isso é o que importa…

F.B.: Vocês participam de um evento que ocorre no mês de fevereiro em Curitiba chamado Psycho Carnival, e este ano, vocês estarão presentes? O que seria este festival?

G-Lerm: O psycho Carnival já é considerado um dos maiores eventos do psychobilly no mundo, bandas e psychos  do mundo inteiro vem pra Curitiba passar o carnaval. É engraçado porque é uma cidade que não tem a menor tradição de carnaval, vai todo mundo pra praia, mas os hotéis centrais lotam de gente que vem para o festival, você anda pelo centro e só vê gente de topete. Esse ano vamos tocar, o festival promete, já que vai ter 2 bandas inglesas clássicas, o Klingonz e o Frantic Flintstones e mais um monte de outras bandas mais novas de fora, alem das bandas nacionais que por si só já fazem uma puta festa.

F.B.: Bem, eu gostaria de agradecer a você pela entrevista e deixar o espaço aberto para falar com nossos leitores.

G-Lerm: De nada, apareçam nos shows!

 

*Esta emtrevista está junto de muitas outras no www.oceniarock.com

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

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