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Entrevistando: Chipset Zero

Olá meus queridos leitores, como havia lhes dito, hoje é minha estréia no site Oceania Rock e minha primeira conversa no boteco musical foi com a banda paulista Chipset Zero, da qual me concedeu o prazer, novamente de entrevista-los.

Veja aqui a matéria na integra. Leiam, apreciem o metal nacional e apóiem!

Freak Butterfly: Olá rapazes!

Jamil: Opa! Tudo jóia?

Freak Butterlfy: E então como anda a banda?

Jamil: Chipset Zero continua traçando seu caminho, tocando, fazendo contatos, ensaiando, produzindo musica e divulgando a parada!

Freak Butterlfy: E há quanto tempo à banda ta na estrada?

Jamil: A banda foi formada desde 1997… Então já temos uns bons aninhos (risos)!

Freak Butterlfy: E que bons aninhos não!? Bem, muitos os consideram como “new metaleiros”, o que pensam disso e qual o gênero que vocês classificam a banda?

Jamil: Não temos problema com isso, sempre fomos “alguma coisa” metal, isso mostra que de certa forma o nosso som sempre está “moderno” sem perder a pegada.

Freak Butterfly: Como vocês vêem o cenário do gênero industrial no país?

Jamil: Sinceramente, cena no Brasil é algo utópico…

Ayka: Cena mesmo não existe, o que existem são poucos que fazem eventos undergrounds e numa grande maioria que convida as bandas pra tocar e não querem nem pagar a gasolina do transporte… É triste, mas é a verdade!

Freak Butterfly: E como Vêem o rock ‘n roll, no geral?

Jamil: Como nosso país… Se arrastando, sobrevivendo apelas por quem ama mesmo este gênero.

Freak Butterlfy: Quais os planos da banda para o segundo semestre e para 2009?

Jamil: Tocar, tocar e tocar! Divulgar nosso trabalho e correr atrás das oportunidades. Também queremos fazer alguns vídeos-clipe das músicas para difundir mais nosso trabalho.

Freak Butterlfy: Qual a música de trabalho atualmente?

Jamil: Atualmente, a música que estamos trabalhando é a Metal Cage, é a música que abre nosso novo disco, que foi lançado oficialmente em maio deste ano.

Freak Butterfly: Quais bandas foram inspirações para vocês?

Ayka: Pantera, Meshuggah, Machine Head, M.Manson, NiN, Slayer, Sepultura (até o Roots), RxDxPx (Brasil e Anarkophobia), Metallica (até o black álbum).

Freak Butterlfy: Ótimas inspirações! Me diga quais bandas brasileiras vocês admiram?

Ayka: Brasileiras? Hum…. Nação Zumbi, é que única que eu me lembro agora.

Freak Butterlfy: E estrangeiras?

Ayka: A não sei, são várias! (risos)

Freak Butterlfy: Agora, desviando um pouco o assunto, qual o melhor momento da banda na visão de vocês?

Ayka: Isso é relativo… Temos ótimos momentos na historia do Chipset Zero que podemos ressaltar, a cada momento rola uma parada mais louca que a outra e acabamos que nos “acostumando” com esses momentos. Claro que podemos lembrar de alguns mais expoentes como o MusiKaos com Sepultura em 2001, tocar na argentina com Mortification, abrir pro Slipknot, show do varejão em Guarulhos ou a tour pelo Chile. Um ótimo momento também foi a gravação desse novo álbum, o Red-O-Matic, mas ainda acho que ótimas paradas ainda estão por vir e lógico que vamos desfrutar ao maximo (risos) como sempre!

Freak Butterlfy: Quais as próximas datas de shows?

Jamil: Temos duas datas fechadas. Dia 13 de setembro em Sampa no festival Fuck Machine, e dia 28 de setembro na Expomusic no estande da Sonotec, importadora de uma das marcas que nos patrocinam.

Freak Butterfly: Qual foi o show mais inesquecível?

Ayka: Chimera Festival em 2005 quando abrimos pro Slipknot… Sem palavras!

Freak Butterfly: No cenário musical do país, o que vocês acham que merecia mais destaque e o que merecia ser jogado fora?

Ayka: Mais destaque lógico para o rock e o metal sincero, brazuca, pois uma cultura underground que sobrevive mesmo sem recursos merece destaque. Temos várias bandas de metal e rock que são foda, um trampo realmente responsa.

Freak Butterlfy: Neste blog sempre escrevo muito sobre preconceito, então, o que vocês acham do preconceito contra as pessoas que curtem rock, tendo em vista que somos julgados como usuários de drogas, vagabundos que não querem nada com a vida.

Jamil: To cagando e andando pra este povinho movido a Rede Globo.

Freak Butterlfy: O que acham destas modinhas e desta enxurrada de bandas também modinhas que surgiu nos últimos tempos? É algo passageiro ou que veio para ficar?

Jamil: Nada! Isso é tudo montado… Logo passa!

Freak Butterlfy: O que vocês acham que uma banda precisa para permanecer em um mercado tão competitivo?

Jamil: Paciência, muita paciência (risos) e ser teimoso pra caralho!

Freak Butterfly: Uma banda é como uma família, e toda família há conflitos, vocês discutem muito?

Jamil: Às vezes brigamos sim, mas somos muito amigos!

Freak Butterlfy: Quais lugares do Brasil vocês gostariam de tocar?

Ayka: Todos! Queríamos viver tocando todo dia, mas isto é impossível neste país.

Freak Butterlfy: E o assedio de fãs?

Jamil: Normal, nem somos assim tão assediados. O lance é mais uma admiração pelo nosso trabalho e tal.

Freak Butterlfy: Vocês sofrem preconceito por serem músicos?

Ayka: Acredite, isto está mudando, aquela idéia que musico é vagabundo sempre pairou encima dos musicistas, mas é ai que entra você e mostra que faz a diferença produzindo um disco com qualidade, um show legal ou um bom clipe. E aqueles que tinham este conceito, quando vêem seu trabalho, passam a te enxergar de outra forma diferente e positiva. Portanto, se você é músico e incomoda os conservadores, quer dizer que você está no caminho certo da arte!

Freak Butterlfy: Além de músicos, vocês trabalham em outros ramos ou possuem outros projetos?

Ayka: Sim, trabalhamos. Eu também sou editor do site www.baixista.com.br e todos os outros tem atividades. O Tuba, por exemplo, tem um estúdio. Todos fazem trabalhos paralelos à banda para conseguir viver e pagar as dívidas que fazemos em nome da música, em nome do metal. (risos)

Freak Butterlfy: Gostaria de lhes agradecer e dizer que meu blog estará sempre com as portas abertas para vocês, boa sorte, e muito sucesso. Gostariam de dizer algo para encerrar?

Jamil: Agradecemos o convite e as pessoas como você que junto a nós, fazem o rock continuar!!!

Ayka: Muito obrigado pela força e apoio. Estamos na luta, nossa bandeira esta de pé. (risos)

P.S. – Não assistam TV, vocês verão a diferença!

Bem, está é a entrevista na integra! Espero que tenham gostado caros leitores, e acessem também o www.oceaniarock.com e veja ela compactada.

Mais uma vez, valeu a banda e também aos leitores que fazem meu blog crescer cada dia mais e mais. Conto com vocês sempre!

Super beijo,

Freak Butterlfy.

*Site da banda: http://www.chipsetzero.com.br/

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

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