Depois de algum tempo sem escrever a vocês sobre o assunto, hoje venho lhes falar um pouco sobre a historia da sexologia.
Você sabia que os primeiros registros sobre o comportamento sexual humano é estimado à cerca de 22 mil anos atrás?
Isto mesmo, os dados são baseados em registros da “Pré-história” onde a sexualidade é dada pela “lei da natureza” tal como animais. Durante milhares de anos, os humanos se reproduziam para a procriação.
Monogamia, poligamia ocasional, poligamia regular e poliandria (excepcionalmente), eram vistos em uma sociedade arcaica. Também eram feitos rituais de abstinência para evitar gestações, até que o bebê atingisse alguma auto-suficiência.
A poligamia só era aceita se houvesse recursos ou necessidades de expansão da população, já a monogamia assegurava a concentração de bens da família, porém mostrava que o homem não tinha condições de manter mais de uma mulher.
Na sociedade contemporânea a monogamia é dominante, porém há algumas regiões onde a cultura permite a poligamia.
O patriarcado surgiu com as primeiras civilizações da era do Bronze, subjugando as sociedades matriarcais e enfatizando a prostituição e o adultério.
Também há 20 séculos, os chineses, indianos e árabes produziram o TAO, o Kama-Sutra e o Jardim Perfumado, verdadeiros tratados sobre os prazeres sexuais.
No fim do século XII, o sexo foi considerado obra do demônio e combatido pela Santa Inquisição. As mulheres que viviam dos “prazeres da carne” e até mesmo as “moças”, por serem simplesmente atraentes e sedutoras, eram suspeitas de bruxaria e relações com diabo, apesar de virgens eram queimadas na fogueira por representarem um perigo.
O século XIX se iniciou o controle médico às prostitutas. O casamento foi legalizado. A masturbação considerada causa de problemas físicos e mentais, é dêem graças a Deus que esta era terminou, se não se “conhecer melhor” não existiria.
Neste mesmo período o Vitorianismo incitava à repressão dos desejos sexuais, paradoxalmente abria espaço ao inicio da Sexologia, bem como às investigações de Freud.
O século XX as doenças venéreas, mais bem tratadas, também ameaçaram mitos e tabus, assim como a liberação dos costumes (que seguiram pelas duas grandes guerras) e os avanços em Fisiologia, Anatomia e Sociologia.
Ainda em meados do século XX, com a liberação dos anticoncepcionais o erotismo foi liberado. Consequentemente, nas ultimas décadas, mudanças econômicas, religiosas, sociais e novas descobertas cientificas, aliadas às contribuições da Psicologia e da Medicina, na avaliação e no tratamento dos problemas do comportamento, refletiram-se nas atitudes de homens e mulheres.
No inicio do século XXI, os profissionais começaram a reconhecer que a experiência, o amadurecimento físico e emocional, a intimidade com o (a) parceiro (a), um bom padrão de conhecimento sobre o assunto, além de hábitos saudáveis de vida e saúde geral preservada são imprescindíveis para garantir êxito na satisfação sexual.
Freak Butterfly
*Fonte: Ciência e vida: Psique edição Especial, ano III nº9.
