Após voltar o seu caso com André, Justine ficou um tempo sem sair da toca. O sexo com ele estava bom demais. Depois de vê-la com Rodolfo, André ficou apaixonado e propôs terminar o namoro e assumir um relacionamento com ela.
- Querido, chega de ser sentimental. Eu já disse que detesto isto.
- Não é sentimentalismo, eu te amo, apenas isto. Quero que seja só minha.
- Impossível!
- Porque impossível?
- Querido, estou em uma fase de descobertas e você sabe disso, fidelidade é algo da qual eu desconheço. Quero desfrutar tudo o que a vida me oferecer.
- Eu quero estar junto. Podemos fazer isto juntos.
- Docinho, quero um tempo!
- O que? Você está louca?
- Eu? Pelo contrario, estou ficando sã até demais. Você que está louco, e desta loucura quero distância.
- Por favor, Ju… Eu a amo!
- Não, não ama! Sou apenas aquela transa gostosa que você tem a qualquer hora.
- Você está enganada.
- Por favor, não me procure. Eu te procuro.
Ela o beija e pula pela janela.
- Ju, para com isto, para de ser louca!
- Dré, eu sou assim, sinto muito, e não é por um garoto como você que irei mudar. Volta pra tua fresquinha. Eu te ligo quando quiser.
Sem ouvir mais nada, ela voltou para sua casa.
- Caramba! Que cara mais grudento. Eu preciso é de novos ares.
Sentou-se em frente ao computador, olhou os e-mails, olhou seu orkut, aceitou novos estranhos, conversou com alguns amigos por msn, inclusive Rodolfo que insiste em vê-la.
- Qualquer dia eu deixo – diz ela todas às vezes.
Desconecta e deita na cama.
- Eu preciso é sair. Mas pra onde?
Ela se senta novamente no computador e procura bares alternativos para ir.
- Aqui, vou curtir um rock ‘n roll.
Ela se veste a caráter. Botas de couro, mini-saia jeans, meia calça arrastão, baby look de seu roqueiro predileto, David Bowie.
- É, está ótimo, só falta a uma maquiagem e me descabelar.
Depois de mais alguns minutos ela está totalmente pronta. Ao sair do quarto da de cara com a mãe.
- Justine! O que é isso?
- É rock mamãe! Por quê?
- Você vai sair novamente?
- Vou, o que tem? Faz é tempo que não saio e você sabe.
- Mas hoje é quinta minha filha.
- Sim é quinta véspera de final de semana, mãe, eu preciso sair. To precisando pensar um pouco.
- Está bem Justine, por favor, não me volte bêbada, está bem? Para com esta vida!
- Ok! Ok!
Ela pega o carro e sai rumo ao barzinho de rockers, louca por novidades, sente até um frio na barriga.
Ao entrar ela vê, é um estranho no ninho. Pela primeira vez ela fica encabulada por estar em um ambiente que nunca esteve antes só. Nenhum rosto conhecido e estilos variados. Depois de dar uma volta no lugar ela finalmente encontra um banquinho no balcão do bar.
- Uma dose de absinto.
- Noite ruim? – diz o barman.
- Ainda não sei, mas que está estranho, está!
- Melhor não tomar esta porcaria, isso é puro álcool menina.
- E você é o meu pai? – retruca com ele. Ela ainda não havia reparado que o barman era uma gracinha, careca de olhos claros, cheio de tatuagens.
- Bem, idade para isto não tenho, mas vou lhe fazer um drink, garanto que será melhor que este absinto.
- Ok! Eu topo.
Depois de alguns minutos lá está seu drink.
- O que é isto?
- Marguerite! Tome você vai gostar.
Ela experimenta e confirma, realmente é uma delicia.
- É, realmente é uma delicia.
O barman sorri e sai para atender outras pessoas, enquanto Justine degusta sua bebida sozinha e com o pensamento atormentado por fantasmas da rejeição.
- Será que alguém vai me notar – pensou alto.
- Com certeza! – disse o estranho ao lado.
- Me desculpe, pensei alto demais.
- Que nada. Você é nova por aqui não é?
- Sim, é minha primeira vez.
- Espero que seja inesquecível – disse ele ao abrir um sorriso sacana.
- É o que todos esperam da noite! – retribuindo o sorriso.
- Adorei seu look, também gosto do Bowie. Mas o que mais gostei foi da bota, um charme… Quer sentar em uma mesa?
- Ok! Mas onde vamos achar? Isso aqui ta lotado!
- Fique tranqüila e vem comigo.
Ela se levantou e seguiu aquele doce estranho. Ele era bem mais alto que ela, de corpo normal, cabelos compridos escuros, estava todo de preto, pela manda da camiseta se viam as tatuagens, e na fivela do cinto, um soco inglês, parecia tão selvagem, ela adorava.
Sentaram-se no canto do bar, em uma mesa isolada, o cantinho era escuro, ela sentiu um frio na espinha, mas também aquela sensação estranha no estômago da qual ela adorava. Era a adrenalina começando a correr em seu sangue. Ela não resistiu e deixou escapar um sorriso maroto.
- O que foi? – perguntou o estranho.
- Nada, só estava pensando. – respondeu Justine.
- Pensamentos bons eu diria, a julgar pelo seu sorriso delicioso.
- Talvez!
- E então, aqui está bom pra você?
- Sim, está. Meio escuro, mas está.
- É que aqui da pra conversar melhor, o som não atrapalha tanto.
- Verdade.
- E então, o que lhe trouxe aqui?
Ela não sabia o que responder, na realidade fora em busca de uma aventura, de um bom sexo, mas não poderia dizer isto a um estranho, não a um estranho estando fora de seu ninho, nunca se sabe que está ao seu lado, apesar de promíscua ela zelava por sua segurança.
- Então pequena, qual seu nome? – perguntou ele.
- Justine.
- O meu é.
- Não! – ela o interrompe bruscamente.
- O que foi pequena?
- Eu gostaria de não saber teu nome, pode ser?
- Nossa, que garota esquisita, mas se faz parte da tua fantasia, tudo bem, não digo.
- Ótimo!
- Mas e então, sobre o que quer conversar?
- Sobre nada, não sai de cara para conversar – sim, Justine começará a por as garrinhas de fora.
- Garota rude você hem? Têm muitos fetiches?
- Milhares, e você?
- Sim, muitos, mas confesso minha tara maior é por pés.
- Podólatra?
- Sim, algum mal nisto.
- Não, eu nunca sai com um, mas já li sobre.
- Hum, garota curiosa.
- Você nem imagina o quanto.
Então ele se aproxima dela e sussurra ao pé do ouvido.
- Quer brincar pequena?
- Adoraria! – e o velho sorriso sacana se estampa na face da Justine dominadora.
Ela a segura pela mão e a puxa por entre a multidão de corpos suados dançando ao ritmo frenético do rock ‘n roll, ela sentia seu corpo explodindo de tanta adrenalina, seu coração estava acelerado e sua mão suava frio, seus olhos tinham um novo brilho, então ela sentiu a necessidade de puxá-lo no meio da pista para um delicioso e delirante beijo. Ela agarrou-o pelos cabelos para mostrar quem mandava, e devorou-o em um beijo profundo e erótico, sua língua mostrava a ele o que aquela boquinha era capaz. Depois de alguns minutos e ao som de The Who, ela o soltou.
- E então, vamos? – pergunta ela.
- Nossa pequena, tu é louca, vem comigo.
Seguiram até uma portinha depois do palco, subiram as escadas e deram de frente com outra porta, que os levou a uma espécie de escritório casa.
- Você é louco? Como vamos invadindo o lugar assim.
- Não estamos invadindo, eu moro aqui pequena, sou dono do lugar.
Aquilo iria ser mais interessante do que ela imaginava. Havia uma parede de vidro que dava para olhar a pista.
- Aqui é incrível!
- Que bom que gostou! Não sabe meu nome, mas sabe onde me encontrar.
Ela encostou sobre a parede de vidro.
- É seguro encostar aqui?
- É blindex, e só nós podemos ver as pessoas, elas não podem nos ver.
- Então porque você não vem se rastejando até aqui?
- O que? – ele questiona um tanto espantado.
- Seja meu cãozinho, vem se rastejar até meus pés.
Nisto ela tira a blusa, e abre o primeiro botão da saia. Ele não resiste, tira a camiseta, e mostra um corpo delicioso, se põe de quatro no chão e engatinha até Justine.
- Eu adoro suas botas… São tão altas, tão poderosas. – diz ele ao abraçá-las.
Ela tira a saia e fica com a meia arrastão, a surpresa, sem calcinha, perfeito para penetrá-la pelas aberturas da meia.
- Deusa, a senhora tem um corpo delicioso, o que quer que eu faça para satisfazê-la? Diga, eu faço o que a senhora ordenar.
- Tire uma de minhas botas.
Ele obedece rapidamente, louco para olhar o pezinho de Justine.
- Senhora, que pezinho lindo, por favor, deixe que eu os toque como merecem?
Ela acena positivamente com a cabeça, para ela aquilo tudo era novidade, na verdade não sabia como agir diante daquele fetiche, mas o pouco que leu sabia que deveria mostrar segurança e sabia que ele sentiria prazer em tudo que ela fizesse com os pés.
Ele massageia, acaricia, enche com beijinhos, então ela ordena.
- Sugue-os!
- Sim senhora.
Por entre os furos da arrastão ela sentia a língua quente dele no vão dos dedos e sim, ela ficou muito excitada, parecia que ao tocar seus pés, ele a tocava profundamente, ao mesmo tempo que ela se sentia relaxada ela se via excitada, o toque a língua quente era como se ele estivesse ali, entre suas pernas, ela sentia que ia gozar.
- Isso, isso, eu to adorando meu cãozinho, lembre gostoso e mete o dedinho aqui – ela coloca a mão entre na xoxota.
- Ele como cão fiel, começa a masturbá-la enquanto brinca com o pezinho.
- Eu acho que vou… – e goza, num longo suspiro ela goza deliciosamente.
Ele fica maravilhado ao vê-la assim. E pede.
- Senhora, deixe-me fodê-la, por favor, deixe que eu a penetre enquanto a senhora está calçada?
- Vem, mete em mim.
Ela se vira para o vidro e ela a agarra por trás, beija a nuca e molesta os seios pressionados no vidro, ela abre os olhos e vê a multidão delirando, alguns olhavam para cima sem imaginar o que estava acontecendo naquele vidro, mas ela imaginava que eles pudessem vê-la.
- Vem comigo senhora.
Então ela se submete aos comandos dele, submete aos seus desejos. Ele a deita na cama, termina de se despir, admira o esplendor do corpo embriagado de prazer da pequena.
- Você é maravilhosa… – ele coloca o preservativo e a penetra levemente, para poder admirar a face do prazer.
Ela suspira, pois já estava sensível pelo orgasmo que acabará de ter, ele coloca as pernas de Justine nos ombros para visualizar os pés enquanto a penetra. Um com bota, outro sem. Isso o enlouquecia e o fazia ir mais fundo, ela fazia malabarismo de seu corpo para colocar o pé sem bota na face dele, para encostar-se ao corpo dele e acaricia-lo.
Ele estava em frenesi! Ele delirava, ele a exaltava. Ela era enfim uma deusa.
No vai e vem frenético ele próximo de conceber o ato grita.
- DEIXE-ME GOZAR NOS TEUS PÉS DEUSA!
- Deixo.
Então rapidamente ele se direciona aos pés, tira a camisinha e segurando o pau em ritmo de masturbação termina seu trabalho esporando por todo o pé de Justine.
- Você é louca sua gostosa. Nossa, eu terei de vê-la novamente – e cai sei corpo cansado entre as penas dela, com a cabeça na xoxota.
Ela fica em silencia, olhando para o teto e analisando tudo que havia acontecido, como tudo foi rápido. Ele seguia acariciando o seu monte de Vênus depilado inteiramente, fazendo com que ela se excitasse novamente.
- Você quer me deixar louca novamente?
- A senhora não quer?
- Cala a boca e me chupa!
Assim seguiu a noite, esqueceram de si mesmos e cobriram seus corpos de luxuria atendendo aos seus prazeres, quando o cansaço os tomou, ela adormeceu em seus braços.
Pouco depois um raio de luz entra por uma janelinha, ela se assusta, mas não o acorda, vai até o banheiro, toma um banho relaxante, visualiza o celular, sua mãe não notará que ela não estava na cama ainda. Ela se vestiu, deixou um bilhete na cabeceira e foi embora. O bar estava sendo fechado e ela conseguiu sair sem precisar acordá-lo para abrir a porta.
Ao entrar no carro, sentia-se nas nuvens, sentia-se satisfeita. Ele ao acordar se assustou em ver a cama vazia, correu para o banheiro, olhou pela vidro e viu que só havia um zelador terminando de limpar o bar, ele abriu uma janelinha e perguntou.
- Tito, você viu uma moça descendo daqui?
- Sim senhor – respondeu – ela saiu a pouco, sorriu e entrou no carro.
Ele meio confuso, sentou na cama e viu um papel estranho na cabeceira, assim estava escrito:
“Cãozinho antes da próxima lua cheia eu volto. Beijos, Justine.”
Ele sorriu e desmaiou de cansaço.
Continua…
(por Freak Butterfly)
