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Rock ‘n Roll de calcinha!

Yeha! Foi-se o tempo que rock era algo só para meninos, hoje o número de garotas neste cenário cresce mais e mais, e a tendência não é parar. Então fui a pesquisa para lhes falar mais sobre.

Ser mulher em um mundo totalmente machista não é fácil, apesar de toda luta nos anos 60 pela igualdade social entre homens e mulheres a discriminação ainda domina porem, mulheres como Janis Joplin não se calaram. Ao fim dos anos 60 e começo da contracultura, Janis Joplin em sua carreira solo meteórica quebrou todos os tabus do rock.

Pouco depois os cuecas se renderam a musas como Suzi Quatro, Joan Jett e Lita ford (The Runaways), e a doce Debbie Harry (Blondie).

Mas não foi só no velho e bom rock ‘n roll que as mulheres ousaram penetrar, quando Joan Jett se uniu ao the Gist em um tributo ao vocalista e líder da banda, Mia Zapata, raptado e morto em Seattle, preconizou o então nascimento do Riot Grrrl, bandas raivosas lideradas por mulheres, surgindo assim bandas como L7, Bikini Kill, Le Tigres e Babes in Toyland.

Lita Ford ainda é um símbolo no meio musical, alem de mostrar seus dotes como guitarrista ainda mostrou os dotes que Deus lhe deu, a beleza que faz até hoje muito marmanjo babar.

As inglesinhas do Girlschool, após serem apadrinhadas pelo Motörhead, conseguiram uma grande repercussão no cenário do Punk rock. Alguns anos mais tarde surge The Bangles e Go Go’s que foram eleitas os maiores nomes do então estilo Pop/New Wave.

Apesar de muitas conquistas no Heavy Metal a diferença é gritante, as bandas femininas continuam sendo minorias, mas há grandes nomes no meio como Doro Pesch, primeiro junto ao Warlock e depois em carreira solo e nos dias atuais temos bandas como Crucified Bárbara.

Orquestras, letras melancólicas, uma atmosfera inebriante e vocais líricos dando um tom angelical são características do Doom/Gothic, que tem como maiores representantes as beldades, Liv Kristine Espenæs (Theatre of a Tragedy), Vibeke Stene (Tristânia) e Tarja Turunen que se iniciou no Nightwish e hoje optou por uma carreira solo. Mas quem disse que só de lirismo vive o metal? Dentro deste seguimento temos o Death e o Black metal que com um som pesado, agressivo e com vocal gutural mostraram que o “sexo frágil” já não era tão frágil assim, bandas como Otep, Arch Enemy e Walls Jericho são exemplos disto.

Ainda temos bandas no mais variado estilo como Kittie com new metal; Atari Teenage Riot e Vive La Fate com Digital Core; Emilie Simon, The Desdren Dolls, Camille no Dark Cabaret; The Cramberris, Tegan and Sara, Duffy, Cat Power e Juliette and The Licks com Rock Alternativo; Jefferson Airplane como Classic Rock; e Fiest com Indie Rock.

Se iniciando por uma carreira solo, com letras que falam sobre o universo feminino, como desilusões, prazeres, revoltas, angústias e os conflitos com o sexo oposto, tornando um som mais acessível e esbanjando atitude foram Alanis Morrisette, Shery Crow e Tori Amos.

Certa vez ouvi que baixo era instrumento de garota, por exigir mesmo do que os demais, tal comentário foi machista e ridículo, pois temos no cenário feminino garotas que dão um banho em muitos homens, são algumas delas: as baixistas Sean Yseult do White Zombie; D’Arcy Wretzky do e Smashing Pumpkins; Talena como ex-baixista do Kittie; Lita Ford como guitarrista; ou até mesmo “Front woman” Shirley Manson, do Garbage.

Cabelos longos e repicados, maquiagem, brincos grandes, roupas justas, pulseiras e as então estampas de oncinha e zebrinha, seria nossa contribuição ao universo masculino do Glam Rock. Então devo mencionar Vixen, o maior representante feminino no Hard Rock Glam.

Aqui no Brasil Rita Lee pegava fogo junto aos Replicantes depois seguindo carreira solo, hoje recebe o titulo de mãe do rock ‘n rolll. Seguida da audaciosa e muito ousada Cássia Eller (já falecida). Mas o rock brasileiro teve suas barreiras, a falta de apoio das gravadoras e a ausência de espaços para tocar, poucas foram às bandas que resistiram ao tempo.

Um ícone feminino foi a guitarrista Syang, guitarrista do P.U.S., que hoje optou por uma carreira solo com músicas popzinhas totalmente contrário do P.U.S. que produziam um peso instrumental aliado ao vocal gutural do jazz junto há características regionalistas. Também na capital federal nasceu uma das bandas mais representativas do movimento, Volkana, que conquistou muitos fãs no underground paulista.

No estilo Doom e gothic metal temos as garotas do Flammea com citações de óperas, música erudita, e até mesmo intervenção de gaita.

E ainda outros estilos: Mercenárias com punk rock; As Gianninnis e Luxúria com Pop/Rock; e Cansei de Ser Sexy Indie Rock.

Nos anos 90 com toda esta atitude feminina, surge nos Estados Unidos um fanzine feminista chamado Riot Grrrls, feito por Alison Wolfe do Bratmobile, que se revoltou contra os dogmas do mundo do rock que são: garotas não sabem tocar guitarras, bateria, ou baixo tão bem quantos os homens. Por isto muitas garotas sentiam-se desestimuladas a tomar frente a algum instrumento.

As Riot Grrrls não fazem questão alguma de parecerem meigas, bonitinhas, delicadas e muito menos comportadas e por serem excluídas pelo fato de serem garotas elas se rebelaram e rasparam a cabeça, usavam roupas masculinas. Muitas vezes como formas de protesto iniciaram um relacionamento com outra garota, mostrando assim que elas eram capazes, ou até mesmo mais capazes do que os rapazes.

Este movimento foi popularizado por bandas como Bikini Kill e Tribe 8. Não existem líderes no movimento Riot Grrrls, cada garota deve fazer o que bem entender, defender seus ideais e não se deixar influenciar ou obedecer alguma líder, ser Riot Grrrl é ser livre. Mas como todo movimento há símbolos, Kathleen Hanna, vocalista do Bikini Kill é o maior destaque por todo seu radicalismo. Como forma de protestos, Kathleen mandava os rapazes para lugares mais distantes do palco, dando espaços as garotas e muita das vezes havia escrito em partes do seu corpo como abdomens, costas ou braços, palavras como: Slut (vagabunda) ou Rape (estupre). Contra a violência sexual e comentários machistas que tachavam as garotas do meio do rock como vagabundas. Seguindo seu exemplo, muitas bandas seguem com este protesto até hoje.

Apesar de tudo quem levou a coroa foi Courtney Love, líder da banda Hole (e viúva do grunge Kurt Cobain), que é considerada o maior símbolo dentro do movimento, porém, Courtney nega participar do movimento feminista e se nega associar Hole ao Riot Grrrl.

Apesar de um movimento feminista, muitos homens, incluindo rock star defendem o Riot Grrrl.

O lema do Riot Grrrl? Simples: se os homens podem, eu também posso! Ou ainda: Só para meninas!

E claro o Brasil não escapou desta onda, bandas como a extinta Bulimia, Pulso, Biggs entre outras vão além, como a banda Suffragettes, que além de defender o feminismo, defende o movimento Vegan e straight-edge, e também a defesa do meio ambiente.

Dominatrix é a banda mais conhecida no cenário brasileiro, radicalistas, ela até promove debates em seus shows sobre causas feministas e os direitos da minoria.

O que não se pode é ligar o movimento Riot Grrrl ao homossexualismo. O homossexualismo que há no Riot Grrrl, muitas vezes é uma forma de expressar a liberdade sexual e o direito de gostarmos de quem bem quisermos e lutar contra o preconceito. Porem a mídia sempre manipula e distorce tudo, passando uma imagem de que Riot Grrrls são garotas homossexuais que odeiam homens, são estúpidas, ignorantes, violentas, grossas, enfim, a mesma imagem que dão as feministas.

O grande problema disto seria as famosas POSER, que levam o movimento como modismo atrapalhando os verdadeiros ideais do Riot Grrrl. Vestir a camisa do movimento apenas para fazer baderna é idiotice, lembre-se que respeite para ter respeito.

Respeito às idéias, os pensamentos e as atitudes alheias se você quer ser respeitado. Busque saber o que são as coisas antes de dizer que você pertence a elas.

Sexo frágil? Não existe mais e talvez nunca tenha existido, nós só não tínhamos a liberdade de expressar toda nossa força. Afinal muitas mulheres são: mãe, esposa, amante, dona de casa e ainda trabalham fora. O que há de frágil nisto?

Quer conhecer algumas bandas? Então vamos lá!

Riot Grrrls estrangeiras: Bikini Kill, Bratmobile, L7, Le Tigre, Babes in Toyland, Voodoo Queens, Sleater-Kinney entre outras.

Riot Grrrls brasileiras: Dominatrix, Biônica, Lava, Hell Cats, Pulso, Biggs, Cínica, Lolittas entre outras.

E fique ligado! Domingo tem boteco musical no Oceania Rock!

Abraços,

Freak Butterfly.

About FreakButterfly

Que fique logo claro: não sou sexóloga (apesar de que gostaria muito), também não sou formada em psicologia, sou Bacharel e Adm. Com habilitação em Marketing e agora Bacharel em Jornalismo. Tenho este blog desde meados de 2008, onde comecei a escrever por mera diversão e distração do tédio e solidão que a cidade onde morava até então me proporcionava. Com o passar dos dias, o blog foi crescendo e a vontade de escrever também. Amo escrever e espero faze-lo bem! Não estou aqui para julgar, descriminar ou fazer apologia a qualquer coisa que seja, escrevo do que gosto para pessoas que gostam do mesmo que eu, e se o ofendi, sinto muito, mas basta fechar a pagina. No mais, volte sempre!

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