
Ontem ouvi que o preconceito em relação às mulheres que conversam abertamente sobre sexo mudou. Mas, em relação às experiências que já tive, aos rótulos que já recebi, vejo que nada mudou tanto assim. O mundo segue machista como sempre.
Nós que já queimamos os sutiãs, protestamos, tivemos direito ao voto e direitos iguais, ainda somos julgadas por querer conversar sobre sexo como qualquer homem entre amigos faz na mesa do boteco.
O problema é que muitos ainda não aceitam a posição que alcançamos nas ultimas décadas (e não digo atrás do tanque ou na beira do fogão). As mulheres hoje escolhem se vão ou não casar. Se querem ou não ter filhos. Tem a opção do sexo casual, elas vão pro boteco com as amigas, tomam cerveja e falam de “pinto”, como quem fala de novela.
Muitos me dizem: “Você se expõe demais no blog. Eu não teria coragem.”
Sinceramente, não vejo maldade alguma nas coisas que digo ou escrevo. Eu sou uma pessoa extremamente curiosa, que gosta de ler, escrever, e usei este meio de comunicação pra tentar ajudar algumas pessoas que tem medo de revelar seus temores. Só eu sei quantas pessoas eu já ajudei, quantas imaginações eu conquistei.
Sempre ouço a mesma pergunta: “Justine é você? Ela existe?”
Claro que deve haver pessoas como Justine, e é obvio que como toda pessoa que escreve ela é parte de mim. Como uma filha. Algumas pessoas amam, outras ficam horrorizadas e há aqueles ainda que acham que sou prostituta (rs isso é hilário eu confesso, rio demais disso). Não querendo me comparar a Anais Nin, mas ela escrevia coisas eróticas assim como eu, o que eu faço é usar palavras mais “chulas” e comuns no vocabulário daqueles que lêem. Seria estranho ler vulva, fornicar, entre outras palavras mais “poéticas”. Eu simplesmente escrevo o que as pessoas desejam ler.
Falar de sexo é saudável e divertido. É uma troca de experiências, é um aprendizado. Só não podemos expor a intimidade de forma que vá nos afetar e afetar terceiros.
A vida já é complicada demais, têm problemas demais, guerras demais pra ainda nos preocupar-mos com coisas tão banais. Ainda ter-mos preconceitos tão medíocres.
A liberdade de expressão é isso, ser o que somos mesmo que doa naqueles que não tem coragem para de libertar, se escondem em fakes e se trancam em “armários” de lamentações e julgamentos precipitados.
Freak Butterfly
murilo disse,
Julho 23, 2009 às 6:41 pm
mas e foda freak… sexo ainda vai ser aquele.. assunto que a galera fica sem graça …mas acredito que nesse futuro ae .. ele ja nao e mais visto como um bicho de sete cabeças
michelicapeletti disse,
Julho 27, 2009 às 11:34 pm
sempre falei de sexo abertamente com meus amigos mais chegados e amigas mais chegadas…acho a coisa mais natural do mundo em compensaçãooutros podem nos achar umas vadias..bom terão dois trabalhas…em ver como são limitados e em ver que estão atrasados…acho que pelo menos uma vez na vida esse pessoal que é muito pudico deveria ler A casa dos Budas ditosos,romance do João Ubaldo Ribeiro..esse cara tratou de sexo como poucas pessoas na literatura brasileira…um viva aos bem resolvidos.