Até Quando Emocore?

Pesquisando sobre o estilo Emocore, que é muito discriminado, (confesso que até por mim mesma) descobri que suas raízes vêm do cenário punk rock de Washington DC nos anos 80. Contrariando o que todos dizem, o emo não é uma onda nova, ele já está presente a mais de 20 anos, porém, só chegando ao Brasil em 2003.

O estilo foi assim batizado, devido às melodias introspectivas e emotivas. Sendo assim, conhecido como “hardcore emocional”. As primeiras bandas a levar o estilo ao conhecimento de todos foram: Embrace e Rites Of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party. Porém, nem uma destas bandas aceitou se auto-definiram como “emo”.

Bandas já estabelecidas no meio hardcore como 7 Second e Scream aderiram a este novo embalo.

O Emocore tomou força entre 1982 e 1993, e bandas como Seatia e Thursday juntaram suas melodias emotivas, batidas pesadas e berros em suas apresentações, o que não agradou os fãs de hardcore, que passaram a chamá-los de “molengas”.

Em 1991 e 1992, o emocore intensificou sua sonoridade caótica e emocional com vocais abrasivos passionais através das bandas Heroin, Portraits of Past e Antioch Arrow. Porém, depois de tanta intensidade, o movimento teve sua desaceleração. Bandas como Sunny Day Real Estate e Mineral tomaram como influencia a banda Rites Of Spring.

Chega então o dia em que o emo abandona o punk, se tornando então “alternativo”.

Na cultura alternativa, tachar alguem de emo, é dizer que a pessoa possui intensa sencibilidade.

No Brasil, o Emo predomina na região sudeste e sul, porém isto não quer dizer que em outros estados não existem, eu que morei no norte, sei que lá há muitos, mas muitos emo’s. Além de um estilo musical, o emo passou a influenciar a moda adolescente. Roupas, acessórios, tatuagens de cerejinha, cabelos coloridos, franjas caídas sob os olhos, listras e o xadrez passaram a ser de domínio de “emos e emas” que também passaram a adotar atitudes homossexuais, ou a até então pouco conhecida bissexualidade.

Além de pesquisar sobre o emocore, fui em busca também do Screamo, uma ramificação do Emocore. Surgindo nos anos 90, as bandas aceleraram suas guitarras de forma harmônica, aumentaram suas batidas e optaram pelo grito ao longo da musica. Costumo dizer que, para mim, Screamo é um emo gritado e nada mais, porém, como toda pessoa que sofre discriminação, sente preconceito com alguém do mesmo estilo, os adeptos do Screamo não gostam de ser tachados de emo.

Vocês podem não acreditar, mas o screamo ainda é confundido com o metalcore e até mesmo com o death metal, pois ambos utilizam as mesmas técnicas de “berros guturais” em seus vocais.

O screamo é também conhecido como post-emo e emo-violence. Algumas bandas neste estilo são The Used e My chemical Romance, também rotuladas como emocore.

No Brasil, as bandas mais próximas destes estilos são: Emo., Nx Zero, Fresno, Glória (screamo) entre muitas outras, pois a cada dia que passa, sites como myspace, purevolume, trama virtual, bandas de garagem e outros, que veio para divulgar novas bandas, podemos notar o súbito crescimento do gênero.

Foi assim que os estilos se popularizaram.

O caso é que, não podemos rotular as pessoas pelo que elas escutam (sim, vocês estão ouvindo isto de mim).

O grande problema é: tênis quadriculado, roupas listradas ou xadrez, caveirinhas, cerejinhas, franjinha, cabelos coloridos entre outras coisas que o emo’s (diria falsos emo’s) “roubaram” de outros estilos, com isto, hoje não se pode usar mad rats que você é emo. Você tem franja, é emo. Até mesmo as pessoas que são bissexuais por opção e não por modismo são tachadas de emo. Eu mesma já fui chamada de “ema” (feminino de emo), inúmeras vezes e confesso detestar, apenas por dois motivos, detesto rótulos, detesto modinhas.

Então, antes de julgar alguém de emo, conheça a pessoa. Uma coisa que eu não consegui descobrir é: onde nisso tudo a garotada pegou o EMO e transformou em uma modinha ridícula! Só porque há sentimentalismo nas canções, não precisa enfeitar de rosa o mundo.

Acho ridículo ir ao shopping e ver garotos de franjinhas lambidas, tic-tac rosa, bolsa do piu-piu entre outras coisas femininas. Todos sabem que eu sou a pessoa mais desencanada do mundo em relação à sexualidade humana, eu conheço emo’s e ema’s, são meus amigos e gosto deles do jeito que são, mas transformar um estilo em palhaçada, passou dos limites. Em toda trajetória emo (do verdadeiro emo) eu nunca vi coisas tão ridículas assim. Acho que estes jovens devem colocar a cabeça no lugar e ser apenas eles mesmos. Moda um dia (se Deus quiser) passa, mas a impressão que causamos na época, está fica.

Dizer não ao preconceito, é uma atitude realmente madura e descolada.

Conscientize-se,

Freak Butterfly.

Mudanças, e nada mais!

Há algum tempo, decidi que era hora de me mudar, tomar outros rumos para minha vidinha pacata, porém, sem planos as mudanças não se tornam fáceis.

Vim para Curitiba na cara e na coragem, e posso dizer muita coragem, pois sair do conforto de nosso lar para um lugar desconhecido, só se tendo coragem.

Logo de cara minha estadia não deu certo, ao invés de um apartamento só meu fui morar em um pensionato, que como chamamos, “orfanato”, pois o descaso de algumas pessoas é terrível, não nós tratam como hospedes pagantes, como tudo em Curitiba, é como se fosse um favor.

Graças a Deus posso dizer que tive a sorte de morar com pessoas incríveis! Amigas, parceiras e divertidas, mas para mim não bastava apenas isto, eu precisava ter um emprego.

Mesmo com uma faculdade no curriculum e uma outra em curso, não foram suficientes para provar minha competência, nem mesmo os inúmeros cursos que fiz… O negocio era eu não pertencer ao norte do país. Isto mesmo, podem negar, mais sei que os sulistas ainda tem preconceitos com os nortistas.

Andei conversando com algumas pessoas para saber qual a imagem que eles têm do norte, além de achar que somos índios e moramos em ocas, eles acham os nortistas folgados! Logo nós, que acolhemos pessoas de todo o país, que trabalhamos duro pelo desenvolvimento do nosso estado, nosso erro talvez seja abrir os braços e dar a eles a oportunidade que não nos é dada aqui.

Esta foi minha grande decepção… Mas como boa brasileira, eu não desisti, permaneci aqui por 6 meses, porém, como qualquer cachorro que leva somente porradas, eu me cansei e decidi que, se a única porta que me abriram foi em Porto Velho (RO), irei usurpar de todas as oportunidades que me forem dadas lá, e se caso um dia eu decida retornar, que esteja mais preparada.

Eu agradeço ao carinho que obtive aqui, e renego aos sentimentos hipócritas que muitas vezes recebi de homens sem coração.

Um fato interessante, aqui os homens não querem nada serio. Querem curtir a vida enquanto podem, mas um dia, seus encantos acabam queridos, e quem vai querer um velho capengando e doente?

Eu fui uma mera boneca inflável para muitos aqui, mas se eles se divertiram com meus desastres, posso dizer que eu não curti. Mas a vida é assim!

Vou sentir falta dos barzinhos que freqüentei, de alguns amigos que conquistei e da família que eu formei.

Mas este é meu mundo. Totalmente do avesso, bipolar e neurótico!

Talvez eu tenha perdido tudo por méritos próprios… Mas isto é uma outra istoria!

Beijos,

Freak Butterfly

Sejam bem vindos ao meu mundo!

Olá pessoal!

Bem vindos!

Optei por criar um blog para continuar a escrever minhas sandices. Como alguns já me leram em outro blog (o freakglam), como Justine François, decidi criar algo que tenha mais haver com minha personalidade, Freak Butterfly.

Aqui irei escrever sobre coisas que inclui no meu mundo como música, sexo e algumas curiosidades.

Sejam bem vindos ao estranho mundo da Butterfly.

Beijos.