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Justine – Amor Estranho Amor (Parte 1)

Depois daquela noite no bar, Justine não se sentia mais a mesma, algo ali mexeu com seus pensamentos, e quem diria, também com seus sentimentos.

Aquela nova experiência sexual envolvida por fetiches, aquele belo estranho do bar, tudo aquilo mexera com sua louca cabecinha.

Dias se passaram sem que ela pudesse se concentrar na vida normal, no trabalho, e até nos seus romances. Ela não queria mais bate-papo, ela não sentia desejo em pular a janela do vizinho para um sexo frenético, ela só queria mais de tudo que havia sentido naquela noite.

– Deus, estou tão confusa, tão aflita. Estaria eu apaixonada!? Não posso, seria burrice a minha.

Ela se olhou no espelho e repetiu para si mesma.

– Você saiu em busca de sexo e foi o que teve, uma noite cheia de sexo, não é paixão, não é! Você só está encantada…

Ela sentiu uma lagrima escorrer, era o ódio de sentir o que não queria.

– Eu não sei quem é ele. Nem sei o nome. Vai que ele nem se lembra de mim…

Ela se senta na beira da cama e joga o corpo para trás, olhando para o teto ela relembra fatos daquela noite. Ele seguindo de quatro rumo a ela, ele beijando seus pés, as caricias, a selvageria daquela noite.

– Ai como eu o quero novamente – e desliza a mão por entre as pernas – como eu desejo que ele me toque, me lambuze, me foda por completo.

Sem pensar ela não resiste e me toca relembrando do estranho e goza loucamente.

– Ai querido, até em pensamentos me faz gozar deliciosamente. Eu preciso voltar lá.

Com duvidas no que ele iria pensar, até pelo fato do bilhete impensável que ela deixou no criado mudo, liga para Marcela, uma colega para irem juntas ao bar.

– Oi Má, tudo bem?

– Oi Jú, ta ótimo e contigo?

– Eu to bem… Você ta a fim de sair?

– Agora?

– É, tempo destes conheci um bar maravilhoso, cheio de gatinhos, ta a fim de ir comigo?

– Bem, mas amanhã trabalho cedo.

– Que se dane Má, vamos curtir, vai ser legal, prometo.

– Sua maluca, eu topo, to precisando me distrair mesmo e pegar um gatinho.

– É isso ai! Vamos arrasar. O bar é de rock, te pego em 40 minutos.

– Ok!

Ela nem pensou em se arrumar tanto, vestiu uma skinny, colocou scarpins e usou uma baby look de caveirinha que comprou dias depois daquela noite, porque lembrou dele. Maquiou-se sensualmente, lábios cor do pecado, olhos delineados e nos cabelos um rabo de cavalo.

– Ai que se foda se to bem, só preciso vê-lo.

Saiu em disparada para buscar a colega. Ao chegar notou algo diferente em Marcela, sempre a via meio desleixada, hoje em especial ela estava atraente. Um breve pensamento passou por sua cabeça e ela disse antes que a amiga entrasse.

– Nossa como a Marcela é gostosa.

Marcela adentrou o carro com um belo sorriso.

– Oi querida, sabia que foi bom ter me ligado?

– É, algum problema?

– A eu me apaixonei por um filho da puta Jú, este foi o problema.

– Caramba Má, que foda!

– Antes fosse uma foda, ou várias, mas ele não está nem ai pra mim Jú, e eu sou louca por ele.

– Calma querida, hoje você esquece este idiota. Alguém tão linda quanto você, não merece alguém assim.

Marcela era realmente bela, alta, pele bronzeada, olhos azuis, cabelos longos e vermelhos, lábios carnudos e belas pernas, que naquela noite estavam à mostra. Os seios eram de dar inveja a qualquer um, volumosos e naturais.

– Bem, é aqui! Deixa-me procurar uma vaga – diz Justine.

– Nossa como está lotado em plena quinta-feira!

– É sim, é que rola uma banda toda quinta, legal, tu vai curtir, e tem um barman que nossa, é de tirar o fôlego.

– Ótimo, preciso de um sexo pra aliviar as dores da rejeição.

– Má, pode crer, tu é das minhas baby!

Depois de rodar atrás de vaga, ela achou um estacionamento seguro e foram pro bar, ao adentrar Justine só queria ver o seu estranho e Marcela ficou vislumbrada com a quantidade de pessoas diferentes. Era uma espécie de “mercado”, havia “produto” para todos os gostos.

– Nossa, onde vamos ficar? – perguntou Marcela.

– Me segue, vamos tentar chegar até o bar.

Depois muitos obstáculos e cantadas, finalmente as duas chegaram até o balcão do bar.

– Deus, achei que não chegaríamos nunca no bar – disse marcela.

– Pois não é, isso aqui esta mais cheio que a primeira vez que eu estive aqui.

– Aí preciso beber algo urgente Jú, isso aqui ta um inferno d quente.

– O que você quer beber?

– Uma cerveja.

– Acho que também vou de cerveja – ela olhou para os lados, mas ninguém para atendê-las, o bar estava incrivelmente lotado e Justine estressada, pois não havia visto o tal estranho, que aliais era dono do bar.

– Que porra, isso ta mesmo um inferno Má, não consigo nem visualizar alguém pra nos atender!

– Querida, relaxa! Você parece que ta é estressada. Quer ir embora?

– Não, não. É só o calor. Vamos tentar achar uns banquinhos.

Quase 20 minutos depois, as duas conseguiram se sentar no balcão, já que meses era uma verdadeira competição para conseguir.

– Olá senhorita, demorou, mas voltou.

– Oi, pois é, achei legal. Mas hoje está incrivelmente cheio. É que vai rolar uma banda de fora do estado, que já é popular.

– Hum…

– E então, trouxe uma amiga desta vez?

– Sim, Esta é Marcela… Mas nem sei seu nome…

– A da outra vez nem tive chance de dizer, o Fabiano foi mais rápido!

– Quem?

– O dono daqui, aquele com quem foi conversar.

Finalmente ela soubera o nome de seu estranho, Fabiano. Ela não sabia se descobrir o nome mudaria algo, mas seu coração acelerou ao ouvi-lo.

– A bom – disse tentando disfarçar – Bem, esta é minha amiga Marcela. Má este é o …

– Gustavo – Disse ele.

– Prazer! – disse Marcela.

– O prazer com certeza é todo meu. Mas então, vão beber o que?

– Duas cervejas bem gelada, por favor – disse Marcela.

– Opa! Saindo duas cervejas super geladas.

Justine estava inquieta, observando todos.

– Jú, algum problemas? – perguntou Marcela.

– Não, não…

– Você esta atrás do tal Fabiano?

– O que te faz pensar isto?

– A Jú, eu sou mulher, vi como você ficou quando ele te falou sobre o cara.

– Não, não é nada. Essa é sua noite querida, vamos curtir.

– Aqui estão as cervejas!

– Vamos brindar Má.

– Brindar a que? – perguntou Marcela rindo.

– A todos os filhos da puta que vão rastejar ainda aos nossos pés.

– Uhu! Isso ai linda! Um brinde – disse Marcela empolgada, e ambas tornaram um gole da cerveja.

– Se precisarem de algo, é só chamar meninas – disse Gustavo.

Depois de três cervejas e nada de Fabiano aparecer, Justine sentiu uma espécie de revolta, onde estaria o dono do bar em uma noite de casa cheia? Questionava consigo mesma, então ela gritou.

– GUSTAVO, EU QUERO TEQUILA, POR FAVOR!

– E garota, você gosta de coisas fortes, hem?

– Eu preciso me traga uma, por favor…

– Duas, eu também sinto que preciso – falou Marcela.

– Você está bem Má?

– Cara, me sinto estranha, as pessoas me olham esquisito, será que é minha roupa?

– Capaz, é porque você ta é muito gostosa isso sim, devem estar te devorando com os olhos.

– Sua boba, para com isso.

– Eu falei serio, se eu fosse homem te comia!

– Jú só você mesma pra dizer isto – e caiu na risada.

– Opa, um sorriso – disse Gustavo colocando as duas tequilas no balcão.

– É que Justine é uma comédia Gustavo.

– Comédia porra nenhuma, eu só falei a verdade.

– O que você disse? – perguntou ele.

– Essa besta está se sentindo um ET porque todo mundo está olhando pra ela, mas eu disse que ela ta é gostosa, por isso olham, se eu fosse homem, comia.

– Garota, tu é maluquinha mesmo – e Gustavo começou a rir.

– Ah! Vocês que são idiotas – segurou o copinho de tequila e tornou-o todo, sem sal nem limão.

– Credo, isso é horrível – indagou Gustavo.

– Que nada, horrível ta isso aqui hoje.

– Quero sal e limão – disse Marcela.

Depois da primeira tequila, Justine não podia parar, ela bebeu mais duas e se sentiu livre.

– Vamos dançar? – ela perguntou.

– Como se aqui tivesse espaço – respondeu Marcela.

– Não tem problema, vamos subir no balcão!

– Você ta loca, vamos ser expulsas.

– Capaz mesmo que vamos. Venha, se solte, toma mais uma tequila.

Então as duas beberam um pouco mais e ficaram loucas, poucos minutos o show não era mais da banda, era delas, ambas subiram no balcão e começaram a dançar ao som do velho rock ‘n roll, elas se sentiam sexy, Marcela sabia que podiam ver sua calcinha e nada a impedia de dançar. Justine ao ver que os homens do bar as desejavam começou a dançar junto de Marcela. Elas eram um “casal”, prontas para o sexo, é o que pensavam os rapazes.

Gustavo não conseguia nem atender, ele precisava pedir para que elas descessem, mas não conseguia, eu queria comer as duas imediatamente. No meio daquele calor todo, Justine não resistiu ao ver o corpo de Marcela se movendo junto ao dela então a segurou pelos cabelos e tacou um beijo na amiga.

– DEUS! QUE GATAS LOCA! – era o que a multidão gritava. Até a banda parou pra ver a cena.

Marcela não resistiu nenhum momento ao beijo de Justine. Depois de alguns minutos elas se desgrudaram e então Marcela disse.

– Sua maluca, vamos sair daqui.

– Vem comigo.

Continua…

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

One response »

  1. Magnifíco!
    Acabo de encontrá-la e já estás nos favoritos, aguardando a continuação…
    =)

    Responder

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